terça-feira, abril 7, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

SSP assume protagonismo no mercado de fertilizantes em 2025



No ano passado, os produtores já adquiriam KCl para a safra 2025/26


No ano passado, os produtores já adquiriam KCl para a safra 2025/26
No ano passado, os produtores já adquiriam KCl para a safra 2025/26 – Foto: Divulgação

O mercado de fertilizantes inicia 2025 com mudanças significativas no comportamento dos produtores brasileiros. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o superfosfato simples (SSP) é o destaque do momento, enquanto o Cloreto de potássio (KCl), que dominou 2024, perdeu relevância.

No ano passado, os produtores já adquiriam KCl para a safra 2025/26 com quase um ano de antecedência, atraídos por preços competitivos e relação de troca favorável. Atualmente, porém, a situação se inverteu: poucas operações com cloreto são registradas, enquanto o SSP ganhou força, com volumes expressivos negociados nas últimas quatro semanas e movimentações que chamam atenção no mercado.

De acordo com o especialista, embora a procura pelo KCl tenha diminuído, seus preços seguem estáveis, cerca de US$ 80 por tonelada acima do mesmo período de 2024. Esse aumento impacta diretamente a relação de troca, tornando menos vantajosa a antecipação de compras e fazendo com que os produtores adotem uma postura mais cautelosa na gestão de insumos.

O comportamento observado demonstra uma estratégia conservadora do agricultor, que busca otimizar o manejo e garantir eficiência nas lavouras. Com o SSP assumindo o protagonismo, o mercado seguirá atento às negociações, consolidando o superfosfato simples como o fertilizante mais relevante da temporada, refletindo uma mudança clara no padrão de compras do setor.

A expectativa para o restante de 2025 é que o superfosfato simples continue ditando o ritmo do mercado, enquanto o cloreto de potássio mantém uma demanda mais contida. Essa mudança evidencia a adaptação dos produtores às condições de preços e à relação de troca, reforçando a importância de acompanhamento constante das tendências de fertilizantes para decisões estratégicas mais assertivas.

 





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Petrobras anuncia redução de 4,9% no preço da gasolina



A Petrobras vai reduzir, a partir desta terça-feira (21), o preço de venda da gasolina A para distribuidoras em 4,9%, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro. Com o ajuste, o valor médio passará a ser de R$ 2,71 por litro. Esta é a segunda redução do ano e segue uma tendência de queda nos preços da gasolina praticados pela estatal.

No acumulado de 2025, a redução chega a R$ 0,31 por litro, ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, o corte no preço para distribuidoras soma R$ 0,36 por litro, equivalente a 22,4% quando ajustado pela inflação.

Diesel segue sem mudanças

Enquanto a gasolina sofre nova redução, o preço do diesel permanece estável. Desde março deste ano, a Petrobras já realizou três cortes no valor do combustível. Desde dezembro de 2022, a queda acumulada no diesel, considerando a inflação, alcança 35,9%.



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PF apreende 3,5 t de maconha escondida em carga de defensivo agrícola



A Polícia Federal apreendeu neste domingo (19) cerca de 3,5 toneladas de maconha que eram transportadas em um caminhão na cidade de Pacaembu (SP).

O entorpecente estava oculto em meio a embalagens de defensivo agrícola, o que dificultava sua identificação durante a fiscalização.

O condutor do veículo foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Presidente Prudente, onde foi autuado por tráfico de drogas. O nome do motorista não foi divulgado.



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Alimentação mais barata reduz custos de produção do leite em setembro



Produzir leite ficou mais barato em setembro, conforme o índice da Embrapa que mede os custos da atividade, divulgado nesta segunda-feira (20). O ICPLeite aponta que o trimestre encerrado em setembro fechou com redução de 1,5% no custo de produção, o que representa o segundo mês seguido de queda.

Menos custo com alimentação

Segundo o levantamento da Embrapa, o recuo em setembro foi resultado de variações negativas na alimentação do rebanho. Enquanto o grupo Volumosos registrou queda de 2,2%, os custos referentes ao Concentrado caíram 1,4%.

Além disso, quatro dos sete grupos de custos que compõem o ICPLeite não registraram variação em setembro. São eles: Mão de obra, Energia e combustível, Qualidade do leite e Minerais. Por outro lado, o grupo Sanidade e reprodução teve elevação de 0,5% no mês passado.

Cenário anual e em 12 meses

Porém, o cenário no acumulado dos nove meses do ano é de inflação de custos de 2,3%. Em doze meses, o acúmulo no índice é de 4%.

Considerando o acumulado entre janeiro e setembro de 2025, os custos de produção aumentaram 2,3%, com destaque em Minerais (15,8%), Energia e combustível (12,7%) e Qualidade do leite (8,8%). Já Concentrado (-0,2%) e Volumosos (-1,3%) ajudaram a conter a alta acumulada no ano, com variações negativas.

Em 12 meses, a inflação dos custos foi maior, de 4%. A maior elevação veio de Minerais (17,4%). Na sequência aparecem Energia e combustível (8%), Qualidade do leite (6,5%), Mão de obra (6,3%), e Sanidade e reprodução (5,1%). Por outro lado, Concentrado e Volumosos, grupos que juntos explicam a maior parte da inflação, registraram aumentos modestos de 2,6% e 0,1%, respectivamente.



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Plantio da safra de soja 2025/26 atinge 24%, aponta AgRural



O plantio da soja 2025/26 avança em bom ritmo no Brasil, impulsionado pelas chuvas que voltaram a atingir áreas do Centro-Oeste, segundo a consultoria AgRural. Até a última quinta-feira (16), cerca de 24% da área estimada para a cultura estava semeada. O número representa um avanço de 10 pontos percentuais em relação à semana anterior (14%) e supera os 18% registrados no mesmo período do ano passado.

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A AgRural atribui o desempenho ao retorno das precipitações em regiões-chave. Com o aumento da umidade, a semeadura ganhou força principalmente em Mato Grosso, que ultrapassou o Paraná e assumiu a dianteira entre os Estados produtores nesta safra.

Para o milho verão 2025/26, o levantamento da AgRural aponta que o plantio alcançou 51% da área estimada no Centro-Sul, ante 45% na semana anterior e 48% no mesmo período do ano passado. Com os trabalhos praticamente encerrados no Sul, a atenção agora se volta para São Paulo, Minas Gerais e Goiás, onde a semeadura está em fase inicial.

Pátria Agronegócios alerta para chuvas irregulares 

Segundo a consultoria Pátria Agronegócios, o plantio chegou a 23,27% da área total de soja até a última sexta-feira (17). De acordo com o analista Matheus Pereira, o avanço mais expressivo ocorreu no norte do Mato Grosso, sul do Mato Grosso do Sul e Paraná.

Pontos de atenção na safra 25/26

Segundo Pereira, as chuvas continuam irregulares e o mercado segue atento à distribuição das precipitações, principalmente na região central do país. No norte do Paraná e em parte de São Paulo, ainda há áreas que enfrentam falta de umidade suficiente para o desenvolvimento inicial das lavouras.

Pereira afirma que o calendário de plantio da soja ainda está dentro da normalidade e que, por ora, não há motivo para preocupação com o potencial produtivo da safra. O principal risco, segundo ele, é o encurtamento da janela de plantio do milho safrinha, caso as chuvas fiquem mais atrasadas no fim de outubro e começo de novembro. 

O analista também chama a atenção sobre o câmbio. Segundo ele, o dólar abriu a semana em queda, influenciando diretamente as cotações internas da oleaginosa. Como explicar Pereira, o movimento da moeda americana dita o ritmo do cenário da soja: quando o dólar recua, o preço cai e, quando aumenta, o preço se fortalece. 

 



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Operação da PF em aeroporto de SP apreende 18 pássaros vivos dentro de mala



A Policia Federal (PF) fez uma operação no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no último sábado (18), resultando na apreensão de 18 pássaros brasileiros em situação de maus-tratos. As informações foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (20).

Usando aparelho de raios X, a PF identificou material biológico dentro de uma mala. Eram 18 pássaros vivos mantidos em condições precárias. O responsável era um homem, da Bélgica, que ia para a França.

Ele não apresentou nenhum documento com algum tipo de autorização para o transporte das aves. O homem foi preso e pode responder por crimes de maus-tratos, receptação e crime contra a fauna silvestre.

Pássaros

A polícia contou com a colaboração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que identificou os animais: eram dois tangarazinhos, cinco saíras-sete-cores, sete saíras-douradinhas, dois saíras-militar e dois saíras-da-terra.

Os bichos estavam debilitados e foram encaminhados para tratamento.



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Com oferta ainda baixa, preços da mandioca têm novas altas



Apesar das chuvas na maior parte das regiões produtoras de mandioca, a oferta seguiu limitada na última semana. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Muitos agentes que dispõem de raízes de 1º ciclo têm avaliado a rentabilidade da matéria-prima como bastante comprometida. Nesse cenário de disponibilidade abaixo do esperado, os preços continuaram em alta, conforme aponta levantamento do centro de pesquisas.

A média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 569,56 (R$ 0,9905/grama de amido), elevação de 1% no comparativo semanal e de 5% no acumulado das últimas quatro semanas. Já em relação ao mesmo período do ano passado, registra-se desvalorização real de 11,3% (deflacionamento pelo IGP-DI).

Entre os derivados, pesquisas do Cepea mostram que o mercado de fécula seguiu movimentado na semana passada, embora com um menor volume de negócios efetivos. 

Para a farinha, após terem se reposicionado quanto aos estoques, compradores estiveram menos ativos, resultando em queda na quantidade comercializada para atacadistas e varejistas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mercado do feijão segue em ritmo lento e preços em queda



O mercado de feijão se manteve em ritmo lento ao longo da semana passada e os valores, pressionados. Isso é o que indicam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, a postura retraída de compradores e a maior presença de lotes com umidade inadequada à necessidade da indústria foram fatores que influenciaram as baixas de preços. 

Ressalta-se a escassez dos lotes denominados extras, com peneira 12 acima de 90% e, portanto, a maior valorização no mercado. Assim, muitos produtores consultados pelo Cepea que ainda detêm esse grão negociam apenas quando precisam “fazer caixa”, enquanto os vendedores mais capitalizados preferem armazenar esse feijão. 

No campo, a semeadura da safra 2025/26 atinge 21,1% da área estimada para a primeira safra, segundo apontam dados da Conab dia 11. No Sul do país, as atividades de campo seguiram mais lentas devido às chuvas. Já em São Paulo, a semeadura encerrou há algumas semanas e, agora, produtores se preparam para iniciar a colheita no final deste mês. Ressalta-se que, no estado paulista, muitas lavouras utilizam irrigação, o que permite a uma janela de colheita adiantada.

Estimativas divulgadas neste mês pela Conab apontam que a temporada brasileira de feijão de 2025/26 deve somar 3,04 milhões de toneladas, queda de 1% em relação à da safra anterior (2024/25). Essa retração se deve à queda de 0,4% na área, passando para 2,68 milhões de ha, e à diminuição de 0,5% na produtividade, indo para 1.134 kg/ha. A dinâmica da oferta, por sua vez, segue distinta dentre os feijões cores, preto e caupi.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Safra paulista de trigo deve ultrapassar 400 mil toneladas



Apesar do bom resultado, São Paulo ainda produz menos do que consome


Apesar do bom resultado, São Paulo ainda produz menos do que consome
Apesar do bom resultado, São Paulo ainda produz menos do que consome – Foto: Divulgação

A Câmara Setorial do trigo de São Paulo projeta que a safra 2025 ultrapasse 400 mil toneladas, superando as estimativas iniciais de 350 mil. O avanço é resultado das boas condições climáticas e do progresso genético das cultivares, que garantiram alta produtividade e grãos de qualidade superior.

Segundo o presidente da Câmara, Nelson Montagna, o clima favorável foi decisivo para consolidar uma das melhores safras dos últimos anos. Já o presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, destacou que a combinação entre tecnologia e clima positivo impulsionou o desempenho das lavouras.

“Com base nos dados que temos até o momento, a expectativa é de uma colheita muito próxima das 400 mil toneladas, acima das 350 mil indicadas nas estatísticas preliminares. A projeção é positiva não apenas em volume, mas também em qualidade, que está entre as melhores dos últimos anos”, detalhou.

Apesar do bom resultado, São Paulo ainda produz menos do que consome: a demanda anual é de cerca de 3 milhões de toneladas, enquanto a produção local deve chegar a 400 mil. O estado mantém, assim, forte dependência de importações, reforçando a importância da logística regional para o abastecimento.

“Nessa região, podemos utilizar técnicas como o trigo por sobressemeadura em lavouras de milho, com semeadura a lanço (por máquina ou avião) e até sistemas de inundação. Após a colheita do milho, inicia-se rapidamente a safra do trigo, com um ciclo de aproximadamente 75 dias. O trigo pega carona na cultura anterior e pode gerar rendimentos muito elevados”, conclui.

 





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Retração produtora sustenta cotações do milho no interior



Os preços do milho no interior brasileiro se mantêm firmes. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O suporte vem sobretudo da retração de produtores, que seguem focados na semeadura da safra verão 2025/26. Nos portos, conforme o instituto, os valores do cereal avançam, refletindo as valorizações do dólar e do mercado internacional. 

Pesquisadores destacam que o aumento nos preços nos portos tende a impulsionar também as cotações no interior do país, à medida que esse contexto eleva a paridade de exportação. 

No campo, a semeadura da safra 2025/26 está adiantada na maior parte das regiões produtoras, somando, até o dia 11 de outubro, 31,2% da área nacional, avanço semanal de 2,1 p.p. e acima dos 30,7% da média dos últimos cinco anos, segundo a Conab. 

Relatório divulgado nesta semana pela Companhia aponta que a produção agregada de milho para 2025/26 pode ser de 138,6 milhões de toneladas. Caso atingido o valor representa queda de 1,8% em relação ao volume de 2024/25.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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