segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

La Niña deve reduzir chuvas no Sul em dezembro


Os volumes de chuva na região Sul do Brasil devem ficar abaixo da média nos próximos meses, segundo avaliação da Ampere Consultoria. A La Niña, recentemente declarada pela agência norte-americana NOAA, tende a ser de fraca intensidade, com impactos mais perceptíveis a partir de meados de novembro.

Embora dezembro deva registrar déficit de precipitação, outros fatores atmosféricos podem amenizar o cenário. As chuvas serão menos frequentes, mas ainda devem ocorrer de forma pontual, influenciadas por diferentes mecanismos climáticos que modulam o regime pluviométrico da região. “A previsão é que os déficits de chuva se intensifiquem nos estados do Sul em dezembro. De qualquer forma, outras condições meteorológicas poderão provocar chuvas pontuais relativamente fortes, ou seja, a chuva será menos frequente, como é comum em anos de La Niña, mas não vai sumir totalmente”, afirma a agrometeorologista da Ampere Consultoria, Amanda Balbino.

A consultoria aponta diferenças regionais: no oeste do Paraná, próximo a Cascavel, as precipitações devem se manter próximas à média histórica em novembro, superando os 100 mm. Já no meio-oeste gaúcho, em áreas como Cruz Alta e São Luiz Gonzaga, as chuvas podem ficar até 80 mm abaixo do normal, afetando o desenvolvimento da soja. Na Argentina, as condições também devem variar entre médias e ligeiramente abaixo da média, com déficit mais acentuado em dezembro.

Apesar do alerta, a Ampere observa que o fenômeno ainda não está completamente instalado. O resfriamento atual do Pacífico está em -0,42 °C, enquanto o critério para confirmação da La Niña é de -0,5 °C por pelo menos três meses consecutivos. “De maneira geral, os produtores do Sul devem ficar muito atentos ao risco de períodos de estiagens, tempo seco e quente, que podem coincidir com os estágios mais sensíveis do desenvolvimento da soja”, conclui Amanda.

 





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Plantio de soja atinge 21,7% no Brasil; confira o andamento dos trabalhos por estado



O plantio da safra 2025/26 de soja no Brasil alcançou 21,7% da área total prevista, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura da oleaginosa estava em 11,1%.

Na mesma data do ano passado, o plantio estava em 17,6%, o que representa um aumento de 23,3% no ritmo das atividades nesta temporada. Os dados deste levantamento foram contabilizados até o dia 18 de outubro.

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Plantio de soja pelo Brasil

O estado de São Paulo lidera os trabalhos com a oleaginosa, com 40% da área já semeada, seguido por Mato Grosso (39,8%), Paraná (39%), Mato Grosso do Sul (34%), Tocantins (7%), Bahia (6%), Minas Gerais (6%), Goiás (5%) e Santa Catarina (3%).



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Chuvas no PR deixam produtores de trigo em alerta



Chuvas registradas no Paraná começam a deixar produtores de trigo em alerta. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Apicada (Cepea). 

Segundo o instituto, além de ocasionarem atrasos na colheita do cereal, as precipitações podem comprometer as lavouras que ainda estão no campo. 

Já no Rio Grande do Sul, as chuvas fracas vêm mantendo o potencial produtivo elevado. De acordo com a Emater/RS, a produtividade no estado deve crescer 17,26% em relação ao ano anterior, para 3,261 t/ha, resultando em produção de 3,721 milhões de toneladas, 0,57% acima da safra passada. 

O maior rendimento no RS e também em SC elevou a estimativa de produção e de produtividade brasileira para 2025, conforme relatório divulgado neste mês pela Conab. A safra agora é projetada em 7,698 milhões de toneladas, 2,2% acima do previsto em setembro, mas 2,4% menor que a de 2024. 

Quanto à produtividade, houve aumento de 2,1% frente ao relatório passado e é estimada para ser 21,8% maior que a da temporada anterior, a 3,142 t/ha. Com a expectativa de uma safra com boa produtividade, dólar enfraquecido e alta produção na Argentina, os  levantamentos mostram que as cotações no Brasil seguem pressionadas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Média do açúcar cristal cai no mercado spot paulista



Os preços médios do açúcar cristal branco voltaram a cair no mercado spot de São Paulo na última semana, com o Indicador Cepea/Esalq variando entre R$ 115 e R$ 116 por saca de 50 kg. 

No balanço de 13 a 17 de outubro, a média foi de R$ 116,17/sc de 50 kg, 1,01% abaixo da do intervalo anterior, de R$ 117,36/sc. 

Pesquisadores explicam que, entre os tipos de açúcar cristal negociados, apenas o Icumsa 150 manteve sustentação de preços. Para o Icumsa 180, os valores em queda refletem os estoques acumulados em algumas usinas. 

Além disso, conforme o Centro de Pesquisas, expectativas de excedente global do adoçante na safra 2025/26 reforçaram a pressão sobre as cotações internas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Crédito rural de R$ 12 bi parado expõe falhas estruturais no sistema financeiro do agro


O governo anunciou com alarde a liberação de R$ 12 bilhões para o crédito rural, prometendo impulsionar investimentos, custeio e inovação na nova safra. Na prática, porém, esses recursos seguem indisponíveis nas instituições financeiras, revelando uma contradição entre o discurso político e a realidade vivida pelos produtores.

Enquanto os comunicados oficiais falam em fomento e estabilidade, o produtor enfrenta fila, exigências desproporcionais e respostas demoradas dos bancos. O resultado é frustrante: o crédito existe no papel, mas não chega a quem realmente precisa plantar, produzir e pagar as contas.

O entrave começa na própria estrutura de repasse. Bancos e cooperativas alegam falta de definição sobre garantias, risco climático e inadimplência, além de travas operacionais para distribuir o dinheiro.

A burocracia é tanta que, em muitos casos, os prazos de análise ultrapassam o período ideal de plantio. Para o produtor, tempo é safra, e safra perdida não se recupera.

Além disso, a alta dos juros, o endividamento acumulado e o risco de preços internacionais mais baixos tornam o crédito rural menos atraente para o sistema financeiro, que prefere operar em segmentos de menor risco e retorno mais rápido.

Cada dia de atraso na liberação do crédito significa menos investimento em insumos, tecnologia e produtividade. O pequeno e o médio produtor, que dependem de financiamento para tocar a lavoura, ficam encurralados entre o custo alto e a falta de liquidez.

Sem acesso ao crédito, o agro perde eficiência, a inovação é adiada e o país arrisca colher uma safra menor — tanto em volume quanto em competitividade.

Em um momento de margens apertadas, câmbio instável e exigências ambientais crescentes, a falta de crédito age como uma trava silenciosa na economia rural.

Um sistema desenhado para não funcionar

O caso dos R$ 12 bilhões parados mostra que o problema não é de falta de dinheiro, e sim de arquitetura financeira mal calibrada. O modelo de crédito rural brasileiro continua preso à lógica de anúncios grandiosos e execução lenta, com pouco foco na eficiência operacional e na realidade de quem está na ponta.

Enquanto o produtor precisa de rapidez e previsibilidade, o sistema oferece burocracia e incerteza. É o oposto do que um país que se diz potência agroexportadora deveria fazer.

O crédito rural é a corrente sanguínea do agronegócio. Se ele não circula, o campo enfraquece e com ele, toda a economia.

Anunciar bilhões e não repassar ao produtor é o mesmo que prometer chuva e entregar nuvens secas. No Brasil, o problema não é a falta de recursos, e sim a incapacidade de fazê-los chegar ao solo onde o país realmente cresce: o campo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Deral aponta plantio de soja em 52% no Paraná



O plantio da safra 2025/26 de soja no Paraná alcançou 52% da área prevista até 20 de outubro, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A área total destinada ao grão é estimada em 5,77 milhões de hectares, praticamente estável em relação à temporada passada.

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Condições das lavouras de soja

As lavouras apresentam 98% em boas condições e 2% médias. Em termos de desenvolvimento, 30% estão em germinação e 70% em crescimento vegetativo. Na semana anterior, o plantio era de 39%, com 99% das lavouras em boas condições.

Projeção

Segundo dados do Deral, a produção da safra 2025/26 deve atingir 21,94 milhões de toneladas, alta de 4% frente às 21,19 milhões de toneladas da safra 2024/25. A produtividade estimada é de 3.802 kg/ha, acima dos 3.672 kg/ha da temporada anterior.



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Indicador do etanol hidratado volta a subir



O preço do etanol hidratado voltou a subir no estado de São Paulo após seis semanas em queda. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, além do aquecimento da demanda, com a participação de distribuidoras independentes e de maiores portes, a oferta esteve limitada, seja pelas chuvas, que paralisaram as atividades agrícolas e industriais, seja pela retração de vendedores, atentos aos estoques de produto nos tanques e apostando em valores mais altos.

Pesquisadores explicam, ainda, que outro fator que começa a dar mais suporte aos preços é a proximidade do fim da safra 2025/26 na região Centro-Sul.

Nesse cenário, entre 13 e 17 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7365/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 0,77% em relação ao período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ caiu leve 0,15%, a R$ 3,1079/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Girolando elege novo presidente para o triênio 2026/28



O criador mineiro Alexandre Lopes Lacerda foi eleito presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando para o triênio 2026/2028. A eleição ocorreu na última sexta-feira (17), na sede da entidade, em Uberaba (MG), com chapa única e participação de associados de diferentes estados. A nova diretoria assume em janeiro do ano que vem.

Continuidade e fortalecimento da raça

Lacerda sucede Domício Arruda, que permanece no comando até dezembro. O atual presidente destacou o avanço da raça Girolando nos últimos anos, consolidada como principal base do leite brasileiro. “Hoje, o Girolando responde por cerca de 80% da produção nacional e vem ampliando presença na América Latina. O novo time dará sequência ao trabalho de expansão e valorização da raça”, afirmou Arruda.

O novo presidente atua há duas décadas na pecuária leiteira, com foco em genética e produção de leite na Fazenda Miraí, na Serra do Cipó (MG). Segundo ele, a prioridade da gestão será tornar a associação mais próxima dos criadores e ampliar o acesso de pequenos produtores às tecnologias de melhoramento genético.

“Queremos fortalecer o Programa de Fomento da Raça Girolando, para que mais produtores possam aumentar a rentabilidade do rebanho”, destacou Lacerda.

Novas metas e foco nos associados

Entre as metas da nova diretoria estão ampliar o número de associados, apoiar eventos regionais e estimular a participação dos criadores na Megaleite — uma das principais feiras do setor leiteiro. Lacerda também pretende reforçar o Programa de Melhoramento Genético da raça, que contribui para o aumento da produtividade e da qualidade do leite.

Além de produtor rural, Lacerda é contador, advogado tributarista e diretor de um escritório jurídico em Belo Horizonte. A diretoria eleita conta ainda com José Renato Chiari como vice-presidente e outros nove diretores responsáveis por áreas administrativas, financeiras, técnicas e institucionais.

A Associação

Criada em 1978, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando reúne produtores de todo o país e administra o Serviço de Registro Genealógico e de Melhoramento Genético da raça. Com mais de 2,3 milhões de registros, é a maior base de dados entre as associações de raças leiteiras no Brasil. A entidade também foi pioneira na adoção da genômica em programas de melhoramento genético bovino nacional.



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Chuvas afetam trigo e girassol argentinos



Em relação ao girassol, 35% dos 2,7 milhões de hectares projetados já foram plantados


Em relação ao girassol, 35% dos 2,7 milhões de hectares projetados já foram plantados
Em relação ao girassol, 35% dos 2,7 milhões de hectares projetados já foram plantados – Foto: Divulgação

O plantio de milho na Argentina segue em ritmo acelerado, com 25,6% da área nacional já semeada, segundo dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). A entidade destaca que esse percentual representa um avanço de 7,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, configurando o segundo maior progresso das últimas dez safras. 

As províncias de Entre Ríos e o Centro-Norte de Santa Fe se destacam pelo cumprimento dos planos de semeadura antecipada, enquanto regiões do norte de Buenos Aires e sul de Santa Fe, antes afetadas por excesso de chuvas, registram melhora no ritmo das operações. Já o centro e o oeste de Buenos Aires ainda enfrentam dificuldades, e parte das áreas pode ser redirecionada para o plantio tardio caso a semeadura não avance até meados de outubro.

Em relação ao girassol, 35% dos 2,7 milhões de hectares projetados já foram plantados, após avanço semanal de 2,7 pontos percentuais. As chuvas no sul do país seguem dificultando o acesso aos campos e atrasando o calendário de plantio, enquanto as regiões centrais e do norte mantêm desempenho bem acima da média dos últimos cinco anos. Do total já semeado, 77,3% das lavouras estão em condição hídrica adequada ou ótima, e 100% apresentam estado vegetativo de normal a excelente.

No caso do trigo, embora 96,4% das lavouras estejam em condição normal a excelente, a alta umidade elevou em 6 pontos percentuais a área com excesso hídrico. O cenário tem favorecido o surgimento de pragas como chinches e orugas, além de doenças fúngicas, principalmente no sul do país. Mesmo assim, cerca de 90,7% das plantações já superaram o estágio de encanamento e avançam para floração e enchimento de grãos. Se o clima se mantiver estável, a safra argentina poderá alcançar bom potencial produtivo.





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Raízen abre mais de 400 vagas para aprendizes em todo o país



A Raízen está com inscrições abertas para o Programa de Aprendiz 2025/2026, que oferece mais de 400 vagas em diferentes regiões do Brasil. As oportunidades contemplam áreas administrativas, técnicas e operacionais e estão disponíveis nos escritórios, bases e usinas da companhia.

As inscrições devem ser realizadas até 30 de novembro de 2025 por meio do site oficial do programa.

Quem pode se inscrever

Podem participar jovens entre 16 e 21 anos e 11 meses, que estejam cursando ou já tenham concluído o Ensino Médio ou Técnico.

Para as vagas vinculadas ao Senai, é necessário realizar matrícula após aprovação. Não é exigida experiência profissional anterior.

Benefícios oferecidos

Os aprendizes selecionados terão direito a uma série de benefícios, incluindo:

  • Auxílio-transporte ou fretado
  • Plano de saúde e odontológico
  • Bônus Programa de Participação nos Resultados (PPR)
  • Cesta básica ou vale-alimentação
  • Trilha de desenvolvimento profissional

Cidades com vagas disponíveis

As oportunidades estão distribuídas por 30 cidades:

Andradina (SP), Araçatuba (SP), Araraquara (SP), Barra Bonita (SP), Bento de Abreu (SP), Bocaina (SP), Brasília (DF), Caarapó (MS), Colômbia (SP), Elias Fausto (SP), Guariba (SP), Guarulhos (SP), Ibaté (SP), Igarapava (SP), Ilha do Governador (RJ), Jataí (GO), Jaú (SP), Lagoa da Prata (MG), Maracaí (SP), Mirandópolis (SP), Morro Agudo (SP), Ourinhos (SP), Paraguaçu (SP), Paulínia (SP), Piracicaba (SP), Rafard (SP), Recife (PE), São Paulo (SP), Tarumã (SP) e Valparaíso (SP).

Áreas de atuação

O programa é dividido em duas trilhas principais:

Aprendiz administrativo:
Atividades de apoio em tarefas administrativas, controle de documentos e planilhas, organização de agendas e e-mails, elaboração de relatórios e suporte em rotinas de SSMA (saúde, segurança e meio ambiente).

Aprendiz técnico e operacional:
Apoio na execução de manutenções, identificação de falhas, troca de peças, calibrações e cumprimento das normas de SSMA, além de participação em planos de manutenção e organização do ambiente de trabalho.

Os candidatos que preencherem os requisitos passarão por testes online, dinâmicas em grupo e entrevistas com lideranças da Raízen.



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