segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Preço do boi gordo se mantém firme e indicador de MS atinge maior valor do dia



O indicador do Boi Gordo Datagro encerrou nesta terça-feira (21) com o preço de R$ 310,72/arroba na praça de São Paulo, mostrando estabilidade e firmeza nas cotações desde o início de outubro.

O Mato Grosso do Sul segue como destaque entre as principais praças pecuárias do país, com o indicador fechando em R$ 318/arroba, superando o valor paulista nas últimas semanas.

De acordo com a Datagro, há encurtamento nas programações de abate, embora regiões com maior disponibilidade de animais em regime intensivo ainda operem com escalas mais confortáveis. Em São Paulo, as escalas de abate estão atualmente na faixa dos 10 dias corridos.

No mercado interno, há sinais de recuperação nos preços da carcaça casada na capital paulista, reflexo de melhora pontual na demanda nesta segunda quinzena de outubro.
A expectativa é de que o consumo se fortaleça no último trimestre do ano, impulsionado pelo pagamento do 13º salário, confraternizações de fim de ano e férias escolares.

Exportações

Já no mercado externo, as exportações seguem em ritmo consistente, mas a China acende um sinal de alerta. O país, principal destino da carne bovina brasileira, registrou em setembro volumes recordes de importação, o que indica estoques elevados.

Além disso, a resolução das investigações de salvaguarda prevista até o fim de novembro pode influenciar o comportamento do mercado chinês e, consequentemente, as negociações brasileiras.

Veja abaixo a cotação do boi gordo nas principais praças:

São Paulo: de R$ 311,38 para R$ 310,72

Goiás: de R$ 297,03 para R$ 299,14

Minas Gerais: de R$ 292,12 para R$ 295,23

Mato Grosso: de R$ 296,33 para R$ 299,31

Mato Grosso do Sul: de R$ 317,58 para R$ 318,13

Pará: de R$ 296,55 para R$ 297,89

Rondônia: de R$ 286,11 para R$ 283,29

Tocantins: de R$ 296,66 para R$ 296,92

Bahia: de R$ 289,50 para R$ 290,08

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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Após derrubada da MP do IOF, governo estuda novas medidas de taxação



O governo vai fatiar em dois projetos de lei a maior parte das medidas de ajuste fiscal que estavam na medida provisória (MP) rejeitada pela Câmara no início do mês, disse nesta terça-feira (21) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista à GloboNews, ele disse que a estratégia busca reduzir resistências políticas e acelerar a tramitação no Congresso.

Os dois textos, informou o ministro, devem tratar de frentes distintas: uma voltada ao controle de gastos públicos e outra com ações para aumento de arrecadação, como a taxação de bets (empresas de apostas eletrônicas) e de fintechs (startups do setor financeiro).

“Como houve muita polêmica em torno da questão de despesa e receita no mesmo diploma legal, a decisão provável é dividir entre dois projetos de lei”, disse Haddad à GloboNews.
O ministro afirmou que as propostas podem ser enviadas ainda nesta terça-feira. Segundo ele, parte dos deputados já se mostrou disposta a incluir os temas em projetos que estão em tramitação, o que pode acelerar as votações.

Foco na arrecadação e corte de gastos

Segundo Haddad, a revisão de gastos pode gerar entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões em economia, enquanto a taxação de bets e fintechs deve render cerca de R$ 3,2 bilhões no próximo ano, R$ 1,7 bilhão das apostas e R$ 1,58 bilhão das plataformas financeiras.

A equipe econômica avalia que a separação dos projetos permitirá votar primeiro os pontos de maior consenso, evitando que temas mais polêmicos travem o pacote. Ficam de fora, por ora, mudanças na tributação de ativos financeiros, como o fim da isenção para títulos isentos, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), um dos principais focos de tensão durante a tramitação da MP original.

Impasse orçamentário

Mais cedo, Haddad declarou que o governo deve definir ainda nesta terça uma solução para o impasse do Orçamento de 2026, após a MP que previa aumento de impostos perder a validade sem ser votada.

“A Casa Civil e a Fazenda estão reunidas para processar o que foi discutido com os líderes. Até o começo da tarde teremos uma definição do que fazer, porque essas leis todas têm que estar harmonizadas: quanto terá de despesa, quanto terá de receita”, afirmou.

A proposta orçamentária do próximo ano, em análise no Congresso, prevê superávit primário de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,5 bilhões. Haddad defende que o país entregue um resultado positivo em 2026, após anos de déficit.

“Precisamos dar uma última volta nesse parafuso. Entregar um orçamento com resultado primário positivo é importante diante do que aconteceu no passado recente”, disse o ministro.

Os novos projetos devem compor a base de ajuste fiscal que sustentará o Orçamento de 2026, cuja votação está prevista para novembro. O Palácio do Planalto espera que, ao dividir as propostas, as medidas de maior consenso avancem mais rapidamente e reconstruam parte do plano fiscal frustrado pela rejeição da MP do IOF.



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Embrapa lança estratégia para reduzir perdas e desperdício de alimentos no Brasil



A Embrapa, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, desenvolveu a segunda estratégia intersetorial para reduzir perdas e desperdício de alimentos em todo o país.

O objetivo é ampliar a oferta de alimentos saudáveis e de qualidade, como frutas e hortaliças, integrando a erradicação da fome à gestão sustentável dos resíduos orgânicos.

O pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios, Gustavo Porpino, explica que a estratégia atua em toda a cadeia produtiva, desde a produção até o consumo doméstico.

De acordo com Porpino, algumas redes varejistas exigem padrões estéticos muito elevados, sem permitir qualquer defeito em produtos como tomates, abobrinhas e hortaliças folhosas.

Isso gera excedentes no campo, mesmo se tratando de alimentos nutritivos e seguros para consumo. Em vez de serem descartados, esses produtos podem ser direcionados a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como cozinhas comunitárias e bancos de alimentos.

Desafios e estratégias

Entre os desafios estão o excedente de produtos em cooperativas e a exigência estética de redes varejistas, que acabam gerando desperdício de alimentos ainda seguros para consumo. Esses produtos podem ser redirecionados para bancos de alimentos, cozinhas comunitárias e outras iniciativas sociais.

Além disso, a estratégia propõe ações para reaproveitar resíduos orgânicos em centrais de abastecimento, mercados públicos e feiras livres, destinando-os à compostagem ou à produção de biogás. O estudo também busca gerar dados robustos sobre perdas e desperdício para orientar políticas públicas e reduzir prejuízos aos produtores rurais.

Soluções

Segundo o especialista, políticas bem estruturadas podem reduzir os prejuízos para os produtores rurais e, ao mesmo tempo, conectar esses alimentos a iniciativas que enfrentam a insegurança alimentar.

Outros elos da cadeia produtiva também precisam de atenção, como Centrais de Abastecimento (Ceasa), mercados públicos e feiras livres, onde há grande volume de resíduos orgânicos.

Parte desses resíduos ainda é segura para consumo e pode ser destinada a bancos de alimentos, enquanto o restante pode ser aproveitado na compostagem ou na produção de biogás.



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Exportações sustentam firmeza nos preços do boi gordo no país



Nesta terça-feira (21), o mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da referência média, com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Em São Paulo, os preços permaneceram sustentados, apoiados pela boa disponibilidade de animais terminados em confinamento e pela posição confortável das escalas de abate nos frigoríficos de maior porte, impulsionadas por animais de parceria.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, as exportações continuam como um fator determinante para o bom desempenho do setor, com forte ritmo de embarques ao longo de 2025.

Preços do boi gordo (arroba)

  • São Paulo: R$ 313,20 (modalidade a prazo)
  • Goiás: R$ 301,43
  • Minas Gerais: R$ 303,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 325,34
  • Mato Grosso: R$ 298,64

Mercado atacadista

O mercado atacadista da carne bovina segue firme nesta semana. A expectativa é de continuidade do movimento de alta no curto prazo, acompanhando o aquecimento do consumo doméstico típico do fim de ano.

A chegada do décimo terceiro salário, o aumento de vagas temporárias e as confraternizações de fim de ano contribuem para maior circulação de dinheiro e melhora na reposição entre atacado e varejo.

  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 17,00/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 18,20/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,3899 para venda e R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3699 e a máxima de R$ 5,4044.



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qual o grau de sangue do bezerro?



A estratégia de cruzamento do pecuarista que utiliza o gir leiteiro em vacas jersolanda (que combinam jersey e holandês) pode resultar em um tricross de grande valor genético.

Segundo o zootecnista e especialista em gado leiteiro, Guilherme Marquez, esse acasalamento gera um “trigrau”, que agrega a rusticidade do zebuíno e mantém a produção leiteira do taurino. A composição do bezerro é facilmente calculada, sendo crucial para o planejamento genético.

Confira:

Neste caso específico, assume-se que a matriz jersolanda (uma variação de girolando) seja meio-sangue (50% jersey e 50% holandês). Ao utilizar um touro gir leiteiro (uma raça zebuína pura, ou seja, 100% gir) nessas matrizes, o resultado é um bezerro com uma composição genética que otimiza a heterose (vigor híbrido).

O zootecnista explica que o bezerro resultante terá uma composição de 50% de sangue gir leiteiro, proveniente do touro zebuíno puro. O restante (50%) será de sangue taurino, proveniente da matriz jersolanda, dividido em 25% de holandês e 25% de jersey.

Dessa forma, o bezerro se torna um tricross, com uma composição final de 50% sangue zebuíno (1/2 gir) e 50% sangue taurino (1/4 holandês + 1/4 jersey).

Esse grau de sangue é considerado ideal para a produção de leite em regiões quentes, pois garante a rusticidade necessária para o clima tropical e a persistência leiteira do taurino, resultando em animais altamente adaptados e produtivos.

Embora o foco do criador esteja na genética, o cenário da pecuária exige atenção máxima à rastreabilidade e à segurança jurídica de todo o rebanho.

O Decreto Federal 6.514/2008 prevê penalidades severas: a aquisição, o transporte ou a comercialização de produtos de origem animal provenientes de áreas com desmatamento ilegal ou embargadas gera multas de R$ 500 por quilo ou unidade.

Portanto, a simples atenção ao grau de sangue não é mais suficiente. O produtor deve ter um controle rigoroso de toda a movimentação do rebanho, utilizando ferramentas de rastreabilidade (como GTA e CAR georreferenciado) para comprovar a origem legal e ambiental de cada bezerro.

Essa é a única forma de proteger o patrimônio da fazenda e garantir o acesso aos mercados mais exigentes, unindo a excelência genética à conformidade legal.



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Governo prorroga prazo para georreferenciamento de imóveis rurais



O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira (21) o Decreto nº 12.589, que prorroga por mais quatro anos, até outubro de 2029, o prazo para a exigência do georreferenciamento de imóveis rurais em casos de transferência, como venda, doação ou desmembramento. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Segundo Alckmin, a decisão atende à demanda de produtores que ainda não conseguiram realizar o processo de certificação devido ao alto custo e à complexidade técnica envolvida.
“Assinei o decreto porque esta semana venceria o prazo para o georreferenciamento das propriedades rurais. Isso dá um prazo mais longo para que todos possam se adequar à lei e promover o georreferenciamento”, afirmou o presidente em exercício.

O georreferenciamento é o processo técnico que define a localização, os limites e as dimensões de um imóvel rural por meio de coordenadas geográficas obtidas com GPS de alta precisão, drones ou imagens de satélite.

A exigência foi criada para garantir a exatidão dos limites das propriedades e evitar sobreposição de áreas, sendo obrigatória em transações como venda, herança, registro e obtenção de crédito rural.

A prorrogação foi proposta pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) após relatos de dificuldades enfrentadas, sobretudo por pequenos proprietários, para cumprir a exigência.

Com a nova regra, o georreferenciamento nas situações de desmembramento, parcelamento, remembramento ou transferência de imóveis rurais só será obrigatório a partir de 21 de novembro de 2029.

O decreto também unifica o prazo para imóveis de todas as dimensões, o que, segundo o governo, permitirá mais tempo de planejamento e adequação para os produtores rurais.



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Apenas uma região registra aumento nos preços de soja; saiba qual


Imagem de Lucas Miranda por Pixabay

O mercado brasileiro de soja apresentou movimentações discretas nesta terça-feira (21). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por pequenas operações e sem grandes alterações nas ofertas. “O mercado rodou pequenos lotes hoje, sem muitas mudanças”, afirmou.

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Silveira acrescenta que as cotações operaram de maneira mista, mas com oscilações pequenas. “A volatilidade também esteve presente nas referências externas. A CBOT chegou a operar em alta, depois recuou novamente; o dólar também ficou volátil e os prêmios caíram levemente”, avaliou.

Segundo ele, o comportamento do produtor segue estável. “No geral, o produtor mantém o foco no plantio da safra nova, e a comercialização antecipada continua lenta”, explicou.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam o dia com leve baixa para grão e óleo, e cotações mistas para o farelo. O mercado mostrou bastante volatilidade, oscilando entre altas e baixas dentro de pequenas margens.

Dúvidas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China abriram espaço para um movimento de realização de lucros, após quatro sessões consecutivas de alta. A boa evolução da colheita da safra norte-americana e a valorização do dólar frente a outras moedas também contribuíram para o ajuste.

Contratos futuros

O contrato da soja em grão com entrega em novembro de 2025 fechou a US$ 10,30 ¾ por bushel, queda de 1,00 centavo (0,09%). A posição janeiro de 2026 encerrou a US$ 10,48 ½ por bushel, recuo de 1,50 centavo (0,14%).

Nos subprodutos, o farelo para dezembro de 2025 subiu US$ 1,90 (0,66%), cotado a US$ 286,90 por tonelada. Já o óleo com vencimento em dezembro caiu 0,66 centavo (1,28%), encerrando a 50,65 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 0,36%, negociado a R$ 5,3899 para venda e R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,3699 e a máxima de R$ 5,4044.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém ritmo e área de cultivo cresce em Santa Catarina



Clima estável impulsiona safra de milho no Estado



Foto: Agrolink

De acordo com dados do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento, divulgado nesta terça-feira (14), a cultura do milho em Santa Catarina apresenta evolução dentro do esperado, com bom desenvolvimento das lavouras em razão das condições climáticas estáveis. O cenário tem sido marcado por chuvas regulares e de boa intensidade, sem grandes registros de pragas ou doenças.

Na região dos planaltos e serra, o desenvolvimento fenológico segue o padrão esperado. No meio-oeste, a semeadura começou no início de setembro e avançou rapidamente, atingindo cerca de 65% da área estimada até o fim do mês. Segundo o levantamento, “nota-se um leve aumento de área em relação à safra passada, motivado, entre outros, pelo ótimo resultado produtivo obtido anteriormente”.

As lavouras mais adiantadas já receberam cobertura de adubação nitrogenada, aproveitando a umidade adequada do solo. As demais estão em fase de emergência, com crescimento favorecido pela variação térmica dos últimos dias.

No extremo-oeste, há variação nos estágios fenológicos devido ao escalonamento do plantio. Parte dos produtores já concluiu a semeadura, enquanto outros aguardam para ampliar a área cultivada. Assim como nas demais regiões, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das plantas e a realização de tratos culturais, incluindo aplicação de herbicidas e fertilizantes. A manutenção da umidade do solo tem contribuído para a germinação, emergência, estabelecimento adequado das plantas e desenvolvimento vegetativo inicial.





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Faltando 20 dias para COP30, países ainda não entregaram metas climáticas



A menos de três semanas para a COP30, que será realizada em Belém, Pará, países ainda não apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que indicam metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Em discurso oficial, o presidente Lula destacou que a conferência será um momento de comprovar o comprometimento global com o futuro sustentável. “Será a COP da verdade. Será o momento de líderes mundiais provarem seriedade de seu compromisso com o planeta”, afirmou.

Segundo Lula, o Brasil já se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% das emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa e setores da economia.

De acordo com o head of agribusiness, Renato Rodrigues, a COP é um processo de diplomacia multilateral que ocorre desde 1995, delegações de quase 200 países se reúnem para combater as mudanças climáticas sem comprometer o crescimento econômico global.

Rodrigues afirma que, a questão pode parecer simples, mas envolve decisões complexas que impactam tanto o meio ambiente quanto o desenvolvimento das nações, exigindo negociações delicadas e soluções colaborativas entre os líderes mundiais.

Rodrigues ressalta que, embora complexo e lento, o processo permite que todos os países tenham igualdade de condições nas negociações. A COP30 representa ainda a oportunidade histórica de o Brasil liderar discussões globais sobre clima e sustentabilidade, assumindo a presidência do processo até 2026.

O processo envolve grupos de trabalho, plenárias, reuniões informais e negociações nos bastidores. Cada documento, como uma resolução da COP, é debatido palavra por palavra e precisa ser aprovado por consenso. Esse processo é lento e complexo, mas é o único que garante que todos os países tenham condições iguais de debate, tornando a COP um espelho da política internacional e da tentativa humana de cooperar diante de um desafio comum.

Importância histórica

Ao longo da história, a COP criou mecanismos importantes, como o Protocolo de Kyoto, em 1997, que estabeleceu metas obrigatórias de redução para países desenvolvidos, e o Acordo de Paris, em 2015, que ampliou o sistema de metas voluntárias conhecidas como NDCs. Desde Paris, o modelo passou de comando para coordenação, e hoje o mundo entra em uma era de prestação de contas, saindo da fase de promessas para mostrar resultados concretos.

Brasil na liderança das negociações

A COP30, marca um novo ciclo do regime climático global, 33 anos após a Rio 92, com o Brasil assumindo a presidência do processo até a próxima COP em 2026. O evento representa uma oportunidade histórica de mostrar que o multilateralismo ainda funciona e que os países podem cooperar, com o Brasil liderando pela ciência, diplomacia e resultados.

Expectativa para a COP30

Embora a COP não tenha temas específicos, a expectativa é que seja “a COP da coerência”. Mais do que uma conferência sobre o clima, a COP é o esforço contínuo da humanidade para negociar seu próprio futuro, buscando entendimento e cooperação, mesmo diante de diferenças. O clima é o desafio do século, e a cooperação multilateral permanece como a única resposta possível.



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Pecuaristas dos EUA se irritam com Trump após declaração sobre compra de carne da Argentina



Os pecuaristas dos Estados Unidos ficaram irritados com as recentres declarações de Donald Trump sobre a carne argentina. O presidente norte-americano disse para jornalistas no último domingo (19) que estava cogitando comprar carne bovina da Argentina para baixar o preço do alimento no país.

Em resposta aos planos do republicanos, a NCBA, entidade que reúne os principais pecuaristas americanos publicou uma nota na terça-feira (20) criticando os planos de Trump

“Os agricultores familiares e pecuaristas da NCBA têm inúmeras preocupações com a importação de mais carne bovina argentina para reduzir os preços ao consumidor. Este plano só cria caos em um momento crítico do ano para os produtores de gado americanos, sem fazer nada para reduzir os preços nos supermercados”, disse o CEO da NCBA, Colin Woodall

Em outro trecho do comunicado a entidade pede para que o presidente dos Estados Unidos não se intrometa no mercado de carnes americano

“Apelamos ao Presidente Trump e aos membros do Congresso para que deixem o mercado funcionar, em vez de intervir de maneiras que só prejudicam as áreas rurais dos Estados Unidos”, diz a nota.



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