sábado, abril 4, 2026

Autor: Redação

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Alta do petróleo dá impulso à soja e agita o mercado brasileiro



Após uma semana marcada por calmaria e poucos negócios, o mercado brasileiro de soja registrou maior movimentação na quinta-feira (23). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta do petróleo refletiu no complexo soja e estimulou a negociação no mercado físico.

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A Bolsa de Chicago fechou em forte alta, impulsionada pela valorização do óleo de soja, consequência da elevação do preço do petróleo após sanções de Donald Trump contra o petróleo russo. “China e Índia, grandes compradores do petróleo russo, deverão buscar novos fornecedores para evitar penalidades no sistema bancário ocidental SWIFT”, explica Silveira.

Esse movimento visa reduzir a principal fonte de financiamento da Rússia e limitar sua capacidade de sustentar o conflito na Ucrânia.

O dólar recuou frente ao real no Brasil, impulsionado pela entrada de capitais estrangeiros. O real se beneficiou da liquidez global e da demanda por moedas de economias emergentes, segundo o analista.

Mercado físico

No mercado físico, a alta dos preços internacionais impulsionou a comercialização, especialmente para prêmios de outubro e novembro, que ficaram entre US$ 1,60 e US$ 1,75 por bushel (novembro) e US$ 1,50 e US$ 1,70 (dezembro) nos portos de referência. Para a safra nova, os prêmios não registraram variações, mantendo a movimentação mais tímida.

Números de soja pela Abiove

Nesta semana, a Abiove divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo soja em 2026, apontando números recordes. A produção de soja está estimada em 178,5 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deve alcançar 60,5 milhões de toneladas. O farelo de soja deve chegar a 46,6 milhões de toneladas e o óleo de soja a 12,1 milhões de toneladas.

Nas exportações, a expectativa é de 111 milhões de toneladas de grãos exportados, com 24,6 milhões de toneladas de farelo e cerca de 1 milhão de toneladas de óleo, recuo de 25,9%. Espera-se também um leve aumento nas importações de óleo de soja, que devem atingir 125 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para suplementar o mercado interno.



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Ipea sugere taxar super-ricos para custear dívidas climáticas


Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propõe a criação de um imposto sobre os super-ricos e um imposto corporativo mínimo global para financiar o pagamento de dívidas climáticas. A ideia é que esses recursos sejam destinados principalmente a países de baixa renda e populações vulneráveis.

O estudo “Operacionalizando a justiça climática: uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas” foi elaborado pelo pesquisador Rodrigo Fracalossi, que baseia seus cálculos na abordagem de igualdade per capita (EPC), que mede o quanto cada país ultrapassou sua “cota justa” de emissões desde 1990.

“Essa abordagem busca traduzir em números a noção de responsabilização histórica por emissões. Ou seja, é uma forma de operacionalizar a norma da justiça climática, mostrando quem usou mais do que a sua parte justa do espaço atmosférico”, diz Fracalossi.

Segundo o levantamento, os Estados Unidos são o país com maior dívida climática cerca de US$ 47,9 trilhões, o equivalente a 326% do orçamento de carbono que lhes caberia. O Brasil, considerando as emissões por desmatamento, já teria consumido 168% de seu limite.

Aquecimento global

Para manter o aquecimento global em 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, o mundo pode emitir um total de não mais do que 2,79 trilhões de toneladas de CO₂, de acordo com os cálculos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

As emissões acumuladas até 1989 foram de 1,43 trilhão de toneladas de CO₂. Assim, o orçamento global de carbono restante a partir de 1990 era de 1,36 trilhão de toneladas de CO₂.

Medidas para financiar a reparação das dívidas

De acordo com a pesquisa, cobrar um imposto anual de 2% sobre a fortuna dos bilionários e milionários, que poderia gerar até US$ 390 bilhões por ano.

A adoção global de um imposto corporativo mínimo de 15% sobre grandes empresas multinacionais, conforme diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômic (OCDE) e do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo. Isso traria mais US$ 192 bilhões anuais em arrecadação.

Soluções apresentadas

Segundo o pesquisador, a transição climática precisa ser financiada de forma justa, e isso implica cobrar mais de quem mais se beneficiou e continua se beneficiando de economias baseadas em carbono.

Os recursos arrecadados poderiam ser usados em projetos de mitigação e adaptação climática, como a expansão de energias renováveis, reflorestamento, infraestrutura resiliente e diversificação agrícola.

Fracalossi conta que mecanismos de mercado, como créditos de carbono, podem contribuir, mas não substituem a ação estatal.

“Nem o combate às mudanças climáticas, e muito menos a justiça climática, virá apenas de mecanismos de mercado. Eles podem e devem ser usados, mas não vão solucionar o problema sem ação de governo no sentido da redistribuição de recursos”, diz o pesquisador.



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AgroNewsPolítica & Agro

Lei do frete mínimo eleva custos de transporte do setor de fertilizantes em mais de 35%


Mobilização do setor cobra revisão de critérios da tabela da ANTT e suspensão da cobrança de multas eletrônicas, assim como aprimoramento da Lei 13.703/2018. Sindiadubos discutirá a questão no Simpósio NPK 2025

Prevista para iniciar na última segunda-feira (20), a intensificação da fiscalização eletrônica do Piso Mínimo de Frete, através do MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) — implantado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com base na Lei 13.703/2018 — desperta questionamentos por parte do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos). A entidade avalia que a medida elevará os custos de transporte do setor em mais de 35% e defende a revisão de critérios da tabela da ANTT e a suspensão da cobrança de multas eletrônicas. “A nova precificação dos fretes ocasionará distorções não apenas no preço do serviço, mas também no preço dos alimentos, principalmente aqueles que integram a cesta básica”, destaca o engenheiro agrônomo Veríssimo Cubas, gerente executivo do Sindiadubos. 

Cubas destaca que o setor de fertilizantes está mobilizado na defesa pela postergação da cobrança de multas por descumprimento da tabela vigente, que entrou em vigor neste mês, e a revisão dos critérios da tabela de frete mínimo. O Sindiadubos também defende uma adaptação da Lei 13.708/2018 ao real cenário de mercado, de logística e infraestrutura. Pois o texto atual não considera vários temas de mercado, como o próprio frete de retorno, tempo de carga e descarga, tempo útil dos equipamentos de transportes, dentre outros.

A Lei 13.703/2018 entrou em vigor após a greve dos caminhoneiros e a tabela de frete mínimo foi atualizada pela ANTT em junho de 2021. “A fiscalização eletrônica iniciada em outubro deste ano, está causando problemas à indústria de fertilizantes, especialmente em relação ao pagamento de 92% sobre o frete de retorno, o que é impossível para um setor que opera com margens de lucro de 3 a 4%”, aponta Cubas. Por isso, conforme o gerente do Sindiadubos, é necessário alertar a sociedade de que a medida causa um efeito cascata, já que não se trata apenas do preço mínimo de frete do transporte agrícola, mas de todas as atividades econômicas. “O setor de fertilizantes acaba por ser o mais afetado, devido ao nosso volume movimentado e envolve todo um planejamento logístico de levar os insumos do navio para a fábrica e da fábrica para a fazenda”, cita. 

“A tabela do frete mínimo causa distorções, com fretes de curta e média distância, sendo a título de exemplo precificados a R$ 75/ton na tabela, mas custando R$ 180/ton no mercado, enquanto fretes de longa distância estão a R$ 380/ton na tabela e em torno de R$ 250/ton no mercado”, detalha o diretor executivo da Associação de Misturadores do Brasil (AMA Brasil), Antonino Gomes. De acordo com ele, essas discrepâncias, além da exigência do manifesto de frete eletrônico (MDF-e) e as multas aplicadas desde 1º de outubro, criam grande insegurança para as empresas de fertilizantes na contratação de fretes e impactam toda a cadeia produtiva. “A tabela de frete implementada causou desarmonia no livre comércio do setor de alimentos, resultando no encarecimento da produção agrícola e certamente na cesta básica”, pontua.

Segundo o gerente executivo do Sindiadubos, nesse momento é fundamental estabelecer uma discussão entre associações representativas, governo federal e empresas sobre a aplicação desses valores e qual a melhor saída para lidar com a implantação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Para fomentar as discussões nas esferas dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), organização composta por 58 entidades representativas agropecuárias, está auxiliando os setores produtivos no contato com o Congresso Nacional. “O Ministério dos Transportes exigiu que fosse cumprida a Lei 13.703/2018 e, com isso, fosse aplicada a nova tabela de frete. Nosso setor apresentou para o IPA, que trabalha junta à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), um parecer destacando inconsistências sobre os valores e como isso irá inflacionar o mercado”, explica o diretor executivo da AMA.

“Ao levar a discussão para o Congresso, entendemos a importância de discutir medidas para aprimorar os requisitos e aplicabilidade da tabela de frete”, afirma Cubas. Também com esse objetivo, o Sindiadubos realizará uma mesa de discussão sobre o tema na abertura do Simpósio NPK 2025, no próximo dia 30 de outubro. O painel terá a participação do presidente da Fertipar, Alceu Feldman, e dos deputados federais Pedro Lupion e Tião Medeiros, da FPA, para debater os desafios diante dos valores cobrados do setor por conta da tabela de frete mínimo da ANTT.





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tremor de 5,8 de magnitude atinge ilha no Japão



Um terremoto de magnitude 5,8 atingiu a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, por volta das 1h40 da madrugada deste sábado (25), no horário local. Segundo a Japan Meteorological Agency (JMA), o epicentro foi localizado a sudeste da península da península de Nemuro, a uma profundidade aproximada de 40 km.

Embora tenha sido considerado um tremor significativo, as autoridades não emitiram alerta de tsunami. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre danos e feridos no local. 

O Japão está inserido no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma das regiões sísmicas mais ativas do mundo e registra tremores com certa regularidade. Por esse motivo, suas construções e infraestruturas são projetadas para suportar abalos sísmicos.



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Robô detecta doenças em algodão e soja em apenas 7 segundos com IA e luz ultravioleta



Um sistema robótico autônomo, que opera à noite, batizado de LumiBot, é capaz de gerar dados que permitem a construção de modelos para fazer o diagnóstico precoce de nematoides em plantas de algodão e soja antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

Desenvolvido pela Embrapa Instrumentação (SP), o LumiBot emite luz ultravioleta-visível sobre as plantas e analisa a fluorescência capturada nas imagens das folhas, com câmeras científicas.

O algodão e a soja têm enorme relevância econômica para o país, com previsão de recorde de safra no período 2025/26, com 4,09 milhões de toneladas de pluma e 177,67 milhões de toneladas de grãos de soja, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, as duas culturas enfrentam a ameaça do parasita microscópico de 0,3 a 3 milímetros de comprimento.

Como funciona a detecção de doenças?

O LumiBot utiliza a técnica de Imagem de Fluorescência Induzida por LED (LIFI) para detectar doenças em plantas de forma rápida e não destrutiva. O robô excita as folhas com luz ultravioleta-visível, fazendo compostos como clorofila e metabólitos secundários emitirem luz por fluorescência, que é captada pelas câmeras em ambiente escuro.

As imagens são coletadas em sete segundos, processadas por algoritmos da máquina que identificam padrões associados a estresses bióticos (fungos, bactérias, vírus) e abióticos (deficiências nutricionais, falta de água).

O LumiBot se desloca por trilhos entre as fileiras de algodão, avaliando cada folha e armazenando os dados em dispositivos externos para análise posterior.

A equipe multidisciplinar envolve agrônomos, físicos, biólogos e estudantes que atuam na instrumentação, análise de dados, manutenção das plantas e desenvolvimento experimental, garantindo precisão no monitoramento e construção de modelos preditivos para doenças e estresses vegetais.

Taxas de acerto acima de 80%

O robô é um protótipo, mas já registra resultados promissores no diagnóstico de infecção por nematoides em experimentos realizados em casa de vegetação, com cerca de sete mil imagens coletadas em três anos de pesquisa.

“Conseguimos gerar dados e modelos com taxas de acerto acima de 80%, além de diferenciar as doenças do estresse hídrico”, conta a pesquisadora Débora Milori.

A próxima etapa do estudo será o desenvolvimento de um equipamento para operação em campo, como, por exemplo, adaptar o aparato óptico em um veículo agrícola do tipo pulverizador gafanhoto ou veículo rover.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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São Paulo bate recorde de R$ 50 milhões em compras da agricultura familiar em 2025



A agricultura familiar em São Paulo atingiu um novo recorde em 2025. O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) movimentou R$ 50,5 milhões em compras públicas, ultrapassando o total investido nos últimos quatro anos.

Milhares de famílias encontram no programa a segurança de ter para quem vender, renda garantida e a chance de continuar produzindo com dignidade.

O projeto tem como objetivo garantir mercado para os agricultores familiares e cooperativas, além de fortalecer o abastecimento de instituições públicas estaduais com alimentos de qualidade e origem paulista.

Os produtos adquiridos, como leite, hortifrutis e o café, são destinados a escolas, universidades e unidades prisionais, aproximando o campo das políticas públicas e gerando impacto direto na renda das famílias produtoras.

Dados de compra

O projeto passou de R$ 30 milhões em compras públicas entre 2020 e 2022 para R$ 50,5 milhões em 2025, resultado do fortalecimento das políticas de aquisição.

Segundo a Secretaria de Agricultura de São Paulo, o resultado do PPAIS mostra o potencial do investimento na força da agricultura familiar e o papel das compras públicas no desenvolvimento rural. Quando o estado compra da agricultura familiar, ele investe em pessoas, comunidades e na economia regional.

De acordo com a secretaria, o estado tem levado saneamento rural, com fossas sépticas, ampliando o acesso ao crédito com R$ 500 milhões do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) até 2025, avançado na regularização fundiária, com mais de 4,5 mil títulos entregues.

Iniciativas estratégicas

O avanço também está associado a duas iniciativas estratégicas da atual gestão: o fortalecimento da cadeia do leite e a inclusão do café entre os produtos adquiridos pelo programa.

Além de ampliar as aquisições de leite pelas unidades prisionais e demais instituições estaduais, o governo passou a comprar café torrado e moído diretamente de cooperativas da agricultura familiar, uma resposta à imposição de tarifas americanas sobre o café brasileiro.

A Coopercuesta, uma das cooperativas beneficiadas, reforça que a medida representa um divisor de águas para a cafeicultura da região.

“Produzimos de 5 a 6 mil sacas de café por ano, mas apenas 20% chegavam ao mercado Fair Trade internacional. Agora, com o PPAIS, nossa expectativa é que até 80% da produção seja processada, torrada, moída e comercializada no mercado interno, trazendo estabilidade, renda e desenvolvimento para nossa região”, afirma o presidente da cooperativa, Luís Carlos Josepetti Bassetto.

Desenvolvimento e gestão

Segundo o analista de desenvolvimento agrário e gestor do programa, Clóvis Etto, o crescimento expressivo é resultado de um trabalho conjunto entre o ITESP e a Secretaria de Agricultura. “Enquanto o hortifruti já se consolidou em todo o estado, a prioridade agora é impulsionar e fortalecer as cadeias produtivas do leite e do café, o que contribuiu diretamente para esse marco histórico”, afirma.

Com o recorde de 2025, o PPAIS reafirma seu papel como política de estado, mostrando que o fortalecimento das cadeias produtivas e a valorização dos agricultores familiares caminham juntos para um campo mais justo, produtivo e sustentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brotações aumentam 21% no cinturão citrícola e exigem atenção ao controle do psilídeos


O levantamento da primeira quinzena de outubro do Alerta Psilídeo mostra um cenário de atenção para os citricultores. As brotações aumentaram 21% no cinturão citrícola em relação à quinzena anterior, passando de 18,0 para 21,8 das plantas. Esse aumento favorece a multiplicação do psilídeo, inseto vetor do greening, a principal doença da citricultura.

A orientação é manter o rigor no controle, especialmente em ações conjuntas e coordenadas. “Esse aumento nas brotações cria um ambiente extremamente favorável para o psilídeo. É essencial que os citricultores intensifiquem o monitoramento e realizem o manejo de forma coordenada e regionalizada, porque o inseto não respeita limites de propriedade. O sucesso do controle depende do engajamento coletivo de todos os produtores”, explica o coordenador do Departamento de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus, Ivaldo Sala.

No comparativo anual, o levantamento indica que, de janeiro a outubro de 2025, as capturas de psilídeos foram 32% menores do que no mesmo período de 2024. Ainda assim, ao comparar apenas a primeira quinzena de outubro, o número de insetos capturados foi 28% maior que no mesmo período do ano passado, o que reforça a necessidade de monitoramento constante e ações de controle integradas.

Sobre a ferramenta

O Alerta Psilídeo é uma ferramenta gratuita desenvolvida pelo Fundecitrus para auxiliar os citricultores no manejo regional do greening. É o maior sistema de monitoramento do psilídeo do mundo e uma das principais bases de informação para o controle coletivo e eficiente da doença.

O levantamento da primeira quinzena de outubro do Alerta Psilídeo mostra um cenário de atenção para os citricultores. As brotações aumentaram 21% no cinturão citrícola em relação à quinzena anterior, passando de 18,0 para 21,8 das plantas. Esse aumento favorece a multiplicação do psilídeo, inseto vetor do greening, a principal doença da citricultura.

A orientação é manter o rigor no controle, especialmente em ações conjuntas e coordenadas. “Esse aumento nas brotações cria um ambiente extremamente favorável para o psilídeo. É essencial que os citricultores intensifiquem o monitoramento e realizem o manejo de forma coordenada e regionalizada, porque o inseto não respeita limites de propriedade. O sucesso do controle depende do engajamento coletivo de todos os produtores”, explica o coordenador do Departamento de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus, Ivaldo Sala.

No comparativo anual, o levantamento indica que, de janeiro a outubro de 2025, as capturas de psilídeos foram 32% menores do que no mesmo período de 2024. Ainda assim, ao comparar apenas a primeira quinzena de outubro, o número de insetos capturados foi 28% maior que no mesmo período do ano passado, o que reforça a necessidade de monitoramento constante e ações de controle integradas.

Sobre a ferramenta

O Alerta Psilídeo é uma ferramenta gratuita desenvolvida pelo Fundecitrus para auxiliar os citricultores no manejo regional do greening. É o maior sistema de monitoramento do psilídeo do mundo e uma das principais bases de informação para o controle coletivo e eficiente da doença.





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Startup quer reflorestar Amazônia e Mata Atlântica



Com a meta ambiciosa de restaurar 1 milhão de hectares de florestas nos dois biomas mais emblemáticos do país — Amazônia e Mata Atlântica —, a startup Re.green pretende transformar o desafio da recuperação ambiental em uma oportunidade econômica e climática para o Brasil.

A iniciativa reúne cientistas experientes e investidores de peso, com o objetivo de capturar até 15 milhões de toneladas de carbono por ano e impulsionar uma nova economia florestal.

Entre os fundadores está o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP (Esalq-USP), referência nacional em restauração ecológica. Ele e sua equipe já acumularam mais de 60 mil hectares em recuperação ao longo de 26 anos de trabalho no Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (Lerf).

“O país precisa recuperar 12 milhões de hectares com floresta. Por meio do nosso programa, atingimos apenas 0,5% dessa meta. A Re.green busca ampliar essa escala”, destacou Rodrigues.

Investimentos e origem da iniciativa

A Re.green nasceu há três anos, impulsionada por fundos de investimento como Lanx Capital, BW (family office dos Moreira Salles), Gávea Investimentos (do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga) e Dynamo.

O professor Ricardo Rodrigues aderiu ao projeto em parceria com outros pesquisadores, entre eles o professor Pedro Brancalion, também da USP. Parte da equipe do Lerf foi incorporada à startup, levando consigo décadas de conhecimento científico acumulado.

“Do arco do desmatamento ao arco da restauração”

Na Amazônia, o foco da startup está no chamado Arco do Desmatamento, região que concentra a maior parte da perda de floresta no país e abrange o oeste do Maranhão, o sul do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre.

“Pretendemos transformar o arco do desmatamento em arco da restauração”, afirmou Rodrigues.

Atualmente, a empresa já possui 16,5 mil hectares em restauração e 16,9 mil hectares em conservação. Em outubro de 2023, iniciou o maior projeto de restauração contínua da América do Sul, em uma propriedade de 8.427 hectares entre os estados do Maranhão e do Pará.

Créditos de carbono e retorno financeiro

O modelo de negócio da Re.green se apoia na venda de créditos de carbono gerados pelas áreas restauradas.

“Fazemos a conta de quanto cada restauração florestal acumula de carbono e vendemos essa adicionalidade”, afirma Rodrigues.

A metodologia é baseada em pesquisas apoiadas pela Fapesp, que analisaram 800 parcelas de floresta e 70 mil árvores de 1.200 espécies nativas. Os estudos mostraram que florestas degradadas restauradas podem acumular quase tanto carbono quanto as áreas conservadas, reforçando o potencial econômico da restauração.

Uso de espécies nativas e manejo sustentável

Para executar os projetos, a startup compra ou arrenda fazendas que originalmente eram áreas de floresta convertidas em pastagens. Os proprietários são remunerados pela concessão das áreas restauráveis.

Um modelo desenvolvido no laboratório de Rodrigues orienta a escolha de até 60 tipos de estratégias de restauração, considerando fatores como regeneração natural, armazenamento de carbono, produção madeireira sustentável e prestação de serviços ecossistêmicos.

A restauração é feita com espécies nativas brasileiras, como jequitibá-rosa, jacarandá-da-bahia, ipê-roxo-de-bola e pau-brasil. As mudas são produzidas no viveiro Bioflora, em Piracicaba, criado em 1998 pela equipe que hoje integra a Re.green. O viveiro produz 2,5 milhões de mudas por ano e mantém dados de estoque de carbono por espécie e idade, comprovando o potencial de silvicultura ecológica com retorno financeiro.

Resultados iniciais

Os primeiros levantamentos indicam que os modelos da Re.green estão superando as expectativas de captura de carbono, acumulando 14% a mais do que o estimado inicialmente.

“A restauração florestal com espécies nativas é uma forma eficiente de combater as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, gerar valor econômico para o país”, avaliou Rodrigues.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo e com informações da Agência Fapesp



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AgroNewsPolítica & Agro

Avalia Psilídeo tem nova atualização em duas regiões paulistas



21ª atualização do Avalia Psilídeo


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus disponibilizou, nesta segunda-feira (20), a 21ª atualização do Avalia Psilídeo, ferramenta que auxilia o citricultor ao fornecer informações sobre a eficácia de inseticidas no controle do psilídeo.

A nova atualização do sistema inclui os dados de três populações do inseto, duas coletadas nas regiões de Casa Branca e uma em Itapetininga. Ao todo, o Avalia Psilídeo já reúne resultados de 107 populações coletadas em diferentes áreas do cinturão citrícola paulista e mineiro, ampliando o conhecimento sobre a resistência do inseto e apoiando o manejo mais eficiente no campo.

 





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Trump diz que pode reduzir tarifas sobre produtos brasileiros ‘sob as circunstâncias certas’



A caminho da Malásia, a bordo do avião Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou aos jornalistas, pela primeira vez, que poderia considerar a redução das tarifas sobre as exportações do Brasil a seu país. “Sim, sob as circunstâncias certas, com certeza”, ponderou o líder norte-americano.

Além disso, o líder americano confirmou que deve se encontrar com Lula neste domingo (26). “Acho que vamos nos encontrar novamente. Nós nos encontraremos brevemente nas Nações Unidas”, afirmou.

Em entrevista coletiva em frente ao hotel que hospeda a comitiva brasileira na Malásia, Lula disse que espera discutir com Trump soluções para o impasse gerado pelo aumento de 50% das tarifas de importação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

“Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Então, pode ficar certo que vai ter uma solução”, afirmou.

Lula negou que tenham sido colocadas condições para negociação bilateral em torno do impasse gerado pelo aumento de 50% das tarifas de importação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do início de agosto.

“Eu trabalho com otimismo para que a gente possa encontrar uma solução. Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda” disse.



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