segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

News

Biogás e biometano avançam no Brasil, mas produção ainda é desafio


Usina de Biogás - produção de energia gerada a partir de dejetos de suínos - em Medianeira, região oeste do Paraná
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O setor de biogás e biometano vive um momento de expansão no Brasil, impulsionado por avanços regulatórios e pelo aumento da demanda por fontes renováveis de energia. Apesar do cenário positivo, o principal desafio ainda é ampliar a escala de produção para atender um mercado em crescimento.

O tema será destaque na 8ª edição do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que acontece em Foz do Iguaçu (PR) e deve reunir mais de 800 participantes, incluindo representantes internacionais. A programação inclui plenárias, rodadas de negócios, visitas técnicas e debates sobre inovação no setor.

“É um cardápio completo para quem se interessa pelo tema biogás e biometano”, destaca o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz.

Segundo o pesquisador, o Brasil já apresenta uma cadeia estruturada, com crescimento sustentável nos últimos anos. Parte desse avanço está ligada a políticas públicas, como o programa Combustível do Futuro, que inclui o biogás e o biometano na matriz energética nacional.

Outro ponto importante foi a atualização recente das normas que ampliam a participação do biometano na rede de gás natural, passando de 0,25% para 0,5%, o que reforça o ambiente favorável para o setor.

Demanda e produção

Apesar do potencial elevado, o país ainda precisa ampliar a produção para acompanhar a demanda. De acordo com Kunz, o consumo já está aquecido, o que exige investimentos e organização da cadeia para garantir oferta suficiente.

Entre as oportunidades estão o aproveitamento de resíduos da produção animal e agroindustrial, além do uso de culturas energéticas específicas para geração de biogás.

“Nós estamos trabalhando dentro da Embrapa com o tema, envolvendo as culturas energéticas, que são novas maneiras. São plantas utilizadas para a geração de biogás e biometano”, afirma Kunz.

Potencial no campo

O uso de biodigestores no Brasil não é novidade e já faz parte da realidade de muitas propriedades rurais. No entanto, o desafio atual é estruturar melhor essa cadeia, ampliando tanto a produção dentro das fazendas quanto em plantas industriais.

“O tema já é familiar ao agro brasileiro e a gente precisa agora realmente estruturar isso corretamente, desenvolver, continuar esse crescimento na cadeia, aproveitando esses materiais que nós temos dentro do agro”, destaca Kunz.

Serviços

Data: 14 a 16 de abril de 2026

Local: Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas

Endereço: Rodovia das Cataratas, Km 3,3 – Foz do Iguaçu, PR

Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB)
Foto: César Silvestro/Divulgação FSBBB

O post Biogás e biometano avançam no Brasil, mas produção ainda é desafio apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Demanda por café solúvel estimulam cultivo de conilon


O cultivo de café conilon tem avançado em Minas Gerais, impulsionado pela adaptação da cultura a regiões mais quentes e pela demanda da indústria de café solúvel, segundo informações do Sistema Faemg Senar. Embora ainda represente uma parcela menor da produção estadual em relação ao arábica, a variedade tem ampliado sua participação e contribuído para a diversificação da cafeicultura.

De acordo com a analista de agronegócios do sistema, Ana Carolina Gomes, a expansão ocorre principalmente em áreas fora dos polos tradicionais. “Com temperaturas mais elevadas e menor altitude, essas áreas apresentam maior aptidão para o cultivo, especialmente com o uso de irrigação”, explica. O avanço é observado em regiões como o Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e áreas do Noroeste do estado.

A demanda por café solúvel tem sido um dos principais fatores de estímulo. O conilon apresenta maior rendimento de sólidos solúveis, característica valorizada pela indústria de cafés instantâneos e bebidas prontas. O crescimento do consumo global, especialmente na Ásia e na Europa, tem ampliado o interesse pela cultura.

Segundo a analista, a adoção do conilon também está associada à rentabilidade e à estabilidade produtiva. “É importante destacar que o conilon não substitui o arábica, mas complementa a produção. Em muitas propriedades mineiras, produtores têm adotado sistemas híbridos, combinando as duas espécies para reduzir riscos climáticos e diversificar a renda. A estratégia também permite utilizar o conilon em áreas menos aptas ao arábica, fortalecendo a sustentabilidade econômica das fazendas”, ressalta.

Dados do setor indicam que, em 2025, o Brasil exportou 84,4 mil toneladas de café solúvel, com receita de US$ 1,1 bilhão. Em Minas Gerais, as exportações somaram 5,8 mil toneladas, gerando US$ 68 milhões. Entre os principais destinos estão Estados Unidos, Japão, Argentina e países do Leste Europeu e do Sudeste Asiático.

Apesar de ainda representar cerca de 2% da produção cafeeira mineira, o conilon registra expansão contínua. Em 2026, o estado conta com 11,1 mil hectares cultivados. Nos últimos cinco anos, a área cresceu 12%, com destaque para a região Leste, que teve aumento de 67%. Em 2025, a produção alcançou cerca de 584 mil sacas, alta de 50% em relação ao ano anterior.

A produtividade também tem se destacado. Enquanto o café arábica apresenta médias entre 20 e 40 sacas por hectare, o conilon pode variar de 40 a 80 sacas, podendo superar 100 sacas em sistemas irrigados. Em Minas Gerais, a média foi de 53 sacas por hectare em 2025, com previsão de crescimento.

O potencial de expansão é reforçado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que indica mais de 660 municípios aptos ao cultivo no estado. Ainda assim, a implantação da cultura exige maior nível de tecnificação, com necessidade de irrigação, manejo intensivo e uso de mudas clonais.





Source link

News

Recria intensiva a pasto é o segredo para arroba mais barata na pecuária, dizem especialistas


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi iniciou uma semana especial dedicada à Recria Intensiva a Pasto (RIP), reunindo especialistas como o zootecnista Rodrigo Gennari, da Fazenda Nota Dez, o pecuarista Eduardo Afonso, da Fazenda Seriema, e o consultor Guilherme Silveira. O debate enfatizou que uma recria bem conduzida é crucial para a produção da arroba mais barata em todo o ciclo pecuário.

Contrariando o manejo tradicional, que frequentemente negligencia os animais jovens, a RIP transforma essa fase em um motor de lucratividade nas propriedades rurais. Um ponto central discutido foi a desmistificação da ideia de que os animais em recria devem ser mantidos em pastos de qualidade inferior.

Confira:

Eficiência do animal jovem

Os especialistas ressaltaram que o animal jovem possui a maior eficiência biológica do ciclo, consumindo menos e convertendo mais alimento em tecido muscular. Produzir arroba nessa fase é mais econômico do que na terminação. A falta de uma recria adequada resulta em engorda cara, pois animais que chegam “vazios” ao cocho requerem mais tempo e investimento.

A RIP visa manter um Ganho Médio Diário (GMD) entre 700 e 800 gramas, assegurando que o animal cresça sem acumular gordura precocemente.

Exemplo prático

Direto de Santo Antônio do Leverger (MT), a Fazenda Seriema exemplifica como a recria intensiva pode multiplicar resultados financeiros e produtivos. Em 11 anos, a fazenda aumentou de 3 mil para 6 mil cabeças, atingindo uma lotação média de 4 animais por hectare. Enquanto a média nacional é baixa, a Seriema produz cerca de 50 arrobas por hectare/ano, com uma taxa de desfrute próxima de 100%.

O sucesso da Fazenda Seriema se deve, em parte, ao uso de suplementação entre 0,3% e 0,7% do peso vivo e ao tratamento do pasto como uma lavoura. Para garantir o retorno esperado da recria, especialistas elencam pontos fundamentais de manejo.

Mensagem aos produtores

A mensagem final para os produtores é clara: a recria não deve ser vista como um período de espera, mas como uma fase de produção intensiva. O investimento em tecnologia no pós-desmame resulta em bois prontos para a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) em tempo recorde, aumentando a rentabilidade e otimizando o uso da terra.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Recria intensiva a pasto é o segredo para arroba mais barata na pecuária, dizem especialistas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Seapi destaca calendário da soja no RS e reforça atenção ao período do vazio sanitário


Plantação de soja. Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) reforça o calendário da soja no Rio Grande do Sul, com a definição do vazio sanitário entre 3 de julho e 30 de setembro.

Já o período de semeadura terá início em 1º de outubro de 2026 e seguirá até 28 de janeiro de 2027. As datas foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme a Portaria nº 1.579/2026.

Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, os períodos foram mantidos em relação às últimas safras. “Trata-se da consolidação de um importante instrumento de manejo do patógeno no estado, integrando defesa agropecuária e setor produtivo no enfrentamento à doença”, afirma.

O estado conta com o programa Monitora Ferrugem, que acompanha a presença de esporos e as condições climáticas, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão ao longo da safra.

A ferrugem asiática é uma das principais doenças da cultura da soja, com potencial de causar perdas de até 90%. O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo, sendo proibido o cultivo ou a manutenção de plantas vivas de soja por um período mínimo de 90 dias.

Após o vazio sanitário, o calendário de semeadura organiza o plantio e contribui para reduzir o risco de resistência da doença aos fungicidas.

O post Seapi destaca calendário da soja no RS e reforça atenção ao período do vazio sanitário apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Brasil aumenta exportações de arroz em 144%, mas receita não acompanha o ritmo


lã niña influencia arroz
Foto: Unsplash

O Brasil exportou 685 mil toneladas de arroz (base casca) entre janeiro e março de 2026, número que representa um aumento de 144% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 281 mil toneladas do cereal.

A receita, por sua vez, cresceu 55%, fechando em US$ 159,7 milhões no primeiro trimestre do ano. Entre os principais destinos, destacam-se Venezuela, Senegal e México, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

“Os meses de janeiro a março compreendem a entressafra do arroz. Nesse período em 2025, os estoques estavam baixos por causa das enchentes do ano anterior no Rio Grande do Sul. Com a safra maior em 2025, o Brasil retomou o fluxo normal de embarques neste ano”, observa a gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori.

Segundo ela, também houve recuperação das vendas aos Estados Unidos, mercado estratégico para o arroz beneficiado brasileiro, especialmente o polido, de maior valor agregado.

Arroz beneficiado

O arroz beneficiado pela indústria, que corresponde à metade do volume total exportado, registrou aumento expressivo nos embarques, de 106%, totalizando 349,5 mil toneladas durante o primeiro trimestre. Em relação à receita, o incremento foi de 21%, com US$ 75,4 milhões.

Para Beatriz, o descompasso entre o aumento de volume e de receita pode ser explicado pela alta oferta do produto no contexto global, o que consequentemente reflete no preço do grão.

“O preço do arroz sofreu forte queda, motivada pela volta da Índia ao comércio internacional em meio a uma safra recorde. O país asiático havia restringido as exportações de alguns tipos de arroz para recompor seus estoques internos, mas essa restrição foi derrubada”, justifica, acrescentando que a tendência é de manutenção dos volumes de exportação atuais a partir da nova safra.

Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro trimestre, 386 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 85 milhões.

O volume representa um aumento de 7% e uma queda de 28,5% no valor, quando comparado ao mesmo período do ano passado. A maior parte do montante importado, 94%, corresponde a arroz beneficiado.

O post Brasil aumenta exportações de arroz em 144%, mas receita não acompanha o ritmo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Diamantina vai receber final do concurso de queijos artesanais de Minas Gerais em 2026


queijos
Foto: Pixabay

A cidade de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, foi escolhida para sediar a etapa final do Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais de 2026, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

O anúncio consolida a região como um importante polo de produção de queijos no estado e marca a 19ª edição de um dos mais tradicionais eventos do setor.

A escolha segue a estratégia da Emater-MG de promover o rodízio entre regiões caracterizadas pela produção de queijos artesanais, ampliando a visibilidade das diferentes origens e fortalecendo a cadeia produtiva em todo o estado. A final do concurso será no último trimestre de 2026.

Desde a adoção do formato itinerante, a etapa final da competição já foi realizada nos municípios de Coromandel, Serro e Itanhandu. A região de Diamantina foi reconhecida como produtora do Queijo Minas Artesanal em 2022.

A região abrange nove municípios: Diamantina, Gouveia, Datas, Monjolos, Couto de Magalhães de Minas, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos, Senador Modestino Gonçalves e Presidente Kubitschek.

Diamantina, Minas Gerais
Foto: Pedro Vilela/MTur. Igreja Matriz de Santo Antônio_Diamantina

Para o produtor Ewerton Sebastião de Almeida, do Queijo Braúnas, sediar o evento representa um marco para a região. “Uma premiação dessa grandeza agrega valor a toda região. Os produtores vão ver de perto como é o concurso e a valorização do queijo. Vai mostrar também a importância da legalização. É uma expectativa muito grande”, afirma

A coordenadora técnica da Emater-MG, Maria Edinice Rodrigues, destaca que o caráter itinerante do concurso contribui para o fortalecimento do setor. “A Emater vem adotando essa metodologia de rodízio para ampliar a divulgação do concurso estadual. Quando realizamos de forma itinerante, a região se torna mais conhecida e há um intercâmbio entre os produtores das diversas regiões”, explica.

O post Diamantina vai receber final do concurso de queijos artesanais de Minas Gerais em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Produtores de vinho comemoram safra recorde e uvas com mais de 15% de graduação alcoólica


produção de uvas para vinho
Foto: Divulgação Cooperativa Vinícola Garibaldi

A safra 2025/26 de uva no Rio Grande do Sul já dava sinais, em janeiro deste ano, que seria histórica, com produção estimada em 905 mil toneladas, conforme a Emater-RS. O número representa um crescimento de 10% sobre o ciclo anterior.

Além do volume, o clima também contribuiu para a qualidade da fruta, fato reconhecido e comemorado pela indústria. A vinícola Casa Marques Pereira, de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, por exemplo, destaca que a vindima de 2026 (período de colheita das uvas destinadas à produção de vinho) deve entrar para a história do município.

A empresa registrou um crescimento de 30% em relação ao ano anterior e alcançou um patamar elevado de maturação das uvas. “Tivemos seis variedades que atingiram graduação de vinho nobre”, afirma o sócio-proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, o que significa que as uvas apresentaram maturação polifenólica completa, com níveis de açúcar suficientes para originar vinhos com mais de 14,1% de álcool, conforme estipulado pela legislação brasileira.

Segundo ele, neste quesito, a uva Merlot chamou atenção ao atingir 15,7% de graduação alcoólica. “Nós fomos deixando na videira e virou, praticamente, um ‘amarone’. Nunca tínhamos visto algo parecido”, ressalta.

O sócio-proprietário também comenta outro ponto considerado raro: o desempenho da Pinot Noir. “É muito raro uma Pinot Noir atingir o nível de 14,3% de graduação alcoólica no Brasil.”

Já a Cooperativa Vinícola Garibaldi colheu mais de 30 milhões de quilos, quantidade que representa aumento superior a 10% em comparação à temporada passada.

“As condições favoreceram o desenvolvimento adequado dos vinhedos, garantindo bons índices de maturação, sanidade e potencial enológico das uvas”, observa o enólogo da empresa, Ricardo Morari.

Ao longo da safra, a cooperativa recebeu aproximadamente 60 variedades de uvas. Entre os grupos, cerca de 45% do volume destas variedades são de viníferas destinadas para vinhos e espumantes, enquanto os outros 55% são de variedades de uvas comuns, destinadas a vinhos de mesa e suco de uva.

O resultado da safra 2025/26 de uva no Rio Grande do Sul está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo. O inverno com maior número de dias frios favoreceu a dormência das videiras, enquanto o regime de chuvas antes da frutificação contribuiu para o desenvolvimento uniforme.

O período de amadurecimento, por sua vez, foi marcado por baixa incidência de chuvas, fator essencial para garantir concentração, sanidade e qualidade das uvas.

O Rio Grande do Sul conta, atualmente, com 42.407 hectares de parreiras destinadas à indústria, de acordo com levantamento da Emater-RS.

O post Produtores de vinho comemoram safra recorde e uvas com mais de 15% de graduação alcoólica apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Maior oferta reduz impulso altista dos preços



Movimento de valorização da mandioca perdeu força


Foto: Canva

 Com o aumento da oferta em algumas regiões, o movimento de valorização da mandioca perdeu força ao longo da semana passada. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores, em busca de capitalização ou da liberação de áreas para o planejamento da safra 2026/28, intensificaram a comercialização e a colheita, elevando a disponibilidade para as indústrias e reduzindo o impulso altista dos preços.

Nas próximas semanas, de acordo com o Centro de Pesquisas, a necessidade de caixa deve continuar a influenciar a oferta, enquanto a demanda industrial permanece aquecida, impulsionada pela recomposição de estoques. No médio prazo, o clima volta ao radar: a NOAA indica alta probabilidade de ocorrência de El Niño a partir de junho, com possível intensificação em agosto, o que tende a reduzir as chuvas no Centro-Sul.





Source link

News

Alerta de perigo cruza o país: chuva de 100 mm e muita ventania; veja onde e quando


tempo, chuvas, chuva, previsão
Foto: Pixabay

Um alerta laranja, de perigo, foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para risco de chuva de até 100 mm e ventos que podem variar entre 60 km/h e 100 km/h.

O aviso é válido para toda a terça-feira (14) em uma faixa que cruza o Nordeste e o Norte do país (veja no mapa abaixo). Ao todo, 1017 municípios podem ser atingidos nas seguintes áreas:

  • Nordeste Paraense, Sul Cearense, Metropolitana de Recife, Oeste Maranhense, Norte Cearense, Noroeste Cearense, Central Potiguar, Sertões Cearenses; Oeste Potiguar, Sertão Pernambucano, Leste Maranhense, Sertão Paraibano, Agreste Paraibano;
  • Norte Maranhense, Borborema, Baixo Amazonas, Mata Paraibana, Mata Pernambucana, Sudoeste Paraense, Centro-Norte Piauiense; Jaguaribe, Centro Amazonense, Sudoeste Amazonense, Metropolitana de Belém, Centro-Sul Cearense, Metropolitana de Fortaleza;
  • Leste Potiguar, Centro Maranhense, Marajó, Agreste Potiguar, Norte Amazonense, Norte Piauiense, Agreste Pernambucano, Sul Amazonense, Sudeste Paraense, Sul de Roraima, Sudeste Piauiense.
alerta de perigo - Inmet
Foto: Reprodução

A lista completa de cidades que podem sentir os efeitos da chuva volumosa e dos ventos intensos está aqui.

De acordo com o Inmet, a severidade dos fenômenos climáticos pode ocasionar corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O post Alerta de perigo cruza o país: chuva de 100 mm e muita ventania; veja onde e quando apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Menos de 20 dias para votar: decida o Personagem Soja Brasil safra 2025/26!


Reprodução Canal Rural

Você sabia que faltam menos de 20 dias para a votação do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 chegar ao fim? Até o dia 30 de abril você ainda pode votar no produtor e pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Acesse o link, preencha seus dados e escolha seu favorito (a).

Se ainda está em dúvida, relembre os candidatos desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

O post Menos de 20 dias para votar: decida o Personagem Soja Brasil safra 2025/26! apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link