segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Portaria define 11 novos postos para adidos agrícolas na África, Ásia e Américas



O Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores definiram os locais dos 11 novos adidos agrícolas do Brasil no exterior. As futuras adidâncias serão na Argélia, Bangladesh, Chile, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos, Etiópia (incluindo União Africana, Djibuti e Sudão do Sul), Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau), Irã, Malásia (incluindo Brunei), Nigéria e Turquia.

Os locais, antecipados pela Coluna do Broadcast Agro em 5 de agosto, constam em portaria interministerial publicada nesta sexta-feira, 6, no Diário Oficial da União (DOU).

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Os adidos agrícolas assessoram as representações diplomáticas do Brasil no exterior. Eles são responsáveis por prospectar oportunidades de comércio, investimento e cooperação para o agronegócio brasileiro. A ampliação das adidâncias agrícolas dos atuais 29 para 40 postos foi autorizada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em decreto assinado em julho.

Com a iniciativa, o Brasil terá sete adidos agrícolas em embaixadas da África, além de novos quadros na Ásia e na América Central. “As novas adidâncias refletem o reconhecimento da importância do agronegócio e de sua maior inserção no mercado internacional para o Brasil. Com os novos postos iremos potencializar ainda mais as oportunidades para o setor, gerando empregos e renda para os brasileiros, principalmente em virtude das aberturas de mercados”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em nota da pasta.

De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, os novos adidos agrícolas começam a atuar em janeiro do ano que vem. “O processo de seleção está avançado e usaremos o cadastro reserva. É uma grande conquista para o agro brasileiro”, disse ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Sobre os novos postos, Perosa destacou que a Ásia é um importante destino das exportações brasileiras. Já na África, o Brasil busca reforçar a cooperação técnica e relações comerciais.

Atualmente, há adidos agrícolas nos seguintes locais: África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China (dois adidos), Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Estados Unidos da América, França (Delegação do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas com sede em Paris), Índia, Indonésia, Itália (Delegação Permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e aos Organismos Internacionais), Japão, Marrocos, México, Suíça (Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra), Peru, Reino Unido, Rússia, Cingapura, Tailândia, Bélgica (Missão do Brasil na União Europeia em Bruxelas, dois adidos) e Vietnã.



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Desfile de 7 de Setembro celebra Democracia e Independência em Brasília



Na manhã deste sábado (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu oficialmente o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em comemoração aos 202 anos da Independência do Brasil. Com o tema “Democracia e Independência: O Brasil no Rumo Certo”, o evento reuniu milhares de pessoas e diversas autoridades políticas e militares.

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Lula chegou em carro aberto, tradicionalmente utilizando o Rolls-Royce presidencial, sendo recebido pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e pelos comandantes das três Forças Armadas. O desfile contou com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e outros importantes representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

Destaques do desfile

A celebração foi marcada por três eixos temáticos: a presidência rotativa do Brasil no G20, os esforços de reconstrução no Rio Grande do Sul após as enchentes de maio e a ampliação dos serviços de saúde pública com a retomada do programa Mais Médicos.

Além de autoridades, o desfile contou com a participação de 30 atletas olímpicos que representaram o Brasil nos Jogos de Paris, estudantes de escolas públicas, e a tradicional pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército. A Esquadrilha da Fumaça encerrou a apresentação com um show de acrobacias aéreas.

Público e segurança

Cerca de 30 mil pessoas compareceram ao evento, que teve início às 9h14. O público presente nas arquibancadas aplaudiu a chegada do presidente e acompanhou as homenagens ao Rio Grande do Sul e aos programas de saúde pública, com destaque para a participação do mascote da vacinação, Zé Gotinha.

O desfile de 7 de Setembro em Brasília reafirmou o compromisso do país com a democracia e a proteção da população, em uma celebração que combinou simbolismo histórico e reconhecimento dos desafios contemporâneos do Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Crescimento do etanol de milho e impacto nos DDGs


Atualmente, o Brasil conta com 21 usinas dedicadas ao etanol de milho



Atualmente, o Brasil conta com 21 usinas dedicadas ao etanol de milho
Atualmente, o Brasil conta com 21 usinas dedicadas ao etanol de milho – Foto: Pixabay

De acordo com o ItaúBBA, a produção de etanol de milho no Brasil deverá alcançar 7,8 bilhões de litros na safra 2024/25, representando um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Este aumento significativo está ligado ao crescente uso do milho na produção de etanol, que deve consumir cerca de 17,3 milhões de toneladas do grão, equivalente a 21% do consumo doméstico de milho. Em paralelo, a produção de DDGs (Distillers Dried Grains) deve atingir 5,2 milhões de toneladas em 2024, com o Brasil prevendo exportar 14% desse volume, ou 0,74 milhões de toneladas.

Atualmente, o Brasil conta com 21 usinas dedicadas ao etanol de milho, sendo 11 localizadas no Mato Grosso, 6 em Goiás, 2 no Mato Grosso do Sul, 1 no Paraná e 1 em São Paulo. A produção de etanol de milho é predominante no Centro-Oeste, mas novos projetos estão se expandindo para a região Norte-Nordeste (NNE) do país. 

Entre essas usinas, 11 são exclusivamente voltadas para o milho, enquanto as demais são usinas flex, que produzem etanol tanto de cana-de-açúcar quanto de milho. As usinas flex podem operar de duas maneiras: algumas alternam entre cana e milho conforme a safra, enquanto outras utilizam cana apenas como fonte de biomassa para gerar vapor, permitindo uma operação mais contínua.

A análise do ItaúBBA aponta que, apesar do expressivo crescimento no setor de etanol de milho, o sucesso contínuo do mercado de DDGs (Distillers Dried Grains) no Brasil está intrinsecamente ligado à manutenção de preços competitivos para o consumidor interno. Com o aumento significativo na produção e no consumo de etanol de milho, a oferta de DDGs deve crescer proporcionalmente. No entanto, para garantir a expansão sustentável deste mercado e aproveitar plenamente as oportunidades internas, é essencial que os preços dos DDGs permaneçam atrativos.
 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Abiec considera os resultados do TAC da Carne uma grande evolução


A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) participou, nesta quinta-feira (23), da solenidade comemorativa aos 15 anos, do Termo de Ajustamento de Conduta da Carne (ou TAC da Carne), realizada na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Belém/PA. O TAC foi firmado em 2009, como um dispositivo para coibir ilícitos na cadeia pecuária da Amazônia, com respaldo em uma lei federal de 2008, que tornou os frigoríficos corresponsáveis por irregularidades em sua cadeia de fornecimento, como as fazendas de engorda e de terminação, das quais os animais saem para o abate. O TAC da Carne abrange atualmente seis dos nove estados da Amazônia Legal – Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

Hoje, de um total de 158 plantas na Amazonia Legal são 111 frigoríficos signatários do TAC segundo mapeamento do Ministério Público junto ao Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Associadas à Abiec são 20 empresas com 51 plantas. O TAC engloba os critérios hoje descritos no Protocolo do Boi na Linha (www.boinalinha.org ) que reúne e uniformiza procedimentos e parâmetros, em protocolos que evoluem gradativamente e que são levados em consideração nas auditorias. Dentre eles, desmatamento ilegal; sobreposição com terras indígenas e com unidades de conservação; embargo ambiental; trabalho escravo; Cadastro Ambiental Rural (CAR) e alteração nos limites do CAR; Licenciamento Ambiental Rural do estado do Pará; Guia de Trânsito Animal (GTA) e produtividade. No Pará, que passou pelo quinto ciclo de auditoria, o percentual de não-conformidades caiu de 10,4%, na auditoria de 2018, para 4,81%, na de 2023.

De acordo com o Diretor de Sustentabilidade da Abiec, Fernando Sampaio – foram 15 anos de um processo de aprendizado. “A indústria construiu esse know-how de como mapear e avaliar risco em seu fornecimento”, explica Sampaio. Em sua fala no evento, o diretor colocou o setor como parceiro do MPF, para enfrentar os desafios que ainda existem, como ampliar o número de empresas participando dos protocolos de monitoramento, o controle de fornecedores indiretos, o envolvimento de outros setores, como varejo e bancos, e pediu maior participação da indústria na governança que existe hoje no Pará, e que essa governança seja ampliada para garantir participação social nos outros estados da Amazônia.

 O evento 15 Anos do TAC da Carne foi organizado por Amigos da Terra, Imaflora e a Aliança Paraense pela Carne e pelo MPF. O Imaflora e Amigos da Terra secretariam o Comitê de Apoio ao TAC no Pará.

A Abiec tem um termo de cooperação com o Imaflora para promover o uso e a ampliação do Protocolo Boi na Linha, e atua com Amigos da Terra no Grupo de Trabalho de Fornecedores Indiretos- GTFI.





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Lula demite Silvio Almeida após denúncias de assédio sexual



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, após denúncias de assédio sexual que vieram à tona na tarde desta quinta-feira (5). Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a decisão foi justificada pela “natureza das acusações“, que tornavam insustentável a permanência de Almeida no cargo.

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As denúncias foram reveladas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela organização Me Too, que recebeu relatos de mulheres alegando ter sido assediadas sexualmente pelo ex-ministro. Entre as vítimas estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que se manifestou nas redes sociais afirmando ser “inaceitável relativizar ou diminuir episódios de violência“.

Franco elogiou a ação rápida do presidente Lula e pediu respeito à sua privacidade, afirmando que contribuirá com as apurações sempre que acionada. Ela também criticou a pressão sofrida para se pronunciar publicamente sobre o caso. “Tentativas de culpabilizar, desqualificar ou constranger vítimas alimentam o ciclo de violência“, declarou.

Almeida, que ocupava o cargo desde janeiro de 2023, negou as acusações em nota, chamando-as de “mentiras” e “ilações absurdas“. Ele solicitou apuração rigorosa do caso pela Controladoria-Geral da União, Ministério da Justiça e Procuradoria-Geral da República.

A Polícia Federal e a Comissão de Ética da Presidência da República abriram investigações para apurar os fatos. Enquanto isso, a ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, assumiu interinamente a pasta de Direitos Humanos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de etanol nos EUA atinge mínima


Costa do Golfo contrariou a tendência



O Centro-Oeste, a principal região produtora de etanol, viu sua produção cair para uma média de 1,002 milhão de barris
O Centro-Oeste, a principal região produtora de etanol, viu sua produção cair para uma média de 1,002 milhão de barris – Foto: Pixabay

A produção de etanol nos Estados Unidos caiu para o nível mais baixo em quase dois meses, conforme dados da Energy Information Administration (EIA). Na semana encerrada em 30 de agosto, a produção média foi de 1,061 milhão de barris por dia, uma redução em relação aos 1,071 milhão de barris da semana anterior. Este é o menor nível de produção desde 5 de julho, refletindo uma tendência de queda significativa.

O Centro-Oeste, a principal região produtora de etanol, viu sua produção cair para uma média de 1,002 milhão de barris por dia, em comparação com 1,012 milhão de barris na semana anterior. Esse é o nível mais baixo registrado na região em quase dois meses. A produção da Costa Leste também caiu, atingindo uma média de 9.000 barris por dia, de 12.000 barris, enquanto as Montanhas Rochosas reduziram sua produção para 11.000 barris, de 12.000 barris na semana anterior.

Contrariando a tendência geral de queda, a produção de etanol na Costa do Golfo registrou um aumento de mil barris, alcançando uma média diária de 29.000 barris. Esse crescimento indica uma recuperação parcial na região, que contrastou com a diminuição observada em outras áreas. Da mesma forma, a Costa Oeste também apresentou uma melhora significativa, com a produção subindo para 10.000 barris por dia, um incremento considerável em relação aos 8.000 barris registrados na semana anterior. 

Os estoques de etanol na semana encerrada em 30 de agosto diminuíram para 23,354 milhões de barris, uma queda em relação aos 23,572 milhões de barris da semana anterior. Este é o menor nível de estoques registrado em três semanas, indicando uma possível diminuição na oferta ou um aumento na demanda que está pressionando os níveis de estoque para baixo.





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Setor agrícola é fundamental para mitigar mudanças climáticas, afirma cientista da Nasa



O setor agrícola desempenha um papel estratégico nas ações de mitigação das mudanças climáticas, segundo Alex Ruane, cientista da Nasa e co-diretor do Grupo de Impactos Climáticos da agência. Ruane foi o principal palestrante da 7ª Conferência Fapesp 2024, realizada em São Paulo, que discutiu “Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar“. Ele alertou que as tendências atuais são incompatíveis com um mundo sustentável e equitativo e destacou a vulnerabilidade dos sistemas alimentares aos riscos climáticos crescentes.

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Ruane, que também é cientista associado do Centro de Pesquisa de Sistemas Climáticos da Universidade Columbia, em Nova York, apresentou dados preocupantes. Entre 2011 e 2020, as temperaturas globais foram, em média, 1,1°C mais altas do que entre 1850 e 1900. Segundo ele, se as tendências atuais continuarem, o planeta pode ultrapassar o limite de 1,5°C de aquecimento global na próxima década, tornando o combate à crise climática significativamente mais difícil. “O aumento de eventos extremos de calor e chuvas intensas será inevitável”, alertou.

Adaptação e mitigação são cruciais

Ruane enfatizou que é essencial que o setor agrícola se adapte às mudanças climáticas e contribua para mitigar as emissões de gases de efeito estufa. “Os modelos agrícolas podem nos ajudar a habilitar e implementar ações de adaptação e mitigação que sejam viáveis, equitativas e justas“, disse o cientista. Ele mencionou o projeto Agricultural Model Intercomparison and Improvement Project (AgMIP), que coordena e busca melhorar os modelos agrícolas para avaliar o impacto das mudanças climáticas e outras forças sobre a segurança alimentar.

O pesquisador sublinhou a importância de iniciar o processo de adaptação antes que os eventos climáticos extremos se tornem mais frequentes. Ele também destacou que as soluções devem ser justas e equitativas, garantindo apoio às populações mais vulneráveis, que são as mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Brasil é destaque, mas enfrenta desafios internos

Durante a conferência, Marcio de Castro Silva Filho, diretor científico da Fapesp, destacou que, embora o Brasil seja o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, 20% da população do estado de São Paulo enfrenta algum nível de insegurança alimentar, com 3% sofrendo de insegurança grave. Ele anunciou que a Fapesp está desenvolvendo um novo programa focado em segurança alimentar para trabalhar em sinergia com outras iniciativas.

A conferência, moderada por Jurandir Zullo Junior, do Cepagri-Unicamp, e que contou com a presença de Carlos Alfredo Joly, membro da coordenação do Ciclo de Conferências Fapesp 2024, destacou a importância da colaboração entre governos, setor privado, sociedade civil e comunidade científica para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela insegurança alimentar.

A 7ª Conferência Fapesp 2024 – “Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar” pode ser assistida na íntegra no YouTube.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores antecipam plantio de mandioca visando melhor preço


Plantio de manivas para a produção de raízes de mandioca está em ritmo acelerado




Foto: Canva

Nesta quinta-feira (05), o Informativo Conjuntural da Gerência de Planejamento revelou que, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, o plantio de manivas para a produção de raízes de mandioca está em ritmo acelerado. Atualmente, 55% da área destinada ao cultivo já foi plantada, com os produtores adiantando a implantação para assegurar melhores condições de preço em um mercado com demanda crescente. A previsão é que a colheita das manivas inicie no início de janeiro, com grande parte dos cultivos começando a ser colhida a partir de fevereiro.

Os preços permanecem estáveis, com a caixa de 25 quilos de mandioca sendo comprada por R$ 110,00. A mandioca lavada não descascada é vendida diretamente ao consumidor a R$ 5,00/kg, enquanto a mandioca descascada alcança R$ 6,00/kg nos mercados varejistas e entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg em feiras e vendas diretas.

Em Soledade, as baixas temperaturas do inverno causaram queimaduras nas manivas, especialmente nas áreas de maior altitude. Como resultado, alguns produtores estão adquirindo manivas para reposição nos plantios. O excesso de umidade no solo e as geadas recentes afetaram a qualidade das raízes colhidas. Apesar disso, o clima tem favorecido o preparo do solo, e os plantios estão começando nas baixas altitudes do Vale do Rio Pardo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de milho para silagem segue em crescimento


Plantio de milho para silagem avança com estabilidade




Foto: Pixabay

O plantio do milho destinado à produção de silagem está em andamento no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar. O processo de preparo das áreas e de semeadura tem se intensificado, com variações de ritmo conforme as condições de umidade do solo. Para a safra 2024/2025, está prevista a implantação de 357.311 hectares de milho para silagem, com uma produtividade estimada em 38.440 kg/ha. Apesar da expectativa de uma leve redução da área de cultivo em nível estadual, a maioria das regiões mantém estabilidade em relação à safra anterior, sustentada pela demanda alimentar dos rebanhos leiteiros.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, a situação varia. Em Bagé, são previstos 6.495 hectares de milho silagem, com destaque para o município de Aceguá, que cultiva 2.500 hectares, representando 38,5% da área total da região devido à forte presença da atividade leiteira. Em Erechim, o preparo e a semeadura das áreas avançam, com as lavouras nas proximidades do Rio Uruguai já em desenvolvimento vegetativo inicial. Já em Frederico Westphalen, 40% da área foi semeada, mas as operações foram temporariamente interrompidas pela falta de chuvas.

A região de Pelotas prevê um aumento de 15% na área cultivada, totalizando 17.430 hectares, impulsionado pelos preços de venda da silagem, que variam de R$ 0,30 a R$ 0,55/kg. Nas regiões de Santa Rosa e Soledade, o período ainda é de entressafra, mas há expectativa de aumento nas áreas de plantio em Soledade, em virtude da crescente demanda do setor leiteiro local.





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‘Lula sabe muito bem que o MST é uma facção criminosa’, diz Salles



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que o agronegócio brasileiro enfrenta uma divergência com o governo do PT por razões ideológicas e não por falta de recursos e apoio.

O chefe do Executivo também mencionou o papel do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesse cenário, afirmando que as críticas dirigidas são injustas.

“Há décadas os sem-terra não invadem terras produtivas, mas o agronegócio mantém uma postura de rejeição. Tanto o MST quanto o agronegócio são fundamentais para o Brasil”, destacou.

‘Lula sabe que o MST invade terras’

O ex-ministro do Meio Ambiente e relator da CPI do MST, Ricardo Salles, rechaçou veementemente a fala do chefe do Executivo.

“Ou o Lula está gagá [sic] como o [presidente dos Estados Unidos] Joe Biden ou ele sabe muito bem que o MST praticou e continua praticando invasões há décadas. Este ano mesmo tivemos um monte de invasões em áreas produtivas no Brasil”.

De acordo com Salles, o presidente tem ciência de que o MST e as demais siglas dos movimentos sem terra são “verdadeiras facções criminosas que invadem para extorquir o proprietário, furtar, roubar enquanto os líderes do MST enriquecem, os liderados seguem com vidas miseráveis em assentamentos e acampamentos de lona, com chão de terra batida, sem saneamento e nem nada”.



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