segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Setor agrícola é fundamental para mitigar mudanças climáticas, afirma cientista da Nasa



O setor agrícola desempenha um papel estratégico nas ações de mitigação das mudanças climáticas, segundo Alex Ruane, cientista da Nasa e co-diretor do Grupo de Impactos Climáticos da agência. Ruane foi o principal palestrante da 7ª Conferência Fapesp 2024, realizada em São Paulo, que discutiu “Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar“. Ele alertou que as tendências atuais são incompatíveis com um mundo sustentável e equitativo e destacou a vulnerabilidade dos sistemas alimentares aos riscos climáticos crescentes.

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Ruane, que também é cientista associado do Centro de Pesquisa de Sistemas Climáticos da Universidade Columbia, em Nova York, apresentou dados preocupantes. Entre 2011 e 2020, as temperaturas globais foram, em média, 1,1°C mais altas do que entre 1850 e 1900. Segundo ele, se as tendências atuais continuarem, o planeta pode ultrapassar o limite de 1,5°C de aquecimento global na próxima década, tornando o combate à crise climática significativamente mais difícil. “O aumento de eventos extremos de calor e chuvas intensas será inevitável”, alertou.

Adaptação e mitigação são cruciais

Ruane enfatizou que é essencial que o setor agrícola se adapte às mudanças climáticas e contribua para mitigar as emissões de gases de efeito estufa. “Os modelos agrícolas podem nos ajudar a habilitar e implementar ações de adaptação e mitigação que sejam viáveis, equitativas e justas“, disse o cientista. Ele mencionou o projeto Agricultural Model Intercomparison and Improvement Project (AgMIP), que coordena e busca melhorar os modelos agrícolas para avaliar o impacto das mudanças climáticas e outras forças sobre a segurança alimentar.

O pesquisador sublinhou a importância de iniciar o processo de adaptação antes que os eventos climáticos extremos se tornem mais frequentes. Ele também destacou que as soluções devem ser justas e equitativas, garantindo apoio às populações mais vulneráveis, que são as mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Brasil é destaque, mas enfrenta desafios internos

Durante a conferência, Marcio de Castro Silva Filho, diretor científico da Fapesp, destacou que, embora o Brasil seja o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, 20% da população do estado de São Paulo enfrenta algum nível de insegurança alimentar, com 3% sofrendo de insegurança grave. Ele anunciou que a Fapesp está desenvolvendo um novo programa focado em segurança alimentar para trabalhar em sinergia com outras iniciativas.

A conferência, moderada por Jurandir Zullo Junior, do Cepagri-Unicamp, e que contou com a presença de Carlos Alfredo Joly, membro da coordenação do Ciclo de Conferências Fapesp 2024, destacou a importância da colaboração entre governos, setor privado, sociedade civil e comunidade científica para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela insegurança alimentar.

A 7ª Conferência Fapesp 2024 – “Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar” pode ser assistida na íntegra no YouTube.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores antecipam plantio de mandioca visando melhor preço


Plantio de manivas para a produção de raízes de mandioca está em ritmo acelerado




Foto: Canva

Nesta quinta-feira (05), o Informativo Conjuntural da Gerência de Planejamento revelou que, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, o plantio de manivas para a produção de raízes de mandioca está em ritmo acelerado. Atualmente, 55% da área destinada ao cultivo já foi plantada, com os produtores adiantando a implantação para assegurar melhores condições de preço em um mercado com demanda crescente. A previsão é que a colheita das manivas inicie no início de janeiro, com grande parte dos cultivos começando a ser colhida a partir de fevereiro.

Os preços permanecem estáveis, com a caixa de 25 quilos de mandioca sendo comprada por R$ 110,00. A mandioca lavada não descascada é vendida diretamente ao consumidor a R$ 5,00/kg, enquanto a mandioca descascada alcança R$ 6,00/kg nos mercados varejistas e entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg em feiras e vendas diretas.

Em Soledade, as baixas temperaturas do inverno causaram queimaduras nas manivas, especialmente nas áreas de maior altitude. Como resultado, alguns produtores estão adquirindo manivas para reposição nos plantios. O excesso de umidade no solo e as geadas recentes afetaram a qualidade das raízes colhidas. Apesar disso, o clima tem favorecido o preparo do solo, e os plantios estão começando nas baixas altitudes do Vale do Rio Pardo.





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Produção de milho para silagem segue em crescimento


Plantio de milho para silagem avança com estabilidade




Foto: Pixabay

O plantio do milho destinado à produção de silagem está em andamento no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar. O processo de preparo das áreas e de semeadura tem se intensificado, com variações de ritmo conforme as condições de umidade do solo. Para a safra 2024/2025, está prevista a implantação de 357.311 hectares de milho para silagem, com uma produtividade estimada em 38.440 kg/ha. Apesar da expectativa de uma leve redução da área de cultivo em nível estadual, a maioria das regiões mantém estabilidade em relação à safra anterior, sustentada pela demanda alimentar dos rebanhos leiteiros.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, a situação varia. Em Bagé, são previstos 6.495 hectares de milho silagem, com destaque para o município de Aceguá, que cultiva 2.500 hectares, representando 38,5% da área total da região devido à forte presença da atividade leiteira. Em Erechim, o preparo e a semeadura das áreas avançam, com as lavouras nas proximidades do Rio Uruguai já em desenvolvimento vegetativo inicial. Já em Frederico Westphalen, 40% da área foi semeada, mas as operações foram temporariamente interrompidas pela falta de chuvas.

A região de Pelotas prevê um aumento de 15% na área cultivada, totalizando 17.430 hectares, impulsionado pelos preços de venda da silagem, que variam de R$ 0,30 a R$ 0,55/kg. Nas regiões de Santa Rosa e Soledade, o período ainda é de entressafra, mas há expectativa de aumento nas áreas de plantio em Soledade, em virtude da crescente demanda do setor leiteiro local.





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‘Lula sabe muito bem que o MST é uma facção criminosa’, diz Salles



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que o agronegócio brasileiro enfrenta uma divergência com o governo do PT por razões ideológicas e não por falta de recursos e apoio.

O chefe do Executivo também mencionou o papel do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesse cenário, afirmando que as críticas dirigidas são injustas.

“Há décadas os sem-terra não invadem terras produtivas, mas o agronegócio mantém uma postura de rejeição. Tanto o MST quanto o agronegócio são fundamentais para o Brasil”, destacou.

‘Lula sabe que o MST invade terras’

O ex-ministro do Meio Ambiente e relator da CPI do MST, Ricardo Salles, rechaçou veementemente a fala do chefe do Executivo.

“Ou o Lula está gagá [sic] como o [presidente dos Estados Unidos] Joe Biden ou ele sabe muito bem que o MST praticou e continua praticando invasões há décadas. Este ano mesmo tivemos um monte de invasões em áreas produtivas no Brasil”.

De acordo com Salles, o presidente tem ciência de que o MST e as demais siglas dos movimentos sem terra são “verdadeiras facções criminosas que invadem para extorquir o proprietário, furtar, roubar enquanto os líderes do MST enriquecem, os liderados seguem com vidas miseráveis em assentamentos e acampamentos de lona, com chão de terra batida, sem saneamento e nem nada”.



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Cevada apresenta projeção de alta produtividade


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Gerência de Planejamento, o desenvolvimento das lavouras de cevada no Rio Grande do Sul está em boas condições gerais. As plantas estão expandindo a área foliar e, nas áreas semeadas no início da janela de plantio, encontram-se nas fases de emissão de espigas e floração.

O manejo de plantas daninhas e a aplicação de nitrogênio foram finalizados, com os produtores agora focados no controle de doenças, especialmente o oídio, por meio da aplicação de fungicidas. No extremo Norte do Estado, algumas áreas semeadas no início da janela de plantio e atualmente em fase de floração têm recebido atenção especial devido aos danos causados por geadas.

A projeção para a safra é de 34.429 hectares, com uma expectativa de produtividade de 3.245 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, apesar de alguns danos pontuais provocados por geadas, a expectativa de produção permanece alta, alcançando 3.600 kg/ha, devido ao elevado potencial produtivo das áreas semeadas no final da janela de plantio.

Em Frederico Westphalen, aproximadamente 60% da área está em desenvolvimento vegetativo, 35% em florescimento e 5% em enchimento de grãos. Na região de Ijuí, as lavouras estão no final do estádio vegetativo, com baixa incidência de doenças e excelente potencial produtivo. Comparado às safras anteriores, as plantas mostram melhor sanidade e menos folhas basais amareladas.

Em Soledade, 19% das lavouras estão em perfilhamento, 78% em alongamento de colmo e 3% em espigamento. As condições climáticas durante o período foram favoráveis, e as perspectivas de produtividade estão alinhadas às expectativas, especialmente para as lavouras manejadas com boas práticas tecnológicas. No entanto, foram registrados casos de deficiências nutricionais em algumas áreas.

No mercado, a cotação média da cevada para indústria de malte na região de Erechim é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, enquanto em Frederico Westphalen, o preço médio é de R$ 83,00 por saca.





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demanda forte e escalas curtas sinalizam que preços seguirão subindo


O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes. O viés ainda é de alta no curto prazo, considerando o encurtamento das escalas de abate em um momento de demanda muito positiva para a carne bovina.

O resultado das exportações ainda sinaliza para embarques recorde na atual temporada, da mesma maneira que a demanda doméstica também conta com avanços em um momento de baixo nível de desemprego.

“Esse ambiente sugere por forte impacto do décimo terceiro salário na atividade econômica na atual temporada”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique
Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 250,25

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

O fluxo de exportação permanece muito contundente, com perspectiva de um recorde de embarques na atual temporada.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,5914 para venda e a R$ 5,5893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5289 e a máxima de R$ 5,6010. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,73%.



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Veja como os preços da soja terminaram esta semana


A queda dos preços da soja no Brasil travou o mercado nesta sexta-feira (6). A retração acompanhou o movimento de Chicago e desanimou os produtores.

Durante a manhã, houve algumas ofertas mais firmes. Posteriormente, com a baixa acentuada na bolsa estadunidense, os agentes se afastaram dos negócios.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 134 para R$ 133
  • Região das Missões: baixou de R$ 133 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande: recuou de R$ 141 para R$ 139
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 134 para R$ 132
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 141 para R$ 140
  • Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 132
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 128 para R$ 127
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 129 para R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, reduzindo e praticamente zerando os ganhos semanais.

A expectativa de boa safra norte-americana e a maior aversão ao risco no mercado financeiro determinaram a queda nas cotações.

Os dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos foram mal recebidos pelo mercado, trazendo novamente o temor de recessão na economia americana.

Como consequência, títulos e dólar subiram, enquanto bolsas e petróleo recuaram. As commodities agrícola também tiveram perdas generalizadas.

Na semana, a posição novembro teve leve alta de 0,5%. A semana vinha sendo de recuperação, devido a sinais de demanda pelo produto americano e de preocupação com o clima seco nos Estados Unidos.

Para a próxima semana, o mercado volta todas as suas atenções para o relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado aguarda a nova estimativa para a safra norte-americana em 2024/25.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 18,50 centavos de dólar, ou 1,80%, a US$ 10,05 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,22 1/2 por bushel, com perda de 19,00 centavos ou 1,82%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,64% a US$ 324,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,63 centavos de dólar, com baixa de 1,54 centavo ou 3,74%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,5914 para venda e a R$ 5,5893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5289 e a máxima de R$ 5,6010. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,73%.



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Lula diz que o agronegócio e o MST têm a mesma importância



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que o agronegócio brasileiro enfrenta uma divergência com o governo do PT por razões ideológicas e não por falta de recursos e apoio.

O chefe do Executivo também mencionou o papel do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesse cenário, afirmando que as críticas dirigidas são injustas.

“Há décadas os sem-terra não invadem terras produtivas, mas o agronegócio mantém uma postura de rejeição. Tanto o MST quanto o agronegócio são fundamentais para o Brasil”, destacou.

Ao ser questionado sobre as dificuldades de sua gestão com o agronegócio, o presidente ressaltou que defende o MST e valoriza tanto os grandes exportadores quanto os pequenos produtores.

“Os grandes exportadores garantem qualidade e abrem mercados internacionais. Já os pequenos produtores, que representam quase 5 milhões de propriedades de até 100 hectares, são os que colocam comida na mesa dos brasileiros. Eles criam frangos, suínos e outros alimentos essenciais. Ambos são igualmente importantes”, explicou Lula.

Daoud rebateu o presidente

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, rebateu o presidente, dizendo que Lula está enganado, visto as invasões de terras no chamado Abril Vermelho, onde unidades de pesquisa e propriedades foram ocupadas.

Daoud também refutou o dado trazido pelo presidente, a respeito das 5 milhões de pequenas propriedades. “Dessas, apenas 2,1 milhões estão no Proagro, na agricultura familiar. Os demais estão abandonas, na rede de assistência social […].

Para o comentarista, as faíscas entre o agronegócio e o governo petista não são ideológicas. “Os produtores rurais têm grande preocupação sobre a instabilidade que o senhor [president] traz para o campo. A leniência do governo em não questionar as invasões é preocupante”.

Veja o comentário de Miguel Daoud na íntegra no vídeo acima.



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Mais de 230 mil hectares de cana-de-açúcar foram atingidos pelos incêndios



Ao menos 231,83 mil hectares de lavouras de cana-de-açúcar foram atingidos pelos recentes incêndios registrados no interior de São Paulo.

O dado é fruto de levantamento parcial realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar
e Bioenergia (Unica) junto às usinas do estado e refere-se às ocorrências de agosto.

As empresas com os números já contabilizados representam mais de 75% da produção paulista de cana-de-açúcar.

De acordo com o levantamento, 132,04 mil hectares são de áreas que ainda seriam colhidas. O restante, ou seja, 99,79 mil hectares, é referente a locais em que a cana-de-açúcar já havia
sido colhida ou a lavouras de cana-planta (plantadas nesse ano para colheita no próximo ciclo agrícola).

As regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São Carlos foram as mais atingidas pelos incêndios, respondendo por cerca de 90% da área queimada apurada até o momento. Nas regiões de Piracicaba, Araçatuba e Assis o impacto dos incêndios foi menor.

Combate aos incêndios na cana-de-açúcar

A Unica e suas associadas colocaram à disposição do estado de São Paulo toda a estrutura de combate ao fogo já disponível nas usinas.

De acordo com a entidade, mais de 1,5 mil caminhões-pipa e cerca de 10 mil colaboradores do setor sucroenergético treinados para combater incêndios continuam atuando sob coordenação do governo estadual.

“Nesse momento, os esforços do setor seguem dedicados à prevenção e combate dos focos de incêndio, com segurança aos colaboradores e colaboração com o governo do estado”, destaca o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues.



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Queimadas colocam Tocantins em estado de emergência


O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, decretou situação de emergência por 180 dias, por causa das queimadas, permitindo a mobilização de todos os órgãos estaduais sob a coordenação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros no combate ao fogo.

Devido às altas temperaturas e à seca natural do Cerrado, o Tocantins costuma registrar aumento nas queimadas no segundo semestre.

Ainda por conta do fogo, alguns pontos turísticos do Parque Estadual do Jalapão foram fechados por tempo indeterminado.

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Região das Dunas do Jalapão com focos de incêndio | Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

De acordo com o governo, em agosto, foram contabilizados 9.901 focos de incêndio no Tocantins.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Tocantins ocupa a 7ª posição no ranking nacional de queimadas.

Os municípios que mais registraram focos no último mês foram Lagoa da Confusão (444), Pium (182), Formoso do Araguaia (167), Rio Sono (142) e Lizarda (129).

Em âmbito nacional, o cenário também é preocupante. O Brasil registrou 68.635 focos de queimadas em agosto de 2024, com as regiões Norte e Centro-Oeste liderando. No Norte, foram 33.639 focos, enquanto o Centro-Oeste contabilizou 20.441.

O presidente do Naturatins, coronel Edivan de Jesus Silva, destacou que a instituição vem realizando trabalhos contínuos, independentemente da época de estiagem.

Ele pontuou ainda que as ações emergenciais vão ajudar também a evitar o mesmo problema nos próximos anos.

“O Governo do Tocantins está envidando esforços enormes para que possamos atender emergencialmente e tudo isso serve também para que possamos nos preparar para o próximo ano, porque sabemos que esse é um problema recorrente e é importante um planejamento prévio”, comentou.

Situação de emergência

Nesta quinta-feira (5), o governador, Wanderlei Barbosa, entregou 25 novos veículos ao Naturatins, reforçando a infraestrutura de combate aos incêndios.

Também foram assinados dois decretos: um autorizando a contratação de 60 brigadistas; e outro declarando a situação de emergência no Estado por 180 dias, permitindo a mobilização de todos os órgãos estaduais sob a coordenação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

A normativa também permite que as forças de segurança entrem em propriedades públicas ou privadas para prestar socorro, determinar evacuações em casos de risco iminente e utilizar propriedades em situações de emergência.

Atualmente, mais de 600 bombeiros estão à disposição para ações de combate, caso haja necessidade.

Como parte das ações, o governador anunciou nesta sexta-feira (6), o investimento de R$ 6 milhões.

Além disso, a contratação de brigadistas, podem chegar até 500 pessoas para o combate aos incêndios florestais.


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