segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Seca do Rio Madeira pode se agravar ainda mais, aponta SGB



Sem previsões para um volume significativo de chuvas na Amazônia, o Rio Madeira continua batendo recordes no registro dos níveis mais baixos da cota da série histórica do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Desde a última semana, a cota já havia superado a mínima registrada em 2023, de 1,10 metro e, na manhã desta terça-feira (10), a medição na estação de Porto Velho atingiu 71 centímetros, a menor registrada desde 1967.

De acordo com o engenheiro hidrólogo do SGB Guilherme Cardoso, a maior preocupação do momento é o prolongamento do período de estiagem, como ocorreu em 2023, quando somente no final de outubro as chuvas foram significativas.

“Os modelos de previsão do GFS [Global Forecast System, do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos] não apresentam chuvas significativas para os próximos 15 dias”, informou Cardoso.

Próximos três meses

As projeções para os próximos três meses também não apresentam volumes de chuva significativos e, segundo Cardoso, isso desenha um cenário de seca semelhante ao de 2023, mas agravado pela antecipação da vazante do Rio Madeira.

“Esse atraso [nas chuvas] vai fazer com que a gente tenha um período de estiagem muito maior do que estamos acostumados porque a gente já começou a observar níveis muito baixos em julho, em níveis que normalmente só ocorrem antes do final de setembro”, explica.

Apesar da adoção de medidas como a suspensão da navegação no período noturno, desde o dia 11 de julho, e a declaração de escassez hídrica pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no final do mesmo mês, a população da região ainda enfrenta dificuldades como o isolamento de algumas comunidades.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o plano de manutenção aquaviária da hidrovia do Rio Madeira já prevê cronograma de dragagens regulares para evitar a interrupção por completo de trechos do rio.

Cardoso explica que, apesar da cota do Rio Madeira já ter atingido níveis muito baixos, até esta semana a vazão do rio ainda não foi impactada de forma crítica.

“Nesses termos, a gente ainda tem uma vazão útil bem significativa. Na quinta-feira da semana passada, nós fizemos uma medição de vazão e medimos 2.800 metros cúbicos por segundo, que é uma vazão bastante representativa”, disse.

Seca prolongada

De acordo com o engenheiro, com a seca prolongada, a tendência é que a vazão também seja impactada, podendo chegar ao ponto de interromper a geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, ambas em Rondônia.

Em 2023, as duas unidades, que têm capacidade instalada de 3.750 Megawatts (MW) e 3.568 MW, respectivamente, foram desligadas em outubro, após a queda de 50% na vazão do Rio Madeira.

“Hoje a operação dessas hidrelétricas já está com muita restrição. Daqui a pouco pode haver uma parada, e não conseguirão ter a capacidade de gerar energia. E aí a gente começa a ver, não só um cenário de escassez hídrica, como de restrição energética”, disse Guilherme Cardoso.

Capacidade reduzida

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou por meio de nota que desde o dia 3, sete unidades geradoras da UHE de Santo Antônio estão em funcionamento com uma capacidade de apenas 490 MW.

A capacidade da UHE de Jirau também foi reduzida a operação de dez unidades geradoras, com capacidade de 260 MW. O operador descartou qualquer risco de insegurança energética.

“A afluência abaixo da média vem sendo um ponto de atenção desde dezembro de 2023. Porém, cabe ressaltar que o Sistema Interligado Nacional dispõe de recursos suficientes para atender as demandas de carga e potência da sociedade”, diz o ONS.



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incêndios devastam fazendas e maquinário em Mato Grosso



Mato Grosso registrou mais de 2 mil focos de incêndio nas últimas 24 horas, de acordo com o Sistema de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O fogo avança rapidamente pelas fazendas, destruindo áreas de palhada, um trator e duas carretas na rodovia MT-140, que liga Santa Rita do Trivelato a Planalto da Serra. Um dos motoristas, com queimaduras graves em 70% do corpo, infelizmente não resistiu aos ferimentos.

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Proprietários, colaboradores e vizinhos da Fazenda Morada da Serra uniram forças para tentar conter as chamas e minimizar os prejuízos. Vandir Matschinske, agricultor da região, lamentou as perdas. “Queimou mais de 250 hectares só da minha propriedade. Estamos à beira de começar uma nova safra, com o adubo já aplicado, e agora não sabemos o que fazer. É um grande prejuízo“, disse ele, suspeitando que o fogo tenha sido iniciado por negligência externa, possivelmente de uma bituca de cigarro jogada por um veículo.

O consultor agronômico Taimon Semler alertou que as perdas não se limitam às plantações e ao maquinário. “Um incêndio como esse pode comprometer o solo, afetando a microbiota e a matéria orgânica acumulada ao longo de décadas. A perda pode chegar a 15 sacas por hectare, dependendo da intensidade do fogo e das condições do solo.”

Enquanto as autoridades e os produtores continuam a combater o fogo, o prefeito de Santa Rita do Trivelato, Egon Hoepers, destacou o desafio crescente dos incêndios. “Estamos lutando contra o fogo há mais de 15 dias. Com os ventos fortes, ele se espalha muito rápido, e é difícil controlá-lo. Temos mais de cem máquinas trabalhando, e já estamos nos preparando para lidar com situações como essa no futuro.”

O incêndio nas áreas rurais de Mato Grosso não só causa prejuízos milionários aos produtores como também ameaça a fauna local e compromete o futuro das colheitas e da sustentabilidade do solo.



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‘A fome é a maior de todas as degradações do ser humano’, diz ministro Carlos Fávaro



A reunião do G20 Agro, que ocorre entre os dias 10 e 13 de setembro, em Mato Grosso, é considerada a maior adesão de ministros da história. O encontro do Grupo de Trabalho da Agricultura é realizado em Chapada dos Guimarães e, de acordo com o ministro Carlos Fávaro, a escolha do local se deu não apenas por ser um símbolo da produção agropecuária, mas também pelo compromisso com a sustentabilidade.

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O Brasil sediar o G20, afirmam autoridades e especialistas de diversos segmentos ligados ao agronegócio, é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e precisa sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisam as necessidades e se realizam novas negociações e acordos.

Nossa presidência escolheu falar de um mundo mais justo e um planeta sustentável. E como não falar de um mundo justo onde ainda existem pessoas que passam fome? Considero a fome a maior de todas as degradações do ser humano. O princípio básico de todo ser humano é se alimentar bem”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, na abertura do encontro.

Entre os temas mais importantes a serem debatidos nos quatro dias estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos, a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional, o reconhecimento do papel da agricultura familiar e a promoção da integração da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.

G20 reúne 80% do PIB global

Historicamente, o G20 é composto por 20 países. Contudo, o número subiu para 21 com a entrada da União Africana, conforme o coordenador do GT G20 Agro e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Roberto Perosa.

Além desses países, cerca de 30 delegações foram convidadas e mais 20 organismos internacionais estão participando.

Temos aqui representantes de 50 países no total. É uma grande oportunidade para o Brasil retomar seu protagonismo internacional. A adesão foi total. Temos um recorde de presença de ministros da Agricultura, assim como de organismos internacionais”, destacou Roberto Perosa.

O ministro Carlos Fávaro lembrou que o “G20 representa 80% do PIB global e é a oportunidade de construirmos propostas e compromissos concretos para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas do planeta”.

Declaração ministerial

Segundo o coordenador do GT G20 Agro, pela primeira vez nos últimos anos do G20, o grupo da agricultura fará uma declaração ministerial, e não uma carta ao final do evento.

É uma declaração que gerará efeitos nos países que a assinarem ao final do evento. Ela tem a força de um acordo internacional”, pontuou Roberto Perosa.



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Importações da soja pela China somam 12,14 milhões de toneladas agosto


Em agosto de 2024, a China registrou um recorde ao importar 12,14 milhões de toneladas de soja em grão, um aumento de 29% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento é impulsionado pela estratégia dos comerciantes chineses de aproveitar os preços mais baixos da soja e estocar o produto em resposta a um ambiente econômico e comercial incerto.

A alta nas importações é especialmente relevante considerando as possíveis tensões comerciais com os Estados Unidos. Há preocupações de que essas tensões possam aumentar, especialmente se Donald Trump vencer as próximas eleições presidenciais. Esse cenário poderia afetar os acordos comerciais entre os dois países, levando os comerciantes a garantir estoques adicionais como precaução.

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Acumulado do ano

Close em mãos segurando um punhado de sojaClose em mãos segurando um punhado de soja
Foto: Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa Soja

Segundo dados divulgados pela Administração Geral da Alfândega, no acumulado do ano de 2024, as importações da soja pela China totalizam 70,48 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 2,8% em comparação com o mesmo período de 2023.



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Queda de temperatura e chances de chuva preta afetam o país nos próximos dias


Uma nova frente fria se desloca em direção à região central do Brasil nos próximos dias. Essa condição traz alívio temporário a algumas áreas afetadas por calor extremo e fumaça densa.

No entanto, o sistema não será capaz de dissipar completamente o bloqueio atmosférico responsável pela onda de calor que afeta grande parte do país. Assim, a temperatura voltará a subir.

Chuva e queda de temperatura

A passagem dessa frente fria trará chuva para o Sul, Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, onde a semana foi marcada por um contraste intenso de temperaturas, o sistema promoverá redução significativa do calor.

Os estados mais impactados serão Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. Nessas áreas, as temperaturas cairão de forma acentuada, aliviando o desconforto do calor.

Calor no centro-norte

Apesar do alívio trazido pela frente fria, a onda de calor e o bloqueio atmosférico não se dissiparão completamente. Isso porque o sistema que originou a onda de calor permanece ativo no centro-norte do Brasil.

Após o deslocamento da frente fria para o Atlântico, a massa de ar quente voltará a se espalhar sobre os estados do Cone-Sul. Por isso, o alívio será temporário e o calor poderá retornar nos dias seguintes.

De acordo com a Climatempo, é importante destacar que uma onda de calor não afeta apenas uma cidade ou região específica, mas engloba vastas áreas, estendendo-se por diversas regiões do país.

Chuva preta?

Outra preocupação é a possibilidade de chuva preta, conforme a Climatempo. O fenômeno ocorre quando a fuligem das queimadas se mistura às gotas de chuva, resultando em precipitações carregadas de partículas escuras.

Esse fenômeno, comum em áreas afetadas por incêndios, pode ser observado nos próximos dias, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil, onde a fumaça e as chuvas se encontram.

No Centro-Oeste, os destaques serão o Mato Grosso do Sul, o sul de Mato Grosso e o sul de Goiás, que sentirão a redução de temperatura no final de semana, quando o sistema alcançar essas regiões.

Já no Sudeste, o sistema favorecerá a redução do calor extremo, com ênfase em São Paulo, Rio De Janeiro e sul de Minas Gerais, onde as temperaturas devem ficar mais amenas.

Quando vamos respirar melhor?

Incêndios em SP: 5 cuidados para proteger a saúde em meio ao clima seco e à fumaça
Foto: Defesa Civil de Votuporanga

Com as queimadas na região central da América do Sul, abrangendo áreas do Brasil, Bolívia e Paraguai, a fumaça continuará a se espalhar nos próximos dias.

O avanço da frente fria na sexta-feira (13) ajudará a limpar a atmosfera no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas redirecionará a fumaça para as regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Infelizmente, não há uma previsão concreta de melhora significativa na qualidade do ar, já que os incêndios florestais devem continuar intensos.



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vazio sanitário termina hoje no Amazonas



O período do vazio sanitário da soja no Amazonas, estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, termina nesta terça-feira (10), permitindo que o plantio seja retomado a partir de amanhã (11). A medida de 90 dias é essencial para a prevenção da Ferrugem Asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que pode comprometer a produção.

Segundo a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), Humaitá, Lábrea e Canutama são os principais municípios produtores da soja do estado. A região não registrou casos de Ferrugem Asiática, refletindo o sucesso das medidas preventivas.

O papel do vazio sanitário

O vazio sanitário tem como principal objetivo reduzir a presença do fungo que provoca a Ferrugem Asiática, uma das doenças mais graves para a cultura da soja. O período de ausência de plantas no campo interrompe o ciclo de vida do fungo, reduzindo significativamente o risco de contaminação nas safras seguintes. A medida é obrigatória e respeitada em várias regiões produtoras do país, conforme o calendário agrícola de cada estado.

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Confira abaixo o cronograma do período de vazio sanitário no país:

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: 01 de julho a 30 de setembro
  • Goiás: 27 de junho a 24 de setembro
  • Mato Grosso: 08 de junho a 06 de setembro
  • Mato Grosso do Sul: 15 de junho a 15 de setembro

Região Nordeste

  • Alagoas: 01 de janeiro de 2025 a 01 de abril de 2025
  • Bahia: 26 de junho a 24 de setembro
  • Ceará: 03 de novembro a 31 de janeiro
  • Maranhão:
    • Região 1: 03 de julho a 30 de setembro
    • Região 2: 03 de agosto a 31 de outubro
    • Região 3: 02 de setembro a 30 de novembro
  • Piauí:
    • Região 1: 01 de setembro a 30 de novembro
    • Região 2: 01 de agosto a 31 de outubro
    • Região 3: 01 de julho a 29 de setembro

Região Norte

  • Acre: 22 de junho a 20 de setembro
  • Amapá: 01 de dezembro a 28 de fevereiro de 2025
  • Amazonas: 10 de junho a 10 de setembro
  • Pará:
    • Região 1: 15 de junho a 15 de setembro
    • Região 2: 01 de agosto a 31 de outubro
    • Região 3: 15 de agosto a 15 de novembro
  • Rondônia: 10 de junho a 10 de setembro
  • Roraima: 19 de dezembro a 18 de março de 2025
  • Tocantins: 01 de julho a 30 de setembro

Região Sudeste

  • Minas Gerais: 01 de julho a 30 de setembro
  • Rio de Janeiro: 15 de junho a 28 de setembro
  • São Paulo:
    • Região 1: 01 de junho a 31 de agosto
    • Região 2: 12 de junho a 12 de setembro
    • Região 3: 15 de junho a 15 de setembro

Região Sul

  • Paraná:
    • Região 1: 21 de junho a 19 de setembro
    • Região 2: 02 de junho a 31 de agosto
    • Região 3: 22 de junho a 20 de setembro
  • Rio Grande do Sul: 03 de julho a 30 de setembro
  • Santa Catarina:
    • Região 1: 04 de julho a 12 de outubro
    • Região 2: 04 de julho a 01 de outubro
    • Região 3: 04 de julho a 01 de outubro
    • Região 4: 04 de julho a 01 de outubro

Fonte: Embrapa Soja



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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta elevada pressiona preços da cenoura em Minas Gerais


Eelevada oferta é impulsionada pelo aumento da produtividade




Foto: Pixabay

Pelo terceiro mês consecutivo, os preços da cenoura registraram queda em São Gotardo (MG), um dos principais polos produtores do país. A elevada oferta, impulsionada pelo aumento da produtividade, tem pressionado as cotações e dificultado a rentabilidade para os produtores da região.

Segundo dados informados pelo Cepea, entre 2 e 6 de setembro, a média do preço da caixa de 29 quilos da cenoura “suja” foi de R$ 11,75, uma queda de 14% em relação à semana anterior. Essa tendência de baixa nos preços, que persiste desde junho, coloca o valor abaixo dos custos de produção, o que pode comprometer futuros investimentos no setor. Ainda de acordo com o Cepea, uma recuperação no mercado é esperada entre novembro e dezembro, com o início da colheita da safra de verão.





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Lula veta projeto que prorroga pagamento de crédito rural em calamidades



O presidente Luiz Inácio lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei 397 aprovado no Congresso Nacional que autorizava “a prorrogação do pagamento de financiamentos relacionados a operações de crédito rural em municípios ou no Distrito Federal quando neles houver sido declarado estado de calamidade ou situação de emergência, em virtude de situação de seca ou estiagem extremas ou de excessos hídricos“.

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De acordo com mensagem publicada no Diário Oficial da União (DOU), os ministérios da Fazenda, Planejamento e Orçamento, Agricultura e Desenvolvimento Agrário recomendaram o veto total ao texto.

O Planalto alega que o projeto aprovado pelos parlamentares é “inconstitucional e contraria o interesse público“, pois criava aumento de despesa pública obrigatória e a renúncia de receita sem a apresentação de estimativa de impacto orçamentário e financeiro e sem apresentação de medida de compensação.

Além disso, a proposição legislativa contraria o interesse público, pois permite que o reconhecimento de estado de calamidade ou de situação de emergência seja feito unicamente por ato oficial do município, do estado ou do Distrito Federal, sem necessidade de reconhecimento pelo Governo federal para concessão da prorrogação das operações de crédito rural. Tendo em vista que a maior parte das potenciais despesas advindas destas prorrogações recai sobre a União, é fundamental que somente situações reconhecidas no âmbito desse Ente Federado possam ser atendidas“, completa a justificativa.

O governo alega ainda que o projeto não identificava todas as instituições financeiras que operam o crédito rural, representando incompletude passível de judicialização, o que poderia gerar insegurança jurídica na concessão de eventuais prorrogações. “Por fim, mecanismos e condições semelhantes para prorrogação e composição de dívidas decorrentes de operações de crédito rural são estipulados pelo Conselho Monetário Nacional, regulador do Sistema Financeiro Nacional, já dispondo de regras que permitem a prorrogação de crédito rural a mutuários com dificuldade temporária por frustração de safra devido a fatores climáticos adversos”, conclui o Planalto.



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“A fome é a maior de todas as degradações do ser humano”, diz ministro Carlos Fávaro no G20 Agro


A reunião do G20 Agro, que ocorre entre os dias 10 e 13 de setembro, em Mato Grosso, é considerada a maior adesão de ministros da história.

O encontro do Grupo de Trabalho da Agricultura é realizado na Chapada dos Guimarães e, de acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a escolha do local se deu não apenas por ser símbolo da produção agropecuária, mas também pelo compromisso com a sustentabilidade.

O Brasil sediar o G20, afirmam autoridades e especialistas de diversos segmentos ligados ao agronegócio, é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisa o que ainda precisa ser feito e se realizam novas negociações e acordos.

“Nossa presidência escolheu falar de um mundo mais justo e um planeta sustentável. E como não falar de um mundo justo onde ainda existem pessoas que passam fome. Considero a fome a maior de todas as degradações do ser humano. O princípio básico de todo ser humano é se alimentar bem”, disse Fávaro na abertura do encontro.

Entre os assuntos mais importantes a serem debatidos nos quatro dias, estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos, ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional, reconhecimento do papel da agricultura familiar e a promoção da integração da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.

G20 reúne 80% do PIB global

Historicamente o G20 é composto por 20 países. Contudo, o número subiu para 21 com a entrada da União Africana, conforme o coordenador do GT G20 Agro e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa.

Além destes países, cerca de 30 delegações e mais 20 organismos internacionais foram convidadas.

“Temos aqui representantes de 50 países no total. É uma grande oportunidade para o Brasil retomar o seu protagonismo internacional. A adesão foi total. Temos recorde de presença de ministros da Agricultura, assim como dos organismos internacionais”, destacou Perosa.

O ministro Carlos Fávaro lembrou que o “G20 representa 80% do PIB global e é a oportunidade de construirmos propostas e compromissos concretos para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas do planeta”.

Declaração ministerial

Segundo o coordenador do GT G20 Agro, pela primeira vez nos últimos anos do G20 o grupo da agricultura fará uma declaração ministerial, e não uma carta ao final do evento.

“É uma declaração que gerará efeitos nos países que assinaram ela ao final do evento. Ela tem a força de um acordo internacional”, pontuou Roberto Perosa.



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PR suspende por 90 dias queima controlada no campo



Está suspensa por 90 dias no Paraná qualquer queima controlada para atividades agrossilvopastoris, incluindo o método usado para a despalha de cana-de-açúcar. A Portaria nº 338/2024, publicada pelo Instituto Água e Terra (IAT) na segunda-feira (09), prevê ainda que as usinas de produção de açúcar e álcool ficam responsáveis por comunicar sobre a proibição aos fornecedores de matéria-prima.

A combinação de áreas há muito tempo sem chuva e a baixa umidade relativa do ar com as altas temperaturas atípicas para o inverno fez com que o Paraná atingisse nesta semana o período de maior vulnerabilidade para queimadas ambientais. A medida busca amenizar a ocorrência de incêndios florestais em todo o Estado.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a umidade relativa do ar atingiu na segunda-feira (06) 18,1% em Londrina, na região Norte, 19% em Loanda e 20% em Altônia, ambas no Noroeste. Curitiba registrou 27%. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade ideal para a saúde dos seres humanos deve estar entre 50 e 60%.

“É um momento climático muito crítico, em que tivemos de tomar essa decisão para inibir qualquer queima no campo. Um foco de fogo, nas condições atuais, pode se transformar em incêndio de grandes proporções”, afirmou a gerente de Licenciamento do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.

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Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registrados mais de 10 mil focos do tipo no Estado de janeiro a agosto deste ano. Situação que fez com que o governador Carlos Massa Ratinho Junior decretasse situação de emergência em por causa da estiagem.

FORÇA-TAREFA

O governador anunciou também, nesta terça-feira (10), uma força-tarefa para ações de combate a incêndios florestais no Paraná. A medida prevê a contratação de aeronaves especializadas para combate às chamas, formação de brigadistas, compra de equipamentos (abafadores, mochilas costal e sopradores, por exemplo) e contratação de caminhões-pipa para auxiliar no combate a incêndios.

O investimento anunciado de R$ 24 milhões concentra-se, sobretudo, nos municípios onde há Unidades de Conservação (UCs); parques estaduais e nacionais; Áreas de Proteção Ambiental (APA); Áreas de Preservação Permanente (APP); e Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIE).

A situação de seca deve persistir durante todo o mês de setembro, com um breve intervalo a partir do dia 13 com a chegada de uma frente fria, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Após essa pausa, o tempo seco retorna, com previsão de que cidades do Noroeste, como Paranavaí, Colorado e Querência do Norte, passem dos 40ºC a partir do dia 21 de setembro, sendo que Santa Cruz de Monte Castelo chegue à temperatura de até 45ºC.

RECOMENDAÇÕES – Quando as condições climáticas apontam para altos riscos de incêndios florestais, a Defesa Civil emite alertas às unidades regionais dos bombeiros, para que a corporação possa atuar de maneira mais ágil aos focos que surgirem.

A recomendação é para que a população se sensibilize para evitar qualquer incêndio, evitando utilizar fogo para limpeza de terreno, não queimar lixo, não soltar balões e fazer a destinação correta de material vegetal, evitando montes de folhas e galhos. No caso da ocorrência de queimadas, a indicação é entrar em contato imediatamente com o Corpo de Bombeiros.

O clima seco também causa desconforto respiratório e pode agravar condições respiratórias como asma e bronquite – em especial nas crianças. Isso acontece porque o tempo seco desidrata as vias aéreas e causa irritação. Por isso, neste período é importante se hidratar com frequência. (Com informações AEN).



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