sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

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Desvalorização do dólar e demanda externa fraca pressionam preços da soja no Brasil


Mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de pressão nas cotações domésticas





Foto: Pixabay

O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de pressão nas cotações domésticas, reflexo da menor demanda externa e da desvalorização do dólar frente ao Real. Esses fatores contribuíram para a redução dos preços ao longo da última semana, de acordo com análise de mercado. Além disso, compradores internos têm adotado uma postura cautelosa, evitando a aquisição de grandes volumes, o que intensificou ainda mais a queda nos preços.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a colheita de soja nos Estados Unidos, que começou recentemente, está redirecionando a demanda global para o produto norte-americano, diminuindo a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Esse movimento tem sido observado com maior atenção pelos agentes de mercado, que buscam entender o impacto da oferta norte-americana na dinâmica global.

Pesquisadores do Cepea indicam que essa retração nas compras e o redirecionamento dos importadores para os Estados Unidos ampliaram a disparidade entre os preços praticados no mercado spot brasileiro. Em algumas regiões, a diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e os ofertados pelos compradores chegou a superar 5 reais por saca, refletindo a incerteza e o desaquecimento na comercialização de soja no curto prazo.





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Estabilidade nos preços dos feijões


Corretores relataram dificuldades para adquirir o produto nas fontes em MG




O feijão-carioca, em particular, continua apresentando preços 25% acima
O feijão-carioca, em particular, continua apresentando preços 25% acima – Foto: Ibrafe

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o setor alimentício recebeu uma notícia importante na semana passada: a redução do índice de inflação da cesta básica. Essa diminuição, que varia entre -2,8% a -3,5% dependendo da região do Brasil, pode impactar a valorização do feijão no segundo semestre. Com a inflação em queda, é possível que o aumento esperado nos preços do feijão seja atenuado. Até o momento, os supermercados têm repassado os aumentos de preços ocorridos há cerca de 15 dias, enquanto seguram as compras dos empacotadores, resultando em um mercado mais tranquilo nos últimos dias.

O feijão-carioca, em particular, continua apresentando preços 25% acima dos valores registrados em 2023. Ontem, houve um aumento no volume de negócios, mas os valores médios se mantiveram estáveis. A pressão sobre os preços é evidente, mas a dinâmica do mercado parece ter encontrado um equilíbrio momentâneo, refletindo a cautela dos supermercados e dos empacotadores diante das recentes flutuações.

No entanto, corretores relataram dificuldades para adquirir o produto nas fontes em Minas Gerais, Goiás e Bahia. Isso indica um cenário de competição entre os compradores, que pode influenciar os preços a longo prazo. Os produtores, por sua vez, estão demonstrando impaciência, já que esperavam que a baixa produtividade em algumas áreas colhidas resultasse em uma reação mais significativa nos preços do feijão.

Diante desse contexto, o setor se encontra em um momento de expectativa, onde a interação entre oferta e demanda será crucial para determinar os próximos passos do mercado. Com as recentes mudanças nos índices de inflação e a estabilidade nos preços, todos os envolvidos na cadeia produtiva estarão atentos às tendências e possíveis variações que possam ocorrer nas próximas semanas.
 





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O papel do ovo no envelhecimento saudável


“A incorporação regular de ovos na dieta pode ser uma estratégia eficiente”




Também fornece vitaminas do complexo B, vitamina D, minerais como ferro e selênio
Também fornece vitaminas do complexo B, vitamina D, minerais como ferro e selênio – Foto: Pixabay

Ontem foi o Dia da Juventude e o Instituto Ovos Brasil divulgou algumas informações destacando o papel do ovo no envelhecimento saudável, ressaltando sua contribuição para a vitalidade ao longo dos anos. O ovo é rico em aminoácidos essenciais e proteínas de alta qualidade, fundamentais para a massa muscular com a idade. 

Também fornece vitaminas do complexo B, vitamina D, minerais como ferro e selênio, além de antioxidantes que protegem a saúde ocular e combatem o estresse oxidativo, acelerador do envelhecimento celular. Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil, afirma que a inclusão regular de ovos na dieta é uma estratégia eficaz para manter o bem-estar em todas as fases da vida. Ela ressalta que os ovos são uma fonte acessível e rica em nutrientes, fundamentais para preservar a saúde do corpo e da mente.

“A incorporação regular de ovos na dieta pode ser uma estratégia eficiente para manter o bem-estar em todas as fases da vida. Os ovos são uma fonte acessível e rica em nutrientes que ajudam a preservar a saúde do corpo e da mente”, afirma.

Além dos benefícios musculares e oculares, o ovo é um importante aliado da saúde cerebral, graças à colina presente na gema, que ajuda a prevenir doenças como o Alzheimer. As gorduras mono e poliinsaturadas no ovo favorecem o equilíbrio hormonal e combatem inflamações, associadas ao envelhecimento precoce. Versátil e fácil de incluir na dieta, o ovo pode ser consumido em diversas refeições. Com o Dia da Juventude como um momento de reflexão, o Instituto Ovos do Brasil incentiva hábitos alimentares saudáveis, destacando que escolhas simples, como o consumo regular de ovos, contribuem para um envelhecimento ativo e de qualidade.
 





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Bancos anunciam antecipação de recursos a produtores afetados por incêndios



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, se reuniu em São Paulo, nesta segunda-feira (23), com representantes de oito instituições financeiras: Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB, Basa, Sicredi, Sicoob e Bradesco.

O objetivo foi tratar do apoio aos produtores rurais afetados pelos incêndios que atingem o país.

O chefe da pasta disse que o presidente Lula autorizou utilizar recursos do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro) para o atendimento emergencial. O anúncio já havia sido adiantado, com exclusividade, pelo Canal Rural em reportagem do dia 12 deste mês.

Essa linha financia a recuperação de áreas degradadas. Alguns bancos devem oferecer o recurso a partir de outubro, mas em algumas instituições ele já está disponível.

Produtor da região de Cáceres, Mato Grosso, Manoel Benedito Rosa Filho, assinou o acesso à linha de crédito na reunião. A propriedade dele teve 40% da área queimada.

“É o recurso mais palatável, com menores taxas de juros e prazo amplo para pagar”, disse Fávaro.

Alguns bancos anunciaram que vão mudar seu planejamento. Pretendiam liberar parte do recurso no ano que vem, mas decidiram antecipar para este ano.

O secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, o adjunto Wilson Vaz, e o superintendente interino do Mapa em São Paulo, Fabio Paarmann, acompanharam a reunião.



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Confira como os preços da arroba do boi iniciaram a semana


O mercado físico do boi gordo segue apresentando preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mesmo com a escalada nos preços, as indústrias não conseguem avançar na posição de suas escalas de abate, que ainda estão posicionadas entre cinco e seis dias úteis em média.

A entrada de oferta de confinamentos em boa proporção prevista para outubro pode reduzir o fôlego do movimento de alta do mercado.

“Mesmo assim, os fatores de demanda têm sido uma variável importante a ser considerada, em especial a demanda para exportação, com grande quantidade de produto exportado na
atual temporada”, assinalou Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 268,86

Mercado atacadista

carne bovina com osso - uruguaicarne bovina com osso - uruguai
Foto: Freepik

O mercado atacadista apresenta alta dos preços, e o movimento pode ganhar consistência durante a primeira quinzena de outubro, período pautado por maior apelo ao consumo.

O quarto traseiro atingiu o patamar de R$ 19,90 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00 por quilo. O quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,5344 para venda e a R$ 5,5324 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5271 e a máxima de R$ 5,5979.



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Iguaria que vale milhões é apreendida pela Receita em aeroporto



Operação conjunta da Receita Federal e do Ibama apreendeu, nesta segunda-feira (23), uma carga de 96 quilos de barbatanas de tubarão no aeroporto de Fortaleza, Ceará.

Este foi o terceiro grande carregamento interceptado em apenas sete dias, reforçando a investigação sobre o contrabando de barbatanas destinadas ao mercado asiático, onde o produto é altamente valorizado como iguaria culinária. As informações partem de reportagem do G1.

A carga apreendida seria levada inicialmente para São Paulo e, de lá, exportada para países asiáticos.

Tentaram disfarçar a mercadoria

A Receita Federal identificou que os contrabandistas tentaram disfarçar a mercadoria, declarando-a como sendo de outros tipos de peixe. No entanto, após fiscalização, ficou claro que se tratava de barbatanas de tubarão, produto cuja pesca direcionada é proibida no Brasil.

Na semana anterior, outra operação no Ceará resultou na apreensão de R$ 3,7 milhões em barbatanas na cidade de Cruz, no litoral oeste do estado, com destino à China.

Poucos dias depois, mais uma carga de 66 quilos foi interceptada em Fortaleza, também com destino ao exterior. As mercadorias estavam sendo transportadas sob falsos registros, como fios e outros itens.

Espécies ameaçadas de extinção

As barbatanas apreendidas pertenciam a espécies ameaçadas de extinção, como o tubarão-azul e o tubarão-galha-branca-oceânico.

Esse tipo de pesca ilegal é alimentada pela alta demanda no Leste Asiático, onde as barbatanas são usadas para preparar a sopa de barbatana, uma iguaria de luxo. Na China, esse prato pode custar até US$ 100 (aproximadamente R$ 560) e é símbolo de status social.

Embora a pesca de tubarões seja proibida no Brasil, a prática continua ocorrendo de forma ilegal. As barbatanas são retiradas dos animais devido ao seu alto valor no mercado internacional.

As cargas apreendidas foram encaminhadas ao Ibama para providências administrativas e também às autoridades policiais para investigação e responsabilização criminal dos envolvidos.



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Desafios do milho em 2024


Excedente é visto no mercado internacional




Excedente é visto no mercado internacional
Excedente é visto no mercado internacional – Foto: Pixabay

De acordo com Enilson Nogueira, economista da Céleres Consultoria, o mercado de milho enfrenta um ajuste após os altos preços históricos das últimas três safras. Com a safra 2023/24 em andamento, os produtores estão lidando com quedas significativas nos preços, uma realidade que deve persistir. Agricultores já estão se preparando para a safra 2024/25, com plantios de milho verão iniciando nas regiões do Rio Grande do Sul e Paraná. No entanto, este novo ciclo começa com margens mais apertadas, criando um cenário desafiador para a formação de preços.

Nogueira destaca fatores que impactam essa nova realidade. No cenário internacional, um excedente considerável de milho, aliado ao bom desempenho da produção em países como os Estados Unidos e Ucrânia, pressiona os preços. O Brasil também está colhendo uma safra robusta, estimada em mais de 100 milhões de toneladas, o que contribui para estoques excessivos. Assim, espera-se uma “ressaca” de preços baixos em 2024. Entre os gatilhos que podem mudar esse cenário, estão a desvalorização do real, a possível diminuição da área plantada nos EUA e a influência de um La Niña de baixa intensidade, que pode limitar os efeitos negativos sobre a produtividade.

Diante desse cenário, Nogueira enfatiza a necessidade de eficiência na gestão das propriedades. Em um ambiente de margens baixas, os produtores devem investir em tecnologia e não simplesmente cortar custos. A escolha estratégica de insumos e a venda planejada da produção são cruciais. Produtores que mantêm controle rigoroso sobre dados e seguem parâmetros administrativos e financeiros tendem a tomar decisões mais acertadas. Portanto, em um contexto desafiador, é fundamental que os agricultores se adaptem e implementem estratégias de longo prazo para prosperar.
 





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Com impulsos de Chicago e dólar, preços da soja disparam nesta segunda-feira



Os preços da soja tiveram uma valorização no Brasil nesta segunda-feira (23). A Bolsa de Chicago apresentou fortes ganhos e o dólar favoreceu momentos positivos de negociação. Além disso, a comercialização do dia incluiu tanto soja disponível quanto da safra nova. Segundo a Safras Consultoria, a demanda por produto para fechar a janela de embarques em algumas regiões gerou uma certa agressividade nas ofertas.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 132,00 para R$ 135,00
  • Na região das Missões (RS), a cotação aumentou de R$ 131,00 para R$ 134,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), o preço avançou de R$ 138,00 para R$ 142,00
  • Em Cascavel (PR), a saca valorizou de R$ 135,00 para R$ 137,00
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço cresceu de R$ 139,00 para R$ 143,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 131,00 para R$ 134,00
  • Em Dourados (MS), passou de R$ 127,00 para R$ 130,00
  • Já em Rio Verde (GO), a valorização foi de R$ 129,00 para R$ 132,00.

Chicago

Os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em forte alta, impulsionados pelo atraso no plantio no Brasil, devido ao clima seco, e pela demanda crescente.

Até 20 de setembro, o plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil atingiu apenas 0,5% da área total esperada, um atraso em relação ao mesmo período do ano passado (1,6%) e à média dos últimos cinco anos (1,5%). O plantio começou no Paraná, onde 3% da área foi semeada, mas isso ainda é menor do que os 8% do ano passado e a média de 7%. No Mato Grosso, apenas 0,3% da área foi semeada, comparado a 2% no ano anterior.

As inspeções de exportação norte-americanas de soja somaram 485.216 toneladas na semana encerrada em 19 de setembro, acima das 473.276 toneladas da semana anterior, mas abaixo das 507.997 toneladas do ano passado. Além disso, exportadores privados relataram a venda de 165.000 toneladas de soja para destinos não revelados.

Os contratos de soja em grão para novembro fecharam a US$ 10,39 1/4 por bushel, com alta de 27,25 centavos (2,69%). A posição de janeiro ficou em US$ 10,56 3/4 por bushel, com ganho de 27,25 centavos (2,64%). No mercado de subprodutos, o farelo de dezembro subiu US$ 9,50 (2,97%), a US$ 328,70 por tonelada, enquanto o óleo de dezembro fechou a 41,84 centavos de dólar, com aumento de 0,48 centavo (1,16%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, negociado a R$ 5,5344 para venda e a R$ 5,5324 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre uma mínima de R$ 5,5271 e uma máxima de R$ 5,5979.



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Crescimento da área da soja em Ijuí (RS) reflete riscos climáticos e e menor plantio de milho



O plantio da soja está programado para iniciar em 21 de outubro nos municípios da região de Ijuí, no norte do Rio Grande do Sul. A expectativa é de um aumento na área destinada à oleaginosa.

No ano passado, foram semeados 970 mil hectares. Para esta safra, os produtores devem optar por plantar menos milho, o que pode resultar em um incremento de 15 a 18 mil hectares para a soja. A previsão de La Niña, que indica a redução das chuvas durante o período crítico de enchimento de grãos do milho, tem levado os agricultores a reavaliar suas escolhas.

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Embora as perspectivas de preço para a soja não sejam as melhores, o milho parece oferecer um retorno ainda menor. Mesmo assim, os produtores continuam a investir nas suas culturas, mantendo o uso de tecnologias. A tendência é de não reduzir a aplicação de tecnologia.



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