segunda-feira, agosto 3, 2026

Autor: Redação

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Estimativa para safra baiana de grãos segue em queda, diz IBGE



A nona estimativa para a safra baiana de grãos em 2024 prevê, em setembro, que a produção deve chegar a 11.319.015 toneladas neste ano. Isso representa uma redução de 6,8% (ou menos 829.043 t) em relação ao recorde de 2023 (12.148.058 toneladas).

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, o grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Frente à estimativa de agosto, também houve, em setembro, leve queda na previsão da safra de grãos na Bahia: de -0,1%, o que equivale a menos 6.725 toneladas.

Milho

Na comparação com 2023, o milho deve ter a maior redução da safra. A produção baiana do milho 1ª safra deverá ser de 1.551.090 toneladas em 2024, 34,0% menor do que de não ano passado (quando havia sido de 2.349.720 toneladas).

Já a 2ª safra do milho deverá ser de 700.000 toneladas, 6,1% menor do que a de 2023 (que havia sido de 745.200 toneladas).

Soja

soja, principal produto agrícola baiano, que representa praticamente dois terços (66,5%) de toda a safra de grãos do estado, também segue com previsão de queda frente a 2023.

Em setembro, a estimativa é que, em 2024, a Bahia produza 7.532.100 toneladas de soja, 0,4% a menos do que em 2023 (7.565.940 toneladas).

A redução da produção baiana do grão, frente ao ano anterior, se dá, principalmente, pela queda no rendimento médio, de 3.972 para 3.707 kg/hectare (-6,7%).

Revisão no algodão

Entre agosto e setembro, o único grão a registrar revisão na previsão da safra 2024 na Bahia foi o algodão herbáceo, que deverá ter uma produção de 1.768.800 toneladas neste ano, 0,6% a menos que o previsto em agosto (-11.025 t).

O motivo para a redução na estimativa foi a queda na produtividade, que passou de 4.684 para 4.655 kg/hectare, entre um mês e outro.

Mesmo assim, a produção baiana de algodão anda deve ser 1,6% superior à de 2023, quando foi de 1.741.350 toneladas.

A Bahia é o 2º maior produtor nacional do grão, sendo responsável por 20,0% da safra nacional.

Mesmo com a previsão de colher 6,8% menos em 2024, a Bahia ainda deve manter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2023). Mato Grosso continua na liderança (31,1%), seguido por Paraná (12,8%) e Rio Grande do Sul (12,0%).


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BNDES libera R$ 500 mi do Fundo Clima para planta de etanol de milho da Coamo



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para a Coamo Agroindustrial Cooperativa para a construção de uma planta para produção de etanol de milho no município de Campo Mourão (PR). Os recursos, conforme nota do BNDES, são provenientes do Fundo Clima.

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Ao fim do projeto, que terá custo total de R$ 1,7 bilhão, a usina será capaz de produzir 765 mil litros de etanol de milho, com o processamento diário de 1.700 toneladas do grão.

Além disso, a usina produzirá 510 toneladas de farelo para nutrição animal (DDGS) por dia e 34 toneladas de óleo de milho, gerados do processo do etanol de milho após a etapa de fermentação.

O complexo será construído no Parque Industrial da cooperativa, que fica às margens da BR-487.



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Decisão sobre horário de verão será anunciada nesta quarta-feira pelo governo



O Ministério de Minas e Energia (MME) deve anunciar, nesta quarta-feira (16), a decisão final sobre a retomada ou não do horário de verão em 2024. A medida, que havia sido extinta em 2019, está sendo reconsiderada como uma forma de aliviar a pressão no sistema energético brasileiro, especialmente em meio à pior seca enfrentada pelo país nos últimos 75 anos, conforme dados do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

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O ministro Alexandre Silveira, que já defendeu o retorno da medida, adotou recentemente uma postura mais cautelosa, indicando que a decisão será baseada em estudos técnicos apresentados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O relatório do ONS sugere que a adoção do horário de verão poderia reduzir a demanda por energia em até 2,9% durante o horário de pico, além de gerar uma economia de R$ 400 milhões nos meses de outubro a fevereiro.

No entanto, há setores da economia que se opõem ao retorno imediato da medida. Representantes das companhias aéreas, por exemplo, apontam que a implementação pode gerar transtornos logísticos, como a necessidade de alterar horários de voos e conexões já comercializados. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) solicitou um prazo mínimo de 180 dias para a adaptação do setor.

Apesar das divergências, o governo considera a necessidade urgente de reduzir o consumo de energia, especialmente em novembro, mês de maior demanda. Se aprovada, a mudança poderia entrar em vigor entre 15 e 20 dias após o anúncio oficial.

O horário de verão, que vigorava de outubro a fevereiro, era adotado em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, entre outros, e sua possível volta ainda divide opiniões. Uma pesquisa do Datafolha apontou que 47% dos brasileiros são a favor da medida, enquanto outros 47% se opõem.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de milho: Prêmios variam


Para o mês de novembro, o prêmio de venda subiu para 127 (+4)




Para o mês de novembro, o prêmio de venda subiu para 127 (+4)
Para o mês de novembro, o prêmio de venda subiu para 127 (+4) – Foto: Canva

Os prêmios de exportação de milho em Paranaguá seguem demonstrando pouco interesse dos compradores por posições mais próximas, enquanto se observa um aumento na demanda por posições mais distantes, como janeiro de 2025, segundo dados da TF Agroeconômica. Em outubro, os prêmios de venda e compra mantêm-se em 115 e 95, respectivamente, com base Z4, sem variações. 

Para o mês de novembro, o prêmio de venda subiu para 127 (+4), e o de compra está em 110 (sC), ambos com base Z4. Já para dezembro, os prêmios são de 140 (+5) para venda e 125 (sC) para compra, mantendo a base Z4. Em janeiro de 2025, os valores são 135 (+5) para venda e 125 (sC) para compra, com base H5. Não há cotações registradas para julho e agosto.

No mercado chinês, as informações indicam que o milho teve alta de 15 CNY/t tanto para novembro quanto para janeiro. O amido de milho também apresentou alta, com aumentos de 19 CNY/t para novembro e 21 CNY/t para janeiro. Já os preços dos ovos subiram 138 CNY/500kg para outubro e 24 CNY/500kg para novembro. Por outro lado, as cotações do suíno recuaram pelo terceiro dia consecutivo, com queda de 505 CNY/t para setembro e 215 CNY/t para novembro.

Na Argentina, o preço do milho para entrega disponível e para fixações ficou em A$ 175 mil/t, uma queda de A$ 5 mil/t em todas as posições diárias. Para novembro-dezembro de 2025, o valor foi de A$ 175 mil/t, representando uma diminuição de A$ 7 mil/t em relação ao dia anterior. No MATBA, o preço oscilou para US$ 186,50/t para abril, contra US$ 190,00 anteriores, enquanto em Chicago foi registrado US$ 160,72.
 





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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que mais uma vez a sessão foi marcada por movimentos intensos no câmbio e na curva de juros, só que dessa vez na ponta negativa, por conta do exterior e do noticiário político local. No câmbio, o real desvalorizou 1,3% e os juros futuros tiveram uma alta disseminada.



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AgroNewsPolítica & Agro

moinhos ajustam preços no Sul


Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00




Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00
Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00 – Foto: Canva

Conforme informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul enfrenta pequenos problemas de qualidade, com vendedores ajustando os preços para atrair compradores. No caso da safra velha, não há mais interessados, pois o foco já está na safra nova, que retomou suas atividades com a colheita alcançando 4% das áreas. Houve registro de quedas de PH em cerca de 5% das áreas, com valores abaixo de 77, direcionando pequenos volumes para ração. A maior parte do trigo, no entanto, continua sendo adequado para a indústria.

Os vendedores reduziram os preços do trigo já colhido para R$ 1.250,00, enquanto os moinhos locais indicaram valores entre R$ 1.150,00 e R$ 1.170,00 para trigos de fora do estado. Em relação às vendas futuras, o preço pedido para trigo com PH mínimo de 77 e qualidade panificável é de R$ 1.200,00 FOB, mas esse valor não está sendo alcançado no mercado, com moinhos locais preferindo não fazer indicações e os de fora sugerindo entre R$ 1.150,00 e R$ 1.170,00, sem gerar negócios. No mercado de exportação, os preços chegaram a R$ 1.320,00 para entrega em dezembro, no melhor momento do câmbio futuro.

Em Santa Catarina, moinhos estão atentos à safra gaúcha e ao início da própria colheita. Muitos continuam a se abastecer no sudoeste do Paraná, onde os preços estão em torno de R$ 1.400 FOB, e o frete é mais vantajoso. A preocupação principal é com as chuvas que podem afetar o trigo quase pronto para colheita. No Paraná, o mercado segue firme, com alguns trigos locais apresentando escurecimento, o que aumenta a procura por trigo gaúcho e paraguaio. Os preços do trigo paraguaio subiram para R$ 1.430 CIF em Cascavel e R$ 1.460 CIF em Ponta Grossa, mantendo-se competitivos.
 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

CNA diz que é preciso superar desafios de financiamentos para mitigar…


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SÃO PAULO (Reuters) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu nesta quarta-feira que é preciso superar desafios para ampliar os financiamentos para programas que possam mitigar as emissões de gases de efeito estufa pela agropecuária, enquanto o mundo se prepara para a conferência climática COP29.

As emissões do Brasil, uma potência agrícola global, estão mais ligadas ao uso da terra, queimadas e desmatamentos, diferentemente de outros países, onde o uso de combustíveis fósseis pesa mais.

O setor agrícola brasileiro, visto como essencial para o cumprimento das metas de mitigação e adaptação às mudanças do clima, considera que tem instrumentos para oferecer uma produção sustentável, ao mesmo tempo garantindo segurança alimentar, climática e energética.

Mas, acrescentou a CNA, é necessário viabilizar acordos cooperativos e regras compatíveis de participação do setor agropecuário dentro do mercado de carbono.

Neste contexto, a entidade considera que o governo federal não pode definir as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são as ações de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) a partir de 2031, sem ouvir o setor agropecuário.

A principal entidade do setor agropecuário do Brasil disse ainda que é preciso evitar que o “agro” responda por outros segmentos.

“Esperamos superar os desafios em buscar financiamento e tipificar os recursos a serem tratados no escopo das soluções climáticas na agricultura”, disse a CNA no documento de posicionamento sobre as propostas para a 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que acontecerá de 11 a 22 de novembro, em Baku, no Azerbaijão.

“Sem financiamento, as ações de mitigação e adaptação, o acesso a tecnologias e recursos para perdas e danos e as ações de transparência ficam limitados, o que reduz o alcance das ações necessárias para atingir os objetivos do Acordo de Paris”, diz a CNA no documento de posicionamento.

Segundo a entidade, uma nova meta de financiamento deve apoiar os países na implementação de suas NDCs e dos Planos Nacionais de Adaptação dentro do objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5ºC até o final deste século, a partir da redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE).

(Por Roberto Samora)





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Dia será marcado por pancadas de chuva a qualquer momento; veja previsão



Esta quarta-feira (16) deve trazer pancadas de chuva para grandes áreas do país. Confira a previsão para as cinco regiões do país:

Sul

Pancadas de chuva entre o norte e nordeste do Rio Grande do Sul e no sul e oeste de Santa Catarina. Nas demais áreas da Região, predomínio de tempo firme.

Sudeste

Tempo instável e com pancadas de chuva entre o Espírito Santo, centro-norte e Triângulo Mineiro, onde a chuva pode vir com trovoadas e até moderada intensidade. No litoral norte fluminense, previsão de chuva fraca, enquanto em São Paulo e sul de Minas Gerais, predomínio de tempo firme. No norte e noroeste paulista, podem ocorrer algumas pancadas a partir do início da tarde.

Centro-Oeste

Dia de muitas nuvens e chuva a qualquer momento entre Goiás, Mato Grosso e centro-norte e oeste de Mato Grosso do Sul. Há previsão de pancadas de chuva que podem ser fortes a qualquer momento. Somente no sul e leste sul-matogrossense o tempo fica mais nublado, mas não chove.

Nordeste

Áreas de instabilidade se espalham por grande parte da Região, onde chove na forma de pancadas com trovoadas, especialmente entre a Bahia, Alagoas, Sergipe e entre o Piauí e o Maranhão. Somente no norte do Ceará e interior do Rio Grande do Norte o predomínio é de tempo firme.

Norte

Dia de muita instabilidade e tempo mais fechado entre o centro-sul do Pará, Rondônia e a metade oeste do Tocantins, onde pode chover a qualquer hora com até forte intensidade. Pancadas de chuva com trovoadas previstas para as áreas no norte e nordeste do Amazonas, enquanto no norte paraense e no Amapá, o sol predomina. No Acre, dia marcado por muitas nuvens, mas sem chuva.



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AgroNewsPolítica & Agro

Remunerações em alta: Tesouro e Agro


Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos




Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos para os investidores
Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos para os investidores – Foto: Pixabay

As remunerações dos títulos do Tesouro vinculados à inflação (Tesouro IPCA/NTN-B) têm aumentado ao longo de 2024, conforme publicado por Thiago Gil, Managing Director na Cordiant Capital, em sua rede social LinkedIn. Esse aumento é influenciado pela expectativa de inflação futura, que pode ser analisada pela diferença entre a remuneração dos títulos pré-fixados e os atrelados à inflação de mesmo prazo. Essa tendência não apenas impacta a liquidez, mas também a demanda por títulos do agronegócio, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que têm remuneração atrelada ao IPCA.

Um gráfico apresentado por Gil compara a evolução da remuneração dos títulos do Tesouro atrelados à inflação (NTN-B 2026) com o prêmio sobre o IPCA das emissões de CRAs. Observa-se que, ao longo do tempo, ambas as remunerações seguem uma trajetória similar. O autor também calcula uma proxy do prêmio de risco de crédito, representada pela diferença entre os cupons dos CRAs e da NTN-B. Essa proxy, embora não ajuste por duration, indica que, com o aumento na remuneração das NTN-B, o prêmio de risco de crédito está se achatando.

Essa diminuição no prêmio de risco de crédito levanta questionamentos para os investidores: o benefício fiscal do CRA compensa o risco de crédito do setor, especialmente diante da redução da diferença de remuneração entre as emissões privadas e o Tesouro IPCA? Se a demanda por remunerações maiores para as emissões privadas aumentar, isso poderá significar um custo maior da dívida para as empresas do agro ou uma migração para indexadores como CDI+ ou dólar. Em um cenário de recuperação judicial (RJ) e risco de crédito elevado, essa discussão torna-se crucial para o financiamento do setor.





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Tarifas de fertilizantes: O que esperar?


Caso a tarifa seja aprovada, espera-se que o preço do nitrato de amônio aumente




Essa questão é crucial para o setor agrícola
Essa questão é crucial para o setor agrícola – Foto: Divulgação

Recentemente, a possibilidade de impor uma tarifa sobre as importações de Nitrato de amônio no Brasil ganhou destaque nas discussões do setor. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, a dependência brasileira em relação às importações de fertilizantes NPK é alarmante, uma vez que a produção interna de Nitrato de amônio caiu de 216 mil toneladas em 2017 para 156 mil toneladas em 2023. Isso indica um aumento na dependência do mercado externo, o que é preocupante para o agronegócio nacional.

Atualmente, mais de 95% do nitrato de amônio importado pelo Brasil provém da Rússia. As culturas que mais consomem esse fertilizante incluem a cana-de-açúcar, o café e os citros, essenciais para a produção agrícola no país. Em um cenário em que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) votará no dia 17 de outubro sobre a implementação de uma tarifa de 15%, as possíveis consequências para o mercado de nitrogenados são significativas.

Caso a tarifa seja aprovada, espera-se que o preço do nitrato de amônio aumente, impactando diretamente os produtores rurais. Com um aumento nos custos, pode haver uma migração para outras fontes de nitrogênio, o que influenciará o preço dos fertilizantes nitrogenados de maneira geral. Embora os efeitos não sejam imediatos, há uma probabilidade considerável de um aumento de preços no médio prazo.

Essa questão é crucial para o setor agrícola. Jeferson Souza pondera se a implementação dessa tarifa realmente fomentará a produção nacional. Embora exista a possibilidade de competitividade interna, a realidade é que os produtores rurais acabarão arcando com os custos dessa medida. A dependência excessiva do mercado externo é preocupante, mas soluções como tarifas podem não ser o caminho ideal para o fortalecimento do setor. A longo prazo, a competitividade do produtor rural brasileiro pode ser comprometida, o que requer uma reflexão mais profunda sobre as políticas a serem adotadas para garantir a sustentabilidade da produção agrícola no Brasil.
 





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