domingo, agosto 2, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja iniciou a semana


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, neste momento, é pautado pelo plantio, segundo informações da TF Agroeconômica. “R$ 141,50 para entrega outubro, e pagamento 30/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/10. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/10. R$ 133,00 Ijuí – Pagamento em 30/10. R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/10. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 121,00 a saca, para o produtor”, comenta.

As vendas para exportação devem diminuir no estado de Santa Catarina. “Em setembro o volume exportado foi de 129 mil toneladas. A China se constitui no maior destino das vendas, representa 78% do total exportado pelo estado, até o momento este mercado apresentou redução de 6%, enquanto que outros mercados apresentaram elevação significativa das exportações. O preço no porto foi de R$ 140,00, Chapecó a R$ 120,00”, completa.

No Paraná a semana começa com os preços em baixa. “No porto, houve apenas tentativas de negócios no Porto de Paranaguá, com compradores oferecendo R$ 141,50 por saca CIF, com entrega imediata e pagamento no fim de novembro, sem sucesso. No interior, em Cascavel, tradings indicavam R$ 142 por saca CIF, R$ 2 a mais na semana passada. No FOB, a saca estava cotada em R$ 138, sem saída, porém. Exportadores na região buscam o grão para fechar volumes até o fim do ano, mas o desajuste entre oferta e demanda impediu acordos. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 132,50”, indica.

No Mato Grosso do Sul o destaque ficou na elevação dos preços. “O preço da soja no spot subiu nesta segunda-feira, para R$ 141 por saca FOB em Dourados, com embarque e pagamento em novembro, representando um aumento de R$ 2 em relação ao início da semana, com poucos volumes negociados. Preços do dia: Dourados R$ 135,50. Campo Grande: R$ 135,50. Maracaju: R$ 135,00. Chapadão do Sul: R$ 130,50. Sidrolândia: R$ 135,50”, informa.

O Mato Grosso reduziu a participação nas exportações. “Destaca-se ainda que, em setembro, as exportações de Mato Grosso atingiram o menor volume dos últimos sete anos para o mês, com 240,12 mil toneladas exportadas, queda de 60,57% em comparação ao ano anterior. Preços praticados: Campo Verde: R$ 129,00, Lucas do Rio Verde: R$ 129,50. Nova Mutum: R$ 129,50. Primavera do Leste: R$ 129,50. Rondonópolis: R$ 129,00. Sorriso: R$ 128,50”, conclui.
 





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Calculadora virtual ajuda produtores de leite a estimar valores a serem recebidos


Os produtores de leite do Rio Grande do Sul passam a contar com uma calculadora virtual que estima o preço que será recebido pelo produto.

A iniciativa tende a auxiliar pessoas que há décadas vivem da atividade leiteira, como os pecuaristas de Monte Negro, no Vale do Caí.

A fazenda de Gediel Griebeler possuia, no começo, apenas uma vaca e toda a produção do animal era comercializada. Não sobrava nenhuma gota para o café preto da família.

Hoje em dia, o local conta com 65 vacas em lactação e distribui cerca de 1.300 litros por dia. O trabalho árduo é feito dia a dia com o apoio das mulheres da família, que cuidam da ordenha. Mesmo com um rebanho com garantia de qualidade genética, Griebeler ainda sofre com o preço pago pelo litro.

“[O preço] reagiu agora, neste último mês. Deu 12 centavos de aumento. Até então a gente não tinha aumento ainda. E está bem defasado o preço em relação ao custo de produção. É muita diferença. Insumo, defensivo, tudo encareceu do ano passado para cá”, relata.

Em setembro, o preço pago pelo litro do leite no estado foi de R$ 2,53. A média Brasil calculada pelo Cepea está em R$ 2,76. O Rio Grande do Sul é a unidade da federação com a menor remuneração do país.

Calculadora virtual do leite

calculadora leite
Foto: Reprodução Canal Rural

Uma das maiores dificuldades da atividade leiteira é o planejamento dos investimentos. O produtor entrega o produto para a cooperativa e só fica sabendo o valor exato de quanto foi pago pelo litro em 15 dias.

Agora, uma nova ferramenta validada pelo Conseleite pretende ajudar a mensurar essa remuneração de forma prévia, dando ideia de quanto o alimento vai render ao produtor.

A calculadora do leite foi elaborada em uma parceria que envolve produtores, indústrias e a Universidade de Passo Fundo.

Para ter uma perspectiva do preço pago por litro, basta acessar de forma gratuita o site da Conseleite, onde o pecuarista precisa inserir alguns dados da sua produção e consegue obter a média dos valores que podem ser recebidos.

O presidente do Conseleite, Allan Tormen, conta que a função da ferramenta é mostrar ao produtor como está a posição do produto dele referente a preço em comparação à realidade do mercado.

“Divulgamos um valor de referência que é médio. A gente vai ter produtor que entrega com 2,5% de gordura e produtor com 4,5%, assim como produtor de 200 litros e produtor de dois mil litros. Tentamos contemplar todas as variáveis dentro da realidade do estado”.

Plataforma não expõe dados

A calculadora é segura porque não expõe e também não salva os dados inseridos, garante o Conseleite.

Com essa alternativa, o produtor pode ter uma base de comparação com valor de referência, o que ajuda na organização das contas, já que o leite é pago no mês, mas o ciclo da cultura é anual, como na produção de silagem, por exemplo, feita por safra.



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Arroba do boi gordo ultrapassa R$ 300 em mais estados; confira


O mercado físico do boi gordo segue apresentando alta em seus preços. O movimento acontece de maneira mais contundente no Centro-Norte do país, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.

Grande parte dos estados brasileiros passaram a operar perto dos R$ 300 para a arroba, com importante encurtamento do diferencial de base em relação ao mercado paulista.

“No geral as escalas de abate de boi permanecem encurtadas, em um ambiente ainda pautado por exportações bastante representativas, e o Brasil caminha a passos largos para um recorde histórico de embarques”, disse o analista da empresa, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 307,95

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista apresenta alta em seus preços no decorrer da semana. Segundo a Safras, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curto prazo, em linha com o baixo nível de produto em estoque.

“Nesse ambiente, o mais provável é que as demais proteínas de origem animal ganhem competitividade em relação a carne bovina, em particular a carne de frango”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,20 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,20 por quilo. A ponta de agulha apresentou alta de R$ 0,05 e foi precificada a R$ 17,30 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,6968 para venda e a R$ 5,6948 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6742 e a máxima de R$ 5,7176.



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Ciclone não deve afetar apenas o Sul do país; veja prováveis impactos



A noite da próxima quarta (23) e a madrugada de quinta (24) devem ser marcadas pela formação de um ciclone extratropical a se formar entre o Uruguai e o estado do Rio Grande do Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Assim, as áreas de instabilidade provocadas pelo calor e umidade associada ao sistema de baixa pressão provocarão pancadas de chuvas no oeste do Paraná e centro-oeste do Planalto Sul de Santa Catarina.

O órgão alerta que à medida em que o ciclone se forma, deve provocar volumes significativos de chuva e, também, ventos fortes. “O sol aparece por alguns momentos e o tempo fica calmo, mas, em seguida, o céu fica encoberto, com chuvas e ventos moderados a fortes”, diz a nota do Inmet.

Impactos do ciclone no Rio Grande do Sul

Na quinta-feira, o ciclone ganha força no Uruguai e norte da Argentina e continuará a avançar pelo Rio Grande do Sul, causando fortes instabilidades no oeste e parte do centro e sul do estado.

As áreas mais atingidas pelos volumes de chuva e pelas rajadas de vento serão as regiões brasileiras próximas do Uruguai, norte da Argentina e no Paraguai. “Nas demais regiões, incluindo Porto Alegre, também haverá ventania, mas com chuva mais fraca se comparada às demais regiões do território gaúcho”.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o ciclone também deve atingir a Região Centro-Oeste na forma de temporais e rajadas de vento intensas que podem ultrapassar os 70 km/h.

“Porém, o sistema não será forte o suficiente para levar chuva às áreas produtoras do Matopiba. Nestas áreas ao Nordeste, o conselho para o produtor é que segure a semeadura da safra porque a tendência para a chuva voltar é a partir da segunda quinzena de novembro. Apenas sul da Bahia e algumas áreas do Tocantins devem receber as precipitações”.

Na sexta-feira (25), o ciclone deverá estar em alto-mar e o tempo seco com a presença do sol começa a predominar no Sul do país. À exceção será o norte do Paraná, que ainda terá instabilidades.

Apesar desse cenário, o Inmet destaca que o ciclone ainda poderá provocar ventos moderados a fortes na faixa litorânea dos três estados do Sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho sobe na B3: Confira


O mercado de milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) subiu com Chicago e demanda interna, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os principais contratos de milho encerraram o dia com preços em alta nesta segunda-feira (21). O milho na B3 subiu acompanhando a alta de Chicago (1,17%), sendo que a cotação, mesmo fechando em leve baixa, esteve alta boa parte do dia”, comenta.

“Mesmo com a retração das exportações de 53,68% nas exportações até o momento em outubro, o mercado interno está aquecido, com a indústria de ração e etanol consumindo boa parte do milho brasileiro. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em preços em alta no dia: o vencimento de novembro/24foi de R$ 70,03, apresentando alta de R$ 0,77 no dia, alta de R$ 2,65 na semana; janeiro/25 fechou a R$ 72,86, alta de R$ 0,99 no dia, baixa de R$ 2,03 na semana; o vencimento março/25 fechou a R$ 73,99, alta de R$ 0,43, no dia e alta de R$ 1,38 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago o milho fechou em alta com demanda aquecida pelo grão norte-americano. “A cotação de dezembro24, referência para a nossa safra de inverno, fechou em alta de 1,17% ou $ 4,75 cents/bushel a $ 409,50. A cotação para março25, fechou em alta de 1,01% ou $ 4,25 cents/bushel a $ 423,25”, indica.

“A grande demanda pelo grão americano está dando suporte às cotações. Somente nesta segunda-feira foram anunciadas 498.118 toneladas de milho vendidas para México, Coreia do Sul e outro destino não conhecido. O USDA tem anunciado com frequência vendas extras, acima de 100 mil toneladas, nas últimas semanas. Isso se refletiu nos embarques para exportação, que cresceram 97,35% no comparativo semanal”, conclui.
 





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Soja tem preços firmes e movimentações nesta terça-feira



O mercado brasileiro da soja teve um dia movimentado nos portos nesta terça-feira (22), com preços firmes impulsionados pela Bolsa de Chicago. As transações também refletiram um bom movimento em relação à safra nova. As informações são da Safras & Mercado.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço aumentou de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): preço manteve-se estável em R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): saca subiu de R$ 141,00 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Porto de Paranaguá (PR): valor passou de R$ 143,00 para R$ 144,50
  • Rondonópolis (MT): saca aumentou de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Dourados (MS): preço aumentou de R$ 138,00 para R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): preço valorizou de R$ 132,50 para R$ 135,00.

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Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em alta, especialmente para o óleo, enquanto o farelo apresentou uma leve queda. A demanda robusta pela soja norte-americana, combinada com incertezas relacionadas à eleição presidencial nos Estados Unidos, que podem afetar as relações comerciais com a China, contribuíram para a valorização.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja com entrega em novembro fecharam com um aumento de 10,75 centavos, ou 1,09%, cotados a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição para janeiro de 2025 foi cotada a US$ 10,00 1/2 por bushel, também com um ganho de 10,75 centavos.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo teve uma leve queda de US$ 0,60, ou 0,18%, fechando a US$ 317,70 por tonelada. Por outro lado, os contratos de óleo com vencimento em dezembro registraram uma alta de 1,30 centavo, ou 3,06%, fechando a 43,69 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com uma leve alta de 0,07%, negociado a R$ 5,6968 para venda e a R$ 5,6948 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,6742 e R$ 5,7176.



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BNDES disponibiliza mais R$ 2,2 bilhões para programas do Plano Safra 2024/25



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza, nesta terça-feira (22), mais R$ 2,2 bilhões para operações de crédito no âmbito de programas do Plano Safra 2024/25.

Com a medida, o total de recursos ainda disponível nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pela instituição é de R$ 11,2 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2025.

Os recursos poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

“O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário brasileiro, financiando os investimentos tanto do agro empresarial quanto dos pequenos agricultores. Seguindo estratégia do governo federal, aumentamos em 73% o orçamento para esta safra, chegando ao maior orçamento já oferecido pelo Banco”, destaca o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Total disponibilizado pelo BNDES

No total, o BNDES está disponibilizando R$ 66,5 bilhões no Plano Safra 2024/2025 (foram R$ 38,4 bilhões na última safra), sendo que R$ 14,8 bilhões estão destinados a pequenos produtores da agricultura familiar, o que representa aumento de 28% em relação ao último ano-safra.

Neste Plano Safra 2024/25, o banco já aprovou R$ 17,1 bilhões e atendeu a solicitações de mais de 81 mil operações por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados.

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, destaca que o BNDES é um grande parceiro da agropecuária brasileira e que está “atento às necessidades do setor e sempre buscando soluções para oferecer crédito para quem precisa investir, com linhas inovadoras, atendendo aos produtores e cooperativas e fomentando o desenvolvimento social”.

Além dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), o BNDES também oferece soluções próprias para garantir a oferta de crédito ao setor agropecuário durante todo o ano, como o BNDES Crédito Rural. Na atual safra, o produto já soma R$ 1,9 bilhão em operações aprovadas.



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Área dedicada ao feijão diminui 45,5% em menos de cinco décadas


A área plantada com feijão tem sofrido queda significativa ao longo dos últimos anos no Brasil, perdendo lugar para culturas mais rentáveis, como a soja.

De acordo com a série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre a safra 1976/77 e a 2023/24, as lavouras dedicadas ao grão caíram de 1.582 milhão para 861 mil hectares, redução de 45,5% em 47 anos.

No entanto, mesmo com menos área, a produção da leguminosa mais presente no prato do brasileiro se manteve praticamente estável. Isso porque, no mesmo perído, a produtividade saltou 85%, partindo de 591 kg/ha para 1.094 kg/ha.

Tal resultado provém do emprego de tecnologia no campo. Exemplo disso é a irrigação por gotejamento, que tem como princípio o aprimoramento do uso da terra e dos recursos hídricos.

“A fertirrigação é capaz de fornecer nutrientes diretamente na raiz da planta, aproveitando cerca de 90% da água utilizada e otimizando o uso de fertilizantes. Isso tem sido essencial para melhorar a produtividade do feijão, especialmente em áreas onde a terra cultivada está diminuindo”, afirma o especialista agronômico da Netafim, Warlen Pires.

Produtividade do feijão

fertirrigação subterrânea lavoura de feijãofertirrigação subterrânea lavoura de feijão
Foto: Divulgação Netafim

No Brasil, a agricultura empresarial responde por 76,9% da produção total de feijão, de acordo com a Embrapa. Já a agricultura familiar atende ao restante, focada, especialmente, na produção de feijão verde e preto, com 55,6% e 41,8% de participação, respectivamente.

Segundo Pires, no Nordeste, onde a agricultura familiar é predominante, a produtividade da leguminosa atinge uma média de 480 kg/ha, enquanto no Centro-Oeste atinge média de 2.178 kg/ha e no Sudeste, chega a 1.795 kg/ha.

De acordo com ele, além do aumento de produtividade, a irrigação por gotejamento também ajuda a reduzir custos de produção.

“Com o uso da irrigação por gotejamento subterrâneo, é possível evitar doenças que prosperam em microclimas úmidos, o que reduz a necessidade de defensivos agrícolas”. Ele dá o exemplo de um produtor de Paraúna, Goiás, que alcançou média de 60 sacas por hectare e, de quebra, economizou na aplicação de fungicidas.



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a trajetória do produtor de soja que seguiu os passos do pai



Há cerca de um mês, os produtores de soja em Goiás puderam iniciar o plantio no estado. Charles Peeters, agrônomo e proprietário de uma fazenda entre Montividiu e Caiapônia, possui 17 anos de experiência na produção agrícola.

A gestão da propriedade se baseia na agricultura regenerativa, que busca restaurar e melhorar a saúde do solo, promovendo a biodiversidade e a ciclagem de nutrientes.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Legado e plantio

O pai de Charles foi um dos pioneiros na adoção do plantio direto e da integração lavoura-pecuária na região. Hoje, o produtor mantém e promove essas práticas em sua propriedade. “O plantio direto já é uma realidade na nossa propriedade há 35 anos. Isso nos trouxe produtividade e a possibilidade de cuidar melhor do solo”, destaca.

Além disso, a propriedade é privilegiada por um clima e uma altitude que permitem a produção de duas safras por ano, englobando tanto soja quanto milho. No entanto, a temporada atual traz desafios. Embora a janela de plantio tenha sido aberta em 25 de setembro, Charles iniciou suas atividades apenas em 12 de outubro, enfrentando um atraso de 15 a 20 dias em comparação ao ano passado.

“Estamos com cerca de 50% da área de soja plantada. O clima tem sido um fator crítico, pois o plantio depende de chuvas adequadas”, afirma Charles, enfatizando a importância de uma abordagem cautelosa diante das incertezas climáticas.

E referente às práticas sustentáveis?

Peeters adota práticas agrícolas que demonstram seu compromisso com a sustentabilidade, como a implantação de um sistema de rotação de culturas e utiliza plantas de cobertura, além de integrar a pecuária em sua produção.

“Essa diversidade ajuda a manter a saúde do solo, tanto do ponto de vista químico, físico e biológico, aumentando a resiliência da propriedade frente a estresses hídricos e altas temperaturas”, explica.

A tecnologia digital é outra aliada na gestão da propriedade. Charles utiliza ferramentas e estações meteorológicas que facilitam a coleta e análise de dados. No entanto, ele observa que, apesar de acumular informações valiosas, as decisões nem sempre são tomadas com base nesses dados. “Estamos em constante evolução, mas ainda há um caminho a percorrer em termos de análise e aplicação de informações”, comenta.

Desafios

Os principais desafios enfrentados por ele incluem pragas e doenças de solo, como nematoides e fusário, que limitam a produtividade. “Buscamos sempre bater novos recordes de produtividade, mas precisamos saber gerenciar bem o uso de biológicos e produtos no solo”, ressalta. A combinação de práticas de manejo com um foco na saúde das lavouras ajuda a manter uma produção saudável.

Os riscos climáticos e o perfil do solo também são fatores críticos. O agrônomo realiza perfis de solo em profundidade e aplica correções, como calcário e gesso, para garantir um solo equilibrado. “Buscamos zerar o alumínio e ter um solo bem corrigido até um metro de profundidade, o que nos ajuda a gerenciar melhor os estresses climáticos”, explica.

“Estamos em um período de chuvas satisfatórias, e o capricho no plantio é fundamental. É preciso garantir qualidade na distribuição das sementes para uma lavoura uniforme e bem estabelecida”, completa.

Ele destaca que, apesar do uso de tecnologias e dados, a agricultura básica continua sendo fundamental. “Fazer o arroz com feijão bem feito, aplicar na hora certa, minimizar perdas e garantir uma operação eficiente são essenciais para o sucesso”, afirma Charles. Ele enfatiza ainda que a manutenção preventiva das máquinas e a eficiência operacional são importantes para evitar prejuízos no campo.



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a trajetória do produtor de soja que seguiu os passos do pai



Há cerca de um mês, os produtores de soja em Goiás puderam iniciar o plantio no estado. Charles Peeters, agrônomo e proprietário de uma fazenda entre Montividiu e Caiapônia, possui 17 anos de experiência na produção agrícola.

A gestão da propriedade se baseia na agricultura regenerativa, que busca restaurar e melhorar a saúde do solo, promovendo a biodiversidade e a ciclagem de nutrientes.

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Legado e plantio

O pai de Charles foi um dos pioneiros na adoção do plantio direto e da integração lavoura-pecuária na região. Hoje, o produtor mantém e promove essas práticas em sua propriedade. “O plantio direto já é uma realidade na nossa propriedade há 35 anos. Isso nos trouxe produtividade e a possibilidade de cuidar melhor do solo”, destaca.

Além disso, a propriedade é privilegiada por um clima e uma altitude que permitem a produção de duas safras por ano, englobando tanto soja quanto milho. No entanto, a temporada atual traz desafios. Embora a janela de plantio tenha sido aberta em 25 de setembro, Charles iniciou suas atividades apenas em 12 de outubro, enfrentando um atraso de 15 a 20 dias em comparação ao ano passado.

“Estamos com cerca de 50% da área de soja plantada. O clima tem sido um fator crítico, pois o plantio depende de chuvas adequadas”, afirma Charles, enfatizando a importância de uma abordagem cautelosa diante das incertezas climáticas.

E referente às práticas sustentáveis?

Peeters adota práticas agrícolas que demonstram seu compromisso com a sustentabilidade, como a implantação de um sistema de rotação de culturas e utiliza plantas de cobertura, além de integrar a pecuária em sua produção.

“Essa diversidade ajuda a manter a saúde do solo, tanto do ponto de vista químico, físico e biológico, aumentando a resiliência da propriedade frente a estresses hídricos e altas temperaturas”, explica.

A tecnologia digital é outra aliada na gestão da propriedade. Charles utiliza ferramentas e estações meteorológicas que facilitam a coleta e análise de dados. No entanto, ele observa que, apesar de acumular informações valiosas, as decisões nem sempre são tomadas com base nesses dados. “Estamos em constante evolução, mas ainda há um caminho a percorrer em termos de análise e aplicação de informações”, comenta.

Desafios

Os principais desafios enfrentados por ele incluem pragas e doenças de solo, como nematoides e fusário, que limitam a produtividade. “Buscamos sempre bater novos recordes de produtividade, mas precisamos saber gerenciar bem o uso de biológicos e produtos no solo”, ressalta. A combinação de práticas de manejo com um foco na saúde das lavouras ajuda a manter uma produção saudável.

Os riscos climáticos e o perfil do solo também são fatores críticos. O agrônomo realiza perfis de solo em profundidade e aplica correções, como calcário e gesso, para garantir um solo equilibrado. “Buscamos zerar o alumínio e ter um solo bem corrigido até um metro de profundidade, o que nos ajuda a gerenciar melhor os estresses climáticos”, explica.

“Estamos em um período de chuvas satisfatórias, e o capricho no plantio é fundamental. É preciso garantir qualidade na distribuição das sementes para uma lavoura uniforme e bem estabelecida”, completa.

Ele destaca que, apesar do uso de tecnologias e dados, a agricultura básica continua sendo fundamental. “Fazer o arroz com feijão bem feito, aplicar na hora certa, minimizar perdas e garantir uma operação eficiente são essenciais para o sucesso”, afirma Charles. Ele enfatiza ainda que a manutenção preventiva das máquinas e a eficiência operacional são importantes para evitar prejuízos no campo.



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