segunda-feira, julho 27, 2026

Autor: Redação

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Volume de soja inspecionado para exportação nos EUA cai 8,38%



Os volumes de soja e trigo inspecionados em portos dos Estados Unidos diminuíram na semana encerrada em 14 de novembro, enquanto os de milho aumentaram. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (18) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório semanal de inspeção dos embarques de grãos do país.

O volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos diminuiu 8,38% na semana, para 2,17 milhões de toneladas. Já o volume de milho foi de 820.608 toneladas, aumento de 2,93% ante a semana anterior. O volume inspecionado de trigo, por sua vez, caiu 44,5%, para 196.281 toneladas.

O relatório mostra os volumes de grãos inspecionados para exportação no acumulado do ano-safra iniciado no dia 1º de junho de 2024 para o trigo e em 1º de setembro de 2024 para o milho e a soja.

Veja abaixo os volumes que foram inspecionados nos portos do país no período:

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EXPORTAÇÃO DE GRÃOS NA SEMANA ENCERRADA EM 14 DE NOVEMBRO DE 2024
(em toneladas)
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Grão 14/11/2024 07/11/2024 16/11/2023
====== =========== ============ ============
Trigo 196.281 353.407 378.048
Milho 820.608 797.247 601.068
Soja 2.165.075 2.363.141 1.631.531
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EXPORTAÇÕES DE GRÃOS DOS EUA ACUMULADAS NO ANO
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Grão Atual ano-safra Ano-safra anterior
===== ================ ====================
Trigo 10.324.794 7.859.458
Milho 9.062.303 6.871.783
Soja 17.483.956 16.009.661
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Declaração final do G20 reitera metas do Acordo de Paris



A declaração final da Cúpula dos Líderes do G20 reitera o compromisso dos países do grupo com as principais diretrizes do Acordo de Paris. Houve acordo com a meta de limitar o aumento global da temperatura média global para bem abaixo de 2 ºC acima dos níveis pré-industriais. Também foi reconhecido que os impactos da mudança do clima serão significativamente menores com uma elevação limitada a 1,5 ºC.

O Acordo de Paris foi assinado em 2015 pelos 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele fixou a Agenda 2030, que abrange 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Cada um deles se desdobra em um conjunto de metas.

A declaração final da Cúpula dos Líderes do G20 lembra que, desde 2015, houve progresso efetivo em apenas 17% das metas dos ODS e lista uma série de desafios.

Ocupando atualmente a presidência do G20, o Brasil sedia a Cúpula dos Líderes, que ocorre no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro nesta segunda (18) e nesta terça-feira (19). A declaração final, com 22 páginas na versão em inglês e 24 na versão em português, foi divulgada ao fim da programação do primeiro dia.

O texto aborda cinco tópicos: situação política e econômica internacional; inclusão social e luta contra a fome e a pobreza; desenvolvimento sustentável e ações climáticas; reforma das instituições globais de governança; e inclusão e efetividade no G20.

Havia dúvidas sobre a adesão da Argentina ao texto final. O governo liderado por Javier Milei chegou a manifestar algumas divergências. O líder da Argentina já fez críticas públicas ao Acordo de Paris. Mesmo assim, o país assinou a declaração. O país assinou o documento, ainda que tenha divulgado um comunicado registrando ressalvas e “desvinculando-se parcialmente de todo o conteúdo da Agenda 2030”.

Além de reiterar diretrizes do Acordo de Paris, o trecho da declaração dedicado ao desenvolvimento sustentável e ações climáticas estabelece compromisso com o multilateralismo e fixa a urgência de iniciativas efetivas para enfrentar as crises e os desafios decorrentes da mudança do clima, perda de biodiversidade, desertificação, degradação dos oceanos e do solo, secas e poluição.

Foi enfatizada a meta para triplicar a capacidade de energia renovável globalmente e duplicar a taxa média anual global de melhorias na eficiência energética. O texto incluiu também o compromisso com a conclusão, até o final deste ano, das negociações de um instrumento internacional que estabeleça o combate à poluição plástica.

Os avanços envolvendo a Iniciativa do G20 sobre Bioeconomia (GIB) foram destacados: em setembro, representantes dos países do grupo lançaram os 10 Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia. “Estamos determinados a liderar ações ambiciosas, oportunas e estruturais em nossas economias nacionais e no sistema financeiro internacional com o objetivo de acelerar e ampliar a ação climática, em sinergia com as prioridades de desenvolvimento sustentável e os esforços para erradicar a pobreza e a fome”, acrescenta o texto.

Financiamento

A declaração também estabelece a necessidade de uma maior colaboração e apoio internacional com o objetivo de ampliar o financiamento e investimento climático público e privado.

O texto destaca a importância de otimizar as operações dos fundos verdes e defende mecanismos inovadores como a proposta do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF). Manifesta ainda apoio para que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP-29), em andamento em Baku (Azerbaijão), avance nas negociações sobre financiamento ambiental.

“Os países em desenvolvimento precisam ser apoiados em suas transições para emissões de baixo carbono, nós trabalharemos para facilitar o financiamento de baixo custo para esses países. Nós reconhecemos o importante papel do planejamento energético doméstico, do fortalecimento de capacidades, das estratégias de políticas e marcos legais, bem como da cooperação entre diferentes níveis de governo, na criação de ambientes facilitadores para atrair financiamento para as transições energéticas”, diz o texto.

Desde o início do ano, uma das grandes discussões nas atividades da agenda construída pelo Brasil para sua presidência no G20 foi a tributação dos super ricos. A proposta tem sido apontada como um caminho para financiar iniciativas sociais e ambientais. A questão esteve em pauta nos debates da trilha de finanças do G20. O Brasil defende que seja pactuada a adoção de um imposto mínimo sobre os super ricos, de forma a evitar uma guerra fiscal entre os países. No entanto, há resistências. Representantes dos Estados Unidos, por exemplo, têm defendido que cabe a cada governo tratar da questão internamente.

Na declaração final da Cúpula dos Líderes, há uma breve menção a essa discussão no tópico sobre inclusão social e luta contra a fome e a pobreza. “Com total respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados. A cooperação poderia envolver o intercâmbio de melhores práticas, o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão, incluindo a abordagem de práticas fiscais potencialmente”.

Foi a primeira vez que o Brasil presidiu o G20 desde 2008, quando foi implantado o atual formato do grupo, composto pelas 19 maiores economias do mundo, bem como a União Europeia e mais recentemente a União Africana. A Cúpula dos Líderes é o ápice do mandato brasileiro. A África do Sul sucederá o Brasil na presidência do grupo.



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Mercado de milho: movimentações no Mercosul



No cenário internacional, o milho FOB americano fechou a US$ 208 por tonelada



A demanda brasileira por milho disponível com entregas futuras está ativa
A demanda brasileira por milho disponível com entregas futuras está ativa – Foto: Pixabay

De acordo com a TF Agroeconômica, o Brasil segue comprando milho paraguaio próximo à fronteira, enquanto os preços globais do cereal apresentam oscilações significativas. No Paraguai, o mercado manteve indicações entre US$ 160 e US$ 170 por tonelada para retirada em regiões como San Pedro, Amambay, Caaguazú, Canindeyú, Itapúa e Alto Paraná. Já nas regiões de Caazapá e Guairá, os preços variam entre US$ 178 e US$ 180 por tonelada.  

Nesse cenário, a demanda brasileira por milho disponível com entregas futuras está ativa, com preços indicados entre US$ 190 e US$ 195 por tonelada no oeste do Paraná, e entre US$ 207 e US$ 210 por tonelada no oeste de Santa Catarina, para entregas em novembro e dezembro. No noroeste e centro do Rio Grande do Sul, as indicações chegam a até US$ 218 por tonelada para o mesmo período.  

No cenário internacional, o milho FOB americano fechou a US$ 208 por tonelada, enquanto o argentino ficou em US$ 207 e o brasileiro, em Santos, a US$ 216. Em outros mercados, os preços são mais altos: US$ 225 na França e US$ 230 na Romênia. Na China, as cotações do milho, amido e ovos apresentaram quedas nos mercados futuros, refletindo um cenário de desvalorização.  

Já na Argentina, o mercado segue cauteloso, mesmo com a recuperação em Chicago. Propostas contratuais para o milho foram mantidas entre A$ 175 mil e A$ 180 mil por tonelada, enquanto o preço MATBA para abril oscilou para US$ 186,20 no porto. O mercado global continua competitivo, com variações que refletem o dinamismo das negociações e as incertezas do cenário agrícola.





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Brasil assina acordo com Argentina para trazer gás de Vaca Muerta; equipe estudará rotas



O governo brasileiro, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), assinou nesta segunda-feira (18) um memorando de entendimento para viabilizar a chegada de gás argentino dos campos de Vaca Muerta ao mercado brasileiro. A assinatura ocorreu durante a cúpula de líderes do G20.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho com técnicos dos dois países para identificar medidas de infraestrutura que permitam a chegada do gás ao território brasileiro, no que são cogitadas a inversão do gasoduto Brasil-Bolívia, o Gasbol, ou outras rotas, menos prováveis, que passariam pela construção novos gasodutos capazes de ligar a malha argentina diretamente ao Brasil em Uruguaiana (RS) ou atravessando os territórios do Paraguai ou do Uruguai, dizem pessoas que participaram da reunião.

No X, nesta tarde de segunda-feira (18), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a importação de gás natural do vizinho deve ser feita por cinco rotas.

Operadores do mercado ouvidos pela reportagem descartaram as chances de rotas que exijam novos gasodutos. Isso porque o investimento necessário para essas alternativas seria muito maior e teria de ser privado em função da situação econômica da Argentina.

O acordo foi assinado por Silveira e pelo ministro da economia argentino, Luís Caputo, que destacou a importância da parceria para a relação bilateral entre os dois países, abalada desde a eleição de Javier Milei na Argentina.

Silveira disse nesta segunda-feira (18) ser favorável à realização de estudos sobre gás oriundo de fraturamento hidráulico, o fracking, em qualquer lugar do mundo, desde que feitos corretamente.

“A questão da produção de petróleo e gás não é uma questão de oferta, mas de demanda. Enquanto houver demanda de petróleo, alguém vai ter que fornecer. Já importamos gás de fracking dos Estados Unidos, e agora vamos importar da Argentina”, disse Silveira.

O fraturamento hidráulico é um método que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo. Também é denominado fratura hidráulica, estimulação hidráulica ou pelo termo da língua inglesa fracking.

“Se fizermos de forma adequada e for a necessidade do Brasil, ainda defendo que tenha estudos sobre fracking em qualquer lugar do mundo até (a conclusão) de uma transição segura”, disse.

Silveira falou a jornalistas durante a Cúpula do G20, no Rio. Ele foi questionado se sua posição sobre o fracking não contradiz a defesa brasileira por enfrentamento das mudanças climáticas no fórum dos 20 países mais ricos do mundo.

“Não tem contradição. Pelo contrário, tem bom senso”, disse ao lembrar que o governo brasileiro defende uma transição energética justa e que o gás será o combustível da transição.



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Taxação dos super-ricos é aprovada em declaração de líderes do G20



Reunidos no Rio de Janeiro, os chefes de Estado e de governo do G20, principal fórum de cooperação econômica internacional, aprovaram uma proposta de tributação progressiva, que inclui uma menção direta à taxação efetiva dos indivíduos considerados super-ricos. O texto aparece na carta final da cúpula, divulgada na tarde desta segunda-feira (18), primeiro dia do encontro anual.

“Com total respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados. A cooperação poderia envolver o intercâmbio de melhores práticas, o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão, incluindo a abordagem de práticas fiscais potencialmente prejudiciais. Nós estamos ansiosos para continuar a discutir essas questões no G20 e em outros fóruns relevantes, contando com as contribuições técnicas de organizações internacionais relevantes, universidades e especialistas”, diz o documento, cujo conteúdo final foi aprovado por consenso.

Havia a expectativa de que pontos que estavam acordados pudessem sofrer resistência da Argentina, presidida pelo ultraliberal Javier Milei, que se opõe a esse tipo de política. Essa indicação da taxação dos super-ricos, no entanto, já havia sido consensuada na Declaração Ministerial do G20 do Rio de Janeiro sobre Cooperação Tributária Internacional, realizada anteriormente, e mediada pelo governo brasileiro. Este acordo foi mantido na versão final divulgada, sem ressalvas.

Estimativas do Ministério da Fazenda apontam que uma taxação de 2% sobre o patrimônio de indivíduos super-ricos poderia gerar US$ 250 bilhões por ano para serem investidos no combate à desigualdade e ao financiamento da transição ecológica. Esse grupo de super-ricos soma cerca de 3 mil pessoas que, juntas, detêm patrimônio de cerca de US$ 15 trilhões, maior que o Produto Interno Bruto (PIB) da maioria dos países. O texto do G20, no entanto, não propõe uma alíquota específica.

O texto da carta final também defende uma tributação progressiva, ou seja, que as pessoas com mais recursos sejam mais taxadas, como sendo uma das “principais ferramentas para reduzir desigualdades internas, fortalecer a sustentabilidade fiscal, promover a consolidação orçamentária, promover crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo e facilitar a realização dos ODS [Objetivos do Desenvolvimento Sustentável]”.

Combate à fome

Na mesma seção que trata de tributação progressiva, a carta final do G20 destaca o número de pessoas que enfrentam a fome aumentou, atingindo aproximadamente 733 milhões de pessoas em 2023, “sendo as crianças e as mulheres as mais afetadas”. Para enfrentar esse desafio global, a carta pede um compromisso mais eficaz e menciona o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta brasileira que recebeu a adesão de 82 países e dezenas de outras instituições multilaterais e privadas.

“O mundo produz alimentos mais do que suficientes para erradicar a fome. Coletivamente, não nos faltam conhecimentos nem recursos para combater a pobreza e derrotar a fome. O que precisamos é de vontade política para criar as condições para expandir o acesso a alimentos. À luz disso, lançamos a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e saudamos sua abordagem inovadora para mobilizar financiamento e compartilhamento de conhecimento, a fim de apoiar a implementação de programas de larga escala e baseados em evidências, liderados e de propriedade dos países, com o objetivo de reduzir a fome e a pobreza em todo o mundo”, diz a carta.

O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais (União Africana e a União Europeia).

A cúpula de líderes do Rio de Janeiro encerra a presidência temporária do governo brasileiro, que vai repassar o comando do grupo para a África do Sul, ao longo do próximo. Durante a presidência brasileira, os temas prioritários foram combate à fome e à pobreza, reforma das instituições multilaterais e enfrentamento às mudanças climáticas.



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Perspectivas de preço para o mercado de trigo



A forte quebra de safra nos últimos anos é um dos principais fatores para a alta



As condições climáticas também desempenham um papel significativo
As condições climáticas também desempenham um papel significativo – Foto: Canva

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Brasil apresenta tendências distintas em relação à Bolsa de Chicago. Enquanto os preços em Chicago caíram 14,57% no acumulado anual, no Brasil registraram alta de 3,25% no Rio Grande do Sul e 14,14% no Paraná. A expectativa é de valorização contínua no mercado interno, especialmente a partir de janeiro de 2025, impulsionada por fatores como a quebra de safra e qualidade do produto disponível. Essa situação deverá elevar a demanda por importação para atender às necessidades do setor de panificação.  

A forte quebra de safra nos últimos anos é um dos principais fatores para a alta nos preços. Dados da Conab apontam produções de 10,55 milhões de toneladas em 2022, 8,09 milhões em 2023 e uma projeção de apenas 8,10 milhões para 2024. Além da redução no volume, a baixa qualidade do trigo disponível para panificação agrava a situação, restringindo a oferta de produtos essenciais como farinhas tipo 1. Essa conjuntura, combinada com a necessidade de mesclar trigo nacional com importado, reforça a tendência de preços elevados para o primeiro semestre de 2025.  

Para os vendedores, a recomendação é adiar as vendas até, pelo menos, janeiro, aproveitando uma provável valorização que pode superar os custos de armazenamento. Já os compradores devem buscar antecipar contratos futuros, especialmente para março e julho, meses que apresentam menores pressões sazonais de venda. No mercado externo, restrições de exportação na Ucrânia e Rússia podem limitar a oferta global, enquanto o fortalecimento do dólar nos EUA favorece a competitividade europeia.  

As condições climáticas também desempenham um papel significativo. Nos EUA, a redução de áreas sob seca tem impactado as projeções, com 91% da área de trigo de inverno já semeada e melhorias significativas em estados como Kansas. Apesar disso, as exportações americanas ainda estão abaixo da média necessária para atingir as metas do USDA, o que pode gerar impacto nos preços internacionais.

 





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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca as tensões geopolíticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Oriente Médio, que impulsionaram o petróleo e pressionaram os mercados. No Brasil, a indefinição fiscal mantém o DI elevado, mas o real valorizou 0,7% com o dólar mais fraco.



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AgroNewsPolítica & Agro

UE propõe adiamento na Lei Antidesmatamento



Lei influencia nas exportações brasileiras



A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros
A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros – Foto: Divulgação

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (2) a intenção de adiar em um ano a entrada em vigor da sua Lei Antidesmatamento, inicialmente prevista para 30 de dezembro de 2024. A decisão vem em resposta a preocupações de países e setores industriais sobre os possíveis impactos da norma, que exige que empresas provem que suas cadeias produtivas não contribuem para o desmatamento, mesmo em áreas onde a prática é legalizada.  

A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros, e exige rastreamento digital detalhado das matérias-primas, desde o local de cultivo até o consumidor final. Embora considerada um marco no combate às mudanças climáticas, a norma enfrenta críticas por sua complexidade operacional e por potenciais prejuízos a pequenos produtores de países exportadores, incluindo o Brasil.  

No início de setembro, o ministro Carlos Fávaro enviou uma carta à cúpula da União Europeia pedindo cautela na aplicação da lei. O documento destaca que o Brasil, um dos principais fornecedores dos produtos abrangidos, pode sofrer impactos significativos nas exportações, além de prejudicar milhões de pequenos agricultores. A preocupação brasileira soma-se a alertas de diversos setores globais sobre o aumento de custos e interrupções em cadeias de suprimentos, tanto para exportadores quanto para os próprios agricultores europeus.  

A proposta de adiamento inclui a publicação de documentos orientativos pela Comissão Europeia, visando garantir uma implementação bem-sucedida da lei. Segundo a Comissão, o objetivo é abordar de forma eficaz o problema global do desmatamento sem comprometer o equilíbrio das cadeias produtivas. A medida ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos estados-membros do bloco.

 





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Brasil apresenta meta ambiciosa de redução de emissões



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país”



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país"
“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país” – Foto: Divulgação

A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil apresentada na COP29, em Baku, Azerbaijão, estabelece uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de até 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a meta é um passo importante, mas o Brasil tem potencial para ser ainda mais ambicioso na diminuição de suas emissões, dada sua experiência e capacidade de ação.

André Guimarães, diretor executivo do IPAM, destaca que a participação de toda a sociedade é fundamental para o cumprimento da NDC. Ele enfatiza que, para ser plenamente implementada, a meta precisa da colaboração do setor privado, ciência, academia e dos governos subnacionais. Somente com essa união será possível garantir o sucesso da meta, podendo até torná-la mais ambiciosa.

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de GEE (SEEG) aponta que o Brasil emitiu, entre 2005 e 2012, cerca de 16,6 bilhões de toneladas brutas de GEE. A redução das emissões líquidas proposta para 2035 representa um grande desafio, mas o país possui as condições necessárias para alcançá-lo.

“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país. É importante ainda dizer que a NDC apresentada hoje na COP 29 é de toda a sociedade brasileira. E, por isto, para ser integralmente cumprida, necessita da união de todos. Setor privado, ciência, academia e os governos subnacionais. Só assim será possível garantir o cumprimento da nossa NDC e, se possível, torná-la ainda mais ambiciosa”, afirma André Guimarães, diretor executivo do IPAM.

 





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Sustentabilidade e inovação na pecuária brasileira



Frigorífico tem inovado na abordagem



Frigorífico tem inovado na abordagem
Frigorífico tem inovado na abordagem – Foto: Divulgação

A pecuária brasileira tem se destacado não apenas pela sua produção eficiente em sistemas tropicais, mas também pela contribuição à sustentabilidade, como destacou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, durante a COP29. Em painel realizado em Baku, Correia abordou a reciclagem de resíduos da agricultura, como o etanol de milho, e a importância do papel biológico do boi dentro dos sistemas alimentares. O animal tem a capacidade de absorver coprodutos da produção de etanol, como o DDG, o que fortalece a integração entre a agricultura e a pecuária.

O evento contou com a participação de diversas autoridades, como Bruno Brasil, diretor do Ministério da Agricultura, e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa. Durante o painel, também foram debatidas ações perenes para o desenvolvimento do campo e para a melhoria da qualidade dos produtos, com foco na sustentabilidade. Liège Correia destacou que o setor privado tem avançado significativamente na recuperação de pastagens no Brasil, o que abre portas para maior produção de alimentos, incluindo grãos, sem a necessidade de expandir áreas agrícolas.

A diretora da JBS ressaltou que, para aumentar a eficiência no campo, é essencial envolver o produtor rural nas discussões e decisões. Ela defendeu que é possível combinar qualidade e práticas sustentáveis, assegurando a satisfação do consumidor e o cumprimento das metas climáticas. Além disso, enfatizou a importância da produção tropical, lembrando que o Brasil possui a capacidade de realizar até três safras por ano, o que pode contribuir para a sustentabilidade e a segurança alimentar global.





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