quinta-feira, julho 16, 2026

Autor: Redação

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leilões de contratos de opção negociam quase 92 mil toneladas



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou cerca de 91,7 mil toneladas de arroz nos três leilões de Contrato de Opção realizados neste mês, informou a estatal em nota. De acordo com balanço da operação realizado pela companhia, ao todo foram firmados 3.396 contratos.

“Caso os agricultores optem por vender o produto para o governo federal na data de vencimento do contrato negociado, a Conab destinará em torno de R$ 162,2 milhões”, disse.

A maior parte da negociação foi realizada no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. As produtoras e os produtores gaúchos são responsáveis pela contratação de 58.455 toneladas do cereal, o que corresponde a 63,75% do total negociado.

“Agricultores buscaram a garantia de preço no momento da comercialização no futuro, uma vez que não há a obrigação do exercício de venda ao governo federal. A escolha será feita pelo próprio produtor, seja vender para o mercado ou para o governo, de acordo com o que for mais rentável no momento”, disse o diretor de Operações e Abastecimento da Companhia, Arnoldo de Campos. Mato Grosso foi responsável por 31,54% dos lotes arrematados nos leilões, ou aproximadamente 28,92 mil toneladas do grão.

A Conab informou ainda que, pela primeira vez, parte dos contratos foi destinada a agricultores familiares. A medida resultou na negociação de contratos de aproximadamente 5,7 mil toneladas do grão. Caso a Companhia compre todo este volume, serão destinados R$ 10,11 milhões para a aquisição de arroz da agricultura familiar.

Nos leilões realizados neste mês, a Conab ofertou Contratos de Opção de Venda de arroz para os estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins. Para realizar as operações, o governo federal destinou à Companhia cerca de R$ 1 bilhão, para a aquisição de até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, tipos 1 e 2 da safra 2024/25.



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Soja tem alta no Paraná e queda no Centro-Oeste e RS; confira cotações



Os preços da soja caíram nas principais praças de comercialização do Rio Grande do Sul e do Centro-Oeste, e subiram nas do Paraná nesta segunda-feira (23).

As variações foram apenas nominais, com muitos participantes fora do mercado. O dólar teve alta expressiva no dia, mas a Bolsa de Chicago caiu.

Veja o preço da saca de soja nas principais praças

  • Passo Fundo (RS): queda dede R$ 132 para R$ 131
  • Missões (RS): queda de R$ 133 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande (RS): queda de R$ 140 para R$ 139
  • Cascavel (PR): alta de R$ 131 para R$ 132
  • Porto de Paranaguá (PR): alta de R$ 137 para R$ 138
  • Rondonópolis (MT): queda de R$ 120 para R$ 117
  • Dourados (MS): queda de R$ 131 para R$ 127,
  • Rio Verde (GO): queda de R$ 125 para R$ 122.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos para o grão e o farelo; o óleo teve forte alta.

O mercado foi pressionado pela força do dólar frente a outras moedas, o que reduz a competitividade norte-americana no cenário exportador, e pela previsão de chuvas benéficas às lavouras no Brasil corroborando a expectativa de safra cheia no país.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.747.037 toneladas na semana encerrada no dia 19 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.695.935 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 1.119.363 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 26.998.906 toneladas, contra 22.301.265 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.

Contratos de soja

  • Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 5 centavos de dólar ou 0,51% a US$ 9,69 1/2 por bushel.
  • A posição março teve cotação de US$ 9,75 1/2 por bushel, com recuo de 3,75 centavos, ou 0,38%.
  • A posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 5 ou 1,69% a US$ 289,50 por tonelada.

    No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 40,23 centavos de dólar, com alta de 0,75 centavo ou 1,89%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,86%, sendo negociado a R$ 6,1845 para venda e a R$ 6,1825 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1091 e a máxima de R$ 6,2011.



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veja como fecharam as cotações hoje



O mercado físico do boi gordo apresentou pouca movimentação de preços nesta segunda-feira (23).

O mercado físico segue perdendo liquidez, o que é natural para o período do ano, com agentes se retirando das negociações devido à proximidade das festividades, de acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado Allan Maia.

Os frigoríficos voltaram a sinalizar tranquilidade em relação à escala de abate em várias localidades do país, como é o caso de São Paulo, atuando de maneira tranquila nas compras. Em Mato Grosso, as escalas variam entre fechamento de 2024 e início do ano vindouro.

As expectativas passam agora para o início de 2025, quando as escalas poderão estar um pouco mais curtas. O movimento do dólar é ponto de atenção, apresentando forte valorização, fechando na casa de R$ 6,18. O dólar forte tende a favorecer a exportação brasileira, o que por sua vez favorece o quadro de disponibilidade doméstica.

A evolução do atacado também é variável a ser acompanhada no curto prazo, avalia Maia.

Confira os preços da arroba de boi gordo hoje

  • Em São Paulo, valores seguiram estáveis, com média entre R$ 310 e R$ 320 a prazo.
  • Em Minas Gerais, a cotação ficou acomodada entre R$ 300 R$ 310
  • Em Goiás, preços ficaram firmes, com negócios entre R$ 300 R$ 305
  • Em Mato Grosso do Sul, a arroba ficou acomodada. Em Campo Grande e Naviraí, a arroba foi precificada em até R$ 315

Atacado

O mercado atacadista registrou preços acomodados no dia. As atenções estão voltadas agora para a evolução do consumo dos próximos dias, devido ao Natal e Ano Novo, o que posteriormente pode ajudar a reposição.

Além das festividades, a capitalização das famílias devido a entrada do décimo terceiro salário na economia pode ajudar no consumo. Por outro lado, o preço elevado dos cortes bovinos pode levar uma parcela da população, de menor poder aquisitivo, a procurar opções mais acessíveis, como o frango, disse Maia.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,30 por quilo. Quarto traseiro foi sinalizado em R$ 26,80 o quilo. Ponta de agulha ficou em R$ 19,50 o quilo.



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caminhões que caíram carregavam ácido sulfúrico e defensivos; consumo de água deve ser evitado


Autoridades do Tocantins e do Maranhão lançaram um alerta para a população evitar o consumo, utilização e banhos nas águas do Rio Tocantins, na região onde caiu a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os dois estados.

Neste domingo (22), o vão central da ponte, com 533 metros de extensão, cedeu, derrubando pelo menos dez veículos, dos quais quatro caminhões, três veículos de passeio e três motocicletas.

O alerta foi lançado após a confirmação da presença de cargas com substâncias perigosas, incluindo defensivos agrícolas e produtos químicos corrosivos, como ácido sulfúrico.

Segundo as secretarias de estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e da Defesa Civil Estadual do Tocantins, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Maranhão (Sema) e Prefeitura de Estreito, o alerta se dá em razão do “alto risco à saúde pública e ao meio ambiente devido à possível queda de cargas com produtos químicos”.

A recomendação é para que os moradores dos municípios afetados evitem qualquer contato direto com a água do Rio Tocantins no trecho atingido pelo acidente, incluindo banhos e o consumo de água.

A orientação é destinada, especialmente, às populações dos seguintes municípios:

Tocantins

  • Aguiarnópolis
  • Maurilândia do Tocantins
  • Tocantinópolis
  • São Miguel do Tocantins
  • Praia Norte
  • Carrasco Bonito
  • Sampaio
  • Itaguatins
  • São Sebastião do Tocantins
  • Esperantina.

Maranhão

  • Estreito
  • Porto Franco
  • Campestre
  • Ribamar Fiquene
  • Governador Edison Lobão
  • Imperatriz
  • Cidelândia
  • Vila Nova dos Martírios
  • São Pedro da Água Branca

“Equipes técnicas dos dois estados, em parceria com outros órgãos competentes, estão mobilizadas para monitorar a situação. Os trabalhos incluem a avaliação da qualidade da água e possíveis impactos ambientais, planejamento e execução de ações para conter a contaminação do rio e operações para a remoção dos veículos submersos”, informou o governo do Tocantins.

A situação fez com que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) determinasse a paralisação temporária dos sistemas de captação, tratamento e produção de água em Imperatriz, distante pouco mais de 120 km de Estreito.

A empresa pediu à população que economize água até que a situação seja normalizada. Segundo o governo do Maranhão, a Caema enviará caminhões-pipa para os locais afetados, que fornecerão água em locais públicos, como: unidades de saúde e delegacia.

A possível contaminação também foi responsável pela suspensão das buscas aos desaparecidos. Segundo a Defesa Civil de Estreito, até o momento 16 pessoas estão desaparecidas. Uma morreu e uma segue hospitalizada.

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão na região para verificar a situação da qualidade da água e também impactos sobre a flora e fauna locais, a exemplo da possível contaminação de peixes.

Reconstrução

Após sobrevoar a região do acidente, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, disse que foi decretada situação de emergência na região e que o governo federal destinará mais de R$ 100 milhões para as obras de recuperação da ponte e retirada dos escombros.

Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão avaliando a situação, apurando as possíveis causas e para “tomar as medidas necessárias”, informou o ministro.

“Temos todas as condições técnicas para a reconstrução e os recursos técnicos necessários para a reconstrução para que se consiga ter esta obra no que concerne não apenas à reconstrução, mas também à retirada dos escombros, avaliação dos danos causados, acompanhamento da obra e a execução das futuras obras. Iremos reconstruir uma ponte com todos os itens de garantia de segurança”, afirmou.

Segundo o ministro, a pasta trabalha para que os recursos sejam liberados ainda este ano. “Com a emergência decretada queremos contratar a reconstrução da ponte ainda dentro do exercício de 2024. Isso será um trabalho de muita resolutividade do ministério”, completou.



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Focus tem novas projeções de altas para 2024 e 2025



A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 passou de 3,42% para 3,49%, a quinta alta consecutiva. Um mês antes, a estimativa era de 3,17%. Considerando apenas as 68 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção passou de 3,49% para 3,50%.

A estimativa intermediária para 2025 passou de 2,01% para 2,02%, contra 1,95% um mês antes. Levando em conta apenas as 67 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana oscilou de 2,10% para 2,00%.

Os economistas do mercado revisaram a projeção de crescimento da economia para 2026, passando de 2% para 1,90%, após 71 semanas de estabilidade. Para 2027, a estimativa permaneceu em 2%, como já está há 74 semanas.

O Banco Central revisou a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2024 de 3,2% para 3,5%. A projeção para 2025 passou de 2,0% para 2,1%. Os números constam no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro, divulgado na última quinta-feira, 19.



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perdas com enchentes e esperanças de recuperação



O ano de 2024 foi desafiador para o cultivo de grãos no Rio Grande do Sul, marcado por perdas decorrentes de eventos climáticos extremos. Depois de três anos de estiagem, produtores enfrentaram as enchentes de maio, que inundaram lavouras e comprometeram colheitas de soja e milho.

Maria das Graças, produtora rural, relatou os prejuízos: “Toda essa água descia com força. A soja em pé, quando apertada, desmanchava. Perdemos 50% da produção, um grande baque para nós”.

“O rio veio e não deu tempo. Perdemos 26 hectares de milho pronto para o corte, com alto investimento e prejuízo enorme”, reforçou o produtor de milho Leonardo Franz.

A Metade Sul foi a região mais impactada, com até 90% das áreas ainda por colher quando as enchentes ocorreram. As perdas impactaram diretamente nesta safra, e muitos produtores não terão condições de plantar.

Movimento SOS Agro RS

A dificuldade em acessar recursos prometidos levou produtores a iniciar o movimento SOS Agro RS, cobrando autoridades e realizando protestos, colocando suas máquinas nas ruas. O governo federal anunciou diversas medidas em auxílio aos produtores, mas nem todos conseguiram acessar o dinheiro prometido.

“Tive que entregar uma máquina por causa de dívidas. Tenho boletos em cartório e processos judicializados. É difícil, mas não vamos nos entregar”, conta o produtor Celso Girotto.

Desafios na safra de inverno

A safra de trigo também enfrentou adversidades, com umidade excessiva que atrasou o plantio e trouxe doenças que prejudicaram a qualidade. “Tivemos muita chuva na semeadura e no ciclo. A chuva ácida causada pelas queimadas no norte prejudicou ainda mais as culturas”, relatou o produtor Diemerson Borghardt, produtor,

No arroz, a semeadura atrasou, e os produtores ainda trabalham para recuperar lavouras afetadas pela força das águas. “A recuperação dos canais de irrigação e drenagem traz impacto nos custos”, disse Alexandre Velho, presidente da Federarroz.

Perspectivas para a próxima safra

Apesar das dificuldades, a Emater-RS projeta uma colheita de 35 milhões de toneladas, com aumento de 20% na produtividade do milho, mesmo com redução na área plantada.

Alencar Rugeri, assistente técnico da entidade, destacou a importância do clima para a recuperação: “Nem tudo está ruim; as condições climáticas estão, de certa forma, favoráveis para esta safra”.



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AgroNewsPolítica & Agro

excesso de umidade preocupa produtores


O início desta semana segue marcado por chuvas intensas em boa parte do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A presença de uma frente fria estacionária na costa da região Sudeste está intensificando as instabilidades, resultando em acumulados expressivos e elevando o risco de enchentes e deslizamentos, especialmente no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no litoral paulista.

Previsão para o Sudeste e Centro-Oeste

Espírito Santo: Pontuais acima de 50 mm são esperados no centro do estado, com possibilidade de volumes isolados superiores a 100 mm em 24 horas, ainda que a probabilidade seja baixa.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo: Chuvas intensas devem persistir, especialmente no litoral paulista, com volumes médios na ordem de 20 mm.

Centro-Oeste: Áreas de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e oeste da Bahia terão chuvas bem distribuídas, mas de forma irregular. O excesso de umidade no solo já preocupa em algumas regiões.

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Impactos para o agronegócio

A alta umidade e a falta de radiação solar afetam diretamente o desenvolvimento das lavouras. Entre os impactos previstos:

Atrasos no ciclo das lavouras: Temperaturas mais baixas e redução do acúmulo de graus-dia prejudicam o ritmo de crescimento.

Aumento de doenças fúngicas: A umidade favorece a proliferação de doenças, dificultando o manejo químico devido ao molhamento foliar.

Dificuldade na aplicação de defensivos: Chuvas constantes impedem a aplicação eficaz de produtos químicos, exigindo estratégias mais elaboradas com o auxílio de agrônomos.

Áreas de tempo firme

Enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam excesso de umidade, algumas regiões terão tempo firme nesta segunda-feira:

Sul: Condições estáveis no interior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Nordeste e Norte: Tempo seco na metade leste do Nordeste e no centro-norte da região Norte, com destaque para o baixo Amazonas no Pará, onde as temperaturas estarão elevadas, mas dentro do esperado para o período.





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Clima desafia, mas preços do milho aliviam produtores no Paraná



A safra de milho 2024 no Paraná foi marcada pela valorização do grão e por desafios climáticos que impactaram a produtividade. A seca prolongada atingiu especialmente a segunda safra, prejudicando germinação e desenvolvimento do grão, segundo análises técnicas.

A área destinada à primeira safra de milho recuou 17% na temporada. Saiu de 354 mil hectares em 2022/2023 para 294 mil hectares no ciclo atual, devido à preferência crescente pela soja.

“A primeira safra vem recuando cada vez mais, enquanto a segunda safra tem ganhado corpo, mesmo com a competição de área com o trigo e outros cultivos de inverno”, disse Ana Paula Kowalski, técnica do Sistema Faep.

A segunda safra de milho, responsável pelo abastecimento da cadeia de proteína animal no estado, teve um ganho de 7% na área plantada, somando 2,53 milhões de hectares. Apesar do aumento de área, a produção total foi de 18,5 milhões de toneladas, queda de 17% em relação ao ciclo anterior.

“Os fatores climáticos que impactaram a soja também afetaram o milho. Mas os 15 milhões de toneladas colhidos atenderam, ainda que de forma justa, à demanda interna”, afirmou Edmar Gervásio, analista do Departamento de Economia Rural (Deral).

Valorização do milho e mercado local

Apesar das perdas climáticas, o mercado de milho se beneficiou com a alta procura e a oferta ajustada. “O milho apresentou elevação maior de preços, com recuperação ao longo de 2024, especialmente no mercado local”, destacou Kowalski.

Essa valorização garantiu rentabilidade para produtores como Claudia Nekatschalow, que aproveitou a entressafra para comercializar sua produção.

Perspectivas para etanol

O Paraná também tem registrado aumento na transformação do milho em etanol.

“A produção de etanol de milho traz benefícios, como a possibilidade de armazenamento por longo período e planejamento mais regular, impactando positivamente o mercado”, concluiu Gervásio.



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Ceia de Natal está mais salgada em 2024



Levantamento de uma empresa de inteligência de mercado aponta que quase todos os componentes da cesta natalina registraram aumento nos preços. De dezembro de 2023 a outubro de 2024, doze das treze categorias de alimentos tiveram alta. 

A maior elevação foi no preço do azeite, que subiu mais de 34%, seguido pelo arroz, com acréscimo de 28,5%. No caso do óleo vegetal, os preços em patamares elevados têm relação com várias quebras seguidas de safra na Europa. E no caso do arroz, o encarecimento do cereal está relacionado com as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, principal estado produtor do Brasil.

A coordenadora de Dados Estratégicos da Neogridsn, Anna Fercher, disse que apesar de grande parte da safra já ter sido colhida, os impactos que eram esperados não foram tão grandes. O estudo revelou, por exemplo, que o arroz não foi o único grão afetado pelas condições climáticas extremas. As estiagens causadas pelo fenômeno El Niño também prejudicaram a soja, um impacto que vai além das lavouras e chega até à pecuária, encarecendo também a proteína animal.

“Falando do El Niño – das secas -, impactou não só na produção de grãos, que a gente tem diretamente como o arroz, mas indiretamente também na criação de animais, tanto de bovinos como suínos, porque a gente tem a soja que é o principal alimento, então foi grandemente impactada pelas secas”, afirmou.

Influência econômica

O dólar acima de seis reais é outro fator que impacta nos preços dos produtos mais consumidos agora no final do ano. Nesse contexto, para o produtor, é muito mais vantajoso vender para o mercado internacional. Com um volume maior de embarques, a disponibilidade interna diminui o que eleva ainda mais os preços ao consumidor brasileiro.

Adaptação

Para não deixar a ceia de Natal salgada, Fercher dá dicas para economizar. “O consumidor vai ter que ser muito criativo. Dá pra fazer, trocar aí de repente o bacalhau por um frango, um bacalhau por uma tilápia, recorrer à alternativas para garantir a ceia”, finalizou. 



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AgroNewsPolítica & Agro

Quais os perigos da próxima safra de soja?


A safra de soja 2024/2025 no Brasil apresenta projeções otimistas, com produção estimada em 172,2 milhões de toneladas, segundo a Agroconsult, 16,7 milhões acima da temporada anterior. No entanto, especialistas alertam que o manejo de doenças e pragas será decisivo para atingir essa produtividade.  

No Paraná e Mato Grosso do Sul, a presença precoce do percevejo marrom preocupa. Sérgio Silva, da BASF, reforça a importância de ações preventivas contra doenças como cercóspora e ferrugem, comuns na fase final do ciclo. Ele recomenda o uso de produtos seletivos para evitar danos às folhas, especialmente em regiões com chuvas limitadas.  

No Rio Grande do Sul, a expectativa é de alta produtividade, tanto para soja quanto para arroz. Contudo, Miguel Manosso, da BASF, alerta para o aumento de doenças foliares, embora a ferrugem possa ter menor incidência este ano. No Mato Grosso, após instabilidade inicial nas chuvas, as lavouras se desenvolvem bem, mas a presença de lagartas, como Spodoptera e Helicoverpa, exige manejo preventivo com inseticidas específicos.  

Esperamos uma safra de alta produtividade, com uma grande ocorrência de doenças, talvez ferrugem com ocorrência menor, porque no ano passado foi muito alta. Mas outras doenças, como as manchas, tendem a crescer muito”, alerta Manosso.

Na região do MATOPIBA, o plantio está quase finalizado com bom vigor das plantas, impulsionado por chuvas regulares. Para superar os desafios, a BASF oferece soluções como fungicidas preventivos e sementes tecnológicas que combinam alta produtividade com sustentabilidade.

 





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