quarta-feira, julho 15, 2026

Autor: Redação

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Desastres climáticos aumentaram 250% nos últimos quatro anos no país


Os desastres climáticos no Brasil aumentaram 250% nos últimos quatro anos (2020–2023), em comparação com os registros da década de 1990.

A constatação foi revelada por estudo da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica – coordenada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a Fundação Grupo Boticário.

O trabalho, que usou dados públicos extraídos do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, considerando o período de 1991 a 2023, também analisou dados de temperatura média do ar e da superfície oceânica dos últimos 32 anos, com base em informações da agência europeia Copernicus, obtidos por meio da plataforma Climate Reanalyzer.

Segundo os pesquisadores, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global do ar, ocorreram mais 360 desastres climáticos no Brasil. No oceano, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global da superfície oceânica, foram registrados mais 584 eventos extremos no país.

“Quando os dados de 2024 forem consolidados, haverá a confirmação da escalada de desastres climáticos nos anos mais recentes. O levantamento aponta que foram registrados 6.523 desastres climáticos em municípios brasileiros na década de 1990, enquanto, no período de 2020–2023, foram registrados 16.306 eventos”, dizem os pesquisadores.

Aumento de registros de desastres

O levantamento informa que o Brasil teve 64.280 desastres climáticos desde 1990, e há aumento, em média, de 100 registros por ano:

  • Nos primeiros dez anos monitorados, foram 725 registros por ano;
  • De 2000 a 2009: 1.892 registros anuais;
  • De 2010 a 2019: 2.254 registros anuais
  • Nos últimos quatro anos (2020 a 2023): 4.077 registros por ano.

O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e um dos coordenadores do estudo, disse que o objetivo do levantamento é contribuir para que a sociedade conheça, debata e pense em soluções, incentivando a tomada de decisão e as mudanças de comportamento necessárias, tanto em nível individual quanto institucional, para reduzir os impactos climáticos e garantir um futuro sustentável para o Brasil.

O estudo mostrou, ainda, que 5.117 municípios brasileiros reportaram danos causados por desastres climáticos entre 1991 e 2023, representando 92% dos municípios do país. As principais ocorrências foram:

  • Secas (50% dos registros);
  • Inundações, enxurradas e enchentes (27%);

Aumento de temperatura no oceano

oceano mudanças climáticasoceano mudanças climáticas
Foto: Pixabay

Desde março de 2023, o oceano teve aumento de temperaturas de cerca de 0,3°C a 0,5°C, fenômeno que tem agravado eventos extremos, como furacões e inundações, afetando milhões de pessoas e impactando profundamente os ecossistemas.

Entre os exemplos, estão as inundações no Rio Grande do Sul e as secas no Centro-Oeste, em 2024. Christofoletti destacou que o oceano é fundamental para a regulação climática global e que seu aquecimento contínuo evidencia os impactos crescentes da crise climática no sistema terrestre.

“Isso é muito preocupante, considerando que, ao longo dos últimos 40 anos, o oceano aqueceu cerca de 0,6°C. Esse aquecimento abrupto e prolongado ameaça o equilíbrio de um sistema que cobre 70% do planeta. O oceano, nesse nível de aquecimento, intensifica os eventos climáticos extremos que impactam diretamente milhões de pessoas”, disse.

Prejuízos econômicos

Quando analisadas as consequências econômicas e sociais, o cenário indicou que, entre 1995 e 2023, os prejuízos econômicos no Brasil atingiram R$ 547,2 bilhões.

Nos primeiros quatro anos da década de 2020, as perdas somaram R$ 188,7 bilhões, 80% do total registrado em toda a década anterior (2010–2019), o correspondente a 0,5% do PIB nacional acumulado de 2020 a 2024.

As projeções baseadas no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e na taxa atual de registros de desastres, mostram que os números podem aumentar nas próximas décadas.

No cenário mais otimista, até o final do século, no qual as metas do Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C sejam cumpridas, o Brasil poderá registrar até 128.604 desastres climáticos entre 2024 e 2050, o dobro do total observado nas últimas três décadas.

Já no cenário mais pessimista, no qual o aquecimento do planeta ultrapassa 4°C, o número de desastres pode chegar a quase 600 mil ocorrências até 2100, nove vezes o registrado entre 1991 e 2023.

Impactos mesmo no melhor cenário

Conforme o estudo, mesmo no melhor cenário, o Brasil pode sofrer um impacto de R$ 1,61 trilhão até 2050. Se o cenário pessimista se concretizar, os custos poderão ultrapassar R$ 8,2 trilhões até o final do século, 15 vezes o total observado nas últimas décadas.

Para a pesquisadora envolvida no estudo e gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, Janaína Bumbeer, apesar das projeções negativas, ainda há tempo para agir. Segundo ela, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, é essencial buscar a resiliência das comunidades e a adaptação às novas condições climáticas.

“Nesse sentido, as soluções baseadas na natureza são ferramentas eficazes para fortalecer a resiliência de cidades costeiras, enfrentando desafios ambientais, sociais e econômicos de forma integrada. A recuperação de manguezais e dunas, por exemplo, está entre as soluções verde-azuis, que promovem a adaptação ao ambiente urbano e costeiro, aumentando a resiliência contra eventos climáticos extremos e construindo cidades mais saudáveis e sustentáveis”, afirmou.

A pesquisadora ressaltou que o aumento da temperatura global, além de ampliar os eventos extremos, provoca o aumento nos custos de energia e alimentos, a escassez hídrica e o aumento de doenças relacionadas ao calor, como a dengue.

“A hora de agir é agora. Com esforços globais coordenados e eficientes, podemos fortalecer a resiliência da natureza e da humanidade, construindo um futuro mais sustentável e seguro para todos.”



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Chuva ou sol? Confira como fica o tempo nas lavouras de soja nos próximos dias



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para um cenário climático misto, com boas condições em algumas regiões e desafios em outras. O impacto das chuvas e da umidade do solo nas lavouras de soja deve variar conforme as regiões nos próximos dias.

Umidade no solo

A umidade no solo está favorável em boa parte do Estado de Mato Grosso, com destaque para a recuperação no centro-sul de Mato Grosso do Sul. A faixa oeste também apresenta boas condições, mas ainda há necessidade de mais precipitação, especialmente no Oeste do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina.

A chuva também avançou para o norte de Minas Gerais, beneficiando as lavouras. As áreas produtoras do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) mantêm boa umidade, favorecendo o desenvolvimento da soja na região.

Previsão para os próximos cinco dias

Nos próximos cinco dias, o tempo tende a ficar mais firme no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. No entanto, a previsão de chuvas fortes no centro-sul de Minas Gerais merece atenção, já que os volumes podem ultrapassar 80 mm em 5 dias. Isso pode prejudicar os trabalhos no campo, com a umidade excessiva dificultando as atividades de manejo das lavouras.

Chuva nas lavouras de soja em MT e GO

Em Mato Grosso e Goiás, as chuvas continuarão nos próximos dias. Contudo, algumas áreas, especialmente na região noroeste de Mato Grosso, enfrentam problemas devido à falta de luminosidade, o que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. A presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) garante que a chuva persista nessas regiões, mantendo a umidade do solo em níveis adequados para o cultivo.

Matopiba e Pará

No Matopiba, a chuva deve dar uma aliviada nos próximos dias, o que pode ser positivo para o andamento dos trabalhos no campo. Já no Pará, a previsão é de que as chuvas continuem, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras de soja no estado.

E a próxima semana?

A próxima semana traz boas perspectivas para o Rio Grande do Sul, com o retorno das chuvas na região. Embora o volume de precipitação não seja muito elevado, a chuva será suficiente para manter as boas condições nas lavouras. No entanto, um volume maior será necessário para garantir uma boa produtividade, especialmente durante a fase de desenvolvimento da soja.

Impacto na lavoura de soja

Nos próximos dias, o acumulado de chuva pode ultrapassar 100 mm em várias regiões, como o interior de São Paulo, Paraná, Oeste de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Isso representa uma excelente notícia para os produtores dessas áreas, já que o aumento da umidade do solo favorecerá o crescimento das lavouras, especialmente durante a fase de desenvolvimento da soja.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor conquista cobertura negada por seguradora



Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça



Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça
Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça – Foto: Divulgação

Uma decisão judicial recente beneficiou um produtor de café de Minas Gerais, representado pelo escritório Lutero Pereira & Bornelli Advogados, ao garantir o pagamento de indenização securitária negada pela BB Seguros. As informações foram divulgadas por Tobias Marini de Salles Luz, advogado especialista em agronegócio e sócio da banca Lutero Pereira & Bornelli Advogados. 

Após uma geada severa em junho de 2021 destruir 74,8 hectares de lavoura, a seguradora reconheceu os danos e determinou a poda das plantas, mas pagou apenas a cobertura referente à vida da planta. Quando o produtor acionou o seguro para a cobertura de produtividade, prevista no contrato, a seguradora negou o pedido, alegando que a colheita de 2022 estaria fora da vigência da apólice.  

Sem alternativas, o produtor recorreu à Justiça. O juízo da comarca de Machado/MG reconheceu que a apólice previa coberturas cumulativas e concluiu que o fato gerador do sinistro, a geada, ocorreu dentro do período de vigência. Foi estabelecido o nexo de causalidade entre o evento climático, a poda obrigatória e a perda de produção no ano seguinte, condenando a BB Seguros a pagar também a indenização pela produtividade perdida.  

O caso revelou uma falha comum nas apólices de seguro agrícola para cafeicultura. Como destacado no livro Seguro Rural, de Tobias Luz, essas apólices geralmente possuem vigência anual, enquanto o ciclo produtivo do café é bianual, permitindo interpretações que prejudicam os produtores. No caso, a determinação de poda reduziu a indenização em 50%, embora fosse uma exigência da seguradora.  Essa decisão, segundo ele, reforça o dever das seguradoras de cumprirem os contratos e serve como alerta para ajustes no setor, promovendo maior equilíbrio e proteção aos produtores rurais.

 





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A repercussão da liminar do STF favorável à Moratória da Soja



O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, concedeu uma liminar que suspende a lei da Moratória da Soja, que revogava incentivos fiscais para empresas que apoiam o acordo. O pedido foi feito por partidos como o PSOL, o Partido Verde e o PCdoB, que alegam que a legislação fere a livre iniciativa e incentiva o desmatamento na Amazônia.

A lei 12.709, sancionada em outubro de 2024, impõe critérios mais rigorosos para a concessão de incentivos fiscais a empresas que participam de acordos internacionais, como a moratória da soja, que visa não comprar soja de fazendas que desmatam ilegalmente.

A decisão do ministro do STF argumenta que a lei viola o princípio da livre concorrência, utilizando a norma tributária de forma punitiva contra empresas que priorizam fornecedores comprometidos com a preservação ambiental.

Flávio Dino afirmou que a medida enfraquece os avanços na proteção ambiental e pode representar um retrocesso nas políticas ambientais do Brasil, prejudicando a Constituição. A controvérsia gerou reações, especialmente do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, que afirmou que a lei estadual estava de acordo com o Código Florestal e que recorrerá da decisão, alegando que não seria justo impor exigências não previstas pela legislação brasileira.

Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, criticou a liminar do STF. Para Daoud, a decisão foi impulsionada por partidos que, segundo ele, se opõem ao agronegócio brasileiro e ainda não compreendem o cenário atual da agricultura no país. Ele destacou que a medida prejudica a livre iniciativa e a concorrência, já que penaliza produtores que cumprem o Código Florestal, mas não aderem à moratória, enquanto empresas internacionais impõem condições que não são exigidas pela legislação nacional.

Daoud também questionou a eficácia do acordo da moratória, apontando que as empresas não aderentes ao pacto acabam vendendo soja a intermediários, criando uma triangulação, sem resolver o problema do desmatamento.

Ele afirmou que a suspensão da lei pode retroceder os avanços ambientais, pois penaliza produtores que estão dentro da legislação, enquanto não resolve as dificuldades de regularização das terras na Amazônia, onde existem mais de um milhão de propriedades fora do sistema legal. Para Daoud, a decisão precisa ser revista, e o governo de Mato Grosso tem o direito de recorrer, defendendo a livre iniciativa e o agronegócio sem impor excessivas restrições.

Confira a matéria completa:



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Risco de desabamento suspende buscas na ponte entre o Maranhão e Tocantins



Os trabalhos de busca dos mergulhadores por desaparecidos na queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis, Tocantins, e Estreito, no Maranhão, foram suspensos devido ao risco de desabamento.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) identificou uma movimentação no que sobrou da estrutura da ponte, por isso recomendou a suspensão dos trabalhos.

De acordo com a Marinha, o corpo de uma das vítimas foi encontrado por pescadores nesta quinta (26) à noite, a aproximadamente 6 km do local do desabamento. Duas outros corpos também foram localizados, mas não foram resgatados devido o risco para o trabalho dos profissionais. Com isso são nove o número de mortos e oito desaparecidos.

Qualidade da água do rio

Na quinta-feira, os mergulhadores localizaram os caminhões que transportavam defensivos agrícolas e ácido sulfúrico a uma profundidade de cerca de 35 metros. Eles também localizaram uma moto e uma caminhonete.

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) continua monitorando a qualidade da água no Tocantins. Segundo a agência reguladora, até o momento não há risco de contaminação da água por vazamento de produtos químicos.

Novos equipamentos para as buscas

A Marinha informou que novos equipamentos chegaram nesta sexta-feira (27) e devem auxiliar nas buscas. Entre eles, uma câmara hiperbárica e o de mergulho independente, que tem o suprimento de ar feito por mangueiras que chegam na superfície. Com isso vai ser possível realizar o trabalho por um período maior.

Além disso, veículos que ficaram na ponte ainda não foram retirados devido ao risco de desmoronamento. O Dnit informou que uma força-tarefa se encontra na região.

O objetivo, segundo o órgão, é intensificar o apoio à população, com a contratação de balsas para a travessia do Rio Tocantins, além de acelerar o trabalho de apuração das causas pela queda da estrutura.

“Com a decretação de emergência, o DNIT atua com celeridade na contratação da reconstrução da nova ponte. A autarquia reforça, ainda, que há rotas alternativas de deslocamento entre as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), na BR-226/TO”, disse o órgão.

Rotas alternativas à ponte

São duas as rotas alternativas que podem ser utilizadas para fazer a travessia na região.

Rota 1 – Para ter acesso à BR-226/MA: Darcinópolis/TO até Imperatriz/MA (191,0 quilômetros):

  • TO-134/BR-230 (Darcinópolis/TO – Axixá do Tocantins/TO, 149 quilômetros)
  • TO-201 (Axixá do Tocantins/TO – Sítio Novo do Tocantins/TO, 15,1 quilômetros)
  • TO-126 (Sítio Novo do Tocantins/TO – Imperatriz/MA, 26,9 quilômetros) e seguir pela BR-226/MA.

Rota 2 – Para ter acesso à BR-230/TO: Estreito/MA até Imperatriz/MA (125,0 quilômetros):

  • BR-226/MA: Os usuários devem acessar a rodovia em Estreito/MA até Porto Franco/MA (30,0 quilômetros)
  • BR-010/MA: De Porto Franco/MA os usuários devem seguir pela BR-010/MA até Imperatriz/MA (100,0 quilômetros) e seguir pela TO- 126.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ferrugem do café é grande problema para o Brasil



Os sintomas da ferrugem incluem manchas amarelas nas folhas



Algumas medidas preventivas podem ser tomadas
Algumas medidas preventivas podem ser tomadas – Foto: Divulgação

A ferrugem do café, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, é um dos maiores desafios enfrentados pela cafeicultura brasileira. De acordo com Adriano Pereira Solidário, proprietário da Agência AgroPulse, a doença pode comprometer severamente a produtividade das lavouras, levando a perdas de até 50% na produção e uma drástica redução na qualidade dos grãos. Este é um alerta urgente para os cafeicultores, que precisam estar atentos aos sintomas e às condições que favorecem o desenvolvimento da doença.

Nesse contexto, os sintomas da ferrugem incluem manchas amarelas nas folhas, o aparecimento de pó alaranjado na parte inferior das folhas e a queda precoce das folhas afetadas. Esses sinais indicam a presença do fungo e, se não tratados de maneira eficaz, podem levar ao enfraquecimento das plantas, prejudicando o rendimento da lavoura. As condições climáticas favoráveis à ferrugem são um clima úmido e ameno, com temperaturas entre 15°C e 25°C, e plantações sombreadas, que criam um ambiente ideal para a propagação do fungo.

Para prevenir a doença do café, o especialista recomenda a adoção de medidas práticas, como o uso de variedades resistentes ao fungo, a realização de podas regulares, a aplicação de fungicidas preventivos e o controle da umidade no cultivo. Essas ações podem ajudar a proteger as plantações e minimizar os impactos da ferrugem, assegurando uma produção de café saudável e com qualidade. Sendo assim, ele conclui que o controle eficiente é essencial para manter a competitividade da cafeicultura brasileira no mercado internacional.

 





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Apesar de desafiador, 2024 termina com safra regular no Matopiba


A safra 2023/24 no Matopiba foi considerada bastante desafiadora e na Bahia, principal estado produtor do Nordeste, apesar dos obstáculos, houve também estabilidade e conquistas, em um ano que finaliza com status regular, principalmente na produção das principais commodities.

O início não foi fácil para o ciclo que se encerra em 2024, principalmente para a soja, principal commodity do Matopiba. Esse ciclo agrícola foi marcado por uma das maiores secas da história, na Bahia, por exemplo.

Ainda assim, no estado baiano, no ano que exigiu mais expertise do produtor de soja, a produtividade média foi de 63 sacas por hectare.

De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), somente o Oeste da Bahia registrou uma produção total de 7,4 milhões de toneladas da oleaginosa, com uma área superior a 1,9 milhão de hectares plantados, ocupando mais de 67% da área total cultivada no oeste baiano.

A safra 2023/24, foi uma safra considerada regular. Tivemos algumas adversidades climáticas, principalmente por essas questões como pelo evento do El Niño, que de certa maneira acabou impactando boa parte das culturas. Na soja tínhamos aí o potencial de alcançarmos o maior índice de produtividade nível Brasil, mas tivemos uma média reduzida de 67 sacas, passa 63 sacas de soja por hectare, em função justamente dessas dessas adversidades climáticas enfrentadas nos diversos núcleos produtivos”, explica o gerente de agronegócio da Aiba, Aloísio Júnior.

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Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

Outro estado do Matopiba que se destacou mesmo diante das adversidades foi o Piauí. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado produziu 3,8 milhões de toneladas de soja na safra 2023/24, um aumento de 88% em relação à safra anterior.

No ciclo passado a falta de chuva foi um dos principais problemas para os produtores, no entanto, nesta temporada, a presença dela em abundância foi crucial para o inicio do plantio em toda a região do Matopiba, principalmente no Oeste da Bahia.

O produtor, Jaime Cappelesso, lembra das dificuldades e ressalta a tranquilidade no início do plantio para a safra 2024/25.

“Para a região como um todo, o clima tá muito bom esse ano, plantio bom, bem germinado tudo. No ano passado foi mais complicado, nós estávamos nessa época com problemas sérios, agora não, esse ano estamos tranquilo, mas clima é o seguinte, hoje tá assim, amanhã a gente não sabe o que que vem”, comenta o produtor.

Radar fitossanitário

E se a chuva começou ajudando para a safra 2024/25, a atenção para o controle fitossanitário deve continuar no radar dos produtores.

Iolanda Alves, fitopatologista e entomologista da Fundação Bahia, relembra que durante o ano, alguns nematoides e pragas dificultaram o trabalho dos produtores.

“Pensando na parte da fitopatologia, as grandes problemáticas tem sido a mancha alfa, tanto na cultura da soja quanto na cultura do algodão, que é causada pelo fungo Corynespora cassiicola e os nematoides também. A gente teve também bastante problema com a mosca branca e com o bicudo algodoeiro” que já é comum de todo ano ter esse problema com a questão do do bicudo”, explica.

Falando em algodão, que têm na Bahia a segunda maior produção nacional, a produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare na safra 2023/24, inferior às 330,8 arrobas por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, numa área total plantada de 345.431 hectares, de acordo com a Aassociação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Já o milho, segundo a Aiba, chegou a enfrentar problemas em aspectos fitossanitários e climáticos, finalizando a safra com o resultado de 150 sacas por hectare de sequeiro e 160 de irrigado, correspondente a uma produção de mais de um milhão de toneladas do cereal.

Fruticultura foi destaque

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Apesar dos desafios, 2024 também foi um ano marcado por resultados positivos para a fruticultura baiana, com destaques para a produção de manga, maracujá e mamão.

Além disso, o estado voltou a ser líder na produção de cacau. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal mais recente do IBGE, o segmento gerou para o estado R$ 5,7 bilhões.

Para o secretário de agricultura da Bahia, Wallison Tum, a fruticultura vive um momento positivo, por conta das dificuldades enfretadas em outras regiões do país.

“Nós temos observado o crescimento muito grande do síntese aqui no estado da Bahia, principalmente porque São Paulo não está conseguindo exportar. Então, existe um movimento muito forte aqui, mais concentrado na região de Condeúba, que é próximo à divisa com o Sergipe”, disse.

Pecuária

A pecuária foi outro segmento que bateu recordes. A Pesquisa da Pecuária Municipal mais recente do IBGE, aponta que a Bahia possui o maior rebanho do nordeste, com 13,3 milhões de cabeças.

O Jaime, por exemplo, têm capacidade máxima para 6 mil cabeças na propriedade em Luís Eduardo Magalhães, onde adota o sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

“Eu acho que o pecuarista hoje não pode reclamar muito porque começou razoável, daí ficou para baixo e agora tá os preços se manter, os preços que estão aí, tá bom? Nós aqui, por exemplo, nós estamos com um foco mais na engorda, no confinamento. E a gente faz parceria, tem vários, vários sistemas e eu sempre fui fã da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e eu acho que na nossa região do Oeste da Bahia, tá faltando muito isso.”, finaliza o produtor.

Para Humberto Miranda, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), mesmo com muitas intercorrências, foi um ano com resultados satisfatórios.

“Pensando no ano corrente, como nós estamos chegando ao final do ano, nós podemos dizer que esse ano foi um ano exitoso para agropecuária baiana. Nós saímos do final do ano passado de uma seca histórica, onde o Cemaden é contabilizou que foi uma das piores secas dos últimos 30,40 anos. Isso gerou muito prejuízo à agricultura e principalmente a pecuária. morreram mais de 1 milhão de cabeças de animais no final do do segundo semestre do ano passado”, ressalta.

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Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

“Do ponto de vista de mercado, nós tivemos uma baixa de preço significativa das commodities no mercado internacional, tanto da soja quanto do milho, quanto do algodão, e isso realmente impactou negativamente na renda do produtor, na questão da pecuária também, nós tivemos um ano muito difícil. Está melhorando agora o final do ano, a questão da arroba do boi, do preço do leite. Mas nós tivemos durante um ano e meio, um dos piores preços históricos da arroba do boi. De 2022 para cá, baixou 33% durante mais de 1 ano. Então o produtor trabalhou com margens muito apertadas. E a gente espera que, do ponto de vista do resultado e da rentabilidade para o produtor, a gente tenha um ano ainda melhor do que o que foi o 23/24.”, finaliza Miranda.


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Bahia inicia plantio da safra 2024/2025 de algodão com perspectivas positivas


Os produtores de algodão da Bahia deram início, neste dia 21 de novembro, ao plantio da safra 2024/2025 na região oeste do estado. No sudoeste, o calendário foi antecipado, com os trabalhos começando em 1º de novembro. Após a colheita da safra 2023/2024, que obteve resultados expressivos, foi respeitado o período do vazio sanitário, essencial para eliminar restos de cultura e plantas daninhas, além de permitir a recomposição do solo.

Na safra anterior, a Bahia cultivou uma área total de 345.431 hectares, com uma produção de 691,4 mil toneladas de pluma. Desse total, 247.609 hectares (71,68%) foram destinados à área de sequeiro, enquanto 97.821 hectares (28%) foram irrigados. A produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare, resultando em 2.001 kg de pluma por hectare, de acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Para a nova safra, que deve ser encerrada até 10 de fevereiro de 2025, a expectativa é positiva. “Este ano, as chuvas estão dentro da normalidade, o que é um fator determinante para o sucesso da safra. Considerando os preços baixos do algodão no mercado, alcançar boa produtividade é essencial para que a cultura continue viável. Nesse cenário, o clima favorável é determinante para garantir margem ao produtor”, destaca o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.

Segundo ele, o trabalho que os produtores vêm realizando ao longo dos anos também é um fator a ser considerado para uma entrega de qualidade. “Os produtores baianos vêm demonstrando um alto nível de profissionalização, com investimentos consistentes em tecnologia, pesquisa e práticas sustentáveis. Esse comprometimento tem sido fundamental para entregar um algodão de alta qualidade, atendendo às exigências do mercado nacional e internacional. Esse esforço, aliado ao clima favorável, até o momento, nos traz uma expectativa promissora para esta safra”, conclui Bergamaschi.

Quanto à área destinada ao cultivo nesta safra, ainda há expectativa de crescimento, mas os números exatos serão definidos conforme a evolução do plantio.





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Crédito para agro sobe 1% em novembro, afirma Banco Central



O saldo de crédito para as empresas do setor agropecuário cresceu 1% em novembro, na comparação com outubro, para R$ 53,374 bilhões, informou o Banco Central nesta sexta-feira (27). No acumulado dos últimos 12 meses, aumentou 6,5%.

O saldo para a indústria avançou 1,3% em novembro ante outubro, para R$ 906,311 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, cresceu 8,2%.

O montante destinado ao setor de serviços aumentou 1,9%, para R$ 1,485 trilhão. No acumulado dos últimos 12 meses, aumentou 11,5%.

O saldo do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (“outros”) elevou-se 7,7%, para R$ 4,732 bilhões, de acordo com o Banco Central.



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Lei que garante seguridade especial a cooperados rurais é sancionada



Foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (27) a lei que estende a condição de segurado especial para membros de cooperativas vinculadas a atividades rurais. Conforme a Lei 15.072/24, o trabalho rural pode ser realizado individualmente ou em regime de economia familiar, e a associação à cooperativa não descaracteriza a condição de segurado especial, que é concedida ao trabalhador que exerce sua atividade majoritariamente no campo.

A lei foi sancionada ontem (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e teve origem no PL 1754/24, substitutivo da Câmara ao PL 580/07, do Senado Federal. Lula vetou o trecho da norma que possibilitava a associação ou o exercício de atividade remunerada em quaisquer tipos de cooperativas. Segundo o Poder Executivo, a medida subverteria a figura do segurado especial, “conforme estabelecido pela legislação previdenciária, com potencial aumento da despesa pública de caráter continuado com benefícios previdenciários”.

Conforme a nova legislação, as cooperativas devem ter atuação vinculada às atividades e categorias rurais abrangidas pelo regime de segurado especial. É o caso das cooperativas de produtores rurais, seringueiros, extrativistas vegetal, pescadores artesanais e de seus familiares que desempenham atividades em regime de economia familiar.

Com a lei, integrantes da administração, do conselho fiscal e de outros órgãos de cooperativas, de todos os tipos, também serão considerados segurados especiais.

Membros de grupo familiar que tiverem outra fonte de rendimento não serão incluídos no regime de seguridade especial, assim como associados a cooperativas de trabalho. Essas organizações são compostas por profissionais com interesse em comum, e os cooperados trabalham de maneira autônoma. Um dos objetivos do modelo é melhorar a remuneração e as condições de trabalho de seus associados.



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