quarta-feira, julho 15, 2026

Autor: Redação

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produção de soja deve crescer 10,8% na safra 2024/25



Cotações oscilam em meio à oferta internacional




Foto: Pixabay

A safra de soja 2024/25 projeta um aumento na produção em Santa Catarina, conforme aponta o Boletim Agropecuário de dezembro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense.

Os dados indicam um avanço de 2,09% na área plantada, totalizando 768,6 mil hectares. Já a produtividade média deve crescer 8,56%, alcançando 3.743 kg/ha. Com isso, estima-se um crescimento de 10,8% na produção total, chegando a cerca de 2,87 milhões de toneladas na primeira safra.

Em novembro, os preços da soja no mercado catarinense apresentaram alta de 2,4% em relação ao mês anterior. Contudo, os primeiros dias de dezembro já registraram uma leve queda de 0,5% nos preços médios.

A pressão sobre as cotações está ligada à revisão na estimativa de produção mundial feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A projeção atual para 2024/25 é de 427,1 milhões de toneladas (MT), um aumento expressivo em relação às 394,8 MT da safra anterior. O Brasil também contribui para essa elevação, com expectativa de colheita de 166,2 milhões de toneladas, volume 12,5% superior à safra passada.





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Aprenda produção integrada com curso online e gratuito da Embrapa e UFV



A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Embrapa Cerrados, está oferecendo um curso a distância com três módulos voltados à produção integrada agropecuária.

O conteúdo abrange desde introdução ao sistema até práticas culturais específicas para a produção integrada de maracujá. O curso é gratuito e aberto a produtores rurais, técnicos agrícolas e profissionais com diploma superior.

Produção integrada: sistema rentável e sustentável

A produção integrada agropecuária oferece produtos seguros, com origem rastreável e em conformidade com boas práticas agrícolas.

O sistema também contribui para a sustentabilidade, reduz custos de produção e aumenta a rentabilidade para os produtores, informa a Embrapa.

Como funciona o curso

Os módulos são autoinstrucionais, sem acompanhamento de tutores, e podem ser realizados no horário que o aluno preferir. A carga horária varia de 20 a 60 horas, e os módulos devem ser realizados em sequência. Para acessar o terceiro módulo, é necessário concluir os dois anteriores.

Os participantes precisam ter conhecimentos básicos de informática e acesso à internet. Ao final, os alunos que obtiverem aproveitamento de 70% ou mais nas avaliações receberão um certificado digital emitido pela UFV e Embrapa.

Detalhes dos módulos

Módulo 1 – Introdução à Produção Integrada (20 horas)
Apresenta conceitos, princípios e procedimentos para a adoção da Produção Integrada, abordando temas como o marco legal da produção de frutas e o papel do Inmetro na avaliação de conformidade.

Módulo 2 – Gestão e Planejamento da Empresa Rural (60 horas)
Explora segurança alimentar, rastreabilidade, gestão ambiental e comercialização, além de questões como aplicação e armazenamento de agrotóxicos, saúde do trabalhador e organização de produtores.

Módulo 3 – Práticas Culturais na Produção Integrada de Maracujá (40 horas)
Foca no manejo agroecológico da cultura do maracujá, incluindo nutrição, práticas culturais, análise de resíduos, rastreabilidade e certificação.

Inscrições abertas

As inscrições estão disponíveis na plataforma e-Campo da Embrapa e no portal EAD da UFV. O curso é uma oportunidade para quem busca aprimorar conhecimentos em práticas agrícolas sustentáveis e gestão rural.



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veja os 5 produtos com as maiores altas em 2024



Entre os produtos do agro que mais registraram valorização ao longo de 2024, o abacate aparece disparado, com alta de 188,8%, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em seguida, no ranking, aparecem:

  • Laranja pera: 53,2%
  • Café moído: 34,7%
  • Óleo de soja: 31,6%
  • Acém: 24,2%

Segundo o pesquisador da FGV Agro Felippe Serigati, a disparada que quase triplicou o preço do abacate se explica pela quebra de safra e a oferta mais rígida.

“Por mais que essa alta seja desconfortável a um pequeno grupo, não é uma preocupação para o índice [IPCA-15, prévia da inflação] como um todo. Já em relação aos demais produtos [a questão] é diferente porque são muito mais consumidos e têm um peso maior dentro do IPCA”.

O especialista lembra dos problemas nos pomares de laranja em São Paulo, principal estado produtor, como as temperaturas acima da média, a escassez hídrica e os incêndios florestais, fatores que deixaram as frutas menores e com menos suco.

“O café também chama a atenção porque teve uma alta forte em dólares, quebra da produção do Sudeste Asiático, a produção brasileira ficou abaixo da expectativa e também houve problemas na florada devido a questões climáticas”.

Serigati também ressalta a alta inflacionária do óleo de soja, operando em todo o mundo com preços bastante pressionados, o que se estende a todos os óleos vegetais por questões geopolíticas e de quebra de safra.

O pesquisador da FGV Agro enxerga uma possível queda nos preços de todos os produtos listados acima, exceto do acém, o corte bovino mais popular e que compete com a proteína do frango.

“Estamos vendo ventos mais fortes de reversão do ciclo pecuário, ou seja, uma tendência de reter fêmeas para produção de bezerros, reduzindo a produção, a quantidade ofertada de carne, cujo preço deve permanecer pressionado ao longo de 2025”.



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projeção de alta produtividade na próxima safra



Safra atual de feijão registra 1.500 kg/ha no RS




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), a colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul avança com bons resultados. As lavouras semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) já estão em estágio avançado de colheita e apresentam produtividade média de 1.500 kg/ha, dentro das expectativas para o ciclo agrícola atual.

Essas áreas iniciais representam cerca de 60% do total cultivado na primeira safra do Estado. As demais lavouras, localizadas nos Campos de Cima da Serra, foram semeadas de forma mais tardia e ainda estão em fase de plantio ou desenvolvimento.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima um aumento na produtividade média, que deve atingir 1.864 kg/ha, resultado superior ao atual ciclo. A área total prevista para cultivo é de 28.896 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul como um importante produtor do grão.





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cidade é consagrada como a Capital Nacional da Farinha de Mandioca



O município de Cruzeiro do Sul (AC) recebeu o título de Capital Nacional da Farinha de Mandioca. A lei 15.051/24, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e tem como objetivo reconhecer a importância histórica e cultural da produção de farinha de mandioca na região.

O projeto de lei 4174/23, que deu origem à lei, é do senador Alan Rick (União-AC). Em sua justificativa, o autor destaca que a produção de farinha de mandioca é uma tradição que remonta aos povos indígenas da região e garante a preservação de sabores e técnicas artesanais transmitidas de geração em geração.

Cruzeiro do Sul é um importante centro econômico da região do Vale do Juruá, e a mandioca desempenha papel fundamental na alimentação local. Além de ser a base de diversos pratos típicos, como o pirão e a farofa, a farinha produzida na cidade tem qualidade reconhecida, sendo vendida para outros estados. A farinha artesanal, com sua cor amarela e textura macia, já conta com o selo de indicação geográfica (IG), concedida em 2017 pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).



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Safra de morango enfrenta oscilações de produção


No Rio Grande do Sul,  produção de morangos apresenta variações entre as regiões. Fatores climáticos e ataques de pragas impactaram a qualidade e o rendimento em alguns polos, enquanto outras áreas mantêm bons índices produtivos, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26).

Na região de Santa Rosa, as altas temperaturas prejudicaram a polinização, reduzindo a oferta e a qualidade dos frutos. Além disso, o percevejo-dos-frutos (Neopamera bilobata), conhecido como “ligeirinho”, comprometeu a formação dos morangos, resultando em frutos menores e deformados. Com a queda na produção, os preços subiram: o produto in natura é comercializado por R$ 40,00/kg, enquanto o congelado é vendido a R$ 20,00/kg em feiras e mercados locais.

Na região de Pelotas, o término da primavera reduziu a produção das cultivares de dias curtos. Os preços variam de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg, dependendo da qualidade e do ponto de venda.

Já em Caxias do Sul, a produção manteve bons volumes e qualidade, com frutos apresentando coloração, sabor e tamanho satisfatórios. Mesmo com a alta umidade e dias chuvosos, os produtores têm controlado doenças através de tratamentos fitossanitários.

No entanto, a mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) provocou danos comerciais em algumas áreas. Os produtores já estão se organizando para o próximo ciclo, planejando o plantio e encomendando mudas espanholas para fevereiro de 2025. Os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg, com frutos de menor calibre vendidos entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Lajeado, especialmente no município de Feliz, a safra segue favorecida pelo clima. Apesar do enfrentamento de fungos devido à umidade e da presença do ácaro como principal praga, a produtividade é considerada satisfatória, atingindo 700 gramas/planta na cultivar Fronteras. Produtores que utilizam o sistema de bancadas continuam obtendo frutos de forma contínua e de boa qualidade. Os preços na região variam entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg.





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Colheita de trigo aponta crescimento de 38% em SC



Santa Catarina encerra colheita de trigo com alta produtividade




Foto: Pixabay

A safra de trigo em Santa Catarina alcançou resultados expressivos em 2024. Até o dia 30 de novembro, 98% das áreas cultivadas no estado já haviam sido colhidas, consolidando um ciclo produtivo marcado por condições climáticas favoráveis e qualidade elevada do grão, conforme apontam os dados da edição de dezembro do Boletim Agropecuário da Epagri, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense.

Segundo o boletim, apesar de um mês de novembro chuvoso, que resultou em 92% das lavouras avaliadas como boas, 6% como médias e apenas 2% como ruins, a safra apresentou números promissores. O volume de precipitações e as temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas.

A produtividade média saltou de 2.237 kg/ha na safra de 2023 para 3.460 kg/ha neste ciclo, representando um aumento de 31% em relação à média nacional. No total, a produção estadual deve atingir 424,5 mil toneladas, 38% superior à safra anterior.

Área Plantada Sofre Redução, Mas Qualidade Compensa

Embora a área plantada tenha registrado uma redução de 10,8%, totalizando 122,7 mil hectares, a qualidade do trigo colhido compensou a menor extensão de lavouras. O peso hectolitro (PH), parâmetro essencial para definir a qualidade do grão, atingiu, em sua maioria, 78, indicando um produto adequado para a comercialização e com alta rentabilidade para os agricultores catarinenses.





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Chuva forte, frente fria e fenômeno climático afetam o país neste sábado



O último sábado de 2024 será marcado por significativa quantidade de chuva espalhada em grande parte dos estados brasileiros. Com isso, o dia deve ser cinzento em quase todo o país. Confira a previsão para as cinco regiões:

Sul

A umidade ainda continua elevada sobre áreas do sul, leste e litoral gaúchos, além do centro-sul e leste catarinense e paranaense. Pode chover em forma de pancadas moderadas a forte, mas de maneira irregular. O interior da Região fica mais ensolarado, com temperaturas em elevação, sem previsão de chuva.

Sudeste

Frente fria continua na altura do Sudeste, canalizando muita umidade entre o Rio de Janeiro, norte de São Paulo e Minas Gerais. As pancadas podem acontecer a qualquer momento com risco de temporal. Chove em forma de pancadas no sul do Espírito Santo. O sol aparece um pouco mais no centro-oeste e sul paulista, mas a chuva deve acontecer entre tarde e noite com risco de raios.

Centro-Oeste

Atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ainda mantém a condição de tempo instável em Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso. Pode chover forte em vários períodos do dia com potencial alto de temporais. Chuva moderada a forte no norte de Mato Grosso do Sul, mas com tempo firme nas cidades do oeste e sul do estado.

Nordeste

Sábado de sol em todas as áreas do Nordeste. A nebulosidade fica mais presente ao longo do dia no extremo sul do Maranhão, onde pode chover a qualquer momento. Pancadas com raios e ventos moderados a forte na costa norte e leste do Nordeste. Pouca chuva em Salvador, na Bahia.

Norte

Tempo mais encoberto e chuvoso na maior parte da Região Norte. O sol aparece mais em Belém, Pará, onde as pancadas ficam concentradas entre tarde e noite. Demais áreas do estado, assim como Tocantins, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá com chance de chuva forte em vários períodos do dia e alerta para temporais.



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Safra de milho para silagem registra alta produção



Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas




Foto: USDA

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (26), a colheita do milho para silagem avança em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com produtividade elevada e qualidade nutricional destacada.

Até o momento, cerca de 10% das áreas cultivadas foram colhidas, e outros 15% encontram-se prontos para ensilagem, indicando uma intensificação dos trabalhos nos próximos dias. A produtividade das lavouras tem surpreendido, com os melhores resultados alcançando até 60 mil kg/ha.

A qualidade da silagem também se destaca, com colmos verdes no corte e boas cargas de grãos nas espigas, fatores que garantem alto valor energético e proteico — atributos essenciais para a nutrição animal.

Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, com chuvas regulares e temperaturas dentro da normalidade para o período.

Na região administrativa de Ijuí, as lavouras plantadas mais cedo já estão sendo colhidas, permitindo o preparo de novas áreas para o próximo plantio. Nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o plantio atingiu 85% e 75% das áreas previstas, respectivamente, refletindo o bom andamento das atividades agrícolas no estado, conforme aponta o Informativo Conjuntural.





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tecnologia que captura carbono e regenera solos



João Pedro Cuthi Dias destaca potencial do Brasil no mercado de carbono




Foto: Divulgação

Uma tecnologia que utiliza o intemperismo acelerado de rochas basálticas para capturar carbono da atmosfera está ganhando espaço no Brasil e nos Estados Unidos. A técnica, explicada pelo engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, envolve a trituração do basalto até transformá-lo em pó e sua aplicação em solos agrícolas. Quando a água da chuva interage com esse material, forma-se carbonato, que sequestra CO2 da atmosfera enquanto melhora a qualidade e a fertilidade do solo.

A startup responsável pela iniciativa já garantiu financiamento para expandir suas operações e aposta na união de ciência, tecnologia e preservação ambiental para combater as mudanças climáticas. Segundo Cuthi Dias, “essa abordagem não só captura carbono, mas também contribui para a regeneração de solos degradados e a segurança alimentar, tornando-se uma solução promissora para enfrentar os desafios climáticos.”

O Brasil, reconhecido por seus avanços em práticas agrícolas sustentáveis, também se destaca na redução de emissões de metano no setor pecuário, preparando animais para o mercado em prazos mais curtos e aumentando a eficiência produtiva. Dias acredita no potencial das práticas agrícolas regenerativas para converter áreas degradadas em terras produtivas que sequestram carbono. Ele ressalta ainda a importância de parcerias estratégicas com empresas globais e a necessidade de um marco legislativo robusto para fomentar o mercado de remoção de carbono.

“Acreditamos que um futuro sustentável depende de esforços colaborativos, tanto no setor público quanto privado, para criar soluções viáveis e escaláveis,” conclui o engenheiro agrônomo.





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