terça-feira, julho 14, 2026

Autor: Redação

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Títulos do agronegócio crescem mais de 30% e atingem R$ 1,2 trilhões



Os títulos voltados ao financiamento do agronegócio com recursos privados somaram R$ 1,203 trilhão em estoques ao fim de novembro. O avanço foi de 31,5% em um ano, de novembro de 2023 a novembro de 2024, segundo o “Boletim de Finanças Privadas do Agro” do Ministério da Agricultura (Mapa). No ano passado, os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) haviam somado R$ 915,26 bilhões. Em outubro, o estoque era de R$ 1,175 trilhão.

O maior crescimento foi reportado no estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs), que cresceu 59% em novembro do ano passado ante igual mês do ano anterior, de R$ 293,40 bilhões para R$ 465,25 bilhões.

Já o tíquete médio dos títulos caiu 7% na comparação anual, de R$ 1,50 milhão para R$ 1,39 milhão. Na comparação entre as safras, o crescimento do estoque de CPRs foi ainda mais expressivo, de 77% de julho a novembro da temporada 2024/25 ante 2023/24, passando de R$ 106,83 bilhões para R$ 188,59 bilhões registrados, o que demonstra o maior acesso do produtor rural por títulos privados em detrimento ao crédito oficial.

Outro destaque do mês foi o avanço de 23% no estoque dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs), a R$ 37,99 bilhões ao fim de novembro. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), por sua vez, subiram 20%, para um estoque de R$ 148 bilhões em novembro.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) apresentaram alta de 14% nos estoques na comparação anual, a R$ 510,37 bilhões, mostrando um desempenho “mais contido” desde o início do ano. A LCA é hoje a principal fonte de recursos livres direcionados à concessão de crédito rural. Do total, pelo menos R$ 255,19 bilhões foram reaplicados no financiamento rural, 14% mais que um ano antes.

O patrimônio líquido dos Fiagros era de R$ 41,30 bilhões ao fim de outubro, dados mais recentes, avanço anual de 127%, em 119 fundos administrados, distribuído em 43,5% em fundos imobiliários, 41,2% em fundos de participações e 15,3% em direitos creditórios.

O levantamento de títulos do agronegócio é feito pela Coordenação-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O balanço considera dados da B3, CERC e CRDC, Anbima, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil.



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rumo à colheita de soja produtiva!



A Fazenda Esperança, localizada no município de Santa Carmem, na região de Sinop, Mato Grosso, será o palco da Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento marcado para o dia 7 de fevereiro, às 9h (horário de Brasília). Inscreva-se aqui!

Com 4.600 hectares de extensão, a fazenda é administrada por Invaldo Weiss, um produtor rural experiente que chegou ao estado em 1978, vindo do Paraná. Desde então, ele se dedicou ao cultivo da soja, enfrentando os desafios do clima e da oscilação do mercado, mas sempre com um olhar otimista, focado no futuro e no crescimento constante de sua produção.

Invaldo iniciou sua trajetória agrícola com uma pequena área de 20 ares. Com o tempo, e sempre com um olhar estratégico, ele foi expandindo seus negócios de forma gradual, mas sólida. Em 2001, fez uma mudança decisiva: abandonou o ramo de prestação de serviços e decidiu focar exclusivamente no cultivo de soja. A partir desse momento, passou a investir em terras e em maquinário agrícola, e, com o tempo, foi adquirindo as áreas arrendadas, o que possibilitou sua estruturação e crescimento, tornando-se um dos grandes produtores da região.

Por que ‘Esperança?’

O nome “Esperança” para a fazenda não foi escolhido por acaso. O produtor reflete sobre a importância desse nome. “Eu achei o nome bonito, Esperança, porque ele nos leva a sempre acreditar no futuro e a confiar que vai dar certo”, explica o proprietário. Esse otimismo e visão de longo prazo se traduzem na forma como ele conduz suas atividades agrícolas e no investimento contínuo em novas tecnologias e práticas sustentáveis e é por isso que o local foi escolhido para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja.

Na Fazenda Esperança, a produção de soja é realizada com o que há de mais moderno em tecnologia agrícola. Invaldo é um defensor das práticas sustentáveis e adota o uso de produtos biológicos no controle de pragas, embora, quando necessário, também recorra ao uso de produtos químicos. Além disso, a fazenda adota a técnica de integração lavoura-pecuária, com consórcios de plantas que auxiliam no manejo do solo e na melhoria da produtividade, permitindo também a pastagem do gado durante o período de seca.

A busca pela alta produtividade é constante, mas o sojicultor sabe que o clima é um fator imprevisível. O ano passado, por exemplo, foi marcado por uma seca prolongada, que impactou negativamente a colheita, um desafio que ele e outros produtores da região enfrentam regularmente. “A profissão é desafiadora. Você precisa estar preparado psicologicamente e ter um coração forte”, afirma o produtor.

Apesar dos desafios enfrentados, Invaldo conta com o apoio de sua cooperativa, que ele ajudou a fundar há cinco anos, e de uma equipe qualificada, composta por um agrônomo e seus filhos, que auxiliam tanto na gestão da fazenda quanto no escritório de contabilidade. “Ser produtor de soja é um grande desafio, não é fácil”, diz Invaldo, reforçando sua paixão pela atividade rural e seu compromisso em contribuir para o crescimento da agricultura brasileira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Qual a cultura que mais cresceu nos últimos 30 anos?


Segundo Rafael Vieira, Gerente Sênior de Pesquisa da Bayer, a agricultura brasileira passou por transformações significativas nas últimas décadas, com um aumento de áreas cultivadas de 38,54 milhões de hectares em 1994 para 77,38 milhões de hectares em 2024. Durante esse período, o país se adaptou a novas demandas globais e a tendências de mercado, resultando em mudanças nas culturas predominantes.

Entre as principais tendências, destaca-se a expansão das áreas destinadas à soja e ao milho safrinha, que apresentam um crescimento robusto, com aumentos anuais de 4,8% e 3,3%, respectivamente, nos últimos cinco anos. A soja, em particular, viu sua área aumentar de 11,50 milhões de hectares em 1994 para 45,73 milhões de hectares em 2024, refletindo a crescente demanda global. Por outro lado, culturas como o feijão e o arroz apresentaram quedas contínuas, com o feijão passando de 5,64 milhões de hectares em 1994 para 2,87 milhões de hectares em 2024.

Outro dado relevante é o crescimento do sorgo, com uma expansão de 17,4% ao ano nos últimos cinco anos, subindo de 0,16 milhão de hectares em 1994 para 1,56 milhão de hectares em 2024. O trigo, apesar de não ter visto grandes variações em termos de área, continua com uma presença importante, com uma taxa de crescimento de 6,4% ao ano nos últimos anos.

“O panorama agrícola brasileiro sofreu transformações profundas ao longo das décadas, fortemente moldado por diversas demandas e tendências de mercado. Essas mudanças não apenas redefiniram a agricultura do país, mas também revelam a capacidade do setor de se reinventar e se adaptar às novas realidades”, escreveu, na rede social LinkedIn.

 





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Série Agrinho mostra a educação integrada ao mundo rural



Está no ar no Canal Rural TV e suas plataformas online a Série Agrinho, que apresenta quatro dos vencedores do concurso em 2024. Foram mais de 1,7 milhão de participantes no Paraná, entre professores e alunos das redes públicas, privadas e de educação especial de ensino, que concorreram em 17 categorias.

O Concurso, que está em sua 29º Edição, é um programa de responsabilidade social do Sistema FAEP, em parceria com o governo do Paraná, colaboração das prefeituras municipais e diversas empresas e instituições públicas e privadas. Tem como objetivo incentivar a pesquisa, abordando temáticas de relevância como a valorização da atividade agropecuária e seus produtos, a segurança ambiental, energética, o uso da tecnologia estratégica e aplicada ao campo, entre outros.

O tema de 2024 “Do campo à cidade, colhendo oportunidades”, trouxe ao foco a importância da integração entre os eixos rural e urbano. Só no Concurso Agrinho, foram mais de 658,1 mil alunos inscritos em 2024. A categoria Redação Paraná somou mais de 551,6 mil participações. No total, 3.741 unidades escolares aderiram à iniciativa, entre escolas estaduais, municipais, particulares, colégios agrícolas e Apaes. Além disso, o programa também se estende por categorias inovadoras, afinadas com as novas demandas da sociedade, como Robótica, AgroRobótica e Programação.

Em quatro episódios as equipes de reportagem do Canal Rural percorreram vários municípios do estado para contar as histórias do três vencedores da categoria Experiências Pedagógicas e o primeiro lugar da categoria AgroRobótica.

Confira!

1º lugar – categoria Experiências Pedagógicas

O projeto que conquistou o primeiro lugar, desenvolvido pela professora Ana Paula Lazzeris Ghellere, da Escola Municipal Serafin Machado de Souza, em São Miguel do Iguaçu/PR, abordou o conceito de empreendedorismo, destacando as relações entre o campo e a cidade, além das oportunidades de atuação em ambos os contextos.

Assista aqui.

2º lugar – categoria Experiências Pedagógicas

A professora Juliete Gomes da Silva Póss, da Escola Municipal Caetano Vezozzo, em Cambará/PR, também destacou a importância da integração entre os setores da economia nos meios rural e urbano, com foco na cadeia produtiva do milho. Além disso, o trabalho promoveu reflexões sobre a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.

Assista aqui

3º lugar – categoria Experiências Pedagógicas

Em terceiro lugar, a professora Idana Cristina Menon, do Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora de Fátima, no distrito de Guamirim, localizado em Irati/PR, trabalhou a valorização do aluno do campo, ressaltando a importância dos trabalhadores rurais e exaltando a qualidade da produção local de alimentos.

Assista aqui

1º lugar – categoria AgroRobótica

A professora Luciana Arruda, do Colégio Agrícola Assis Brasil, em Clevelândia/PR, conquistou o primeiro lugar nesta categoria estreante, criando junto com os alunos uma cortina automatizada para aviário.

Assista aqui



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Mercado financeiro estima inflação de 4,99% e dólar a R$ 6



O mercado financeiro mantém as expectativas de alta para a inflação e a cotação do dólar em 2025. A previsão para a inflação permanece em crescimento há 12 semanas consecutivas, culminando agora com a projeção de que, ao final do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – alcance 4,99%.

Há uma semana, a expectativa era de que a inflação fechasse 2025 em 4,96%; há quatro semanas, a previsão era de 4,59%. Para os anos subsequentes, o mercado projeta uma inflação de 4,03% em 2026 e de 3,90% em 2027. Os números foram divulgados no Boletim Focus, hoje (6), pelo Banco Central (BC).

A estimativa para 2025 é mais pessimista que a previsão oficial. O Governo Federal trabalha com uma expectativa de IPCA em 3,1% para o ano, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, aprovada pelo Congresso Nacional.

Como ainda não foi divulgado o índice oficial da inflação de 2024, o mercado continua a projetar o resultado para o ano encerrado. Nesse caso, a previsão sofreu leve redução: passou de 4,90% na semana passada para 4,89% no boletim mais recente. O teto para a meta inflacionária de 2024 é de 4,50%.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o BC utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A alta recente do dólar e as incertezas econômicas globais levaram o BC a intensificar o ritmo de alta dos juros na última reunião do ano, realizada em 11 de dezembro.

O mercado financeiro agora projeta que a Selic suba para 15% até o final de 2025, aumento em relação aos 14,75% previstos na semana passada. Há quatro semanas, a estimativa era de 13,50%. Para os anos seguintes, as projeções indicam taxas de 12% em 2026 e de 10% em 2027.

Dólar e PIB

A cotação do dólar deve alcançar R$ 6 ao final de 2025, mantendo uma tendência de alta observada há 10 semanas. Na semana passada, a projeção era de R$ 5,96; há quatro semanas, a expectativa era de R$ 5,77.

Para 2026 e 2027, o mercado prevê relativa estabilidade, com o dólar cotado a R$ 5,90 e R$ 5,80, respectivamente.

Já as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, mostram ligeira melhora para 2025: crescimento de 2,02%, ante 2,01% projetados na semana passada. Há quatro semanas, a estimativa era de 2%. Para 2026 e 2027, o mercado projeta crescimentos de 1% e 2%, respectivamente.



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programa apoia produtores rurais de pequenas e médias propriedades com assistência técnica e compra garantida de madeira


A silvicultura está se consolidando como uma solução sustentável e rentável para produtores rurais no Brasil. Com o programa Plante com a Klabin, agricultores de pequenas e médias propriedades têm acesso a suporte técnico, mudas de alta qualidade e a garantia de compra de madeira no final do ciclo. A iniciativa não apenas oferece uma possibilidade de renda para o campo, mas também contribui para práticas ambientais responsáveis e o combate às mudanças climáticas, mostrando como a integração de florestas plantadas pode transformar a realidade agrícola brasileira.

A silvicultura é a ciência e a arte de cultivar florestas de forma planejada e sustentável. No Brasil, um país com vasta extensão territorial e clima favorável, a atividade desempenha um papel fundamental na economia e na agricultura, contribuindo tanto para o crescimento econômico do campo quanto para a preservação ambiental.

Ao promover o cultivo de árvores para fins comerciais, a silvicultura oferece ao produtor rural uma excelente oportunidade de diversificar suas fontes de renda, equilibrando produções tradicionais com práticas sustentáveis que agregam valor à sua propriedade.

Silvicultura e sustentabilidade

A silvicultura dá origem a produtos como madeira, matérias-primas para a indústria de papel e celulose e resinas e essências que são utilizadas pela indústria alimentícia e farmacêutica. Do ponto de vista econômico, proporciona retorno financeiro previsível e de longo prazo. Já pela questão ambiental, auxilia na captura e no estoque de carbono, colaborando com o combate às mudanças climáticas. Além disso, as florestas plantadas ajudam a melhorar a qualidade do solo, evitam a erosão e contribuem para a conservação dos recursos hídricos. Assim, a prática se torna uma solução viável e atrativa para o campo, unindo lucro e sustentabilidade.

Foto: Klabin/divulgação

Nesse contexto, a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e de soluções sustentáveis em embalagens de papel do Brasil, lançou o programa Plante com a Klabin.

Ao fazer parte desta iniciativa, produtores de pequenas e médias propriedades não precisam ter experiência prévia com silvicultura. A Klabin fornece mudas de alta qualidade e oferece assistência técnica em todas as etapas do ciclo florestal, de acordo com o modelo de parceria que melhor atenda às necessidades e aos objetivos do agricultor.

Além disso, ajuda na integração da silvicultura com outras culturas já presentes na propriedade, apoia os produtores na obtenção de certificações ambientais e garante a compra da madeira no final do ciclo.

Os resultados positivos se estendem às comunidades onde as propriedades participantes estão localizadas. A implementação do Plante com a Klabin fortalece a economia da região, cria oportunidades de trabalho e renda para a população local, fomenta o empreendedorismo local e promove práticas sustentáveis de manejo florestal. Também contribui para o desenvolvimento ético e para o bem-estar da população local ao adotar compromissos com certificações socioambientais e responsabilidade social.

Outro aspecto relevante é o papel das florestas plantadas no enfrentamento das mudanças climáticas. As árvores cultivadas absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, ajudando a regular o clima. Ao reduzir a quantidade de CO2 na atmosfera, as florestas plantadas combatem diretamente o aquecimento global, contribuindo para um futuro mais equilibrado e sustentável.

Atualmente, o Plante com a Klabin concentra suas parcerias em propriedades rurais localizadas nos estados do Paraná e Santa Catarina, especialmente nas regiões próximas às cidades paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira. Com essa atuação direcionada, a Klabin reforça seu compromisso com o desenvolvimento regional, alinhando interesses econômicos e ambientais para construir uma relação de ganha-ganha entre produtores rurais, comunidades e a própria empresa.

Ao aderir ao programa, os parceiros rurais passam a fazer parte de uma cadeia produtiva que equilibra desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental. A iniciativa demonstra como a silvicultura pode transformar a realidade do campo brasileiro, promovendo a sustentabilidade e gerando impactos positivos que ultrapassam os limites das propriedades, beneficiando o meio ambiente e a sociedade como um todo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agroquímicos em alta, mas com desafios



O mercado de bioinsumos desponta como destaque



“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos"
“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos” – Foto: Pixabay

De acordo com Jonas Leonardo Paula Leite da Silva, Analista de Rebates e Premiações na Agro Amazônia, em artigo publicado no LinkedIn, o mercado de agroquímicos no Brasil deve apresentar crescimento moderado em 2025, com uma expansão entre 2% e 3% na área plantada. Esse cenário é impulsionado pela recuperação dos preços de commodities como o milho, que têm motivado os produtores a retomarem investimentos no setor.

No entanto, os agricultores estão cada vez mais focados em estratégias para otimizar custos, em função das margens de lucro mais apertadas, principalmente no cultivo da soja. Isso pode limitar o aumento da demanda por agroquímicos, já que práticas de manejo mais eficientes e tecnologias para redução de despesas estão ganhando espaço.

“É importante notar que o mercado de insumos agrícolas, incluindo agroquímicos, ainda enfrenta desafios decorrentes de desarranjos globais na cadeia de suprimentos, com expectativas de normalização completa apenas em 2025”, comenta ele, em seu perfil na rede social LinkedIn.

Por outro lado, o mercado de bioinsumos desponta como destaque, com estimativas de crescimento superior a 10%, alcançando cerca de 155 milhões de hectares. Essa tendência reflete a busca por soluções mais sustentáveis e a pressão crescente por práticas agrícolas ambientalmente responsáveis.

“Em resumo, espera-se um crescimento conservador na comercialização de agroquímicos em 2025, influenciado por expansões moderadas na área plantada e pela crescente adoção de bioinsumos, em um contexto de busca por maior eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”, conclui.

 





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Conab divulga cronograma de 2025 com dados das principais safras do Brasil



O cronograma de 2025 com a divulgação dos levantamentos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já está disponível no site da companhia. Publicado hoje (6), o calendário apresenta as datas de anúncios das safras de grãos, café, cana-de-açúcar, além de dados de comercialização de hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas).

O primeiro evento divulgado pela estatal, agendado para o dia 14 de janeiro, será o anúncio do 4º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25. As divulgações das safras de grãos realizadas pela Conab fornecem um panorama completo, que começa no início do ciclo de produção, com a primeira divulgação realizada em outubro do ano passado, e se estende até a finalização do ano agrícola.

Ao todo, são 12 levantamentos mensais, sendo o último do ano-safra 2024/25 programado para o dia 11 de setembro. A Companhia monitora as safras de 16 grãos: algodão, amendoim, arroz, gergelim, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale.

Ainda em janeiro, a Conab realizará duas divulgações relacionadas à safra de café. A primeira, marcada para o dia 21, será o 4º Levantamento da cultura, com informações sobre o fechamento da safra de 2024. Já no dia 28, os técnicos da estatal apresentarão o panorama para o ciclo de 2025, com o anúncio do 1º Levantamento.

Outras três divulgações, abrangendo informações sobre área, produtividade e produção nas principais regiões produtoras de café, estão previstas para maio, setembro e dezembro, cobrindo toda a temporada de cultivo do grão.

Cana-de-açúcar

O 4º e último levantamento que encerra a safra 2024/25 será divulgado no dia 17 de abril. Já as análises referentes à safra 2025/26 serão publicadas em 29 de abril, 26 de agosto e 4 de novembro de 2025. O último levantamento da safra de cana-de-açúcar será divulgado em 16 de abril de 2026.

Outros produtos

O calendário da Conab também inclui o cronograma de publicação do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA). Este documento é elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam).

Segundo a Conab, o Boletim foi planejado para atender à sociedade com informações detalhadas sobre as condições agrometeorológicas e a análise do comportamento das lavouras, por meio de imagens de satélites e observações de campo. A primeira edição deste ano será publicada no dia 30 de janeiro.



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Mercado da soja deve retomar ritmo após fim de ano



O mercado da soja deve ganhar ritmo esta semana após o período de festas. A alta dos contratos futuros em Chicago, somada ao dólar acima de R$ 6,10, tende a favorecer os preços internos, apesar do recuo da moeda americana.

Na sexta-feira (3), o grão teve poucos negócios e preços estáveis. A queda na Bolsa de Chicago e a estabilidade do dólar pressionaram as cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00, enquanto na região das Missões o preço recuou de R$ 134,00 para R$ 133,00.

Já no Porto de Rio Grande, o valor foi de R$ 140,00 para R$ 139,00. Em Cascavel (PR), a saca passou de R$ 135,00 para R$ 132,00, e no Porto de Paranaguá o preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00. Já em Rondonópolis (MT), o preço permaneceu em R$ 120,00, enquanto em Dourados (MS) a saca baixou de R$ 124,00 para R$ 122,00 e em Rio Verde (GO, o valor foi de R$ 123,00 para R$ 121,00.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros de soja em Chicago para março operam com valorização de 1,33%, cotados a US$ 10,05 por bushel, devido ao clima seco na Argentina, que prejudica o desenvolvimento das lavouras e aumenta as preocupações com a oferta. A desvalorização do dólar frente a outras moedas também contribui para o avanço das cotações. Além disso, os investidores estão atentos ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira, 10.



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Agricultores franceses protestam contra o acordo UE-Mercosul



Produtores franceses retomaram ontem (5), os protestos contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul – firmado em 6 de dezembro de 2024 -, que consideram prejudicial e com regras de produção mais flexíveis. Utilizando tratores e outros maquinários, os agricultores seguem em direção a Paris para pressionar o governo.

Desde dezembro, os produtores franceses têm promovido uma série de ações para impedir a entrada em vigor do acordo, em resposta à postura do recém-empossado primeiro-ministro, François Bayrou.

A Coordenação Rural (CR), segunda maior associação profissional agrícola da França, convocou os protestos. Uma reunião entre o novo primeiro-ministro e representantes do agronegócio francês está agendada para o dia 13.

No entanto, a presidente da CR, Véronique Le Floc’h, anunciou que os produtores podem iniciar, a partir de hoje (6), o bloqueio das estradas de acesso à capital francesa. A lentidão na implementação das medidas prometidas pelo governo é a principal queixa dos agricultores.

O objetivo dos protestos é impedir a concretização de um acordo que, segundo o governo, partidos e sindicatos franceses, abre as portas da União Europeia a produtos que não atendem às normas europeias de saúde e meio ambiente, colocando os agricultores e produtores europeus em uma situação de concorrência desleal.

O acordo

Os líderes do Mercosul e da União Europeia anunciaram no dia 6 de dezembro, em Montevidéu, a conclusão das negociações do Acordo de Parceria entre os dois blocos. O acordo prevê redução de tarifas comerciais e facilitação de investimentos. A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil.



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