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“O PL 4357/2023 não é apenas uma medida legislativa” – Foto: Agência Brasil
O Projeto de Lei 4357/2023, que propõe excluir o conceito de “função social da terra” como critério para desapropriação de propriedades produtivas, promete transformar o cenário jurídico e econômico do agronegócio no Brasil. Segundo Leandro Viegas, administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro, essa iniciativa representa um divisor de águas para o setor, garantindo maior segurança jurídica e estimulando investimentos no campo.
Com a aprovação do regime de urgência para tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto avança como resposta à necessidade de estabilidade no setor agropecuário, essencial para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar. A medida elimina interpretações subjetivas sobre “função social”, protegendo propriedades produtivas e assegurando que elas não sejam vulneráveis a desapropriações arbitrárias, criando um ambiente mais confiável para produtores e investidores.
O agronegócio brasileiro, responsável por aproximadamente 25% do PIB e 40% das exportações nacionais, é o motor da economia do país. Qualquer insegurança jurídica nesse setor pode comprometer empregos, renda e o abastecimento de alimentos. Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), “proteger a terra produtiva é garantir que o Brasil continue alimentando o mundo, enquanto sustenta milhões de famílias que dependem direta ou indiretamente do agronegócio”.
“O PL 4357/2023 não é apenas uma medida legislativa. É um sinal de que o Brasil valoriza quem trabalha, investe e produz. É a certeza de que o campo, mais uma vez, será o alicerce do crescimento nacional”, conclui Viegas.
Pancadas de chuva, raios e temporais. Veja como será a previsão do tempo nas cinco regiões brasileiras neste último dia útil da semana:
Sul
A chuva continua concentrada sobre o centro-norte e leste de Santa Catarina e o estado do Paraná. Nessas áreas, vem em forma de pancadas mais persistentes e com risco alto para temporais. A umidade aumenta em áreas da região central, sul e leste do Rio Grande do Sul, com condições de chuva à tarde podendo vir com moderada a forte intensidade.
Sudeste
A chuva pode começar mais cedo em grande parte do estado de São Paulo – com risco alto para temporais na Região Metropolitana. O tempo fica mais instável no noroeste, Triângulo e sul de Minas Gerais, com pancadas que podem ocorrer a qualquer momento, enquanto o sol aparece nas demais áreas, assim como no Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Centro-Oeste
A chuva se espalha mais sobre a Região e a semana termina com risco alto de temporais em Mato Grosso do Sul, além de chuva forte no interior e sul de Goiás e pancadas que seguem de forma regular, podendo vir com força em Mato Grosso.
Nordeste
A chuva mais forte continua entre o oeste da Bahia, sul e litoral do Piauí e no Maranhão. Chuva com moderada a forte intensidade e risco de raios. As demais áreas da costa leste do Nordeste terão mais aberturas de sol e condição de chuva moderada a forte, mas já sem risco de temporais.
Norte
O tempo fica mais aberto no Acre, no noroeste e norte do Amazonas e em Roraima. Nessas regiões, há pouca chance de chuva. Entretanto, o dia será nublado e com risco alto de temporais no Pará, Amapá e Tocantins. Pancadas moderadas a forte em Manaus e no estado de Rondônia.
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Foto: Divulgação
O quarto levantamento da safra de grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), projeta um crescimento de 13,2% na produção de arroz em relação à safra anterior, alcançando aproximadamente 12 milhões de toneladas. O aumento é atribuído principalmente à expansão da área plantada, estimulada pela excelente rentabilidade do setor, e às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras, marcadas por um cenário de La Niña moderado.
No entanto, o consumo nacional do grão foi ajustado para 10,5 milhões de toneladas na safra 2023/24, alinhando-se à média dos últimos cinco anos. O ritmo de comercialização também desacelerou, com uma redução de 6,4% em relação à safra 2022/23, segundo dados da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO).
Com os preços internos operando acima das paridades de exportação e a menor disponibilidade interna, as exportações de arroz brasileiro na safra 2023/24 devem recuar para 1,5 milhão de toneladas. Contudo, para 2024/25, a estimativa é de um aumento nas vendas externas, atingindo 2 milhões de toneladas, devido à recuperação produtiva e à expectativa de preços mais baixos.
As importações, por sua vez, permanecem estáveis em 1,4 milhão de toneladas para ambas as safras. Já os estoques de passagem, que refletem o volume remanescente ao final do ciclo, devem crescer, chegando a 1,3 milhão de toneladas ao término da safra 2024/25, em fevereiro de 2026.
Com a recuperação produtiva e o fortalecimento das exportações, o setor orizícola brasileiro segue promissor, mesmo diante dos desafios do consumo interno e do mercado global.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 68/2024, que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo.
O texto, agora convertido em Lei Complementar 214, teve votação concluída pelo Congresso Nacional no fim do ano passado e marca um momento histórico na reestruturação do sistema de impostos do país, discutida há três décadas.
“Fazer o que nós fizemos num regime democrático, em um Congresso onde meu partido só tinha 70 deputados e 9 senadores. Fazer isso com imprensa livre, sindicato livre e com empresário podendo falar o que quiser, demonstra que a democracia é a melhor forma de governança que existe no planeta Terra”, celebrou o presidente, em discurso na cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto.
Para Lula, pela magnitude da reforma, que incluiu emenda constitucional, lei complementar e uma mudança que mexe nos interesses de todos os estados e municípios, só um regime autoritário teria condições de fazer, mas a democracia brasileira fez uma “proeza”.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que participou da cerimônia de sanção da nova lei, afirmou que a aprovação da reforma só foi possível pelo amplo engajamento de diversos setores da sociedade brasileira, do governo e do Congresso Nacional. Para o parlamentar, a reforma, embora não seja a ideal, combate a cumulatividade [cobrança de imposto sobre imposto], acaba com a guerra fiscal entre os estados e proporciona mais justiça tributária.
Imposto sobre valor agregado
O texto de regulamentação da reforma trata das regras de incidência do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA Dual), que se subdivide em dois tributos básicos sobre o consumo: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), arrecadado em nível federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que será arrecadado por estados e municípios.
Esses novos impostos foram formulados em uma emenda constitucional aprovada em dezembro de 2023, no que foi o primeiro grande passo da reforma.
Além disso, será instituído o Imposto Seletivo (IS), o chamado “imposto do pecado”, que é uma sobretaxa aplicada sobre determinados produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
A nova legislação promove, gradualmente, a substituição de cinco tributos: PIS, Cofins, IOF-Seguros, IPI, ICMS e ISS. O processo de transição para o novo modelo, com o IVA Dual, começa em 2027 e vai até 2033.
Reforma aumentará o PIB
Foto: Agência Brasil
O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernardo Appy, ressaltou que o efeito da reforma tributária sobre o crescimento do país é extremamente relevante, ainda que o processo seja lento.
“No prazo de 10 a 15 anos, estamos falando do aumento da renda maior que 10%, além do que cresceria o PIB [Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços] de todos os brasileiros, por conta dessa reforma. E estamos falando de um sistema mais justo do que o atual, porque desonera mais os pobres e onera mais os ricos, ao contrário do que acontece hoje”, destacou.
“Não vai ser perceptível a mudança amanhã ou depois de amanhã, mas eu tenho certeza que esse será o maior legado na economia que o presidente Lula vai deixar”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, as mudanças farão o Brasil sair do ranking dos piores regimes tributários do planeta.
“O último relatório do Banco Mundial coloca o atual sistema tributário, que deixa de vigorar, entre os 10 piores do mundo, entre 190 países avaliados. Ficamos na posição 184. Só tem 6 países com um sistema tributário pior do que o brasileiro”, observou Haddad.
Novidades da reforma
Além da redução e simplificação de tributos, a regulamentação da reforma traz novidades como o cashback (devolução parcial de imposto para os mais pobres), impostos reduzidos para imóveis e cesta básica nacional isenta de imposto.
“O sistema cashback garantirá a devolução personalizada do tributo às famílias de baixa renda, inscritas no CadÚnico [Cadastro Único de Programas Sociais]. Portanto, com critério social claro e definido. Quem ganha até meio salário mínimo de renda per capita familiar estará apto a receber automaticamente o cashback desse imposto”, exemplificou o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator do PLC no Senado, citando que os mais pobres poderão reaver impostos sobre botijões de gás e serviços de energia elétrica e outros.
Na avaliação do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), um dos relatores do PLC na Câmara, essa reforma “é a mais importante para os setores econômicos desde o Plano Real, e que poderá trazer ganhos de competitividade e produtividade”, além de ajudar a enfrentar o problema da desindustrialização do país.
A lei também cria regimes diferenciados, com redução de alíquotas do IBS e da CBS, a profissionais intelectuais, serviços de saúde e educação, produtos de higiene pessoal utilizados por pessoas de baixa renda, serviços e operações ligados à segurança nacional, segurança da informação e segurança cibernética, produtos agropecuários, florestais e extrativistas, além de produções artísticas e culturais.
De acordo com o ministro da Fazenda, o presidente Lula vetou alguns trechos do projeto de lei aprovado, como o trecho que proibia a cobrança do Imposto Seletivo sobre exportações de bens minerais, mas que não mexem com as “decisões de mérito” do Congresso Nacional.
O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos nesta quinta-feira (16). Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.
“Isso porque as indústrias ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e seis dias úteis na média nacional”.
Iglesias lembra que as exportações permanecem em altíssimo nível, com potencial para um novo recorde histórico na atual temporada, ressaltando que o Brasil ainda é a melhor alternativa para o fornecimento global de carne bovina.
Preço médio da arroba do boi (a prazo)
São Paulo: R$ 333,08 (R$ 332,75 ontem)
Minas Gerais: R$ 319,71, estável.
Goiás: R$ 323,04 (R$ 321,43 anteriormente)
Mato Grosso do Sul: R$ 325,57 (R$ 324,89 anteriormente).
Mato Grosso: R$ 317,70 (R$ 316,22 ontem)
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta queda dos preços no decorrer desta quinta-feira. “A baixa aconteceu nos cortes do traseiro bovino, o que é perfeitamente compreensível dado o perfil de consumo para o primeiro bimestre”.
Segundo ele, a população tende a priorizar o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovo e embutidos.
O quarto traseiro foi cotado a R$ 26,50, queda de R$ 0,25. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 18,50, por quilo. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,50%, sendo negociado a R$ 6,0546 para venda e a R$ 6,0526 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9957 e a máxima de R$ 6,0707.
O agronegócio brasileiro gerou US$ 165,13 bilhões em receita de exportação em 2024. Apesar do recuo de 1,2% na balança comercial em comparação com 2023, o número representa o segundo maior faturamento do setor em termos de embarques de commodities agropecuárias.
De acordo com levantamento da consultoria Datagro amparado em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a China se manteve como o principal destino dos produtos nacionais ao longo do ano passado. As vendas ao mercado chinês somaram US$ 49,7 bilhões, retração de 17,5% ante 2023, ou US$ 10,54 bilhões a menos.
Foto: Divulgação Datagro
Com isso, a participação chinesa saiu de 36,2% em 2023 para 30,2% em 2024. Como já era de se esperar, a soja em grão foi a protagonista nessas transações: vendas de US$ 31,5 bilhões (queda anual de US$ 7,4 bilhões). Assim, o gigante asiático comprou 73,4% do total da oleaginosa exportada pelo Brasil.
Em seguida, aparece os Estados Unidos, com embarques de US$ 12,1 bilhões (+23,1%), adquirindo, principalmente, café verde, celulose, carne bovina in natura e suco de laranja.
Estimativas para 2025
Para a Datagro, o ano de 2025 guarda maiores oportunidades para as exportações do agronegócio brasileiro por quatro principais fatores, na visão da Datagro:
Valorização do dólar frente ao real
Eleição de Donald Trump e a tensão comercial entre Estados Unidos e China
Recuperação da safra de grãos
Investimentos logísticos
O contexto de valorização do dólar frente ao real e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos são fatores que devem reacender a perspectiva de tensões comerciais, tendo em vista os planos do novo presidente de taxar as importações, sobretudo de produtos chineses.
Ademais, a empresa diz que, no lado da oferta, há a expectativa de recuperação das safras de grãos e provável maior oferta de cana-de-açúcar em função das boas condições climáticas desde outubro do ano passado.
Para a soja, principal commodity agrícola exportada pelo país, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 166,33 milhões de toneladas na safra 2024/25, aumento de 12,6% ante à temporada anterior.
“Cabe pontuar que há a probabilidade de maior abertura de janela de oportunidade para as exportações de grãos do Brasil uma vez que a possível tensão comercial entre os Estados Unidos e a China pode ampliar a compra de Pequim da soja e do milho brasileiro em detrimento ao produto norte-americano”, diz o levantamento.
Desaceleração chinesa
Em contrapartida, a Datagro pontua que, apesar da preferência pelo grão brasileiro face ao cenário de guerra comercial com os norte-americanos, a expectativa de desaceleração da economia chinesa impõe cautela quanto ao desempenho das exportações do agronegócio em 2025.
“Adicionalmente, após registrar recordes, há preocupações quanto ao excedente exportável de café em 2025 em razão dos impactos da seca e dos incêndios nos cafezais em 2024, enquanto o setor de suco de laranja deve enfrentar mais um ano de desafios com pomares envelhecidos e maior propagação de doenças, como o greening“.
Investimentos logísticos
Foto: Divulgação APS
A Datagro enxerga com bons olhos o campo logístico brasileiro. “O setor tem investido na expansão e modernização dos portos, a exemplo dos investimentos na infraestrutura do Porto de Santana, no norte do país, o que fortalecerá o Arco Norte como hub estratégico para o escoamento de grãos”.
Outro exemplo pontuado pela consultoria, ainda que de longo prazo, é o Porto de Chancay, no Peru, que está recebendo investimentos significativos para permitir uma rota mais ágil em comparação com os portos tradicionais do Atlântico.
“Embora ainda existam desafios logísticos no Peru, como o trajeto de 800 quilômetros pelos Andes, o investimento em infraestrutura, somado à redução no tempo de navegação, representa uma oportunidade promissora para os produtores da região Norte e Centro-Oeste do Brasil”.
A consultoria ainda destaca que, apesar dos investimentos em rotas alternativas, o Porto de Santos, em São Paulo, também tem recebido aportes para aprimorar o escoamento de produtos do agronegócio. Como exemplo, ressalta que em novembro de 2024 foi inaugurado o terminal T-32 e a conclusão da segunda fase do terminal da DP World Brasil (DPW), que são estruturas responsáveis por comportar as cargas de celulose e papel.
“Em paralelo, a Cofco investiu em um terminal no Porto de Santos com capacidade para movimentar 14 milhões de toneladas de grãos por ano. A inauguração do terminal está prevista para 2025 e deve quadruplicar a capacidade portuária da companhia no Brasil, permitindo o embarque de até 200 navios por ano”.
O terminal conta com conexão direta a ferrovias, promete reduzir custos logísticos e otimizar o escoamento de soja, milho e açúcar, principais produtos exportados pelo Brasil para a China.
Os preços da soja caíram no Brasil nesta quinta-feira (16), ajustando-se à paridade de exportação. A Bolsa de Chicago também caiu, os prêmios são negativos e o dólar não consegue compensar o cenário baixista. Os negócios, quando ocorreram, foram pontuais, com os vendedores retraídos.
Preços da soja
Passo Fundo (RS): de R$ 135,00 para R$ 132,00
Missões (RS): de R$ 134,00 para R$ 133,00
Porto de Rio Grande (RS): de R$ 141,00 para R$ 138,00
Cascavel (PR): de R$ 128,00 para R$ 123,00
Porto de Paranaguá (PR): de R$ 136,00 para R$ 132,00
Rondonópolis (MT): de R$ 121,00 para R$ 116,50
Dourados (MS): de R$ 122,00 para R$ 120,00
Rio Verde (GO): de R$ 123,00 para R$ 120,00
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais acentuadamente baixos. A previsão de chuvas para a Argentina, aliviando o estresse hídrico naquele país, e o bom desenvolvimento das lavouras no Brasil pressionaram as cotações.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 569.100 toneladas na semana encerrada em 2 de janeiro. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 900 mil toneladas.
Dólar
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,50%, negociado a R$ 6,0546 para venda e a R$ 6,0526 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9957 e a máxima de R$ 6,0707.
A tecnologia de drones está transformando o futuro da aviação agrícola, abrindo novas possibilidades para o setor e ampliando a eficiência no manejo das lavouras. Com sua capacidade de aplicação de insumos de forma precisa e em áreas de difícil acesso, os drones surgem como uma alternativa promissora aos aviões agrícolas tradicionais, especialmente em pequenas e médias propriedades.
Os drones agrícolas destacam-se pela versatilidade. Equipados com sensores e câmeras avançadas, eles permitem o mapeamento detalhado do solo, identificam focos de pragas e doenças e aplicam defensivos com precisão cirúrgica. Essa tecnologia não só reduz custos com insumos, mas também minimiza impactos ambientais, ao evitar a aplicação excessiva de produtos químicos.
Segundo dados de mercado, o uso de drones na agricultura vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, impulsionado por inovações tecnológicas e pela busca por soluções mais sustentáveis. Empresas especializadas no desenvolvimento de drones agrícolas relatam um aumento expressivo na demanda, especialmente em culturas como soja, milho e café, onde a precisão e a agilidade são cruciais.
Embora os drones não substituam completamente os aviões agrícolas, que ainda são indispensáveis para grandes áreas de cultivo, eles se consolidam como uma ferramenta complementar, atendendo propriedades menores e oferecendo suporte em operações específicas. Além disso, sua operação demanda menor custo inicial e menor impacto ambiental, tornando-os acessíveis a um maior número de agricultores.
Apesar das vantagens, o setor ainda enfrenta desafios, como a regulamentação do uso de drones e a capacitação de operadores. No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regula o uso de aeronaves não tripuladas, exigindo treinamento específico e cumprimento de normas de segurança. Especialistas acreditam que, à medida que a tecnologia avance, esses desafios serão gradualmente superados.
Com perspectivas otimistas, o futuro da aviação agrícola passa pela integração de drones e aeronaves tripuladas, promovendo uma agricultura mais eficiente, sustentável e tecnológica. A inovação promete transformar a forma como os agricultores lidam com a produção, garantindo maior produtividade e conservação dos recursos naturais.
Em Bom Jesus da Lapa, na região Oeste da Bahia, e acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAEE), o nível do Rio São Francisco subiu 7 metros nos últimos dias e alagou ruas e casas no bairro Beira Rio.
Equipes da prefeitura estão auxiliando na retirada das famílias e pertences das áreas de risco. Do alto da Ponte Gersino Coelho, que liga as estradas federais, BR-349 e BR-430, da pra ver o tamanho da cheia do rio.
Em contato com nossa produção, o coordenador da Defesa Civil do município, Léo de Lió, disse que algumas lavouras de mandioca, batata e hortaliças próximas ao leito do rio ficaram submersas, no entanto, segundo ele, a água já começou a baixar.
Bairro Beira Rio em Bom Jesus da Lapa | Foto: Ascom/Prefeitura de Bom Jesus da Lapa
De acordo com a prefeitura, do dia 8 de janeiro até o dia 14, choveu aproximadamente 296 milímetros em Bom Jsus da Lapa.
Em toda a Bahia, a Defesa Civil informou na tarde quinta-feira (16), que 14 municípios estão em Estado de Emergência.
Chuva no Matopiba
Cheia do Rio Parnaíba em Uruçuí (PI), próximo da divisa com o Maranhão, no dia 15 de janeiro de 2025 | Foto: Netto Fotografia
Também no Matopiba, no Piauí, moradores estão tendo que sair de casa depois da cheia do Rio Parnaíba, em Uruçuí, divisa com o Maranhão.
O município de Picos, com quase 87 mil moradores foi um dos mais afetados pelas chuvas no estado. De acordo com a Defesa Civil, 50 pessoas estão desabrigadas.
Picos foi um dos municípios mais afetados no Piauí | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Diante dos estragos, o prefeito de Picos, decretou estado de calamidade pública.
Em Barreiras, também no Oeste da Bahia, a Defesa Civil informou que até esta tarde, o acumulado de chuvas em janeiro foi de 258 milímetros, um aumento expressivo em comparação com o mesmo período do ano passado que foi de 117 milímetros.
Rio Grande no trecho urbano da cidade de Barreiras | Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA
Exemplo disso, é o Rio Grande, que corta a cidade e está bem cheio. Ele deságua no Rio São Francisco e na foz, estava próximo dos 5 metros (4,61 m) até às três da tarde desta quinta-feira (16).
Situação das estradas baianas
A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) informou 23 ocorrências em rodovias baianas em decorrência das chuvas desde o dia 10 de janeiro de 2025.
Deste total, 19 pontos estão com o tráfego restabelecido, 3 com o trânsito liberado em meia pista e um interrompido.
A execução das intervenções também conta com o apoio dos Consórcios Intermunicipais de Infraestrutura.
Na BA-172, próximo à Santa Maria da Vitória, no Oeste da Bahia, o grande volume das chuvas fez com que a água invadisse a pista em alguns pontos no último sábado (11).
O nível da água já diminuiu e não houve danos no pavimento. A equipe técnica da Seinfra realiza o monitoramento da situação do trecho. O tráfego de veículos está normal.
Um trecho da BR-101, em Santo Antônio de Jesus, apresentou problemas de erosão e o trânsito estava parcialmente interditado na última quarta-feira (15).
Sobre a situação da rodovia federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), não respondeu o nosso contato até a publicação desta reportagem.
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O Brasil está prestes colher a maior safra de soja da história, de acordo com a Agroconsult. Os números indicam uma produção de 172,4 milhões de toneladas, em uma área de 47,5 milhões de hectares. Essa expectativa se deve ao clima favorável no início do ciclo, ao aumento da área plantada e às boas condições de cultivo na maioria dos estados produtores.
A previsão aponta para uma produtividade média de 60,5 sacas por hectare, o que representa um aumento de 10,9% em relação à safra de 2023/24 e de 6,2% em comparação ao recorde de 2022/23. Embora ainda haja muito a ser feito até o final da colheita, a safra se beneficia de um crescimento de cerca de 700 mil hectares, um aumento de 1,5% sobre o ano passado.
A expansão da área plantada ocorre principalmente devido à migração de áreas anteriormente destinadas ao milho verão para a soja, que tem custos de produção mais baixos. A boa distribuição das chuvas no início do ciclo permitiu um bom estabelecimento das lavouras e, ao contrário do ano passado, o replantio foi mínimo.
Os estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Tocantins se destacam com o potencial de produtividade mais alto da história. Mato Grosso, por exemplo, está prestes a alcançar recordes de produtividade, com estimativas de 63 sacas por hectare. Já a Bahia tem lavouras uniformes e previsão de 67 sacas por hectare, enquanto Minas Gerais e São Paulo também registram números positivos com estimativas de 66 e 64,5 sacas por hectare, respectivamente.
No entanto, as condições climáticas ainda trazem desafios, como a estiagem e as altas temperaturas em algumas regiões, como o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul, que impactam a produtividade das lavouras. As preocupações com o aumento da umidade durante a colheita também são apontadas como um possível desafio para a logística de armazenagem e secagem do grão.