sábado, julho 11, 2026

Autor: Redação

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Preço dos alimentos: governo descarta medidas como tabelamento e aposta no diálogo



O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo não adotará medidas heterodoxas para controlar os preços dos alimentos no país. “Reafirmo taxativamente: não haverá congelamento de preços, tabelamento, fiscalização, nem ‘fiscal do Lula’ em supermercados ou feiras”, declarou após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros ministros.

Costa garantiu que não foram discutidas propostas como a criação de uma rede estatal de alimentos ou subsídios. A reunião, que contou com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; e da Fazenda, Fernando Haddad, buscou alinhar estratégias para enfrentar a alta nos preços dos alimentos.

De acordo com Costa, o governo priorizará o diálogo com produtores, supermercados e frigoríficos para buscar soluções que reduzam os custos. “Queremos estabelecer uma ponte com o mercado, que é onde os preços se realizam”, afirmou.

Plano Safra e estímulo à produção

O ministro Carlos Fávaro destacou que o presidente Lula determinou ajustes no Plano Safra para estimular a produção de alimentos, com foco nos itens da cesta básica. Ele também reforçou a expectativa de um clima mais favorável em 2025, diferente do cenário climático adverso de 2024, que impactou a produção, especialmente no Rio Grande do Sul.

Rui Costa disse ainda que a expectativa do governo é positiva para produção de alimentos em 2025, em meio à esperada supersafra no ano, que deve colaborar na redução dos preços dos alimentos. A safra em geral, segundo ele, deve crescer 8,2%, e o arroz, 13%.

“(Será) Diferente do que aconteceu em 2024, quando foi ano extremamente severo do ponto de vista climático, regiões fortemente produtoras de alimentos, a exemplo do Rio Grande do Sul, sofreu muito”, disse ele, em referência à seca e às fortes chuvas que acometeram o Estado no ano passado

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o governo pretende aumentar a produtividade de pequenos e médios produtores, incentivando a produção de alimentos essenciais. “Queremos focar em itens que compõem a cesta básica e ampliar a oferta desses produtos para o mercado interno”, completou.

O governo aposta em um cenário otimista para 2025, confiando na combinação de incentivos à produção e condições climáticas favoráveis para reduzir os preços e assegurar o abastecimento da população.



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O tempo nas lavouras de soja na região Centro-Oeste



A temporada de colheita de soja no Centro-Oeste brasileiro enfrenta um cenário climático desafiador, com chuvas intensas que dificultam os trabalhos nos campos, especialmente em Mato Grosso, onde as precipitações não cessam. A situação é mais favorável em Goiás, embora as condições ainda tragam complicações para a produção agrícola.

Nos últimos 30 dias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou chuvas em várias regiões, com destaque para Rio Verde, em Goiás, que acumulou 400 mm, praticamente o dobro do esperado para o período. A maior parte dessa precipitação ocorreu no final de dezembro e início de janeiro, aliviando a situação temporariamente, mas agora, com a chegada de uma nova frente fria, os produtores devem se preparar para mais chuvas.

Em Mato Grosso, as chuvas excessivas nos últimos 10 a 15 dias nas lavouras de soja, com acumulados de até 370 mm, têm atrasado a colheita, especialmente no município de Sorriso. Já em Maracaju, no Centro-Sul de Mato Grosso do Sul, a falta de chuva é ainda mais crítica, com apenas 2 mm registrados em um período em que eram esperados pelo menos 150 mm. Essa disparidade entre regiões impacta diretamente a produtividade, com áreas mais úmidas apresentando boas perspectivas, enquanto o déficit hídrico afeta negativamente as lavouras em outras.

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O panorama de umidade do solo tem contrastes, com Mato Grosso e Goiás apresentando boa umidade, o que favorece o crescimento das lavouras, enquanto o Centro-Sul de Mato Grosso do Sul ainda sofre com a seca. No entanto, a previsão indica que a situação pode melhorar em breve. A partir do final de janeiro e início de fevereiro, a chegada de chuvas de 50 mm em cinco dias ajudará a equilibrar o cenário, beneficiando tanto Mato Grosso quanto Goiás e trazendo alívio para o Centro-Sul de Mato Grosso do Sul.

Para os produtores de soja de Goiás, a previsão é de que as chuvas se intensifiquem entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro, dificultando o início da colheita, mas com uma trégua prevista para o início de fevereiro, quando as condições para o trabalho no campo devem melhorar. O estado de Mato Grosso, por outro lado, deverá continuar com chuvas mais volumosas até o início de fevereiro, o que dificulta ainda mais as operações de colheita. Já Maracaju começa a apresentar chuvas nos próximos 10 dias, o que deve ajudar a reverter o quadro de déficit hídrico.

Com a chegada de fevereiro, a previsão aponta para um alívio nas chuvas para a maioria das áreas, permitindo que a colheita avance de forma mais tranquila. Entre 3 e 7 de fevereiro, Mato Grosso e Goiás devem viver uma fase de chuvas mais distribuídas, o que deve equilibrar as condições para a colheita. Para os produtores que ainda enfrentam problemas de umidade do solo, como é o caso do Centro-Sul de Mato Grosso do Sul, a previsão de chuvas é animadora.

Além disso, as regiões Sul e Sudeste do Brasil, que enfrentam temperaturas elevadas e risco de temporais, devem se preparar para chuvas fortes até a virada do mês, especialmente no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais, com possibilidade de granizo e ventos intensos. Já o Nordeste tem chuvas mais concentradas na Bahia, com previsão de um volume maior a partir do fim de janeiro.



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Al Gore e CEO Global da JBS defendem agricultura regenerativa no combate às mudanças climáticas



A agricultura tem o potencial de capturar de 10% a 20% das emissões globais de CO2. “Se quisermos enfrentar as mudanças climáticas, precisamos investir na agricultura”, defendeu Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

A fala do executivo foi feita durante a sessão ‘Um novo trilema: clima, desenvolvimento e a classe média’, no Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial, realizada nesta quinta-feira (23), em Davos, na Suíça.

Na mesma sessão, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore – uma das maiores lideranças climáticas do mundo – disse concordar com Tomazoni sobre a necessidade de aportes no setor.

Gore afirmou, inclusive, que novos avanços na medição e teste do sequestro de carbono através da agricultura regenerativa permitem usar muitas abordagens para enfrentar as mudanças climáticas.

“Se compensássemos os agricultores com base nisso, isso os ajudaria a superar o período de transição de dois a três anos [necessário para um novo modelo de produção]. Os agricultores querem isso porque os eventos climáticos extremos estão tornando suas fazendas mais vulneráveis à erosão hídrica e eólica”, afirmou.

Falta de investimento nos sistemas alimentares

Tomazoni mencionou os dados do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Ifad, na sigla em inglês), da ONU, que apontam que somente 4% do investimento em mudanças climáticas vai para os sistemas alimentares, sendo que os pequenos agricultores recebem apenas 1%.

Nesse cenário, 67% das pessoas em situação de pobreza vivem em regiões rurais. “Se apoiarmos a agricultura, podemos tirar milhões de pessoas da pobreza e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento econômico e avançar no enfrentamento do desafio climático”, afirmou.

Na JBS, 60% dos fornecedores são pequenos agricultores. Nessa situação, Tomazoni relatou o foco da companhia em atuar pelo apoio financeiro e tecnológico para a agricultura regenerativa.

“Os pequenos produtores precisam de apoio, não apenas financeiro, mas também assistência técnica sobre como fazer isso. Precisamos fazer isso, porque eles são uma grande força para a transformação”, disse.

A sessão foi mediada pela âncora da Bloomberg em Cingapura Haslinda Amin e contou ainda com a participação de Dani Rodrik, professor na Harvard Kennedy School, e Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia.



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nova ferramenta do MAPA mapeia oportunidades de exportação



A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura apresentou, na quinta-feira, 23, uma nova ferramenta para apoiar o cenário das exportações de produtos do setor agropecuário, o AgroInsight.

Segundo nota da pasta, a iniciativa visa identificar oportunidades de negócios e fortalecer a posição do Brasil como protagonista no mercado internacional de produtos agropecuários.

O ministério explica ainda que o AgroInsight divulgará 912 relatórios estratégicos ao longo deste ano, sendo 76 a cada mês, “elaborados pelos adidos agrícolas lotados no exterior”.

Em relação aos temas, serão abordados produtos de origem animal e vegetal, sendo 38 relatórios para cada um deles, “que incluem, no mínimo, duas oportunidades de negócios específicas para cada mercado-alvo”, diz a nota, acrescentando que a nova ferramenta servirá como um elo entre produtores e exportadores brasileiros e as demandas internacionais.

“Ela vai facilitar o acesso a informações relevantes sobre consumo, regulamentações e tendências globais”, diz o ministério.

“O AgroInsight não é apenas uma ferramenta, é um compilado de oportunidades na integração do Brasil com o mercado global”, reforça, na nota, o ministro Carlos Fávaro. “Ele demonstra o compromisso do Ministério da Agricultura em impulsionar o setor agropecuário exportador.”

Inicialmente, os relatórios estarão disponíveis para todas as associações setoriais ligadas ao setor agropecuário.



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Crédito fortalece pequenos negócios



Cerca de 46 mil empreendimentos em 2024 tiveram crédito facilitado. O Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, Fampe, gerenciado pelo Sebrae, viabilizou R$ 3 bilhões em crédito, um aumento de 73% em relação a 2023.

“O programa oportuniza soluções significativas, com o crédito assistido e orientado. Os fundos de aval como o Fampe são essenciais para ampliar as chances de obtenção de crédito, uma vez que a comprovação de garantias reais é uma das principais barreiras que inviabilizam a contração do crédito. Com o Acredita, os empreendedores e empreendedoras poderão sair com uma estratégia de crescimento e de expansão da empresa, para gerar mais empregos e melhorar seu faturamento”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae.

O Sebrae tem atuado junto ao governo federal por meio do programa Acredita para ampliar o acesso das micro e pequenas empresas a financiamento.

Apenas via Fampe, 29 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos que foram possibilitados com o aporte de R$ 2 bilhões do Sebrae e que vão viabilizar R$ 30 bilhões em crédito nos próximos três anos.

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“A nossa carteira é diversificada. Em um ano, o Sebrae atendeu 200 mil empreendedores interessados em crédito, foram realizadas 68 mil horas de consultoria e 431 mil horas de capacitação para que esses empreendedores conseguissem crédito”, ressalta Décio Lima.

O volume de crédito do Fampe foi distribuído para 49,3% das empresas de pequeno porte, 25,1% microempresas e 25,6% de microempreendedores individuais (MEI). Entre as atividades, os financiamentos foram endereçados a Comércio (52,6%), Serviço (28,7%) e Indústria (18,5%).

No site Sebrae, estão disponíveis todas as informações iniciais para a tomada de crédito, incluindo uma calculadora financeira. 



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Ibama abre concurso com 460 vagas e salários atrativos para nível superior



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou a abertura de inscrições para seu concurso público, conforme o edital nº 1/2025, publicado nesta sexta-feira (24). Ao todo, são oferecidas 460 vagas, sendo 330 para analista ambiental e 130 para analista administrativo, ambos os cargos destinados a profissionais com nível superior.

A seleção será realizada pelo Cebraspe, e as vagas estão distribuídas em diversas localidades do país. As inscrições começam no dia 30 de janeiro e vão até 18 de fevereiro, com provas objetivas e discursivas previstas para 6 de abril de 2025.

Requisitos e funções dos cargos

Para participar, os candidatos devem possuir diploma de graduação em qualquer área, emitido por uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

  • Analista Administrativo: O profissional será responsável por atividades administrativas e logísticas relacionadas às competências do Ibama, conforme a Lei nº 10.410/2002.
  • Analista Ambiental: Envolvido em políticas nacionais de meio ambiente, o cargo abrange planejamento ambiental, fiscalização, licenciamento, gestão de recursos naturais, conservação de ecossistemas, além de educação e tecnologia ambientais (Lei nº 10.410/2022).

O edital completo, com a lista de vagas por estado e todas as informações do processo seletivo, está disponível na página oficial do Cebraspe.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja e milho em baixa no mercado


A soja abriu em leve baixa na CBOT, com os contratos de março sendo negociados a US$ 1054,50, uma queda de US$ 1,50, segundo informações da TF Agroeconômica. No Brasil, o preço médio reportado pelo CEPEA foi de R$ 133,52, com uma diminuição diária de 0,68% e mensal de 4,22%. As preocupações com o clima na América do Sul continuam a influenciar o mercado, com a Argentina enfrentando déficit de umidade e o Brasil lidando com excesso de umidade no centro-norte, atrasando a colheita. 

Para o milho, a CBOT também registrou uma leve queda para os contratos de março, a US$ 483,75, uma redução de US$ 0,50. No Brasil, os preços na B3 caíram 1,93% para R$ 76,06, enquanto o CEPEA reportou um aumento de 0,11% no dia e de 1,94% no mês, fechando em R$ 74,10. A entrada de grãos no mercado físico dos EUA pressiona os preços para baixo, mas a demora na semeadura da safrinha no Brasil e o clima adverso na Argentina puxam os preços para cima.

O trigo apresentou quedas leves nos contratos de março na CBOT, negociando a US$ 552,25, uma queda de US$ 1,75. No Brasil, o CEPEA registrou altas tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul, com aumentos diários de 0,18% e 0,78%, respectivamente, e mensais de 1,48% e 2,16%. A tomada de lucros após as recentes altas, juntamente com a desvalorização do dólar e possíveis danos causados pelo frio nas Grandes Planícies dos EUA, são os principais fatores a serem observados. O mercado agrícola continua a ser influenciado por um mix de fatores climáticos e geopolíticos, com a nova administração de Donald Trump adicionando camadas de incerteza ao cenário.

 





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Bahia lidera produção de mamona no Brasil com projeção de crescimento


A Bahia, maior produtor de mamona do país, está otimista com a expansão da produção do grão na safra 2024/2025. De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada no Brasil deve aumentar de 58,7 mil hectares para 64,2 mil hectares, representando um crescimento de 9,4%.

A produtividade também deve subir de 1.484 quilos por hectare para 1.693 quilos por hectare, um aumento de 14%. Com isso, a produção total está projetada para alcançar 108,7 mil toneladas, um crescimento de 24,8% em relação à safra anterior.

De acordo com o Portal da Agropecuária da Bahia, que utilizada dados do IBGE, em 2023, a área colhida de mamona na Bahia foi de 47,8 mil hectares que resultou numa produção de 42,4 mil toneladas avaliada em R$ 131,6 milhões.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro, a estimativa de produção de mamona no Brasil em 2024 era de 31.717 toneladas. Na Bahia, era de 29.700 toneladas.

O prognóstico de 2025 é de uma produção nacional de 38.324 toneladas, desse total 36.270 toneladas são da Bahia.

Estimativa de 2024 Prognóstico de 2025
1) Bahia (29.700 t) 1) Bahia (36.270 t)
2) Mato Grosso (1.770 t) 2) Mato Grosso (1.814 t)
3) Pernambuco (136 t) 3) Pernambuco (136 t)
Fonte: LSPA – IBGE
mamona, mamona,
Foto: Cristina Braga

De acordo com a Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), a alta constante na cotação dos preços tem sido um fator crucial para essa expansão.

Em janeiro de 2024, a saca de mamona era vendida a R$ 199,70, enquanto em janeiro de 2025, o preço subiu para R$ 272,50, um aumento de aproximadamente 36,5%.

Esse cenário favorável tem incentivado os produtores a ampliar suas áreas de cultivo, muitas vezes substituindo culturas como feijão e milho.

Região

A produção de mamona na Bahia está concentrada principalmente na região de Irecê, no centro-norte do estado, com destaque para os municípios de Canarana, Ibititá, Barro Alto e Mulungu do Morro.

Os grãos são destinados principalmente à indústria de extração de óleo, enquanto as cascas e a torta da mamona são utilizadas como matéria orgânica para o solo.

Além disso, estudos estão sendo realizados para explorar o uso desses coprodutos na alimentação animal, aumentando ainda mais a versatilidade da mamona.

O secretário da Agricultura da Bahia, em declaração, falou sobre a perspectiva futura: “Estamos otimistas com a expansão da área cultivada e o aumento da produtividade, que refletem a confiança dos produtores e o potencial econômico da mamona. Continuaremos a investir em pesquisa e tecnologia para manter nossa liderança e garantir um futuro promissor para o setor.”


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setor pode encerrar a semana com preços estáveis



O mercado físico brasileiro de milho deve encerrar a semana com preços estáveis, sustentados por um quadro de oferta limitada e procura ativa pelo cereal. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) apresenta movimentação mista, enquanto o dólar opera em alta frente ao real.

Segundo a Safras Consultoria, as cotações permanecem firmes em várias regiões, especialmente no Sul do país. A Região ainda enfrenta dificuldade na aquisição de lotes, mantendo os preços elevados. No Oeste do Paraná, houve bom volume de negociações, com consumidores buscando posições mais favoráveis.

No interior de São Paulo, a oferta aumentou, mas os consumidores locais permanecem retraídos. Apesar disso, o Porto de Rio Grande relatou boa saída de milho para exportação, favorecida pela paridade cambial.

Cotações no mercado interno e portos

  • Porto de Santos: R$ 79,00/80,00 (compra/venda) por saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá: R$ 80,00/81,00 (compra/venda) por saca
  • Paraná (Cascavel): R$ 70,50/73,50 (compra/venda) por saca
  • São Paulo (Mogiana): R$ 71,00/73,00 por saca; Campinas CIF: R$ 76,00/78,00 por saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 74,00/75,00 por saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 68,00/70,00 por saca
  • Goiás (Rio Verde, CIF): R$ 65,00/66,00 por saca
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 65,00/66,00 por saca

Cenário internacional

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em março de 2025 registraram queda de 5 centavos de dólar por bushel (-1,02%), cotados a US$ 4,84 3/4 por bushel.

A retração ocorreu após o governo da Argentina anunciar uma redução temporária nas taxas de exportação de grãos. Para o milho, a taxa será reduzida de 12% para 9,5%, incentivando exportações até junho.

Na sessão de ontem, o mercado reagiu ao clima adverso na Argentina, que ameaçou o desenvolvimento das lavouras de milho. No Brasil, o excesso de chuvas na região central atrasou a colheita da soja em estados como o Mato Grosso, gerando preocupações sobre o plantio da segunda safra de milho.

Além disso, os investidores monitoraram os planos do ex-presidente Donald Trump de impor tarifas a parceiros comerciais e avaliaram a demanda por milho na produção de etanol nos EUA. A desaceleração do dólar frente a outras moedas também trouxe impacto positivo.

Cotações de ontem (23)

  • Contratos de março/2025 fecharam em US$ 4,89 3/4 por bushel (+5,50 centavos, +1,13%)
  • Contratos de maio/2025 encerraram em US$ 4,99 1/4 por bushel (+5,25 centavos, +1,06%)

As informações indicam que o mercado deve manter a estabilidade, com atenção especial ao clima e à demanda global.



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Mercado de café deve encerrar semana com baixa movimentação e preços estáveis



O mercado físico brasileiro de café deve finalizar a semana com menor intensidade nos negócios. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) apresenta preços mistos, enquanto o dólar registra queda em relação ao real. Nesse cenário, os produtores optam por uma postura cautelosa, limitando-se a negócios pontuais.

Na quinta-feira (23), o mercado brasileiro de café registrou preços estáveis. Apesar de ampla volatilidade para o arábica na Bolsa de Nova York, que chegou a apresentar as cotações mais elevadas em 50 anos, os ganhos se reduziram ao final do dia. A baixa do dólar acabou compensando a alta das bolsas, mantendo os preços sem grandes alterações no mercado interno, embora o dia tenha sido mais movimentado para negócios.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou entre R$ 2.390 e R$ 2.400 a saca, estável. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 2.420 a R$ 2.430 a saca, também sem alterações.

Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7 com 20% de catação registrou preços de R$ 2.230 a R$ 2.240 a saca, mantendo os valores do dia anterior. Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado entre R$ 2.115 e R$ 2.125 a saca, enquanto o tipo 7/8 variou de R$ 2.110 a R$ 2.120 ambos estáveis.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados pela Bolsa de Nova York (ICE Futures), na posição de 23 de janeiro de 2025, estão em 948.749 sacas de 60 quilos, com uma redução de 7.460 sacas em relação ao dia anterior, segundo informações da ICE Futures.

Nova York

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York, os contratos com entrega em março/2025 registraram leve baixa de 0,04%, cotados a 343,80 centavos de dólar por libra-peso. Na quinta-feira, a posição de março/2025 havia fechado em 343,95 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,10 centavos ou 0,6%.



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