Nesta semana, a previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica um cenário favorável para os trabalhos em campo em várias regiões do país. A situação é positiva nas áreas que vinham enfrentando excesso de chuvas. Nessas regiões, o tempo mais firme a partir de amanhã vai permitir que o trabalho avance sem maiores dificuldades.
A melhoria do tempo também chega a Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul após a passagem das áreas de instabilidade, o que facilita as operações. Porém, na porção oeste de Mato Grosso, a chuva continua e pode prejudicar os trabalhos. No Rio Grande do Sul, o clima também deve ser mais chuvoso, com a chegada de uma nova frente fria a partir de quarta-feira, mas essa chuva não atingirá todas as regiões produtoras.
Na região do Matopiba, a concentração de chuvas será mais forte no norte, o que não deve dificultar o avanço das atividades. O estado do Pará, por outro lado, merece atenção, pois há previsão de chuvas, com acumulados podendo ultrapassar os 100 mm em 5 dias, afetando as operações.
No Sudeste, a chuva começa a dar trégua, com Minas Gerais e boa parte de São Paulo experimentando tempo mais seco, o que permitirá a retomada das atividades. No sul, o Oeste do Paraná e de Santa Catarina recebem boas chuvas, o que ajuda a recuperar as lavouras que estavam sofrendo com déficit hídrico. No entanto, a chuva que chega ao Rio Grande do Sul não deve ser suficiente para beneficiar significativamente as lavouras em desenvolvimento.
Por fim, a próxima semana deverá ser de tempo seco no Centro-Sul, o que beneficia as colheitas em andamento. Já no estado de Mato Grosso seguirá enfrentando problemas com o excesso de umidade, com mais chuvas previstas para fevereiro, março e até meados de abril, impactando as operações na região.
O preço do café torrado e moído teve alta de 39,6% para o consumidor em 12 meses, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Assim, o produto encerrou 2024, em média, a R$ 48,90 o quilo. Agora, início de fevereiro, já ultrapassa os R$ 50.
Tal elevação tende a reduzir o consumo da bebida queridinha dos brasileiros, mas, a exemplo do que já ocorreu com outros itens, como o leite condensado (opção mistura láctea), fabricantes encontram formas de oferecer materiais similares a valores mais baixos, informando na embalagem os dizeres “sabor café”.
Com isso, nasceu o café fake, ou “cafake”, como vem sendo chamado na indústria. Trata-se de pó com aromatizante produzido a partir de cascas, folhas, palha, paus ou qualquer outra parte da planta, exceto a semente, que é a matéria-prima do café original.
Em entrevista recente à agência Reuters, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva, ressaltou que o produto é uma “clara e evidente tentativa de burlar e enganar o consumidor”.
A entidade identificou, por meio de denúncias, a venda do produto em Bauru, município da região centro-oeste do estado de São Paulo. Um produto chamado Oficial do Brasil foi encontrado nas prateleiras e traz em sua embalagem os dizeres “bebida sabor café tradicional”.
De acordo com Silva, mesmo que haja a indicação de que o produto não é o café torrado e moído, existe o risco de o consumidor ser enganado. Isso porque a embalagem é semelhante e o custo ser menor. Na internet é possível encontrar pacotes de 500g entre R$ 12 e R$ 14, enquanto o pó de café original é visto em prateleiras a cerca de R$ 30.
Resposta da fabricante
A Master Blends, a empresa fabricante do Oficial do Brasil, afirmou à Reuters que criou um “subproduto” do café, deixando claro isso na embalagem. A companhia, com sede em Salto de Pirapora, interior paulista, afirmou não aceitar que digam que a companhia está enganando os consumidores.
“Em momento algum falamos que é café, criamos apenas um subproduto para atender uma classe que está sofrendo a cada dia que passa. Este produto é composto de café e polpa de café torrado e moído; está escrito ‘bebida à base de café’ na frente e também atrás da embalagem”, afirmou a Master Blends, em nota. “Somos uma empresa que está no mercado há 32 anos, jamais enganamos o consumidor.”
Na resposta, a Master Blends citou casos semelhantes de opções de compra aos consumidores. “O que foi feito é o mesmo já feito por outras empresas conhecidas e grandes no mercado: o que era leite condensado virou mistura láctea, antes havia bombom com cobertura de chocolate e agora está com cobertura sabor chocolate”.
A Abic, por outro lado, se diz preocupada com aqueles que podem “surfar nesta onda [do cafake] e dizer: ‘vou inventar um produto’”. A Associação destacou que o caso já foi denunciado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e também à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo Silva, apreensão com a saúde dos consumidores e a questão mercadológica motivaram o reporte às autoridades competentes.
“É preciso ter autorização da Anvisa, tem que comprovar a segurança alimentar”, afirmou o presidente da Abic. A Master Blends, por sua vez, respondeu que possui esse aval para a comercialização do seu produto.
Café ‘fake’ já existia
Foto: Divulgação
A Abic já identificou o produto “sabor café” anteriormente. Os levantamentos da entidade registram a oferta do item desde 2022. A marca Pingo Preto, por exemplo, já o vendia a preços inferiores pela internet. O site da Amazon, agora, informa que o produto está indisponível.
Ainda em pronunciamento à Reuters, o presidente da entidade ressaltou que tal comercialização vai na direção contrária de iniciativas da entidade, que no passado lançou um selo de pureza para evitar a venda de grãos moídos misturados com milho torrado e outras matérias estranhas.
“O Brasil mostrou que café não é tudo igual, tirando esse ranço de que nós não bebemos bons cafés. Se não combatermos isso, as pessoas vão começar a beber este ‘café’ e dizer que não gostam, elas podem diminuir o consumo”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres nesta segunda-feira (3) que espera conversar com a China nas próximas 24 horas para tratar das tarifas a importações, segundo relatado por veículos da imprensa estrangeira.
De acordo com a CNBC, Trump comentou que, se não houver acordo entre as duas maiores economias do planeta, os norte-americanos poderão aumentar as tarifas aplicadas aos produtos chineses.
O republicano afirmou também que não descarta tarifas a nenhum país.
Já a CNN revelou que Trump assinou um decreto executivo que prevê a criação de um fundo soberano dos EUA.
Resposta da China
O enviado da China na Organização das Nações Unidas (ONU), Fu Cong, afirmou que Pequim “pode ser forçada” a adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos caso as tarifas prometidas por Donald Trump sejam aplicadas.
“A China se opõe firmemente ao aumento injustificado de tarifas pela administração Trump”, declarou Cong em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira.
O diplomata enfatizou que “não existem vencedores em uma guerra comercial” e informou que a China deve apresentar, em breve, uma reclamação contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Trump justificou a imposição das tarifas como uma resposta ao tráfico de fentanil, mas Cong rebateu a acusação: “Os EUA deveriam olhar para seus próprios problemas com o fentanil em vez de transferir a culpa para os outros.”
Apesar das tensões, Fu Cong defendeu o diálogo entre os dois países e destacou que China e Estados Unidos “têm muito em comum” e podem “trabalhar juntos em várias questões”. “Espero que, apesar da retórica dos políticos americanos, os EUA e a China possam adotar uma abordagem construtiva e profissional no trabalho da ONU, pois há muito em jogo”, acrescentou.
Ele também abordou o impacto da inteligência artificial (IA) e alertou que a falta de cooperação pode trazer riscos. Segundo ele, a fragmentação tecnológica apenas aumenta ameaças e reduz os benefícios da inovação.
A Embrapa participará do Show Rural Coopavel, que acontecerá em Cascavel (PR), entre os dias 10 a 14 de fevereiro, com soluções inovadoras para a produção agrícola sustentável. A principal atração da empresa para o evento são os lançamentos de novas cultivares e tecnologias para otimizar a produção de soja, feijão e outras culturas, além de iniciativas para o aprimoramento da gestão da propriedade rural.
Lançamentos para a soja
Entre os principais lançamentos destacam-se as novas cultivares de soja BRS 2361 I2X e BRS 2058 I2X, desenvolvidas com a tecnologia Intacta2 Xtend® (I2X), que oferece maior tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, além de resistência a várias pragas.
A cultivar BRS 2361 I2X, indicada para regiões de altitudes superiores a 600m nos estados do Paraná e São Paulo, apresenta um ciclo de 125 dias, enquanto a BRS 2058 I2X, com ciclo de 119 dias, se adapta melhor a estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A parceria da Embrapa com a Coopavel também será um ponto alto do evento, com a apresentação de um inoculante inovador para a cultura do milho. Desenvolvido com estirpes de Azospirillum brasilense, o produto visa aumentar o potencial produtivo do milho e reduzir o uso de nitrogênio químico, promovendo a sustentabilidade e contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa.
Manejo
Na Casa da Embrapa, os visitantes poderão conferir tecnologias voltadas para a sustentabilidade na produção agrícola, incluindo o uso de bioinsumos, manejo integrado de pragas, genética avançada e aplicativos inovadores para o manejo de pragas e restauração ambiental.
A autoridade sanitária do Quênia aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de carne bovina, produtos cárneos e miúdos do Brasil.
Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 41 milhões em bens agrícolas para o país africano. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a abertura de mercado deve impulsionar o comércio bilateral. “Para o Brasil, trata-se de uma oportunidade de diversificar parcerias comerciais e fortalecer o setor produtivo nacional”, destacou a pasta.
O Quênia, localizado na África Oriental, tem uma população de 55 milhões de habitantes e uma das economias mais relevantes do continente. Com o novo acordo, o país passará a importar carne brasileira, reconhecida internacionalmente por sua qualidade, para atender à crescente demanda por proteína animal.
Para que as exportações comecem, os importadores quenianos deverão realizar uma avaliação de risco para cada estabelecimento brasileiro interessado em vender ao país. Após essa etapa, será necessário obter licenças de importação.
O Mapa ressalta que, desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 321 novas oportunidades de negócios, resultado da cooperação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária
O mercado da soja segue em um cenário de pressão, com diversos fatores impactando as cotações e as expectativas para os próximos meses. Conforme dados da plataforma Grão Direto, a safra argentina, que enfrentava sérios prejuízos devido à falta de chuvas, recebeu uma melhora nas previsões climáticas, o que trouxe um alívio parcial para a produtividade, mas não foi suficiente para conter a baixa nos preços registrados em Chicago.
Nos Estados Unidos, as tensões comerciais com a China voltaram a crescer após a imposição de tarifas de 25% sobre as importações chinesas a partir de 1º de fevereiro, o que pode redirecionar a demanda para a soja brasileira, beneficiando as exportações do país.
A economia brasileira também vive momentos de incerteza, com o Copom elevando a taxa de juros para 13,25% ao ano, buscando controlar a inflação, enquanto o dólar sofreu uma retração de 1,35%, encerrando a semana cotado a R$ 5,84.
No mercado físico, a soja continua pressionada, com as regiões apresentando novas quedas, sem força para registrar altas consistentes. Em Chicago, o contrato de soja para março de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel, uma queda de 1,04% na semana, enquanto o contrato para maio de 2025 também registrou recuo, encerrando a US$ 10,60 por bushel.
O que esperar do mercado da soja?
Para os próximos dias, as previsões indicam chuvas persistentes no Sudeste e Sul do Brasil, o que deve dificultar a secagem da soja e atrasar o início da colheita. No Centro-Oeste, algumas áreas já iniciaram a dessecação, mas a alta umidade e a continuidade das chuvas impedem avanço. Este atraso deve resultar em uma grande oferta de soja na segunda quinzena de fevereiro, o que pode pressionar os prêmios de exportação para baixo.
A logística também é um ponto de atenção. O volume elevado de soja a ser colhido na segunda quinzena de fevereiro pode gerar gargalos no transporte e na armazenagem. O aumento nos custos de armazenagem, devido à umidade elevada dos grãos, e o reajuste nos preços do diesel devem impactar ainda mais a estrutura logística.
No cenário cambial, o dólar deve continuar forte devido às tensões entre China e Estados Unidos, o que pode redefinir dinâmicas de comércio global. No Brasil, a manutenção da taxa de juros elevada e o cenário fiscal instável também contribuem para um ambiente de incertezas, o que pode gerar volatilidade nos preços da soja.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
A consultoria recomenda que produtores que fixaram preços na B3 no final de dezembro – Foto: Divulgação
A TF Agroeconômica destacou que, apesar das especulações sobre o atraso no plantio da segunda safra de milho no Brasil, as chuvas podem compensar parcialmente esse atraso, resultando em uma colheita entre 122 e 123 milhões de toneladas (MT), acima da estimativa da Conab de 119,55 MT. Com isso, as indústrias locais estão se adiantando na compra do cereal para junho de 2025, pagando preços mais altos do que os oferecidos pela exportação, o que pode indicar uma tendência de alta nos preços.
A consultoria recomenda que produtores que fixaram preços na B3 no final de dezembro já garantiram ganhos de aproximadamente R$ 5,70/saca em relação ao preço atual. No entanto, quem fixar hoje ainda pode obter lucro de 8,44%, um patamar relevante para o milho. A recomendação é evitar esperar pela colheita, quando os preços podem cair para níveis próximos ao prejuízo.
Entre os fatores de alta, destacam-se o clima quente e seco em áreas agrícolas da Argentina e o atraso no plantio da safrinha no Brasil devido ao atraso na colheita da soja. Além disso, os bons preços do etanol e do boi gordo sustentam uma valorização do milho. Por outro lado, fatores de baixa incluem a imposição de tarifas pelos EUA sobre produtos do México, Canadá e China, que podem gerar retaliações comerciais, e a queda nos preços do frango e do suíno no Brasil, reduzindo a demanda pelo grão.
Além disso, os preços pagos pelas indústrias de carnes no mercado interno estão mais altos do que os oferecidos pelos exportadores, limitando novas valorizações. As indústrias estão ofertando prêmios de 70 cents/bushel para cobrir estoques em junho e julho, enquanto os exportadores pagam no máximo 30 cents/bushel para embarques em Santos, o que pode influenciar a dinâmica do mercado nos próximos meses.
Santa Catarina começou a colheita de arroz da safra 2024/25, com perspectiva de colher 1,2 milhão de toneladas, ou 9,5% acima da safra anterior. Os números foram divulgados pela Secretaria da Agricultura catarinense, com base em levantamento da Epagri/Cepa.
O estado é o segundo maior produtor de arroz do Brasil e o campeão em produtividade. A área deve se manter em 145 mil hectares e, este ano a produção será maior devido ao aumento da produtividade média, que deverá ser de 8,73 toneladas por hectare, um aumento de 9,85% em relação à safra passada.
Segundo a analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Eapgri/Cepa, Glaucia Padrão, a safra passada foi marcada por excesso de chuva, baixa luminosidade e excesso de nebulosidade, o que resultou em muitos problemas como doenças, pragas e baixo desempenho produtivo.
Entretanto, para esta safra, diz na nota o coordenador do Programa Grãos da Epagri, Douglas Oliveira, a expectativa é a de que as lavouras se desenvolvam dentro da normalidade. “A expectativa é de safra com resultados favoráveis, haja vista as boas condições climáticas que têm permitido um bom desempenho das lavouras”, diz ele.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou na semana passada que o plantio do milho segunda safra ocupava apenas 1,4% da área. Em mesmo período do ano passado, o avanço era de 10,4%.
O ritmo lento tem preocupado o mercado e se deve, principalmente, ao atraso na colheita da soja por conta do excesso de chuva em certas áreas e da falta em outras.
Falando em adversidades climáticas, a Argentina continua no centro das atenções. Embora o otimismo tenha ganhado força no final da semana, a incerteza sobre o real potencial produtivo ainda persiste, mantendo o mercado em alerta.
De acordo com a plataforma Grão Direto, com a alta nos preços dos combustíveis, as usinas de etanol de milho ganharam mais destaque no mercado, tornando-se um fator relevante na destinação do grão e influenciando a dinâmica comercial do setor.
Quanto aos preços na semana passada, em Chicago o milho encerrou a semana cotado a US$ 4,83 por bushel, queda de 0,62% frente ao período anterior (20 a 24 de janeiro).
No Brasil, na B3, o contrato de milho para março de 2025 registrou leve alta de 0,47%, encerrando a R$ 75,50 por saca. No mercado físico, os preços seguiram estáveis, sem movimentos expressivos, refletindo a cautela dos compradores diante das oscilações no mercado futuro.
O que esperar do mercado do milho?
Etanol de milho: as referências de preço para o milho tendem a se fortalecer nas regiões onde há usinas de etanol à base do cereal, impulsionadas pelo cenário dos combustíveis. “O governo tem mantido os preços da gasolina artificialmente baixos, mas com o aumento do preço internacional, a defasagem entre os valores praticados no Brasil e no mercado externo deverá ser corrigida gradualmente. Com a elevação dos preços da gasolina, o biocombustível também deve se valorizar, o que melhora a margem das usinas e aumenta seu poder de compra do cereal”, afirma a Grão Direto, em nota. “Esse cenário pode beneficiar os produtores, que terão a oportunidade de travar contratos futuros com essas usinas, especialmente considerando o atraso no plantio do milho segunda safra e a maior competitividade do setor de etanol”.
Atraso da segunda safra: o atraso no plantio do milho segunda safra já é uma realidade, mas os impactos sobre a área plantada ainda são incertos. “Os custos de insumos seguem elevados, refletindo a valorização do dólar, e a janela de plantio será determinante para a tomada de decisão dos produtores. No estado de Goiás, alguns produtores parceiros da Grão Direto já sinalizaram redução de área plantada, deixando 30% das áreas apenas com plantas de cobertura. Outros optaram por uma estratégia de diversificação, mesclando a semeadura de milho com sorgo, devido à sua maior resistência às condições adversas”, diz o balanço da plataforma.
Diante desse cenário, as cotações do milho na B3 e no mercado físico devem ser impulsionadas para cima, refletindo a expectativa de menor oferta no mercado doméstico.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (3) a pausa de um mês nas tarifas de 25% contra as importações do México que haviam sido anunciadas no fim de semana. A decisão foi firmada durante conversa com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, descrita pelo republicano como “amigável”.
A informação já havia sido adiantada um pouco mais cedo por Sheinbaum, que também chamou a negociação com Trump de “uma boa conversa”.
O diálogo ocorreu dias depois Trump anunciar a aplicação de tarifas de 25% ao México e Canadá, e de 10% à China. E após México e Canadá informarem que adotariam reciprocidade, com aumento de tarifas sobre produtos norte-americanos.
Detalhes da negociação
Em publicação na rede Truth Social, Trump informou que Sheinbaum concordou em enviar 10 mil soldados mexicanos para a fronteira com os EUA.
“Esses soldados serão designados especificamente para impedir o fluxo de fentanil e migrantes ilegais para o nosso país”, explicou o presidente norte-americano.
Trump acrescentou que, durante o período de suspensão das tarifas, as negociações entre os dois países serão lideradas pelos secretários de Tesouro, Scott Bessent; Estado, Marco Rubio; e Comércio, Howard Lutnick. “Estou ansioso para participar dessas negociações, com a presidente Sheinbaum, enquanto tentamos alcançar um ‘acordo’ entre nossos dois países”, escreveu.
Casa Branca nega existência de ‘guerra comercial’
Mais cedo, em entrevista à CNBC, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que a política tarifária de Donald Trump “não é uma guerra comercial, é uma guerra contra as drogas”. O diretor também destacou que “muitas negociações” ocorreram durante o fim de semana para tentar evitar a imposição de tarifas contra outros países parceiros comerciais.
“Nas nossas conversas ao longo do fim de semana, uma das coisas que notamos é que os mexicanos estão muito sérios em fazer o que o presidente Trump disse na ordem executiva – se tornar muito mais agressivos na guerra contra as drogas”, afirmou Hassett.
O diretor ainda observou que o Canadá “parece ter interpretado mal” a ordem executiva do republicano, interpretando-a erroneamente como uma guerra comercial.