quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Hotéis eliminam ovos de galinhas confinadas



O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal



O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal
O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal – Foto: Divulgação

A busca por hospedagens alinhadas a valores sustentáveis e éticos cresce entre os viajantes. Segundo um relatório da Booking.com, 49% dos turistas consideram certificações sustentáveis um fator decisivo na escolha do hotel. Além da economia de recursos e gestão de resíduos, um dos aspectos que mais chama atenção é a origem dos alimentos servidos, especialmente a produção de ovos. O confinamento de galinhas em gaiolas, uma prática amplamente criticada, tem levado grandes redes hoteleiras a revisar suas cadeias de suprimentos.

A Accor lidera esse movimento, comprometendo-se a eliminar os ovos de galinhas confinadas até 2025 nas Américas. Nos Estados Unidos e Canadá, 98% dos hotéis da rede já utilizam ovos de aves criadas livres, enquanto na América Central e Caribe esse número chega a 87%. No Brasil, outras redes como Fasano, Marriott, Hyatt e Wyndham também adotaram políticas semelhantes, reforçando o compromisso do setor com práticas mais responsáveis.

O impacto positivo dessa mudança vai além do bem-estar animal. Galinhas confinadas vivem em espaços reduzidos, o que compromete seu sistema imunológico e aumenta a necessidade do uso de antibióticos – um fator que contribui para a resistência antimicrobiana, um problema de saúde global. Segundo Julia Almeida, da ONG Animal Equality, eliminar esses ovos do mercado é uma ação concreta para reduzir o sofrimento animal e promover um sistema alimentar mais ético.

“A eliminação dos ovos de galinhas confinadas em gaiolas é uma medida crucial para reduzir o sofrimento animal. Essa escolha não se limita a uma mudança no fornecimento, mas representa uma ação concreta para melhorar as condições de vida dessas aves”, afirma.

Além dos hotéis, empresas como Carrefour, McDonald’s, Bauducco e Unilever também adotaram políticas de fornecimento cage-free. Esse movimento evidencia uma tendência global: consumidores exigem mais transparência e responsabilidade das marcas, tornando a sustentabilidade um fator decisivo na experiência de consumo.





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Sistema OCB apresenta prioridades para 2025



O Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lançou nesta terça-feira (18) a Agenda Institucional do Cooperativismo 2025, um documento que define as principais pautas do setor para o ano. O evento, realizado em Brasília, contou com a presença de lideranças cooperativistas, parlamentares e representantes do governo federal.

Com 56 propostas direcionadas ao Congresso Nacional e ao Executivo, a agenda tem como objetivo consolidar o cooperativismo como um modelo de desenvolvimento sustentável e economicamente viável. Neste ano, o documento traz ainda mais destaque para a sustentabilidade, já que o Brasil sediará a COP30, a conferência mundial do clima.

Segundo Tânia Zanella, superintendente do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), o cooperativismo já demonstra ser um aliado na produção sustentável, conciliando eficiência econômica com preservação ambiental.

“O movimento cooperativista precisa ser socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente correto. Por isso, além de apresentar nossas prioridades ao governo, estamos entregando o Manifesto do Cooperativismo para a COP30, mostrando que o setor pode e deve ser protagonista na agenda climática mundial”, afirmou.

Expansão do cooperativismo e avanços no setor de seguros

Além das pautas relacionadas à sustentabilidade, o lançamento da agenda também foi um momento de celebração de conquistas para o setor, como a aprovação da Lei Complementar 123, que regulamenta a atuação das cooperativas de seguros no Brasil.

De acordo com Zanella, o país era um dos poucos no mundo onde cooperativas não podiam atuar no mercado de seguros, e a nova legislação representa um avanço significativo para o setor e para os consumidores.

“A regulamentação das cooperativas de seguros abre um excelente espaço para o cooperativismo e amplia as opções disponíveis para os consumidores, fortalecendo o setor e trazendo mais competitividade”, destacou.

Protagonismo do cooperativismo na economia

O lançamento da Agenda Institucional 2025 reforça o compromisso do cooperativismo com o desenvolvimento econômico e social do Brasil. O setor, que já desempenha um papel fundamental na geração de empregos e na inclusão produtiva, agora se prepara para ampliar ainda mais sua influência na economia verde e na transição para um modelo sustentável de negócios.

A cerimônia contou com a presença de autoridades políticas e representantes do setor produtivo, que destacaram a importância do diálogo entre o cooperativismo e o poder público para garantir avanços estruturais.

Com essa nova agenda, o Sistema OCB busca consolidar o cooperativismo como um modelo de negócios que gera oportunidades, impulsiona a inovação e contribui para um Brasil mais sustentável. Nos próximos meses, as lideranças do setor darão continuidade às articulações políticas para garantir que as pautas apresentadas sejam transformadas em políticas públicas e legislações favoráveis ao desenvolvimento do setor cooperativista.



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Goiás deve produzir 14,2% mais nesta safra, chegando a 34,5 milhões de toneladas



Goiás deve produzir 14,2% mais grãos na safra 2024/25, com 34,5 milhões de toneladas. A soja segue como principal cultura, com colheita prevista em 20,2 milhões de toneladas, alta de 20,1% em relação ao ciclo passado. Já o milho de primeira e segunda safras deve render, no estado, 10,6 milhões de toneladas, ou 7,5% mais ante 2023/24.

As informações foram divulgadas hoje pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, com base em dados de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No feijão, Goiás deve produzir 6,6% mais na safra 2024/25, com 292,6 mil toneladas. “Já o sorgo reafirma a posição do estado como maior produtor do Brasil, com 1,3 milhão de toneladas, reflexo do aumento de 2,1% na área plantada em relação ao ano anterior”, diz a nota da pasta.

A secretaria destaca também que o IBGE aponta para desempenhos positivos na safra goiana, em cultivos não ligados aos grãos, como o tomate, que tem estimativa de produção de 1,4 milhão de toneladas.

A mandioca, por sua vez, deve alcançar 190 mil toneladas, ou 2,9% mais ante o levantamento de janeiro, impulsionada pelo crescimento da área plantada.

Para a cultura da banana, a projeção é de mais de 167 mil toneladas, participação de 2,4% da produção nacional.

A estimativa para as três safras da batata-inglesa também indica crescimento, com produção prevista de 267,4 mil toneladas, aumento de 1,2% em relação à publicação de janeiro e participação de 6,2% no total nacional.



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Paraná terá banco nacional de vacinas e antígenos



O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) firmou nesta terça-feira (18) parceria com a empresa Biogénesis Bagó na criação de um banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa no estado.

Conforme nota da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento paranaense, o banco tem como objetivo ser “um estoque estratégico de antígenos” para a rápida produção de vacinas contra a doença, em caso de surto.

Ele manterá congelados sorotipos virais específicos da doença para a produção e distribuição, em até 72 horas, de imunizantes a todo o território nacional em caso de necessidade.

Esse será o primeiro banco de antígenos do Brasil, que espera ser oficializado, ainda neste ano, como “país livre de aftosa sem vacinação” pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Conforme o diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, o banco de antígenos é importante “para apoiar o país no enfrentamento de surtos pontuais que podem surgir e requerer uma vacinação emergencial”, disse, na nota.

“O banco vem neste sentido: ser uma ferramenta para a rápida formulação de vacinas para conter um surto localizado e evitar que a doença se espalhe”, reforçou.

Para o country manager da Biogénesis Bagó, Marcelo Bulman, ter um banco de antígenos, além de ser um dos pré-requisitos para a obtenção do certificado internacional, representa uma importante estratégia para garantir a segurança sanitária do país.

Ele informou, na nota, que a empresa é responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos Estados Unidos e do Canadá desde 2006, além de países como Taiwan e Coreia do Sul.



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Safra de arroz segue com boas expectativas de produtividade


O boletim conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (6) aponta que a colheita de arroz no estado do Rio Grande do Sul atingiu 25% da área cultivada, com destaque para a Fronteira Oeste, onde os índices são mais elevados. Em São Borja, a colheita chegou a 45%, seguida por Maçambará (40%), Alegrete (35%), Itaqui (32%), Barra do Quaraí e Uruguaiana, com cerca de 25% de colheita concluída.

Na região da Campanha, onde a semeadura foi mais tardia, a colheita está em fase inicial, atingindo 10% em Aceguá e Lavras do Sul, e 8% em Dom Pedrito. Atualmente, 40% da área plantada encontra-se em fase de maturação, o que possibilita aos produtores direcionar as reservas de água para irrigar as lavouras semeadas na segunda quinzena de dezembro, que estão nas fases de floração (7%) e enchimento de grãos (24%).

Na região de Pelotas, as lavouras estão predominantemente na fase de maturação, com 56% da área, enquanto 34% se encontram na fase de granação e 5% em floração. A colheita está em estágio inicial (5%) e ocorre em praticamente todos os municípios da região.

Em Santa Maria, a colheita avançou para 19% da área semeada, com 40% das lavouras em maturação. Embora os rendimentos estejam dentro das expectativas iniciais, algumas áreas, como Cacequi e Restinga Sêca, registraram queda de 15% na produtividade, enquanto em São Sepé e Formigueiro a redução foi de 5%.

Na região de Santa Rosa, em Garruchos, a colheita das lavouras semeadas precocemente já começou. As altas temperaturas e a intensa radiação solar favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em produtividade próxima a 8 mil kg/ha de grãos limpos e secos, o que garantiu rentabilidade para os orizicultores locais.

Em Soledade, cerca de 10% da área foi colhida, com produtividades dentro das expectativas. As chuvas de fevereiro elevaram os níveis dos mananciais hídricos, oferecendo maior segurança aos orizicultores, que continuam utilizando água de forma moderada na irrigação. O quadro geral da cultura é considerado normal, com lavouras apresentando boa sanidade e estado nutricional.

No que diz respeito à comercialização, o preço médio da saca de 50 quilos de arroz, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, registrou uma queda de 2,14%, passando de R$ 90,09 para R$ 88,16.





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Arroba de boi gordo tem ganhos no preço Brasil afora; confira



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma recuperação nos preços nesta terça-feira (18).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate é uma variável chave para interpretar a recente alta dos preços.

“Vale destacar que esse movimento tende a acontecer de forma comedida. Mesmo com a dificuldade na composição das escalas de abate, o cenário de consumo doméstico não permite alta mais consistente dos preços. Exportações em ótimo nível ainda são uma variável importante a ser considerada”, avalia Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: referência ficou em R$ 312,67, na modalidade à prazo, contra R$ 311,83 anteriormente.
  • Goiás: R$ 299,29, no comparativo com R$ 297,14 de ontem.
  • Minas Gerais: R$ 290,59, ante R$ 285 ontem.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 298,41, contra R$ 294,89 do dia anterior.
  • Mato Grosso: R$ 299,76, contra R$ 299,39 anteriormente.

Atacado

O mercado atacadista ainda se depara com firmeza em seus preços. No entanto, Iglesias indica que o ambiente de negócios sugere por uma menor propensão a reajustes, considerando o período de menor apelo ao consumo que é a segunda quinzena do mês.

Ele destaca que a população ainda prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos.

  • Quarto traseiro ainda é cotado a R$ 25 o quilo
  • Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 18,50 o quilo
  • Ponta de agulha segue no patamar de R$ 17 o quilo



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Negócios mistos no mercado da soja; saiba as cotações do dia



O mercado brasileiro de soja seguiu com a movimentação de negócios nesta terça-feira (18), apesar da variação mista nos preços ao longo do dia. "A maior parte das praças recuou, acompanhando a queda na CBOT e no dólar, mas os prêmios continuam muito firmes", destaca o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Segundo o consultor, foram realizados negócios nos portos de Paranaguá e Santos, enquanto São Francisco do Sul seguiu lento, refletindo a ainda baixa oferta de soja em Santa Catarina. "De maneira geral, os preços seguem atrativos, apesar dos custos logísticos. A indústria tenta cadenciar as ofertas, aguardando novas quedas no preço do grão. O contexto geral é de negócios moderados", comenta.

Saiba as cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. A sessão, mais uma vez, foi volátil e com cotações oscilando em uma estreita margem.

O avanço da colheita no Brasil aumenta a oferta mundial da oleaginosa, gerando pressão fundamental sobre as cotações. O mercado também segue atento aos efeitos da política tarifária do governo Trump, temendo um deslocamento da demanda chinesa para a América do Sul.

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Os agentes começam também a buscar um melhor posicionamento de suas carteiras ante ao relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os números serão divulgados no dia 31.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 2,75 centavos de dólar ou 0,27% a US$ 10,12 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,26 1/2 por bushel, perda de 2,75 centavos ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 4,40 ou 1,44% a US$ 299,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,54 centavos de dólar, com alta de 0,44 centavo ou 1,04%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,21%, negociado a R$ 5,6730 para venda e a R$ 5,6710 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6560 e a máxima de R$ 5,7145.



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exportação em fevereiro recua 44% em volume e 37% em receita



O Brasil exportou 62,5 mil toneladas de arroz (base casca) em fevereiro, com receita de US$ 21,6 milhões, informou a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume foi 43,6% menor que em igual período de 2024 e a receita, 36,8% inferior.

Em relação às importações, em fevereiro o Brasil comprou 152,2 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 46,2 milhões. Ainda conforme a Abiarroz, os envios do produto beneficiado ao exterior somaram 22,5 mil toneladas em fevereiro, 68,9% ante fevereiro de 2024, com receita de US$ 11,4 milhões (-54%).

“A nova safra começou a ser colhida no final de fevereiro e início de março, por isso ainda não havia muita disponibilidade do produto no mês passado, levando em conta que a safra do ano anterior foi menor. Esse foi o principal motivo para a queda nas exportações brasileiras”, disse o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

Os principais destinos das exportações de arroz beneficiado em fevereiro foram Peru, Cuba, Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, Panamá, São Tomé e Príncipe e Curaçau.

“Em termos de valor, destaque para o Peru, para onde foram embarcadas cerca de 10,6 mil toneladas do cereal, ao preço de US$ 5,3 milhões”, ressaltou a Abiarroz.



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Conab aponta aumento na área de sorgo em Minas Gerais



Áreas de sorgo crescem 5,4% em Minas Gerais




Foto: Pixabay

De acordo com o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura das culturas de segunda safra em Minas Gerais foi prejudicada pelos atrasos na plantação do milho e pelo alongamento do ciclo da soja.

A janela de plantio, especialmente em solos mais arenosos, foi comprometida pela falta de umidade, afetada ainda pelas adversidades climáticas registradas em fevereiro. “Esse cenário criou um ambiente favorável à continuidade da expansão das áreas de sorgo no estado”, apontou o levantamento.

Em fevereiro, alguns municípios do Triângulo Mineiro enfrentaram escassez de sementes de sorgo, o que reforça a expectativa de crescimento na área destinada a essa cultura em comparação com a safra anterior. O levantamento revelou que, apesar das dificuldades no início da semeadura, a área semeada com sorgo no ciclo atual foi 5,4% maior que a do ciclo passado, que registrou 2% no mesmo período da safra 2023/24.





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FPA denuncia avanço de casos e cobra providências urgentes



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu nesta terça-feira (18) para discutir o avanço das invasões de terras no Brasil, com foco no sul da Bahia e no Espírito Santo. Durante o encontro, parlamentares relataram casos de grupos armados que invadem propriedades, roubam e expulsam produtores rurais de suas terras.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a situação na Bahia extrapola a disputa por terras e revela a atuação de organizações criminosas. Segundo ele, o problema envolve questões de justiça e segurança pública que demandam uma resposta urgente das autoridades.

“Bandos armados estão tirando produtores de suas casas com a conivência do governo do estado. Precisamos de medidas importantes do Tribunal de Justiça da Bahia e do Conselho Nacional de Justiça, onde solicitamos uma audiência. Aqui em Brasília, vamos trabalhar para evitar uma batalha campal na região”, afirmou Lupion.

Denúncias sobre crimes rurais e insegurança no campo

O deputado Evair de Melo (PP-ES) alertou para a atuação de novos grupos, como o Movimento de Luta pela Terra (MLT), que se somam ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na realização de invasões violentas.

Ele ressaltou que esses grupos vêm promovendo saques e violência contra os produtores rurais, tornando a Bahia uma “zona de guerra”.

“Esses grupos são quadrilhas organizadas que invadem propriedades. Estamos nos aproximando da safra do café e eles já estão roubando café verde de dentro das lavouras. A Bahia virou a Faixa de Gaza do Brasil”, disse Mello.

O ex-ministro da Cidadania João Roma reforçou que o crime organizado está explorando áreas produtivas de alto valor econômico, muitas vezes manipulando pessoas para que sejam identificadas como sem-terra ou indígenas, enquanto as terras são ocupadas ilegalmente sem intervenção efetiva das autoridades.

“Estamos atingindo um nível de risco muito alto, com a anuência de muitos que deveriam conter a situação. Existem formas de resolver o problema e a FPA atuará para impedir que esse cenário se agrave ainda mais”, afirmou Roma.

Cobrança por medidas urgentes do governo

A bancada ruralista também cobrou providências do governo federal. O deputado Zé Trovão (PL-SC) foi enfático ao afirmar que o Executivo precisa agir imediatamente para conter os invasores e evitar prejuízos ainda maiores ao agronegócio brasileiro.

“O governo federal precisa aparecer e acabar com tudo o que ele mesmo reforça. É inadmissível ver o governo paralisado enquanto os crimes acontecem. Se nós ficarmos aqui só na discussão do microfone, esses invasores vão tomar o nosso país”, declarou o parlamentar.

A FPA pretende pressionar o governo e as autoridades judiciais para que medidas concretas sejam tomadas a fim de garantir a segurança no campo e a proteção dos produtores rurais. O grupo já solicitou reuniões com o Tribunal de Justiça da Bahia e com o Conselho Nacional de Justiça para discutir o tema e buscar soluções efetivas para conter a escalada da violência no setor agropecuário.

A insegurança no campo e as dificuldades logísticas continuam sendo entraves para o desenvolvimento do agronegócio no Brasil. Com a proximidade da safra de café e outras culturas, a preocupação com novas invasões aumenta, exigindo respostas rápidas das autoridades para evitar prejuízos à produção e garantir a ordem nas regiões afetadas.



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