quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Genética e tecnologia são a chave da pecuária



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos



A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos
A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos – Foto: Bing

Segundo José Luiz Moraes Vasconcelos, professor aposentado da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP Botucatu, o crescimento populacional impõe desafios à pecuária, exigindo avanços tecnológicos para aumentar a produtividade de carne e leite. Entre 1994 e 2024, a população mundial cresceu 45%, e a projeção da ONU aponta que até 2054 atingirá 10 bilhões de pessoas, tornando essencial o uso de genética superior no rebanho para atender à demanda global.  

A seleção genética permite a criação de animais mais produtivos, mas exige investimentos em manejo adequado, nutrição de qualidade e capacitação da mão de obra. Embora esses custos iniciais sejam altos, o retorno a longo prazo compensa, reduzindo o custo por quilo de carne e litro de leite. No entanto, o acesso a essa tecnologia ainda é um desafio para pequenos pecuaristas, que necessitam de políticas de incentivo e programas de extensão rural para viabilizar a adoção dessas práticas.  

“Ferramentas que permitam o aumento da renda do produtor são estímulos para manutenção da família como produtores. Muitas vezes, quando o produtor falece, a família abandona a atividade e se muda para a cidade, o que resulta na perda de conhecimento e continuidade do negócio”, indica.

A inseminação artificial se destaca como ferramenta essencial para disseminar a genética melhoradora. Em 2024, a pecuária brasileira utilizou 9,2 milhões de doses de sêmen, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), evidenciando o crescimento do setor. A ampliação desse investimento, aliada a políticas de fomento, pode acelerar o desenvolvimento da pecuária nacional, garantindo maior produção e segurança alimentar para as futuras gerações.

 





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Primeiro dia do outono com chance de geada e chuva pelo país; confira onde



A quinta-feira terá muita incidência de umidade associada ao sistema de alta pressão que avança após o deslocamento da frente fria. Diante deste cenário, as instabilidades devem seguir atuando sobre os estados da região Sudeste. Apesar disso, a chuva perde intensidade em boa parte do território paulista, incidindo por meio de pancadas isoladas. A atuação de um grande sistema de alta pressão deve manter o predomínio de tempo firme sobre os três estados da região Sul.

No Rio Grande do Sul, durante a madrugada e início da manhã, teremos condições para formação de nevoeiro sobre a faixa leste gaúcha. Ao longo do dia, o sol deve aparecer entre nebulosidade variável, sem previsão de chuva significativa. Os termômetros vão apresentar elevação gradual conforme o passar das horas, mantendo a condição de tempo abafado em todo território gaúcho.

Frio no começo da manhã e sol durante o dia

Segue o alerta para baixa umidade do ar no decorrer das horas mais quentes. Em Santa Catarina, a atuação da massa de ar polar pode contribuir novamente para a ocorrência de geada em alguns pontos do alto da serra catarinense nas primeiras horas da manhã. No decorrer do dia, o predomínio também deverá ser de tempo firme em todo o estado.

No Paraná, a condição também é de tempo aberto, assinalado pela presença do sol entre poucas nuvens no céu. Não há previsão de chuva significativa.

Frente fria

Na Região Sudeste, a circulação de ventos e umidade associados à frente fria que se desloca sobre o oceano e a atuação do cavado em níveis médios da atmosfera devem manter a condição de tempo instável em todos os estados. Destaque para a condição de chuva forte e até mesmo temporais localizados entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-sul de Minas Gerais.

Em São Paulo, as pancadas de chuva mais significativas ocorrem no norte paulista e áreas de divisa com Minas Gerais e Rio de Janeiro. Por outro lado, a umidade do ar deve sofrer queda significativa ao longo do dia no oeste paulista, que entra na área de alerta.

Pancadas de chuva

Na Região Centro-Oeste, as instabilidades seguem associadas à combinação entre calor e umidade presente na atmosfera. Sendo assim, o dia continua amanhecendo sob condição de tempo mais aberto, com predomínio de sol entre nuvens. A partir do período da tarde, as pancadas de chuva ganham força e se espalham, com potencial para raios e ventos.

Chuva prossegue

Destaque para o retorno da chuva mais expressiva no Distrito Federal. No Mato Grosso do Sul, em contrapartida, a chuva perde expressão em boa parte do estado e pode ocorrer de maneira isolada e localizada.

Na Região Nordeste, a chuva continua caindo sobre toda a costa norte, e começa a avançar sobre parte do sertão e agreste. Na costa leste da região, a incidência de ventos marítimos também deve estimular a ocorrência de chuva isolada.

Teremos o retorno das pancadas sobre o oeste da Bahia, ainda que de maneira mais localizada. Em contrapartida, a atuação de uma área de alta pressão em níveis médios da atmosfera deve manter o tempo firme sobre as demais áreas do estado baiano.

Na Região Norte, a chuva mais forte continua caindo sobre o Amazonas, Pará, norte do Tocantins e sul de Roraima. No Amapá, a chuva permanece concentrada no centro-sul do estado. Os estados do Acre e Rondônia permanecem em atenção para chuva localmente forte.



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Agro paulista tem superávit de US$ 3 bilhões


As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 4,03 bilhões nos primeiros dois meses de 2025, enquanto as importações atingiram US$ 1,02 bilhão, resultando em um superávit de US$ 3,01 bilhões. O saldo comercial, no entanto, representa uma queda de 25,7% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.  

“Os produtores optaram por comercializar o açúcar no mercado interno, onde o preço está mais vantajoso com a desvalorização do dólar frente ao real no começo de 2025”, comenta José Alberto Ângelo, pesquisador científico do IEA-Apta.

A retração se deve principalmente à queda nas exportações de açúcar, impactadas pela maior oferta do produto de países como Índia, Tailândia e União Europeia, além do período de entressafra no Brasil. “Os embarques registrados no início do ano deram uma enfraquecida diante da instabilidade do câmbio, mas o agro paulista manteve sua representatividade nos resultados nacionais. O setor de sucos e o complexo sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do total exportado pelo Brasil. Esses números representam a força das agroindústrias paulistas na economia do Estado e do País”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Apesar da redução, São Paulo manteve a liderança nas exportações do agro brasileiro, com 18,1% de participação, à frente de Mato Grosso (15%), Minas Gerais (11,6%) e Paraná (11,5%). O secretário Guilherme Piai destacou a força do setor sucroalcooleiro e de sucos, que representam mais de 50% das exportações do Brasil. Entre os principais produtos exportados, o açúcar liderou com US$ 1,09 bilhão (91,6% do complexo sucroalcooleiro), seguido por sucos (US$ 573,74 milhões), carnes (US$ 567,76 milhões) e café (US$ 297,21 milhões). A soja, com US$ 175,91 milhões, pode ganhar mais espaço nos próximos meses com o avanço da colheita.

 





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especialista conta o que esperar do mercado


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call desta quinta-feira (20), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa avançou pelo sexto dia seguido, enquanto o dólar teve a sétima queda consecutiva (R$ 5,64), em meio à decisão do Fed de manter juros estáveis e alertas sobre inflação elevada.

No Brasil, o Copom elevou a Selic para 14,25% e sinalizou possível novo ajuste em maio.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Fávaro propõe novo modelo para modernizar proteção ao agro


O seguro rural brasileiro está defasado e precisa de uma reformulação urgente. Essa foi a avaliação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência na Comissão de Agricultura do Senado, nesta terça-feira (19). Questionado pelos parlamentares sobre o tema, o ministro destacou a necessidade de modernizar o modelo atual e sugeriu a criação de uma nova proposta para tornar o seguro mais acessível aos produtores rurais.

Fávaro citou o projeto de lei que está em discussão e tem como objetivo ampliar a cobertura do seguro rural, garantindo mais segurança financeira ao setor agropecuário. Segundo ele, a agropecuária brasileira evoluiu significativamente em tecnologia, inovação e produtividade, mas a proteção contra riscos climáticos e perdas não acompanhou esse crescimento.

“O seguro rural ficou para trás. Precisamos encontrar uma saída para essa que é uma das maiores carências do arranjo produtivo brasileiro”, afirmou o ministro.

Comparação com os EUA e mudanças propostas

Fávaro mencionou o modelo norte-americano de seguro rural, onde o governo subsidiaria diretamente o seguro, em vez de focar no crédito agrícola, como ocorre no Brasil. Atualmente, o governo brasileiro destina cerca de R$ 16,3 bilhões para a subvenção ao crédito rural, enquanto apenas R$ 1 bilhão é destinado ao seguro rural.

A proposta do ministro é encontrar um equilíbrio, tornando o seguro obrigatório para aqueles que acessam crédito rural. “Nos Estados Unidos, não há crédito rural como no Brasil, mas há um seguro bem estruturado. Aqui, podemos manter o crédito, mas com a exigência do seguro, garantindo maior proteção ao produtor”, disse.

Além disso, Fávaro destacou que uma reformulação do seguro poderia reduzir o custo das apólices para os produtores, tornando a adesão mais atrativa. Segundo estudos preliminares apresentados na audiência, os valores das apólices poderiam cair entre 0,9% e 1,3%, tornando o seguro mais barato e acessível.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Avanço das negociações com o setor privado

A reformulação do seguro rural está sendo debatida com diversos setores, incluindo seguradoras, resseguradoras, parlamentares e representantes do agronegócio. O objetivo é construir um modelo que amplie a cobertura e traga mais previsibilidade financeira para os produtores, especialmente diante das oscilações climáticas e dos desafios enfrentados pelo setor.

Caso a proposta avance no Congresso, o novo modelo poderá garantir maior estabilidade ao agro brasileiro, reduzindo impactos econômicos causados por perdas na produção e tornando o setor ainda mais competitivo no cenário internacional.



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Saiba como será o clima do outono e os impactos para o campo


O outono de 2025 começa oficialmente no dia 20 de março e promete trazer temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. Segundo as previsões meteorológicas, abril será um mês mais quente que o normal, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, impactadas pelas mudanças climáticas e ondas de calor.

A transição do verão para o outono já se faz sentir com a chegada de uma frente fria no Sul do país, reduzindo temporariamente as temperaturas. No entanto, o Norte e Nordeste seguirão com tempo quente e seco, enquanto o Centro-Oeste enfrentará variações entre calor intenso e pancadas de chuva. O Sudeste também apresentará esse padrão, com períodos alternados de calor e precipitações, influenciando diretamente no conforto térmico da população e no planejamento agrícola.

Com a neutralidade climática prevista para 2025, espera-se um outono mais estável, com impactos diretos na disponibilidade hídrica e na produção agrícola. A possibilidade de um inverno mais úmido também pode contribuir para o abastecimento dos reservatórios e a recuperação de áreas afetadas pela seca prolongada.

E PARA AGRICULTURA, VEJA AS PREVISÕES:

A chegada do outono traz desafios e oportunidades para a agricultuura. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, do Portal Agrolink, a redução das chuvas beneficiará a colheita de soja e milho no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo melhor tráfego das máquinas agrícolas. No entanto, essa mesma condição pode prejudicar o plantio de trigo, aveia e cevada, culturas que necessitam de maior umidade para um bom desenvolvimento inicial.

Outono de 2025 terá clima seco e risco de geadas, alerta meteorologista

A região Sul deve sofrer com chuvas abaixo da média, o que preocupa os produtores de grãos de inverno, pois a falta de água no solo pode comprometer a produtividade. Além disso, há risco de geadas precoces entre o fim de abril e maio, trazendo mais um fator de incerteza para os agricultores. No Sudeste, as chuvas devem ficar dentro da média, mas com solos já castigados pelo verão seco, o crescimento das culturas de inverno pode ser prejudicado.

No Centro-Oeste, o clima seco favorecerá a colheita de soja e milho, mas a segunda safra pode enfrentar dificuldades devido às altas temperaturas e chuvas irregulares. Já no Nordeste, onde a agricultura depende fortemente da irrigação, o impacto será menor, mas áreas sem sistemas eficientes de captação de água podem sofrer perdas. No Norte, a redução das chuvas pode baixar os níveis dos rios, afetando o transporte fluvial e a logística de escoamento da produção agrícola.





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“Fim do Plano Safra” exige inovação em financiamento



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros



Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros
Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro enfrenta um momento decisivo com a pausa do Plano Safra para 2025, destacou Gustavo Alves, bacharel em agronomia, produtor rural e CEO da Nagro. Desde 2003, o programa garantiu previsibilidade e crédito a juros baixos para o setor. Sua descontinuação impõe desafios, sobretudo para pequenos e médios produtores, que precisarão buscar alternativas no mercado financeiro.  

Sem o Plano Safra, os financiamentos agrícolas tendem a ficar mais caros, forçando produtores a recorrer a bancos tradicionais ou a soluções inovadoras. As fintechs especializadas em crédito agro despontam como alternativa promissora, oferecendo agilidade e digitalização. No entanto, a taxa de juros será um dos maiores desafios, pois o programa oferecia as menores do mercado.  

Para manter a sustentabilidade do setor, será essencial diversificar as fontes de financiamento. Muitos produtores precisarão captar recursos em diferentes instituições para atingir o montante desejado, possivelmente pagando mais caro por isso. A tokenização de ativos rurais surge como inovação importante, permitindo acesso a investidores globais e aumentando a liquidez no setor.  

A transição para um modelo de crédito mais diversificado exige adaptação e um olhar atento às novas oportunidades. As fintechs e a digitalização do crédito agro serão fundamentais para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro diante dessas mudanças inevitáveis.

“A pausa do Plano Safra marca um novo capítulo para o financiamento agrícola no Brasil. A transição exigirá adaptação, inovação e um olhar atento às novas oportunidades que o mercado financeiro pode oferecer. Produtores mais conservadores terão de abrir a mente para novas possibilidades e, para que isso aconteça, as empresas precisam melhorar sua comunicação. As fintechs e a digitalização do crédito agro surgem como aliadas fundamentais para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor em um cenário de mudanças inevitáveis”, conclui.

 





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Alta do diesel pressiona frete e derruba preço do arroz no RS



Unidades de beneficiamento relataram quedas acentuadas nos preços do fardo




Foto: coniferconifer

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue registrando baixa liquidez, conforme aponta o boletim informativo do Cepea. Apesar de um leve aumento nos volumes beneficiados na última semana, unidades de beneficiamento relataram quedas acentuadas nos preços do fardo, refletindo a maior oferta de venda.

Segundo o Cepea, a necessidade de capitalização dos produtores para cobrir os custos da colheita tem levado a um aumento nas ofertas de venda, pressionando ainda mais as cotações. Além disso, o recente aumento no preço do diesel elevou os custos de transporte, impactando principalmente as negociações “a retirar”, nas quais o comprador arca com o frete.

A desvalorização do arroz em casca já se reflete nos números: no balanço da primeira metade de março, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) acumulou queda de 7,2%, fechando a R$ 83,42 por saca de 50 kg no dia 14. Esse é o menor patamar registrado desde julho de 2023, evidenciando a pressão sobre os preços diante do atual cenário de mercado.

Impactos no setor e perspectivas

A retração nos preços gera preocupação entre os produtores, que já enfrentam desafios com os altos custos de produção. O enfraquecimento das cotações pode afetar o planejamento financeiro para a próxima safra, principalmente diante da necessidade de investimentos em insumos e maquinário. A recuperação dos preços dependerá da demanda do mercado interno e externo nos próximos meses. Caso o consumo não apresente reação significativa, o cenário de baixa liquidez pode persistir, mantendo os preços sob pressão.

Enquanto isso, a atenção do mercado se volta para as políticas de incentivo ao setor e possíveis mudanças no cenário econômico que possam impactar a comercialização do arroz no Brasil.





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Safra de soja da Argentina se estabiliza



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva



Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva
Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva – Foto: Nadia Borges

A safra de soja da Argentina para o ano comercial 2024-25 deve alcançar 49 milhões de toneladas, mantendo-se no mesmo patamar de 2023-24, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. A estiagem e o calor intenso afetaram o desenvolvimento das lavouras, principalmente no norte e sul da província de Buenos Aires, onde a soja de segunda safra registrou perdas de rendimento entre 80% e 90%.  

Apesar do impacto inicial, as chuvas desde fevereiro melhoraram a perspectiva nas principais regiões produtoras. A Bolsa de Grãos de Buenos Aires (BCBA) classifica 17% da safra como boa ou excelente, enquanto 49% está em condição normal e 34% é considerada ruim, uma melhora em relação ao ano anterior. A Bolsa de Valores de Rosario (BCR) indicou que as perdas se estabilizaram, aumentando a possibilidade de rendimentos médios ou acima da média.  

O esmagamento de soja para 2023-24 foi revisado para 43 milhões de toneladas, impulsionado por uma atividade forte nos últimos meses. Para 2024-25, a previsão é de 42 milhões de toneladas. As exportações do complexo de soja, que incluem soja em grão, farelo e óleo, somaram US$ 19,05 bilhões em 2024, um aumento de 42% sobre 2023, sustentado pelo crescimento dos embarques de farelo e óleo de soja.  

Além da soja, a produção de girassol deve alcançar 4 milhões de toneladas em 2024-25, com a colheita ainda atrasada em relação ao ano passado. A cultura tem ganhado espaço como alternativa à soja e ao milho, devido à sua maior resistência à seca e pragas. O esmagamento de girassol deve atingir 3,8 milhões de toneladas, próximo do recorde de 4 milhões de 2022-23, enquanto as exportações devem totalizar 1,05 milhão de toneladas.

 





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Setor cafeeiro bate recorde de exportação, mas prevê queda nos embarques



Cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de café atingiram 33,45 milhões de sacas na parcial da safra 2024/25 (de julho/24 a fevereiro/25), um volume recorde para esse período, segundo dados do boletim informativo do Cepea. Apesar da forte performance no acumulado da safra, as exportações recuaram em fevereiro e devem seguir enfraquecidas nos próximos meses.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o alto volume de embarques foi impulsionado pela corrida antecipada dos exportadores para cumprir a legislação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento. Embora a regulamentação tenha sido adiada, a expectativa inicial de restrições acelerou as vendas ao longo da safra.

Agora, com a menor disponibilidade de grãos da temporada 2024/25 e o período de entressafra se aproximando, a tendência é de desaceleração nas exportações. A limitação da oferta pode impactar os próximos embarques e reduzir o ritmo recorde registrado até o momento.

Setor monitora demanda e impactos futuros

O cenário para os próximos meses dependerá do comportamento da demanda internacional e de novas definições regulatórias. Caso a União Europeia avance com a implementação da norma ambiental em 2025, o fluxo de exportações do Brasil pode sofrer ajustes. No mercado interno, a menor oferta de grãos pode influenciar as cotações e trazer impactos para a comercialização. Produtores e exportadores acompanham as movimentações do setor, enquanto o Brasil se mantém como um dos principais fornecedores globais de café.





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