terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil pode ganhar espaço na soja com tarifas dos EUA


De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) referente a semana de (14/03 a 20/03), o mercado da soja apresentou variações ao longo da semana, com o contrato de maio passando a ser referência. O bushel da oleaginosa encerrou o pregão da última quinta-feira (20) cotado a US$ 10,13, um leve avanço em relação aos US$ 9,96 da semana anterior.

Nos Estados Unidos, o processamento de soja ficou 4% abaixo das expectativas do mercado em fevereiro e 4,5% menor do que no mesmo mês do ano passado, segundo a Associação dos Esmagadores de Soja do país. Já os estoques de óleo de soja ficaram 8,4% acima do esperado e cresceram 18% em relação a janeiro.

No comércio exterior, as importações chinesas de soja dos EUA aumentaram 84,1% nos dois primeiros meses de 2025, alcançando 9,1 milhões de toneladas. A alta foi impulsionada pelo receio de novas tarifas comerciais impostas pelo governo Trump e pelo atraso na colheita brasileira. Por outro lado, as compras chinesas de soja do Brasil caíram 48,4% no período, totalizando 3,59 milhões de toneladas. No acumulado geral, a China importou 13,61 milhões de toneladas de soja no primeiro bimestre, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Na Bolívia, a crise econômica e a escassez de combustível preocupam os produtores da região agrícola de Santa Cruz de la Sierra. O setor enfrenta dificuldades na colheita devido à redução das reservas de moeda estrangeira, que afeta a importação de diesel. “O governo da Bolívia, sob crescente pressão devido à crise do dólar e dos combustíveis, tentou facilitar as importações, permitindo que a empresa estatal de energia YPFB usasse criptomoedas para pagar cargas de combustível e pagar empresas”, informou uma fonte oficial.

A situação ameaça não apenas a produção de soja, milho e sorgo, mas também impacta cadeias produtivas como carnes, leite e ovos. O governo boliviano tenta conter a crise por meio de subsídios, mas enfrenta restrições orçamentárias. No mercado paralelo, a cotação do dólar disparou para 11 bolivianos, enquanto a taxa oficial controlada pelo governo permanece em 6,86 bolivianos.





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Cultivo de arroz avança com otimismo no Centro-Oeste gaúcho



O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura



O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura
O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura – Foto: Pixabay

A safra 2025 de arroz no Centro-Oeste do Rio Grande do Sul começa com boas perspectivas, impulsionada pelo aumento da área plantada e pelo avanço tecnológico. A última safra registrou crescimento na semeadura, superando 970 mil hectares no estado. Após desafios climáticos, produtores da região esperam um ciclo produtivo mais estável e com melhores resultados. 

A preparação do solo, iniciada meses antes do plantio, é essencial para garantir altos rendimentos. O manejo adequado, incluindo incorporação de palha e nivelamento do terreno, contribui para um desenvolvimento mais eficiente da cultura. Condições climáticas favoráveis, como temperaturas mais elevadas e tempo seco, fortalecem ainda mais as expectativas de boa produtividade.  

O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura. Equipamentos modernos melhoram a uniformidade da semeadura e reduzem desperdícios, enquanto cultivares desenvolvidas para regiões irrigadas por inundação aumentam a resistência das plantas e a eficiência do cultivo. A constante evolução no manejo e nas práticas agrícolas reforça a competitividade do setor no estado.

“O arroz tem uma janela de plantio entre meados de setembro e outubro, mas todo o preparo de solo começa bem antes. Esse processo é fundamental para garantir uma lavoura produtiva e de qualidade”, explica Dauto Carpes, engenheiro agrônomo e especialista de marketing de produto e mercado da FertiSystem.“As previsões indicam que teremos uma boa safra, desde que o clima continue colaborando assim. Principalmente porque o produtor tem investido cada vez mais em tecnologia e manejo eficiente para garantir bons resultados”, afirma o especialista.

 





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USDA reduz previsão da oferta global de milho em 2025



Produção mundial de milho cresce, mas estoques caem




Foto: Agrolink

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo a estimativa de oferta mundial de milho para a safra 2024/25. Segundo análise divulgada na última segunda-feira (17) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a projeção atual é de 1,71 bilhão de toneladas, o que representa uma redução de 0,06% em relação a fevereiro e uma queda de 1,29% na comparação com o ciclo 2023/24.

Apesar do crescimento da produção global em 0,14% em relação à estimativa de fevereiro, a oferta total foi impactada pela queda de 0,59% nos estoques iniciais e pela redução de 0,47% nas importações. O consumo mundial, por outro lado, foi estimado em 1,42 bilhão de toneladas, apresentando um leve crescimento de 0,03% ante a projeção anterior e alta de 0,20% em relação ao ciclo passado.

Com a redução da oferta, os estoques finais foram ajustados para 288,94 milhões de toneladas, uma queda de 0,47% frente à estimativa anterior e uma retração de 7,97% na comparação com 2023/24. Diante desse cenário, os contratos de milho para julho de 2025 na CME Group fecharam a última semana cotados a US$ 4,73 por bushel, registrando alta de 1,29% em relação à semana anterior.





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Cotação do trigo sobe em Chicago e no Brasil


As cotações do trigo registraram alta nesta semana, tanto no mercado internacional quanto no Brasil. De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) referente a semana de (14/03 a 20/03), o bushel encerrou o pregão de quinta-feira (20) cotado a US$ 5,57 em Chicago, acima dos US$ 5,47 da semana anterior. Desde o início de março, o preço subiu de US$ 5,18 para US$ 5,68.

No mercado interno, a escassez de produto de qualidade impulsionou os preços. No Rio Grande do Sul, as médias de balcão variaram entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca, enquanto no Paraná, os valores oscilaram entre R$ 77,00 e R$ 78,00. Com a valorização do real nas últimas semanas, compradores têm aumentado as importações.

A Conab projeta um crescimento de 15,6% na produção de trigo em 2025, alcançando 9,1 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. A produtividade deve aumentar 18%, chegando a 3.040 quilos por hectare, enquanto a área plantada pode recuar 2,1%, refletindo incertezas climáticas e de mercado. No Rio Grande do Sul, a área pode cair 3,8%, e no Paraná, 2,3%. Caso o clima não favoreça a cultura, a produção pode permanecer no nível do ano passado, 7,9 milhões de toneladas.

Dados preliminares da balança comercial indicam que, em fevereiro de 2025, o Brasil importou 336,6 mil toneladas de trigo em 15 dias úteis, enquanto as exportações somaram 567,1 mil toneladas no mesmo período. Para a safra 2025/26, a projeção de importação caiu de 5,8 milhões para 5,6 milhões de toneladas, desde que a produção nacional atinja a estimativa de 9,1 milhões de toneladas. Os estoques finais podem encerrar o período em 1,73 milhão de toneladas, conforme o divulgado pela Ceema.


 





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produtividade média do feijão é reestimada



As lavouras seguem com alto potencial produtivo no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul alcançou 65% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20). As lavouras de semeadura tardia, localizadas nos Campos de Cima da Serra, ainda estão em fase inicial de colheita. Para otimizar o processo, a dessecação tem sido intensificada, garantindo maior uniformidade na maturação.

As lavouras seguem com alto potencial produtivo, com estimativas de rendimento médio em 2.400 kg/ha, podendo ultrapassar 3.000 kg/ha em algumas áreas. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar reestimou a área cultivada para 27.149 hectares, enquanto a produtividade média no Estado foi ajustada para 1.838 kg/ha.

No mercado, o preço do feijão registrou alta de 14,01% na última semana. Conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar, a saca de 60 quilos passou de R$ 230,00 para R$ 262,22.





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Fim de semana começa com sol, mas há chance de temporal; veja a previsão do tempo



O fim de semana marca o início do outono com condições de tempo variadas pelo Brasil. Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, o sábado (22) será de tempo firme em grande parte do país, especialmente no Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia.

No entanto, o domingo (23) deve trazer de volta os temporais em áreas do Centro-Sul, incluindo São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, devido à atuação de um cavado — sistema que favorece a formação de nuvens carregadas.

A previsão para o sábado é positiva para quem precisa finalizar a colheita ou iniciar o plantio do milho segunda safra. As temperaturas máximas devem oscilar entre 27 °C e 30 °C, cenário considerado ideal para os trabalhos em campo.

Apesar disso, em Goiás e no Triângulo Mineiro há previsão de temporais localizados, com potencial para ventos intensos, com possível queda de granizo em áreas de Minas Gerais.

Já no domingo, a mudança no padrão do tempo exige cautela. O avanço de instabilidades no interior do Brasil pode provocar temporais em áreas que no sábado ainda estavam com céu limpo.

“Apesar de não ser uma chuva volumosa, é uma condição de risco, especialmente para quem trabalha no campo”, alerta Müller.

O litoral brasileiro segue com temperaturas elevadas e sol entre nuvens, com termômetros chegando aos 30 °C.



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Cursos de capacitação abrem portas do agro para mulheres


Uma iniciativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ofereceu neste mês de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, um curso de capacitação com duas turmas compostas apenas por mulheres.

As aulas do curso de empilhadeira aconteceram em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia e abriu portas para mulheres nunca tiveram contato com o agro ou sempre quiseram, mas só faltava a oportunidade.

A auxiliar administrativo, Eliane Barbosa, contou que sempre quis operar máquinas e gostou da sensação. “É a primeira vez e a sensação é muito boa, viu? Senti frio no pé da barriga, mas foi bom”, disse.

São mulheres simples, trabalhadoras, mães de família. A Shirley Costa, é uma delas e há quatro anos, divulga as oportunidades em comunidades com o projeto social “Mulheres Protagonistas” em Luís Eduardo Magalhães.

“É um projeto focado na mulher da comunidade, porque há também essa dificuldade dessa comunicação, dessa divulgação de projetos voltados a capacitação profissional dessas mulheres. e o projeto? ele tem sido uma ponte entre a comunidade e o setor privado, né?”, disse a idealizadora do projeto social, Shirley Costa.

Centro de treinamento da Abapa, ao lado do Complexo da Bahia Farm ShowCentro de treinamento da Abapa, ao lado do Complexo da Bahia Farm Show
Centro de treinamento da Abapa em Luís Eduardo Magalhães (BA) | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

No Centro de Treinamento da Abapa, mais de 3 mil mulheres foram capacitadas em cursos agroindustriais nos últimos 15 anos.

De acordo com um estudo do Cepea e CNA, no primeiro trimestre de 2023, as mulheres do agronegócio representavam 23,41% do total de mulheres trabalhando no Brasil, um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, número que com a qualificação profissional, pode crescer ainda mais.

Cleuma Francisca é auxiliar de serviços gerais e está se especializando no terceiro curso profissional. E ela quer mais: “É o meu terceiro curso. Estou fazendo de empilhadeira, já fiz o de trator e também fiz o de pá carregadeira e ainda quero fazer de pulverização e colheitadeira”, conta.

Capacitação

Segundo o gerente do centro de treinamento, Douglas Fernandes, desde que o local foi inaugurado em 2010, mais de 115 mil pessoas foram alcançadas, seja por intermédio de cursos de capacitação, qualificação profissional, aperfeiçoamento, dentre outras áreas.

Além disso, ele ressaltou a importância de enfatizar o curso com turmas compostas apenas por mulheres.

“A ente percebeu que era importante dar uma ênfase, principalmente no mês da mulher, sobre essas oportunidades, para que elas pudessem perceber o quanto elas, sim, têm oportunidade de trabalho dentro das unidades de produção.”, disse Fernandes.

No curso de empilhadeira exclusivo para as elas, a expectativa é de um futuro de novas oportunidades, como para a manicure, Rute França, que mora em Barreiras (BA) e viajou mais de 80 quilômetros para se especializar em algo novo.

“Eu acredito que a profissão hoje não tem gênero e graças a Deus estamos conseguindo ver isso de forma mais seletiva, por mais que alguns lugares ainda tenham muito impedimento. Mas o mercado está abrindo as portas para as mulheres e a gente tem que começar a agregar isso.“, disse.

Independente das histórias de vida, um coisa é certa: elas são suaves como uma pluma, valiosas, como o ouro branco da bahia e sobretudo fortes, como o agro brasileiro.  

Determinada, Cleuma Francisca deixou um recado para todas as mulheres, que muitas vezes são inferiorizadas e reprimidas ao tentarem algo que comumente é executado apenas por homens.

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Cleuma Francisca durante aula do curso de empilhadeira | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

Não desistam, procurem seu lugar na sociedade, se integrar… Por que nós somos capazes, nós podemos também. Se o homem pode, porque a mulher não pode? Nós temos que ocupar nosso lugar também”, disse.

Outros cursos de capacitação gratuitos também estão disponíveis para todos os públicos. Para saber mais informações, clique aqui.


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AgroNewsPolítica & Agro

Confira os preços de soja, trigo e milho


A TF Agroeconômica informa que a soja opera com leve alta nesta manhã em Chicago, cotada a US$ 1.013,75 por bushel para maio (+0,75), refletindo a safra recorde do Brasil e incertezas sobre tarifas comerciais nos EUA. No mercado interno, o preço subiu 0,41% no dia, para R$ 133,32 por saca, mas acumula queda de 0,82% no mês, pressionado pela colheita. No Paraguai, a saca vale US$ 363,50 para março e US$ 369,75 para julho.  

“A soja está sendo negociada com leves flutuações nesta manhã em Chicago. No Brasil, os preços estão em leve alta no curto prazo (aproveite todas as altas para fixar preço), mas em queda no mês, pressionados pela entrada da safra”, comenta.

O milho segue a tendência da soja, com negociações cautelosas diante da escalada tarifária nos EUA. O contrato para maio na CBOT caiu US$ 2,0, para US$ 467,0 por bushel. No Brasil, o milho na B3 caiu 3,31%, para R$ 80,33 por saca, enquanto o indicador Cepea registra leve recuo diário de 0,11%, mas alta de 2,96% no mês, cotado a R$ 90,08. A previsão de chuvas leves no Centro-Oeste aumenta a pressão sobre os preços.  

“Assim como a soja, o milho está sendo negociado com leves flutuações em Chicago, com os traders permanecendo cautelosos devido aos riscos representados pela escalada tarifária, que, dependendo do resultado, pode mudar radicalmente o comércio como o conhecíamos há alguns meses”, completa.

O trigo apresenta recuperação nos EUA após quedas anteriores, com ajustes de posição dos fundos e expectativas para o dia D das tarifas recíprocas em 2 de abril. O contrato de maio na CBOT caiu US$ 1,25, para US$ 556,0 por bushel. No Brasil, os preços seguem em alta, com o Paraná registrando R$ 1.526,50 por tonelada (+0,44% no dia) e o Rio Grande do Sul R$ 1.423,46 (+1,11% no dia, +6,46% no mês).

“No entanto, a desaceleração nos embarques de trigo da Rússia é um fator positivo, devido a uma combinação de margens negativas para exportadores e estoques em queda. No Brasil os preços estão subindo mais no RS do que no PR devido à maior disponibilidade de matéria-prima”, conclui.

 





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adoção do E30 deve aumentar demanda pelo anidro em 16,2%, estima Bioind MT



A possível elevação da mistura de etanol anidro na gasolina para 30% (E30) pode impulsionar em 16,2% a produção do biocombustível no Brasil a partir da safra 2025/26, segundo relatório das Indústrias de Bionergia de Mato Grosso (Bioind MT).

A mudança, que já passa por testes na indústria automotiva, poderá elevar a demanda do etanol anidro para 14,76 bilhões de litros no período, acréscimo de 2,06 bilhões de litros em relação ao volume atual.

Atualmente, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina é de 27%, o que gera uma demanda de 12,7 bilhões de litros do biocombustível. Com a possível mudança, Mato Grosso – maior produtor de etanol de milho do país – deve ter um impacto significativo, com um aumento estimado de 445,95 milhões de litros na demanda.

A implementação do E30 depende da conclusão dos testes técnicos, prevista para março, e da avaliação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

“A previsibilidade regulatória e o avanço de políticas públicas como o Combustível do Futuro são fundamentais para garantir segurança aos investidores e estimular a competitividade do setor”, disse, na nota, o diretor executivo do Bioind MT, Giuseppe Lobo.



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Conab antecipa prazo de exercício de Contrato de Opção de Venda de arroz



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) antecipou para o fim de abril o prazo de exercício de contrato de venda de arroz adquirido por agricultores.

“A companhia poderá antecipar a compra do grão adquirido por Contratos de Opção de Venda (COV) de agosto para o final do próximo mês, com pagamento de 20% acima do preço mínimo, carregado pelos custos logísticos e financeiros da colheita até a entrega do produto”, informou em nota.

O governo federal abriu um crédito extraordinário para a realização da medida que tem como objetivo garantir renda ao produtor, estimular a produção para atender o consumo interno e formar estoques públicos.

Os contratos foram negociados em três leilões públicos realizados em dezembro passado. Ao todo foram firmados 3.396 contratos, com negociação de cerca de 91,7 mil toneladas de arroz. A maior parte da negociação foi realizada no Rio Grande do Sul.

As produtoras e os produtores gaúchos são responsáveis pela contratação de 58.455 toneladas do cereal, o que corresponde a 63,75% do total negociado. Os produtores gaúchos que optarem pela venda antecipada no início de maio receberão R$ 82,85 por saca.

A oferta inicial foi de R$ 87,62, mas há um desconto pela diferença no período de carregamento logístico e financeiro do produto, explica a estatal. Mato Grosso é responsável por 31,54% dos lotes arrematados nos leilões. Foram 1.071 contratos negociados, o que representa um volume de aproximadamente 28,92 mil toneladas do grão.

Os agricultores e agricultoras mato-grossenses que decidirem vender no início de junho o produto negociado com a Conab irão receber R$ 99,98. Se a venda for realizada no prazo final do contrato firmado, o valor a ser pago pela Conab pela saca será de R$ 107,84.



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