sexta-feira, março 27, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

1º Concurso do Suco de Uva Brasileiro estreia com 190 amostras de seis estados


O Concurso do Suco de Uva Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), encerrou suas inscrições confirmando a força e a diversidade da produção nacional da bebida. Já na primeira edição, serão avaliadas 190 amostras inscritas por 69 empresas de seis estados brasileiros – Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo -, contemplando diferentes regiões produtoras e evidenciando a abrangência da iniciativa.

Estão representadas no concurso regiões tradicionais e emergentes da vitivinicultura brasileira, como a Serra Gaúcha e a Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul, o Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, a Serra Catarinense, a Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, além de polos produtivos em São Paulo e Paraná. A diversidade geográfica reforça o caráter nacional do concurso e a consolidação do suco de uva como um produto presente em diferentes territórios do país.

O Rio Grande do Sul, berço da vitivinicultura brasileira, concentra o maior número de amostras, com 145 inscrições. Na sequência aparecem Santa Catarina (13), Pernambuco (10), Paraná (10), São Paulo (9) e Minas Gerais (3), refletindo tanto a tradição quanto a expansão da produção em novas fronteiras. Para o presidente da ABE, enólogo Mário Lucas Ieggli, o número de inscritos e a distribuição das amostras confirmam a relevância da iniciativa. “Encerramos esta etapa com um resultado extremamente positivo. A adesão de empresas de diferentes regiões mostra que o setor entendeu a importância de um concurso técnico dedicado exclusivamente ao suco de uva, valorizando a qualidade e estimulando a evolução do produto brasileiro”, destaca.

As amostras serão avaliadas às cegas no dia 9 de abril por um painel de degustadores especializados, com base em critérios sensoriais como aspecto visual, qualidade aromática, equilíbrio gustativo e harmonia geral. A degustação irá atribuir pontuação de 0 a 100 pontos, com base em ficha própria, atribuída pela organização do evento. Produtos com mais de 95 pontos receberão Medalha Diamante, com pontuação entre 90 e 95 pontos, Medalha Platina e para os que ficarem entre 85 e 89 pontos será atribuído o Mérito Uva. Os selos oficiais poderão ser utilizados nos rótulos e materiais promocionais, agregando valor comercial e institucional às marcas premiadas. A divulgação oficial dos resultados ocorre no dia 10 de abril, às 17hs, no salão nobre da prefeitura municipal de Bento Gonçalves.

As amostras foram inscritas em cinco categorias distintas: Suco de Uva Natural, Suco de Uva Integral, Suco de Uva Reconstituído, Suco de Uva Gaseificado e Suco de Uva Orgânico ou Biodinâmico, com três grupos em cada uma – branco, rosé e tinto.

Criado como o primeiro concurso do mundo voltado exclusivamente à avaliação técnica e profissional do suco de uva, o evento nasce em sintonia com o crescimento do consumo da bebida no Brasil, que vem se consolidando como uma alternativa natural, saudável e sem álcool, alinhada às novas demandas do consumidor.

ESTADO – NÚMERO DE AMOSTRAS

MG – 003

PE – 010

PR – 010

RS – 145

SC – 13

SP –  09

TOTAL – 190





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Rondônia recupera produção de café e prevê safra recorde em 2026


O primeiro levantamento da safra de café 2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, indica recuperação da produção em Rondônia após dois anos de baixa. A estimativa é de colheita de cerca de 2,7 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado, com produtividade média de 63,6 sacas por hectare, a maior do país. Segundo os dados, o desempenho ocorre após perdas associadas a condições climáticas e à renovação das lavouras.

Na produção de grãos, a estimativa é de 5,6 milhões de toneladas na safra atual, volume 3,1% superior ao registrado em 2024/2025. A área plantada deve crescer 2,8%, alcançando aproximadamente 1,3 milhão de hectares. As informações constam na 19ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia, elaborado pela Embrapa Rondônia.

O documento reúne dados sobre produção, preços, valor bruto, exportações e logística, com base em informações de instituições como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Conab e Emater-RO. “O material reúne informações coletadas em diferentes fontes oficiais, que permitem o acesso aos dados de maneira agregada e suas respectivas análises”, informa o relatório.

Entre as culturas, a soja se mantém como principal produto agrícola do estado, com área plantada de 716,9 mil hectares e produção estimada de 2,7 milhões de toneladas. O município de Porto Velho é apontado como principal produtor da oleaginosa no estado.

Em contraste, a produção de arroz deve recuar 42%, passando de 162,4 mil toneladas na safra 2024/2025 para 94,2 mil toneladas na atual. A queda está associada aos preços pagos ao produtor nos últimos anos. De acordo com Calixto Rosa Neto, “no caso do arroz, essa baixa de preços deve-se, principalmente, aos estoques elevados e à menor demanda”.

O analista também aponta pressão sobre outros produtos. “Com relação ao cacau e ao café, a recuperação da produção dos países produtores […] vêm pressionando os preços negativamente”, afirma. Sobre o leite, ele acrescenta que “o excesso de oferta interna […] faz com que os preços acumulem queda real, comprometendo a rentabilidade do produtor”.

A mandioca segue em retração, com área estimada em 13,7 mil hectares em 2026, 4% inferior à safra anterior. Já a banana deve registrar crescimento de 5,6% na área plantada e de 5,7% na produção, com produtividade estável de 14,4 mil kg por hectare.

Na pecuária, dados da Pesquisa Trimestral de Abates do IBGE indicam que, nos três primeiros trimestres de 2025, foram abatidos 2,7 milhões de bovinos, com produção de 654,4 mil toneladas em carcaça, altas de 9,4% e 6,5%, respectivamente, na comparação anual. A produção de leite alcançou 405,6 milhões de litros, crescimento de 2,3%.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2026 está estimado em R$ 30,2 bilhões, 0,9% abaixo do registrado em 2025. Segundo o levantamento, banana, mandioca e bovinos apresentam melhor desempenho relativo no período. As exportações de carne bovina in natura, soja e milho do estado somaram quase US$ 2,7 bilhões nos dez primeiros meses de 2025, conforme o informativo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

RS pode ter El Niño e mudanças no clima nos próximos meses


A previsão climática para o Rio Grande do Sul indica um enfraquecimento gradual do fenômeno La Niña nos próximos meses, com alta probabilidade de transição para El Niño entre abril e junho. A informação foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, com base em projeções do APEC Climate Center. “A previsão aponta 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho”, informa o comunicado.

Os dados integram o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul, elaborado com base em modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia. Segundo o boletim, “as previsões apresentadas são baseadas no modelo estatístico do Inmet”, reunindo análises de entidades ligadas ao clima e à agricultura.

Para abril, o prognóstico indica chuvas irregulares, com volumes próximos ou ligeiramente abaixo da média na maior parte do estado, e registros pontuais acima da média. Já para maio e junho, a tendência é de precipitações próximas a ligeiramente acima da média. “Há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado”, aponta o documento.

As temperaturas devem apresentar variações ao longo do trimestre, alternando períodos de calor e incursões de massas de ar frio. “As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre”, com tendência de valores entre normal e ligeiramente acima da média, segundo o boletim.

O documento também orienta produtores sobre o manejo das lavouras de verão em fase final. “Colher e armazenar os grãos assim que atingir a maturação (ponto de colheita)” e “utilizar estratégias para manter a cobertura dos solos após a colheita” estão entre as recomendações, além da preparação antecipada de áreas destinadas ao arroz diante da expectativa de chuvas mais frequentes nos meses seguintes.

Para as culturas de inverno, o boletim recomenda planejamento da semeadura dentro do zoneamento agrícola e atenção ao controle de doenças. “Nos cereais, utilizar, preferencialmente, cultivares resistentes a doenças considerando o prognóstico de chuvas acima da média no período” e “evitar semeaduras em solos excessivamente úmidos” são orientações destacadas.

No caso das hortaliças, o documento indica atenção ao manejo hídrico e fitossanitário. “A irregularidade das chuvas em abril demanda atenção especial ao manejo da irrigação”, enquanto o aumento das precipitações em maio e junho “tende a favorecer a incidência de doenças”. Em ambientes protegidos, o controle de ventilação e umidade é apontado como medida necessária.

Para a fruticultura, o boletim recomenda práticas voltadas à conservação do solo e ao manejo adequado das plantas. “Implantar ou manter a cobertura vegetal nos pomares” e “realizar adubação somente quando o solo apresentar umidade adequada” estão entre as orientações, além de atenção ao monitoramento de horas de frio.

Na silvicultura, a recomendação é adiar os plantios de outono para períodos com maior disponibilidade hídrica. “Postergar os plantios de outono para meados a final de maio em diante” é indicado, considerando também menor risco de frio intenso no inverno.

Para as forrageiras e o manejo animal, o boletim orienta antecipação da semeadura de espécies de inverno e cuidados com o manejo das pastagens. “Realizar a semeadura de forrageiras de inverno […] o mais cedo possível, desde que haja condições de umidade adequada” e “reduzir a carga animal em pastagens naturais” são medidas recomendadas, além de atenção ao estresse térmico. “Os produtores rurais devem ficar atentos ao manejo dos animais […] para evitar prejuízos econômicos devido ao estresse térmico”, conclui o documento.





Source link

News

Brasil cria rota para evitar Estreito de Ormuz e garantir envio de exportações


Reprodução Canal Rural

Na busca por alternativas diante das instabilidades no Estreito de Ormuz, o Ministério da Agricultura e Pecuária firmou um acordo com a Turquia para garantir o envio das exportações agropecuárias brasileiras por uma nova rota. A pasta informou que obteve um certificado sanitário que permite o trânsito, especialmente de produtos de origem animal, além do armazenamento temporário das cargas em território turco antes de seguirem ao destino final. Na prática, as mercadorias passam a evitar o Golfo Pérsico.

Segundo o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a alternativa é viável, mas não sem custos. “Não há dúvida de que é uma alternativa. Agora, mais barato não é”, afirmou. Ele lembra que os países árabes dependem de cerca de 90% dos alimentos que consomem, com forte demanda por carne bovina e de frango, o que impõe regras rigorosas desde o processamento até o transporte.

Com a paralisação da rota tradicional pelo Golfo de Omã e pelo Estreito de Ormuz, a nova logística passa a combinar transporte marítimo e terrestre. As cargas seguem por navio até a Turquia e, depois, são distribuídas por rodovias ou ferrovias. Nesse processo, os produtos precisam permanecer em território turco, em áreas específicas, onde recebem certificação sanitária. “A Turquia daria o certificado sanitário e garantiria a qualidade dentro dos critérios exigidos pelos compradores”, explicou.

A escolha do país também está ligada ao perfil religioso. Com cerca de 90% da população muçulmana, a Turquia atende às exigências dos mercados importadores. Ainda assim, o impacto nos custos é significativo. “O seguro para aquela região já subiu em torno de 10 vezes”, destacou Daoud, ao ressaltar que, em alguns casos, seguradoras já evitam operar na rota tradicional.

Além do seguro, o frete também é pressionado pelo aumento do combustível e pela maior complexidade logística. Segundo o analista, o custo total das operações pode subir perto de 300%. Mesmo assim, a demanda segue firme. “Os países árabes precisam da comida”, disse, destacando que exportadores e importadores devem dividir esse custo adicional.

A nova rota marítima parte da costa brasileira, sobe pelo Atlântico Norte, entra pelo Estreito de Gibraltar, cruza o Mar Mediterrâneo e chega à Turquia. A partir daí, a distribuição segue por via terrestre, com envio por trem ou caminhão para países do Oriente Médio. As cargas podem, inclusive, permanecer armazenadas em contêineres refrigerados no território turco antes da redistribuição.

Na etapa terrestre, a Turquia passa a atuar como ponto de distribuição logística. A partir do país, os produtos seguem por ferrovia ou rodovia, com possibilidade de envio ao Irã por trem, além de outros destinos na região. Essa estrutura garante a continuidade do fluxo de proteínas como carne bovina e de frango.

Com a certificação sanitária concedida pela Turquia, há a garantia de que a carga brasileira mantém os padrões exigidos pelos importadores, desde a saída dos portos até a entrega final, atendendo inclusive critérios específicos como os do abate halal.

Na prática, a operação passa a combinar transporte marítimo e terrestre, com apoio logístico em território turco. Apesar de viabilizar o comércio, o modelo eleva significativamente os custos. “É a opção disponível. Não tem outra alternativa. Vai ficar mais caro, mas é uma solução”, resume Miguel Daoud.

O post Brasil cria rota para evitar Estreito de Ormuz e garantir envio de exportações apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Onda de calor pode durar semanas no Brasil


Uma bolha de calor deve se formar sobre o centro-sul do Brasil, elevando as temperaturas acima da média em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, segundo informações do Meteored. A condição pode persistir ao longo de abril, com impacto prolongado nas temperaturas da região.

Após um período de queda nas temperaturas na Região Sul, provocado por nebulosidade e chuvas associadas à passagem de um sistema frontal, os termômetros voltam a subir no fim da semana. “As temperaturas já voltam a subir no final desta semana — e podem persistir por muito tempo, potencialmente semanas”, aponta a análise.

A tendência é de elevação gradual das temperaturas nos próximos dias, com máximas que podem alcançar até 36°C no oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul entre sábado (28) e domingo (29). “Já no final de semana, as temperaturas estarão retornando a patamares mais altos”, indica o levantamento.

De acordo com as previsões, esse cenário marca o início da formação de uma massa de ar quente persistente. “Previsões climáticas indicam que essa situação é o início da formação de uma bolha de ar quente que pode persistir, potencialmente, por várias semanas”, informa o Meteored, destacando que o fenômeno deve manter temperaturas acima da média no fim de março e na primeira quinzena de abril.

Os modelos indicam anomalias de até 3°C acima da média na Região Sul, com reflexos também no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. “As temperaturas média até 3°C acima da média se estendem também” a esses estados, reforçando a tendência de aquecimento.

O cenário aponta para uma onda de calor persistente no centro-sul do país, com possibilidade de alcance regional. “Será capaz de abranger até mesmo outros países em abril”, como Argentina, Paraguai e Uruguai, que podem registrar temperaturas ainda mais elevadas.

A intensificação do calor deve ocorrer entre 30 de março e 6 de abril. “Tudo indica que essa situação vai continuar ao longo de todo o mês de abril”, aponta a análise, indicando persistência do padrão atmosférico.

O comportamento das temperaturas também levanta indicativos para o inverno. “Esse calor já começa a sinalizar a possível chegada de um inverno mais quente do que o normal”, em um cenário associado à formação do El Niño, cuja consolidação é prevista para o final do outono.

Apesar de especulações sobre frio intenso, o levantamento descarta esse cenário. “Não há nenhum indício, nos dados e previsões atuais, de que o inverno de 2026 vá se mostrar mais frio que o normal”, conclui o Meteored.





Source link

News

Boi gordo renova máximas e mantém mercado firme no Brasil


Boi gordo no pasto
Foto: Semagro/MS

O mercado do boi gordo segue em alta no Brasil, com renovação de máximas históricas em importantes praças ao longo desta semana. O movimento é sustentado pela oferta controlada de animais, boa demanda interna e desempenho consistente das exportações.

Segundo a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, o avanço dos preços não está restrito a uma única região. “Vimos movimentações interessantes, com alta. Ontem mesmo, a praça paulista renovou sua máxima histórica, com a arroba a R$ 353,67. Isso não é algo pontual e se estende para outras regiões que também atingiram máximas da série”, afirmou.

O cenário também é favorecido pelas boas condições de pastagem, que permitem ao pecuarista dosar a oferta de animais terminados. Com isso, as escalas de abate seguem encurtadas e pressionadas, com média inferior a oito dias. “A oferta ganha tração com as chuvas e o pasto, o que permite um melhor gerenciamento da venda de animais”, explicou.

No mercado futuro, o viés permanece positivo, refletindo o otimismo dos agentes diante da combinação de oferta restrita e demanda aquecida.

Pelo lado do consumo, os preços no atacado paulista acima de R$ 23 por quilo seguem dando sustentação ao mercado, com uma demanda considerada resiliente e bom escoamento da carne.

No comércio exterior, o Brasil mantém desempenho consistente. Apesar da desaceleração no ritmo de crescimento dos embarques em março, após recordes no primeiro bimestre, as exportações continuam em patamar elevado. A estratégia inclui a dosagem das remessas à China, buscando um melhor aproveitamento da cota disponível no mercado chinês.

O post Boi gordo renova máximas e mantém mercado firme no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mapa cria grupo de trabalho para avançar na sustentabilidade da carne bovina


carne bovina
Foto: Divulgação Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu, nesta quinta-feira (26), por meio da Portaria nº 898, o Grupo de Trabalho (GT) Carne Bovina Sustentável – Cadeia de Fornecimento. A iniciativa tem como finalidade avaliar e propor práticas agropecuárias sustentáveis em toda a cadeia da carne bovina.

O GT atuará na formulação de propostas voltadas à promoção da transparência, à integração de informações públicas e privadas, ao uso de bases oficiais de dados e ao desenvolvimento e aplicação de ferramentas de rastreabilidade. A proposta é ampliar o controle e a eficiência da cadeia produtiva, alinhando sustentabilidade e competitividade.

O grupo é composto por representantes de quatro áreas do Mapa: Secretaria-Executiva, Secretaria de Defesa Agropecuária, Secretaria de Desenvolvimento Rural e Secretaria de Política Agrícola, além de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Entre as atribuições do GT estão identificar, analisar e avaliar critérios, parâmetros e prazos de políticas de rastreabilidade e de práticas sustentáveis; propor a harmonização entre iniciativas do Mapa e demais parâmetros técnicos; promover a interlocução entre governo, setor produtivo e financeiro; e desenvolver soluções financeiras que aumentem a eficiência e a sustentabilidade do setor.

O post Mapa cria grupo de trabalho para avançar na sustentabilidade da carne bovina apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Agroindústria cresce 0,5% em janeiro impulsionada por alimentos e práticas sustentáveis


Agricultura
Foto: Pixabay

A agroindústria brasileira registrou crescimento de 0,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado reflete, entre outros fatores, o avanço de práticas sustentáveis no campo, como o uso de bioinsumos, que contribuem para maior eficiência produtiva e redução de impactos ambientais.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas indústrias de alimentos e bebidas. Os produtos de origem vegetal lideraram a alta, com crescimento de 5,1%, puxados por itens como conservas, sucos, óleos e gorduras, além de arroz, trigo e açúcar refinado.

Já os alimentos de origem animal também apresentaram avanço, com alta de 0,5%, com destaque para carnes, laticínios e pescados, reforçando a demanda por produtos básicos na cadeia alimentar.

Por outro lado, as agroindústrias não alimentícias registraram queda, com recuo na produção de insumos agropecuários, produtos têxteis e florestais. O impacto negativo foi parcialmente compensado pelo aumento na produção de biocombustíveis e fumo.

Mesmo com resultados distintos entre os segmentos, o desempenho geral evidencia a resiliência da agroindústria, que cresceu enquanto a indústria de transformação apresentou retração de 1,9% no mesmo período.

Segundo o índice de produção agroindustrial do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV, esses números confirmam a capacidade do setor de ampliar a produção, garantir abastecimento seguro e contribuir para a sustentabilidade econômica e ambiental do país. 

“Além de serem mais sustentáveis, terem, por exemplo, uma pegada de carbono menor, são produzidos aqui no Brasil, então reduz a nossa dependência aos fertilizantes que temos que importar junto ao mercado internacional”, economista e pesquisador da FGV, Felippe Serigati

O post Agroindústria cresce 0,5% em janeiro impulsionada por alimentos e práticas sustentáveis apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Boi gordo sobe com oferta curta e demanda chinesa aquecida


altas nas temperaturas podem prejudicar a qualidade dos pastos brasileiros, boi gordo
Foto: Fernando Carvalho/arquivo Pessoal

O mercado físico do boi gordo registrou novos negócios acima da média nesta quinta-feira (26), sustentado pela combinação de oferta restrita e demanda firme, especialmente da China. Frigoríficos seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, reflexo da disponibilidade limitada de animais terminados.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o atual cenário favorece o pecuarista, que consegue segurar a oferta diante de boas condições de pastagem. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue aquecida. Importadores chineses e exportadores brasileiros intensificam os embarques para aproveitar a cota disponível, que pode se esgotar entre maio e julho no ritmo atual.

  • Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 357,67 na modalidade a prazo
  • Goiás: R$ 339,82
  • Minas Gerais: R$ 343,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,30
  • Mato Grosso: R$ 350,00

Atacado

No mercado atacadista, os preços permaneceram acomodados ao longo do dia, refletindo um escoamento mais lento entre atacado e varejo. A demanda interna segue enfraquecida, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.

Entre os cortes, o quarto traseiro foi cotado a R$ 27,30 por quilo, o dianteiro a R$ 21,00 e a ponta de agulha a R$ 19,50.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, fator que também contribui para a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina.

O post Boi gordo sobe com oferta curta e demanda chinesa aquecida apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link