domingo, maio 17, 2026

Autor: Redação

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Vai ter horário de verão em 2025? Saiba mais



A implementação do horário de verão volta ser discutida no Brasil. Isso está ocorrendo por conta da preocupação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com o atendimento da ponta de consumo de energia elétrica no país, que se agravou no Plano de Operação Energética (PEN) para o período de 2025-2029, de acordo com o diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato.

Segundo ele, é possível que este ano seja recomendado ao governo o uso do horário de verão para obter pelo menos mais 2 gigawatts (GW) de reforço no Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão precisa ser tomada em agosto, já que a medida requer três meses de antecedência para ser implantada.

“O PEN olha se a quantidade de geração disponível, no sentido amplo, se os recursos que temos atendem o consumo do Brasil. O PEN 2025-2029 confirmou o diagnóstico do ano passado e mostrou agravamento do déficit de potência”, disse Zucarato. “Eventualmente, podemos recomendar horário de verão como imprescindível”.

Segundo ele, como este ano não houve leilão, “apesar da recomendação feita desde 2021 para que fossem realizados leilões anuais”, além das medidas já tomadas – como a antecipação da entrada de projetos do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2021 e maior uso de térmicas -, o ONS poderá também importar 2,5 GW de energia de países vizinhos.

“O que a gente observa, e isso é um repeteco das conclusões que nós chegamos já desde o PEN de 2021, é que a gente está observando que o sistema está sobreofertado de energia, mas em 2021 a gente enxergava no final do horizonte a violação do critério de potência. Mas, enfim, o futuro chegou. Aquilo que era final do horizonte virou o início do horizonte”, destacou o diretor.

Outra medida adotada para evitar problemas no SIN, a resposta da demanda para o atendimento da ponta (de consumo), terá seu volume conhecido no próximo dia 16 de julho, quando serão contratadas as reduções de carga de grandes consumidores. No ano passado, esse instrumento gerou apenas 100 megawatts (MW) de economia. “O consumidor oferta a redução do seu consumo em determinados horários do dia mediante o pagamento de uma compensação”, explicou.

Zucarato destacou que a geração de energia realmente cresceu no País, mas puxada pela energia solar, que, naturalmente, não produz à noite e não garante potência. “A MMGD (mini e microgeração distribuída solar) no PEN 2025-29 sai de 35 GW para 64 GW. A solar centralizada de 16,5 GW para 24 GW e a eólica de 32,5 GW para 36 GW”, informou.

“Então, basicamente, isso explica todo esse crescimento de 232 GW para 268 GW no SIN entre 2025 e 2029, são quase 40 GW de solar, que não atende a ponta noturna”, ressaltou. “E é aí que a gente enxerga que o critério de atendimento da ponta, que já não estava atendido, fica menos atendido ainda. Ou seja, esse déficit estrutural se aprofunda”, afirmou.

Para Zucarato, se as chuvas atrasarem novamente este ano, os meses mais críticos serão outubro e novembro, e a solução será realizar o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) o mais rápido possível em 2026. “O principal recado do PEN é, repetindo o que a gente viu no ano passado, a gente não está atendendo os critérios de potência e a situação se agravou pelo aumento da demanda prevista. Então isso significa que para 2025 já não tem mais o que fazer porque não dá mais tempo de se fazer nenhum leilão para contratar potência para 2025. A próxima janela de necessidade vista no escuro é o ano que vem”, explicou.



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Costa Rica passará a importar arroz brasileiro em casca e polido



O governo da Costa Rica passará a comprar arroz em casca e arroz polido do Brasil, anunciou nessa quarta-feira (9) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Essas aberturas podem ampliar a presença do arroz brasileiro na América Central, região que depende de importações desse cereal para garantir o abastecimento interno”, disse a pasta, em nota.

Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, a Costa Rica importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro chega próximo à marca de 400 aberturas de mercado desde o início de 2023, com 391. Nos últimos dias, país recebeu autorização para vender castanha de baru à União Europeia e colágeno bovino à Malasia.



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Lula define três frentes de reação a tarifaço de Trump



Apesar de ter divulgado uma mensagem dizendo que pretende responder ao tarifaço de Trump utilizando a Lei da Reciprocidade, o presidente Lula planeja reagir de outras formas em relação à medida do governo dos EUA. De acordo com informações do jornalista Igor Gadelha, do portal Metropóles, o presidente definiu três frentes de reação a taxação imposta por Trump.

A primeira delas é se reunir com os setores da economia brasileira que serão mais afetados pelo aumento de taxas. Com essa medida o governo que ser aproximar de setores, como o agronegócio. Outra reação é escalar os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Itamaraty), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro da Indústria e Comércio Exterior, para negociarem com o governo Trump.

No entanto, há integrantes do governo que defendem acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a tarifa imposta por Trump. O argumento seria que o tarifaço não teve motivação técnica e fere o princípio da concorrência igualitária.

Já a terceira frente de reação é no campo da política. A estratégia do Planalto é explorar o episódio politicamente, jogando a culpa da tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em seus aliados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita no Brasil pressiona mercado e preços caem



Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações




Foto: Pixabay

Os preços do café no mercado brasileiro seguem em queda acentuada, refletindo a intensificação da colheita nacional e a ampliação da oferta disponível. Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações expressivas, mesmo diante de um cenário de estoques globais ainda limitados.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), desde o pico histórico alcançado em 23 de janeiro de 2025, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumulou queda de R$ 1.035,35 por saca de 60 kg — o equivalente a 49,3% de desvalorização. Já o arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, perdeu R$ 1.008,36 por saca desde o recorde de R$ 2.769,45 registrado em 12 de fevereiro, uma redução de 37,5%.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço consistente da colheita no Brasil tem sido o principal fator de pressão sobre os preços. Com maior volume disponível no mercado físico, as cotações não resistem, mesmo com a persistência de estoques enxutos tanto no Brasil quanto no exterior.

As condições climáticas favoráveis têm contribuído para o bom andamento dos trabalhos de campo, o que eleva a expectativa de uma safra robusta em 2025. No caso do café robusta, a colheita já se aproxima do fim em várias regiões produtoras, o que reforça o impacto imediato no mercado spot. 

O comportamento dos preços em meio a estoques limitados revela a forte influência da oferta pontual nas negociações. O mercado, que até o início do ano operava em patamares recordes, agora lida com uma realidade de retração acelerada e cautela por parte dos produtores.

 





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‘Brasil é país soberano e não aceitará ser tutelado por ninguém’



Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, o Itamaraty divulgou nota nesta quinta-feira (10) com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Confira o texto na íntegra:

Tendo em vista a manifestação pública do presidente norte-americano Donald Trump apresentada em uma rede social, na tarde desta-quarta (9), é importante ressaltar:

  • O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém.
  • O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.
  • No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática.
  • No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira.
  • É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos.

A nota conclui:

Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.

A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.



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desafios e oportunidades do setor


A suinocultura cresce de maneira constante há pelo menos três décadas no Brasil, em termos de volume produzido, com expansão nas tecnologias empregadas ao longo da cadeia produtiva. A busca por aumento de produtividade vem ocorrendo de maneira natural no país, sendo um caminho sem volta, considerando que a demanda por proteínas de origem animal segue em expansão, tanto no Brasil como no exterior.

A maior produtividade, assim como uma boa estratégia em relação a estrutura de custos e práticas sustentáveis na granja se mostram necessários para a lucratividade em um mercado global cada vez mais exigente. O Brasil é atualmente o 4° maior produtor mundial de carne suína, atrás da China, União Europeia e Estados Unidos, posição que deve seguir inalterada ao longo da década, dada o tamanho geográfico e a consolidação destes players no mercado global.

Um dos grandes desafios para o setor é que a carne suína ocupa a terceira colocação na predileção dos brasileiros, atrás da carne bovina e do frango. Assim, em anos de grande expansão de produção, há a necessidade de ampliação contundente no nível de exportação, para ajuste da disponibilidade doméstica, caso contrário, os preços declinam no interior do país, aumentando o risco de prejuízos ao longo da cadeia. A disponibilidade doméstica é obtida do cálculo da produção + importações – as exportações. No caso do Brasil, as importações são irrisórias e não impactam o resultado do quadro.

O ciclo do suíno é relativamente longo, cerca de dois anos. Desse modo, decisões estruturais tomadas hoje resultarão em efeitos positivos ou adversos no médio e longo prazo apenas. O quadro de disponibilidade doméstica da carne suína e o custo de produção (principalmente da nutrição animal) são os fatores chaves nas tomadas de decisão e determinantes para a rentabilidade do setor.

Quanto ao custo da nutrição animal, os principais componentes são o milho e o farelo de soja. Assim, o acompanhamento de safra do Brasil e dos EUA, o movimento das commodities no mercado internacional, o câmbio, são variáveis que o setor suinícola precisa acompanhar de perto. Uma alta oferta de suínos e o alto preços dos insumos da ração é o pior dos mundos para a rentabilidade, a exemplo do que ocorreu entre 2021 e 2022. A compreensão do ciclo do mercado suíno, juntamente com o ciclo dos componentes do custo, é complexa. Conciliar esses elementos é essencial para manter margens operacionais em níveis saudáveis e sustentáveis.

Em momentos prósperos, de rentabilidade positiva do suíno, os produtores integrados e os independentes intensificam os investimentos na cadeia produtiva e os plantéis avançam. Em momento adversos, além da saída de suinocultores fragilizados da atividade, o ajuste da produção/oferta acontece via redução de matrizes, redução de nascimentos e controle do peso médio do suíno.

Os preços da cadeia suinícola no Brasil são bastante sensíveis ao comportamento da demanda interna/externa dentro de um ano. Tradicionalmente, a demanda doméstica é mais aquecida no segundo semestre, avançando a partir do inverno e atingindo seu ápice nas festividades de fim de ano. Assim, os preços do suíno vivo e dos cortes do atacado apresentam melhores preços neste período, enquanto na primeira metade do ano costumam sofrer, com demanda impactada pelo calor, endividamento das famílias e outros fatores sazonais. Logicamente, não são regras perfeitas, muitas outras variáveis podem impactar a dinâmica do mercado, como o cenário macroeconômico brasileiro, o nível da renda da população e preços das proteínas concorrentes.

A carne suína brasileira tem alta qualidade e preços atrativos, o que abre oportunidades tanto no mercado interno como externo. No interno, especialmente quando a carne bovina atinge patamares elevados, o que leva parte da população a migrar para opções mais acessíveis, aí que a carne suína tende a avançar. Em relação ao mercado internacional, o Brasil tende a ganhar uma parte de participação da União Europeia. O avanço de políticas ambientais, de regulações, exigências fitossanitárias e outros, devem levar a aumento de custo da carne suína na União Europeia, ou seja, impactando sua competitividade no mercado internacional, oportunidade para o Brasil avançar nas vendas ao longo dos próximos anos.

Quem são os grandes demandantes de carne suína no mundo? A resposta é o México e os países asiáticos, como Japão, China e Coreia do Sul. Os países africanos, europeus e do Oriente Médio também demandam pouco por questões culturais e de hábito.

A carne ganha em predileção nos países asiáticos, onde o Brasil já vem estreitando laços ao longo dos anos, tanto que já vem ocorrendo boas vendas para a China, Japão, Cingapura, Hong Kong e Filipinas. Há ainda oportunidades, como a Coreia do Sul e o México, que foge do eixo asiático. Vale destacar que muitos países asiáticos não contam com uma produção altamente profissional e volta e meia acabam sofrendo com problemas sanitários. Nesses momentos estes países intensificam as importações, como visto ao longo dos últimos anos.

Assim como qualquer mercado, o do suíno é desafiador. O setor precisa estar sempre antenado para que a produção doméstica não avance em magnitude superior do que a demanda doméstica seja capaz de absorver, assim como para o custo, que é determinado por fatores externos. Desse modo, os agentes da cadeia suinícola brasileira precisam estudar os mercados dia a dia, munidos com informações de qualidade.

Mateus Peinado, da consultoria Safras & Mercado

*Allan Maia é analista da consultoria Safras & Mercado e economista com pós-graduação em Mercado Financeiro, com experiência de dez anos no setor carnes e enfoque no setor suinícola


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Saiba se as tarifas anunciadas por Trump comprometem a soja brasileira



O anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (9), sobre a imposição de tarifas adicionais de 50% a produtos brasileiros, acendeu um sinal de alerta no agro. Agora, a atenção se volta para os possíveis reflexos sobre a cadeia da soja. Segundo a Aprosoja Mato Grosso, a medida ameaça a competitividade da produção brasileira, pressiona o transporte e pode agravar a inflação.

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Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, especialmente no setor agropecuário. Entre os produtos exportados estão carnes, café, suco de laranja e etanol de milho. Em nota, a associação diz que o aumento nas exportações de proteína animal, por exemplo, está ligado ao consumo de soja e milho, já que a nutrição de aves e bovinos depende de rações à base desses grãos. Caso as vendas de carne diminuam, a demanda por grãos pode cair, gerando excedente interno e pressão sobre os preços.

Além disso, o Brasil depende da importação de combustíveis prontos dos EUA, como óleo diesel, gasolina e nafta, itens para a produção agrícola e o transporte de alimentos. Se esses insumos forem afetados pelas tarifas, os custos de produção sobem, refletindo nos preços finais. O mesmo vale para máquinas agrícolas e tecnologias de ponta, cuja entrada pode ser dificultada por barreiras comerciais, travando a modernização no campo.

Com inflação elevada, há ainda o risco de aumento da taxa Selic, encarecendo o crédito rural, que já é um dos mais caros da história recente. Isso pode desestimular produtores, em um momento em que o agronegócio responde por cerca de 25% do PIB nacional e lidera a geração de empregos no país. Qualquer instabilidade nesse setor compromete a economia das regiões produtoras e o abastecimento urbano. Trump ainda sinalizou que, caso o Brasil reaja com retaliações, o valor das tarifas pode ser somado, agravando ainda mais o cenário.



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Lula define três frentes de reação a tarifaço de Trump



Apesar de ter divulgado uma mensagem dizendo que pretende responder ao tarifaço de Trump utilizando a Lei da Reciprocidade, o presidente Lula planeja reagir de outras formas em relação à medida do governo dos EUA. De acordo com informações do jornalista Igor Gadelha, do portal Metropóles, o presidente definiu três frentes de reação a taxação imposta por Trump.

A primeira delas é se reunir com os setores da economia brasileira que serão mais afetados pelo aumento de taxas. Com essa medida o governo que ser aproximar de setores, como o agronegócio. Outra reação é escalar os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Itamaraty), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro da Indústria e Comércio Exterior, para negociarem com o governo Trump.

No entanto, há integrantes do governo que defendem acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a tarifa imposta por Trump. O argumento seria que o tarifaço não teve motivação técnica e fere o princípio da concorrência igualitária.

Já a terceira frente de reação é no campo da política. A estratégia do Planalto é explorar o episódio politicamente, jogando a culpa da tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em seus aliados.



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Produtores debatem adubação de soja em MT



No campo, o conhecimento de ponta é ferramenta essencial para aumentar a produtividade e tomar decisões mais assertivas nas lavouras de soja. Pensando nisso, a Rodada Técnica chegou a Querência (MT) para aproximar os produtores das pesquisas mais recentes sobre adubação e manejo de solos.

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O evento reuniu agricultores, técnicos e especialistas que acompanharam de perto os estudos realizados pelos Centros Tecnológicos (CTECNOs), voltados para temas como a aplicação eficiente de fósforo e potássio nas lavouras de soja e milho.

Iniciativa para quem produz soja

A iniciativa integra um conjunto de ações realizadas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio dos CTECNOs, que buscam adaptar o conhecimento científico à realidade do produtor. Segundo o vice-presidente leste da entidade, Lauri Jantsch, o evento reforça o compromisso com o desenvolvimento regional. “É um evento que traz muita informação técnica para o produtor e ajuda na tomada de decisão na propriedade”, destaca.

Debates

Durante a apresentação técnica, André Somavilla, coordenador de pesquisa do CTECNO Araguaia, destacou que a aplicação correta de fósforo (P) e potássio (K) evita desperdícios, reduz custos e aumenta a eficiência das lavouras. Segundo ele, entender os teores no solo e os níveis críticos é essencial para definir a necessidade da adubação fosfatada. Já o potássio exige atenção especial em solos arenosos ou com alto teor de silte, devido à dinâmica diferenciada do nutriente.

Segundo o pesquisador, no CTECNO Araguaia vêm sendo conduzidos estudos para avaliar se, em solos com potássio naturalmente elevado, é mesmo necessário aplicar o nutriente. Os primeiros resultados mostram que as plantas conseguem acessar o potássio do solo, desde que fatores como palhada e a cultura em uso sejam considerados.

Para Anderson Frizzo, delegado coordenador do núcleo de Querência, eventos como esse são fundamentais. “É importante trazer essas rodadas técnicas para dentro de casa, onde temos inúmeros produtores presentes. São informações que vêm de protocolos testados e aplicados no dia a dia. Isso torna as decisões mais assertivas”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de precisão impulsiona produtividade



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição recursos”



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes"
“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes” – Foto: Freepik

A fase do plantio é decisiva para o sucesso de uma safra. Segundo a Embrapa, falhas nesse momento podem comprometer até 30% do potencial produtivo, já que a emergência uniforme, o aproveitamento de nutrientes e o desenvolvimento das plantas são definidos desde o início do cultivo. Nesse cenário, o avanço das tecnologias embarcadas nas plantadeiras tem se tornado fundamental para garantir alta performance no campo.

A base da produtividade está na nutrição do solo e na uniformidade da emergência. Máquinas modernas são capazes de adaptar profundidade e pressão conforme o tipo de solo, evitando compactações ou falhas no sulco. Isso favorece o desenvolvimento radicular e a absorção eficiente de nutrientes. Soluções como o controle automático do Down Force ajudam a manter o posicionamento ideal das sementes, mesmo em condições desafiadoras.

“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes. Essa concorrência reduz o potencial de crescimento daquelas que nascem depois, podendo representar uma perda de até 25% na produtividade do milho, por exemplo”, destaca Maximiliano Cassalha, engenheiro e head comercial da Crucianelli no Brasil.

Espaçamento e distribuição também são determinantes. Distâncias muito curtas aumentam a competição entre plantas e reduzem a ventilação, elevando o risco de doenças. Já espaçamentos muito largos desperdiçam área cultivável e favorecem a evaporação do solo. A distribuição irregular das sementes, com falhas ou duplicações, prejudica a emergência uniforme e compromete os tratos culturais e a colheita.

“Realizar um plantio de alta qualidade significa explorar ao máximo o potencial produtivo da lavoura, unindo manejo técnico, conhecimento agronômico e uso inteligente da tecnologia”, conclui o especialista da Crucianelli no Brasil.

 





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