quinta-feira, maio 14, 2026

Autor: Redação

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Todos os países estarão na COP30, diz governador do Pará



O governador do Pará, Helder Barbalho, disse nesta sexta-feira (25) em entrevista à CNN Money que todos os países-membros das Nações Unidas estarão presentes na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).

O evento será realizada em Belém, capital paraense, em novembro. “Temos dialogado com as Nações Unidas, garantindo que os 196 países estejam com as suas delegações, todos confirmados e com leitos garantidos. Portanto, os negociadores de todos os países estarão presentes para que possamos extrair o melhor conteúdo e que a COP da Amazônia, de Belém, possa ser a COP da implementação e da responsabilidade com a humanidade”, declarou.

Barbalho afirmou à CNN que espera a inclusão dos Estados Unidos na Conferência, mesmo em meio às tensões comerciais com o Brasil após o anúncio de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros.

“Os Estados Unidos continua membro da Conferência das Nações Unidas para o Clima, apesar de terem saído do Acordo de Paris, e desejamos que estejam representados”, afirmou.

Barbalho ressaltou que o Brasil tem a oportunidade de liderar a agenda de sustentabilidade no mundo, bem como trazer soluções a partir da floresta amazônica. Além disso, afirmou ter esperança de que, durante a COP30, os países atualizem os seus compromissos de transição energética.



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Como fica o tempo no fim de julho? Previsão aponta contrastes pelo Brasil



Ao longo dos próximos dias, a condição de umidade nas lavouras de soja no Sul do país será benéfica, enquanto a região central seguirá com tempo seco. O cenário deve se manter estável, pois não há previsão de chuva volumosa para essas áreas.

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No Sul, a passagem de uma frente fria deve provocar chuvas, que podem ser fortes especialmente no Rio Grande do Sul, com volumes entre 70 e 80 mm. Essas precipitações são importantes para manter o bom padrão hídrico da região.

No interior, a falta de chuva persiste, o que pode impactar negativamente culturas da segunda safra, como milho, sorgo e algodão. Para quem plantou mais tarde, a ausência de chuva durante a fase de enchimento de grãos pode comprometer a produtividade. Há também relatos de situações semelhantes no Matopiba.

Chuvas nas lavouras de soja de Roraima

Em Roraima, com o avanço do plantio de soja, as chuvas continuam de forma mais frequente. Porém, em alguns cenários, o volume expressivo de água pode não ser tão benéfico, pois o excesso pode prejudicar as lavouras neste momento.

O que o produtor pode esperar do tempo

Na costa leste do Nordeste, a chuva será frequente nos próximos dias. Entre 31 de julho e 4 de agosto, a precipitação se espalhará por diversas regiões do país, como áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Entretanto, nesses locais os acumulados de chuva devem ser baixos, insuficientes para uma reposição hídrica adequada, caracterizando uma chuva fraca para a agricultura.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha em leve alta em Chicago com prêmio climático


Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a quinta-feira (24) com leve valorização, impulsionados principalmente por fatores climáticos nos Estados Unidos. Segundo análise da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a nova safra, subiu 0,07%, ou US$ 0,50 cent/bushel, sendo cotado a US$ 1005,75. Já o contrato de agosto caiu 0,15%, ou US$ 1,25 cent/bushel, para US$ 1004,25, refletindo sua proximidade de vencimento.

Apesar da sequência anterior de três quedas, os preços se recuperaram levemente nesta sessão, com o mercado monitorando atentamente as previsões climáticas. A continuidade das chuvas no cinturão agrícola americano vem favorecendo as lavouras, o que tende a pressionar os preços. No entanto, a possibilidade de menos umidade nas previsões de 6 a 14 dias oferece algum suporte, somado à firmeza do óleo de soja, que subiu 0,94% no dia.

Outro fator que chamou a atenção foi a compra de 30 mil toneladas de farelo de soja da Argentina pela China — um movimento raro, já que, mesmo com o comércio liberado desde 2019, os chineses geralmente evitam esse mercado. Essa compra pontual trouxe volatilidade ao farelo, que acabou fechando em queda de 0,85%, a US\$ 269,70/ton curta.

Do lado das exportações, os dados divulgados pelo USDA foram considerados baixistas. As vendas semanais de soja dos EUA totalizaram 160,9 mil toneladas para a safra 2024/25, abaixo das 271,9 mil da semana anterior. Para a temporada 2025/26, as vendas foram de 238,8 mil toneladas — resultado também inferior às expectativas do mercado, que iam de 250 mil a 500 mil toneladas. A ausência da China e o protagonismo da Holanda, com 116,8 mil toneladas, reforçam o cenário de demanda internacional fraca.

 





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‘Morango do amor’ viraliza nas redes e impulsiona lucro de confeiteiros e produtores


A febre do “morango do amor” nas redes sociais tem gerado um impacto positivo direto nos lucros de confeiteiros e produtores de morango em Atibaia, no interior de São Paulo. Conhecida como Capital Nacional do Morango, a cidade produz cerca de 3 mil toneladas da fruta por ano.

Vídeos com receitas, trends e memes com o doce inspirado na maçã do amor, estrelados por anônimos e celebridades como Fábio Porchat, já acumulam milhões de visualizações. O sucesso tem impulsionado a procura pela sobremesa em feiras, confeitarias e eventos gastronômicos.

A confeiteira Izabella Maciel sentiu o impacto direto do “hit”. Só nas últimas duas semanas, a procura pelo doce aumentou significativamente na loja que mantém em sociedade com a mãe.

“Imaginei que fosse só por causa das festas juninas, algo passageiro. Mas quando vi que as pessoas vinham especificamente atrás do morango do amor e não compravam outra coisa, entendi que era hora de aumentar a produção”.

Com mais de 13 anos de experiência em confeitaria, Izabella precisou fazer ajustes rápidos para atender a demanda. “Começamos a produção há cerca de seis dias, e nossa meta é chegar a mil unidades vendidas até o fim da semana. Tivemos que suspender outros produtos para dar conta da demanda crescente.”

Vendido por R$ 16 a unidade, o doce não é novidade no cardápio da loja: “Já havíamos feito para a Festa das Flores e Morangos de 2022, mas na época não teve a mesma aceitação. Agora, com o boom nas redes, virou nosso carro-chefe.”

O sucesso do morango do amor também beneficiou produtores locais da fruta. Um deles é Rafael Augusto Maziero, neto de um dos fundadores da tradicional Festa do Morango de Atibaia. Ele representa a terceira geração da família na agricultura e já prepara o filho para dar continuidade ao negócio.

Segundo Rafael, a procura por morangos aumentou 30% nas últimas semanas, e o preço também subiu. “O quilo que costumava custar entre R$ 30 e R$ 35, agora chega a ser vendido por até R$ 50”, relata.

Rafael Maziero ( de camiseta cinza), produtor de morangos acompanho do seu filho de de seu pai em Atibaia-SP

O agricultor de 42 anos, que começou na lavoura aos 15, comemora o timing da tendência.

“Essa moda veio em uma época ótima. Julho e agosto são meses fortes de colheita. Em anos anteriores, o excesso de oferta derrubava os preços. Desta vez, a alta procura manteve o preço estável e até elevou os lucros.”

Para atender a nova demanda, os produtores estão sendo mais criteriosos na seleção dos frutos.“O pessoal quer morangos grandes e bem bonitos para fazer o doce. Isso exige mais cuidado na colheita, mas também nos estimula a investir em novas variedades, tecnologia e inovação.”

Tendência passageira ou oportunidade duradoura?

Izabella acredita que o hype do morango do amor deve durar pelo menos mais um mês.

“Tem gente que nem gosta da fruta, mas compra só para postar nas redes e se sentir parte da tendência. Mas, além disso, o doce é realmente delicioso”, diz ela.

Já Rafael torce para que a onda dure ainda mais. “Se essa moda continuar, melhor pra nós. O ‘faz-me-rir’ só cresce no bolso do produtor”, brinca, referindo-se ao aumento dos lucros.



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‘Transformar Juntos’ destaca a importância do cadastro rural



Hoje (25), é o último dia do ‘Transformar Juntos 2025’, evento realizado em Brasília e promovido pelo Sebrae Nacional, que reúne gestores públicos, lideranças locais e representantes de diversas instituições.

Um dos destaques da programação no segundo dia de evento foi o painel ‘Mapear para incluir: o papel do cadastro na agricultura‘, com a presença de Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, Daniel Carrara, diretor-geral do Senar e Ana Euler, diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa.

Os palestrantes enfatizaram a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para viabilizar a assistência técnica, gestão e inovação no campo. Atualmente, o CAR abrange cerca de cinco milhões de propriedades rurais, só que ainda enfrenta desafios.

“A gente precisa saber onde está o produtor, qual é a principal atividade dele, até no ponto da logística para que a gente possa acessá-lo. Estar em dia com esse cadastro é fundamental”, afirma Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae Nacional.

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A equipe do Mercado e Companhia do Canal Rural esteve presente no evento e conversou com alguns palestrantes. Confira aqui a reportagem!



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Queda nos preços do arroz desafia indústria, aponta Itaú BBA



Em junho deste ano, o arroz em casca fechou a R$ 67,19 por saca, valor 41% inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

Relatório do Itaú BBA aponta que esse cenário traz preocupações sobre os investimentos na próxima safra (2025/26), já que a rentabilidade de 2024/25 tende a ser restrita.

“A oferta mais elevada, combinada com a queda nos preços, pode beneficiar o custo da matéria-prima para a indústria. No entanto, o repasse de outros custos, como logística e embalagens, segue limitado, diante de um varejo mais cauteloso e estoques enxutos”, destaca o documento.

Segundo o relatório da instituição, embora os preços no atacado também tenham recuado, o movimento não ocorreu na mesma proporção observada no campo.

“Em um ambiente de consumo retraído, escoar o produto a preços que garantam margens positivas se tornou um desafio no primeiro trimestre da comercialização da nova safra”, reforça.

De acordo com o Itaú BBA, a boa disponibilidade no Mercosul e o dólar mais fraco mantêm atrativas as importações de arroz em casca e beneficiado. Contudo, a entrada do cereal já processado pressiona ainda mais as margens da indústria, que precisa lidar com estoques adquiridos a preços elevados no ciclo anterior.



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Brasil fecha acordo com o México e começa a exportar ossos processados



O Brasil acaba de garantir mais uma abertura comercial estratégica para o agronegócio. O México aprovou o modelo de certificado sanitário internacional que autoriza a exportação de ossos processados brasileiros, conforme divulgado na última quarta-feira (23) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A negociação foi conduzida em ação conjunta com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e fortalece a presença dos produtos brasileiros em setores industriais de alto consumo no país vizinho.

Matéria-prima para indústria e sustentabilidade

Os ossos processados são utilizados como insumo em diversos segmentos, como alimentação animal, gelatina, colágeno e fertilizantes, áreas com demanda crescente no México. Além do valor comercial, a exportação desse subproduto contribui para a sustentabilidade da agroindústria, ao permitir o melhor aproveitamento dos resíduos de origem animal.

Somente em 2024, o México importou mais de US$ 2,9 bilhões em produtos agropecuários brasileiros. Entre os principais itens da pauta exportadora estão soja, proteínas animais, café e produtos florestais. Agora, com a entrada dos ossos processados nessa lista, a tendência é de ampliação desse fluxo comercial.

Estratégia contra tarifas e instabilidades

Com o novo acordo, o Brasil chega a 397 mercados abertos desde o início de 2023. O número reflete os esforços diplomáticos e técnicos do Mapa e do Itamaraty para expandir a atuação do agro brasileiro no comércio internacional.

A nova abertura também reforça a estratégia brasileira de diversificação de mercados. Após os Estados Unidos anunciarem tarifas de até 50% sobre produtos do agro nacional, incluindo a carne bovina, o governo federal tem buscado alternativas para reduzir a dependência de mercados instáveis. O impacto do ‘tarifaço’ pode chegar a mais de US$ 1 bilhão para o setor.

A intensificação das negociações com países da América Latina, Ásia e Oriente Médio vem sendo uma resposta direta a esse novo cenário, com foco na segurança comercial de longo prazo.



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Música para vacas? Técnica melhora bem-estar e produção no campo



No sítio Queijo D’Alagoa, no Sul de Minas, o produtor Osvaldo Martins, conhecido como Osvaldinho, encontrou uma forma curiosa e eficiente de cuidar do rebanho. Ele toca tuba para as vacas. A cena, que parece inusitada à primeira vista, já faz parte da rotina da propriedade e tem dado resultados surpreendentes.

Cada vaca da fazenda tem nome próprio, como Pipoca, Estrela e Pintura. Durante os momentos de música, o ambiente fica mais tranquilo e o gado demonstra menos sinais de estresse. Essa prática, segundo especialistas, ajuda a liberar ocitocina — hormônio ligado à produção de leite — e favorece a saúde do rebanho, reduzindo doenças e facilitando a ordenha.

A estratégia vai além do conforto animal e se reflete na produtividade. Estudos apontam que o gado mais calmo apresenta melhor desempenho reprodutivo e maior qualidade do leite. E não é só com bovinos. Uma pesquisa da USP também comprovou resultados positivos com suínos, que ficaram mais sociáveis e ganharam peso com menos ração quando expostos à música.

Iniciativas como a de Osvaldinho mostram como o bem-estar animal está cada vez mais integrado à sustentabilidade no agronegócio brasileiro. Ao som de canções suaves, a produção se torna mais eficiente e o manejo mais humano, aproximando o produtor de práticas que beneficiam tanto os animais quanto o consumidor. Quer ver como funciona na prática? Confira o reels completo sobre o tema no Instagram do Planeta Campo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Soja segue sem muitas movimentações


O mercado da soja não tem movimentações relevantes no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Pagamento Agosto R$ 138,70 pagamento 30/08, setembro R$ 143,50 pagamento 30/09, outubro R$ 145,00 pagamento 30/10. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,00 Cruz Alta – Pgto. 30/08 – para exportador, R$ 131,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 131,00 Ijui´ – Pgto. 30/08 – para fábrica R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 123,00 a saca ao produtor”, comenta.

Comercialização lenta e estrutura pressionada em Santa Catarina. “A movimentação portuária destaca que a dinâmica do mercado catarinense é impactada não apenas pela produção local, mas pelo intenso fluxo de grãos oriundos do Centro-Oeste, no entanto tem sido um desafio constante encontrar informações precisas a respeito de o que tem acontecido com os grãos oriundos do estado, sabe-se que a comercialização é lenta, quando ocorre os volumes tendem a ficar abaixo de 20 mil toneladas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 138,16 (+0,46%)”, completa.

Excesso de oferta pressiona mercado e expõe déficit estrutural de armazenagem no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,20. Em Cascavel, o preço foi 122,87. Em Maringá, o preço foi de R$ 122,98 (+0,07%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 121,47 (-0,40%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 138,16 (+0,04%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Safra recorde, vendas lentas e fretes em oscilação no Mato Grosso do Sul. Mato Grosso do Sul concluiu a safra 2024/25 com 14,68 milhões de toneladas, consolidando um volume recorde, mas a comercialização segue lenta. Hoje, os preços variaram entre R$ 119,54 em Chapadão do Sul e R$ 125,09 em Sidrolândia, mostrando que há uma diferença bastante expressiva entre os produtos de cada região. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 120,63, Campo Grande em R$ 120,63, Maracaju em R$ 120,63, Chapadão do Sul a R$ 119,54 (+0,45%), Sidrolândia a em R$ 125,09”, informa.

Enquanto isso, o maior produtor de soja enfrenta déficit crítico de armazenagem. “Os preços da soja em Mato Grosso, em 24 de julho, variaram entre R$ 111,38 em Sorriso e R$ 118,02 em Campo Verde. Primavera do Leste e Rondonópolis acompanharam a mesma variação. Campo Verde: R$ 118,96 (-0,79%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,66, Nova Mutum: R$ 114,10. Primavera do Leste: R$ 118,02 (-0,79%). Rondonópolis: R$ 118,02 (-0,79%). Sorriso: R$ 111,38”, conclui.

 





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Faesp vê prejuízo aos produtores com IOF nas LCAs


A Federação de Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp) critica a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter parcialmente o decreto do governo federal permitindo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A Faesp manifesta repúdio à decisão que manteve de forma expressiva os efeitos do decreto presidencial que alterou as regras sobre o IOF impactando diretamente, e aí está o ponto, as Letras de Crédito do Agronegócios (LCAs). A medida, de acordo com o presidente da entidade, Tirso de Sales Meirelles, representa um duro golpe ao financiamento rural, especialmente em um momento de elevado custo do crédito, margens apertadas, crescente insegurança jurídica para quem produz.

As LCAs são instrumentos fundamentais para a sustentação do setor agropecuário, permitindo acesso a recursos com condições menos onerosas. Ao serem oneradas com incidência de IOF perdem competitividade, afastam investidores e comprometem o fluxo de capital que movimenta o campo, afirma a Faesp.

Meirelles nos diz que, em um país onde os impostos não são revertidos em melhoria da qualidade de vida do cidadão, usar IOF como fonte arrecadadora para alimentar a máquina descontrolada de gastos é temerário. Acrescida aos impostos já pagos pela população brasileira, as taxas atingem patamar de aproximadamente 40% diretos, colocando em risco a qualidade da cadeia produtiva não apenas do setor agropecuário.

O posicionamento da Faesp prossegue considerando ser inadmissível que uma decisão com tamanho impacto seja tomada sem a devida consideração das consequências econômicas e sociais para o meio rural.

O agronegócio paulista responde por cerca de 20% do PIB agropecuário nacional, depende de políticas que incentivem a produção e não de medidas que dificultem o financiamento e estrangulem os produtores.

Portanto, a Faesp está veementemente contrária a essa decisão e informa que irá buscar junto às instâncias competentes o diálogo necessário para reverter os efeitos dessa medida e reafirma seu compromisso com produtores rurais do estado de São Paulo, que podem ser penalizados por decisões de desconsideram a realidade do setor agropecuário.

Portanto, essa é a manifestação da Faesp sobre o impacto do IOF, principalmente sobre as LCAs. Sem dúvida, o estado de São Paulo ainda tem com os problemas dos tarifaços, nós temos aqui a maior agroindustrialização do agro brasileira, quando colocamos a agroindustrialização no setor financeiro é o maior sistema de agro do país e tem aí esse outro grave assunto a tratar que é impacto na indústria, no comércio, e nos serviços a partir das guerras tarifárias.

Portanto, impostos dentro do país, tarifaços de fora para dentro, subsídios aqui e ali, realmente o setor produtivo precisa estar muito bem organizado, orquestrado e representado.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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