terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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Planta da tequila será transformada em etanol e forragem no Brasil


Planta largamente utilizada no México na produção da bebida símbolo do país, a tequila, a Agave tequilana começa a ganhar novos usos no Brasil.

Em uma pesquisa conduzida pela Embrapa Algodão, da Paraíba, em parceria com a empresa Santa Anna Bioenergia, da Bahia, a espécie está sendo estudada como alternativa para a produção de etanol, sequestro de carbono e alimentação animal.

Com isso, a proposta é diversificar o uso do agave como fonte de energia renovável adaptada ao Semiárido, impulsionar a bioeconomia e contribuir para a transição energética no país.

O estudo inclui também outras variedades promissoras do gênero agave mantidas no Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa, para produção de biomassa, entre elas a Agave sisalana (sisal), hoje utilizada principalmente para a produção de cordas, tapetes, carpetes e também na construção civil.

Além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o estudo tem como objetivo desenvolver um sistema de cultivo para a produção de Agave tequilana e outras espécies com fins energéticos.

O intuito é também promover o melhor aproveitamento dessas plantas, considerando que, atualmente, apenas 4% da biomassa da folha da Agave sisalana é utilizada no processo de industrialização.

Maio produtor de Agave sisalana

O Brasil é o maior produtor mundial de Agave sisalana, com 95 mil toneladas de fibra em 2023, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cerca de 95% da produção nacional se concentra no estado da Bahia, onde a cultura é uma das principais fontes de renda do chamado Território do Sisal. A Paraíba, por sua vez, ocupa o segundo lugar no ranking nacional de produção da fibra em uma área de aproximadamente cinco mil hectares.

De acordo com a Embrapa, o gênero agave vem atraindo a atenção de empresas de energia como potencial matéria-prima para produção de bioenergia, a exemplo do etanol, bem como na compensação líquida de gases de efeito estufa devido às características de adaptação ao clima do Semiárido.

Bioenergia e justiça social

Pesquisador Tarcísio Gondim - Embrapa AlgodãoPesquisador Tarcísio Gondim - Embrapa Algodão
Pesquisador Tarcísio Gondim, da Embrapa Algodão. Foto: Alexandre Oliveira

Além dos aspectos econômicos e ambientais, o pesquisador da Embrapa Algodão Tarcísio Gondim destaca que a inovação trazida pela pesquisa pode contribuir para mitigar desigualdades regionais e enfrentar a precarização das áreas sisaleiras do Nordeste brasileiro.

“Para isso, vamos utilizar plantas xerófilas – adaptadas a ambientes secos – com múltiplo propósito: produção de etanol, alimentação para ruminantes e captura de CO2 em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, contextualiza.

Embora o ciclo do agave seja mais longo que o da cana-de-açúcar, sua principal vantagem é a adaptação às condições semiáridas, onde outras culturas não alcançam rendimentos competitivos.

“O ciclo do agave pode levar cerca de cinco anos ou mais para atingir a fase de colheita. No entanto, o escalonamento das áreas de plantio ao longo do período permitirá a estabilização da produção de biomassa para fins energéticos, garantindo competitividade na exploração comercial no Semiárido”, reforça Gondim.

Segundo ele, para que isso se concretize, é necessário investir em estudos para avançar na padronização de cultivares, no manejo da cultura, nos tratos culturais, na fertilidade do solo, na mecanização do cultivo e no processamento integral da biomassa.

Primeiras mudas da planta

Em março, pesquisadores da Embrapa Algodão realizaram uma missão ao México, onde visitaram o Instituto Nacional de Investigações Florestais, Agrícolas e Pecuárias (Inipaf), órgão equivalente à Embrapa naquele país, além de diversas instituições ligadas à cadeia produtiva da tequila.

O objetivo foi identificar oportunidades de colaboração em pesquisas sobre a produção de biomassa para obtenção de biocombustíveis, sequestro de carbono e aproveitamento dos resíduos da planta para alimentação animal.

As primeiras 500 mudas de Agave tequilana Weber var. Azul, oriundas do México e trazidas pela Santa Anna Bioenergia, já passaram pelo processo de quarentena e atualmente a equipe de pesquisadores brasileiros está iniciando os estudos de avaliação da espécie no município de Jacobina, na Bahia, onde está sendo instalada a primeira Unidade de Referência Tecnológica (URT) de Agave tequilana.

Outras duas URTs serão implantadas nos municípios de Alagoinha e Monteiro, na Paraíba, totalizando 1.800 mudas de Agave tequilana na primeira etapa do projeto.

Para o zootecnista Manoel Francisco de Sousa, também da Embrapa Algodão, “os resíduos do processo de produção de etanol a partir da Agave tequilana podem atuar como importante aporte forrageiro na alimentação de ruminantes, especialmente na época de escassez de forragens no Semiárido”.

Outro desafio do projeto será viabilizar a mecanização das etapas do plantio e da colheita do Agave. “Nossa visão de futuro é ter grandes áreas cultivadas com Agave e isso não pode ser feito manualmente. No México, embora diversas etapas do cultivo do Agave sejam mecanizadas, a exemplo do preparo do solo, adubação, capina, aplicação de inseticidas e herbicidas, a etapa do plantio ainda é feita cavando-se a cova manualmente”, relata o pesquisador da Embrapa Algodão Odilon Reny Ribeiro, especialista em mecanização agrícola.

O experimento faz parte do projeto “Agave na produção de etanol, sequestro de carbono e ração animal nas condições do Semiárido brasileiro” e terá duração de cinco anos.



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Com tarifaço, exportações de cacau brasileiro para os EUA se tornam ‘proibitivas’, diz AIPC



Com um prejuízo estimado em torno de R$ 180 milhões, o setor de cacau e derivados vê no aumento das tarifas um obstáculo à continuidade das exportações para os Estados Unidos. Em entrevista a Pryscilla Paiva, no Mercado & Cia, a presidente executiva da AIPC (Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau), Anna Paula Losi, afirmou que o cenário é bastante desafiador.

“Uma tarifa de 50% torna a nossa manteiga de cacau proibitiva para o mercado americano. Com isso, nossos importadores certamente buscarão outros fornecedores”, declarou Losi.

A executiva explicou que, apesar de o Brasil ser um país importador de cacau, o mercado interno não tem capacidade para absorver o volume atualmente destinado às exportações para os EUA.

“A gente calcula que, se as tarifas forem mantidas, a perda será de quase 10% na moagem de cacau no Brasil, ou seja, na atividade da indústria nacional. E aí vem a pergunta: ‘Mas o Brasil não tem cacau suficiente e precisa importar, então vai deixar de importar?’ Sim, muito provavelmente vamos reduzir a importação de amêndoas, porque não teremos mais para quem exportar os produtos derivados. Ao mesmo tempo, teremos um déficit de pó de cacau no mercado interno. Com a redução da moagem, a demanda pela amêndoa nacional também diminuirá. Ou seja, o impacto, que num primeiro momento atinge a indústria, acaba se espalhando por toda a cadeia produtiva.”

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Losi alertou ainda que, sem as exportações, a indústria brasileira de cacau corre o risco de ter que reduzir sua atividade produtiva:

“Temos um potencial gigantesco aqui no Brasil, mas infelizmente ainda não produzimos amêndoa suficiente para atender à demanda da indústria. Somente com cacau nacional, a nossa ociosidade média hoje é de quase 40%. Por isso, importamos cacau, industrializamos e exportamos, o que nos permite aumentar a produção, atender o mercado interno e o internacional. Se eu deixo de ter o mercado externo, preciso reduzir minha capacidade instalada, reduzir a moagem e, com isso, a operação de várias linhas de produção se torna inviável. Atualmente, temos uma capacidade instalada de cerca de 275 mil toneladas. Se operarmos somente com o que é produzido no Brasil, essa capacidade cairia para, no máximo, 200 mil toneladas.”

Além do impacto do tarifaço, o setor enfrenta outro desafio: a produção de cacau não tem conseguido atender à demanda, como relata Losi.

“Em 2024, tivemos muitas restrições na oferta, inclusive no mercado brasileiro. Não foi apenas uma escassez global. O recebimento de cacau não chegou a 180 mil toneladas, um volume muito abaixo do registrado em 2023. E agora, em 2025, ainda não vemos uma recuperação. O primeiro semestre de 2025 ficou muito próximo ao mesmo período de 2024, com cerca de 58 mil toneladas, o que representa aproximadamente um terço do necessário para atender à demanda do semestre”, explica.

“Por isso, as importações geralmente ocorrem no início do ano, quando a safra nacional é menor e a indústria precisa se abastecer com cacau importado para não parar. Para o segundo semestre, temos ouvido dos produtores que houve uma leve melhora, mas ainda assim a perspectiva é de que não ultrapassemos as 200 mil toneladas neste ano,ou seja, ainda estamos longe de alcançar o patamar necessário para utilizar plenamente a capacidade instalada da indústria”, complementa Losi.



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evento em Porto Alegre foca nos biomas do Sul



A cidade de Porto Alegre (RS) será palco, nesta quarta-feira (6), da quinta edição da série Diálogos pelo Clima, evento pré-COP30 promovido pela Embrapa que discute os desafios e as soluções para a sustentabilidade em tempos de mudanças climáticas. Com o tema Biomas do Sul: Pampa e Mata Atlântica, o encontro contará com palestras, mesas redondas e apresentações técnicas, reunindo especialistas de renome, representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil.

A programação será realizada das 9h às 17h30, no Centro de Eventos da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), com entrada gratuita e vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas com antecedência para garantir participação.

Abertura com foco na ciência climática

A abertura oficial contará com a presença de Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, e outras autoridades. Em seguida, a cientista Thelma Krug, coordenadora do Conselho Científico sobre o Clima da COP30, fará o diálogo de abertura, abordando a situação atual e as perspectivas das mudanças do clima nos biomas da região Sul.

Na parte da manhã, a pesquisadora Rosane Martinazzo, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, apresenta os principais desafios enfrentados pelos biomas Pampa e Mata Atlântica diante das mudanças climáticas.

Logo após, uma mesa redonda reunirá nomes como Simone Stülp (Secretária de Inovação do RS), Ernesto Casper (Cooperativa Ecocitrus), Maurem Alves (Klabin), Eugênio Zanetti (Fetag-RS) e Paula Hofmeister (Farsul), com moderação de Clenio Pillon, da Embrapa.

O período da tarde será dedicado ao papel da ciência e da pesquisa. O pesquisador Hamilton Vieira, do Ciram/Epagri, inicia os debates com uma apresentação técnica sobre como a ciência pode contribuir para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

Na sequência, outra mesa redonda abordará as estratégias de pesquisa e inovação voltadas à adaptação dos biomas do Sul. Participam os professores Carlos Tucci (UFRGS), Cátia Grisa (UFRGS), Paulo Conceição (UTFPR), a secretária Cecília Beaulieu (Procisur) e a analista do Sebrae Natália Bertussi. A moderação será feita por Ana Euler, diretora da Embrapa.

Participação ampla e gratuita

O evento é presencial e gratuito, e tem como objetivo estimular o diálogo entre ciência, sociedade e setor produtivo, além de contribuir com estratégias sustentáveis para a segurança alimentar e a conservação ambiental dos biomas do Sul do Brasil.

Com foco em temas urgentes, como adaptação climática, inovação, políticas públicas e sustentabilidade, o Diálogos pelo Clima se consolida como um espaço essencial de construção de soluções para um futuro mais resiliente.



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Acordo entre Sebrae e Mapa fortalece acesso a mercados e melhora a produção do campo



O Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) assinam nesta quarta-feira (6), em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que visa impulsionar a produtividade e a competitividade dos pequenos negócios do campo. As ações de acesso a mercados e sustentabilidade também estão previstas nesta parceria.

O acordo prevê ainda, o fortalecimento de certificações como o Selo Arte, voltado à identificação de produtos artesanais de origem animal. O Selo Arte, é um certificado de identidade e qualidade, que possibilita o comércio nacional de produtos alimentícios.

A estimativa é que cerca de 2,5 mil estabelecimentos possam se beneficiar diretamente da ação. “Vamos levar ainda mais oportunidades com o Selo Arte, que agrega valor a esses produtos”, ressalta o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

“Vamos trabalhar os serviços de inspeção municipal dos consórcios para que eles façam a adesão ao SISBI e ampliem a comercialização, trabalharemos também no aumento do número de serviços de inspeção municipal consorciados e não consorciados, reduzindo a informalidade”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.

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Além disso, Lima explica que a iniciativa vai valorizar a segurança dos alimentos dos pequenos produtores: “queremos, por meio dessa iniciativa, destacar a importância da inclusão produtiva dos pequenos produtores para o desenvolvimento econômico, a valorização cultural e a segurança do alimento.”



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Líder mundial: 1 a cada 5 quilos de carne exportada é do Brasil. Entenda


Pecuaristas, a pecuária brasileira reafirma seu protagonismo na economia do país. Em 2024, a cadeia produtiva da carne bovina movimentou impressionantes R$ 987,36 bilhões, o que equivale a 8,4% do PIB nacional. Esse número representa um avanço de 5,4% em relação a 2023, ou 9,5% se não considerada a inflação.Assista ao vídeo e confira os detalhes desses dados.

Esses dados, que demonstram a força e a pujança do setor, foram detalhados no “Beef Report 2025“, uma publicação anual da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O agrônomo e consultor de pecuária Maurício Nogueira, sócio-diretor da Athenagro, forneceu os insights sobre a publicação, que consolida as principais estatísticas da cadeia pecuária brasileira. Clique e baixe o relatório completo.

Recorde nas exportações e liderança mundial

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

Um dos principais motores desse crescimento foi o desempenho histórico nas exportações. Em 2024, o Brasil alcançou um marco histórico, exportando 2,89 milhões de toneladas de carne bovina para 157 países.

O faturamento de US$ 12,8 bilhões foi o segundo maior da série histórica, representando um aumento de quase 22% em relação a 2023.

O relatório destaca que a carne bovina in natura foi o principal item de exportação, e a China se manteve como o maior destino, absorvendo 46% do volume exportado.

Com isso, o Brasil consolidou sua posição de líder mundial, sendo responsável por 21% da carne bovina comercializada internacionalmente, o que significa que 1 a cada 5 quilos de carne exportada no mundo é de origem brasileira.

Avanços em produtividade e sustentabilidade

Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: DivulgaçãoBovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação
Bovinos se alimentando com DDG no cocho. Foto: Divulgação

O “Beef Report 2025” mostra que o crescimento do setor não se deu apenas pelo aumento da área, mas por uma evolução em produtividade e eficiência. A produção total de carne bovina atingiu 11,8 milhões de toneladas, o maior volume já registrado.

Paralelamente, a área de pastagem foi reduzida em 11% nas últimas duas décadas, enquanto a produtividade cresceu mais de 70%, passando de 2,8 para quase 5 arrobas por hectare/ano.

Essa conquista foi impulsionada, em grande parte, pelo recorde de 8,8 milhões de animais confinados em 2024. O relatório projeta que, nos próximos anos, esse número pode chegar a 13 ou 14 milhões de cabeças.

O modelo de produção se torna cada vez mais sustentável, alinhado a políticas como o Plano ABC+ e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

Reconhecimento sanitário e rastreabilidade

Foto: Wenderson Araujo/CNA

A conquista do status de “livre de febre aftosa sem vacinação” pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) é um ponto crucial para o futuro do setor.

Esse reconhecimento consolida a confiança sanitária da pecuária brasileira e abre portas para mercados premium que exigem esse status.

O lançamento, em 2024, de um programa nacional de identificação individual de bovinos e bubalinos reforça o compromisso do Brasil com a rastreabilidade e a transparência em toda a cadeia produtiva.

A combinação de vigilância ativa, protocolos modernos e boas práticas garante à carne brasileira um dos melhores perfis sanitários do mundo.

Impacto econômico e projeções futuras

Agricultura familiar, Bahia, exporta, exportação, produtos, Portugal, contêiner, medida provisóriaAgricultura familiar, Bahia, exporta, exportação, produtos, Portugal, contêiner, medida provisória
Foto: Manu Dias/GovBA

O mercado interno continua sendo o principal consumidor, absorvendo cerca de 70% da produção nacional em 2024. As exportações de carne bovina representaram 42% do total de exportações da pecuária, um segmento que movimentou US$ 30,5 bilhões.

As projeções para os próximos anos são de crescimento sustentado, com a produção podendo atingir mais de 13 milhões de toneladas até 2034.

A pecuária brasileira está posicionada para continuar garantindo a segurança alimentar global, elevando a produtividade e reduzindo o impacto ambiental, consolidando-se como uma das mais eficientes e sustentáveis do planeta.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sumitomo Chemical destaca inovação no 54º Congresso Brasileiro de Fitopatologia 2025


A Sumitomo Chemical marca presença no 54º Congresso Brasileiro de Fitopatologia em Lavras (MG), de 3 a 8 de agosto de 2025, promovido pela Sociedade Brasileira de Fitopatologia e realizado no Centro de Eventos da UFLA. Reconhecido como um dos principais eventos científicos do setor, o congresso reúne especialistas, pesquisadores, profissionais do agro e representantes da indústria para debater avanços no manejo de doenças de plantas.

Com 50 anos no Brasil e mais de um século de tradição em pesquisa, a empresa se consolidou como referência global no desenvolvimento de Fungicidas com modos de ação exclusivos, como o Indiflin™ e o PAVECTO® — este em fase de registro e integrante da nova classe química das tetrazolinonas, fruto de codesenvolvimento com a BASF.

Durante o evento, a Sumitomo Chemical apresentará um portfólio robusto e inovador, que inclui:

• Excalia®Max: combinação única do Indiflin™ (Inpyrfluxam) com o Tebuconazol, oferecendo ação sistêmica e alta eficiência no manejo de doenças, especialmente no manejo de resistência. Registrado para soja, milho, trigo, cafés arábica e conilon, além da maçã, é uma ferramenta estratégica no controle de doenças, contribuindo para manter o potencial produtivo das culturas.

• PAVECTO®, codesenvolvido com a BASF: inaugurando a classe das tetrazolinona, o produto está em fase de registro e tem perfil técnico diferenciado, modo de ação único e eficácia mesmo diante da mutação genética G143A, que compromete QoIs tradicionais.

• Pladius®: lançamento voltado para a soja, recomendado para o início do ciclo da cultura, com combinação tripla que inclui Indiflin® associado a um triazol e uma estrobilurina.

• Tróia: fungicida multissítio que atua simultaneamente em diferentes alvos no metabolismo dos fungos, auxiliando no manejo de resistência e ampliando o espectro de controle.

• Curado: triazol sistêmico com ação curativa e preventiva, indicado para o controle de doenças-chave em diversas culturas.

• Tamiz: estrobilurina com efeito fisiológico, que controla doenças e contribui para a manutenção da área foliar verde.

• Tenaz: fungicida de amplo espectro com alta persistência de controle, ideal para programas de manejo integrado.

• Sialex: solução sistêmica de alta eficiência contra doenças de final de ciclo, com excelente seletividade.

Segundo Marcelo Figueira, gerente de fungicidas LATAM da Sumitomo Chemical, a participação da companhia no congresso reforça seu protagonismo na oferta de soluções únicas e eficazes. “Nosso portfólio inovador reafirma o compromisso em entregar tecnologias que mantêm o potencial produtivo das lavouras, com segurança agronômica e sustentabilidade. Produtos como Excalia®Max, PAVECTO® e Pladius® são exemplos de como a ciência e a inovação podem transformar a agricultura brasileira”.

Para Diogo Togni (foto abaixo), gerente de Pesquisa e Desenvolvimento LATAM da Sumitomo Chemical, a pesquisa em fungicidas é a base que sustenta a inovação da companhia. “Na Sumitomo Chemical, transformamos ciência em soluções que protegem lavouras, preservam o futuro e geram valor para o produtor”, completou Togni.

Palestras

Confira a participação da Sumitomo Chemical na programação de palestras do Congresso de Fitopatologia:

• Painel Pesticidas 2025

  7 de agosto, 08h–10h

  Palestra: Fungicidas do Futuro: Inovações e Novas Abordagens para o Manejo de Doenças de Plantas

  Palestrante: Diogo Togni, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento LATAM – Sumitomo Chemical

• Palestra Especial Sumitomo Chemical

  5 de agosto, 17h–17h30

Tema: Sumitomo Chemical: Inovação que transforma a agricultura

Palestrante: Marcelo Figueira, Gerente de Fungicidas LATAM – Sumitomo Chemical

A presença da Sumitomo Chemical no Congresso Brasileiro de Fitopatologia reafirma seus valores de ciência, inovação e contribuição para a sustentabilidade do agronegócio, com soluções que garantem desempenho e segurança às lavouras brasileiras.





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Aprosoja TO destaca avanços do agro e protagonismo do agricultor



A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja TO) promoveu uma noite de celebração no último final de semana, com a reunião de cerca de mil convidados na Arena Bacuri, em Palmas. O evento marcou a comemoração do Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho, e os 12 anos de fundação da entidade, criada em 27 de setembro de 2013.

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Produtores, autoridades e parceiros participaram do encontro que destacou a importância de quem trabalha diariamente no campo. “Estou grata e emocionada por celebrar o Dia do Agricultor, que reconhece o valor dos nossos associados, que produzem com responsabilidade e fortalecem toda a cadeia do agronegócio”, afirmou a presidente Caroline Barcellos.

Ela também reforçou o papel essencial dos produtores na geração de alimentos, renda e segurança alimentar. Segundo Caroline, a data foi uma oportunidade de valorizar o esforço e a dedicação dos agricultores que fortalecem o agro tocantinense.

Presente no evento, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, elogiou a atuação da entidade no estado. Para ele, o trabalho técnico, político e institucional desenvolvido pela Aprosoja TO a torna uma referência nacional, próxima dos produtores e com resultados concretos.

O secretário de Agricultura e Pecuária, Jaime Café, também reconheceu a importância da associação, afirmando que a entidade tem sido uma parceira estratégica do agronegócio no Tocantins. Ele ressaltou o apoio dado aos produtores e a articulação junto aos órgãos públicos como fatores essenciais para o avanço sustentável da agricultura no estado.



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Por que o mesmo feijão nunca é igual?


Você já reparou que, às vezes, o feijão que você compra sempre, da mesma marca, preparado do mesmo jeitinho, com o mesmo tempero, acaba ficando com um sabor diferente? E aí vem aquela dúvida: “Será que errei a mão no sal?”, “Será que deixei
tempo demais no fogo?” ou até “Será que a marca mudou alguma coisa?”. Pois é, na
maioria das vezes, nada disso aconteceu. O que muda é o próprio feijão.

Dentro de cada tipo, carioca, preto, jalo, rajado, existem várias “famílias”, chamadas cultivares. É como se fossem primos, todos parecidos na aparência, mas cada um com um jeito e um sabor próprio. Alguns são mais adocicados, outros mais intensos. Tem cultivar que cozinha rápido, outra que demora mais. Tem o feijão que deixa o caldo clarinho e leve, e aquele que faz um caldo grosso e encorpado. E, quando a indústria compra feijão de diferentes produtores para atender a demanda, pode acabar misturando cultivares distintas. Assim, mesmo sendo todos “cariocas” ou todos “pretos”, cada lote conta uma história diferente no sabor.

E não é só a genética que faz isso acontecer. O lugar onde o feijão nasce também deixa sua marca. Quem planta, sabe: solo, clima, altitude, umidade e até as árvores em volta podem mudar o sabor. É como no café e no vinho, onde o terroir é parte da identidade.

Um exemplo que adoro contar é o do centro-sul do Paraná. Ali, as lavouras de feijão crescem cercadas por florestas de pinheirais, num clima mais fresco e úmido. O resultado é um feijão com sabor mais encorpado, que se destaca no prato. É algo que você sente na primeira colherada e que simplesmente não dá para copiar em outro lugar.

Agora, imagine se o consumidor pudesse descobrir tudo isso na hora da compra. Bastaria um QR Code na embalagem para contar de onde veio o feijão, qual cultivar é, como foi plantado e até mostrar fotos da lavoura. Mais que isso: já existem produtores que cultivam usando até 95% de insumos biológicos, praticamente dispensando defensivos químicos, cuidando do solo e da natureza. É o tipo de informação que faria muita gente escolher aquele pacote na hora, e pagar um pouco mais por saber que está levando para casa um produto especial.

E é aí que está a oportunidade. Em tempos de preços que muitas vezes não cobrem o custo de produção, diferenciar o feijão pela sua origem, pela cultivar e pelas práticas de cultivo pode criar um espaço premium no mercado interno. Isso já funciona em outros alimentos. No vinho e no café, as pessoas escolhem não só pelo sabor, mas também pela história que vem junto. E por que não com o feijão? Para o consumidor, é a chance de levar para casa um alimento com identidade. Para o empacotador, é a possibilidade de oferecer algo diferente. Para o produtor, é reconhecimento e remuneração mais justa pelo seu trabalho.

No fundo, o feijão é muito mais do que um grão que vai para a panela. Ele é cultura, memória e sabor. Cada cultivar, cada região, cada safra tem algo a contar. Imagine entrar no mercado e ver na gôndola: “Feijão-preto cultivar X, do Centro-Sul do Paraná, cultivado entre pinheirais, com 95% de insumos biológicos. Sabor encorpado, perfeito para feijoadas.” Ou então: “Feijão-carioca cultivar Y, do Alto Paranaíba, MG, cremoso e delicado, ideal para caldos e sopas.” Dá até vontade de cozinhar só de pensar.

O Brasil é um grande produtor e consumidor de feijão do mundo. Temos uma diversidade de sabores e histórias que nenhum outro país tem. Mas, enquanto tratarmos o feijão como tudo igual, vamos seguir desperdiçando um potencial enorme. Valorizar as cultivares, reconhecer a influência da região e contar como ele foi produzido é um caminho para fortalecer o mercado, aumentar o consumo e, principalmente, fazer justiça com quem planta. Porque, no fim das contas, cada grão carrega uma história. E está mais do que na hora de a gente ouvir, e saborear, todas elas.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


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Trump diz que EUA estão perto de fechar acordo comercial com a China



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (5), em entrevista à trde de TV CNBC, que oa EUA estão perto de fechar um acordo comercial com a China.Trump acrescentou que o acordo “não é imperativo”, mas que poderia ser um “bom” acordo.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos começou após Trump impor tarifas de 10% sobre todas as importações chinesas em fevereiro, elevando-as para 20% em março. Após várias medidas recíprocas, as tarifas americanas sobre produtos chineses alcançaram 145%, enquanto as tarifas chinesas sobre exportações americanas chegaram a 125%.

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Ambos os países concordaram em reduzir suas respectivas tarifas para 10% durante 90 dias a partir de 14 de maio. Dessa forma, a China impôs uma tarifa de 10% sobre as importações dos EUA, enquanto os EUA aplicam uma tarifa de 30% sobre as importações da China, pois a tarifa de 20% sobre o fentanil permanece vigente.



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Preço de soja sobe em Mato Grosso com apoio dos prêmios



Na última semana, o preço da soja disponível em Mato Grosso registrou alta de 2,11% em relação ao período anterior, sustentado pelos prêmios portuários mais atrativos. A média semanal ficou em R$ 116,22 por saca.

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Já a paridade de exportação para o contrato com vencimento em março de 2026 recuou 0,71% na comparação semanal, encerrando o período em R$ 106,95 por saca. A queda está atrelada à desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago, que cederam 2,12% na semana.

O contrato mar/26 fechou cotado a US$ 10,34 por bushel, pressionado pela expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos e pela menor demanda da China pela soja norte-americana.

Por outro lado, os prêmios no porto de Paranaguá referentes ao contrato mar/26 avançaram com força e registraram média de US$ 26,40 por tonelada, alta de 94,12% frente à semana anterior. O movimento ajudou a compensar parte das perdas externas, com suporte ao mercado físico em Mato Grosso.

Apesar desse alívio, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) alerta que os desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China devem continuar no radar, já que esse cenário tende a influenciar diretamente os preços praticados no estado.

As informações constam no Boletim Semanal do Imea.



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