terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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milho e soja devem ter produção elevada


A produção brasileira de soja na safra 2025/26 foi estimada em 178,2 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela StoneX, empresa global de serviços financeiros. O volume representa um crescimento de 5,6% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pelo aumento da área plantada e pela expectativa de recuperação da produtividade média nacional, especialmente no Rio Grande do Sul.

A área cultivada com soja no país deve crescer 2% em relação ao ano anterior. “Por outro lado, outros estados estão apostando em um rendimento dentro da tendência histórica, mas abaixo do registrado no ciclo 2024/25, pelo menos por enquanto”, afirmou Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.

No cenário de oferta e demanda, a projeção para os embarques externos é de 112 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno pode alcançar 63,5 milhões de toneladas. Lodi destaca que o cenário pode sofrer alterações com base em fatores internacionais: “As questões geopolíticas e tarifárias podem beneficiar a soja brasileira, especialmente pelas possibilidades de atritos entre EUA e China”.

Em relação ao milho, a primeira safra de 2025/26 foi estimada em 25,6 milhões de toneladas, uma alta de 0,5% na comparação com o ciclo anterior. A área plantada deve crescer 2%, mas a produtividade parte de um patamar inferior ao registrado anteriormente, segundo Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

No Paraná, a produtividade está estimada em quase 11 toneladas por hectare, mas ainda abaixo da registrada no ciclo passado. Para o Rio Grande do Sul, a expectativa é de recuperação parcial da área perdida, estimulada pelos preços praticados no início de 2025. 

A segunda safra de milho, referente ao ciclo 2024/25, também apresentou avanço. A estimativa aponta crescimento de 3,2% em relação ao mês anterior, com produção de 111,7 milhões de toneladas. Considerando também a produção da terceira safra, que superou 2 milhões de toneladas, a produção total de milho no país deve alcançar 139,36 milhões de toneladas, frente às 136,1 milhões divulgadas em julho.

Houve ainda uma revisão na demanda doméstica, que passou de 89,5 para 90,5 milhões de toneladas. De acordo com Bulascoschi, as perspectivas de uso do cereal para produção de etanol seguem aquecidas. “As atenções devem estar cada vez mais voltadas para as exportações, com os embarques já ganhando mais ritmo nas últimas semanas. De qualquer forma, não se espera que as exportações brasileiras de milho sejam recordes, como o registrado no ciclo 2022/23, diante de um cenário de oferta global confortável”, afirmou o analista.

A expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos pode aumentar a disponibilidade global do cereal a partir de setembro, com o avanço da colheita naquele país.

 





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Preços do feijão recuam em julho com nova safra



Seletividade dos compradores tem gerado oscilações regionais


Foto: Canva

Julho foi marcado por baixas nos preços do feijão, reflexo da oferta acumulada do ciclo 24/25 e do avanço da colheita da terceira safra, que já abastece o mercado com lotes de qualidade superior, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, os valores atuais estão, inclusive, abaixo das médias acumuladas desde setembro/24.

Porém, a seletividade dos compradores tem gerado oscilações regionais. Para as próximas semanas, pesquisadores indicam que o comportamento dos preços dependerá do ritmo da colheita, da qualidade dos novos lotes e da velocidade de reposição dos estoques pelos empacotadores. 





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Preço da mandioca recua pelo sétimo mês seguido



Oferta de mandioca segue alta e preços acumulam queda pelo sétimo mês


Foto: Canva

As chuvas ocorridas em parte das regiões produtoras de mandioca na semana passada dificultaram o avanço da colheita, também limitada pela retração produtora, apontam levantamentos do Cepea. Ainda assim, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta continuou superior à demanda industrial, mantendo a pressão sobre os valores; a média de julho caiu pelo sétimo mês consecutivo. 

Entre 28 de julho e 1º de agosto, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 460,33 (R$ 0,8006/grama de amido), recuo de 2,3% em relação à semana anterior. O preço médio de julho também cedeu 2,3% sobre junho, ficando 1,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). 





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Programa distribui 11,7 mil toneladas de fertilizantes


A segunda etapa do Programa de Doação de Fertilizantes, executado pelo Governo de Minas por meio da Emater-MG, distribuiu mais de 11,7 mil toneladas do fertilizante/corretivo de solo agrosilício entre os meses de fevereiro e junho deste ano. O volume superou a meta estabelecida de 10 mil toneladas e atendeu 109 municípios mineiros.

De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o programa foi lançado em 2024 em parceria com a Emater-MG e a Harsco Environmental, responsável pela doação do insumo. A ação tem como finalidade melhorar a qualidade do solo, ampliar a produtividade agrícola e incentivar práticas sustentáveis no campo.

No município de Mathias Lobato, localizado no Vale do Rio Doce, dezesseis agricultores do assentamento Maria da Penha recebem o produto pela primeira vez. Segundo o extensionista da Emater-MG, Amarildo Mafalda, a expectativa é de que o uso do agrosilício “traga uma melhoria no solo, aumento na produtividade e na qualidade da produção das hortaliças, dos pomares e das lavouras de milho, feijão e mandioca“. A distribuição local de 26 toneladas foi viabilizada por meio de parceria com a prefeitura, informou a Seapa.

De acordo com a secretaria, na região Central do estado, nos arredores de Sete Lagoas, 90 agricultores foram beneficiados em 2025. Segundo o coordenador técnico regional da Emater-MG, Walfrido Machado Albernaz, esse número soma-se aos 150 agricultores atendidos em 2024.

A logística do programa prevê que os municípios contemplados estejam situados em um raio de até 300 quilômetros de Timóteo, local onde ocorre a retirada do insumo pelas prefeituras. Após a coleta, o produto é distribuído aos agricultores locais.

A Emater-MG atua no acompanhamento técnico de todas as etapas do programa, começando com a análise de solo. A instituição também participa do processo de entrega do insumo, prestando orientação aos produtores beneficiados. No ano passado, cerca de cinco mil toneladas do agrosilício foram entregues a 90 municípios, beneficiando mais de mil produtores. A expectativa, segundo a Emater-MG, é de que a meta seja novamente superada em 2026.





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Após pico de demanda, preço do morango volta a cair



Queda no preço está relacionada ao período de safra nas principais regiões produtoras




Foto: Pixabay

O preço do morango voltou a cair na CEASA/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) após semanas de forte demanda impulsionada pela popularização do “morango do amor”. De acordo com a Dimer (Divisão de Mercado de Abastecimento), a caixa com quatro bandejas da fruta está sendo comercializada a cerca de R$ 45,00, valor menor do que o praticado anteriormente.

Segundo informações divulgadas pela CEASA/MS, a queda no preço está relacionada ao período de safra nas principais regiões produtoras, como São Paulo e Minas Gerais, que garantem uma oferta estável e ajudam a manter o equilíbrio do mercado.

Entre as hortaliças com redução de valor, o destaque vai para a cebola nacional, que teve queda de 14% e agora custa R$ 30,00 o saco de 20 kg.

Por outro lado, a cenoura e o quiabo apresentaram as maiores altas da semana. A cenoura subiu 20% e está sendo vendida a R$ 60,00 o saco de 60 kg. Já o quiabo chegou a R$ 120,00 a caixa de 15 kg, também com aumento de 20% em relação à semana anterior.

O levantamento, realizado entre os dias 4 e 9 de agosto, faz parte do boletim semanal divulgado pela CEASA/MS, que monitora a variação de preços dos principais produtos hortifrutigranjeiros comercializados no estado.





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Paraná tem boa produtividade na colheita de café



Clima favorece colheita no Paraná




Foto: Pixabay

A colheita do café atingiu mais de 80% da área cultivada no Paraná. O valor totaliza 25,4 mil hectares, segundo dados divulgados na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

De acordo com o agrônomo Carlos Hugo Godinho, as condições climáticas favoreceram os trabalhos no campo. “Os dias secos ajudaram tanto a colher mais rápido quanto a secar o café nos terreiros. A produtividade está muito próxima do limite superior que imaginávamos”, afirmou. 

A produção média no estado está estimada em 1.752 quilos por hectare.

Veja também: Exportações de café batem recorde no ano-cafeeiro de 2024

A cafeicultura paranaense tem papel importante na produção de café solúvel. Godinho expressou preocupação quanto à ausência do produto nas exceções das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. “Mas o mercado deve trabalhar isso porque os Estados Unidos têm poucas alternativas em relação ao café brasileiro”, completa.

Quanto ao cenário nacional, segundo os dados do Sumário Executivo do Café, o Brasil alcançou um recorde no ano-cafeeiro de 2024, totalizando 46,1 milhões de sacas de 60 quilos. O número representa um crescimento de 30,6% em relação ao total exportado em 2023, quando foram vendidas 35,3 milhões de sacas ao mercado externo.





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Preço de soja sobe e apresenta estabilidade no Brasil



O mercado brasileiro de soja manteve ritmo lento de negócios nesta terça-feira (5), em meio a movimentos mistos nas cotações. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os prêmios nos portos continuam em patamares elevados, o que tem compensado as quedas na Bolsa de Chicago e gerado algumas oportunidades pontuais de comercialização.

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No interior, o basis segue firme, com cotações acima da paridade em diversas praças. No entanto, os compradores domésticos permanecem cautelosos, com volumes menores de forma estratégica devido às margens apertadas. “O mercado apresenta preços mistos e ritmo lento de negócios, mas ainda assim, com oportunidades pontuais”, observa Silveira.

Soja no mercado brasileiro

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 132,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 133,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 141,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 123,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia com baixa para o grão e o óleo, enquanto o farelo registrou leve estabilidade. O mercado iniciou a sessão em alta, com apoio das inspeções de exportação dos Estados Unidos acima do esperado, mas perdeu força diante da ausência da China nas compras e da atuação mais cautelosa dos fundos.

Apesar da leve piora nas condições das lavouras norte-americanas, a expectativa geral ainda é de uma safra cheia. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até 3 de agosto, 69% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições, contra 70% na semana anterior.

Contratos futuros

O contrato setembro/25 do grão fechou a US$ 9,71 1/2 por bushel, queda de 3,75 centavos (0,38%). A posição novembro/25 encerrou a US$ 9,90 3/4, baixa de 3,75 centavos (0,37%).

Nos subprodutos, o farelo dezembro/25 recuou 0,03%, a US$ 284,90 por tonelada. O óleo dezembro/25 caiu 1,11%, para 53,42 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial terminou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,5060 na venda e R$ 5,5040 na compra. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,4986 e R$ 5,5361 ao longo da sessão.



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Apenas 4% das exportações serão afetadas por tarifaço e mais de 2% terão outro destino, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (5) que 4% dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos serão afetados pelo tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Deste porcentual, mais de 2% terão um destino alternativo.

A afirmação foi dada durante a 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), mais conhecido como “Conselhão”.

“Graças à política que o presidente Lula inaugurou ainda em 2003, de abrir os mercados para os produtos brasileiros, elas representam 12%. Desses 12%, 4% são afetados pelo tarifaço, e dos 4%, mais de 2% terá, naturalmente, outra destinação, porque são commodities com preço internacional que vão encontrar o seu destino no curto ou médio prazo”, afirmou Haddad.

Ele disse ainda que, apesar do porcentual baixo, o governo não irá “baixar guarda” porque setores vulneráveis devem ser prejudicados pela tarifa de 50% para produtos brasileiros.

O ministro da Fazenda também destacou a importância do Conselhão para a Fazenda que, segundo ele, possui uma visão voltada para o crédito desde 2023. Haddad disse que, atualmente, existem cinco projetos de lei que tratam sobre o tema e estão sendo discutidas pelo CDESS.

Haddad também fez um balanço positivo da situação econômica do país e disse que a expectativa do Executivo é que a inflação feche, neste ano, abaixo de 5%. Declarou ainda que o país está evoluindo nas contas públicas depois de anos de “déficit primário crônico”.

“Nós estamos, sim, evoluindo nas contas públicas depois de muitos anos de déficit primário crônico, na casa de 2% do PIB. Mas lembrando algo que é caro para a primeira-dama Janja e ao presidente Lula, que nós não estamos fazendo ajuste fiscal no lombo dos mais pobres e no lombo do trabalhador.”



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