sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Geopolítica da soja traz desafios técnicos e comerciais para manutenção da liderança brasileira


A soja é o principal produto de exportação agrícola brasileiro e, do total exportado, aproximadamente 75% tem como destino a China. Para trazer um panorama dos desafios que perpassam esse mercado, a coordenadora do núcleo de Ásia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Larissa Wachholz, abordou a centralidade da China na geopolítica da soja frente aos crescentes controles e demanda durante o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado nos dias 19 e 20 de agosto, em Londrina (PR).

“É preciso avaliar a perspectiva do Brasil em relação à China, seu principal cliente, e também a perspectiva chinesa, que não necessariamente se sente confortável com uma dependência excessiva de um único fornecedor”, avalia. Larissa aponta ainda que os Estados Unidos também desejam aumentar a sua exportação de soja para a China e que os dois países estão negociando um acordo comercial. “Como lidar com essa questão, seja diversificando com novos produtos ou abrindo novos mercados”, reflete. “Precisamos estar atentos às mudanças de cenários geopolíticos e também de política interna da China para nos posicionar de forma estratégica”, relata Larissa.

No que se refere às exigências do mercado internacional para a exportação de soja, Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, do Ministérios da Agricultura afirma que o Brasil vem recebendo notificações da China relacionadas a pragas quarentenárias, principalmente de sementes quarentenárias em cargas de soja, e até relato de soja tratadas com fungicidas. “Tivemos inclusive, esse ano, cinco empresas que foram suspensas para exportação de soja, mas conseguimos reverter a situação nos comprometendo que resolveríamos o problema. Por isso, precisamos ter toda cadeia produtiva ciente das suas responsabilidades para não provocar complicações nas nossas exportações”, alerta Caruso.

Fátima Parizzi, consultora técnica ABIOVE, apresentou as medidas de monitoramento e de controle que precisam ser intensificadas pela cadeia produtiva com intuito de minimizar as notificações da China. “Há pontos a serem melhorados, desde a produção no campo até a expedição do produto, especialmente com relação à presença de sementes quarentenárias. A recomendação passa pela intensificação das boas práticas agrícolas no campo de produção, assim como as boas práticas de armazenagem nas unidades armazenadoras. Esse processo visa minimizar os riscos de notificações”, orienta Fátima

Para abordar os aspectos legais e normativos para exportação de soja geneticamente modificada (transgênicos) à China, o Seminário contou com a palestra da Catarina Pires, diretora de Biotecnologia da da CropLife. Segundo ela, a convergência regulatória em biotecnologia pode impactar as exportações de commodities agrícolas, especialmente para a China. “Hoje o Brasil tem um quadro regulatório que leva, em média, um ano e meio para aprovar os produtos transgênicos, mas a China tem levado, em média cinco anos. Esse descompasso gera um impacto econômico, mas o Brasil e a China podem cooperar para que os sistemas regulatórios sejam mais convergentes e harmonizados. “Se superarmos esse desafio, teremos um acréscimo de mais de 1 bilhão de dólares para a cadeia exportadora de produtos agrícolas, por ano”, calcula Catarina

O VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja é promovido pela Embrapa Soja em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (APROSOJA MS), Associação dos Produtores de Soja do Paraná (APROSOJA PR), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).





Source link

News

Dia movimentado! Cotações de soja sobem em grande parte do Brasil; saiba os números



O mercado brasileiro de soja esteve bem movimentado nesta quinta-feira (21) na safra antecipada (safra nova), com boas indicações e preços mais firmes. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, o produtor aproveitou o cenário favorável e avançou nas vendas, fechando volumes maiores diante da alta em Chicago.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Já no disponível, o ritmo foi bem mais lento. “Mesmo com a disparada na CBOT, os prêmios recuaram forte, neutralizando a alta e limitando a sustentação nos preços”, explicou Silveira. Ele acrescenta que a comercialização tende a desacelerar naturalmente à medida que as exportações perdem ritmo e a indústria reduz a demanda. Nesse cenário, os spreads entre comprador e vendedor no spot aumentam, deixando o mercado mais travado.

Preços da soja no mercado brasileiro:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 135,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 136,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,50 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 138,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 141,50 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em boa alta. O óleo disparou cerca de 5% e liderou os ganhos. Boas exportações semanais e rumores sobre o mandato de biodiesel no Estados Unidos ajudaram a impulsionar as cotações. Os agentes também aguardam informações da crop tour da Profarmer.

A administração Trump deve decidir já nesta sexta-feira sobre um crescente acúmulo de pedidos de pequenas refinarias que buscam isenção das leis nacionais de biocombustíveis, mas vai adiar a decisão sobre se as grandes refinarias devem compensar parte dos volumes isentos, segundo duas fontes familiarizadas com o planejamento.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) deve decidir na sexta-feira sobre diversos dos 195 pedidos de isenção de pequenas refinarias que remontam a 2016, disseram as fontes. As decisões serão mistas, incluindo algumas negativas parciais, mas não representarão uma vitória ampla para as pequenas refinarias, de acordo com uma fonte informada sobre as deliberações.

A administração deve emitir uma regra suplementar já na próxima semana para buscar comentários públicos sobre se deve ou não obrigar grandes refinarias a compensar os volumes isentos em um processo conhecido como realocação.

USDA

Em relação à crop tour, os números finais serão divulgados na sexta, após quatro dias de visita a lavouras. Os rendimentos são bons, mas há certo ceticismo se a produtividade chegará aos dados projetados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estariam superestimados.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 5.700 toneladas na semana encerrada em 14 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 1.142.600 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 100 mil e 1,1 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,93%, a US$ 10,56 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,56 por bushel, com alta de 20,00 centavos ou 1,93%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,00, ou 1%, a US$ 294,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,87 centavos de dólar, com ganho de 2,42 centavo ou 4,7%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,4774 para venda e a R$ 5,4754 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4665 e a máxima de R$ 5,4960



Source link

News

Federarroz indica a produtor participar de Contrato de Opção de Venda do governo



A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) aconselhou nesta quinta-feira (21), em nota, que os produtores gaúchos do cereal participem do novo Contrato de Opção e Venda Público lançado pelo governo federal.

A recomendação surge diante da crise enfrentada pelo setor, caracterizada por alta produção e preços que não cobrem os custos de produção, lembra a entidade no comunicado. A Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 26/2025, divulgada em 20 de agosto, estabelece as diretrizes para este contrato, referente ao arroz longo fino em casca, tipo 1, safra 2024/25.

A Federarroz argumenta que a adesão a essa política pode equilibrar a oferta no mercado, facilitar a sobrevivência dos produtores e criar condições para a continuidade da atividade na próxima safra. A entidade destaca ainda a importância estratégica da medida para a segurança alimentar da população.



Source link

News

Câmara aprova urgência para isenção do IR de quem ganha até R$ 5 mil



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (21), por unanimidade, o requerimento de urgência do projeto de lei (PL) que traz isenção do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil. A matéria prevê também redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

De autoria do governo federal, o PL 1.087 de 2025 é relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda de arrecadação, o texto já aprovado em comissão especial da Câmara prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês.

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a mudança pode ampliar de 10 milhões para 20 milhões o total de trabalhadores isentos do IR.

Já a redução parcial do imposto para quem ganha até R$ 7,3 mil deve alcançar 16 milhões de pessoas. Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).

A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) argumentou que a medida faz justiça social com os trabalhadores.

“Chega de este Parlamento dar incentivos para grandes empresas, para bets, para bilionários, sempre falando que esse é o verdadeiro investimento no Brasil. O verdadeiro investimento no Brasil é quando nós conseguimos aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil”, destacou na tribuna.

Divergências de lado

A votação foi elogiada pelo líder do PP, deputado Doutor Luizinho (RJ), que pediu que os partidos deixem divergências de lado para trabalhar por medidas como essa.

“É muito importante que a gente aqui no Parlamento deixe de lado os problemas políticos. Trabalhar a favor do país, a favor da população brasileira, presidente, sob o seu comando. Sem dúvida nenhuma, tem a nossa legitimidade para a gente continuar trabalhando em prol do Brasil, e não em prol da política”, comentou.

O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL), disse que essa é uma das agendas mais importantes do ano.

“É uma correção histórica. A tabela do Imposto de Renda vem há anos sem ser corrigida nem pela inflação. Agora, o presidente Lula, por intermédio desse projeto de lei, cumpre um compromisso de campanha e corrige as injustiças feitas pelo governo anterior”, disse.

A oposição, que vinha questionando as mudanças no IR, orientou o voto favorável, como explicou o líder do PL, deputado Cabo Gilberto Silva (PB).

“Nós iremos votar favoráveis porque a gente não pode estar com um discurso e jogando para a plateia. Quando chega um projeto interessante para o povo brasileiro, nós votaremos sim”, disse o parlamentar.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a pauta é importante e que vai definir, junto com os demais líderes, a data para votar o mérito do projeto de isenção. Se aprovado na Câmara, o texto seguirá para análise do Senado.

Alíquota aos mais ricos

A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. O relator também manteve a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, o parlamentar instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento, remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administrem benefícios previdenciários.

Medidas compensatórias à isenção

A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para estados e municípios e o Distrito Federal.

Pelos cálculos apresentados no projeto, o governo federal conseguirá, entre 2026 e 2028, uma receita com superávit de cerca de R$ 12,27 bilhões, valor que deverá ser usado para compensar, caso haja, perdas de estados, do Distrito Federal e de municípios em razão da redução da arrecadação do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de seus próprios servidores.



Source link

News

Cartilha auxilia produtores no combate às queimadas em MT



Com o aumento das queimadas nesta época do ano, produtores rurais do estado de Mato Grosso contam com um aliado: a cartilha de prevenção e combate aos incêndios elaborada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). O material carrega orientações práticas que podem fazer a diferença entre o controle e o desastre, o que evita prejuízos aos trabalhos em campo e evita riscos à vida.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A cartilha foi desenvolvida com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT) e está disponível em versão impressa e digital no site da Aprosoja MT, com acesso rápido aos produtores.

Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, a cartilha atende a uma necessidade prática do campo. “Além de plantar e viabilizar financeiramente a lavoura, o produtor precisa lidar com legislação, mercado e várias informações ao mesmo tempo. Uma cartilha simples e acessível facilita o dia a dia, reunindo orientações rápidas e diretas”, explica.

O delegado coordenador do núcleo de Vera, Maicon Rech, já colocou as orientações em prática. Ele relata que, durante um incêndio em 2024, a preparação foi decisiva. “Estávamos com tanque d’água pronto e conseguimos controlar o fogo rapidamente. A cartilha orienta sobre os equipamentos necessários e ajuda a reduzir os prejuízos”, afirma.

A delegada do núcleo de Tapurah, Daiane Kirnev, destaca que a cartilha reforça a importância de práticas simples, como fazer aceiros e manter a revisão das máquinas em dia. Pequenos cuidados ajudam a prevenir incêndios que, durante a seca, podem surgir de uma faísca ou falha no equipamento, o que evita prejuízos tanto para os equipamentos quanto para o solo.



Source link

News

Holandês x Senepol: por que o cruzamento não é ideal para a pecuária leiteira?


Pecuaristas, a escolha do cruzamento industrial é fundamental para o sucesso de um rebanho, seja para carne ou para leite. Washington Cobacho, de Mira Estrela, no estado de São Paulo, possui vacas senepol e mestiças e pensa em inseminá-las com sêmen de touro holandês para a produção de leite. Assista ao vídeo.

Nesta quarta-feira (12), o zootecnista Guilherme Marquez, especialista em genética de gado de leite, respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que o cruzamento de Holandês com Senepol é o oposto do que se busca para a produção de leite e oferece outras alternativas mais assertivas para o produtor.

O desafio do “dairy on beef”

suplementação, ração, animalsuplementação, ração, animal
Foto: Giro do Boi

Guilherme Marquez explica que a raça holandesa é conhecida por sua alta capacidade de metabolizar nutrientes e transformá-los em leite.

No entanto, o cruzamento do Holandês x Senepol é um “Dairy on Beef”, o oposto do “Beef on Dairy” (touro de corte em vaca leiteira).

Nesse caso, o produtor estaria usando uma raça de leite sobre uma raça de corte, o que não é o caminho mais eficiente para a produção de leite em escala comercial.

As fêmeas meio-sangue Holandês x Senepol produzirão mais leite que suas mães, mas não serão vacas altamente produtivas. A produção de leite não se resume a um pico de produção, mas à quantidade de dias produzindo.

Fêmeas que não são especializadas podem ter um pico alto, mas um período de lactação muito menor, ficando mais tempo “vazias” e sem produzir. Elas seriam como um “hóspede de hotel que fica 365 dias, mas só paga 100”, ou seja, um prejuízo.

Duas opções para o sucesso na produção de leite

Foto: Fazenda do Basa/Divulgação

Guilherme Marquez oferece duas alternativas para Washington Cobacho, que busca um rebanho de alta produção de leite:

  • 1ª opção: Embrião de girolando. É o caminho mais rápido para a evolução genética. A primeira geração de girolando já nasce com alta produção de leite. O produtor pode usar embrião de girolando 5/8, meio-sangue ou 3/4. É uma forma de ter vacas extraordinárias para produção de leite em apenas uma geração, otimizando o tempo e o investimento.
  • 2ª opção: Touro holandês. Se o produtor insistir na ideia, ele terá vacas meio-sangue holandês que produzirão mais leite que as mães, mas os machos serão aproveitados apenas para o abate. Essa opção é mais lenta para se obter um rebanho de alta produção e pode não ser a mais rentável.

Guilherme Marquez ressalta que, se o objetivo é ter um rebanho de leite, é preciso usar uma genética especializada para isso.

O uso de embrião de girolando é a forma mais rápida e assertiva de ter animais com alta produção e longevidade no rebanho, garantindo o sucesso da pecuária leiteira na fazenda.



Source link

News

Vaca alcança valorização de R$ 3,5 milhões na 18ª Expogenética


Maior mostra de animais zebuínos avaliados de todo o país, a Expogenética está em sua 18ª e acontece em Uberaba, Minas Gerais. O evento teve início no dia 15 de agosto e se estende até o próximo domingo (24).

Durante o evento, no Leilão Nelore Paranã, transmitido pelo Canal Rural e Canal do Criador, a vaca Boa FIV de Naviraí teve 50% de suas cotas vendidas por R$ 1.743.000 nesta quinta-feira (21). Assim, alcançou a impressionante valorização de R$ 3.486.000.

vaca leilãovaca leilão
Foto: Reprodução Redes Sociais

O animal tem média de 52 oócitos por coleta e prenhez confirmada do Átila de Naviraí. Confira, abaixo, os índices genéticos da Boa FIV de Naviraí, que tem mãe, avó e bisavó doadoras: iABCz 24,76; Deca 1; P% 0,5%; MGTe 26,82; TOP 3%; IQG 30,87; e TOP 2%.



Source link

News

ILPF garante rentabilidade e sustentabilidade no campo



A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) vem se consolidando como uma das principais estratégias para unir produtividade, sustentabilidade e retorno financeiro nas propriedades rurais.
De acordo com a Embrapa, mais de 17 milhões de hectares já utilizam sistemas integrados no país, com resultados que vão desde a melhoria da qualidade do solo até a redução da emissão de gases de efeito estufa.

Esse modelo permite diversificar a produção, otimizar o uso da terra e garantir maior resiliência frente às mudanças climáticas e às variações do mercado.

Rentabilidade: o primeiro passo para o produtor

Quando o assunto é inovação no campo, a pergunta que o produtor sempre faz é: qual será o retorno financeiro?

O sistema ILPF responde bem a essa dúvida porque:

  • Reduz custos com adubos e defensivos graças à reciclagem natural de nutrientes;
  • Aumenta a rentabilidade com mais de uma atividade produtiva na mesma área;
  • Diminui riscos climáticos e de mercado com diversificação da produção;
  • Melhora a qualidade do solo e da pastagem, favorecendo o desempenho animal.

Segundo levantamentos da Embrapa, os ganhos econômicos podem variar bastante de acordo com a região e o modelo adotado. Porém, mesmo que o investimento inicial demande crédito rural ou financiamento, o retorno costuma ocorrer entre 3 e 5 anos, garantindo segurança a médio e longo prazo.

Como os programas de apoio ajudam na transição

A adoção da ILPF ainda gera dúvidas, principalmente em pequenas e médias propriedades. É aí que entram iniciativas como o Integra São Paulo, em parceria com a Embrapa e a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral).

O programa capacita técnicos e leva equipes multidisciplinares até as propriedades para:

  • Avaliar a viabilidade da integração;
  • Oferecer soluções personalizadas para cada realidade;
  • Apoiar no manejo da lavoura, da pecuária e da floresta de forma conjunta.

Essas unidades-modelo funcionam como vitrine para que outros produtores vejam na prática os benefícios do sistema.

ILPF como ferramenta de sustentabilidade

Além da rentabilidade, a ILPF traz fortes resultados ambientais:

  • Sequestro de carbono: sistemas bem manejados podem ter saldo positivo ou até negativo, ou seja, retiram carbono da atmosfera.
  • Efeito poupa-terra: três culturas diferentes ocupam a mesma área, evitando a abertura de novas fronteiras agrícolas.
  • Uso racional de insumos: menor necessidade de fertilizantes químicos e defensivos.

Esses indicadores reforçam a contribuição da integração para as metas de redução de emissões do Brasil e para atender às exigências dos mercados internacionais cada vez mais atentos às práticas sustentáveis.

Conclusão

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta não é apenas uma alternativa sustentável, mas uma estratégia inteligente de negócios. Ao unir produtividade e preservação, o sistema garante que o produtor tenha rentabilidade e competitividade no mercado, ao mesmo tempo em que fortalece a imagem positiva do agro brasileiro.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Angola avançam em pautas agropecuárias durante encontros com autoridades angolanas


Dando início às agendas da missão oficial em Angola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com o presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel, e com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano. Os encontros ocorreram na última terça-feira (19).

O tema da reunião foi a participação do Fundo em projetos produtivos para produção de grãos, que estão sendo elaborados entre os governos brasileiro e angolano, com participação do setor privado brasileiro. Também foi tratada a possibilidade de parceria entre empresas brasileiras e o Fundo Soberano em projeto de produção de cana-de-açúcar.

“Fomos tratar das garantias que Angola deve oferecer para os projetos estruturantes que estamos fazendo e que avançaram bem. Estamos aqui para avançar cada vez mais no crescimento da agropecuária brasileira e angolana”, afirmou o ministro Fávaro.

Na ocasião, o presidente Armando Manuel afirmou que o projeto produtivo agrícola está entre as prioridades da instituição e sinalizou positivamente o interesse do Fundo no empreendimento.

A primeira reunião sobre o tema ocorreu em julho deste ano, durante visita do presidente do Fundo ao Brasil. Na oportunidade, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Fávaro e Manuel discutiram a possibilidade de investimentos financeiros nos dois países para intensificar a produção de alimentos.

Ainda na terça-feira, o ministro Carlos Fávaro se encontrou com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano, para tratar da produção de alimentos por meio do acordo Brasil-Angola, que está sendo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho (GTI BR-AO), instituído em julho deste ano entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o objetivo de elaborar propostas para o estabelecimento de uma parceria entre os dois países a fim de enfrentar desafios como altos custos de produção, carência de unidades de armazenagem e infraestrutura básica no meio rural, entre outros.

Participaram da comitiva a embaixadora do Brasil no país africano, Eugênia Barthelmess; o subsecretário de Orçamento e Planejamento do Mapa, Fernando Soares; o adido agrícola, José Guilherme Leal; e empresários brasileiros.

 





Source link