sexta-feira, maio 8, 2026

Autor: Redação

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BNDES vai oferecer crédito para empresas atingidas pelo tarifaço, afirma Mercadante



O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou na quinta-feira (21) que o banco está pronto para oferecer crédito de forma rápida e eficiente às empresas atingidas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Nós estamos concluindo o programa de crédito emergencial para socorro às empresas que foram impactadas” disse, ao acrescentar: “Em breve nós vamos entrar muito forte no apoio às empresas”.

A oferta faz parte do Plano Brasil Soberano, que prevê um conjunto de medidas para socorrer empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, que podem chegar a 50%.

O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito que será oferecido pelo Fundo de Garantia à Exportação. O crédito será ofertado pelo BNDES e por instituições financeiras habilitadas.
O plano foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 13. De acordo com Mercadante, o governo está fazendo os ajustes finais para o anúncio oficial das linhas de crédito.

“Acho que nós estamos já com o processo bem maduro para ser anunciado. Faltam pequenos detalhes”, diz.

O objetivo do plano, explica Mercadante, é manter o nível de emprego e ajudar as empresas a superarem essa adversidade. Segundo ele, o BNDES deverá operar tendo como modelo o socorro prestado ao Rio Grande do Sul, quando foi fortemente impactado por chuvas e enchentes históricas, em 2024.

“Assim que o presidente Lula bater o martelo de como será, o BNDES está pronto para acelerar e fazer da forma mais rápida, mais eficiente, a exemplo que nós já fizemos no Rio Grande do Sul. Eu quero lembrar que no Rio Grande do Sul, no crédito direto do BNDES, nós aumentamos seis vezes a velocidade de aprovação”, ressalta.

No último dia 6, entrou em vigor a tarifa de 50% imposta sobre parte das exportações brasileiras para o país norte-americano. A medida, assinada em 30 de julho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas aos Estados Unidos, o que representa 4% das exportações brasileiras.



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Virada no tempo e frente fria geram temporais com ventos de até 90 km



A intensificação de uma área de baixa pressão, a atuação de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera e o avanço de uma nova frente fria devem promover novamente a virada no tempo em todo o Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (22). Ainda durante a madrugada e início da manhã, as pancadas de chuva começam a ganhar força e se espalhar pelo estado. No decorrer das horas seguintes, há risco de chuva forte e até mesmo temporais, acompanhados por fortes rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo. As áreas de maior atenção percorrem o sudeste e o extremo sul gaúcho, onde o cenário é de perigo extremo para temporais com volumes expressivos. Nas demais regiões da campanha, fronteira oeste, região central e costa doce, o risco também permanece elevado para a ocorrência de temporais com raios, ventos e granizo. Em toda a metade sul do estado, haverá condições para rajadas de vento de até 90 km/h, não sendo descartada a ocorrência de microexplosões ou tornados em alguns pontos.

Entre Santa Catarina e o Paraná, o dia ainda deverá ser de tempo mais aberto e com apenas algumas variações de nebulosidade. O destaque deverá girar em torno da circulação de ventos oriundos do interior do continente em ambos os estados. Na parte da tarde, o calor ganha força entre o interior catarinense e paranaense, na medida em que os índices de umidade relativa do ar despencam. Algumas cidades do norte paranaense, entre as regiões de Londrina e Paranavaí, podem registrar temperaturas na faixa dos 35ºC. Venta bastante também entre o oeste paranaense e o interior catarinense, com rajadas que podem chegar a 70 km/h ao longo do dia, apesar da chuva.

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No Sudeste, o predomínio será de tempo firme em praticamente todos os estados da região. Ao longo do dia, o sol aparece entre nebulosidade variável, e, juntamente com a circulação de ar quente, conduz o aumento dos termômetros. Na parte da tarde, o calor segue sendo destaque entre o estado de São Paulo e boa parte de Minas Gerais, com máximas registrando índices na ordem dos 35ºC sobre o norte e noroeste paulista. Além do calor, o ar seco segue preocupando durante as horas mais quentes, com a umidade relativa do ar variando entre níveis de atenção e alerta. Entre o noroeste paulista e o triângulo mineiro, o cenário é de emergência para índices de umidade abaixo de 12% durante as horas mais quentes.

Excepcionalmente, em algumas cidades do litoral norte do Espírito Santo, por conta da circulação de umidade marítima incidente sobre o continente, haverá condições para chuva fraca isolada no período da tarde.

Enquanto no Centro-Oeste, o destaque também deve continuar sendo a condição de tempo firme e seco, com calor intenso ganhando força no decorrer do dia. Cuiabá segue sendo destaque dentre as capitais, com máximas que podem alcançar os 40ºC à tarde. Campo Grande também deve apresentar temperaturas significativamente elevadas durante o dia. Em praticamente toda a região, a umidade relativa do ar despenca durante as horas mais quentes, registrando índices de alerta – abaixo de 20%. O risco para queimadas permanece bastante elevado, especialmente em áreas mais vulneráveis. Em comparação ao dia anterior, as áreas inseridas dentro do alerta de emergência – com índices abaixo de 12% – aumentaram, percorrendo boa parte da metade leste de Mato Grosso, praticamente todo o estado de Goiás, extremo norte de Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.

Já no Nordeste, a entrada de umidade vinda do oceano sobre o continente continua realizando a manutenção da chuva sobre a costa leste. As pancadas mais expressivas devem cair entre o litoral de Sergipe e de Pernambuco, onde há risco de chuva forte no decorrer das horas. Ainda assim, também pode chover de maneira isolada no litoral da Bahia, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, com pancadas de chuva fraca a moderada intensidade. Por outro lado, o interior nordestino segue com predomínio de tempo aberto, calor e baixa umidade do ar. Entre o sul do Maranhão, do Piauí e o oeste da Bahia, os índices de URA devem ficar abaixo de 20%.

E no Norte, as instabilidades seguem concentradas entre o norte do Amazonas e Roraima, ainda associadas à presença de umidade na atmosfera local. Pode chover de maneira isolada no sul amazonense e também algumas áreas da divisa com Rondônia. Entre o Amapá e o litoral do Pará , a atuação da zona de convergência intertropical (ZCIT) deve promover novamente a formação de instabilidades, com risco de chuva forte isolada ao longo do dia. Por outro lado, sul do Amazonas, boa parte do centro-sul do Pará e Rondônia seguem com predomínio de tempo firme e alerta de baixa umidade do ar à tarde.

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o selo que valoriza a agricultura familiar com origem e tecnologia


Quando começou a produzir mandioca, em três hectares, no sítio onde mora, em Boa Esperança do Norte (MT), a agricultora Joyce Ferreira acreditava no potencial da sua produção.  Esta convicção aumentou depois que ela e outros 16 pequenos produtores rurais da região médio-norte de Mato Grosso alcançaram o Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, uma iniciativa da Associação Clube Amigos da Terra – CAT Sorriso.

O selo que atesta as boas práticas agrícolas e a qualidade do produto vendido pela Joyce, tem pouco mais de 1 ano e já gerou muitos resultados. “Aumentou a renda da minha propriedade em 30%. Consegui novos mercados, expandindo as vendas para outros municípios, porque eles viram que têm garantia de procedência. Gerou reconhecimento!”, afirma a produtora rural, Joyce Ferreira.

Atualmente, a agricultora comercializa 1.200 kg de mandioca beneficiada por mês para supermercados, feiras e para a merenda escolar dos municípios de Boa Esperança do Norte e Santa Rita do Trivelato. O legume é entregue sem casca e congelado. Na embalagem, há o selo com um QR Code, que leva os consumidores para uma plataforma digital com informações sobre o produtor, detalhes e imagens da propriedade, métodos utilizados no plantio e cuidados aplicados na produção. “Mudou 100% a transparência dos meus produtos. Os clientes e parceiros fazem questão de escanear, saber a história por trás daquele alimento. Agregou valor ao nosso trabalho”, destaca Joyce.

A rastreabilidade também se tornou um diferencial para o melão cultivado e vendido pela produtora rural Elizane da Silva, de Sorriso (MT). Nas gôndolas dos supermercados da cidade, a fruta divide espaço com o melão colhido no nordeste do país. “O selo diferencia e agrega valor à produção local”, assegura Elizane.

O QR Code nas embalagens de hortifrutigranjeiros desperta tanto interesse que algumas propriedades já recebem visitas dos consumidores. “Na feira, a curiosidade deles é tão grande que pedem para visitar a chácara”, é o que conta a produtora rural Marilde de Olímpia Rossi Ferla, que tem cultivos no município de Vera (MT). Na chácara da família, é feito o plantio de cenoura, brócolis, beterraba, couve-flor, outras hortaliças e frutas. Toda essa variedade de alimentos ocupa uma área de 9 hectares da propriedade.

Selo valoriza produção com responsabilidade ambiental e rastreabilidade

O Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar – no Coração de Mato Grosso é promovido pelo CAT Sorriso, por meio do projeto Cultivando Vida Sustentável, que tem o apoio da organização IDH e da empresa Cargill. A meta é atingir os 16 municípios da região médio-norte de Mato Grosso. Segundo o CAT, os produtores rurais que desejam conquistar o selo precisam atender a três critérios principais: gestão da propriedade, responsabilidade ambiental e boas práticas de produção.

Na gestão, é exigido que o agricultor tenha documentos como CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) e CAR (Cadastro Ambiental Rural), além de manter um Caderno do Produtor, com registros detalhados de sua produção, como: custos, aplicações de insumos e capacidade produtiva.

Já a responsabilidade ambiental envolve ações como separação de resíduos, compostagem doméstica (com restos da cozinha) e compostagem em leiras, que transforma resíduos agrícolas em adubo reutilizável. “A primeira adaptação que exigiram na minha propriedade foi o lixo zero. Antes, por falta de conhecimento, nós descartávamos de forma irregular.  Hoje, eu agradeço ao CAT por esse incentivo e temos orgulho de fazer tudo certo”, comemora a agricultora Marilde Rossi Ferla.

Outra exigência para certificação são as boas práticas de produção, o uso responsável de agroquímicos, com controle do período de carência antes da comercialização. Para produtos de origem animal, é obrigatória a adesão a sistemas de inspeção (municipal, estadual ou federal), garantindo a segurança alimentar e a procedência dos alimentos.

“O selo assegura ao consumidor que o produto tem origem conhecida, qualidade garantida e foi produzido com responsabilidade”, afirma a assistente de projetos do CAT Sorriso, Andreia Sousa.

Tecnologia e inovação impulsionam a agricultura familiar

O grupo de 16 produtores rurais certificados, a partir da iniciativa e apoio do CAT Sorriso, deu um passo além do cultivo tradicional. Com foco em produtividade, sustentabilidade e acesso a novos mercados, os agricultores estão investindo em novas tecnologias de produção e comercialização.

Em Vera, a produtora Elizandra Vedovato Han transformou a propriedade da família com irrigação por microaspersão, uso de energia solar, adubação foliar orgânica e clonagem genética de mudas de mamão hermafrodita. “Buscamos mudas certificadas em laboratório, com alto potencial produtivo e uniformidade. É inovação no campo e no mercado”, conta Elizandra.

Em Sorriso, no assentamento Jonas Pinheiro, Adeni Becker mantém uma produção diversificada de hortaliças, com destaque para a alface hidropônica. A técnica garante colheita em apenas 35 dias e produção constante de mil pés da hortaliça por mês, destinados à merenda escolar, feiras e projetos sociais. “O selo nos ensinou a usar insumos com responsabilidade, respeitar o tempo de carência e melhorar nossos processos”, afirma Adeni.

No município de Boa Esperança do Norte, Joyce Ferreira aplicou pesquisa e genética no plantio de mandioca, com base em estudos da Embrapa. “Fomos atrás de ramas mais produtivas, com boa aceitação no mercado”, explica. A propriedade também adotou composteiras estáticas para transformar resíduos em biofertilizante, gerando autonomia e sustentabilidade.

Em Sorriso, Elizane da Silva cultiva pimentão em estufas com fertirrigação automatizada. “A tecnologia controla com precisão o horário e a quantidade de água liberada”, explica. No cultivo de melão, Elizane utiliza o mulching, técnica que cobre os canteiros com material plástico para preservar a umidade e controlar ervas daninhas. A produção também tem abelhas para polinização natural. “As abelhas ajudam no aumento de 30% da produtividade do melão”, explica.  Recentemente, a produtora ampliou a área com o plantio de 40 mil pés de abacaxi em sistema semi-intensivo.

“As agricultoras dessa região do médio-norte mato-grossense mostram que a agricultura familiar é moderna, sustentável e eficiente”, garante a coordenadora do CAT, Cristina Delicato.





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Produção local e indicações geográficas fortalecem o campo, diz Bruno Quick



O empreendedorismo rural está em alta no Brasil e vem se consolidando como uma oportunidade de valorização da produção local. Para Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, esse movimento é resultado do reconhecimento das características únicas que cada região imprime em seus produtos.

“O que que acontece? As pessoas estão descobrindo o valor que tem a produção local, as características que os produtos, as características específicas que os produtos têm em função da tradição, da localidade.”

Esse cenário também se reflete no avanço das indicações geográficas (IGS), mecanismo que garante identidade e diferenciação a produtos regionais. “E hoje, por exemplo, nós estamos indo muito bem nas nossas indicações geográficas. (…) nós temos postas dez indicações geográficas e a gente, na indicação geográfica, exatamente, a gente valoriza as diferenças, seja no café, no mel, no abacaxi, na farinha, no chocolate.”

Segundo Quick, a valorização do que é produzido no campo tem impacto direto na renda e na qualidade de vida das famílias rurais. “Então, hoje, a produção rural, ela está recebendo uma forte agregação de valor. E isso que é muito importante, porque isso verdadeiramente vai levar mais renda e melhor condição de vida para os produtores rurais.”

Além disso, ele aponta que esse processo pode estimular a permanência dos jovens no meio rural. “Além de trazer uma série de estímulos para que os jovens façam a sucessão familiar dos seus pais que têm atividade rural.”



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China assume liderança em inovação agroquímica



Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas



Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos
Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos – Foto: Canva

A indústria chinesa de proteção de cultivos passa por uma transformação estrutural, segundo análise de Fabio Sgarbi, Founder & CEO da StrategicAg Consulting. Por décadas, o setor foi marcado pelo modelo pós-patente, focado em volume, baixo custo e agilidade no registro, mas sinais recentes apontam para uma mudança de mentalidade em direção à inovação, diferenciação e liderança tecnológica. Esse movimento pode reposicionar a China como protagonista global em agroquímicos, com reflexos diretos na competitividade do agronegócio mundial.

Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos, dos quais 67% são biopesticidas — um dado que mostra não apenas diversificação, mas também alinhamento com a agenda de sustentabilidade. No mesmo período, de 63 novos ingredientes ativos reconhecidos pela ISO em inglês, 29 tiveram origem chinesa, sinalizando reconhecimento internacional da inovação do país. 

Outro destaque é o incentivo à nanotecnologia, promovido pelo 14º Plano Quinquenal e regulamentado em 2024. Ensaios iniciais indicam que pesticidas nanoformulados, aplicados com drones, podem reduzir o uso em mais de 30%, combinando eficiência agronômica e menor impacto ambiental. Além disso, avanços em biossíntese, biopesticidas de RNA e aplicações microbianas começam a deixar os laboratórios para serem testados em escala comercial.

“A indústria de proteção de cultivos da China pode estar se perguntando agora: Por que continuar apenas com esforços em produtos pós-patente com margens baixas, se agora também podemos inovar e capturar mais valor no mercado? Certamente, nos próximos cinco anos, poderemos ver essa transição no mercado de defensivos na China, de “Me too” → “Me better” → “Me first” — e isso poderá redefinir as regras do jogo no agronegócio global”, conclui.

 





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Alta de juros domina cenário do mercado; saiba mais no Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que juros futuros subiram com pesquisas eleitorais e cautela global, aumentando o risco doméstico.

O dólar encerrou a R$ 5,47, reagindo ao cenário externo e tensões com os Estados Unidos, enquanto o Ibovespa ficou estável em 134 mil pontos. A arrecadação federal de julho veio acima do esperado, impulsionada pelo setor de serviços.

Hoje, destaque para o PIB da Alemanha e salários na zona do euro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil importa o maior volume de fertilizantes do ano


O Brasil importou em julho o maior volume de fertilizantes do ano, somando 4,79 milhões de toneladas, de acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo a DATAGRO, o resultado representou alta de 15,6% em relação a junho e de 7,1% frente a julho de 2024, estabelecendo um recorde histórico para o mês. No acumulado de 2025, as compras brasileiras totalizam 24,2 milhões de toneladas, avanço de 8,8% sobre igual intervalo do ano anterior, superando o recorde de 2022 em 2,2%.

Entre janeiro e julho, a Rússia manteve a liderança no fornecimento, com 6,88 milhões de toneladas embarcadas, ou 28,2% do total, um crescimento de 18% frente a 2024. A China ganhou destaque, exportando 5,14 milhões de toneladas, avanço expressivo de 75,7%, enquanto o Canadá, com 3,1 milhões de toneladas, recuou 2,2% e ficou em terceiro lugar. O porto de Paranaguá (PR) foi a principal porta de entrada dos insumos, seguido por Santos (SP) e Rio Grande (RS).

O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e pela guerra tarifária liderada pelos Estados Unidos, ampliou riscos de interrupções no comércio global e pressionou os preços. A Índia foi a mais recente a ser impactada, sofrendo aumento de tarifas de importação para 50%. Esse contexto levou produtores latino-americanos a anteciparem compras, elevando a demanda e sustentando a alta das cotações. O preço médio CIF dos compostos NP chegou a US\$ 570,87/t em julho, alta de 13,2% no mês e 15,9% em um ano, enquanto ureia, MAP e KCl subiram entre 5% e 7%.

Com as importações em trajetória ascendente, o dispêndio brasileiro já alcança US\$ 8,8 bilhões, aumento de 16% em relação a 2024. Fertilizantes representaram 5,2% das importações totais do país. A tendência é de manutenção da firmeza nos preços no segundo semestre, período sazonalmente aquecido. 

 





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Wall Street sobe com Nasdaq na liderança dos ganhos impulsionado por Apple


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Por Caroline Valetkevitch

(Reuters) – As ações dos Estados Unidos encerraram em alta nesta quarta-feira, lideradas por um ganho de mais de 1% no índice de tecnologia Nasdaq, com os papéis da Apple subindo após a notícia de seus planos de anunciar uma promessa de fabricação doméstica, e com o último conjunto de balanços corporativos sendo, em sua maioria, positivo.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,72%, para 6.344,67 pontos. O Nasdaq avançou 1,21%, para 21.168,52 pontos. O Dow Jones subiu 0,18%, para 44.191,16 pontos.

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Soja fecha em leve alta em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira (21) com leves ganhos, em um movimento de compras de oportunidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 0,20% ou 2,00 cents/bushel, fechando a US$ 1.015,00. Já a posição de novembro avançou 0,22% ou 2,25 cents/bushel, para US$ 1.036,00. No segmento de derivados, o farelo de soja para setembro registrou alta de 1,57%, a US$ 292,00/ton curta, enquanto o óleo recuou 0,93%, cotado a US$ 51,20/libra-peso.

O movimento altista foi sustentado principalmente por compras de ocasião, já que os preços se mantêm em níveis considerados atrativos. Por outro lado, os bons rendimentos observados nos levantamentos do ProFarmer atuaram como fator de contenção, limitando o avanço das cotações. A excursão apontou produtividade recorde em Nebraska e números consistentes em Indiana, reforçando a tendência já observada em estados como Dakota do Sul e Ohio. Com a safra americana avançando em bom ritmo e sem novas compras chinesas, o espaço para altas mais expressivas segue restrito.

No campo das notícias externas, a falta de demanda chinesa continua sendo um ponto de preocupação. A Associação Americana de Soja (ASA) chegou a enviar uma carta ao ex-presidente Donald Trump pedindo que a oleaginosa fosse prioridade nas negociações com Pequim, diante do “abismo comercial e financeiro” enfrentado pelos produtores. Até o momento, não houve resposta do governo norte-americano, nem movimentações de compra por parte da China.

O ProFarmer, em seu segundo dia de tour, registrou números históricos em Nebraska, com 1.348,31 vagens em áreas de 90 cm x 90 cm — superando inclusive o recorde de 2010. Em Indiana, foram contabilizadas 1.376,59 vagens, número acima da média de três anos, mas abaixo do observado em 2024. Nesta quinta-feira, as atenções se voltam para os campos do oeste de Iowa e Illinois, regiões chave para consolidar as estimativas da safra norte-americana.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Soja ensaia aumentar competitividade


As exportações de soja do Rio Grande do Sul continuam fortes se considerar a safra atual, segundo informações da TF Agroeconômica. “No mercado interno, a comercialização segue limitada por preços pouco atrativos, levando muitos produtores a adiarem as negociações e manterem o grão estocado. Preços reportados para pagamento em 29/08 (entrega agosto) ficaram em R$ 141,50 (-1,04%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente”, comenta.

Santa Catarina mantém atenção à mão de obra e acompanha oscilações globais da soja. “Entre os fatores que também impactam a cadeia produtiva está a decisão do CADE de suspender a Moratória da Soja, medida que reconfigura estratégias de comercialização e planejamento em diversos estados que nós já havíamos discutido ontem. Ademais, a comercialização da safra 24/25 segue avançando, mas 25/26 está lenta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,83”, completa.

Avanços logísticos reforçam a competitividade da soja paranaense. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,49 (-0,21%). Em Cascavel, o preço foi 129,83 (-1,86%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,90 (-2,16%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,69 (+1,51%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,99. preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o cenário da soja, embora sem informações específicas de grande destaque no dia corrente, reflete as tendências e desafios que permeiam o agronegócio brasileiro. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,81 (+0,34%), Campo Grande em R$ 123,81 (-0,79%), Maracaju em R$ 123,81 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,55 (-0,01%), Sidrolândia a em R$ 123,81 (-0,79%)”, informa.

Alta fiscalização e mercado aquecido no Mato Grosso. “As variações nos fretes de grãos também influenciam a dinâmica do setor, com custos subindo em algumas rotas e caindo em outras, impactando o escoamento para portos e centros de distribuição. Campo Verde: R$ 121,96 (-1,37%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,82 (+1,42%), Nova Mutum: R$ 122,82 (+1,42%). Primavera do Leste: R$ 121,96 (-1,37%). Rondonópolis: R$ 121,96 (-1,37%). Sorriso: R$ 122,82 (+1,42%)”, conclui.

 





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