segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Decisão judicial sobre uso de herbicida 2,4-D causa preocupação entre produtores de grãos do RS



Em decisão proferida na última segunda-feira (1º), a juíza Patrícia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou a proibição imediata do uso do herbicida à base de 2,4-Dem toda a região da Campanha Gaúcha. A restrição também vale para áreas localizadas a menos de 50 metros de plantações de uva e maçã em qualquer região do estado.

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A magistrada destacou que o produto tem alto potencial de deriva, quando partículas do químico são carregadas pelo vento, atingindo lavouras vizinhas e provocando danos ambientais e riscos à saúde. Entre as culturas mais vulneráveis, foram citadas a viticultura e a fruticultura familiar.

A liminar concede 120 dias para que o governo estadual apresente e implemente um sistema de monitoramento e fiscalização, além de definir zonas de exclusão em locais de maior risco de deriva. Também prevê ampla divulgação da medida a agricultores, distribuidores de insumos e à população. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 10 mil.

Impacto na safra de grãos

Às vésperas do início da safra 2025/26, a decisão gera apreensão entre produtores de grãos, especialmente de soja e arroz.

“Essa decisão traz pontos positivos para culturas mais sensíveis, mas para os produtores de grãos da nossa região tem diversos impactos negativos. Um deles é o alto custo de tecnologias alternativas* contra ervas daninhas resistentes, já que o 2,4-D é, até agora, uma ferramenta barata e eficaz. Além disso, muitos produtores já adquiriram sementes de soja da tecnologia Enlist, que exigem o uso desse herbicida em etapas posteriores. Isso gera complicações na implantação e desenvolvimento da nova safra. No entanto, é preciso buscar caminhos de coexistência entre todas as culturas, pensando sempre no desenvolvimento regional”, afirmou Gilberto Dickel da Fontoura, presidente da Cotrisul, cooperativa de produtores de grãos de Caçapava do Sul.

Secretaria da Agricultura

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi)informou que está avaliando as medidas cabíveis diante da decisão, com o objetivo de assegurar a proteção das lavouras e evitar prejuízos ao calendário agrícola.

Durante a Expointer, a pasta assinou um protocolo de intenções para fortalecer a Política Estadual de Conservação do Solo e da Água, em parceria com entidades como Emater, Fetag-RS e CREA-RS, reforçando o compromisso com práticas agrícolas sustentáveis.

A Seapi lembrou ainda que, desde 2019, adota medidas específicas para reduzir os impactos da deriva do 2,4-D, como as Instruções Normativas nº 05 e 06, que instituíram termos de responsabilidade, cadastramento de aplicadores, registro de áreas sensíveis e exigência de declaração de uso.

Segundo dados da Secretaria, essas ações já resultaram em avanços: houve redução de 40,28% nas ocorrências de deriva entre a safra 2022/23 e as anteriores, acumulando uma queda superior a 63% nos últimos dois anos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Painelistas destacam potencial crescente do hidrogênio verde no Rio Grande do Sul


Diálogos Energia e Futuro, desta quarta-feira (3/9), na Expointer, entrou no debate sobre hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água utilizando fontes limpas, como eólica e solar. O investimento no novo vetor energético nasce da necessidade de se buscar alternativas sustentáveis de olho na descarbonização. O painel focou a questão logística do combustível. Participaram representantes de quatro empresas das 12 aprovadas para receberem subvenção econômica do governo do Estado por meio de edital de R$ 102,4 milhões lançado em junho.

A Tramontina propõe a implantação de uma unidade de produção de hidrogênio verde para o energético abastecer a frota de empilhadeiras e veículos industriais internos da empresa, eliminando emissões de carbono. Também será destinado à alimentação de fornos industriais atualmente movidos a hidrogênio cinza, produzido a partir de fontes fósseis. “A Tramontina sempre acreditou no hidrogênio verde como combustível do futuro”, disse o conselheiro-consultor da empresa, Osvaldo Steffani.

O projeto da Refinaria de Petróleo Riograndense prevê a geração de hidrogênio para a produção, em Rio Grande, de combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel  – SAF). Está prevista, também, a autossuficiência em hidrogênio, com o reaproveitamento de subprodutos como insumo para a produção, reduzindo a intensidade de carbono e eliminando a dependência de fontes fósseis. “Não adianta ser renovável, tem de ser sustentável”, disse o gerente de Novos Negócios da Refinaria Riograndense, João Luís Bulla.

Mobilidade sustentável com hidrogênio verde

A iniciativa da RD Locações em parceria com Protium Dynamics, Marcopolo e empresa Sete de Setembro propõe uma solução completa de mobilidade sustentável com hidrogênio verde no Rio Grande do Sul. A ação abrange a produção local a partir de fontes renováveis, operação de ônibus com células a combustível para transporte urbano e a comercialização do oxigênio gerado, visando descarbonizar o transporte pesado e impulsionar a economia do hidrogênio no Estado. “Definimos que precisávamos produzir onde houvesse produção, pressurização, armazenamento e abastecimento”, afirmou Ricardo Vieira, gerente comercial da RD Locações.

A Be8, em Passo Fundo, projeta a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde para caminhões extrapesados com motores adaptados, utilizando o combustível produzido a partir de etanol. Com investimento estimado em R$ 38,7 milhões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica, operacional e econômica do uso do H2V no transporte rodoviário pesado, contribuindo para a descarbonização do setor e posicionando o Rio Grande do Sul como referência nacional na transição energética. “A iniciativa do governo do Estado  em incentivar o hidrogênio verde é fundamental”, disse Camilo Abduch Adas, diretor de transição energética e relações institucionais da Be8.

A busca por soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono tem movimentado governos, empresas e centros de pesquisa. No caso do Rio Grande do Sul, o edital de subvenção econômica do governo atraiu 16 empresas, cujos projetos somados, entre recursos próprios e o aporte, chegam a quase R$ 1 bilhão, o que mostra o potencial do segmento.

O Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil, terá continuidade nesta quinta (4), também abordando o hidrogênio verde. O foco será em fertilizantes. Participam Roberto Zuch, da Infravix Engenharia; Stevan Silveira, da Renobrax; e Luiz Paulo Hauth, da BeGreen Bionergia. A mediação será de Isa Osterkamp, da Sema. 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trump planeja se reunir com Putin já na próxima semana, informa New York Times


Logotipo Reuters

 

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja se reunir pessoalmente com o presidente russo, Vladimir Putin, já na próxima semana, informou o New York Times nesta quarta-feira, citando duas pessoas familiarizadas com o plano.

Trump então planeja se reunir com Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, informou o jornal, acrescentando que os planos foram divulgados em um telefonema com líderes europeus nesta quarta-feira.

A Casa Branca não respondeu imediatamente sobre a reportagem, mas mais cedo Trump reconheceu que conversou com líderes europeus após a reunião “altamente produtiva” do enviado dos EUA Steve Witkoff com Putin na Rússia.

Ao observar que houve um “grande progresso” durante a reunião, Trump escreveu no Truth Social: “Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”.

Trump, que prometeu acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia no “primeiro dia” durante sua campanha presidencial, realizou várias ligações telefônicas com Putin e se reuniu com Zelenskiy desde que retornou à Casa Branca em janeiro.

No entanto, nas últimas semanas, ele tem ficado cada vez mais frustrado com Moscou devido à falta de progresso no sentido de encerrar o conflito de três anos.

(Reportagem de Jasper Ward e Andrea Shalal)

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Estudo sobre mercado de trabalho na cadeia da soja é apresentado em congresso internacional



O pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, Rodrigo Peixoto da Silva, apresentou, na última semana, um estudo científico que analisa a evolução do mercado de trabalho na cadeia produtiva da soja e do biodiesel. Apresentado durante o 64º Congresso da European Regional Science Association (ERSA), em Atenas, Grécia, o material foi desenvolvido em parceria entre o Cepea e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

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Serviços com a soja

Entre os resultados, o estudo aponta que a população ocupada na cadeia produtiva da soja e do biodiesel duplicou entre 2012 e 2024, alcançando 2,26 milhões de trabalhadores. O segmento de serviços se manteve como o maior empregador, passando de 793 mil pessoas em 2012 para 1,6 milhão em 2024. Já o segmento primário, ligado diretamente à produção de soja no campo, apresentou o maior avanço proporcional, com crescimento de 118% no período. A indústria também registrou expansão, com aumento de 56% e cerca de 89 mil pessoas ocupadas em 2024.

O perfil da população ocupada na cadeia é predominantemente masculino, formal e mais qualificado. A participação de trabalhadores com carteira assinada se manteve estável em torno de 77% do total, enquanto a presença feminina permaneceu próxima a 35% entre 2012 e 2024. Por outro lado, houve avanço importante no nível de escolaridade: a participação de pessoas com ensino médio cresceu de 32,8% para 40,2% no período, enquanto a presença de profissionais com nível superior subiu de 12% para 20,2%.

Os rendimentos também tiveram crescimento expressivo. No segmento primário da soja, os salários reais aumentaram 37% entre 2012 e 2024, enquanto a indústria registrou alta de 22%. Esse movimento ocorreu em paralelo ao aumento da qualificação, reforçando a tendência de valorização da mão de obra no setor.

Sul do Brasil

Regionalmente, a pesquisa mostra que a região Sul do Brasil é a maior empregadora no segmento primário da soja. O número de trabalhadores cresceu de forma contínua até 2021, quando chegou a 293 mil pessoas ocupadas, mas recuou posteriormente, alcançando 245 mil em 2023. O Centro-Oeste aparece em segundo lugar, com destaque para microrregiões como Cruz Alta, Santiago e Ijuí (RS), Sudoeste de Goiás (GO), Dourados (MS), Parecis e Alto Teles Pires (MT), além de Campo Mourão e Guarapuava (PR).

Centro-Oeste

No caso do Centro-Oeste, a concentração da mão de obra é marcante. Apenas quatro microrregiões, como Sudoeste de Goiás, Dourados, Campo Novo do Parecis e Alto Teles Pires responderam por cerca de 40% da população ocupada na região entre 2022 e 2024, evidenciando a relevância na geração de empregos ligados à produção de soja.

Objetivo

O pesquisador do Cepea Rodrigo Peixoto, que apresentou o estudo no congresso, afirmou que a participação foi uma oportunidade de mostrar a realidade brasileira a pesquisadores de outros países, identificar pontos em comum e discutir soluções para as desigualdades regionais, contribuindo para o debate internacional sobre o mercado de trabalho na cadeia da soja.



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Sebrae impulsiona pequenos negócios rumo à sustentabilidade



Com a COP30 se aproximando, o mundo inteiro volta os olhos para a sustentabilidade e para os caminhos possíveis em direção a um futuro mais verde. Esse cenário representa uma oportunidade única para empreendedores que desejam alinhar seus negócios às práticas sustentáveis e às novas demandas globais. A conferência surge como um marco capaz de transformar o ambiente de negócios, ao impulsionar soluções inovadoras e conscientes. Nesse contexto, o Sebrae se coloca como parceiro estratégico, apoiando e fortalecendo pequenos empreendedores que desejam gerar impacto positivo no planeta.

Setores em destaque para a COP30

Em Belém, cidade-sede do evento, a mobilidade urbana é um dos setores mais impulsionados. O Sebrae apoia negócios inovadores, como aplicativos de transporte e soluções de logística, além de oferecer capacitação em áreas como gestão, segurança e marketing digital. Ao mesmo tempo, a hospitalidade se torna peça-chave para receber visitantes do mundo inteiro. Hotéis, restaurantes e empresas de turismo estão sendo preparados por meio de qualificação profissional, consultorias, incentivo à formalização e maior presença digital, garantindo experiências de qualidade aos turistas.

O setor de alimentos e bebidas também ganha protagonismo, já que a gastronomia regional é um cartão de visita do Pará. Para fortalecer essas empresas, o Sebrae/PA promove melhorias na gestão e nos processos produtivos com programas como o ALI Produtividade. Além disso, estimula a inovação em produtos regionais, facilita o acesso a novos mercados por meio de feiras e rodadas de negócios e incentiva práticas sustentáveis, como embalagens ecológicas e redução do desperdício.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Outro campo em ascensão é a economia criativa, que valoriza a cultura local e a identidade paraense. Empreendedores de áreas como artesanato, música, moda e design recebem apoio com cursos, oficinas, acesso a crédito e oportunidades de participação em eventos. Com isso, ampliam sua visibilidade e fortalecem redes de colaboração, criando um ecossistema mais sólido e sustentável.

Assim, ao preparar diferentes setores para a COP30, o Sebrae reafirma seu compromisso em impulsionar pequenos negócios.



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Mercado de trabalho fraco nos EUA reforça apostas de cortes no FED


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo caiu mais de 2% com possível aumento de produção da Opep+, pressionando energia, enquanto tecnologia sustentou ganhos do Nasdaq e S&P 500.

Nos EUA, dados fracos do mercado de trabalho reforçaram apostas de cortes pelo Fed. No Brasil, Ibovespa recuou 0,34% a 139 mil pontos e dólar caiu a R$ 5,45. Hoje, destaque para balança comercial, varejo na zona do euro e indicadores de emprego e serviços nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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a parceria que está ao lado de quem move o agro



A Tramontina reconhece a força do agronegócio brasileiro. O campo, com sua potência e resiliência, move o Brasil e merece soluções de qualidade que impulsionam a produtividade. Pensando nisso, a marca lançou a campanha inédita “Ao lado de quem move o agro” para reforçar a sua parceria e presença nesse segmento.

Com mais de 115 anos de história, a Tramontina construiu uma trajetória de confiança e inovação que perpassa seus mais de 22 mil produtos, contemplando desde os utensílios para a cozinha de casa até mesmo as soluções para o trabalho de sol a sol no campo.

Afinal, onde tem dedicação e trabalho coletivo, tem Tramontina, com um portfólio que também inclui itens como ferramentas manuais, materiais elétricos e móveis para as propriedades rurais e concessionárias agrícolas.

Quer descobrir como a marca faz a diferença no dia a dia de quem move o agro? Continue a leitura e veja a seguir!

Conheça as soluções completas para a fazenda

Os fazendeiros sabem que o agro é feito de raízes e histórias. Aprenderam com suas famílias sobre a importância da resistência e viram de perto como o setor evoluiu ao longo das décadas. Eles entendem que a tradição e a experiência são fundamentais no campo e acompanham o dinamismo e as transformações tecnológicas do setor.

É nesse cenário que a Tramontina se posiciona com soluções completas e profissionais para o agronegócio, o que inclui:

  • Ferramentas agrícolas: durabilidade e precisão para as atividades diárias;
  • Materiais elétricos: eficiência, segurança e alto desempenho na gestão da fazenda;
  • Equipamentos de cozinha: qualidade para preparar refeições, seja no almoço ou no churrasco de domingo com amigos e vizinhos;
  • Móveis para o lar: conforto, ergonomia, beleza e funcionalidade para áreas externas e internas.

Produtos Tramontina para concessionárias agrícolas

As concessionárias agrícolas são fundamentais para o agro brasileiro, pois oferecem suporte técnico para apoiar produtores que precisam de agilidade. É nesse mesmo espírito de parceria que a Tramontina se coloca ao lado das concessionárias, com soluções de alta performance para diferentes necessidades:

  • Organizadores modulares: mantêm ferramentas sempre à mão, evitam perdas e proporcionam praticidade e controle na rotina de reparos.
  • Pickup Box de Tramontina PRO: permite a manutenção de máquinas agrícolas em qualquer lugar da lavoura, de forma rápida e dinâmica.

Tramontina: soluções que impulsionam a produção do agronegócio

O agronegócio move o Brasil, com números que podem alcançar R$ 3,79 trilhões do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, segundo dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A Tramontina reconhece a importância do segmento e, por isso, volta seu olhar ao setor com uma campanha especial para o agro.

Mais do que oferecer produtos, a marca reafirma seu papel como parceira estratégica do campo, unindo tradição, inovação e confiança para impulsionar o futuro da produção brasileira.

Conheça todas as soluções da Tramontina para o agronegócio e encontre a loja parceira mais próxima!

Tramontina
Ao lado de quem move o agro



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AgroNewsPolítica & Agro

Trabalhos das escolas estaduais na Expointer apontam soluções para os desafios do campo


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), promoveu na terça-feira (2), a Mostra de Trabalhos na Expointer 2025. Ao todo, foram apresentados 16 projetos de escolas agrícolas e do campo, com abordagens sobre reciclagem, sustentabilidade, qualidade do solo e dos rios, dentre outras.

A secretária-adjunta da Seduc, Stefanie Eskereski, conheceu as iniciativas e interagiu com os alunos. “É muito inspirador ver de perto o trabalho dos nossos estudantes. Cada projeto apresentado aqui mostra a força da educação do campo e das escolas técnicas, que unem conhecimento, prática e compromisso com o futuro do Rio Grande do Sul”, afirmou.

A abertura da programação foi conduzida pelo superintendente de Educação Profissional da Seduc, Tomás Collier, que ressaltou a importância da participação da rede de ensino no maior evento agropecuário da América Latina. “Trazer os trabalhos das nossas escolas agrícolas e do campo para este espaço significa fomentar inovação, tecnologia e práticas pedagógicas ligadas à realidade rural. Queremos que os estudantes tenham a oportunidade de se desenvolver, trocar experiências e mostrar a força da educação profissional gaúcha”, destacou.

Oportunidade para estudantes refletirem a realidade do campo

As alunas do 9º ano do Instituto Estadual de Educação Cristo Redentor, em Cândido Godói, Gabriela Schardong e Laura Zavislak, levaram à mostra o projeto “Raízes da Água: Fluir e Cultivar”, desenvolvido como resposta à estiagem prolongada que atinge a região.

A iniciativa propõe alternativas sustentáveis e de baixo custo para reduzir os impactos da crise hídrica sobre as famílias agricultoras, que dependem diretamente da água para produção e subsistência. Entre as soluções apresentadas estão a perfuração de poços artesianos, a instalação de aquedutos de bambu para irrigação, a construção de composteiras e o reflorestamento de áreas próximas às nascentes.

Para Gabriela e Laura, participar da Expointer é uma oportunidade de mostrar como a escola pode contribuir com ideias aplicáveis à realidade do campo. “Vivemos de perto os efeitos da estiagem, que atinge tanto as lavouras quanto o abastecimento das famílias. Por isso, esse projeto é tão importante: além de garantir água para hoje, ajuda a preservar o meio ambiente para as próximas gerações”, destacaram.

Diálogos sobre a permanência da juventude no campo

O painel “Juventudes que Sustentam o Campo: Educação, Inovação e Futuro para o RS” também fez parte da programação e reuniu estudantes, professores e pesquisadores em um debate sobre o papel das novas gerações no meio rural. Durante a atividade, foram discutidos os desafios da permanência da juventude no campo, as possibilidades de inovação tecnológica e a importância da educação para garantir a sucessão familiar e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

No turno da tarde, a programação foi marcada por momentos culturais e de diálogo. O público acompanhou o bate-papo Giro Cultural com o grupo Freio de Ouro, conduzido pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Daniel Gonçalves. Encerrando o evento, a roda de conversa “COM-Vida: Convida Você a Ser Parte da Solução”, foi conduzida pelos representantes do Departamento de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DECEB), Kátia Rocha e Eduardo Almeida.

Escolas participantes

As exposições reuniram projetos de diferentes regiões do Estado, apresentados por escolas do campo e instituições técnicas.

Escolas estaduais:

Adão Martini (2ª CRE – São Leopoldo)

Adolfo Mânica (6ª CRE – Santa Cruz do Sul)

Cel. Lúcio Annes (9ª CRE – Cruz Alta)

Nhu Porã (11ª CRE – Osório)

Rio Toldo (15ª CRE – Erechim)

Instituto de Educação Cristo Redentor (17ª CRE – Santa Rosa)

Cel. Finzito e Carlos Becker (20ª CRE – Palmeira das Missões)

Ângelo Manhka (21ª CRE – Três Passos)

Dom Frei Vital de Oliveira (23ª CRE – Vacaria)

Nestor Vianna de Campos (27ª CRE – Canoas)

Carlos Bratz (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

João Manoel Corrêa (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

Escolas técnicas:

Nossa Senhora da Conceição – (24ª CRE – Cachoeira do Sul )

EET Fronteira Noroeste – (17ª CRE – Santa Rosa)

Celeste Gobatto – (20ª CRE – Palmeira das Missões)





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Mercosul e Europa se aproximam enquanto Trump isola os EUA


As arbitrariedades de Donald Trump no comércio internacional, com tarifas que chegam a 50% sobre produtos brasileiros, estão afastando parceiros históricos e provocando uma reconfiguração das relações econômicas globais. Nesse vácuo de confiança, o Mercosul — com destaque para o Brasil — se torna peça central no fortalecimento de uma nova aliança com a União Europeia.

Após 25 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE ganhou impulso e apoio explícito no Parlamento Europeu. A proposta prevê a eliminação progressiva de tarifas sobre até 92% das exportações, tornando-se um pacto capaz de compensar as perdas impostas pelo protecionismo norte-americano e de reduzir a dependência europeia em relação à China.

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Para o Brasil, o avanço significa mais do que acesso a mercados: representa um reposicionamento estratégico. Estimativas indicam que o tratado poderá gerar um impacto de até R$ 37 bilhões no PIB até 2044, ao mesmo tempo em que amplia a diversificação de destinos para as exportações nacionais. A presença ativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em articulações diplomáticas demonstra a aposta do governo brasileiro em consolidar esse acordo ainda em 2025.

A lógica é clara: enquanto os EUA fecham portas e alimentam tensões comerciais, a Europa busca abrir novos canais de cooperação. O Brasil, nesse cenário, emerge como parceiro confiável, estratégico e capaz de suprir demandas por alimentos, energia limpa e matérias-primas de forma competitiva.

Mais do que um tratado comercial, o acordo Mercosul-UE é um gesto político de resistência ao isolacionismo. Um passo que pode marcar a transição para um mundo multipolar, no qual a América do Sul deixa de ser apenas fornecedora de commodities e passa a atuar como protagonista nas grandes decisões globais.

O cenário internacional mostra que a postura protecionista dos Estados Unidos está custando caro à sua credibilidade e à sua liderança comercial. Em contrapartida, abre-se para o Brasil e para o Mercosul uma janela histórica: ocupar o espaço deixado por Washington e consolidar-se como elo vital entre Europa, Ásia e América Latina.

Se o país souber aproveitar esse momento, poderá transformar a adversidade em oportunidade, garantindo mais força econômica e política no tabuleiro global.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Acordo entre Mercosul e União Europeia avança e segue para análise do parlamento



A Comissão Europeia validou, na quarta-feira (3), o texto final do tratado Mercosul-União Europeia. A redação agora seguirá para análise dos estados-membros e do Parlamento Europeu, com expectativa de assinatura em dezembro, em Brasília, durante a cúpula do Mercosul. Com um PIB combinado de US$ 22 trilhões e uma população de 720 milhões de pessoas, Mercosul e União Europeia caminham para consolidar um dos maiores acordos comerciais do mundo.

A entrada em vigor do acordo pode trazer mais de US$ 7 bilhões em exportações adicionais para o Brasil. Esse potencial decorre da desgravação tarifária em centenas de produtos estratégicos, que vão desde commodities como café, milho e suco de laranja até itens industrializados de maior valor agregado, como aviões, calçados e móveis de madeira.

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“Quem sabe até o final do ano nós poderemos ter, aqui no Brasil, quando o presidente Lula presidir a reunião do Mercosul, a assinatura desse acordo, que já tem 20 anos de negociação. Esta é uma ótima notícia, nós nunca chegamos a um nível tão elevado como hoje com o envio para o Conselho da União Europeia, e não estamos falando de qualquer acordo”, afirmou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

A União Europeia é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o valor total das exportações brasileiras para o bloco cresceu, em média, 10%, alcançando US$ 48,3 bilhões. Esse desempenho posicionou o país como o 14° maior fornecedor da UE e líder no fornecimento de café não torrado (36,3%) e farelos de soja (34,3%). Além disso, nos últimos seis anos, quase todos os grupos de produtos exportados, como café, petróleo, soja e cobre, registraram crescimento médio anual positivo.



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