domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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veja como as exportações de carne impactaram a arroba hoje



O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços acomodados, com manutenção do padrão dos negócios em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte ainda dispõem de boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios.

“Exportações seguem como o grande destaque da atual temporada, com forte ritmo de embarques nas últimas semanas, e destaque para as vendas com destino ao México e para a China”, diz.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 311,42
  • Goiás: R$ 303,57
  • Minas Gerais: R$ 298,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,89
  • Mato Grosso: R$ 309,66

Mercado atacadista

O mercado atacadista iniciou a semana com preços firmes e perspectiva positiva para a primeira quinzena do mês, com a entrada da massa salarial na economia impulsionando o consumo.

O quarto traseiro do boi ainda é precificado a R$ 24 por quilo; o dianteiro a R$ 18,10 por quilo; e a ponta de agulha cotada a R$ 17,10 por quilo.

Exportações de carne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 435,206 milhões em setembro até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 87,041 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 78,338 mil toneladas, com média diária de 15,667 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.555,40.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 60,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 30,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 23,1% no preço médio da carne do boi.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,4177 para venda e a R$ 5,4157 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4027 e a máxima de R$ 5,4482.



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MST bloqueia rodovia para cobrar desapropriação de duas fazendas



Um grupo de cerca de mil pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueou, nesta segunda-feira (8), um trecho da rodovia TO-404, em Araguatins, cidade do norte do Tocantins, a cerca de 600 quilômetros da capital do estado.

Segundo o movimento, as pessoas no ato 2013 vivem no Acampamento Carlos Marighella desde 2013, montado às margens da rodovia, participaram do protesto.

O objetivo do ato era pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a desapropriar duas propriedades rurais na região conhecida como Bico do Papagaio e destinar a área ao Programa Nacional de Reforma Agrária.

Portando bandeiras da organização, cabos e enxadas, os sem-terra atravessaram pneus, troncos e galhos de árvores ao longo da rodovia, interrompendo o trânsito de veículos entre as cidades de Araguatins e Augustinópolis, ambas no Tocantins, das 5 horas da manhã até por volta do meio-dia.

O bloqueio só foi encerrado após representantes da superintendência estadual do Incra garantirem que se reunirão com as famílias para discutir as reivindicações do grupo. O próprio instituto confirmou que o superintendente, Edmundo Rodrigues; o conciliador agrário regional, Geraldino Gustavo, e o chefe da Diretoria de Obtenção de Terras, Hilton Faria, se reunirão com o MST nesta terça-feira (9).

Desapropriação de fazendas

O movimento afirma que a diretoria do Incra descumpriu os acordos de vistoriar as duas propriedades rurais em disputa: as fazendas Água Amarela e Santa Hilário, ambas em Araguatins.

Ainda de acordo com o grupo, os dois imóveis estão em áreas públicas e, por isso, o título de propriedade da primeira (de 951,7 hectares) já foi cancelado e, contra a segunda, pesa uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria validado o processo de desapropriação.

“Apesar da clareza legal, as famílias [sem-terra] denunciam o adiamento contínuo das vistorias, além de um aumento preocupante da violência no local, com carros passando e disparando contra o o acampamento e barracos sendo incendiados”, sustenta o MST.

A superintendência do Incra em Tocantins informou, em nota, que vem trabalhando para dar conta das demandas do Programa Nacional de Reforma Agrária, “paralisado nas últimas gestões”.

“As demandas apresentadas pelas famílias [do Acampamento Carlos Marighella] já foram tratadas em reunião ocorrida na superintendência, no mês de agosto”, acrescentou o instituto, confirmando o compromisso de vistoriar o imóvel ainda este mês.

“A superintendência também vem mantendo o diálogo com as famílias do acampamento, com a direção do MST e com o comandante da PM da região, buscando uma saída pacífica para a desobstrução”, acrescentou a superintendência.

Os responsáveis pelas fazendas citadas ainda não se manisfestaram.

Com informações da Agência Brasil



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Lista atualizada traz novos produtos com descontos no Pronaf



A lista mensal do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) para setembro amplia os benefícios a agricultores familiares de várias regiões do país, que terão direito a reduções nas parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os percentuais de desconto são elaborados com base no levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e aplicados quando os valores de mercado ficam abaixo dos preços de garantia definidos para cada cultura.

A portaria publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, inclui os seguintes produtos:

  • Alho (MG e GO);
  • Banana (PE);
  • Borracha (SP);
  • Cana-de-açúcar (RJ);
  • Cebola (BA e DF);
  • Feijão (RJ);
  • Feijão-caupi (PI);
  • Laranja (BA e RS);
  • Raiz de mandioca (RJ);
  • Trigo (GO e PR)

Por outro lado, deixam de ser contemplados a batata-doce, o arroz (TO), a banana (TO, SC e GO), a cana-de-açúcar (MA) e o mel de abelha (PI e RS).

Entre os maiores percentuais de desconto deste mês estão:

  • Cará/inhame no Paraná, com redução de 59,52%;
  • Feijão-caupi em Mato Grosso (54,15%);
  • Raiz de mandioca no Rio de Janeiro (52,12%); e
  • Cebola em São Paulo (46,88%)

Outros registros relevantes foram observados para a batata no Distrito Federal (40,87%) e para o feijão em estados do Sul do país.

Os índices são calculados a partir da diferença entre os preços médios de mercado e os valores de garantia definidos para cada cultura. Assim, com base nas informações levantadas pela Conab, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) valida e publica a portaria oficializando os produtos, estados e percentuais beneficiados.

As condições divulgadas passam a valer de 10 de setembro a 9 de outubro de 2025. A Portaria SAF/MDA nº 347, de 5 de setembro de 2025, traz a relação completa de produtos, estados e percentuais de desconto aplicados no período.



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veja como as cotações abriram a semana


O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais, impulsionados pela recuperação dos preços em Chicago, que haviam caído na semana anterior.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto, a maioria dos preços apresentou aumento, sustentados por prêmios firmes e uma leve valorização nas diferenciações para prazos mais longos em comparação com a semana passada.

O dólar, por outro lado, não teve um aumento expressivo durante o dia, o que desestimulou ainda mais a comercialização.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): aumentou de R$ 134 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135 para R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): cresceu de R$ 140 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): registrou alta de R$ 140 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): foi de R$ 127 para R$ 128
  • Dourados (MS): teve incremento de R$ 127,00 para R$ 128
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 125 para R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos.

O mercado se recuperou das recentes perdas, com agentes buscando um melhor posicionamento frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira (12).

No entanto, a reação técnica seguiu limitada pelo cenário fundamental, ainda marcado pela ausência da China na ponta compradora de soja norte-americana. “Além disso, as lavouras se desenvolvem bem e, às vésperas da colheita nos Estados Unidos, a expectativa é de uma ampla safra”, diz Oleto.

As importações de soja em grão pela China no mês de agosto somaram 12,28 milhões de toneladas, 1,2% superior ao mesmo mês de 2024, quando somou 12,14 milhões de toneladas.

Este foi o melhor resultado da história para o mês de agosto, impulsionado pelos embarques sul-americanos, em meio à disputa entre Pequim e Washington. No acumulado de 2025, as compras chinesas somaram 73,31 milhões de toneladas, avanço de 4% sobre igual período de 2024.

Contratos futuros

soja preço cotação pib Chicago dólarsoja preço cotação pib Chicago dólar

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,75 centavo de dólar, ou 0,65%, a US$ 10,33 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,52 3/4 por bushel, com alta de 7,25 centavos ou 0,69%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,60 OU 0,56%, a US$ 285,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,47 centavos de dólar, com ganho de 0,24 centavo ou 0,46%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,4177 para venda e a R$ 5,4157 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4027 e a máxima de R$ 5,4482.



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AgroNewsPolítica & Agro

expectativa de recorde em 2025



No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso


No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso
No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de fertilizantes passa por transformações importantes, especialmente nos segmentos de nitrogenados e fosfatados. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, os números indicam que 2025 poderá registrar recordes de entregas de fertilizantes no país, embora a evolução precise ser observada separadamente por tipo de nutriente.

Desde o início do ano, Souza acompanha um movimento de mudança na participação de mercado: o sulfato vem ganhando espaço, enquanto a ureia apresenta redução de share. Ele alerta que será importante monitorar os resultados ao longo do ano, principalmente com atenção aos desdobramentos do recente tender indiano.

No segmento de fosfatados, a transformação também está em curso, refletindo ajustes na oferta e demanda que podem impactar diretamente a cadeia agrícola. A expectativa é que essas alterações tragam novos desafios e oportunidades para produtores e distribuidores.

O analista destaca ainda a relevância do contato direto com consultores agronômicos, como a agenda que terá em Londrina, para captar insights próximos ao produtor e compreender melhor as tendências do setor. Souza finaliza ressaltando a importância de eventos como o congresso da ANDA para networking e atualização de mercado. 

“Ao que tudo indica, realmente teremos recordes de entregas de fertilizantes no Brasil em 2025, contudo, será necessário observarmos a evolução por nutriente. Outro ponto é o gráfico que venho acompanhando desde o começo do ano, mostrando o sulfato ganhando espaço e a ureia perdendo share. Vamos ver como terminaremos 2025, lembrando que ainda aguardamos mais detalhes do tender indiano desta semana”, comenta. As informações foram divulgadas no seu perfil da rede social LinkedIn.

 





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DNA em moscas revela presença de onças e primatas em fazenda de fabricante de cerveja


Um estudo realizado em uma fazenda do Grupo Heineken, no município de Itu, em São Paulo, revelou a presença de espécies silvestres raras como a onça-parda (Puma concolor), a anta (Tapirus terrestris) e três espécies de primatas.

A descoberta foi possível por meio da análise genética do material presente no trato digestivo de moscas, que habitam o território.

A técnica, conhecida como iDNA (DNA derivado de invertebrados), é usada globalmente para mapear a fauna com precisão e, pela primeira vez, foi aplicada na região com o objetivo de avaliar o impacto da regeneração ambiental na biodiversidade local.

Fazenda de agricultura regenerativa

fazenda grupo heineken
Fazenda Grupo Heineken. Foto: Divulgação

A fazenda, com mais de 800 hectares dedicados à restauração ecológica e à agricultura regenerativa, abriga estações de coleta que permitem um monitoramento contínuo da fauna a partir de soluções biotecnológicas inovadoras.

“O projeto começou com uma meta clara de cuidar da água e capturar carbono, mas rapidamente entendemos que restaurar a biodiversidade era um passo essencial e complementar nesse processo”, afirma o vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do Grupo Heikenen, Mauro Homem.

Para realizar o estudo, foram instaladas 18 armadilhas de captura de moscas em pontos estratégicos da propriedade, respeitando o distanciamento mínimo de 600 metros entre si.

Após a coleta, os insetos foram armazenados a -20°C e submetidos a procedimentos laboratoriais que extraíram e analisaram o DNA presente em seus tratos digestivos. Como as moscas se alimentam de matéria orgânica de origem animal, o material genético identificado revela quais espécies estão presentes na região.

O chefe de sustentabilidade da Rizoma, Osvaldo Stella Martins, empresa envolvida no projeto, ressalta que a ferramenta utilizada para mensurar, com precisão científica, os avanços da agricultura regenerativa e do restauro florestal na promoção da biodiversidade é valiosa.

“Esse estudo se vale de recursos avançados da biotecnologia para traduzir em dados concretos o impacto positivo que buscamos gerar no território”, conta.

O CEO do Instituto BioCGen, Pedro Galetti, parceiro da iniciativa, reforça que o uso das ferramentas moleculares no levantamento e monitoramento da biodiversidade é uma realidade mundial crescente. “Os resultados obtidos comprovam a eficiência destas novas tecnologias, que vêm contribuir para o entendimento do papel destas áreas na conservação da fauna e de seus serviços ecossistêmicos”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

hora de fixar preços e garantir lucros



Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência

Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência
Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência – Foto: Divulgação

A soja segue em um cenário de volatilidade no mercado internacional, com movimentos que indicam tanto oportunidades quanto riscos para produtores e exportadores. Segundo a TF Agroeconômica, a alta atual ainda é considerada frágil, motivo pelo qual a recomendação é aproveitar o momento para fixar ao menos parte dos preços da safra vigente. Para a próxima temporada, o lucro projetado gira em torno de 15,42%, percentual que, se julgado satisfatório, deve ser aproveitado com a fixação parcial dos lotes, uma vez que qualquer margem positiva merece ser assegurada.

Entre os fatores de alta, destaca-se a expectativa de menor produção nos Estados Unidos. A consultoria StoneX reduziu sua projeção para 115,86 milhões de toneladas, com base em uma produtividade menor e na revisão da área colhida pelo USDA. Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA confirmou novas vendas de soja americana 2025/2026, somando 327,6 mil toneladas. No Brasil, a forte demanda chinesa também tem impulsionado os preços, favorecendo a disputa entre exportadores e indústrias.

Por outro lado, há elementos que pressionam para baixo as cotações. A ausência de compras significativas da China na nova safra americana tem surpreendido o mercado, criando um ambiente baixista na Bolsa de Chicago (CBOT), ainda que positivo para a soja brasileira. Outro ponto é o relatório semanal de exportações dos EUA, que registrou vendas de 818,5 mil toneladas, número inferior ao da semana anterior e dentro da faixa mínima esperada pelos traders. Soma-se a isso a intensificação das compras brasileiras de soja paraguaia, que podem alcançar 832 mil toneladas em 2025, volume cerca de 25% superior ao do ano passado, o que reforça a oferta para a indústria nacional.

Com um cenário de forças opostas, a orientação segue no sentido da prudência. Garantir margens agora, seja para a safra atual ou para a próxima, ajuda a reduzir riscos em um mercado que ainda deve reagir a novos relatórios oficiais e às movimentações da demanda internacional.

 





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Brasil abre novos mercados na Argentina e no Paraguai



O Brasil concluiu negociações com Argentina e Paraguai para iniciar exportações de produtos agropecuários, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta segunda-feira (8).

Para o Paraguai, chia em grão começará a ser vendida. De acordo com a pasta, trata-se de uma oportunidade de negócio para pequenos e médios produtores rurais, principalmente nos estados do Centro-Oeste, no oeste paranaense e noroeste do Rio Grande do Sul.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 963 milhões em produtos agropecuários para a nação vizinha, que possui cerca de 7 milhões de habitantes.

Já para a Argentina, os embarques de ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas de suínos e miúdos suínos “in natura” serão iniciados a partir de agora .

“Essas novas aberturas de mercado fortalecem a integração comercial entre Brasil e Argentina, principais parceiros no âmbito do Mercosul. Com mais de 45 milhões de habitantes, a Argentina tem um mercado de produtos “pet” em expansão, com demanda crescente por produtos voltados para a indústria de nutrição animal”, diz o Mapa, em nota.

No caso da cadeia suinícola, o setor produtivo nacional terá novas oportunidades de negócio para cortes menos consumidos no mercado doméstico.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café.

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 426 aberturas de mercado desde o início de 2023.



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Da sanidade ao lucro: o guia de cuidados para garantir o bezerro do cedo e mais lucro


Pecuaristas, a busca por uma pecuária mais eficiente e lucrativa começa ainda na fase de cria. O objetivo é garantir o nascimento do bezerro do cedo, que chega ao mundo entre agosto e outubro, no período mais favorável do ano, e desmama mais pesado. Para alcançar este objetivo, um protocolo sanitário e um manejo eficiente são cruciais. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta segunda-feira (8), o programa Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Fernando Dambrós, gerente de marketing da Ourofino Saúde Animal, que detalhou a importância da sanidade na fase pré-estação de monta e nos primeiros meses de vida do bezerro.

O bezerro do cedo e a taxa de desfrute

Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

O bezerro do cedo é um animal que nasce de uma vaca que teve a gestação no período mais favorável do ano. Ele nasce mais pesado, desmama mais pesado e tem um desempenho superior, seja para reprodução ou para corte.

Fernando Dambrós ressalta que o Brasil tem uma taxa de desfrute (o que é retirado do negócio em um ano) muito inferior à de outros países, como os Estados Unidos. Lá, eles produzem quase a mesma quantidade de carne que o Brasil com metade do rebanho, devido à maior eficiência na produção.

Para aumentar a taxa de desfrute no Brasil, é fundamental o investimento em sanidade, em um manejo que garanta a saúde e o bem-estar animal, e a diminuição das perdas na cria, que chegam a 10% da bezerrada que nasce no país.

O protocolo sanitário que garante mais bezerros

Um dos grandes desafios na pecuária é a baixa taxa de prenhez, que pode ser corrigida com um protocolo sanitário. Estudos mostram que o uso de vermífugos e a indução de ciclicidade em novilhas, podem aumentar a taxa de prenhez em até 7%.

  • Vermifugação: O uso de vermífugos no dia zero da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) aumenta a taxa de prenhez.
  • Indução de ciclicidade: Em novilhas, a indução de ciclicidade é um procedimento que contribui para que as fêmeas entrem no processo reprodutivo e aumentem a prenhez.
  • Vacinas reprodutivas: Vacinas contra doenças como brucelose, IBR, BVD e leptospirose garantem a saúde da matriz e diminuem o risco de abortos.
  • Controle de ectoparasitas: A fêmea que vai entrar em reprodução deve estar limpa por dentro e por fora, sem se preocupar com problemas como carrapato e bicheira.

O foco da fêmea deve ser a gestação, e para isso, ela precisa estar com a saúde em dia.

Após o nascimento do bezerro, os cuidados devem continuar. O médico-veterinário ressalta que o Brasil perde cerca de 4,5 milhões de bezerros por ano, por questões de saúde e acidentes de manejo. Essa perda representa de R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões em prejuízos.

As duas regras básicas para a cria são:

  • Colostragem: É fundamental que o bezerro receba o colostro nas primeiras horas de vida para garantir a imunidade.
  • Cura do umbigo: A cura do umbigo evita a entrada de bactérias que podem causar infecções graves.

Além disso, é importante que o criador se atente a doenças como a neosporose, transmitida pelo cocô de cachorro, que causa abortos nas vacas, e a coccidiose, que causa diarreia.

A Ourofino tem uma equipe de técnicos que pode auxiliar os pecuaristas na elaboração de um protocolo sanitário e em treinamentos para os vaqueiros, garantindo o manejo correto e a maior lucratividade na fazenda.



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Da tradição à sustentabilidade: a história do Grupo Facholi e o gado pesado ideal


Pecuaristas, o sucesso na pecuária brasileira se constrói com dedicação, inovação e tradição. Há mais de meio século, o Grupo Facholi, uma empresa familiar genuinamente brasileira, se dedica ao setor agropecuário. Pela inovação e pioneirismo, a fazenda é referência na produção de gado pesado ideal, com foco em nutrição animal, sementes forrageiras e tecnologias para a engorda no cocho. Assista ao vídeo abaixo e confira essa história.

Em uma reportagem especial no programa Giro do Boi, José Luiz Facholi, Matheus Guimarães e Moisés Calixto Jr., do Grupo Facholi, detalharam o trabalho que os tornou pioneiros no gado pesado ideal.

A empresa, que atua em todo o Brasil e em outros países da América Latina e África, tem a vocação para a produção agropecuária em seu DNA.

Tradição e inovação no ciclo completo

Foto: Reprodução/Grupo Facholi

O Grupo Facholi iniciou suas atividades com a agricultura (algodão e amendoim) e logo migrou para a produção de sementes forrageiras.

A partir daí, a empresa se expandiu e fundou a sua própria empresa de nutrição animal, com o objetivo de ter um ciclo completo de produção de carne.

O planejamento e a gestão impecável são a base do trabalho do Grupo Facholi. As fazendas de cria, recria e engorda são gerenciadas com um rigoroso protocolo que tem como pilares:

  • Bem-estar animal: O gado é tratado com cuidado e respeito, o que se reflete na qualidade do produto final.
  • Melhoria contínua: A empresa investe em tecnologia e inovação para otimizar os processos, buscando sempre a melhoria de seus resultados.
  • Nutrição de ponta: A dieta do confinamento é elaborada com ingredientes de alta qualidade, como milho 100% reidratado (grão úmido), DDG, silagem e torta de algodão.
  • Protocolo sanitário: Um rigoroso protocolo garante a saúde do gado em todas as fases, desde a cria até a terminação.
  • Gestão da informação: O uso de dados e tecnologias para tomar as melhores decisões e garantir a rentabilidade.

A segunda geração da família já está no comando de alguns setores, trazendo novas tecnologias e ideias, o que faz a empresa crescer e dar passos mais rápidos.

Gado pesado ideal: o segredo da nutrição

Foto: Reprodução/Grupo Facholi

O segredo para a produção de gado pesado ideal do Grupo Facholi está na nutrição. A dieta, que é uma dieta “quente”, densa e forte, é elaborada com tecnologias que garantem a saúde ruminal, a conversão alimentar e a eficiência dos animais no confinamento.

  • Milho reidratado: O milho é 100% reidratado (grão úmido) para melhorar a digestibilidade e a energia, o que se traduz em maior ganho de peso.
  • DDG: O DDG é utilizado em 30% da dieta, como uma fonte estratégica de proteína e energia.
  • Aditivos nutricionais: Os aditivos melhoram o desempenho, garantindo a saúde ruminal e a conversão alimentar.

A recria intensiva do gado é feita em áreas próximas ao confinamento. Os animais que vêm da recria, que já estão acostumados com dieta no cocho, chegam ao confinamento mais cedo, o que otimiza os dias de cocho e aumenta o giro da baia, gerando mais lucro.

Resultados de alta performance

O gado do Grupo Facholi é abatido jovem, com idade média de 18 a 25 meses. Os animais são abatidos com média de 560 kg a 570 kg, com rendimento de carcaça de 56% a 56,5%, o que se traduz em animais de 20 a 22 arrobas, e alguns chegam a 24 arrobas.

José Luiz Facholi destaca que a pecuária vive um bom momento, e vale a pena investir em tecnologia, principalmente em pastagem, que é a base de tudo. Produzir o que o consumidor quer e exige, com qualidade e eficiência, é o caminho para o sucesso.



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