quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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como a adubação otimiza o diferimento e o desempenho do gado



Garantir alimento de qualidade e em quantidade durante a estiagem é um desafio central para a pecuária lucrativa. A adubação da pastagem se consolida como uma estratégia poderosa para o sucesso do diferimento (vedação) e para o aumento da capacidade de suporte da propriedade.

Segundo o zootecnista Iorrano Cidrini, ao adubar o pasto com foco no diferimento, o produtor rural eleva significativamente a quantidade e a qualidade da forragem acumulada. Esse manejo não apenas aumenta a capacidade de suporte da propriedade, mas também melhora diretamente o desempenho dos animais no período seco.

O nitrogênio é o principal nutriente que promove o crescimento vegetal, e a adubação nitrogenada é essencial para otimizar o processo de acúmulo de massa. Um pasto diferido com a devida nutrição reduz a necessidade de suplementação, pois oferece um alimento com valor nutritivo superior, diminuindo os custos operacionais.

Confira o que diz o especialista:

Três benefícios diretos da adubação no diferimento

A adubação no diferimento promove alterações na fisiologia e no metabolismo da forrageira, garantindo um estoque superior de material para o rebanho:

  • Arranque inicial acelerado: a aplicação de nutrientes proporciona um crescimento inicial mais rápido do capim. Isso é crucial para garantir o maior estoque de massa em um intervalo de vedação mais curto.
  • Maior período verde: a adubação altera a fisiologia da planta, fazendo com que ela permaneça verde por mais tempo, tanto durante o período em que está vedada quanto no momento da utilização pelo gado.
  • Melhor valor nutricional: como consequência do metabolismo otimizado, o teor de proteína bruta e o valor nutricional do pasto diferido aumentam, resultando em maior desempenho e ganho de peso para os bovinos.

Estratégia de escalonamento para maximizar estoque e qualidade

A adubação pode ser integrada de forma estratégica com a técnica de escalonamento do diferimento. Sem adubação, o escalonamento pode resultar em períodos de vedação mais curtos, o que garante a máxima qualidade da forragem, mas penaliza o estoque acumulado.

No entanto, ao combinar o escalonamento com a adubação, é possível alcançar o “melhor dos mundos”: o produtor obtém diferimentos mais curtos, com um crescimento acelerado da forragem, resultando em um alto teor de proteína bruta.

Isso permite o uso de uma área de alta qualidade e ter, simultaneamente, outra área diferida, garantindo maior estoque e qualidade contínua para o período de ocupação na seca.



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Pesquisa identifica gene que pode ajudar no controle de pragas em tomates



Estudos liderados pela Embrapa, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (Inia) do Uruguai, mapearam o genoma do tomateiro e demonstraram a função do gene responsável por conferir o porte ereto às folhas dessa planta. A característica é importante para o controle de pragas, o aumento da tolerância ao calor e o incremento da produção por área cultivada.

A descoberta permite o ganho de escala no desenvolvimento de novas cultivares associadas com a arquitetura das plantas do tomateiro. Dessa forma ela favorece as pesquisas na área de melhoramento genético.

O estudo foi possível porque os pesquisadores observaram plantas com uma mutação natural na coleção de germoplasma de tomateiro da Embrapa. Estas apresentavam uma arquitetura de folhas eretas. “A partir da observação em campo, em que vimos a manifestação dessa característica, nós fizemos cruzamentos com plantas de folhagem normal. No nosso trabalho de mapeamento genético, observamos que toda vez que uma planta apresentava o porte ereto, havia um marcador molecular de DNA específico que nos permitiu aterrissar no genoma e encontrar a exata localização do gene que controla esse fenótipo no cromossomo número 10 do tomateiro”, explica a pesquisadora Maria Esther Fonseca, da área de Análise Genômica da Embrapa Hortaliças (DF).

A descoberta

Após identificar o gene candidato, a equipe da pesquisa liderada por Francisco Aragão, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), utilizou a ferramenta de edição genética CRISPR-Cas9 para comprovar sua função. Nesse trabalho, a edição seletiva do gene de plantas com folhagem normal induziu o fenótipo de planta ereta, confirmando, assim, a sua função.

“No caso específico dessa pesquisa, o maior mérito está na descoberta e na validação do gene em si. Nossa equipe percorreu todas as etapas nesta descoberta, desde a observação da característica nas plantas no campo, passando pela localização genômica e finalizando com a prova de conceito da edição, que demonstrou de maneira inequívoca a função do gene”, contextualiza o pesquisador Leonardo Boiteux, da área de Melhoramento Genético Vegetal da Embrapa Hortaliças.

Aplicação do conhecimento em outras espécies

A aplicação do conhecimento sobre o gene exato que responde pelo porte ereto das folhas, vai além do tomateiro. Segundo Boiteux, o estudo das relações evolutivas entre diferentes espécies demonstrou que genes similares ao do tomateiro também estão presentes no milho, pêssego e outras espécies herbáceas e arbóreas. “A nossa hipótese é que genes similares possam ser encontrados em outras espécies, mas agora, sabendo o gene exato, nós podemos editar e gerar uma planta ereta do tomateiro e possivelmente de outras espécies vegetais”, sinaliza.

Ao confirmar a função do gene, os pesquisadores estabeleceram, então, uma base genética sólida para o desenvolvimento de cultivares de tomate mais adaptadas a sistemas de cultivo intensivo. “O estudo aponta que a estratégia pode ser estendida a outras hortaliças, cereais e frutíferas, contribuindo para enfrentar os desafios globais de segurança alimentar, eficiência agrícola e sustentabilidade”, completa Aragão, ao ressaltar que o potencial de integração de ferramentas genômicas modernas com o melhoramento genético tradicional acelera o aprimoramento de culturas agrícolas.

Menor exposição ao sol e menos perda de água

A arquitetura da planta é um fator que impacta o manejo e a produtividade das culturas agrícolas. Dessa forma, estabelecer o fenótipo de folhas eretas é importante para garantir vantagens como melhor distribuição da luz e maior conforto térmico para as plantas. O ângulo das folhas eretas minimiza a incidência direta do sol e, assim, há menos estresse por calor e menor perda de água.

“Nas plantas convencionais de tomate, com folhas na posição horizontal, nas horas mais quentes do dia, sob o sol das 11h às 15h, ocorre um estresse oxidativo mais intenso. Quando as folhas são eretas, a planta sofre menor evapotranspiração, o que acaba gerando um tipo de proteção térmica”, acentua o pesquisador do Inia, Matias González-Arcos.

Porém, a vantagem potencial mais evidente dos tomateiros com folhas eretas está na possibilidade de fazer maior adensamento do plantio e, assim, otimizar a área de produção ao aumentar o número de plantas por hectare. No caso do tomate para processamento industrial, por exemplo, é possível aumentar ainda mais o adensamento, sem que isso implique em maior competição por luz.

Facilidade no controle de doenças e pragas

A posição vertical das folhas de tomateiro otimiza o controle químico e biológico de doenças e também pragas, especialmente moscas-brancas, que se instalam no lado inferior das folhas. Por mais que se faça a fragmentação das gotas dos produtos nas pulverizações, é muito difícil alcançar embaixo das folhas.

“Um dado promissor foi a redução na preferência por moscas-brancas, importante praga da cultura. Plantas editadas receberam até 2,5 vezes menos insetos, possivelmente devido à maior exposição das superfícies abaxiais das folhas – local preferido para a postura de ovos – às condições ambientais e inimigos naturais, desfavorecendo a colonização”, destaca o estudante da UnB, Pedro Brício Brito Fernandes que defendeu sua dissertação sobre esse tema.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Crédito de R$ 12 bi automatiza silos no Brasil



“O campo e a indústria precisam de ferramentas tecnológicas”


“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas"
“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas” – Foto: Leonardo Gottems

O governo federal anunciou, em Brasília, uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, conduzida pelo BNDES em parceria com a Finep, busca renovar o parque fabril brasileiro, ainda fortemente dependente de máquinas antigas, cuja idade média é de 14 anos, segundo estudos do setor. O programa incentiva investimentos em robótica, inteligência artificial, automação, sensoriamento e internet das coisas (IoT), com foco em elevar a produtividade e a eficiência operacional.

Do total previsto, R$ 10 bilhões serão destinados à linha Crédito Indústria 4.0, operada pelo BNDES. As taxas combinam TR e juros de mercado, com custo máximo de 8,5% ao ano, cerca de 6% abaixo das linhas tradicionais. O financiamento contempla tanto a aquisição de novas tecnologias quanto o retrofit de equipamentos e plantas industriais.

No agronegócio, a medida pode acelerar a modernização de silos e armazéns de grãos. A adoção de sistemas automatizados e conectados permite reduzir perdas, melhorar o controle de temperatura e umidade e ampliar a segurança das operações. Empresas como a PCE Engenharia já oferecem soluções compatíveis com o programa BNDES Finame Máquinas 4.0, incluindo monitoramento remoto e integração digital.

“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma o diretor comercial da PCE Engenharia, Everton Rorato.

 





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Produtora rural leva MS à final nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios



A empreendedora Aucléia Nunes de Souza, de Amambai (MS), representará o Centro-Oeste e Mato Grosso do Sul na final nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025, na categoria Produtora Rural. O anúncio do resultado do concurso será nos dias 30 e 31 de outubro, durante o Delas Summit, em Florianópolis (SC).

Souza chegou até aqui depois de vencer a etapa estadual, que contou com mais de 100 inscrições, e também após conquistar o primeiro lugar na fase regional. 

A trajetória, no entanto, começou há dez anos, com desafios e superações. Em 2015, Souza fundou a agroindústria “Hora do Pão”, dedicada à produção artesanal de pães.

“Eu venho de uma família tradicional da agricultura e vivi a maior parte da minha vida no campo. Não fiz faculdade e não utilizava os meios que utilizo hoje, como as ferramentas que tenho para trabalhar. Então foi pouco a pouco [a construção da empresa], uma conquista dia após dia”, relembra a empreendedora.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

O momento de virada ocorreu em 2016, quando formalizou a empresa. A decisão abriu espaço para participar de projetos, receber capacitações e investir em novos equipamentos, além de conquistar mercados. 

Desde então, ela se tornou referência em Amambai e ampliou o impacto da sua atuação.

“Para mim, é uma emoção muito grande estar participando da premiação, é de fato muito gratificante. E o Sebrae/MS me proporcionou essa oportunidade de contar a minha história. Confesso que estou muito feliz e emocionada”, finaliza.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a FE25? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Serviço:

Quando? 30 e 31 de outubro de 2025

Horário: Das 11h às 20h

Onde? CentroSul – Florianópolis/SC

Acesse aqui e adquira o seu ingresso 



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Produção de trigo deve ser a menor desde 2020


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), os preços do trigo continuam em trajetória de baixa. As principais praças gaúchas registraram valores médios de R$ 64,00 por saca, enquanto no Paraná os preços variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00.

A colheita no Paraná atingiu 60% da área semeada nesta semana. No Rio Grande do Sul, ainda não há estatísticas consolidadas, embora, no início do mês, cerca de 10% das lavouras estivessem na fase de maturação.

O cenário é influenciado pela entrada de trigo argentino mais barato, o que, aliado à valorização cambial, levou os vendedores brasileiros a reduzir novamente os preços do produto nacional para manter a competitividade. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil importou 568.980 toneladas de trigo em setembro. Desse total, 87,3% vieram da Argentina, 7% do Paraguai e 5,8% do Canadá. O preço médio das importações foi de US$ 230,09 por tonelada, equivalente a R$ 1.235,12 por tonelada, com base na cotação média do dólar a R$ 5,37 — o menor valor desde novembro de 2020. Entre janeiro e setembro de 2025, o país importou 5,249 milhões de toneladas, volume 2% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

No Rio Grande do Sul, a média do preço FOB foi de R$ 1.259,39 por tonelada, recuo de 2,5% em relação a agosto e de 9,4% frente a setembro de 2024, segundo o Cepea. Esse é o menor valor registrado desde janeiro de 2025. No Paraná, a cotação média ficou em R$ 1.346,92 por tonelada, com redução de 6% no mês e 10,8% no comparativo anual, o menor patamar real desde abril de 2024. Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.255,13 por tonelada, com queda de 12,3% no mês e 19,5% em um ano, o menor nível desde outubro de 2023. Em Santa Catarina, o valor médio foi de R$ 1.358,61 por tonelada, recuo de 5,2% no mês e 11,3% em um ano, também o menor desde outubro de 2023.

Enquanto isso, a demanda por derivados de trigo permanece estável, mas o avanço da colheita pressiona os moinhos a reduzirem preços. Segundo o Cepea, entre agosto e setembro, a média do preço do farelo de trigo caiu 5,2% no granel e 1,88% no ensacado. As farinhas também apresentaram retração média de preços: 2,8% para massas frescas, 2,7% para massas em geral, 2% para bolacha salgada, 3,2% para bolacha doce, 2,29% para panificação e 1,64% para pré-misturas.

Por fim, o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a estimativa da safra de trigo no país. A produção foi projetada em 7,536 milhões de toneladas, 4,5% inferior à colheita de 2024. Essa deve ser a menor safra desde 2020, com uma área plantada 19,9% menor do que a registrada no ano passado.





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Dia do Engenheiro Agrônomo: profissão é essencial para uma agricultura sustentável



O Dia do Engenheiro Agrônomo é celebrado neste domingo (12). A data marca os 92 anos da regulamentação da profissão, ocorrida em 1933, durante o governo de Getúlio Vargas. Os engenheiros agrônomos têm papel fundamental na proteção de plantas e na segurança fitossanitária da agricultura brasileira.

Presentes desde o campo até a pesquisa científica, esses profissionais são responsáveis por garantir a qualidade da produção vegetal, o uso sustentável dos recursos naturais e a vigilância contra pragas e doenças que ameaçam lavouras em todo o país.

Profissionais de formação ampla e atuação estratégica

A formação do engenheiro agrônomo é uma das mais completas do setor agropecuário, unindo áreas biológicas, exatas e humanas. Essa base multidisciplinar permite a atuação em diferentes frentes, desde o ensino e a pesquisa até os serviços de extensão rural e a defesa agropecuária.

Nos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV), por exemplo, esses profissionais são responsáveis por ações de controle de pragas quarentenárias, certificação de produtos vegetais, monitoramento de sementes e mudas e fiscalização do uso e devolução de agrotóxicos. São atividades essenciais para garantir que os produtos agrícolas brasileiros mantenham padrões rigorosos de sanidade e qualidade, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Agricultura mais segura e sustentável

Mais do que garantir a produtividade das lavouras, os engenheiros agrônomos são protagonistas de uma agricultura sustentável e socialmente justa. Seu trabalho assegura que o uso de insumos ocorra de forma responsável, que os solos sejam preservados e que o Brasil mantenha o status de potência agrícola mundial.

Por isso, a data é também um momento de reconhecimento ao trabalho técnico e comprometido desses profissionais, que impactam diretamente a economia, o meio ambiente e o futuro da agricultura brasileira.



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Mahindra celebra 9 anos de história no Brasil


Outubro é mês de celebração para a Mahindra Brasil. Em 2025, a empresa completa 9 anos de atuação no país e marca esse momento com um passo decisivo em sua trajetória: o início das obras da nova planta industrial em Dois Irmãos (RS), fruto de um investimento previsto de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos.

A nova sede será construída às margens da BR-116 – Estrada Travessão Ivoti/Dois Irmãos – RS, em uma área de mais de 89 mil m², com 38.568 m² de área construída e previsão de expansão de 24 mil m². Com isso, a capacidade produtiva da Mahindra será triplicada, passando de 3 mil para 9 mil tratores por ano. O número de empregos também será ampliado, com expectativa de crescimento de 100 para 300 colaboradores diretos e indiretos.

Mais do que uma nova fábrica, esse projeto representa o fortalecimento da Mahindra no Brasil, consolidando sua atuação com mais de 13 mil tratores em solo nacional, mais de 90 pontos de venda e assistência técnica, e uma rede de parceiros que compartilham o propósito de transformar o campo com força, tecnologia e proximidade.

“Estamos investindo não apenas em infraestrutura, mas no futuro da agricultura nacional, com foco nos produtores que realmente alimentam o país. Este projeto reforça nosso compromisso com o desenvolvimento regional, geração de empregos e inovação acessível para o campo brasileiro”, destaca Jak Torretta Jr., CEO da Mahindra Brasil.

A celebração dos 9 anos também é marcada por ações internas voltadas ao pertencimento dos colaboradores, homenagens à rede de concessionários e iniciativas que reforçam a cultura de crescimento e transformação da empresa.

A escolha por Dois Irmãos reforça o vínculo da Mahindra com o município, que acolheu a empresa desde o início de sua operação no Brasil. A parceria com a Prefeitura foi oficializada em setembro, com a liberação da licença ambiental prévia e assinatura do contrato para início das obras.

“A nova fábrica da Mahindra representa um avanço significativo para Dois Irmãos. É resultado de uma parceria sólida que vai gerar empregos, movimentar a economia local, posicionar o nosso município como referência no setor agrícola”, afirmou o prefeito Jerri Meneghetti.





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Itália investe €400 milhões para modernizar o campo



Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas


Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas
Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas – Foto: Divulgação

Durante a feira Agrilevante, em Bari, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, destacou o papel estratégico da mecanização e das políticas públicas voltadas à modernização do campo. Segundo ele, o governo italiano aposta na tecnologia como motor de competitividade e sustentabilidade, com destaque para o Fundo de Inovação, gerido pela ISMEA (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola e Alimentar), que já transformou mais de 3 mil propriedades rurais e empresas agroindustriais no país.

Criado pela Lei Orçamentária de 2023, o Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas e equipamentos de última geração, como tratores inteligentes, robôs agrícolas, drones, sistemas de monitoramento e sensores avançados, promovendo a transição digital e a redução de impactos ambientais. Até agora, o programa já mobilizou €300 milhões e deve receber mais €100 milhões entre 2026 e 2027, totalizando €400 milhões em investimentos. A expectativa é atender cerca de 4 mil empresas em todo o território italiano.

De acordo com Lollobrigida, a política representa uma virada de chave para a agricultura italiana, que busca unir tradição e tecnologia. As inovações financiadas têm permitido economizar água, otimizar o uso de fertilizantes e reduzir emissões de carbono, além de incorporar inteligência artificial no manejo de culturas. O presidente da ISMEA, Livio Proietti, ressaltou que €150 milhões serão destinados ao sul do país e às ilhas, regiões com forte presença de pequenas propriedades familiares. “Investir em inovação também é garantir a sucessão geracional e combater o despovoamento rural”, afirmou.

 





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Produção de soja pode alcançar novo recorde em 2025/26


A primeira estimativa da Hedgepoint para a safra brasileira de soja 2025/26 projeta uma produção de 178 milhões de toneladas, o que representaria um novo recorde. O número indica um aumento de 3,7% em relação à temporada anterior, quando foram produzidas 171,6 milhões de toneladas. A área plantada deve alcançar 48,24 milhões de hectares, crescimento de 1,2% frente à safra 2024/25. A produtividade média estimada é de 3.690 kg/ha, alta de 2,5%.

“Apesar de um novo avanço da área brasileira, destacamos que o crescimento esperado aponta para o menor avanço da área em muitos anos”, afirma Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets.

Segundo ele, a redução das margens de lucro dos produtores, os custos elevados e a menor aplicação de insumos podem limitar o desempenho da safra, sobretudo se as condições climáticas forem desfavoráveis.

Roque explica que a recuperação da produtividade média nacional está relacionada, principalmente, ao desempenho esperado no Rio Grande do Sul. “Falando em produtividades, destacamos que o aumento esperado na produtividade média nacional deriva, principalmente, de uma provável recuperação das produtividades médias das lavouras do Rio Grande do Sul”, afirma. Ele acrescenta que, em contrapartida, pode haver redução em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

“De qualquer forma, não podemos descartar a repetição ou até mesmo a superação das altas produtividades registradas em 2024/25, o que, se ocorrer, pode levar a safra brasileira a superar a marca de 180 milhões de toneladas. Tudo depende do clima”, complementa o analista.

Roque destaca que o clima deve ser influenciado pelo retorno do fenômeno La Niña. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há probabilidade de cerca de 71% de ocorrência do fenômeno entre outubro e dezembro de 2025. O analista explica que o La Niña tende a beneficiar as regiões Centro-Norte, mas pode reduzir as chuvas no Sul. “Nesse ponto, destacamos a relevância das produções do Paraná e do Rio Grande do Sul, que, em anos ‘normais’, estão entre os três maiores estados produtores do país, atrás apenas do Mato Grosso.”

De acordo com Roque, caso o La Niña tenha forte intensidade, o recorde de produção poderá ser comprometido. No entanto, as projeções atuais indicam um fenômeno de baixa intensidade, o que não deve causar grandes impactos. Mesmo assim, ele recomenda atenção especial à Região Sul.

As estimativas da Hedgepoint também indicam exportações recordes de 112 milhões de toneladas em 2025/26, impulsionadas pela demanda chinesa. O especialista ressalta, porém, que eventuais avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China podem afetar os embarques brasileiros.

No mercado interno, o aumento da mistura obrigatória de biodiesel (B15), vigente desde agosto de 2025, e a expectativa de maior exportação de carnes devem elevar a demanda por óleo e farelo de soja. “Por ser um ano eleitoral, é possível que o novo aumento previsto para a mistura (de B15 para B16) não ocorra, com o governo dando maior atenção aos dados de inflação durante a corrida eleitoral”, afirma Roque.

Ele acrescenta que, embora improvável, uma redução na mistura também não está descartada caso o preço do biodiesel pressione os valores do diesel nos postos. “Dessa forma, é importante estarmos atentos aos impactos da corrida eleitoral na economia brasileira, com possíveis impactos diretos na demanda interna por soja”, pontua.

Com a produção em alta, a Hedgepoint estima estoques finais de 8,8 milhões de toneladas, avanço de 66% em relação ao ciclo anterior. “Diante disso, é possível vermos uma pressão negativa importante nos preços brasileiros, especialmente durante a colheita, o que merece uma atenção especial da ponta vendedora”, conclui Roque.





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Produtores de brássicas enfrentam pragas e baixa de preço



Praga exige controle em lavouras de brássicas



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado apresenta bom desenvolvimento e qualidade, mas enfrenta desafios relacionados ao controle de pragas e à rentabilidade.

Em Barão, as lavouras de repolho e brócolis estão em boas condições, embora produtores tenham registrado a presença de mariposas da traça-das-crucíferas. Segundo o informativo, a incidência da praga tem exigido manejos específicos para reduzir os danos e preservar a produtividade. Os preços pagos aos agricultores são de R$ 2,50 por unidade de brócolis e R$ 1,50 por unidade de repolho verde.

No município de Linha Nova, as condições climáticas no início de outubro têm favorecido o cultivo de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis. A expectativa dos produtores é de uma boa colheita nesta safra.

A Emater/RS-Ascar destaca que, diante desse cenário, o monitoramento das condições climáticas e o planejamento do escoamento da produção são fatores essenciais para garantir a viabilidade econômica da atividade. Apesar do bom desempenho das lavouras, alguns produtores relataram que os preços atuais estão abaixo das expectativas.





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