domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Na Agrishow, FPA cobra R$ 599 bilhões para Plano Safra 2025/26



Durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou, em coletiva de imprensa, as principais reivindicações para a formulação do Plano Safra 2025/26. A maior bancada do Congresso Nacional solicitou a destinação de pelo menos R$ 599 bilhões em recursos para financiamento da produção agropecuária no próximo ciclo.

Segundo a FPA, do montante total solicitado, R$ 25 bilhões devem ser destinados exclusivamente à equalização de juros, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito e reduzir os custos financeiros para os produtores rurais. A bancada também propôs mais facilidade na tomada de financiamentos, como forma de impulsionar a produção de alimentos e contribuir para o controle da inflação.

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, destacou a importância da ampliação dos recursos e da redução do custo do crédito para a economia como um todo. “Um crédito mais barato, com mais segurança e o montante disponibilizado com mais facilidade para os produtores, significa maior produção, alimentos mais baratos e diminuição da inflação”, afirmou Lupion.

Outra proposta apresentada pela FPA foi a destinação de 1% do volume total de recursos do Plano Safra para o seguro rural. A iniciativa busca trazer mais segurança às operações de crédito, reduzindo o risco para produtores e financiadores, especialmente em contextos de adversidades climáticas.

O vice-presidente da FPA, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), reforçou que as propostas da bancada vão além de reivindicações financeiras e representam uma estratégia de desenvolvimento para o país. “Aqui tem uma proposta para o setor, uma proposta de país. Não se trata apenas de pleitear números ou montantes, mas de apresentar uma alternativa de construção para o Brasil”, disse.

O documento com as reivindicações foi entregue oficialmente aos representantes do governo presentes na feira, que é considerada a maior vitrine de tecnologia agrícola da América Latina. As discussões marcam o início das negociações para a definição do novo Plano Safra, que deverá entrar em vigor a partir de julho.

A expectativa do setor é que o governo apresente um programa robusto, capaz de garantir não apenas a expansão da produção agropecuária, mas também a competitividade do Brasil no mercado global.




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AgroNewsPolítica & Agro

Empresa britânica lança carregadeira na Agrishow 2025


A JCB escolheu a Agrishow 2025 – 30° Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, que acontece entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto/SP, para lançar no Brasil a sua mais nova aposta para o agro: a carregadeira 437ZX AGRI, equipada com motor Cummins de 173hp e caçamba de 6m³. Indicada para operações de grande volume movimentado, a máquina combina alto desempenho, economia de combustível e conforto para o operador, consolidando-se como uma das soluções mais completas da categoria.

“A 437ZX chega para atender produtores que precisam de uma máquina multifuncional, robusta e eficiente. É uma solução ideal para o agro brasileiro, que cada vez mais busca produtividade com tecnologia”, destaca Adriano Merigli, CEO da JCB América Latina. “Trata-se de uma máquina que entrega excelente desempenho e baixo custo de manutenção”, completa Etelson Hauck, diretor de Estratégia & Soluções de Produto.

Outro produto em exposição na feira para demonstração é a Telemaster, conceito exclusivo JCB de carregadeira com braço telescópico TM320. Com capacidade de levantamento de até 3.200 kg e alcance vertical de 5,2 metros, o modelo se destaca pela combinação de força, versatilidade e agilidade nas operações de carga e movimentação no campo.

Além das novidades, a empresa traz em seu stand a retroescavadeira 4CX ECO, com três modos de direção, motor turbo de 100hp e impressionante profundidade de escavação de até 5,6 metros. Para operações que exigem agilidade e força, a marca apresenta também a minicarregadeira 270, com capacidade de carga operacional de 1.235kg e cinematismo vertical sistema de elevação que mantém o alcance máximo da base até a altura máxima.

Outra atração do estande da marca na Agrishow 2025 é a escavadeira hidráulica JS130, reconhecida por sua combinação de agilidade, robustez e eficiência. Com peso operacional de 13.625kg, a máquina é equipada com motor JCB Dieselmax de 100hp, mecânico de fácil manutenção, e bomba hidráulica de alta vazão. Ideal para operações que exigem velocidade e precisão, a JS130 alcança profundidade de escavação de até 6,03 metros e entrega grande força de escavação, tornando-se uma escolha certeira para quem busca produtividade e economia no campo.

“O agro brasileiro é um dos mais exigentes do mundo. Nossa missão é garantir que os clientes tenham acesso a máquinas com alto padrão de qualidade, tecnologia e suporte de ponta”. acrescenta Carlos França, diretor de vendas e marketing da JCB na América Latina.

A linha de manipuladores telescópicos Loadall está representada pelo modelo 541-70, com capacidade de levantamento de até 4.100kg e altura de até 7 metros. O equipamento conta com motor JCB Dieselmax de 114hp, três modos de direção e baixo consumo de combustível, sendo ideal para movimentação de fardos, big bags e outros insumos em fazendas, armazéns e cooperativas.

A empresa apresenta também aos visitantes da feira uma ampla opção de acessórios originais, como garra para silagem, caçambas, içadores, entre outros, que podem ser igualmente instalados em máquinas de outras marcas.

 





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Como ficaram os preços da soja na última segunda-feira do mês?



O mercado brasileiro de soja começa a semana bem lento em termos de negócios. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor está capitalizado e já tinha vendido bem no início do mês, além de ter fixado bastante coisa anteriormente. Nesta segunda-feira (28), o mercado seguiu travado, com preços mistos, mas com variações bem pequenas, já que o dólar e a CBOT estão praticamente em direções opostas.

Os prêmios recuaram, com muitos embarques já efetivados, o que diminui a agressividade do comprador, que no curto prazo está bem abastecido.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 116,50 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 120,00 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,50 para R$ 116,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mistos. Os agentes procuram um direcionamento e posicionam suas carteiras frente à virada do mês. As incertezas em relação à guerra tarifária entre Estados Unidos e China e o avanço do plantio norte-americano seguem no radar.

O início de semana foi de pouca novidade sobre possíveis negociações entre as duas principais economias do mundo no que diz respeito à guerra comercial. No momento, o cenário é de restrição da demanda chinesa pelo produto americano.

Em relação ao plantio nos Estados Unidos, logo mais o Departamento de Agricultura norte-americano vai atualizar a evolução dos trabalhos, em relatório que será divulgado às 17h.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 439.341 toneladas na semana encerrada no dia 24 de abril, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 559.813 toneladas.

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Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,21% a US$ 10,52 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,62 1/2 por bushel, perda de 3,25 centavos ou 0,30%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,87% a US$ 295,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 50,46 centavos de dólar, com alta de 0,65 centavo ou 1,30%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,71%, sendo negociado a R$ 5,6471 para venda e a R$ 5,6451 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6461 e a máxima de R$ 5,7002.



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Massa de ar polar avança e provoca frio intenso; saiba onde e quando



A semana começou com mudanças significativas no clima em várias regiões do país. A atuação de uma frente fria em parte do Sudeste, seguida pela chegada de uma massa de ar polar, trouxe ar mais seco e frio para o Centro-Sul do Brasil.

A previsão da Climatempo indica que o frio persistirá ao longo dos próximos dias, mantendo temperaturas amenas e baixos volumes de chuva.

Frio se intensifica no Centro-Sul

O outono é tradicionalmente uma estação de transição no Brasil, marcada pela alternância entre dias quentes no início e condições mais amenas e frias ao final do período. Nos próximos dias, a massa de ar polar atuará com mais força, provocando temperaturas muito baixas, especialmente na região Sul. Mas áreas do sul de Mato Grosso do Sul e do estado de São Paulo também devem sentir a queda nos termômetros.

Geada reforça o frio intenso no Sul

No Sul, as temperaturas devem ser as mais baixas do país. A previsão indica a ocorrência de geada em amplas áreas da região, um sinal clássico da intensidade do frio. A formação da geada exige condições específicas: noites de céu limpo, vento fraco e ar seco, que favorecem o resfriamento do solo durante a madrugada.

Mesmo que as medições padrão de temperatura do ar indiquem valores entre 3 °C e 4 °C, informa a Climatempo, o resfriamento mais intenso próximo à superfície pode levar ao congelamento do orvalho, caracterizando a geada. A ocorrência desse fenômeno confirma a presença de uma forte massa de ar polar sobre a região.

O cenário de temperaturas baixas e geada deve impactar as atividades agrícolas no Sul e demanda atenção especial dos produtores para proteger culturas mais sensíveis ao frio.



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Ferrogrão é necessária e será importante se STF encontrar solução de impasses, diz ministro



O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo segue buscando avançar para retomar os estudos da Ferrogrão. Dias após posicionamento favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) em processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro reforçou sua defesa ao projeto.

“Acho que para o Brasil e para a infraestrutura nacional, é importante que a gente leve esse projeto adiante”, disse o ministro a jornalistas após evento em Brasília.

Renan Filho afirmou que mantém diálogos com o STF e considera que, se a Suprema Corte “encontrar um campo jurídico, uma solução para esse impasse, vai ser muito importante”.

As disputas em torno da Ferrogrão se arrastam desde 2021 após a suspensão dos estudos por decisão liminar do STF em ação movida pelo PSOL, que aponta riscos ambientais e falta de consulta a comunidades potencialmente afetadas. Após ajustes, há expectativa de que o Supremo autorize a retomada no fim do ano, após a COP30, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

“Nós estamos em diálogo com o STF para garantir que todas essas condicionantes sejam cumpridas”, disse Renan Filho.

Segundo ele, o Ministério dos Transportes revisou o projeto para observar as questões apontadas. “Esperamos que, com a solução saindo do processo judicial, a gente caminhe para a finalização do estudo econômico, financeiro e de engenharia para levar o Ferrogrão a leilão.”

Ao reafirmar sua avaliação de que o projeto é importante para o País, Renan Filho defendeu que outros projetos ferroviários também precisam ganhar fôlego. “Precisamos intensificar ainda mais esse trabalho com a Ferrogrão, com o corredor Fico-Fiol, com a refeição da Malha-Oeste, com a construção das obras da Transnordestina, com o trecho de Açailândia-Barcarena.”



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Negociação de acordo com Mercosul está em fase final, diz ministra dos Emirados Árabes



Os Emirados Árabes estão nas negociações finais para a assinatura de um acordo com o Mercosul, relatou nesta segunda-feira (28) Reem Al-Hashimy, ministra de Estado para Cooperação Internacional dos Emirados Árabes.

“Estamos na fase final da negociação com o Mercosul. Estamos interessados em fechar esses negócios logo e acredito que ainda este ano”, disse a ministra, em entrevista a jornalistas, no Rio de Janeiro, onde os chanceleres dos países do Brics reúnem-se nesta semana.

Os Emirados Árabes assinaram mais de 27 tratados comerciais pelo mundo e discutem agora outras oportunidades que podem ser abertas, no Brasil, no Mercosul e na América Latina, contou Saeed Al Hajeri, ministro assistente para Relações Econômicas e Comerciais dos Emirados Árabes.

“E por um lado o Brasil pode ser esse caminho, essa porta de entrada para a América Latina”, disse Al Hajeri.

O ministro mencionou que os Emirados Árabes já possuem grandes investimentos e acordos estabelecidos no campo de energias renováveis, mas que há interesse em outras áreas, como infraestrutura, segurança alimentar e logística.

“Em 2023, o comércio bilateral não petrolífero entre os Emirados Árabes Unidos e o Brasil ultrapassou US$ 4 bilhões, o que demonstra a profundidade e a resiliência de nossos laços econômicos. Acreditamos que este é apenas o começo. Nosso objetivo é expandir significativamente os volumes de comércio, os fluxos de investimento e a colaboração intersetorial nos próximos anos. Continuam existindo oportunidades significativas para empresas brasileiras nos Emirados Árabes Unidos, bem como oportunidades de investimento em diversos setores para os Emirados Árabes Unidos no Brasil. Os Emirados Árabes Unidos veem o Brasil como um parceiro estratégico em setores críticos, incluindo energia, infraestrutura, agricultura e defesa”, declarou Al Hajeri.

As autoridades lembraram que o Brasil conta com empresas e investimentos já bem estabelecidos de empresas e fundos dos Emirados Árabes, mas trabalham para aumentar essa presença e ligação com o país.

“A distância não é uma barreira, já temos quase 20 voos por semana, e temos mais por fazer nessa área”, disse a ministra, sobre articulações para aumentar o número de voos semanais, que incluem tanto a expansão da atual atuação da companhia aérea Emirates quanto retomar a operação da Etihad Airways no Brasil.

“Temos orgulho da crescente presença dos Emirados Árabes Unidos no Brasil e também das empresas brasileiras que estão se estabelecendo nos Emirados Árabes Unidos e em toda a nossa região. Também mantemos fortes laços econômicos com os membros do Mercosul e vemos um potencial acordo comercial como uma oportunidade importante para fortalecer ainda mais os laços interpessoais com a região”, acrescentou Al Hajeri.



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Governo lança Programa Caminho Verde para recuperar 40 milhões de hectares



O governo Federal lançou nesta segunda-feira (28), em São Paulo, o Programa Caminho Verde Brasil e o segundo leilão do Eco Invest, durante coletiva de imprensa com os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; da Fazenda, Fernando Haddad; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

O Programa Caminho Verde Brasil prevê a recuperação de 40 milhões de hectares de áreas degradadas para uso exclusivo em agricultura sustentável no prazo de dez anos. A ação é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com outros ministérios, instituições financeiras, autarquias federais e representantes do setor agropecuário.

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro destacou que a iniciativa vai além da recuperação de terras e representa uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a agropecuária brasileira. “No início, tratávamos essa iniciativa como um simples plano de recuperação de áreas degradadas. Hoje, sabemos que ela tem um papel ainda maior: induzir o desenvolvimento de forma correta e sustentável”, afirmou.

O Eco Invest tem como meta mobilizar recursos para a recuperação de 1 milhão de hectares de terras degradadas nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. O primeiro leilão direcionado desse fundo marca o início da implementação prática do Caminho Verde Brasil.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a importância da integração entre sustentabilidade e desenvolvimento econômico. Ele destacou que a agenda de recuperação ambiental no setor agropecuário já foi incorporada nas diretrizes dos últimos Planos Safra e deve ser intensificada nos próximos ciclos.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, explicou que o programa dialoga diretamente com os compromissos ambientais do Brasil, como a redução de emissões de carbono, o Plano Clima e a meta de desmatamento zero até 2030. “Utiliza instrumentos financeiros que possibilitam a recuperação de áreas já utilizadas e degradadas, promovendo a restauração do solo e a manutenção dos sistemas hidrológicos”, afirmou.

Atualmente, o Brasil utiliza cerca de 280 milhões de hectares para a agropecuária, dos quais 165 milhões são pastagens. Desse total, aproximadamente 82 milhões de hectares estão degradados. A meta é recuperar 40 milhões de hectares nos próximos dez anos, com apoio de novos leilões e parcerias internacionais.

Durante a coletiva, o assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, ressaltou que o Caminho Verde Brasil está saindo do papel graças à mobilização de diferentes setores e à estruturação do Eco Invest como instrumento de financiamento.

O evento também contou com a presença do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron; da embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq; da chefe da representação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Annette Killmer; e do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

O governo brasileiro segue em busca de novos investimentos internacionais para apoiar o programa e fortalecer o desenvolvimento sustentável no país.



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AgroNewsPolítica & Agro

como identificar o doença no arroz?



Doença do arroz pode causar perdas na lavoura


Foto: Pixabay

A podridão da bainha, doença causada pelo fungo Sarocladium oryzae, representa uma ameaça à produtividade e à qualidade dos grãos na cultura do arroz. O alerta é da engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em uma publicação no Blog da Aegro.

Segundo Chinelato, os sintomas da doença se manifestam como “lesões alongadas e irregulares, com o centro cinza e margens de coloração marrom”. Inicialmente, esses sinais surgem na última bainha abaixo da folha bandeira, durante o período de emissão da panícula.

A engenheira agrônoma adverte que “as panículas emergidas de plantas com infecção ficam com coloração marrom e estéreis”. Em casos mais graves, a panícula pode sequer emergir da planta.

Para o manejo eficaz da podridão da bainha, Gressa Chinelato recomenda o “uso de variedades com resistência moderada”.





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Política de Transição Energética é lançada na Bahia


A Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener), foi sancionada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, através da Lei n° 25.437/2024, com o objetivo de fortalecer a geração de energias renováveis no país, destacando o protagonismo do estado no segmento.

De acordo com a repórter, Simônica Capistrano, entre as diretrizes estabelecidas no texto aprovado estão a implantação de cadeias produtivas de agroenergia, de hidrogênio de baixa emissão de carbono e biocombustíveis renováveis sintéticos, o incentivo para pesquisas e inovações tecnológicas, além de estimular modelos mais eficientes de governança com a participação da sociedade civil. 

Na ocasião, o governador autorizou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) a promover a concessão ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI/Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia – Cimatec do uso do imóvel destinado à implantação do Projeto Cimatec Sertão – iniciativa que estimula a cultura do sisal para a produção de biomassa, que por sua vez, deve gerar etanol, localizado entre os municípios de Conceição do Coité e Araci. 

Também participaram da solenidade, o vice-governador do estado, Geraldo Júnior, o senador Otto Alencar, o vice-presidente da Goldwind Brasil, Roberto Veiga, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, pesquisadores, representantes de organizações sociais e empresariais. 

“É uma data marcante. É a primeira lei do Brasil com essa dimensão, que inclui todos os tipos de energia, seja mineral, eólica, verde, solar. Vamos elaborar de imediato, um plano de ação, construído por diversas mãos, com responsabilidade ambiental e social e, a partir desse ato, padronizar as exigências legais do setor. Uma medida que reafirma o compromisso do Governo do Estado com políticas de incentivo a modelos de desenvolvimento econômico e social sustentáveis. O mundo está preocupado com isso e a Bahia não ficará para trás”, afirmou o governador.

Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener)Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener)
Foto: Matheus Landim

Marco regulatório

Para o secretário da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Sodré Martins, a lei é um marco regulatório para os próximos 30 anos, que visa transformar o estado em referência nacional em energia limpa.

“Agora, o nosso foco é garantir a efetiva aplicação desta política, pavimentando o caminho para um futuro energético mais sustentável. Para isso, vamos construir um arcabouço legal jurídico, técnico, para que a gente atraia novos investimentos com segurança jurídica, tecnicidade e legislação ambiental aplicável, envolvendo o poder público, empresarial, o ambiental e a sociedade civil”, afirmou o secretário.

Do ponto de vista econômico e de geração de emprego e renda, a lei também prevê atração de investimentos para complexos industriais verdes, capacitação de mão de obra para empregos na nova economia, inclusão da agricultura familiar na cadeia de biocombustíveis e a implantação de microrredes de energia em comunidades isoladas, como pontuou o secretário de desenvolvimento econômico, Angelo Almeida. 

“O Protener será um aliado do Estado para a geração de empregos verdes, crescimento econômico com sustentabilidade, reduzindo desigualdades regionais. Por isso, todo o Estado precisa fortalecer a justiça social, a educação, a saúde e a infraestrutura. Tenho certeza do futuro promissor da transição energética justa e inclusiva que nós temos e vamos continuar perseguindo para trazer riqueza, renda e uma vida mais digna para a população”, avaliou Almeida. 

A primeira Política e Programa de Transição Energética do Estado, foi lançada na tarde da última quinta-feira (24), conduzida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente. 


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São Paulo expande grupo especializado para reforçar segurança no campo


O governo de São Paulo anunciou a expansão do Grupo de Investigação em Área Rural (Giar) para todas as regiões do estado. A portaria que oficializa a ampliação foi assinada nesta segunda-feira (28), durante a Agrishow, feira agrícola realizada em Ribeirão Preto (SP).

O Giar é uma equipe da Polícia Civil especializada em atender ocorrências de crimes contra o patrimônio em áreas rurais. Criado inicialmente em Botucatu e Itatinga, o grupo será agora vinculado às Divisões Especializadas de Investigações Criminais (Deic) e às Delegacias Seccionais dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) em todas as regiões paulistas.

De acordo com o governo, os agentes do Giar serão responsáveis por investigações, operações e ações de cooperação com outros órgãos de segurança pública, além de manter diálogo constante com empresas, cooperativas, produtores e trabalhadores rurais.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a experiência em Botucatu demonstrou a necessidade de expandir o grupo. “Essa equipe será um ponto focal em cada região para conversar com o setor produtivo, aumentando a segurança no campo”, declarou.

Além das investigações, os grupos terão a responsabilidade de gerar dados sobre as atividades desenvolvidas, como número de ocorrências, equipamentos e produtos recuperados, prisões efetuadas e inquéritos instaurados e concluídos. A medida já está em vigor, com a publicação da portaria no Diário Oficial do Estado (DOE).

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, também reforçou a importância da ação. “Será uma resposta mais rápida da polícia para os produtores do campo, que contam com segurança jurídica no nosso território”, afirmou.

Foto: Governo de São Paulo/divulgação

Resultados em Botucatu

A criação do Giar em Botucatu permitiu a recuperação de veículos, animais e equipamentos furtados ou roubados em propriedades rurais, de acordo com o governo paulista. As equipes atuaram na repressão a crimes como roubo de gado, de tratores, de caminhões, abate clandestino e invasões de terras.

Além das operações de repressão, a equipe realiza rondas preventivas em zonas rurais, o que, segundo as autoridades locais, contribuiu para a melhoria da sensação de segurança.

Entre janeiro e março deste ano, o Giar registrou sete furtos de tratores na região de Botucatu. No mesmo período de 2024, foram oito casos. A equipe esclareceu 100% dos crimes registrados nos dois períodos.



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