domingo, maio 24, 2026

Autor: Redação

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Operação retira gado criado de forma ilegal em território indígena



Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Operação de Desintrusão da Terra Indígena Araribóia (OD-TIARA), no Maranhão, já promoveu 399 incursões contra invasores que usam o território indígena para criação de gado. Todo os animais criados em larga escala ilegalmente no território já foi retirado, informou o governo federal.

A operação envolve diversos ministérios e órgãos federais, como Casa Civil, Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Defesa, Funai, Ibama, Polícia Federal, Força Nacional, entre outros.

O MPI informou que o gado de indígenas permanece no território. “A prática está assegurada a partir da regulamentação ambiental, conforme determinado pelo Ibama, com prazo de 120 dias para ser feita”, informou o ministério.

O secretário nacional de direitos territoriais indígenas do MPI, Marcos Kaingang, esclareceu que a criação de gado por não indígenas dentro de Terras Indígenas é proibida pela legislação vigente, pois viola o usufruto exclusivo assegurado constitucionalmente aos povos indígenas.

A criação de gado por indígenas, no entanto, é uma atividade permitida, mas sujeita ao devido licenciamento ambiental. Por se tratar de território de uso coletivo, sua implementação deve ser discutida e deliberada coletivamente pela comunidade indígena, no âmbito do respectivo Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA).

Ele assinalou que o território é de uso coletivo dos povos indígenas, não particular, por isso, cercamentos no interior da TI também devem ser debatidos no âmbito do PGTA, considerando a necessidade e proporção dentro do território para assegurar o uso coletivo.

Entre fiscalizações com aplicação de multas, autos de infração e destruição de cercamentos ilegais de gado, a operação já impôs aos criminosos um prejuízo de mais de R$ 1,1 milhão.

Conforme a coordenação da desintrusão, a operação tem o objetivo de garantir a segurança das comunidades indígenas, o pleno direito ao uso compartilhado do território pelos povos Guajajara e Awá-Guajá — um dos raros grupos isolados no mundo.

A Casa Civil reitera que toda conduta que tente promover atos de resistência contra a operação será comunicada ao STF. “Disseminações de notícias falsas, ameaças a servidores e a lideranças indígenas estão sendo documentadas e investigadas para as devidas responsabilizações”, pontuou o coordenador da operação, Nilton Tubino (Casa Civil).



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AgroNewsPolítica & Agro

IoT e Inteligência Artificial na Agrishow 2025


 A TIM, líder em cobertura no agronegócio no Brasil, apresenta na Agrishow 2025 um conjunto de soluções voltadas à digitalização do campo, com foco em produtividade, segurança e sustentabilidade. Em seu estande, a empresa apresenta a Smartbio Pragas, uma solução preditiva que utiliza tecnologias como Big Data Mining, IoT e Inteligência Artificial para maximizar a produtividade no campo. A plataforma, desenvolvida pela SmartBreeder, empresa de Inteligência Agronômica Artificial, integra e processa milhões de dados em tempo real e os combina com algoritmos inteligentes para gerar recomendações precisas e automatizadas. O objetivo é apoiar o produtor rural na tomada de decisões mais estratégicas, com ferramentas acessíveis e orientadas por dados.

“Somos especialistas na transformação digital no campo, levando até nossos clientes soluções além da conectividade. Na Agrishow 2025, reforçamos o compromisso contribuir para que o agro opere com eficiência, sustentabilidade e inovação. As soluções apresentadas mostram como a tecnologia pode ser uma grande aliada no dia a dia do campo — do planejamento à colheita, da prevenção à gestão” afirma Alexandre Dal Forno, Diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT & 5G da TIM.

Os dados integrados pelo Smartbio Pragas são gerados de ERPs agrícolas, estações climáticas e outras fontes. Com esse sistema, é possível identificar onde, quando e como aplicar insumos e defensivos com máxima eficiência. A IA da solução avalia diversos fatores, cruzando essas informações em uma matriz de recomendação de controle.

Assim, tem-se um resultado mais preciso e ágil, que antecipa riscos de surtos com até 30 dias de antecedência, reduz perdas de safra e otimiza os custos operacionais. Além disso, a solução automatiza a tomada de decisão com base em regras pré-configuradas, promovendo o equilíbrio entre performance, sustentabilidade e rentabilidade. A integração com tablets em campo permite registrar pragas e doenças de forma prática, fortalecendo o ciclo de monitoramento e controle.

Programa de pontos para produtores rurais

A TIM apresenta ainda a parceria com a Orbia, plataforma de fidelidade do agronegócio por meio do Programa de Pontos, que permite aos produtores rurais trocarem seus pontos acumulados pela compra de insumos e produtos de marcas renomadas no segmento Agro.

Com esta parceria, a TIM e a ORBIA vão permitir que os produtores rurais troquem seus pontos por conectividade 4G para iluminar suas áreas produtivas com a solução 4G TIM no Campo.

Atualmente, a TIM já cobre mais de 20 milhões de hectares com o 4G e possui parcerias com mais de 50 grandes grupos rurais, fortalecendo o papel de habilitadora da digitalização do campo. Os contratos de IoT B2B já somam R$ 708 milhões desde 2022, sendo R$ 270 milhões somente em 2024. E nos próximos meses, a TIM fará o lançamento de novas soluções utilizando IA.





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Aprosoja-MT questiona na Justiça tradings e associações por ‘cartel’ nas exportações de soja



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) ingressou com ação civil pública questionando a legalidade da Moratória da Soja e exigindo indenização das principais tradings do agronegócio e associações setoriais.

A ação, protocolada na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, mira 33 réus, incluindo as multinacionais ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, além da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

A petição, assinada por diferentes advogados, classifica a Moratória como “restrição anticoncorrencial, ilegal, abusiva e inconstitucional” e busca o fim das exigências impostas pelo acordo. A entidade também incluiu quatro dirigentes dessas associações no polo passivo: André Meloni Nassar e Bernardo Pires, da Abiove, e Sérgio Castanho Teixeira Mendes e Pedro Bernt Eymael, da Anec.

No centro da disputa está o acordo firmado em 2006 que proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, independentemente se esse desmatamento ocorreu dentro dos limites permitidos pelo Código Florestal brasileiro.

A legislação ambiental autoriza supressão de até 20% da vegetação em propriedades na Amazônia, mas a moratória impõe restrição total. “Os atos praticados pelos réus no âmbito do acordo setorial denominado Moratória da Soja consistem em ilícitos anticoncorrenciais, violando diversas regras do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência”, argumenta a Aprosoja-MT na ação. A associação acusa as empresas de formarem um cartel que controla mais de 95% das exportações brasileiras de soja.

Um dos aspectos mais controversos apontados na ação é a seletividade do acordo. “Caso determinado produtor proceda com a plantação de outra commodity (como o feijão ou arroz, por exemplo) em área que foi aberta nos termos do Código Florestal, a proibição imposta de forma abusiva pela Moratória da Soja não se aplicaria e as mesmíssimas tradings adquiririam essa outra commodity oriunda da mesma área cuja produção é vedada para a soja”, destaca a petição.

A ação cita ainda a existência de “listas de restrição secretas, controladas e compartilhadas apenas entre as tradings” que incluiriam produtores considerados não conformes com as regras da moratória. “Por meio dessas listas de restrição, alimentadas sem a participação do produtor rural, com parâmetros e critérios de inclusão e exclusão absolutamente desconhecidos, as tradings vêm atuando de forma coordenada/conjunta para não adquirir a soja de determinados sojicultores”, denuncia.

A Aprosoja-MT sustenta que o impacto da restrição é amplificado pelo compartilhamento dessas listas com outros atores da cadeia do agronegócio, como financiadores, distribuidores e fornecedores de insumos agrícolas, prejudicando não apenas a venda da produção, mas até mesmo o plantio.

Um componente significativo da argumentação é a questão da soberania nacional. A entidade enfatiza que o pacto é comandado por empresas de capital estrangeiro, citando especificamente que a Cofco é controlada pelo governo chinês e a Louis Dreyfus tem 45% de seu capital controlado pelo fundo soberano de Abu Dhabi (ADQ).

“A soberania, não bastasse também ser fundamento da República, é princípio que condiciona a livre iniciativa e que a coloca a serviço da garantia de uma existência digna e autônoma”, destaca a ação.

A associação pede que a Justiça determine a cessação imediata das práticas relacionadas à Moratória da Soja, reconheça sua inconstitucionalidade e condene as empresas ao pagamento de indenizações por danos materiais e morais coletivos. A ação cita como precedente o Tema 999 do STF, que estabelece o dever de indenizar proprietários que sofrem limitações por restrições ambientais.

A ação chega à Justiça um dia após o ministro do STF Flávio Dino ter reconsiderado parcialmente liminar anterior e restabelecido o artigo 2º da Lei Estadual 12.709/2024 de Mato Grosso, que impede a concessão de benefícios fiscais a empresas que exijam requisitos ambientais além dos previstos na legislação brasileira.

A Aprosoja-MT também mantém uma denúncia no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), protocolada em dezembro de 2024, acusando as empresas signatárias da Moratória da Soja de prática anticoncorrencial.

Na segunda-feira (28), o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, comemorou a decisão do STF e afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que a associação “não vai se cansar de lutar enquanto não acabarmos com a moratória”.

A tensão entre as partes se intensificou com a aproximação da implementação da legislação europeia de combate ao desmatamento (EUDR), que exige rastreabilidade de produtos agrícolas a partir de 31 de dezembro de 2020. A Aprosoja-MT estima que a moratória afeta cerca de 65 municípios e 2,7 milhões de hectares em Mato Grosso, com impacto econômico superior a R$ 20 bilhões.

As empresas citadas ainda não se manifestaram oficialmente sobre o processo. A Abiove, em resposta à decisão do STF sobre a lei estadual mato-grossense, divulgou nota na terça-feira (28) destacando que a decisão do ministro Flávio Dino “reconhece a legalidade da Moratória da Soja” e que o acordo “fortaleceu a credibilidade do Brasil no cumprimento de compromissos internacionais de proteção ambiental”.

O valor da causa foi fixado em R$ 100 mil, mas o montante final das indenizações pleiteadas será apurado em fase de liquidação, caso a ação seja julgada procedente. A petição inicial também solicita a inversão do ônus da prova e a dispensa do pagamento de custas processuais.



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vem geada por aí! Confira como será o clima no mês de maio



O mês de maio começou e as características típicas mais parecidas com o clima do inverno também devem aparecer durante o período. Segundo a Climatempo, maio de 2025 vai transcorrer com uma situação de neutralidade térmica no oceano Pacífico equatorial, na costa do Peru.

Isto significa que a temperatura na região central do Pacífico Equatorial estará próxima da normalidade. Portanto, será um mês onde não teremos a influência de fenômenos como El Niño e nem La Niña.

O aquecimento na costa do Sul e do Sudeste diminuiu nas últimas semanas, mas ainda está favorável a intensificação rápida de áreas de baixa pressão atmosférica e maior concentração de umidade marítima na faixa litorânea, após a passagem de frentes frias. Esta é uma condição que facilita a formação de áreas de chuva pelo litoral do Sul e do Sudeste.

Confira alguns destaques do clima esperados para maio de 2025 em cada região do Brasil



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Aquicultura alagoana cresce com inovação e sustentabilidade


A aquicultura no interior de Alagoas tem se expandido com apoio do Sebrae/AL, promovendo o cultivo de camarões e tilápias no Sertão e Agreste. 

Pequenos produtores estão apostando em novas tecnologias e na inclusão produtiva, trazendo mudanças significativas para a economia local.

Em municípios como Coité do Noia, Arapiraca, Igaci, Limoeiro de Anadia e Viçosa, a produção de camarão e tilápia em viveiros de água doce e salobra está ganhando destaque. 

A atividade, que antes era restrita ao litoral, agora se consolida como uma importante fonte de renda para essas comunidades.

Michel Silva Santos, natural de Coité do Noia, é um exemplo desse crescimento. Ele investiu no cultivo de camarões e tilápias e já produz 2.500 quilos por ciclo, utilizando tecnologia adaptada ao ambiente interno.

“Comecei com um viveiro de peixe e logo depois entrei na criação de camarão. Hoje vivo disso, graças a Deus”, conta Santos.

A engenheira de pesca Amarília, da Camal Soluções Aquícolas – empresa contratada pelo Sebrae Alagoas para prestar consultoria aos produtores – explica que o agreste tem grande potencial de crescimento.

“Mais de 90% dos produtores aqui são familiares. Eles cuidam de tudo: do viveiro, da alimentação, da comercialização. E com a assistência técnica adequada, o retorno é garantido”, afirma.

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Protagonismo feminino e inovação no campo

Além disso, a aquicultura também tem dado destaque ao protagonismo feminino. Clemilda Alves, por exemplo, gerencia dois viveiros de camarões sozinha há mais de cinco anos.

“Faço tudo: aplico probiótico, dou ração, troco a água e ainda sou responsável pela comercialização. Indico para outras mulheres, mas tem que ter coragem para a luta do dia a dia”, afirma com orgulho.

Esse movimento de inclusão tem fortalecido a economia local e trazido mais autonomia às famílias da região, especialmente entre as mulheres.

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Tilápias | Imagem: Reprodução/ Canal Rural

Parcerias impulsionam crescimento e sustentabilidade

O crescimento da aquicultura em Alagoas também é impulsionado por parcerias com instituições como Sebrae Alagoas, o Ministério da Pesca e Aquicultura e a FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Por meio do Projeto Inovação Organizacional e Tecnológica da Aquicultura de Pequena Escala no Norte e Nordeste do Brasil, 200 produtores de camarão e peixe estão sendo orientados em sete municípios para elaboração de planos de melhoria.

De 2018 a 2023, a produção de camarão em Alagoas aumentou de 435 toneladas para 1.600 toneladas, evidenciando o grande potencial de crescimento do setor. Além disso, a utilização de água salobra tem sido essencial para a produção em áreas afastadas do litoral.

Keylle Lima, diretor técnico do Sebrae Alagoas, destacou que o pequeno produtor rural é peça-chave para o desenvolvimento sustentável do estado.

“Se o tema é pequeno negócio, o pequeno produtor rural também não fica de fora. E nesta parceria, temos desenvolvido a piscicultura e a carcinicultura em nosso estado”, afirmou Lima.

Para ele, o projeto marca um novo momento para o setor.

“Aliás, Alagoas já significa terra de águas. Esse é um passo inicial e relevante para que a gente possa aproveitar melhor as potencialidades da nossa região, gerar mais renda e emprego e o Sebrae está preparado para atender o segmento e contribuir com seu desenvolvimento”, finalizou o diretor técnico do Sebrae/AL.



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AgroNewsPolítica & Agro

Óleo de soja sobe com expectativa por biocombustíveis



Queda do dólar pressiona coprodutos da soja no MT




Foto: Pixabay

A valorização do óleo de soja na Bolsa de Chicago foi destaque na última semana, impulsionada por fatores externos. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a cotação do produto registrou alta de 1,33%, encerrando o período com preço médio de US$ 48,39 por libra-peso.

De acordo com a análise divulgada pelo Imea na segunda-feira (28), “o avanço foi impulsionado pelas expectativas em torno do anúncio dos novos mandatos de RVO (Renewable Volume Obligations) dos Estados Unidos”. A medida poderá elevar a demanda por biocombustíveis, com uma meta projetada de 22,33 bilhões de galões de combustíveis renováveis em 2025.

Em sentido contrário, o mercado do farelo de soja apresentou queda. Em Chicago, a cotação do produto caiu 1,23% na comparação semanal, sendo negociada a US$ 299,21 por tonelada. No mercado de Mato Grosso, o recuo foi de 1,31%, com preço médio de R$ 1.718,21 por tonelada.

O óleo de soja também recuou no estado, acompanhando a tendência do farelo. Houve desvalorização de 0,87%, com o produto sendo negociado a R$ 5.909,00 por tonelada.

O Imea aponta que a movimentação cambial foi um fator determinante para esse cenário. “A desvalorização do dólar frente ao real foi o motivo da queda nas cotações dos coprodutos no estado ao longo da última semana”, informou o instituto.





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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de milho avança lentamente na Argentina



Condições das lavouras melhoram




Foto: Pixabay

 A colheita de milho da safra 2024/25 na Argentina registrou um avanço semanal de 1,70 ponto percentual, atingindo 29,70% da área total prevista para o ciclo até o dia 24 de abril. A informação é da Bolsa de Cereales, conforme análise semanal divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Segundo a Bolsa de Cereales, “esse menor incremento semanal se deve ao fato de a maior parte das áreas prontas já foi colhida, enquanto as demais regiões aguardam melhores condições para a continuidade dos trabalhos”.

Em relação às condições das lavouras, a Bolsa de Cereales aponta que 37,00% estão em situação boa ou excelente, 43,00% em condições normais e 20,00% consideradas ruins. Ao comparar com a safra anterior, a Bolsa destaca uma melhora significativa: “Quando comparadas às da safra passada, as condições nesta temporada estão melhores, pois, nesse mesmo período, eram: 17,00%, 43,00% e 40,00%, respectivamente”.

A Bolsa de Cereales também ressalta que “as áreas semeadas tardiamente seguem entregando rendimentos acima do esperado, apesar de um início de ciclo com dificuldades de chuvas em grande parte do centro e norte do país”.

Por fim, a estimativa de produção para a safra 2024/25 na Argentina permanece em 49,00 milhões de toneladas, de acordo com a Bolsa de Cereales.





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AgroNewsPolítica & Agro

Vazio forrageiro afeta produção de leite


A bovinocultura de leite enfrenta a fase final das pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul, caracterizada por maior teor de matéria seca e menor concentração proteica. No entanto, os animais mantêm escore corporal satisfatório devido à suplementação com ração concentrada, e práticas de monitoramento e controle sanitário, com foco no manejo de carrapatos, são realizadas, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a produção de leite segue em declínio em decorrência do vazio forrageiro de outono. A Emater/RS-Ascar informa que “em propriedades com forrageiras anuais de verão implantadas em fevereiro e pastagens perenes, ainda há alguma produção, mesmo diante da diminuição do fotoperíodo e das temperaturas”.

Em Caxias do Sul, “a qualidade do leite, tanto para contagem de células somáticas quanto para contagem padrão em placas, permanece dentro dos limites legais, sem registros de produtores excluídos pelas indústrias e laticínios”. Já na região de Erechim, “ocorrem nascimentos de bezerras e vacas em pré-parto, buscando coincidir o pico de lactação futura com o período de maior oferta de pastagens de inverno, que apresentam melhor qualidade bromatológica e contribuem para a redução dos custos de produção”.

A produção de leite diminuiu na região de Frederico Westphalen “em função da antecipação do vazio forrageiro e do impacto das altas temperaturas”. Por outro lado, a Emater/RS-Ascar registra um “leve aumento na produção de leite em relação à semana anterior” na região de Ijuí, “atribuído às temperaturas amenas, que favorecem a produtividade de animais confinados”.

Na região de Passo Fundo, “persiste a incidência de carrapatos e mosca do berne, exigindo controle em pontos estratégicos”, e houve registro de carbúnculo sintomático em uma propriedade. Em Pelotas, destaca-se “a preocupação em relação à alta infestação de ectoparasitas, como moscas e carrapatos, sendo indicados tratamentos preventivos para evitar enfermidades, como tristeza parasitária”.

Na região de Porto Alegre, “são adquiridos insumos para implantação das pastagens de inverno e para o manejo sanitário voltado especialmente ao controle de carrapatos”. Em Santa Rosa, “as vacas têm consumido menos pastagem e aumentado a ingestão de ração e de alimentos conservados, elevando o custo de produção”, com a produtividade permanecendo em queda. Por fim, na região de Soledade, “embora o crescimento das pastagens perenes esteja reduzido, a oferta de forragem ao rebanho bovino segue satisfatória”.





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EPI’s agrícolas ganham avanços tecnológicos



Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas se submetem a avaliações



Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações
Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações – Foto: Divulgação

A segurança dos trabalhadores rurais durante a Aplicação de agrotóxicos tem evoluído significativamente com o avanço dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) agrícolas. Segundo o pesquisador Hamilton Ramos, do Instituto Agronômico (IAC) e diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA), esses equipamentos têm incorporado novas tecnologias que elevam sua eficácia.

No Brasil, Ramos coordena há 17 anos o programa IAC-Quepia, parceria público-privada que promove testes de qualidade em EPI agrícolas. Nesse contexto, ele afirma que o esforço reduziu drasticamente a taxa de reprovação desses produtos, que caiu de 80% em 2010 para menos de 20% atualmente. O laboratório do programa, sediado em Jundiaí (SP), é o único da América Latina com capacidade para realizar ensaios de conformidade internacionalmente reconhecidos.

Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações de qualidade a cada 20 meses, além de manter os testes completos a cada cinco anos. Aqueles que obtêm aprovação no IAC-Quepia recebem o Selo IAC de Qualidade, um importante aval para o setor.

Além de liderar iniciativas no Brasil, Ramos participa de um consórcio internacional com oito países, incluindo EUA e Alemanha, e colabora na atualização de normas ISO específicas para vestimentas e luvas protetivas na agricultura. “O trabalhador rural brasileiro está cada vez mais seguro e não sabe”, comenta. “Entretanto, a exigência pelo ensaio completo de certificação de qualidade a cada cinco anos continua a valer”, explica o pesquisador.





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AgroNewsPolítica & Agro

Sintomas da mancha de phoma no cafezal



Doença causa desfolha e seca de ramos do café


Foto: Divulgação

A mancha de phoma, também conhecida como requeima, é uma doença causada por fungos do gênero Phoma que pode comprometer a produtividade do cafezal. O alerta é do engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em uma publicação no Blog da Aegro.

Baptistella explica que as espécies de maior relevância para a cultura do café são a Phoma tarda e a Phoma costarricensis. A doença apresenta maior incidência em regiões com “ventos fortes e altitude elevada (acima de 1000 m), alta umidade e temperaturas próximas a 20 ºC”. O engenheiro agrônomo ressalta que “o florescimento do cafezal é o período mais suscetível para a ocorrência da doença”.

Os sintomas da mancha de phoma são visíveis em toda a parte aérea da planta, manifestando-se inicialmente nas folhas mais novas. Segundo Baptistella, a doença causa “desfolha da planta e seca dos ramos”. Além disso, provoca “deformações e lesões necróticas nas folhas, flores e frutos”, podendo levar à “morte de brotações novas, botões florais e a mumificação dos chumbinhos”, o que impacta diretamente a produtividade.

O controle da mancha de phoma, conforme a publicação, envolve a adoção de práticas culturais e o controle químico. Baptistella sugere algumas medidas para o manejo da doença no cafeeiro, incluindo o “uso de mudas certificadas”, “maior espaçamento de plantio”, “adubação balanceada” e a “instalação de quebra-ventos”.





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