
O mercado brasileiro de soja registrou preços fracos, de estáveis a mais baixos, mais uma vez nesta quinta-feira (12).
Em dia de atenções para o relatório de oferta e demanda de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado teve negócios arrastados, com a soja caindo em Chicago, o dólar neutro e os prêmios estáveis.
Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, a indústria recuou um pouco nas ofertas e houve fraca demanda.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em leve baixa, revertendo os ganhos iniciais.
De acordo com Silveira, mesmo sem grandes novidades, o mercado sentiu certa pressão vinda do relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os estoques globais acima do esperado adicionaram pressão fundamental aos preços. O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,340 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 118,11 milhões de toneladas.
A produtividade foi indicada em 52,5 bushels por acre. Não houve alterações na comparação com o relatório passado. O mercado esperava uma produção de 4,388 bilhões ou 119,4 milhões.
Os estoques finais estão projetados em 295 milhões de bushels ou 8,03 milhões de toneladas, também sem mudanças. O mercado apostava em carryover de 302 milhões de bushels ou 8,22 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,490 bilhões de bushels e exportações de 1,815 bilhão, repetindo as projeções de maio.
O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 426,82 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 420,78 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 125,3 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 124,6 milhões de toneladas.
Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 124,2 milhões de toneladas, contra expectativa de 123,1 milhões de toneladas.
O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas – o mercado esperava 169,2 milhões. A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas.
Para 2024/25, o número foi mantido em 49 milhões, enquanto o mercado esperava 49 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,78% a US$ 10,42 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,27 1/4 por bushel, perda de 2,00 centavos ou 0,19%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,30, ou 0,10%, a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 47,61 centavos de dólar, com perda de 0,41 centavo ou 0,85%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,5425 para venda e a R$ 5,5405 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5243 e a máxima de R$ 5,5588.

O mercado físico do boi gordo registrou negócios acima das referências médias nesta quinta-feira (12).
Segundo o analista de Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate, entre cinco e seis dias úteis na média nacional.
“Animais jovens ainda são o grande gargalo neste momento. Já as exportações permanecem em alto nível, com o país caminhando a passos largos para um recorde na atual temporada”, disse.
O mercado atacadista teve preços acomodados para a carne bovina ao longo do dia. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor apelo à alta dos preços na próxima semana, em linha com o arrefecimento do consumo durante a segunda quinzena do mês, período de menor apelo ao consumo.
“Destacando que em 2025 há uma preferência da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, disse Iglesias.
O quarto traseiro do boi segue no patamar de R$ 24,50 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 18,50, por quilo.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,5425 para venda e a R$ 5,5405 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5243 e a máxima de R$ 5,5588.
O governo federal publicou nesta quinta-feira (12) o Decreto nº 12.502/2025, que regulamenta o processo administrativo de fiscalização agropecuária no Brasil. A nova norma detalha a aplicação da Lei nº 14.515/2022, conhecida como a Lei do Autocontrole, e estabelece um rito único para apuração e julgamento de infrações em todas as áreas da fiscalização agropecuária, incluindo sanidade vegetal, sanidade animal, controle de insumos e fiscalização de produtos.
A medida visa proporcionar “mais clareza, agilidade e segurança jurídica” às ações de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atendendo a uma demanda do setor agropecuário por maior simplicidade, previsibilidade e justiça regulatória.
Entre os avanços, destaca-se a criação da Comissão Especial de Recursos de Defesa Agropecuária. Esta instância colegiada de terceira e última instância administrativa será composta por representantes do Mapa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A comissão terá a missão de “assegurar decisões técnicas, imparciais e fundamentadas”.
O decreto também autoriza a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permitirá a conversão de penalidades mais severas, como suspensão ou cassação de registros, em multas. Essa conversão ocorrerá mediante acordo entre o infrator e a Administração Pública, em casos nos quais o autuado demonstre boa-fé e disposição para corrigir a irregularidade, sem comprometer o rigor da legislação sanitária e regulatória.
O novo modelo oferece ainda incentivos para regularização voluntária, como parcelamento e desconto de multas, e garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, com prazos definidos para apresentação de recursos.
A implementação da medida não gerará novos custos ao governo, sendo executada com os recursos já disponíveis no orçamento do Mapa. A padronização e a digitalização dos procedimentos “devem proporcionar ganhos de eficiência, melhor aproveitamento da estrutura administrativa existente maior celeridade na tramitação dos processos”.
Entre esta sexta-feira (13) e segunda (16), acumulados de chuva que devem variar entre 40 mm e 80 mm, chegando a 100 mm em áreas pontuais, deve atingir os três estados da Região Sul do Brasil.
De acordo com a Climatempo, a instabilidade tem início com a formação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai. Assim, durante o sábado, ganha consistência no oceano e ganha força no Sul do Brasil, originando uma frente fria que deve ser caracterizada como ciclone extratropical.


Conforme o mapa de chuva acima, a região oeste, as Missões, o centro e o nororoeste do Rio Grande do Sul (áreas em laranja mais escuro) podem receber chuva de até 100 mm. Mesma condição para o oeste do Paraná e de Mato Grosso do Sul. Este último, aliás, pode experimentar volumes próximos a 120 mm.
Já em Santa Catarina e nas demais áreas gaúcha e paranaense, a expectativa é de precipitações entre 40 mm e 80 mm.


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul coloca as seguintes áreas em situação de alerta para chuva pontualmente forte, acompanhadas de temporais isolados, raios e rajadas de vento:
Além disso, o órgão também classifica estado de atenção para chuva moderada e pontualmente forte, com descargas elétricas e rajadas de vento na Campanha, Sul, Sudeste e RMPOA (cidades como São Gabriel, Canguçu, Pelotas, Encruzilhada do Sul, Camaquã e Porto Alegre).
A Defesa Civil traça o seguinte cronograma de instabilidades:

Foi publicado nesta quinta-feira (12) o Decreto nº 12.502/2025, que regulamenta o processo administrativo de fiscalização agropecuária no Brasil.
A norma detalha a aplicação da Lei nº 14.515/2022, conhecida como a Lei do Autocontrole, e institui um rito único para procedimento de apuração e julgamento de infrações, aplicável a todas as áreas da fiscalização agropecuária, como sanidade vegetal, sanidade animal, controle de insumos e fiscalização de produtos.
Com isso, o objetivo é que a medida dê mais clareza, agilidade e segurança jurídica às ações de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atendendo a uma demanda histórica do setor agropecuário por mais simplicidade, previsibilidade e justiça regulatória.
Outro avanço é a criação da Comissão Especial de Recursos de Defesa Agropecuária, uma instância colegiada de terceira e última instância administrativa.
Composta por representantes do Mapa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a comissão terá a missão de assegurar decisões técnicas, imparciais e fundamentadas.
O decreto também autoriza a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permitirá converter penalidades mais severas – como a suspensão ou cassação de registros – em multas, mediante acordo entre o infrator e a Administração Pública.
De acordo com o Mapa, essa ferramenta será utilizada em casos em que o autuado demonstre boa-fé e disposição para corrigir a irregularidade, sem comprometer o rigor da legislação sanitária e regulatória.
“Além disso, o novo modelo oferece incentivos para regularização voluntária, como parcelamento e desconto de multas, e garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, com prazos definidos para apresentação de recursos”, diz a pasta, em nota.
A medida não gera novos custos ao governo, sendo executada com os recursos já disponíveis no orçamento do Mapa.
De acordo com o ministro da pasta, Carlo Fávaro, a nova regulamentação representa um avanço significativo para o setor agropecuário. “Ao unificar regras e procedimentos, fortalecemos a atuação fiscal do Mapa, atendemos a uma demanda histórica do setor e reafirmamos o compromisso do governo com um agro moderno, competitivo e em conformidade com as exigências sanitárias do Brasil e do mercado internacional”, destacou.
A padronização e a digitalização dos procedimentos devem proporcionar ganhos de eficiência, melhor aproveitamento da estrutura administrativa existente e maior celeridade na tramitação dos processos.
Medidas de controle contra mofo-branco no algodão

Foto: Canva
O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, tem sido observado com frequência crescente em lavouras de algodão, especialmente em áreas irrigadas que seguiram o plantio de soja e feijão. A informação é da engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em artigo no Blog da Aegro.
O fungo pode afetar folhas, hastes e maças do algodoeiro. Inicialmente, as plantas apresentam “lesões com aspecto encharcado na parte aérea”. Com o avanço da doença, surge um sintoma “bastante característico: crescimento do fungo com aspecto cotonoso (coloração branca)”. Os tecidos atacados tendem a apodrecer, e a infecção prevalece na região baixeira da planta. Após um período, ocorre a formação de escleródios, que são estruturas de resistência do fungo.
Condições de temperatura amena e alta umidade favorecem o desenvolvimento do mofo-branco. Além disso, plantios adensados podem contribuir para a formação de um microclima propício ao fungo.
Para o manejo do mofo-branco no algodoeiro, a especialista indica a utilização de sementes sadias e o uso de variedades com porte mais ereto, o que desfavorece a formação de um microclima favorável ao fungo. A aplicação de fungicidas e a rotação de culturas com espécies não hospedeiras também são medidas recomendadas para o controle da doença.

O Grupo Scala, fabricante de queijos, anunciou, em nota, a aquisição do Laticínio Deale, com sede em Almirante Tamandaré do Sul (RS).
A empresa gaúcha tem 14 anos de atuação e possui duas plantas fabris – em Almirante Tamandaré e Aratiba – além de um posto de resfriamento em Catuípe, localizado em uma das principais regiões leiteiras do Brasil. Segundo o Grupo Scala, a aquisição está alinhada à estratégia de crescimento planejado da empresa.
“Acreditamos no Brasil, na força do agronegócio e na relevância da atividade leiteira como vetor de desenvolvimento. Este movimento representa mais um passo em nossa missão de produzir alimentos com qualidade”, disse, na nota, o diretor-executivo do Grupo Scala, Marcel Cerchi.
Os empregos e parcerias já existentes na Deale serão mantidos, e há planos para novos investimentos com foco na ampliação da capacidade produtiva, de acordo com a nota do Grupo Scala, que atua nos segmentos de lácteos e nutrição animal.
O negócio ainda será submetido à análise e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme determina a legislação.

A colheita da soja no Brasil está praticamente concluída. Segundo o boletim de progresso de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o último domingo (8), 99,9% da área plantada na safra 2024/25 já havia sido colhida. O ritmo segue em linha com o desempenho da safra passada e com a média dos últimos cinco anos.
O levantamento aponta que apenas dois estados ainda não finalizaram os trabalhos: Santa Catarina, com 99,6% da área colhida, e Maranhão, com 98%. Nos demais dez estados produtores, os trabalhos já foram encerrados, muitos deles, inclusive, já entraram no período de vazio sanitário, que visa ao controle de pragas como a ferrugem asiática.
Enquanto a soja se despede dos campos, a colheita do milho de inverno (safrinha) 2024/25 avança em ritmo mais lento. Até domingo, apenas 2% da área havia sido colhida, avanço de 1,2 ponto porcentual em relação à semana anterior, mas com atraso de 5,5 pontos na comparação com o mesmo período da safra passada. A média dos últimos cinco anos indica que 4% da área já estaria colhida nesta época, o que mostra um atraso de dois pontos percentuais.
O Maranhão lidera a colheita do cereal, com 6% da área ceifada, seguido por Paraná (3%) e Mato Grosso (2,5%), maior produtor nacional.
Já o milho verão 2024/25 está mais avançado: 90,6% da área colhida, com ligeiro ganho sobre a semana anterior e também à frente da safra 2023/24, que estava em 88,1% no mesmo período.

A movimentação nos portos brasileiros foi recorde, tanto no mês de abril como no acumulado do ano. Com isso já são dois meses consecutivos de melhores resultados na série histórica, segundo os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Na comparação entre a movimentação portuária registrada em abril de 2025 com o mesmo mês de 2024, o crescimento ficou em 1,12%. Foram, ao todo, 107,6 milhões de toneladas de cargas.
No acumulado do ano, de janeiro a abril, a movimentação alcançou 412 milhões de toneladas. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, este foi o melhor abril da série histórica. “E pelo segundo mês consecutivo, estamos batendo recorde de movimentação de cargas”, destacou o ministro Silvio Costa Filho, em nota divulgada pela pasta.
De acordo com os dados estatísticos, a navegação por longo curso, que inclui exportação e importação, registrou crescimento de 1,71% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram 76,6 milhões de toneladas de cargas.
Já na cabotagem, que é a navegação entre portos do país, a movimentação chegou a 23,3 milhões de toneladas.
A navegação interna, que abrange as vias navegáveis do interior do Brasil (rios, lagoas, lagos, canais, enseadas) movimentou 7,6 milhões de toneladas.
Nas instalações portuárias privadas (terminais autorizados) o crescimento em abril ficou em 4%, na comparação com abril de 2024 – resultado que corresponde a 69,8 milhões de toneladas.
Nos portos públicos, a movimentação registrada no mesmo mês ficou em 37,8 milhões de toneladas.
Tendo como base o tipo de produtos, graneis sólidos apresentaram alta de 2,27%, movimentando 65,1 milhões de toneladas. Já o crescimento da movimentação de granéis líquidos ficou em 1,94% (25,7 milhões toneladas de cargas).