quinta-feira, maio 21, 2026

Autor: Redação

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estratégias integradas são chave para controle eficaz da planta daninha


A presença do caruru (Amaranthus spp.) nas lavouras de soja brasileiras tem se consolidado como um dos maiores desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. Com alto potencial competitivo, rápida capacidade de disseminação e resistência crescente a diversos mecanismos de ação de herbicidas, a planta daninha pode causar perdas superiores a 50% na produtividade se não for controlada de forma adequada.

O controle efetivo do caruru exige a adoção de um manejo integrado, que envolva práticas preventivas, culturais, mecânicas e químicas. Essa abordagem é fundamental para reduzir a pressão de seleção por resistência e manter a sustentabilidade da produção agrícola.

Rotação de culturas e plantas de cobertura no combate ao caruru

A rotação de culturas é uma das estratégias mais eficazes no controle do caruru. A alternância da soja com culturas como milho, trigo ou pastagens interrompe o ciclo de vida da planta daninha, reduzindo sua presença no solo. Além disso, o uso de plantas de cobertura, como o azevém durante o inverno, promove o sombreamento do solo e inibe a emergência de novas plantas.

O plantio consorciado, como milho com braquiária, e a antecipação da semeadura para períodos com menor emergência do caruru também são práticas que complementam o controle cultural da espécie.

Herbicidas: uso criterioso e atenção à resistência

O controle químico ainda é uma das principais ferramentas no manejo do caruru, sendo recomendado o uso combinado de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes. O sucesso da aplicação depende do estádio de desenvolvimento da planta daninha — com maior eficácia em aplicações realizadas entre 2 e 4 folhas.

Entretanto, o uso contínuo de ingredientes ativos com o mesmo mecanismo de ação tem levado ao surgimento de populações resistentes. No Brasil, já há registro de resistência ao glifosato, inibidores da ALS, Protox e Fotossistema II em diferentes espécies de caruru. Por isso, a rotação e associação de mecanismos de ação são práticas indispensáveis para prolongar a vida útil dos herbicidas disponíveis no mercado.

Boas práticas agrícolas complementam o controle

Além do manejo químico e cultural, práticas como a limpeza de máquinas e implementos agrícolas são essenciais para evitar a introdução e disseminação de sementes de caruru entre talhões e propriedades. A utilização de sementes certificadas, a eliminação de plantas sobreviventes e o cuidado com a entrada de animais em áreas produtivas também integram o conjunto de medidas preventivas.

Manejo antecipado é fundamental para conter o avanço

A estratégia mais eficaz contra o caruru começa antes mesmo do plantio. A adoção de herbicidas residuais, associada a boas práticas agrícolas e culturais, oferece um controle mais duradouro e reduz a emergência de novas plantas durante o ciclo da cultura.

 





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Prestação de serviço em pulverização localizada gera oportunidade para pequenos produtores



Smart Sensing diversifica modelo de negócios para atingir outros públicos


Foto: Divulgação

A Smart Sensing, que comercializa no Brasi a tecnologia WEED-IT, de sensores que detectam as plantas daninhas e acionam válvulas para aplicação localizada de herbicidas, está ampliando a prestação de serviço para viabilizar também aos pequenos produtores uma pulverização de precisão e baixo custo. Somente com essa nova modalidade de negócios, a empresa espera faturar R$ 5 milhões ao ano.

A prestação de serviço atualmente conta com quatro máquinas em operação, duas em Mato Grosso, uma em Goiás e outra na Bahia. Segundo Marcos Ferraz, diretor comercial da Smart Sensing, o movimento de “servitização” da agricultura, onde ao invés de simplesmente vender os insumos as empresas oferecem o controle e a estratégia de manejo completa, está crescendo. “Dessa forma, o cliente ganha ao pagar pelo resultado e não pelo produto e ainda conta com profissionais mais capacitados, garantia de eficiência, menor investimento inicial, sendo que o próprio benefício gerado paga o investimento.”

Os clientes que utilizam a prestação de serviço para aplicação localizada de herbicidas com a tecnologia WEED-IT tiveram até abril deste ano uma economia média de R$115,40 por hectare ou 63,7% em relação à pulverização convencional.

Essa modalidade serve também para aumentar as vendas do sistema, a taxa de conversão para compra dos equipamentos, que atualmente é o foco principal da empresa, naqueles clientes que fizeram o serviço é de aproximadamente 50%. “Isso mostra a satisfação relacionada aos resultados obtidos. A prestação de serviços acaba funcionado como mais uma ferramenta de divulgação, mas o número de clientes a ser atendido neste modelo tende a aumentar conforme conseguimos ampliar nossa frota disponível, além da realização de parcerias com empresas locais. O serviço é muito mais fácil de vender já que o cliente não precisa desembolsar um valor alto e a própria economia gerada muitas vezes já paga o valor do serviço. Além de eliminar a desconfiança, pois ele só paga a partir da comprovação do resultado”, explica Ferraz.





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Bioestímulo e controle de pragas e doenças em maçã e uva são temas do Seminário Nacional de Fruticultura


Um dos principais encontros técnicos e científicos do setor frutícola, o Seminário Nacional de Fruticultura (Senafrut) terá sua 16ª edição entre os dias 10 e 12 de junho, na catarinense São Joaquim. O evento reúne produtores, consultores, pesquisadores e fornecedores de tecnologias. Na ocasião, a companhia Sipcam Nichino Brasil, com histórico de forte presença no mercado brasileiro de agroquímicos para HF, apresenta um portfólio robusto voltado à nutrição e ao controle de pragas e doenças das culturas de maçã e uva.

Recentemente, a Sipcam Nichino introduziu no país uma plataforma de bioestimulantes, formada pelas soluções Abyss®, Blackjak®, Nutex® Premium e Stilo® Verde. Para a companhia, o ‘bioestímulo’ entrega aumento significativo em produtividade e sanidade da maçã e da uva.

“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas, resultante de alterações em processos fisiológicos, como por exemplo maior capacidade fotossintética”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo, da área de desenvolvimento de mercado. “O uso correto dessas tecnologias de última geração traz melhor desenvolvimento vegetativo e reprodutivo às culturas de maçã e uva, com plantas e frutos mais sadios e produtivos, mesmo diante de entraves climáticos aos sistemas de produção.”

O controle de pragas e doenças também terá espaço destacado pela Sipcam Nichino no Senafrut. A companhia difundirá informações sobre resultados entregues aos produtores pelos fungicidas Academic®, Dodex®, Metiltiofan® e Zetanil® e o inseticida Trebon®.

De acordo com Freitas, as culturas de maçã e uva são estratégicas para o negócio da Sipcam Nichino Brasil. “A fruticultura da região Sul do país tem sido alvo de investimentos da companhia em pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas. O objetivo é auxiliar o produtor a enfrentar desafios fitossanitários e climáticos, assim produzir mais e melhor”, conclui José de Freitas.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.





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Produção brasileira de carnes deve alcançar 31,5 milhões de toneladas


A produção brasileira de carnes bovina, suína e de frango deve alcançar 31,57 milhões de toneladas em 2025, mantendo-se no mesmo nível recorde de 2024, de acordo com a atualização do quadro de suprimentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta sexta-feira (13).

O desempenho é puxado, principalmente, pelos avanços nas produções da proteína suína e de frango. No caso da proveniente do porco, a expectativa é de novo recorde: 5,56 milhões de toneladas, alta de 4,4% em relação ao ano anterior.

De acordo com o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da entidade, Gabriel Rabello, o crescimento está ligado à diversificação de cortes para o mercado interno e à abertura de novas oportunidades no exterior. Com isso, as exportações do setor devem atingir 1,45 milhão de toneladas, um avanço de 9,7%.

Menor dependência da China

A participação da China nos embarques de proteínas animais brasileiras, que representava 51% das vendas internacionais em 2020, caiu para 16% em 2025.

Já as Filipinas ganharam destaque e hoje absorvem cerca de 20% das vendas externas. Mesmo com o aumento das exportações, a oferta interna deve crescer 2,6%, chegando a 4,13 milhões de toneladas.

De acordo com o documento da Conab, a produção de carne de frango também deve bater recorde neste ano, com 15,48 milhões de toneladas, crescimento de 1,5%.

A disponibilidade no mercado interno deve subir 2,2%, somando 10,33 milhões de toneladas. As exportações, no entanto, tendem a se manter estáveis, em 5,13 milhões de toneladas.

Rabello destaca que o ritmo de embarques foi afetado recentemente pelo caso de gripe aviária registrado em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. Em resposta, o Ministério da Agricultura acionou o Plano de Contingência para conter e erradicar o foco da doença, preservando a capacidade produtiva do setor e a segurança alimentar.

“Com o controle da doença e a garantia da sanidade animal, os embarques devem se normalizar”, afirma o gerente.

Carne bovina

A produção de carne bovina deve apresentar leve recuo, chegando a 10,52 milhões de toneladas, reflexo da inversão do ciclo pecuário, com retenção de matrizes e menor abate de fêmeas.

De acordo com Rabello, ainda assim, será a segunda maior produção já registrada na série histórica da Conab. Enquanto isso, a oferta interna deve recuar para 6,58 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem em alta, podendo atingir 4 milhões de toneladas.

A China continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira, com 41% de participação. Os Estados Unidos também ampliaram sua presença, passando de 8% em 2024 para 13% neste ano. De janeiro a abril de 2025, o volume exportado para os EUA cresceu 56% na comparação anual.

Produção de ovos

Ovos
Granja de ovos em Cascavel.

A produção de ovos para consumo também deve atingir um novo recorde em 2025, estimada em 48,5 bilhões de unidades, segundo a Conab.

O volume representa alta de 5,4% frente ao ano anterior e reforça o abastecimento do mercado interno.



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Brasil vive dia de ‘euforia’ com preços de soja em alta e registros de negociações com o grão



A sexta-feira (13) foi marcada por avanço nas cotações de soja no Brasil, impulsionado pela disparada do óleo na Bolsa de Chicago. O mercado doméstico registrou um volume expressivo de comercializações, com destaque para a alta nos preços em diversas praças do país.

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De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o movimento foi intenso ao longo do dia. Pelos relatos de mercado, o volume negociado pode ter chegado a 500 mil toneladas só nesta sexta. Ao longo da semana, estima-se que entre 700 e 900 mil toneladas tenham sido movimentadas.

Confira os preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 133,50 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 116,00 para R$ 118,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 117,00 para R$ 120,00

Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta, apoiados na valorização do petróleo e nas propostas de elevação dos mandatos de biocombustíveis nos Estados Unidos. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) sugeriu aumentos significativos na mistura obrigatória de diesel à base de biomassa até 2027, o que disparou os contratos do óleo de soja e arrastou os do grão junto.

O analista Gabriel Viana, também da Safras & Mercado, explica que mesmo sem mudanças previstas para os mandatos de 2025, o salto nas metas futuras é expressivo e deve seguir dando sustentação às cotações nos próximos dias.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja em grão com entrega em julho subiram 27,50 centavos de dólar, ou 2,63%, fechando a US$ 10,69 ¾ por bushel. A posição novembro avançou para US$ 10,54 ¾, alta de 2,67%.

No mercado de subprodutos, o farelo para julho recuou 0,88%, a US$ 291,90 por tonelada. Já o óleo fechou com valorização de 6,30%, cotado a 50,61 centavos de dólar por libra-peso.

O dólar comercial terminou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,03%, vendido a R$ 5,5408. Na semana, a moeda acumulou desvalorização de 0,51%.



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veja como os preços da arroba encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo volta a apresentar elevação dos preços no decorrer da sexta-feira (13).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por novos reajustes no curto prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate (entre cinco e sete dias úteis na média nacional).

“A oferta de animais apresenta diminuição após as boas chuvas no Centro-Norte do país durante a primeira quinzena de junho, melhorando as condições das pastagens. Outro aspecto a ser mencionado é que as exportações permanecem em ótimo nível no decorrer do ano, sendo o grande fator de demanda”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 322,25 — ontem: R$ 319,92
  • Goiás: R$ 304,29 — na quinta: R$ 303,39
  • Minas Gerais: R$ 311,76 — anteriormente: R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,64 — ontem: R$ 318,18
  • Mato Grosso: R$ 316,96 — na quinta: R$ 315,47

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, a expectativa é de menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

É importante destacar que proteínas mais acessíveis ainda contam com a preferência da população no decorrer do ano, consequência do baixo poder de compra.”

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,50 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo e a ponta de agulha permanece no patamar de R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,5408 para venda e a R$ 5,5388 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5302 e a máxima de R$ 5,5937. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,51%.



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JBS estreia na Bolsa de New York com alta de 1,61%



Logo na estreia da JBS na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (13), as ações da companhia fecharam em alta de 1,61%, cotadas a US$ 13,87 (R$ 76,84).

A empresa passou a ser negociada na New York Stock Exchange (NYSE) sob o código JBS. A companhia fará o pagamento dos dividendos em 17 de junho.

“Estar na NYSE nos posiciona mais próximos dos grandes centros de investimento globais, fortalecendo nossa capacidade de executar nossa estratégia de crescimento, inovação e de entrega de valor aos nossos acionistas, colaboradores e comunidades”, afirmou em comunicado o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

Agora, com a listagem em Nova York, o frigorífico da família Batista, que iniciou as atividades em 1953, quando seu fundador, José Batista Sobrinho, iniciou as operações em uma pequena planta com capacidade de processamento de cinco cabeças de gado por dia, visa aumentar a captação de capital, acessando a maior Bolsa de Valores do mundo.

Além disso, os Estados Unidos seguem como um importante mercado para a empresa. Vale lembrar que no final de maio deste ano, foi anunciado o plano de investimento de US$ 135 milhões para a construção de uma moderna fábrica de produção de salsichas na cidade de Perry, no estado norte-americano de Iowa.

O conglomerado JBS conta, atualmente, com mais de 250 fábricas, produção em 17 países, empregando 280 mil pessoas (no Brasil, são 158 mil). Seus produtos são comercializados em mais de 180 países.



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Protestos no RS completam um mês em busca de prorrogação de dívidas



Há exatamente um mês, máquinas agrícolas posicionadas na beira de importantes rodovias do Rio Grande do Sul estampam cartezas pedindo apoio ao setor, vítima de estiagens e enchentes que trouxeram sucessivas quebras de safra.

Os cartazes, em sua maioria, pedem o andamento do Projeto de Lei 320/25, o PL da Securitização, que prorroga as dívidas dos produtores rurais por um prazo de 20 anos e oferece melhores condições de pagamento.

O agricultor Renato Birai da Silva conta que, por conta das dificuldades enfrentadas, já não tem mais esperanças em ter “sangue novo” na área. “A gente não tem incentivo nenhum de trabalhar hoje na agricultura com a dificuldade que a gente tem. Quando eu e o meu guri começamos, ele estava incentivado a trabalhar na agricultura, mas hoje ele quer vir embora para a cidade. Ele está me incentivando a vender as máquinas para a gente parar de trabalhar.”

Sem as prorrogações das dívidas, muitos produtores estão sem poder de investimento. Assim, com o CPF bloqueado nos bancos, não conseguem ter acesso a novos créditos para plantar a safra de inverno e a de verão que vem na sequência.

No fim de maio, a Resolução 5220, do Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o adiamento das dívidas vencidas em 2025 por até três anos, mas a medida não agradou o setor.

“O banco poderia renegociar dívidas dos agricultores respeitando o limite de 8% da sua carteira agrícola, ou seja, a cada R$ 100.000 emprestados, apenas R$ 8 mil poderiam ser renegociados. Esses limites foram aumentados especificamente para esse ano e para o estado do Rio Grande do Sul, chegando até 23% da carteira agrícola da instituição. Esse apontamento, portanto, é o único item específico para a agricultura gaúcha”, destaca o advogado especialista em agronegócio Francisco Torma.

Diante disso, tratoraços continuam sendo feitos em diversas regiões do estado na intenção de explicar para a população urbana a importância do agro seguir plantando e gerando renda. Afinal, grande parte das cidades gaúchas tem o setor primário como base da economia.

Atualmente, o projeto de securitização está nas comissões do Senado. Se não houver andamento, entidades do agro apontam para uma diminuição severa na área plantada no estado na safra 2025/26.



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Inmet prevê chuvas intensas no Norte e frio extremo no Sul


A previsão do tempo para a semana de 9 a 16 de junho indica um cenário climático contrastante no Brasil, com destaque para chuvas volumosas na Região Norte e queda acentuada nas temperaturas no centro-sul do país. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os acumulados de chuva podem ultrapassar os 60 mm em estados como Amazonas, Roraima, Amapá e noroeste do Pará.

O boletim meteorológico aponta que, além do Norte, há previsão de chuvas entre 20 e 40 mm em áreas do leste do Nordeste, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, no sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e também no Rio Grande do Sul. Essas chuvas, no entanto, devem ser mais isoladas, com destaque para áreas específicas, segundo o Inmet.

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Na Região Nordeste, o tempo deve permanecer predominantemente seco no interior. As exceções ficam para áreas litorâneas da Bahia, Sergipe e Alagoas, onde os volumes podem ultrapassar os 20 mm. Já no interior nordestino, a tendência é de tempo aberto, com poucas chances de precipitação significativa.

As regiões Sudeste e Centro-Oeste também terão influência de instabilidades pontuais. A previsão indica chuvas em áreas do sul de Goiás, leste e sul de Mato Grosso do Sul, norte e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e no estado do Rio de Janeiro. Nesses locais, os volumes podem superar os 20 mm, especialmente no início da semana.

O destaque na Região Sul será a queda nas temperaturas. A chegada de uma massa de ar frio provocará declínio acentuado nos termômetros. Conforme o Inmet, as mínimas devem se aproximar de 0°C em áreas do Sul, com possibilidade de formação de geadas, especialmente em regiões serranas e de maior altitude.

O restante da Região Sul terá tempo mais estável até o fim da semana, com chuvas isoladas apenas no leste de Santa Catarina e do Paraná. A combinação de frio intenso e baixa umidade aumenta o risco de impactos na agricultura, o que exige atenção redobrada dos produtores rurais quanto às condições meteorológicas e medidas de proteção às lavouras sensíveis ao frio.





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