quarta-feira, maio 20, 2026

Autor: Redação

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o novo Egito é aqui


Na Bíblia, as sete pragas do Egito foram um castigo divino. No Brasil de hoje, as sete pragas do agro são resultado de decisões políticas desastrosas — mas com impacto quase tão trágico quanto.

Troque o faraó por Brasília, e as consequências continuam sendo sentidas por milhões de produtores. Abaixo, a comparação — não tão fictícia assim — entre o que o Egito sofreu e o que o campo brasileiro enfrenta.

1. A água virou sangue — aqui, virou juro
No Egito, o Nilo ficou inservível. No Brasil, o crédito secou. A água vital para o agronegócio chama-se financiamento — e essa virou um veneno com os juros nas alturas. Enquanto o produtor precisa plantar hoje para colher amanhã, o governo faz de tudo para tornar esse amanhã inviável com taxas que drenam qualquer lucro possível.

2. As rãs invadiram tudo — aqui, é a burocracia que salta de todo canto
No Egito, rãs pulavam até na cama do faraó. No Brasil, o produtor é soterrado por uma papelada que só cresce. CAF, CAR, SIF, DAP, QR Code na nota fiscal, cadastro ambiental e uma sopa de letrinhas que parece feita para engolir o tempo de quem deveria estar no campo, não no cartório.

3. Piolhos — hoje, são os impostos que grudam e não largam
Não adianta lavar, reclamar ou raspar. No Egito, era infestação. No Brasil, é carga tributária. O agro paga, paga e paga — mas quando precisa de infraestrutura, seguro ou apoio, ouve que “o país tem outras prioridades”.

4. Moscas — aqui, são os cortes no seguro rural e no Proagro
As moscas no Egito incomodavam, sujaram, tiravam a paz. Aqui, a praga vem em forma de canetaço. O produtor planta com risco climático altíssimo, mas vê o seguro rural e o Proagro levarem tesourada todo ano. “Estamos contingenciando”, dizem em Brasília, enquanto o produtor reza por falta de chuva ou por excesso, veja o Rio Grande do Sul .

5. Peste nos animais — no Brasil, é falta de logística para escoar produção
No Egito, o rebanho morreu. Aqui, o boi engorda, mas não tem estrada. A soja fica no silo esperando um caminhão que atola. A cana apodrece sem escoamento. A peste moderna se chama infraestrutura precária, e ela mata a competitividade do agro brasileiro com a mesma eficiência de um vírus.

6. Úlceras — aqui, são as feridas abertas por promessas não cumpridas
No Egito, eram feridas físicas. No Brasil, são políticas. Todo Plano Safra vem com manchetes grandiosas, mas ao abrir o pacote, o produtor descobre que o crédito não chega, o juro não cabe, o seguro foi cortado e o apoio à comercialização ficou no PowerPoint. Só resta a cicatriz da frustração.

7. Trevas — por aqui, é a cegueira ideológica de quem governa
A última praga mergulhou o Egito em escuridão. O Brasil está na penumbra de uma ideologia que trata o agronegócio como vilão, mesmo sendo o setor que salva a balança comercial, segura o PIB e bota comida no prato do brasileiro. O agro é gigante, mas o governo enxerga como se fosse um problema.

As sete pragas do agro brasileiro não vieram do céu — vieram do Estado. E, diferentemente do Egito antigo, não há Moisés pedindo liberdade ao faraó. Só produtores clamando por respeito, crédito acessível, infraestrutura e previsibilidade. Se o Brasil quiser continuar sendo o celeiro do mundo, é hora de parar de amaldiçoar quem planta, cuida e colhe.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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veja como ficou o preço da arroba pelo Brasil hoje



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando inexpressivo fluxo de negócios. A lentidão já era aguardada em função do feriado ocorrido na última quinta-feira (19), quebrando o ritmo das negociações.

A consultoria Safras & Mercado destaca que as indústrias tentam conter o movimento de alta dos preços da arroba do boi gordo e aguardam a chegada de maneira mais incisiva de animais terminados em confinamento (contratos a termo).

As exportações permanecem aceleradas no decorrer de 2025, com ótimas possibilidades de o país estabelecer um novo recorde, tanto em receita, quanto em volume, disse o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Confira o preço médio da arroba de boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,25
  • Goiás: R$ 306,25
  • Minas Gerais: R$ 303,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,57
  • Mato Grosso: R$ 319,53.

Atacado

O mercado atacadista apresenta preços mistos para a carne bovina durante a sexta-feira (20). Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda aponta para alguma queda dos preços no curto prazo. Ele destaca que o movimento delimitado durante a semana é justificado pelo perfil do consumo durante a segunda quinzena do mês, com menor demanda pelos cortes do traseiro bovino. O analista menciona que a população prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos.

O quarto traseiro ficou em R$ 23 por quilo, queda de R$ 1,50. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20 o quilo, alta de R$ 0,50. A ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 19 o quilo, alta de R$ 0,50.



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Defesa Civil do RS confirma terceira morte provocada pelas chuvas



A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou, nesta sexta-feira (20) mais uma morte no estado provocada pelas chuvas que causaram estragos e transtornos em pelo menos 98 dos 497 municípios gaúchos.

A vítima, Mauro Perfeito da Silva, de 72 anos de idade, não resistiu aos ferimentos causados pela queda de uma árvore sobre seu carro nesta quinta-feira (19), em Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre.

Silva era advogado e presidente do diretório do Podemos em Sapucaia do Sul. Sua filha, Lilian Soares da Silva, de 38 anos, que também estava no veículo, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Getúlio Vargas. A reportagem não conseguiu obter informações sobre o estado de saúde de Lilian.

Os outros dois óbitos decorrentes das fortes chuvas foram registrados em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, a cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre, e em Candelária, na região dos Vales, a aproximadamente 190 quilômetros da capital.

Além das três mortes já confirmadas, há uma pessoa desaparecida desde terça-feira (17), em Candelária, e um óbito, em Santa Tereza, na Serra Gaúcha, na tarde desta quinta-feira (19), que a Defesa Civil estadual está tratando como decorrente de um acidente de trânsito.

O balanço que o governo gaúcho divulgou às 9h de hoje informa que as chuvas dos últimos dias desalojaram pelo menos 4.011 pessoas em todo o estado e deixaram 2.005 desabrigadas.

É considerado desalojado aquele que precisou deixar o local de residência devido às consequências das chuvas e se alojou temporariamente na casa de parentes ou amigos, hotéis e pousadas. Desabrigados são aqueles que precisam ir para abrigos públicos ou de instituições assistenciais.

Em todo o estado, 552 pessoas e 125 animais precisaram ser resgatados.

A prefeitura de Jaguari decretou estado de calamidade pública e mais oito municípios, situação de emergência: Agudo; Cacequi; Cerro Branco; Cruzeiro do Sul; Dona Francisca; Nova Palma; Passa Sete e São Sebastião do Caí.



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AgroNewsPolítica & Agro

Novas opções de manejo chegam para algumas culturas



Os produtos atendem culturas de horticultura e café



Os produtos atendem culturas de horticultura e café
Os produtos atendem culturas de horticultura e café – Foto: Divulgação

A Sipcam Nichino Brasil anunciou novidades para o manejo de pragas e doenças em importantes cultivos de hortifrútis. Entre os destaques está o lançamento do fungicida Soleado®, que, segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, chega com recomendações para combater pinta-preta, mofo-branco e phoma em culturas como batata, cebola, café, entre outras. A expectativa é que o produto seja lançado oficialmente nas próximas semanas.

A empresa também reforça a eficácia do Pulsor® 240 SC no controle da Rhizoctonia na batata, doença popularmente conhecida como ‘mancha-asfalto’. De acordo com Palazim, o fungicida apresenta ação preventiva e curativa, atuando em diferentes fases do fungo Rhizoctonia solani. Além da batata, o Pulsor® é registrado para uso em café, crisântemo e gramados, ampliando seu potencial de aplicação.

Outro destaque é o inseticida Ohkami®, que se consolidou como uma das principais ferramentas para o controle de pragas na tomaticultura, especialmente contra a traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), tripes, mosca-minadora, ácaros e broca-pequena. O produto também vem sendo aplicado com sucesso em mais de 11 cultivos, incluindo brócolis, repolho, couve e couve-flor, onde mostra alta eficácia contra a traça-das-crucíferas, “praga conhecida dos produtores pelo registro de prejuízos em série, uma vez não controlada”.

Essas soluções estarão em evidência durante a Hortitec 2025, que ocorre de 25 a 27 de julho em Holambra (SP), reunindo cerca de 400 expositores e 30 mil visitantes. A participação reforça o compromisso da Sipcam Nichino em oferecer tecnologias de manejo integrado para elevar a produtividade e a sanidade das lavouras de hortifrútis no Brasil.

 





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confira como os preços da saca fecharam a semana



O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com lentidão e preços pouco alterados. O feriado desta quinta-feira (19) reduziu ainda mais a movimentação.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o produtor seguiu fora do mercado em sua maior parte, com tradings até buscando negócios, mas com ofertas abaixo das expectativas dos vendedores.

“O mercado foi bem lento na semana, apenas com negócios da mão para a boca”, comentou.

Preços médios da saca de soja hoje

  • Passo Fundo (RS): R$ 131
  • Santa Rosa (RS): R$ 132
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 136 para R$ 137
  • Cascavel (PR): R$ 130
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 136
  • Rondonópolis (MT): R$ 118
  • Dourados (MS): R$ 119
  • Rio Verde (GO): R$ 119 caiu para R$ 118

Soja na Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa.

O mercado consolidou um movimento de realização de lucros, seguindo também a previsão do tempo favorável para as lavouras em formação no cinturão agrícola dos EUA (Corn Belt). A força do dólar frente a outras moedas, por outro lado, limitou o quadro negativo.

Apesar da queda, a posição novembro/25 consolidou ganhos acumulados de 0,49%. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1o de setembro, ficaram em 539.500 toneladas na semana encerrada em 12 de junho. A Alemanha liderou as importações, com 122.900 toneladas. Para a temporada 2025/26, ficaram em 75.200 toneladas.

Analistas esperavam exportações entre 50 mil e 500 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

  • Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 6,75 centavos, ou 0,62%, a US$ 10,68 por bushel.
  • A posição novembro teve cotação de US$ 10,60 3/4 por bushel, perda de 7,50 centavos ou 0,70%.
  • Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com recuo de US$ 0,2 ou 0,06%, a US$ 298,10 por tonelada.
  • No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 55,10 centavos de dólar, com queda de 0,30 centavo ou 0,54%.



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Nufarm retoma operações no país e anuncia lançamento de 15 produtos agrícolas



Após quatro anos fora do mercado brasileiro de defensivos agrícolas, a multinacional Nufarm retoma suas operações no país com um novo posicionamento. A empresa passa a oferecer soluções integradas que combinam proteção de plantas e sementes, com foco em inovação e sustentabilidade.

A operação no Brasil será reforçada com o lançamento de aproximadamente 15 novos produtos nos próximos cinco anos. O portfólio terá como foco as culturas de soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, sorgo, canola e carinata (utilizada na produção de biocombustíveis), entre outras.

A trajetória da Nufarm no Brasil começou em 2002, com a aquisição da Agripec Química e Farmacêutica S.A. Desde então, a empresa consolidou sua atuação e chegou à sétima posição entre as maiores do setor de defensivos agrícolas no país, alcançando faturamento de US$ 504 milhões. Em 2019, vendeu seus ativos na América do Sul à japonesa Sumitomo Chemical como parte de uma estratégia global.

De acordo com Fernando Arantes Pereira, líder de portfólio da Nufarm no Brasil, a nova fase da companhia integra o negócio de sementes da Nuseed, oferecendo ao mercado um pacote completo. “A Nufarm Proteção de Cultivos retorna ao país incorporando o braço de sementes e passando a oferecer soluções completas para os agricultores brasileiros”, diz.

Carlos Balbi, diretor-geral da Nufarm Seeds, afirma que a decisão de unificar as operações está alinhada à necessidade dos produtores de enfrentar desafios como aumento de custos, mudanças climáticas e demanda por maior eficiência. “A Nufarm Crop Protection e a Nuseed estão evoluindo juntas, reunindo proteção de cultivos e sementes sob uma marca unificada”.

Como parte do novo posicionamento, a Nufarm lança no Brasil seu primeiro produto biológico: o Evolvance, desenvolvido para o manejo de nematoides que afetam culturas como soja, milho e algodão. O produto marca a entrada da empresa em uma nova fase, voltada ao desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis, além dos tradicionais pós-patentes que compunham seu portfólio anterior.



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governo do RS vai liberar R$ 60 milhões para cidades afetadas


O governo do Rio Grande do Sul vai liberar R$ 60 milhões do orçamento estadual para ajudar as cidades gaúchas atingidas pelas fortes chuvas desta semana a reparar parte dos danos causados pela força das águas.

A medida foi anunciada pelo governador Eduardo Leite, nesta sexta-feira (20), após uma reunião com prefeitos e outros representantes de 25 municípios da região central do estado. O encontro, na cidade de Santa Maria, terminou perto do fim da manhã.

Ao debater com os prefeitos presentes à reunião as medidas emergenciais necessárias à reconstrução da infraestrutura afetada, Leite prometeu destinar R$ 30 milhões para o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) recuperar trechos de rodovias estaduais danificados pelas chuvas e conservar essas mesmas vias.

Os outros R$ 30 milhões serão direcionados pela Defesa Civil estadual, por meio do modelo fundo a fundo, diretamente às prefeituras que declararem situação de emergência. Até esta manhã, 98 dos 497 municípios gaúchos já tinham reportado à Defesa Civil estadual que foram de alguma forma afetados por alagamentos, deslizamentos e outras consequências dos temporais.

Foto: Maurício Tonetto/Secom
 Foto: Maurício Tonetto/Secom

“A prioridade é garantir agilidade. Não vamos esperar relatórios detalhados para começar a apoiar [os municípios]. Vamos repassar, de forma emergencial, R$ 100 mil para cada município que decretar emergência. Depois, conforme os danos reportados, poderemos ampliar esse valor”, afirmou Leite.

Presente à reunião com o governador, o prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo, destacou que as prefeituras precisarão do auxílio do governo estadual para lidar com a situação. Na cidade, até esta manhã, mais de 600 pessoas tinham sido diretamente atingidas pelas consequências das chuvas desta semana.

“A união de esforços com o governo do estado é crucial neste momento tão difícil”, afirmou Decimo, em nota. “Decretamos situação de emergência para acelerar o apoio às pessoas afetadas em Santa Maria. Nossas prioridades absolutas são a segurança e o amparo a cada família, e nossas equipes seguirão em campo, de forma integrada, pelo tempo que for necessário para garantir o bem-estar de todos.”

Até as 9h de hoje, a Defesa Civil estadual contabilizava ao menos 4.011 pessoas desalojadas e 2.005 desabrigadas em todo o estado. É considerado desalojado quem teve que deixar o local onde mora e se alojou temporariamente na casa de parentes ou amigos, hotéis ou pousadas. Já os desabrigados são aqueles que precisaram ir para abrigos públicos ou de instituições assistenciais.

As chuvas desta semana também causaram ao menos três mortes nas cidades de Sapucaia do Sul; Nova Petrópolis e em Candelária, onde um homem está desaparecido desde a terça-feira (17). Um quarto óbito, ocorrido em Santa Tereza, na Serra Gaúcha, na tarde desta quinta-feira (19), está sendo tratado como decorrente de um acidente de trânsito pelas autoridades estaduais.

Mais de 550 pessoas e 125 animais precisaram ser resgatadas em todo o estado. A prefeitura de Jaguari decretou estado de calamidade pública e outros oito municípios, situação de emergência: Agudo; Cacequi; Cerro Branco; Cruzeiro do Sul; Dona Francisca; Nova Palma; Passa Sete e São Sebastião do Caí.





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AgroNewsPolítica & Agro

Escalada geopolítica pressiona fertilizantes



Entre os fosfatados, o destaque fica para o MAP



Entre os fosfatados, o destaque fica para o MAP
Entre os fosfatados, o destaque fica para o MAP – Foto: Canva

De acordo com informações da StoneX, nos últimos dias a escalada do conflito no Oriente Médio provocou um expressivo aumento nos preços futuros da Ureia, gerando impacto direto no mercado de fertilizantes nitrogenados e fosfatados no Brasil. A região em conflito é um importante polo de produção e fornecimento desses insumos, o que eleva a preocupação dos investidores e compradores em todo o mundo, principalmente num momento em que o mercado já vinha demonstrando sinais de firmeza para os nitrogenados.

Entre os fosfatados, o destaque fica para o MAP (fosfato monoamônico), cujos preços CFR voltaram a registrar elevação. Mesmo com as relações de troca pouco favoráveis aos produtores agrícolas, ainda há demanda consistente pelo produto. A oferta restrita colabora para sustentar o movimento de alta, sinalizando possíveis desafios adicionais para quem precisa fechar compras a curto prazo.

Já no segmento de potássicos, o cenário se manteve mais estável nesta semana, com as cotações do cloreto de potássio (KCl) apresentando poucas oscilações. Esse equilíbrio contrasta com o comportamento mais volátil de nitrogenados e fosfatados, reforçando a necessidade de monitorar os fatores geopolíticos que podem alterar o ritmo de fornecimento global.

Assim, o momento exige cautela e atenção redobrada por parte dos agricultores e distribuidores de insumos, que devem avaliar com estratégia o melhor momento para realizar novas aquisições, levando em conta a combinação entre oferta restrita, demanda firme e a influência de fatores externos sobre os preços dos fertilizantes.

 





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governo teria congelado 42% do orçamento previsto para 2025



O governo federal teria congelado 42% do orçamento de 2025 destinado à subvenção do seguro rural. Isso equivale a quase R$ 445 milhões. 

A notícia, que tem sido veiculada desde esta quinta-feira (19), ainda não foi oficialmente divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A assessoria da pasta foi contatada, mas não retornou até o momento.

O Orçamento público de 2025 garantiu R$ 1,060 bilhão ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O congelamento, que representa quase metade desse valor, está dividido entre o bloqueio de R$ 354,6 milhões de cortes obrigatórios e R$ 90,5 milhões de contingenciamento para ajudar no equilíbrio fiscal.

Mesmo sem a comunicaçao oficial do governo federal, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) alertaram em nota que, se confirmado, o bloqueio representará um duro golpe à política de proteção contra riscos agroclimáticos, especialmente para os produtores que não têm condições de arcar integralmente com o custo do seguro.

“É importante destacar que a área segurada no país já sofreu forte retração nos últimos anos, caindo de 14 milhões para 7 milhões de hectares entre 2023 e 2024 – uma redução de 50%”, traz o texto da nota.

Se o congelamento for mesmo aplicado, as entidades projetam uma nova queda na área segurada, que poderia ficar abaixo de 5 milhões de hectates em 2025. As seguradoras já haviam solicitado ao Mapa uma dotação adicional de R$ 2,8 bilhões para o próximo ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado físico do boi segue firme



Em contrapartida, o mercado futuro do boi gordo mostra uma dinâmica de baixa



Em contrapartida, o mercado futuro do boi gordo mostra uma dinâmica de baixa nos preços
Em contrapartida, o mercado futuro do boi gordo mostra uma dinâmica de baixa nos preços – Foto: Divulgação

Segundo informações da StoneX, os preços físicos do boi gordo seguem firmes em trajetória de valorização, contrastando com o recuo observado nos contratos futuros. No Mato Grosso, o valor da arroba avançou pelo segundo relatório consecutivo, passando de R\$ 314/@ para R\$ 319/@, acumulando alta de mais de R\$ 11/@ desde o início de junho. No Mato Grosso do Sul, os preços também registram elevação, atingindo R\$ 316/@ e superando São Paulo, onde a arroba é negociada a R\$ 315/@. Essa movimentação evidencia a força da demanda regional e o viés de alta no mercado físico.

No campo externo, as exportações brasileiras de carne bovina, embora menores que em abril, superaram o volume de maio de 2024, alcançando 218 mil toneladas. O resultado está em conformidade com a sazonalidade do setor, que tradicionalmente registra volumes mais robustos a partir de julho, acompanhando o aumento da oferta de animais terminados em confinamento e o incremento da demanda internacional.

Em contrapartida, o mercado futuro do boi gordo mostra uma dinâmica de baixa nos preços. Os contratos com vencimento em novembro de 2025 permanecem em torno de R\$ 343/@, mas os vencimentos anteriores, que iniciaram a semana na faixa dos R\$ 348/@, caíram para esse mesmo patamar. Essa pressão de baixa reflete ajustes do mercado frente ao cenário de oferta e expectativas com o consumo interno.

Apesar dessa retração nos preços futuros, o contexto ainda é favorável para os confinadores. A queda nos preços do milho, principal insumo da dieta do gado confinado, impulsionada pelas boas perspectivas para a colheita da safrinha, contribui para manter a rentabilidade e sustenta o interesse dos pecuaristas em intensificar o confinamento nos próximos meses.

 





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