segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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ABIMAQ prevê desaceleração no segundo semestre, mesmo com bons números


O setor de máquinas e implementos agrícolas registroucrescimento em maio de 2025, impulsionando o desempenho geral da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. Segundo dados divulgados pela ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o segmento agroindustrial respondeu por R$ 6,49 bilhões em receita líquida, um avanço de 30,4% em relação a maio do ano passado.

De acordo com a ABIMAQ, a demanda interna foi o grande destaque: as vendas dentro do país somaram R$ 5,79 bilhões, aumento de 28,6% na comparação anual. Já as exportações de máquinas agrícolas alcançaram US$ 123,5 milhões no mês, uma leve retração de 8,3% em relação a abril, mas com alta acumulada de 39,1% em 2025. O saldo comercial do setor foi positivo, refletindo o bom momento do agro.

Entre os produtos mais procurados, os tratores e colheitadeiras foram os protagonistas. Apenas em maio, a venda total desses equipamentos cresceu 64,9%, saltando de 3.195 para 5.270 unidades. A comercialização interna de tratores aumentou 64,9%, com 4.509 unidades vendidas, enquanto as colheitadeiras mais do que dobraram as vendas, subindo 111,3% e chegando a 224 unidades. No acumulado de janeiro a maio, o setor registra alta de 17,6% nas vendas totais desses dois produtos.

O bom desempenho do setor agrícola também se refletiu na geração de empregos. Em maio, 124,4 mil pessoas estavam empregadas diretamente na indústria de máquinas agrícolas, número 9,1% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O crescimento da atividade está diretamente relacionado à retomada de investimentos no campo e à expectativa de recuperação nas próximas safras, após os desafios climáticos recentes.

Por outro lado, o setor ainda enfrenta obstáculos no cenário externo. A exportação de colheitadeiras caiu 58,1% em maio e acumula queda de 33,5% no ano. Além disso, o aumento das importações de máquinas — principalmente da China, que já responde por mais de 30% do total importado — representa uma ameaça à competitividade da indústria nacional, segundo a ABIMAQ.

Apesar do alerta sobre o crescimento das importações, a entidade avalia que o setor de máquinas agrícolas segue como pilar fundamental da recuperação da indústria. “O desempenho expressivo no mercado interno reforça a importância do agro para a indústria de base do Brasil”, destacou a ABIMAQ na coletiva. Para o segundo semestre, no entanto, a expectativa é de desaceleração, diante do ambiente macroeconômico desafiador e dos efeitos do aperto monetário.





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Beef on Dairy: como evitar erros e aumentar o lucro com cruzamento leite-corte


O programa Beef on Dairy, que une vacas leiteiras a touros de corte, vem ganhando força no Brasil e se apresenta como uma alternativa rentável para os produtores de leite. Quer aprofundar seus conhecimentos e evitar prejuízos? Assista ao vídeo completo abaixo!

Inspirado em modelos já consolidados nos Estados Unidos, onde 84% das doses de sêmen de corte vendidas em 2023 foram usadas em rebanhos leiteiros, esse sistema de cruzamento promete transformar a realidade da pecuária brasileira.

No entanto, para garantir resultados positivos, é preciso mais do que entusiasmo: evitar erros no manejo é fundamental.

Em entrevista ao programa Giro do Boi, o professor Ruan Daros, da PUC Paraná, especialista em bem-estar animal e produção leiteira, destacou os principais cuidados que o produtor deve ter desde os primeiros dias de vida dos bezerros cruzados.

Manejo precoce é decisivo para o sucesso do Beef on Dairy

Bezerros cruzados e Angus com matriz holandesa. Foto: Moroz, Michail. 2025
Bezerros cruzados e Angus com matriz holandesa. Foto: Moroz, Michail. 2025

Segundo Daros, a fase pré-desmama é a mais crítica para o desempenho futuro dos animais. Negligências nesse período podem comprometer todo o investimento. Entre os erros mais comuns estão:

  • Falta de colostro na hora certa: reduz a imunidade dos bezerros e aumenta a vulnerabilidade a doenças.
  • Alimentação insuficiente: volume baixo de leite nos primeiros 60 a 90 dias limita o ganho de peso.
  • Higiene e manejo ruins: instalações sujas e má condução aumentam os casos de diarreia e doenças respiratórias.

Esses fatores afetam diretamente a rentabilidade. Bezerros que adoecem cedo apresentam menor desempenho no confinamento e perdem valor de mercado.

Infraestrutura, nutrição e bem-estar fazem toda a diferença

Bezerros cruzados e Angus com matriz holandesa. Foto: Moroz, Michail. 2025
Bezerros cruzados e Angus com matriz holandesa. Foto: Moroz, Michail. 2025

Para que o Beef on Dairy gere lucro real, é essencial investir em nutrição adequada e em infraestrutura de qualidade. Avaliar as condições da fazenda e adaptar o manejo ao clima local são atitudes que aumentam a produtividade e reduzem perdas.

Ruan Daros relata sua experiência no Canadá, onde o cruzamento leite-corte cresceu como alternativa à desvalorização de machos Holandeses.

Lá, o investimento em bem-estar animal desde cedo mostrou resultados evidentes em desempenho e resistência às doenças. Bezerros saudáveis desde a desmama crescem mais e produzem carne de melhor qualidade.

Pesquisa aplicada para orientar o produtor

Apesar do crescimento da prática no Brasil, ainda faltam dados sobre o desempenho de bezerros cruzados na fase pré-desmama.

Por isso, a equipe de Ruan Daros está desenvolvendo pesquisas no Paraná para comparar o desempenho de bezerros leiteiros e Beef on Dairy, em condições reais de produção.

Com essa iniciativa, a ideia é fornecer recomendações técnicas específicas para evitar erros e aumentar a eficiência produtiva. O programa é indicado para pecuaristas profissionais que buscam aprimorar sua atividade com base em dados e boas práticas.

Beef on Dairy tem grande potencial no Brasil

Bezerros cruzados e Angus com matriz holandesa. Foto: Moroz, Michail. 2025
Bezerros cruzados e Angus com matriz holandesa. Foto: Moroz, Michail. 2025

O cruzamento de vacas Holandesas e Jersey com touros Angus e Hereford, e até de Girolando com Nelore, é uma das frentes promissoras da pecuária nacional.

Além de aumentar a renda do produtor de leite, contribui para a oferta de carne de qualidade superior.

Com os avanços na genética de corte e o manejo estratégico, o Beef on Dairy se apresenta como uma alternativa certeira para alavancar a pecuária moderna no país. O segredo está em planejar bem, evitar os erros e investir em bem-estar animal desde o nascimento.



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O Brasil nunca precisou tanto do espírito cooperativista como agora. Somos Coop!


Neste sábado (5), celebramos o Dia Internacional do Cooperativismo. E como o Brasil, e o mundo está precisando da filosofia e do espírito cooperativista para enfrentarmos a divisão, a polarização e a guerra de “vitimizações” que assola o país com uns culpando os outros.

A Organização das Nações Unidas (ONU) determinou 2025 como o Ano Internacional do Cooperativismo. A razão é notória. Para atender os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável planetário o crescimento das cooperativas é fundamental. As estatísticas revelam a superioridade do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) onde existe cooperativismo.

Pedi a um admirado líder cooperativista seu depoimento, o José Antônio Rossato, que foi presidente da Coplana, primeira cooperativa de cana do país, e é membro do conselho da Organização de Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp):

“Cinco de julho, Dia Internacional do Cooperativismo. Mas o que é o cooperativismo? Esse movimento surgiu na Inglaterra, na cidade de Rochdale no ano de 1844 e ele começou a partir de uma crise que foi causada pela Revolução Industrial onde as máquinas chegaram, substituíram as pessoas, e estas, sem oportunidades e sem emprego, passaram a buscar na capacidade de cooperarem entre si, de se aglotinarem, acessar de uma forma mais competitiva, mais barata, recursos básicos como, por exemplo, alimentos.

Esse movimento deu tão certo que se espalhou pelo mundo, inclusive chegou ao Brasil. Hoje o nosso país tem mais de 4.500 cooperativas e que são as organizações que congregam esses cooperados, são mais de 23 milhões de membros e quase 600 mil empregos que são gerados.

As cooperativas acabam desenvolvendo o seu entorno, a comunidade, e muitas dessas cidades têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) superior, apenas pela presença da cooperativa fazendo essa geração de renda local.

É a máxima de desenvolver pessoas, de desenvolver o social através do econômico e dos negócios. São oito ramos do cooperativismo espalhados no nosso país.

É um dia para celebrar a capacidade de juntarmos, cooperarmos e, juntos, fazermos melhor algo que seria impossível ou até desafiador fazermos individualmente. E a inquietude da natureza humana, vida longa ao nosso cooperativismo”.

Reunimos hoje cerca de 27 milhões de associados, com um movimento financeiro na casa de R$ 700 bilhões. Ou seja, o sistema cooperativista reunido nos seus oito setores: agropecuária, crédito, consumo, infraestrutura, saúde, trabalho, transporte e recentemente seguro, representa a maior empresa brasileira, com o maior número de acionistas e donos, pois numa cooperativa os cooperados são associados.

Como curiosidade, o município brasileiro com maior número de cooperativas é a cidade de São Paulo, pois envolve diversos setores como reciclagem, transportes, taxis como vermelho e branco, por exemplo, cooperativas do trabalho, educação, serviços.

O modelo cooperativista nasceu das dificuldades, de momentos duros de sofrimento humano, como na revolução industrial na Inglaterra no ano de 1844, e Rochdale com 30 artesãos desempregados. No Brasil, em 1902, em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, com o padre jesuíta Amstad, que criou a primeira cooperativa de crédito.

No agronegócio as cooperativas significam cerca de 55% de tudo o que produzimos, e contam com mais de 1 milhão de agricultores cooperados, 70% da agricultura familiar.

O cooperativismo tem filosofias fortes de educação, de ativar a prosperidade de todos os cooperados, suas famílias e da sociedade no seu entorno. Cooperativismo tem regras exigentes de compliance onde o curto prazo jamais estará à frente da segurança das decisões de longo prazo. Um exemplo de elevada dignidade de reunir seres humanos num sistema social, ambiental e exemplar como democracia.

Os líderes cooperativistas, como menciona um dos mais notáveis líderes do cooperativismo mundial Roberto Rodrigues, que já presidiu a Aliança das Cooperativas Internacional em Bruxelas, e hoje é embaixador do Cooperativismo na FAO, e o organizador do agro para a COP30, na sua fala: “líderes cooperativistas merecem um Nobel da Paz”.

Em nome do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes, e da superintendente da entidades, Tânia Zanella, envio um abraço a todos os líderes das 4.500 cooperativas do Brasil, e que as lideranças políticas se inspirem neles.

Aqui em São Paulo, abraços a Edivaldo Del Grande, presidente da Ocesp, e a todos os presidentes das 1.027 cooperativas paulistas.

Viva o Ano e o Dia Internacional do Cooperativismo. As cooperativas serão do tamanho do Brasil e o Brasil será do tamanho de sua cooperação. Que os líderes políticos sejam cada vez mais “coop”, pois é na cooperação que os justos e a justiça se reúnem.

Somos Coop, por um Brasil Coop!

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Caminhão carregado de leite tomba em curva no RS


Um caminhão carregado com leite tombou por volta das 11h desta quinta-feira (3), em uma curva da RS-129, na localidade de Linha Debastiani, entre os municípios de Vanini e David Canabarro, no norte do Rio Grande do Sul. O veículo atingiu dois carros que trafegavam no sentido contrário.

Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento do acidente, que mostra o caminhão perdendo o controle e tombando sobre a pista.

De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) de Casca, o motorista do caminhão e o condutor de um Celta saíram ilesos. Já o motorista de uma caminhonete, de 42 anos, e sua filha, de 6, ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Beneficente São José, em David Canabarro.

Imagem: reprodução

A menina sofreu um corte na cabeça e fraturou a mandíbula. Ela foi transferida para um hospital em Passo Fundo. O pai permanece em observação e deve passar por exames. Ambos estão em estado estável.

A pista chegou a ficar parcialmente bloqueada, mas já foi liberada. Todos os condutores realizaram o teste do bafômetro, e não foram registradas alterações nas testagens.





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riscos e prevenção para seu rebanho



A doença da vaca louca, conhecida tecnicamente como encefalopatia espongiforme bovina (EEB), é um problema sério que ataca o cérebro do gado e de outros ruminantes, como ovelhas e cabras. É uma doença fatal, sem tratamento, que causa problemas neurológicos graves nos animais.

O que causa a doença da vaca louca são os príons. Eles são proteínas com uma forma “errada” que, ao entrarem no corpo do animal, começam a estragar o cérebro de forma progressiva e sem volta. Diferente de vírus e bactérias, os príons não têm material genético.

Como o animal pode pegar a doença?

Geralmente, o contágio acontece de três formas:

  • Pelo alimento: É a maneira mais comum, quando o animal come algo contaminado com os príons.
  • Por genética: Transmissão de mãe para bezerro.
  • De forma espontânea: Quando a doença aparece sem uma causa clara.

Fique atento aos sintomas que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destaca: o animal pode começar a ter paralisia, mudar seu comportamento (ficar mais agressivo ou assustado), andar de forma estranha (cambaleando) e ter dificuldade para se levantar. Se notar algo parecido, procure um veterinário imediatamente.

LEIA MAIS: Banho de imersão contra o carrapato bovino: entenda como técnica funciona

Como evitar a contaminação: práticas seguras na fazenda

Para proteger seu rebanho e evitar a doença da vaca louca, o Mapa proíbe o uso de alguns produtos na alimentação dos bovinos. É fundamental seguir essas regras.

Nunca use na alimentação de bovinos:

  • Farinhas de origem animal: Isso inclui farinhas de carne e ossos, de vísceras, de sangue, de pena, entre outras.
  • Ração de animais monogástricos: São rações feitas para animais como porcos, galinhas, cães, gatos, cavalos, peixes e coelhos.
  • Restos e sujeiras de fábricas de ração de monogástricos: Aquela “varredura” que sobra da produção dessas rações.
  • Dejetos de porcos.
  • Cama de aviário: É o material que fica no chão dos galinheiros (também conhecido como cama de frango ou fundo de granja).
  • Esterco de galinhas poedeiras.

Outras dicas importantes do Map para evitar a contaminação cruzada:

  • Armazenamento: Evite guardar a ração de monogástricos no mesmo lugar da ração dos bovinos.
  • Embalagens: Não reutilize embalagens que tiveram rações diferentes.
  • Equipamentos: Não use o mesmo equipamento (como máquinas de transporte ou misturadores) para rações de bovinos e de outros animais.
  • Acesso: Nunca permita que o gado, as ovelhas ou as cabras tenham acesso ou comam a cama de frango.

Seguir essas práticas ajuda a garantir que os alimentos do seu rebanho estejam livres de contaminação.

Impactos da doença da vaca louca na pecuária brasileira

Desde 2013, o Brasil é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) como um país com risco muito baixo para a doença da vaca louca. No entanto, os órgãos de fiscalização estão sempre alerta e trabalhando na prevenção. Um único caso da doença pode trazer grandes prejuízos para o setor. 

Por exemplo, países que registram casos de doença da vaca louca podem ter a venda de carne bovina proibida para outros mercados, gerando perdas enormes nas exportações. Além disso, o medo de consumir carne contaminada pode fazer com que a própria população brasileira compre menos carne, afetando diretamente os criadores. Lidar com um surto da doença, o abate de animais infectados e todas as medidas de controle custam muito caro tanto para o governo quanto para os pecuaristas. 

Por isso, seguir as orientações do Mapa para evitar a doença da vaca louca não é só uma questão econômica, mas também de saúde pública, já que a doença pode, em alguns casos, ser transmitida para humanos e ser fatal. Cuidar do seu rebanho é cuidar do futuro da sua produção e da saúde de todos.



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Mercado do boi sente impacto da geada no Paraná



Mercado do boi tem pouca variação em três regiões




Foto: Divulgação

A cotação do boi gordo seguiu estável em São Paulo, segundo análise da Scot Consultoria divulgada no boletim Tem Boi na Linha. A consultoria observou que a oferta de bovinos era suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, e não havia sinais de escassez no mercado.

Apesar disso, a venda de carne no mercado interno ficou abaixo do esperado para o período, o que levou alguns compradores a se afastarem temporariamente das negociações. “Parte dos compradores deixou o mercado e aguarda o desempenho das vendas do fim de semana para retomar as compras”, apontou a Scot. Segundo o levantamento, as escalas de abate no estado atendiam, em média, a nove dias.

No Noroeste do Paraná, a geada registrada entre os dias 24 e 25 de junho contribuiu para a queda nas cotações de todas as categorias. A maior oferta de animais permitiu aos compradores alongar as escalas de abate, que chegaram a 15 dias. O preço do boi gordo recuou R$ 4,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha caíram R$ 2,00 e R$ 3,00 por arroba, respectivamente.

Já no Sul da Bahia, houve uma redução pontual na oferta de bovinos em comparação ao dia anterior. No entanto, a oferta geral ainda era considerada elevada, o que manteve as escalas de abate alongadas. As cotações permaneceram estáveis em todas as categorias.





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Do manejo à genética: práticas que tornam a pecuária mais sustentável



Na contagem regressiva para a transmissão do próximo leilão da EAO no Lance Rural, destacamos um trecho da entrevista em que o produtor fala sobre a relação direta entre pecuária e sustentabilidade. Do reaproveitamento da água no tatersal à geração de energia suficiente para mais de 2 mil residências, a EAO mostra que é possível produzir com responsabilidade. Além disso, o melhoramento genético entra como peça-chave para reduzir o tempo de abate e o uso de recursos naturais. Assista ao vídeo abaixo e entenda como o agro pode ser, sim, um aliado do meio ambiente.



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A força do real e a fraqueza do dólar: contexto atual


O dólar vem perdendo força em relação a diversas moedas, inclusive o real, e isso tem desencadeado uma série de efeitos em cadeia na economia global. A moeda norte-americana, que ainda é o principal referencial de preços das commodities e representa a maior parte das reservas internacionais dos países, está sob pressão em razão de fatores fiscais, políticos e estruturais.

Essa movimentação mexe com os mercados de câmbio, com os títulos da dívida pública dos Estados Unidos e com a competitividade comercial de países como o Brasil.

Ainda mais, que o congresso dos EUA aprovou o pacote de ampla reforma fiscal que estende cortes de impostos, reduz benefícios sociais e aumenta o teto da dívida, com impacto estimado de US$ 3,3 a 3,8 trilhões de déficit adicional nos próximos.

Por que isso enfraquece o dólar?

  1. Maior desconfiança dos investidores em relação à sustentabilidade da dívida americana
  2. Desvalorização dos títulos do Tesouro, que são considerados a âncora de segurança do sistema financeiro global

Com maior risco fiscal, o dólar perde atratividade como reserva internacional, intensificando a busca por alternativas como o ouro, o euro, o yuan e, em menor grau, ativos digitais.

Por um lado, o dólar mais fraco pode estimular as exportações norte-americanas, tornando seus produtos mais baratos no exterior. Isso ajuda a equilibrar a balança comercial.

Impactos globais e nos EUA

  • Pressão inflacionária com insumos e bens importados mais caros
  • Custo maior da dívida pública, pois o Tesouro terá de pagar mais para financiar seu déficit
  • Risco à hegemonia global do dólar, com impactos geopolíticos e estratégicos a médio prazo

Desdobramentos para o Brasil

Lado positivo:

  • Importações mais baratas: fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas agrícolas chegam ao país com menor custo, o que pode aliviar a inflação.
  • Redução de custos na produção agropecuária: especialmente relevante para um setor altamente dependente de insumos dolarizados.
  • Atração de capital financeiro: a combinação de juros altos no Brasil com menor risco percebido estimula a entrada de dólares.

Lado negativo:

  • Exportações prejudicadas: commodities como soja, milho e carne ficam mais caras no mercado internacional, afetando a competitividade do agro brasileiro.
  • Risco à balança comercial: com importações em alta e exportações desacelerando, o superávit comercial pode cair.
  • Redução da arrecadação em reais para estados e empresas exportadoras que faturam em dólar.

A teoria por trás dos movimentos

  • Triffin Dilemma: conflito de interesses para um país cuja moeda é usada como moeda de reserva global. A ampliação do déficit americano reforça esse dilema, ameaçando a sustentabilidade da moeda como referência mundial.
  • Paridade do Poder de Compra (PPC): com inflação mais baixa no Brasil e inflação interna crescente nos EUA, o real tende a se fortalecer.
  • Fluxo de capitais e diferencial de juros: o juro real brasileiro, um dos mais altos do mundo, atrai especuladores e investidores, fortalecendo o real.

Conclusão: o mundo em transição cambial

A aprovação de cortes de impostos nos Estados Unidos, em meio a um cenário de dívida elevada, acelera um processo de perda de confiança na economia norte-americana. A fragilidade fiscal do país, combinada com mudanças geopolíticas, está redesenhando o papel do dólar no mundo.

Para o Brasil, o real valorizado exige equilíbrio: se por um lado alivia custos e segura a inflação, por outro ameaça a competitividade externa e a renda dos exportadores. É um momento que exige cautela, estratégia comercial e política monetária firme.

O mundo assiste, talvez pela primeira vez em décadas, ao início de uma nova era monetária global, e o Brasil, como grande player do agro e do comércio internacional, precisa estar atento a cada movimento.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Geadas afetam safra de milho no Paraná



Paraná reduz área de milho em boa condição




Foto: Divulgação

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), apontou uma piora nas condições de campo da segunda safra de milho 2024/25. A proporção de lavouras em condição considerada boa caiu de 71% na semana anterior para 68%. As áreas em condição mediana permaneceram em 18%, enquanto as lavouras avaliadas como ruins aumentaram de 11% para 14%.

De acordo com os técnicos do Deral, a piora nas condições está relacionada às geadas registradas na semana anterior. Apesar da deterioração, os danos devem ser limitados, uma vez que 76% das lavouras já se encontram em fase de maturação, etapa menos vulnerável a impactos climáticos. Atualmente, 26% da área está na fase de frutificação, ainda suscetível a novas geadas. No entanto, não há previsão de geadas significativas nas próximas 72 horas.

As chuvas recorrentes ao longo da semana também dificultaram o avanço da colheita. Até o momento, 16% da área plantada, estimada em 2,76 milhões de hectares, foi colhida, contra 12% na semana anterior.

No Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita do milho foi concluída após sucessivas geadas e um período de tempo seco. Algumas famílias agricultoras mantêm espigas armazenadas a campo, destinadas ao consumo próprio. A produtividade média estadual foi estimada em 6.857 quilos por hectare, com área cultivada de 706.909 hectares.





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Inverno rigoroso nas lavouras de soja do RS: saiba como está o vazio sanitário na região



Começou, nesta quinta-feira (3), o período de vazio sanitário de soja no Rio Grande do Sul. A medida, que se estende até 30 de setembro, proíbe a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado ao longo desses 90 dias. O objetivo é interromper o ciclo da ferrugem-asiática e de outras doenças, ao eliminar plantas voluntárias que possam servir de hospedeiras ao fungo durante o entressafra.

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Segundo o presidente da Aprosoja-RS, em anos com inverno rigoroso, como é o caso de 2025, o vazio sanitário no Sul do Brasil ocorre de forma praticamente natural. “Quando temos geadas fortes, como agora, as plantas voluntárias de soja são eliminadas pelo frio intenso, e praticamente não há necessidade de intervenção com produtos químicos”, explica.

Em situações em que o inverno é mais ameno, a fiscalização e o uso de herbicidas se tornam necessários para eliminar plantas voluntárias, também chamadas de “guaxas”, que nascem espontaneamente sem o uso de sementes ou defensivos. Essas plantas podem manter pragas e doenças ativas no campo, mesmo fora do período de cultivo.

Ainda de acordo com o dirigente, este ano, com as geadas generalizadas no estado, a tendência é de que a fiscalização tenha papel mais simbólico, já que as condições climáticas extremas devem eliminar naturalmente qualquer planta remanescente.

Orth destaca que a realidade no Sul é diferente da observada no Centro-Oeste, especialmente em regiões como o Matopiba, onde não há incidência de geadas. Nessas áreas, o controle químico é indispensável, inclusive com aplicação de produtos específicos para o controle de soja transgênica resistente. Nesses estados, a fiscalização costuma ser rigorosa, com participação ativa dos próprios produtores, que denunciam vizinhos que descumprem as regras, para evitar prejuízos coletivos.



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