terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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Sem reação? Mercado de soja não anima, mas diferentes regiões apresentam alta nos preços



O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (6) de pouca movimentação. De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os negócios foram pontuais, com os portos operando em ritmo lento diante da nova queda dos contratos futuros em Chicago e da forte desvalorização do dólar. Apesar dos prêmios ainda firmes, o mercado não reagiu. As cotações caíram levemente no spot, refletindo a baixa oferta.

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No interior, os preços continuam descolados da lógica da paridade de exportação. São as referências locais que definem os valores, com spreads consideráveis entre vendedores e compradores ,em alguns casos, entre R$ 5 e R$ 6, mesmo com prazos mais longos para pagamento. Esse cenário tem dificultado o fechamento de negócios, mesmo com um basis ainda atrativo para o produtor.

A oferta continua contida, com o produtor retendo a soja e pressionando a indústria, enquanto os compradores mantêm ofertas cautelosas diante das margens apertadas. Resultado: mercado travado, com poucos volumes negociados.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em 132,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 133,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 141,00 para 139,00
  • Cascavel (PR): subiu de 133,00 para 134,00
  • Paranaguá (PR): caiu de 140,00 para 139,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 122,00 para 123,00
  • Dourados (MS): caiu de 123,00 para 121,50
  • Rio Verde (GO): subiu de 123,00 para 125,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago encerraram o dia com queda. Após começarem em alta, os preços recuaram diante de fundamentos mais fortes no mercado, especialmente pela queda de mais de 1% no farelo. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos EUA segue pressionando as cotações, indicando uma safra cheia e aumento da oferta global.

USDA

Além disso, o mercado começa a se posicionar à espera do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o dia 12 de agosto.

O contrato setembro da soja em grão caiu 6,00 centavos (0,61%), encerrando a US$ 9,65 1/2 por bushel. A posição novembro fechou a US$ 9,84 1/2 por bushel, com perda de 6,25 centavos (0,63%).

No farelo, o contrato setembro caiu US$ 4,40 (1,58%), a US$ 272,60 por tonelada. O óleo com vencimento em setembro fechou em 53,72 centavos de dólar, baixa de 0,05 centavo (0,09%).

Câmbio

O dólar comercial fechou com queda de 0,77%, cotado a R$ 5,4631 para venda e R$ 5,4611 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4579 e R$ 5,5114 durante o dia.



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Sebrae e Mapa buscam impulsionar quase 2,5 mil agroindústrias no Brasil


A equipe do Porteira Aberta Empreender acompanhou, nesta quarta-feira (6), em Brasília, a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A parceria tem como foco fortalecer cerca de 2,5 mil agroindústrias de pequeno porte, com a meta de aumentar em até 12% o faturamento desses empreendimentos. O acordo prevê ações conjuntas para ampliar a produtividade, facilitar o acesso a mercados, promover a sustentabilidade e reduzir a informalidade no setor.

Assinatura do acordo em Brasília | Foto: Maicon Felipe/Sebrae

Um dos destaques é o incentivo ao uso do Selo Arte, que permite a comercialização nacional de produtos alimentícios artesanais de origem animal valorizando o saber-fazer do campo e a qualidade dos alimentos produzidos por pequenos negócios.

“Com o acordo queremos fazer com que as pequenas agroindústrias possam se formalizar para se inserir inclusive no contexto da globalização econômica e fazer com que essa pequena economia tenha condições naturais de fazer escala, de crescer, de se desenvolver e de agregar valor sobre o seu produto”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou o impacto da parceria. “A partir do selo de inspeção de qualidade instalado nos municípios, o Ministério da Agricultura passará a ter, por intermédio do Sebrae, o acesso ao empreendimento, a uma granja, uma queijaria, a uma produção de ovos.”

Portanto, a iniciativa reforça o papel estratégico da agroindústria artesanal no desenvolvimento regional e na valorização da cultura alimentar brasileira, gerando renda, inclusão produtiva e dinamização econômica nas pequenas propriedades rurais.



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Lula quer decisão conjunta do Brics sobre tarifas dos Estados Unidos



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (6) que vai conversar com os representantes dos países que integram o Brics sobre a taxação dos Estados Unidos aos produtos desses países.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, ele informou que pretende ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e para o presidente da China, Xi Jinping.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, disse Lula, lembrando que o Brics tem dez países no G20, o grupo que reúne 20 das maiores economias do mundo.

No Brasil, entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, publicou um decreto impondo tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, com o argumento de que o país importa direta ou indiretamente petróleo russo.

Prioridade de ajudar empresas brasileiras

Lula destacou que a prioridade do governo brasileiro, nesse momento, é ajudar as empresas nacionais a encontrar novos mercados para seus produtos e cuidar da manutenção dos empregos.

O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo em resposta ao tarifaço deve ser enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira.

Lula ressaltou que não vê abertura para negociação com Trump neste momento.

“Eu não liguei porque ele não quer telefonema. Não tenho por que ligar para o presidente Trump, porque nas cartas que ele mandou e nas suas decisões ele não fala em nenhum momento em negociação, o que ele fala é em novas ameaças”, disse Lula.

O presidente brasileiro reafirmou que quer fazer tudo o que for possível antes de “tomar outra medida que signifique que as negociações [com os Estados Unidos] acabaram”.

“Eu estou fazendo tudo isso [negociando] quando poderia anunciar uma taxação dos produtos americanos. Não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam, e eu não quero brigar com os Estados Unidos”.

O presidente lembrou que o Brasil recebeu o comunicado da taxação de forma totalmente autoritária. “Não é assim que estamos acostumados a negociar”, afirmou.

Intromissão inadmissível

O presidente Lula afirmou que não é admissível que o presidente americano resolva “dar pitaco” no Brasil.

“Não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras em um país soberano como o Brasil. Não é admissível que os Estados Unidos e nenhum país grande ou pequeno resolva dar um pitaco na nossa soberania”, afirmou.

“Ele que cuide dos Estados Unidos, do Brasil, cuidamos nós. Só tem um dono esse país, e só um dono que manda no presidente da República, é o povo, o povo que elegeu, o povo que pode tirar”.

O presidente também citou trechos da decisão de Trump que criticam a legislação brasileira sobre as grandes empresas de tecnologia americanas, as big techs.

“Esse país é soberano, tem uma Constituição, tem uma legislação. É nossa obrigação regular o que a gente quiser regular de acordo com os interesses e a cultura do povo brasileiro. Se não quiser regulação, saia do Brasil”, disse Lula.



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como driblar as dificuldades na lavoura de soja no pré-plantio?



No último episódio do podcast Soja Brasil, o gerente técnico de soja e algodão da Bayer, Felipe Stefaroli, conversou sobre a importância do manejo pré-plantio para a cultura da soja. Ele destacou que essa etapa é fundamental para garantir uma safra mais produtiva e saudável, enfatizando que o sucesso no campo começa muito antes da semeadura.

Assista ao episódio completo:

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Stefaroli compara o manejo pré-plantio a um planejamento cuidadoso, semelhante ao que se faz para qualquer projeto importante na vida. “Dependendo da região e da cultura, este é o momento de monitorar a área, identificar possíveis problemas que podem comprometer o desenvolvimento da soja, como plantas daninhas e pragas, e tomar decisões para eliminá-los antes do plantio. Esse cuidado faz toda a diferença para maximizar a produtividade no final da safra”, explica o especialista.

Antes mesmo de iniciar a semeadura, o produtor deve realizar uma análise detalhada da área destinada ao plantio. ”É fundamental observar quais espécies estão presentes no solo e se elas abrigam pragas. Essa avaliação orienta uma dessecação eficiente, garantindo que o solo esteja limpo e pronto para receber a cultura”, comenta Felipe.

Além disso, o gerente técnico reforça a necessidade do agricultor conhecer bem as plantas daninhas presentes na propriedade, pois algumas delas podem abrigar pragas residentes. “É com base nessa informação que o produtor decide o melhor momento para a dessecação da área, com o intuito de evitar competição e danos à cultura”, pontua.

Para auxiliar nessa etapa, a Bayer oferece um portfólio completo de produtos voltados para a dessecação da soja. A linha principal inclui o glifosato, principal herbicida aplicado nesse momento do manejo, comercializado sob a marca Roundup. A empresa disponibiliza quatro versões do produto: Roundup Original Plus, Handup Transorbr, Roundup WG e Handup Ultra, cada uma com características específicas para atender às diferentes necessidades do agricultor.

Já para os produtores que utilizam a tecnologia Intacta 2 Xtend, a Bayer oferece os produtos Xtendicam e Extend Protect, formulados especialmente para o controle de plantas daninhas de folhas largas, como caruru, bulva e fedegoso.



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‘Plano B é B de Belém’, diz presidente da conferência



A COP30 está confirmada para acontecer em Belém, no Pará, entre 10 e 21 de novembro de 2025. “Não há plano B. O plano B é B de Belém”, garantiu o presidente da conferência, o embaixador André Corrêa do Lago, em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6). Apesar das críticas à alta nos preços da hospedagem, especialmente para delegações de países menos desenvolvidos, o diplomata descartou qualquer mudança de sede.

Corrêa do Lago demonstrou preocupação com o possível impacto da inflação hoteleira sobre a participação de representantes da sociedade civil e de países mais pobres. “Evidentemente eu quero que todos participem, porque senão dizem que não vai ser legítimo se os países mais pobres não puderem estar presentes”, afirmou.

Segundo o embaixador, delegações estrangeiras, inclusive de países ricos, têm questionado os custos. Ele destacou que, enquanto é comum os preços subirem de duas a três vezes em eventos como este, as diárias em Belém estão entre dez e 15 vezes mais altas que o normal.

A situação já levou o presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, a cancelar sua viagem ao Brasil. Em seu lugar, virá o ministro do Clima e Proteção Ambiental, Norbert Totschnig.

“Um país rico disse que não pode pagar os hotéis de Belém porque o Parlamento não autoriza, já que a viagem presidencial custaria uma fortuna. Isso realmente impressiona”, comentou Corrêa do Lago.

Governo federal busca soluções para conter preços abusivos

De acordo com o embaixador, as questões estruturais e logísticas do evento são de responsabilidade da Secretaria Extraordinária da COP30 (Secop), vinculada à Casa Civil da Presidência da República. Ele afirmou que, embora a legislação brasileira permita que hotéis fixem seus preços, medidas estão sendo estudadas junto a órgãos de defesa do consumidor para coibir abusos.

Durante visita recente a Belém, o ministro do Turismo, Celso Sabino, assegurou que a maioria das delegações conseguirá hospedagem a preços justos. “O governo está atuando fortemente para que não haja argumentos de que os leitos estão escassos ou com preços exorbitantes. Visitei hotéis com diárias de R\$ 2 mil a R\$ 3 mil, que já estão sendo entregues”, disse.

Hospedagem subsidiada para países mais pobres

O plano de hospedagem prevê quartos com preços fixos para delegados de países menos desenvolvidos e pequenos estados insulares. A estrutura contempla:

  • 15 quartos individuais por delegação para 73 países classificados pela ONU como Países Menos Desenvolvidos (LDCs) e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEIDs), com diárias entre US$ 100 e US$ 200;
  • 10 quartos individuais por delegação para os demais países, com tarifas entre US$ 220 e US\$ 600.

No entanto, mesmo com os subsídios, o valor médio de US$ 149 por dia oferecido pela ONU ainda é insuficiente, diante de hospedagens que chegam a US$ 700 por noite por pessoa, segundo o embaixador.

“A gente está lutando, mas vamos conseguir garantir a participação de todos”, afirmou Corrêa do Lago. Ele frisou que o evento precisa ser inclusivo e contar com a presença da sociedade civil, do meio acadêmico e do setor empresarial.

Estrutura e legado para Belém

A previsão é que a COP30 reúna cerca de 45 mil participantes. Atualmente, Belém possui 18 mil leitos, mas esse número será ampliado com:

  • Dois navios de cruzeiro, com 3,9 mil cabines e até 6 mil leitos;
  • Três novos hotéis de alto padrão, construídos por grupos internacionais;
  • Parcerias com plataformas como Airbnb e Booking, para aumentar a oferta de imóveis.

Para o presidente da COP30, o evento representa um marco histórico para a Amazônia e trará benefícios permanentes. “Belém terá um legado extremamente positivo, inclusive em infraestrutura e saneamento, com os investimentos que estão sendo feitos pelo governo federal”, concluiu.

*Com informações da Agência Brasil



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Confinamento de gado: custos caem em julho de 2025 em Goiás e São Paulo


A edição de julho de 2025 do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC), de número 98, aponta uma redução geral nos custos de produção para as propriedades que operam com confinamento. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes deste relatório.

O documento demonstra um cenário mais favorável para a rentabilidade da pecuária, um alívio em um setor com uso intensivo de capital.

Direto do campus da USP em Pirassununga, o Dr. Gustavo Sartorello, da Agroplanner, apresentou no programa Giro do Boi desta quarta-feira (6) o índice de custo do boi confinado nos estados de Goiás e São Paulo, em um formato que facilita o entendimento da composição da diária-boi.

A análise, elaborada pela equipe do ICBC, destaca a importância da otimização desses custos para a competitividade do setor. Clique aqui e confira o relatório na íntegra.

Queda nos custos da diária-boi e na arroba produzida

Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução
Bovinos de corte em confinamento. Foto: Reprodução

O relatório do ICBC revelou quedas nos custos da diária-boi (CDB) para todos os três sistemas de confinamento analisados. A variação mais significativa foi observada no sistema CGO (Confinamento Goiás), que registrou uma redução de 7,0%, com o custo por diária caindo de R$ 17,26 para R$ 16,06.

Nos sistemas CSPm (Confinamento São Paulo médio) e CSPg (Confinamento São Paulo grande), as reduções foram de 3,8% (para R$ 19,55) e 1,6% (para R$ 19,58), respectivamente.

A menor oscilação, segundo o documento, pode refletir uma maior capacidade de diluição de custos fixos ou menor exposição à volatilidade dos insumos nas propriedades paulistas.

O custo da arroba produzida também acompanhou a tendência de queda, com reduções de 3,8% para o CSPm (R$ 266,28/@), 1,6% para o CSPg (R$ 271,00/@) e 6,9% para o CGO (R$ 227,54/@), tornando a produção mais acessível para os pecuaristas.

Custo nutricional domina a composição dos custos

Bovinos em alimentação no cocho. Foto: Reprodução
Bovinos em alimentação no cocho. Foto: Reprodução

A análise da composição da diária-boi (CDB) em julho de 2025 indica que o componente nutricional continua sendo a maior parcela dos custos, com valores variando entre R$ 13,27 (CGO) e R$ 16,50 (CSPg).

O relatório aponta que os custos de alimentação representaram uma fatia substancial dos custos da diária-boi nas propriedades representativas: 80% para CSPm, 84% para CSPg e 82,5% para CGO. O custo operacional, por sua vez, representou entre 15,7% e 20,0% do total.

As quedas de custo foram impulsionadas, em parte, pela redução nos preços de alguns ingredientes importantes para as dietas dos bovinos.

No estado de São Paulo, houve recuos no preço do sorgo (-2,8%), milho (-5,3%) e caroço de algodão (-28%).

Já em Goiás, as quedas foram para milho (-17,8%), farelo de soja (-4,6%) e torta de algodão (-11,4%).

No entanto, alguns insumos registraram alta, como o farelo de amendoim (+1,4%), bagaço de cana (+7,6%) e farelo de trigo (+1,7%) em São Paulo, e a gordura protegida (+14,1%) e o calcário dolomítico (+6,8%) em Goiás, mostrando a complexidade na gestão desses custos.

Custos de oportunidade e gestão financeira

Foto: Reprodução

O informativo também faz uma breve análise dos custos de oportunidade, mencionando que a taxa Selic impacta diretamente a remuneração do capital de giro, dos ativos imobilizados e da terra.

O documento ressalta a importância da gestão financeira, afirmando que a margem positiva não é sorte, mas sim resultado de uma gestão eficiente.

O texto conclui que o lucro pertence a quem conhece seus próprios números melhor do que o mercado, pois o monitoramento de custos com método permite tomar decisões mais rápidas, negociar com firmeza e proteger o resultado.

A equipe do ICBC disponibiliza uma planilha gratuita de custos detalhada e a metodologia de cálculo para auxiliar os produtores.



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Evento em MT discute dificuldades logísticas e autonomia do agricultor



Foi iniciado, nesta quarta-feira (6), em Cuiabá (MT), o V Simpósio Técnico promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), com o tema “Do Campo à Armazenagem: Sustentabilidade e Autonomia para o Produtor Rural”. O evento segue até esta quinta-feira (7) e reúne produtores, especialistas, pesquisadores e representantes do setor agrícola para debater os principais desafios da produção no estado.

Com mais de 600 participantes no primeiro dia, a abertura contou com a presença do ex-Ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, que palestrou sobre os impactos da armazenagem nos preços dos alimentos. Segundo ele, a falta de estrutura adequada leva a desperdícios e reduz a rentabilidade do produtor rural.

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Compromisso da Aprosoja MT

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou que o Simpósio reforça o compromisso da entidade em promover debates técnicos e propor soluções concretas. “A armazenagem é um gargalo que afeta diretamente a eficiência produtiva. Discutir esse tema é garantir maior autonomia ao produtor e contribuir com a segurança alimentar do país”, afirmou.

A programação também inclui painéis sobre a cultura do milho, manejo de micronutrientes e sistemas produtivos. Pesquisadores dos CTECNOS da Aprosoja apresentaram resultados de campo, enquanto lideranças do setor defenderam a descentralização das estruturas de armazenagem. Para o governo estadual, representado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, é preciso aproximar os armazéns das propriedades e reduzir a dependência das grandes tradings.



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AgroNewsPolítica & Agro

O agro brasileiro largou na frente do mundo


O agronegócio brasileiro tem se destacado mundialmente por sua eficiência, inovação e capacidade de adaptação às novas exigências globais. De acordo com Sergio Rocha, CEO da Agrotools, em artigo publicado recentemente, o setor nacional superou até mesmo os Estados Unidos em avanços produtivos, especialmente entre 2017 e 2019, mantendo-se desde então na vanguarda. Segundo pesquisa do Ipea, esse desempenho superior é fruto da adoção massiva de tecnologia por parte dos produtores rurais, que conseguem maior produtividade com uso racional de insumos e áreas menores.

O autor destaca que o Brasil saiu na frente ao implementar práticas de compliance, ESG e soluções tecnológicas adaptadas à sua realidade, movimento chamado de “tropicalização da tecnologia”. Essa abordagem permite integrar dados de diferentes origens para melhorar o monitoramento das lavouras, reduzir desperdícios e garantir sustentabilidade, com exemplos como irrigação inteligente, agricultura urbana e uso de imagens de satélite. Enquanto isso, nos EUA, as soluções ainda são mais segmentadas e com menor integração das cadeias produtivas.

Além da liderança tecnológica, o Brasil vem ampliando sua atuação como fornecedor global de alimentos. Rocha ressalta que o país praticamente dobrou suas exportações para a China na última década, puxado por soja e carne, e abriu novos mercados na Ásia, como Vietnã, Japão e Coreia do Sul. Esses movimentos reforçam a relevância do agro nacional diante de um cenário internacional de instabilidade e disputas comerciais.

Com esse protagonismo crescente, o agronegócio brasileiro não apenas impulsiona a economia interna, mas também se torna peça-chave para a segurança alimentar global. A digitalização e a inovação no campo abrem caminho para um futuro mais competitivo, sustentável e influente no cenário mundial.

“Claramente estamos no caminho certo. O agro é um setor-chave no território nacional e já nos posicionamos também como um player extremamente competitivo no cenário internacional. Com os produtores incorporando novas tecnologias e digitalizando o setor, esse com certeza será apenas o início de um futuro ainda mais promissor do qual serviremos de exemplo a ser seguido”, conclui.

 





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Ciência na soja: Mariangela Hungria defende bioinsumos e pesquisa brasileira



O protagonismo da ciência na produção sustentável de soja

A convidada do episódio desta quarta-feira (06) do Planeta Campo Talks, que vai ao ar às 18h15 no Canal Rural e no YouTube, é Mariangela Hungria, engenheira agrônoma da Embrapa Soja e a primeira mulher a conquistar o chamado Nobel da Agricultura. Em uma conversa inspiradora com a apresentadora Marusa Trevisan, a pesquisadora compartilhou sua trajetória, defendeu o papel da ciência no combate à fome e destacou a importância dos bioinsumos para manter o Brasil entre os líderes globais na produção de soja.

Com mais de 40 anos de atuação na pesquisa agropecuária, Mariangela é referência mundial em fixação biológica de nitrogênio, processo que permite à soja brasileira crescer sem a necessidade de fertilizantes nitrogenados importados. “Sem os microrganismos, não teríamos competitividade. Produzir soja seria inviável economicamente”, afirmou.


Do sonho de infância à liderança científica

Mariangela revelou que a paixão pela ciência começou aos oito anos, quando sua avó, professora de ciências, lhe apresentou a biografia de Madame Curie. Desde então, ela decidiu ser cientista e trabalhar para combater a fome no mundo por meio da produção de alimentos.

Apesar do ceticismo dos colegas e da ênfase na adubação química nos anos 1970, seguiu firme no caminho dos biológicos, tornando-se pioneira em uma área que hoje movimenta bilhões no Brasil. Sua atuação foi essencial para transformar os bioinsumos em tecnologias escaláveis, capazes de atender tanto a agricultura familiar quanto a alta produtividade do agronegócio brasileiro.


Investimento em pesquisa e o desafio da comunicação

Durante a entrevista, Mariangela alertou sobre a falta de recursos para a pesquisa agropecuária. “Hoje temos menos pesquisadores para atender uma agricultura muito maior. Estamos fazendo milagres com poucos recursos”, disse. Ela destacou que, apesar dos avanços tecnológicos, como a edição gênica e a inteligência artificial, o país precisa investir para não depender de tecnologias externas.

Outro desafio apontado pela cientista é a comunicação com a sociedade. Para ela, é fundamental explicar, de forma clara e acessível, a importância da ciência e do investimento público em pesquisa, além de combater a desinformação.


Pastagens degradadas e bioinsumos como solução sustentável

Ao comentar o foco atual de suas pesquisas, Mariangela revelou que sua prioridade tem sido recuperar pastagens degradadas com o uso de insumos biológicos. O Brasil tem mais de 60% das pastagens em algum estágio de degradação, o que compromete a produtividade e a vida no solo.

Com base em mais de uma década de estudos, a pesquisadora demonstrou que é possível aumentar a capacidade de suporte de gado por hectare e liberar milhões de hectares para agricultura, tudo isso sem precisar derrubar uma única árvore. “Temos dados, tecnologia e soluções prontamente disponíveis”, afirmou.


COP 30, segurança alimentar e o papel da ciência brasileira

Autora e organizadora do livro “Segurança Alimentar e Nutricional: o papel da ciência brasileira no combate à fome”, disponível gratuitamente no site da Academia Brasileira de Ciências, Mariangela defende uma atuação conjunta entre setor público, privado e terceiro setor para resolver o problema da fome.

Ela também reforçou a importância da COP 30, que será realizada em Belém (PA), como vitrine para mostrar ao mundo a capacidade científica e sustentável da agricultura tropical brasileira. “Vamos mostrar soluções reais, como o plantio direto, os bioinsumos e tecnologias sustentáveis da Embrapa”, declarou.

Ao final, deixou uma mensagem: “A ciência precisa ser compreendida pela sociedade. Só com o apoio da população e de investimentos públicos continuaremos avançando”.



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Soluções baseadas na natureza e sustentabilidade no agro



As soluções baseadas na natureza (NBS, na sigla em inglês) vêm ganhando espaço como estratégia essencial no combate às mudanças climáticas. Trata-se de ações que usam os próprios ecossistemas para enfrentar desafios ambientais, sociais e econômicos.

No Brasil, esse conceito se mostra ainda mais relevante diante de um perfil de emissões único. Diferentemente de países industrializados, que emitem principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis, cerca de 50% das emissões brasileiras vêm do desmatamento e da mudança do uso do solo.

“Proteger florestas e recuperar áreas degradadas é essencial para reduzirmos nossas emissões e gerar novas receitas sustentáveis para o campo”, afirma Janaína Dallan, engenheira florestal com mais de 20 anos de atuação em mudanças climáticas.

Como as NBS funcionam na prática?

As NBS se estruturam em mecanismos ambientais e produtivos. No Brasil, os dois principais são:

REDD+

O mecanismo REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) remunera pela manutenção da floresta em pé e pela recuperação de áreas degradadas. Isso significa:

  • Monitoramento via satélite e patrulhas terrestres
  • Brigadas de incêndio e prevenção contra invasões
  • Geração de créditos de carbono negociáveis no mercado

Agricultura regenerativa e carbono no solo

Outro caminho promissor envolve mudanças nas práticas agrícolas, como o uso de sistemas integrados, plantio direto e rotação de culturas. Essas práticas aumentam o sequestro de carbono no solo, gerando também créditos de carbono e outros benefícios:

  • Aumento da fertilidade do solo
  • Redução do uso de insumos químicos
  • Valorização da propriedade no mercado sustentável

Benefícios diretos para o produtor rural

Implementar soluções baseadas na natureza no agro traz uma série de vantagens:

  • Diversificação de receitas com créditos de carbono
  • Aproveitamento de áreas antes improdutivas
  • Contribuição para metas climáticas nacionais e internacionais
  • Acesso a novos mercados e investidores que exigem critérios ESG
  • Reputação ambiental fortalecida junto à sociedade

Além disso, o Brasil possui mais de 14 milhões de hectares degradados mapeados com alto potencial de recuperação. Essa é uma oportunidade real de transformar passivos ambientais em ativos financeiros.

Exemplos de sucesso no campo

Projetos monitorados por satélite e brigadas locais têm mostrado que é possível manter florestas protegidas e produtivas. “Nas áreas que cuidamos, mesmo com fogo ao redor, conseguimos evitar perdas com ações rápidas e bem estruturadas”, relata Janaína.

Essas iniciativas não apenas evitam o avanço do desmatamento, como tornam o produtor protagonista da conservação, com reconhecimento e retorno financeiro.

📌 Assista à entrevista completa com Janaína Dallan no programa A Protagonista, no Canal Rural, e saiba como aplicar as soluções baseadas na natureza na sua propriedade rural.



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