sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Oferta limitada eleva preço do feijão em setembro



Oferta restrita e clima elevam preços do feijão, safra 2024/25 deve recuar


Foto: Canva

A segunda semana de setembro foi marcada por valorizações no mercado de feijão. Segundo pesquisadores do Cepea, para o tipo carioca de melhor qualidade, a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras manteve os preços em alta.

Além disso, a combinação de clima adverso, de colheita finalizada em importantes regiões e de estratégias de armazenamento reforçaram o movimento de avanço dos preços deste feijão. Quanto ao grão preto, o mercado apresenta sinais de recuperação, ainda que os valores permaneçam abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte aos preços vem da retomada pontual da demanda. 

No campo, dados divulgados pela Conab no dia 11 apontam que a safra 2024/25 nacional de feijão deve somar 3,07 milhões de toneladas, recuo de 3,9% em relação ao ciclo anterior. Esse é o resultado da queda de 5,6% na área cultivada e do ganho parcial de 1,8% na produtividade. 





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Adesão brasileira ao Tratado de Budapeste reduzirá custos com bioinsumos, diz setor



O Brasil formalizou sua adesão ao Tratado de Budapeste, acordo internacional que unifica procedimentos de depósito de microrganismos para fins de patente. Na visão da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), trata-se de um passo estratégico para o futuro da biotecnologia e do agronegócio nacionais.

A anuência do país ao acordo aconteceu após a publicação do Decreto Legislativo nº 174/25. Para o setor produtivo, o movimento tem sido visto como um divisor de águas, especialmente para as indústrias de bioinsumos, segmento que cresce em ritmo acelerado no país.

Assim, a expectativa é que a medida signifique não apenas a redução de custos e a desburocratização de processos, mas também o fortalecimento da soberania científica e da competitividade das empresas brasileiras.

“Estamos diante de um marco regulatório que terá impacto direto no ambiente de negócios. A adesão representa menos barreiras burocráticas, maior segurança jurídica para proteger nossas inovações e um cenário mais atrativo para investimentos no setor de bioinsumos e biotecnologia”, avalia o diretor de Relações Internacionais da Abinbio, Mauro Heringer.

Na prática, o que muda?

Até agora, empresas e pesquisadores brasileiros eram obrigados a recorrer a instituições estrangeiras para fazer o depósito de microrganismos necessários à proteção de patentes em biotecnologia.

Segundo a Abinbio, esse processo gerava custos financeiros significativos e processos burocráticos que, muitas vezes, inviabilizavam pesquisas de ponta.

Desta forma, com a adesão ao Tratado, o Brasil passa a ter a possibilidade de credenciar instituições nacionais como Autoridades Depositárias Internacionais (IDAs). Organizações como a Embrapa Cenargen e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão entre as candidatas naturais a sediar esse serviço estratégico.

“Muitos empreendedores do setor de bioinsumos simplesmente desistiam de levar adiante patentes internacionais pela complexidade e pelo custo de fazê-las fora do país. Com o Tratado, teremos eficiência operacional, redução de custos em moeda estrangeira e mais agilidade. Isso altera de forma decisiva o nosso ambiente de negócios”, considera Heringer.

Mercado brasileiro de bioinsumos

O mercado global de bioinsumos é um dos que mais crescem no setor agrícola, com demanda crescente por soluções sustentáveis que substituam defensivos químicos ou complementem processos produtivos.

Segundo analistas de mercado, o Brasil já desponta como uma das principais fronteiras para o desenvolvimento de bioinsumos, tanto na agricultura quanto em aplicações médicas e industriais. Na safra 23/24, por exemplo, houve avanço de 15% na adoção de produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores em comparação à temporada anterior, conforme dados da Croplife Brasil.

Para a Abinbio a adesão ao Tratado de Budapeste fará com que o país crie as condições para acelerar ainda mais esse crescimento e se posicionar de forma mais competitiva no mercado internacional.

“Os bioinsumos têm um papel central na transição para uma agricultura mais sustentável e competitiva. A adesão fortalece o setor em todas as etapas – da pesquisa e inovação até a chegada do produto ao mercado. Essa medida envia uma mensagem clara para investidores: o Brasil é seguro para inovar”, observa Heringer.

A Abinbio ressalta que o maior ganho da adesão, além da redução de custos, é a integração internacional. Isso porque o modelo do Tratado de Budapeste garante que um único depósito seja reconhecido em todos os países signatários, eliminando duplicidades que antes drenavam tempo e recursos.

“Estamos falando de algo que vai muito além do nosso setor. É um avanço que impacta desde startups até grandes multinacionais instaladas no Brasil. A adesão cria um ecossistema inovador mais robusto, capaz de acelerar a chegada de novos bioinsumos ao campo e de novas tecnologias à indústria”, destaca o diretor.

Na visão da Associação, a medida pode atrair um ciclo crescente de investimentos e parcerias estratégicas, com multinacionais podendo encontrar no Brasil um ambiente mais competitivo e, enquanto isso, as empresas nacionais podem ter mais condições de transformar conhecimento científico em produtos de alto valor agregado.

“O Brasil agora mostra ao mundo que está preparado para competir em um dos setores mais estratégicos do futuro: a biotecnologia. Isso terá reflexos diretos na geração de empregos qualificados, na balança comercial e na autonomia tecnológica nacional”, conclui Heringer.



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A Abertura Nacional do Plantio da Soja tem dia, local e hora; participe!



Atenção, sojicultor: a menos de vinte dias para a Abertura Nacional do Plantio da Soja, as inscrições seguem abertas para quem deseja acompanhar o evento de forma presencial. O encontro marca o início da safra de soja 2025/26 e o processo de inscrição é bem simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir sua vaga. Vale dizer que toda a celebração será transmitida, também, pelo canal do Canal Rural no Youtube.

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A cerimônia será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), e também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o evento reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas como o mercado mundial da soja, condições climáticas e cenário geopolítico.

O evento

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas agrícolas em operação no campo e participar de um almoço de confraternização.



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Alckmin diz que acordo entre Mercosul e Efta é estratégico e decisivo



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, classificou como “estratégico e decisivo” o acordo de livre comércio entre Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), assinado nesta terça-feira (16/9). O acordo fortalece a inserção dos países do bloco sul-americano no continente europeu e apresenta novas oportunidades comerciais para os exportadores brasileiros.

“É um passo estratégico e decisivo para a política comercial do Brasil e para o Mercosul. O acordo mostra ao mundo que o Brasil está pronto para competir e cooperar em alto nível”, afirmou Alckmin.

Com população de 15 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,4 trilhão, os quatro países da EFTA (Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia) estão entre os maiores PIB per capita do mundo.

Para o Brasil, o acordo amplia a rede de parceiros comerciais em um cenário internacional de crescente protecionismo.

Alckmin disse ainda que a parceria é importante também em aspectos que vão além do comercial, ao reforçar valores como democracia, direitos humanos e sustentabilidade. “Abrir mercados não é apenas sobre comércio exterior. É sobre aumentar a renda da população, fortalecer a indústria e tornar o Brasil mais competitivo no cenário global. É comércio com propósito”, disse.

O vice-presidente que o governo tem trabalhado para a finalização do Acordo Mercosul–União Europeia e do Acordo Mercosul–Singapura, bem como para concluir negociações com os Emirados Árabes Unidos, retomar conversas com o Canadá e expandir acordos já existentes com o México e a Índia.

Segundo dados de 2024, a conclusão das negociações com EFTA, União Europeia e Singapura aumenta em 152% a corrente de comércio brasileira sob regimes preferenciais, saltando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.

Acordo
Pelos termos do acordo, a EFTA eliminará 100% das tarifas de importação sobre produtos industriais e pesqueiros. Quase 99% das exportações brasileiras destinadas ao bloco terão livre acesso.

Já o Brasil colocará 97% do comércio bilateral em liberalização imediata, mantendo margens de proteção em setores sensíveis.

O país também garantiu a exclusão de compras relacionadas ao SUS e manteve flexibilidade para utilizar encomendas tecnológicas e políticas de compras governamentais em favor da indústria nacional.

Há tópicos também sobre barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e facilitação de comércio, que promovem transparência e previsibilidade ao comércio entre os blocos

“O acordo ampliará as oportunidades para setores diversos da economia brasileira, do agro à indústria de transformação, reforçando nosso compromisso por um comércio internacional baseado em regras e a busca do governo brasileiro por um país mais integrado, competitivo e preparado para os desafios do futuro”, comenta a Secretária de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Tatiana Prazeres.

Impactos

Estudos estimam que, até 2044, o tratado poderá adicionar R$ 2,69 bilhões ao PIB brasileiro, atrair R$ 660 milhões em novos investimentos e elevar em R$ 3,34 bilhões as exportações. Os ganhos serão impulsionados pela eliminação integral de tarifas industriais já no primeiro dia de vigência e por medidas que reduzem barreiras técnicas e sanitárias.

O capítulo sobre serviços e investimentos também é visto como fundamental, já que a Suíça figura como o 11º maior investidor estrangeiro direto no Brasil, com estoque de US$ 30,5 bilhões, enquanto a Noruega se destaca como principal doadora do Fundo Amazônia, com aportes de R$ 3,4 bilhões.

Oportunidades

Entre os principais beneficiados estão os setores de maior valor agregado. Produtos agroindustriais como carnes bovina, de aves e suína, milho, farelo de soja, frutas (banana, melão e uva), café torrado, sucos de laranja e maçã, mel, etanol e fumo não manufaturado terão acesso preferencial.

Na indústria, áreas como madeira, celulose, pedras ornamentais e semimanufaturados de ferro e aço também devem ganhar espaço.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os setores com maior potencial são alimentos, químicos, máquinas e equipamentos, metalurgia e produtos de metal. Cada segmento, porém, deverá ajustar sua estratégia considerando demanda, preços e logística



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Wagyu: estudo inédito comprova alta qualidade de carne com abate reduzido. Veja


Pecuaristas, o wagyu é uma raça conhecida mundialmente por sua carne macia e com alto marmoreio, mas o longo período de terminação sempre foi um desafio para a rentabilidade. No entanto, um estudo inédito da USP, conduzido pelo Laboratório de Ciência da Carne, traz uma notícia revolucionária para o setor, com novas perspectivas para a pecuária de corte. Veja o vídeo abaixo e saiba mais.

A pesquisa revelou que é possível manter a qualidade de carcaça, maciez e perfil saudável da carne, mesmo com uma redução de 15 meses na idade de abate dos animais. A médica-veterinária Angélica Pereira, professora da USP, e a técnica da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Wagyu, Iris Santana, detalharam o estudo no programa Giro do Boi.

O experimento: 43 meses vs. 28 meses

Cortes de carne de bovinos da raça Wagyu. Foto: DivulgaçãoCortes de carne de bovinos da raça Wagyu. Foto: Divulgação
Cortes de carne de bovinos da raça Wagyu. Foto: Divulgação

O estudo, que durou dois anos e meio, acompanhou o desenvolvimento de bovinos Wagyu Kuroge na Fazenda Yakult, em Bragança Paulista, no estado de São Paulo. Os pesquisadores compararam dois grupos de machos castrados, mantidos nas mesmas condições de manejo e dieta.

  • Lote 1: Abatido com idade média de 28 meses, com peso médio de 607,3 kg.
  • Lote 2: Abatido com idade média de 43 meses, com peso médio de 827,8 kg.

Os resultados mostraram que a idade não alterou atributos relevantes de qualidade, como maciez, deposição de gordura, palatabilidade e aceitação sensorial da carne. Aos 28 meses, as progênies de Wagyu Kuroge já apresentam as características que o mercado gourmet exige.

Benefícios para toda a cadeia produtiva

Bovinos da raça Wagyu. Foto: DivulgaçãoBovinos da raça Wagyu. Foto: Divulgação
Bovinos da raça Wagyu. Foto: Divulgação

A redução na idade de abate do Wagyu traz vantagens para todos os elos da cadeia da carne, da fazenda à mesa do consumidor:

  • Produtor: Menor custo de produção e maior rentabilidade das fazendas, com um giro de capital mais rápido.
  • Consumidor: Acesso a uma carne de alta qualidade e com menor impacto ambiental.
  • Mercado gourmet: Peças de carne menores, que são mais desejáveis no preparo dos pratos, e um produto mais consistente.
  • Indústria: Maior rendimento de carcaça e menor “quebra” de rendimento na desossa, com cortes com quantidade mais desejável de gordura.

Linhagens de Wagyu: qual a mais lucrativa?

Bovinos da raça Wagyu. Foto: DivulgaçãoBovinos da raça Wagyu. Foto: Divulgação
Bovinos da raça Wagyu. Foto: Divulgação

Um segundo experimento avaliou a influência de quatro linhagens de Wagyu Kuroge (100% Tajima, Hiroshima, Alto 100% Tajima e Itozakura) sobre o desempenho e a qualidade da carne. Os animais foram mantidos nas mesmas condições de manejo e dieta por 666 dias.

  • Hiroshima e 100% Tajima: Tiveram maior escore de marmorização, o que se traduz em carne mais macia e saborosa.
  • Hiroshima: Obteve o menor valor médio para espessura de gordura subcutânea.

O estudo conclui que todas as linhagens têm um alto valor agregado, mas as linhagens Hiroshima e 100% Tajima se destacam. As linhagens 100% Tajima e Itozakura tiveram melhores indicativos no escore de marmorização e na espessura de gordura subcutânea.

O estudo inédito da USP, que agora está na reta final, reforça o potencial do Wagyu na pecuária brasileira e traz um caminho para que os produtores possam ampliar a presença da carne mais valorizada do mundo no prato dos brasileiros, com maior eficiência e sustentabilidade.



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Mercosul e EFTA assinam acordo de livre comércio



O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês) assinaram nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio que abrange oito países e envolve um mercado de quase 300 milhões de pessoas e um PIB conjunto superior a US$ 4,3 trilhões.

O entendimento prevê acesso ampliado a mercados para mais de 97% das exportaçõesentre os blocos, além de novas regras para facilitar o comércio e dar maior previsibilidade jurídica às transações. Segundo os governos signatários, a medida deve gerar benefícios para empresas de diferentes portes, incluindo pequenas e médias, e abrir novas oportunidades de negócios em setores variados.

O acordo abrange comércio de bens e serviços, investimentos, propriedade intelectual, compras governamentais, concorrência, regras de origem, defesa comercial, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias. Também prevê um capítulo específico sobre comércio e desenvolvimento sustentável.

As negociações começaram em 2017, em Buenos Aires, e somaram 14 rodadas até a conclusão. Em 2025, os blocos retomaram as tratativas com três rodadas presenciais na capital argentina e reuniões virtuais.

Assinaram o documento, pelo Mercosul, representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai; e, pela EFTA, autoridades da Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein. Os dois blocos declararam intenção de ratificar o acordo e colocá-lo em vigor o mais rapidamente possível.



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AgroNewsPolítica & Agro

PIB catarinense avança com alta em suínos e frango


O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina avançou 5,4% nos 12 meses encerrados em junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). No acumulado de janeiro a junho de 2025, a economia catarinense registrou expansão de 6,1%.

Um dos motores desse crescimento é a pecuária, que mantém desempenho positivo com aumento na produção de carne de frango e carne suína, marcando o sétimo ano consecutivo de evolução. Na suinocultura, Santa Catarina se mantém como líder nacional, respondendo por 29,1% dos abates e por 29,5% do peso total das carcaças produzidas. Na avicultura, o estado também registra avanço consistente, consolidando-se como o segundo maior produtor do país, com participação de 13,4% da produção nacional.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destaca que Santa Catarina reafirma sua posição de protagonismo no agronegócio brasileiro. “Esses resultados são fruto das políticas públicas e do esforço conjunto de produtores, cooperativas, agroindústrias e da forte estrutura sanitária do estado. Seguiremos trabalhando para fortalecer ainda mais esse setor estratégico, que tem impulsionado o crescimento econômico catarinense, gerado empregos e levado a excelência da nossa produção para o mundo”, afirma Chiodini. 

O Brasil, quarto maior produtor mundial de carne suína, registrou em 2024 crescimento de 1,1% na produção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, Santa Catarina reafirmou sua liderança no setor, respondeu por 29% dos abates e 29,3% do peso total das carcaças produzidas no país.

Dados da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina (2024) mostram que a produção estadual alcançou 1,57 milhão de toneladas de carcaça no ano passado. Apesar da leve retração de 0,2% frente a 2023, Santa Catarina manteve a liderança nacional no setor. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), foram produzidos 17,97 milhões de suínos em 2024, alta de 0,1% em relação ao ano anterior. Esse resultado dá sequência a uma trajetória de crescimento que se mantém de forma ininterrupta desde 2013 e representa o maior montante de abates da história do estado.

Além da relevância no mercado interno, o estado segue como protagonista nas exportações. Em 2024, Santa Catarina embarcou 719,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 9,3% em volume em relação a 2023. As receitas chegaram a US$1,70 bilhão, avanço de 7,9% sobre o ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho foi marcado por uma mudança no perfil dos destinos. As Filipinas assumiram a liderança das compras, ultrapassando a China após seis anos de hegemonia. O mercado filipino cresceu 48,2% em volume e 39,0% em valor, enquanto a participação chinesa perdeu força, após ter representado mais de dois terços das exportações catarinenses no auge da Peste Suína Africana.

Conforme o último Boletim Agropecuário, publicado pela Epagri/Cepa, os números de 2025 reforçam a trajetória positiva. De janeiro a julho, Santa Catarina exportou 433,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,07 bilhão, altas de 7,3% e 16,2% frente ao mesmo período de 2024. O estado respondeu por 51,5% do volume e 52,1% do valor das exportações brasileiras no período. Esses valores representam o melhor resultado da série histórica para os sete primeiros meses do ano.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, a produção catarinense de suínos cresceu 1,2% entre julho de 2024 e junho de 2025. Esse resultado consolida um ciclo de expansão contínua iniciado em 2013. “A suinocultura é hoje a principal atividade econômica do meio rural catarinense, respondendo por mais de 21% do valor da produção agropecuária do Estado, o que reforça sua relevância para a economia catarinense de forma geral”, ressalta.

O setor avícola brasileiro vem consolidando seu crescimento nos últimos anos, reforçando a posição do país como principal player global da proteína. Dados do IBGE mostram que, em 2024, o Brasil produziu 13,6 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 2,4% frente ao ano anterior.

Dentro desse cenário, Santa Catarina se destaca. Os dados da Cidasc mostram que o estado abateu 886,7 milhões de frangos no ano passado, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. No comparativo entre julho de 2024 e junho de 2025 com os 12 meses anteriores, período considerado no cálculo de PIB da Seplan, a produção catarinense cresceu 1,9%. 

No mercado externo, o estado manteve-se como segundo maior exportador do país, responsável por 22,6% das receitas nacionais no ano passado. As exportações cresceram 5,7% em volume e 0,2% em valor, em relação a 2023, garantindo recorde histórico em receitas e o terceiro maior volume já registrado. O principal destino foi o Japão, com 12,4% de participação.

Em 2025, Santa Catarina manteve o bom desempenho nas exportações de carne de frango. Até julho, o estado embarcou 668,2 mil toneladas, que renderam US$ 1,37 bilhão, altas de 0,3% em volume e 7,3% em valor na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Epagri/Cepa.

Conforme o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, os resultados mais recentes reforçam a gradual retomada das exportações, após um período de restrições implementadas em decorrência da detecção de um foco de influenza aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul, em maio. “A manutenção de resultados positivos evidencia o desempenho sólido das exportações catarinenses no primeiro quadrimestre do ano e a gradual recuperação dos embarques”, afirma Alexandre.

 





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Congresso de Marketing do Agro ABMRA destaca pessoas, processos e tecnologia no setor



Em sua 17ª edição, o Congresso de Marketing do Agro ABMRA, realizado pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, traz o tema “Os 5 Ps do Marketing: A Evolução Aplicação no Agro”. O encontro será realizado na próxima quinta-feira (18), a partir das 7h, no Blue Tree Transatlântico, em São Paulo.

A programação será composta por cinco painéis – Pessoas, Processos, Praça, Promoção e Performance –, que reunirão 15 especialistas e debatedores de diferentes áreas. O objetivo é compartilhar experiências práticas, tendências e estratégias para empresas, marcas e agências de comunicação que atuam no agronegócio.

Pessoas: foco no capital humano

O primeiro painel terá como destaque a valorização de equipes e colaboradores. A proposta é mostrar como o engajamento interno pode se transformar em fidelidade do cliente. Entre os participantes estão Bill Moraes, CEO da FranklinCovey Brasil; Claudio Vicente, especialista no modelo Disney de excelência; e Paulo Camargo, ex-CEO do McDonald’s. A mediação será feita pelo jornalista Pedro Costa, com participação especial de Afonso Abelhão, presidente da APP Brasil.

Processos: tecnologia e inovação em destaque

O segundo bloco vai explorar como a otimização de fluxos de trabalho e o uso da inteligência artificial (IA) podem criar vantagem competitiva para empresas do agro. O painel contará com Adriano Henriques, vice-presidente do comitê de IA do IAB; e Marcondes Farias, diretor do Innovation Hub da Microsoft. A jornalista Marusa Trevisan, do Canal Rural, será a mediadora, com participação especial de Bia Ambrogi, presidente da Apro+Som.

Praça: logística e distribuição no agro

A terceira mesa de debates tratará da importância de um plano de distribuição eficiente para ampliar a presença das marcas nos pontos de venda. Participam Rafael Vieira, especialista em logística da Harven Agribusiness School, e Paulo César Tiburcio, presidente executivo da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav).

O quarto painel terá como foco o impacto de campanhas e estratégias de comunicação. A discussão será embasada em dados inéditos da 9ª Pesquisa ABMRA – Hábitos do Produtor Rural. Entre os convidados estão Bruno Busquet, presidente da Popai Brasil, e Melissa Vogel, executiva de mídia. A mediação ficará por conta de Jaqueline Silva, diretora de conteúdo e programação do Canal Rural, com participação especial de Rodrigo Neves, presidente da AnaMid.

Performance: métricas e resultados

Encerrando a programação, o quinto painel abordará indicadores de desempenho e controle de ROI. Estarão presentes Diego Senise, CEO da Ilumeo e professor de IA na USP, e Juliano Machado, vice-presidente da Ram. A mediação será conduzida pela jornalista Angela Ruiz.

Inscrições abertas

O Congresso ABMRA é reconhecido como um dos principais encontros de marketing do agronegócio no Brasil, com mais de quatro décadas de experiência na promoção de debates e atualização profissional. As inscrições já estão disponíveis no site oficial do evento.

17º Congresso de Marketing do Agro ABMRA



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Porto de Paranaguá lidera exportações de soja no Brasil



Segundo informações do governo do estado do Paraná, o Porto de Paranaguá liderou as exportações de soja no Brasil no mês de agosto, com um volume de 2 milhões de toneladas. O número alcançou a cifra de US$ 845,9 milhões FOB, valor correspondente ao preço do produto no ponto de embarque. Com isso, a marca representa 21,7% de todo o volume exportado pelo país no mesmo período.

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Embarques de soja: janeiro a agosto

De janeiro a agosto de 2025, foram embarcadas no Porto de Paranaguá 11,3 milhões de toneladas de soja, que correspondem a US$ 4,5 bilhões FOB. Esse valor supera em US$ 1,2 bilhão o total exportado pelos produtores paranaenses, de acordo com os dados divulgados na última semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

A diferença se deve ao fato de que o Porto de Paranaguá também realiza a operação do produto proveniente de outros estados. “É uma clara demonstração de que estamos prontos para atender toda a nossa hinterlândia, que corresponde ao Paraná e partes de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás”, ressalta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O principal destino da soja exportada no período foi a China, que representou mais de 90% da demanda. Em seguida aparecem a Tailândia (2,2%) e o Iraque (1,6%).

Apesar de um terço do mês ter sido marcado por chuvas, que paralisaram as operações, o Porto de Paranaguá movimentou 7 milhões de toneladas em agosto, maior quantidade registrada para o mês na média histórica.

Segundo o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, mesmo com a ampliação dos embarques de grãos, as embarcações não ficam em filas para atracar. ”Nosso corredor de exportação não enfrenta um dia de fila além do necessário para os trâmites de liberação e do processo de atracação”, destaca.

Liderança na exportação de proteína animal

Ao longo do mês, outra commodity de destaque foi o frango congelado, com 185,5 mil toneladas movimentadas, o que corresponde a 49,6% da exportação nacional, praticamente metade de todo o volume brasileiro. A principal origem do produto exportado são os estados do Paraná e parte de Santa Catarina.

No acumulado de 2025, já foram exportadas via Paranaguá 1,7 milhão de toneladas de frango. Isso representa 44,4% de toda a exportação nacional, consolidando o porto como maior corredor de exportação de frango do mundo. Em valor FOB, foram mais de US$ 2,4 bilhões referentes ao produto enviado para o exterior.

Farelo de soja no mercado internacional

Outro produto que vem ganhando cada vez mais espaço é o farelo de soja. As exportações registradas pelo Porto de Paranaguá representam 29,1% da movimentação nacional, segundo maior volume do Brasil, com 4,5 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Somente em agosto, foram movimentadas 508 mil toneladas.

Os principais destinos foram Países Baixos (Holanda), França, Coreia do Sul, Espanha, Indonésia e Alemanha. Neste oitavo mês do ano, a França liderou as importações de farelo.



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Agricultura lidera geração de empregos no Brasil em julho



O setor agropecuário liderou a criação de empregos no Brasil no trimestre encerrado em julho de 2025. A ocupação na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura cresceu 2,7%, com 206 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Os dados, divulgados nesta terça-feira (16), mostram o peso do agronegócio no avanço do mercado de trabalho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse crescimento contribuiu para o avanço do mercado de trabalho, especialmente em regiões com forte presença do agronegócio. Além disso, a taxa de desocupação caiu para 5,6%, o menor nível desde 2012. O resultado representa recuo de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,2 ponto frente ao mesmo período de 2024.

Setores com empregos alta

Outros grupamentos que registraram aumento foram transporte, informação e comunicação, indústria e administração pública e serviços sociais. Esses setores impulsionaram o crescimento da população ocupada em 1,2% no trimestre e 2,4% no ano, atingindo novos recordes históricos.

No mesmo período, em julho, o contingente de desempregados foi estimado em 6,1 milhões de pessoas, redução de 14,2% no trimestre e 16% no ano. A população ocupada chegou a 102,4 milhões, recorde histórico, com o nível de ocupação atingindo 58,8% da população em idade de trabalhar.

Subutilização e renda

Mais um dado em destaque é que a taxa de subutilização caiu para 14,1%, o menor valor da série histórica. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e desalentadas. O número de trabalhadores subutilizados foi estimado em 16,1 milhões, queda de 1,6 milhão no trimestre e de 2,3 milhões no ano.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.484, crescimento de 1,3% no trimestre e 3,8% em 12 meses. Já a massa de rendimentos alcançou R$ 352,3 bilhões, outro recorde histórico.



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