Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos – Foto: Nadia Borges
Uma pesquisa inovadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) está transformando resíduos da indústria de papel em hidrogéis à base de nanofibrilas de celulose (NFC), com aplicações práticas e sustentáveis em diversas culturas agrícolas. Segundo os pesquisadores, materiais simples como tubos de papelão podem ser convertidos em hidrogéis avançados, com alta estabilidade e eficiência graças à nanotecnologia, que aumenta a área de contato e fortalece a estrutura do gel.
A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos, como cascas e serragens, ampliando as possibilidades de reaproveitamento de resíduos dessa indústria. Os testes realizados indicaram que os hidrogéis são eficazes na germinação de sementes, substituindo o ágar, e no enraizamento de mudas, em alternativa à vermiculita. Além disso, podem ser utilizados no plantio de culturas como café e eucalipto, na forma de discos ou microesferas, de acordo com a etapa de uso.
Outro benefício relevante é a capacidade de armazenamento hídrico dos hidrogéis, que chegam a absorver até 1.500% do seu peso em água. Essa característica permite a liberação gradual da água no solo, auxiliando na mitigação de efeitos de estiagens e promovendo maior resiliência das lavouras.
Além de água, os hidrogéis demonstraram potencial para retenção de nutrientes e fertilizantes, garantindo liberação controlada e reduzindo a poluição causada pelo uso indiscriminado de defensivos agrícolas. Essa inovação abre caminho para soluções mais sustentáveis, eficientes e econômicas no manejo agrícola, integrando tecnologia de ponta e economia circular.
Plantas com crescimento saudável, alta produtividade e com um desenvolvimento que promove a sustentabilidade no campo. É com tecnologia de ponta que a Yara tem disponível sua linha de fertilizantes foliares, produtos que são grandes aliados do produtor rural pela eficiência e alta precisão.
Por que o fertilizante foliar é vantajoso? Por ser aplicado diretamente na folha, o produto atende à necessidade da planta de forma mais precisa e evita a subnutrição ou uso em excesso. A adubação foliar permite que os nutrientes sejam absorvidos diretamente pelas folhas, o que acelera a resposta das plantas e maximiza a eficiência da nutrição.
Esse tipo de adubação é indicado para a complementação de nutrientes por exemplo, em estágios específicos da cultura, como em fases de semeadura, floração e enchimento dos grãos. Funcionam como um complemento eficaz a adubação no solo especialmente em estágios críticos do desenvolvimento das culturas. E isso se reflete em mais rentabilidade para o produtor e menor impacto ao meio ambiente.
“Para um bom fertilizante foliar, além da matéria prima de alta qualidade, os produtos possuem em sua formulação, adjuvantes essenciais para o bom desempenho desses produtos na lavoura. São agentes que ajudam na absorção, estabilidade, durabilidade e eficiência dos fertilizantes, potencializando a eficácia da adubação e tornando o manejo mais prático e seguro. Para isso, a Yara investe em pesquisa para entregar qualidade e performance em todos os seus adubos foliares, oferecendo um produto diferenciado”, afirma Thayna Pereira Garcia, analista técnica comercial da empresa.
Resultados
Para obter esses resultados, a empresa oferece a linha YaraVita. Com formulação inovadora, os produtos combinam nutrientes prontamente assimiláveis como o nitrato de cálcio, que melhoram a performance da planta em momentos críticos do seu desenvolvimento. Fortalecer as raízes, melhorar a estrutura celular e aumentar a resistência ao estresse ambiental de várias culturas são vantagens de produtos como YaraVita Balance, YaraVita Bortrac e YaraVita Grãos. A linha tem produtos indicados para grãos, cana-de-açúcar, café e citros.
O produtor José Ricardo Barbosa, de Pirassununga (SP), explica a decisão de adotar a linha da YaraVita no seu pomar de 105 mil pés de laranja. “O plantio de laranja é um planejamento. A qualidade precisa vir desde a muda, porque tem um investimento alto, preparo de solo, tudo que vem antes da muda e depois na condução dela. A gente buscou tecnologia para fazer a produtividade vir antes porque quanto antes começar a produzir, mais cedo ela se paga devido à pressão fitossanitária do greening. E as tecnologias que a gente tem buscado hoje nos ajudam muito”.
Cada produto atende a necessidades específicas, como é o caso do Bortrac, fertilizante foliar concentrado de boro, de fácil aplicação e alta concentração, que favorece o pegamento de flores, frutos e grãos. Ou o YaraVita Balance, que complementa a adubação sólida, melhorando a fotossíntese, a floração e a atividade enzimática em cultivos como citros, cana-de-açúcar e café.
Para lidar com os desafios no campo, a linha YaraAmplix combina nutrientes com uma fração de matriz orgânica, capaz de melhorar a tolerância e permitir a rápida recuperação das plantas ao enfrentarem estresses ambientais, como secas e picos de temperatura ou ainda de manejo, como aplicações de herbicidas. Isso é essencial para a produtividade, já que uma nutrição equilibrada ajuda a reduzir os impactos sofridos pelas plantas em um cenário de mudanças climáticas, evitando assim o abortamento de flores e frutos, por exemplo.
Esses produtos irão otimizar o metabolismo das plantas e permitir a alta eficiência do uso de nutrientes e da água. Características que promovem plantas mais preparadas para enfrentar condições de estresses bióticos e abióticos.
E os resultados na prática? O produtor de Pirassununga conta o que a linha da Yara de matriz orgânica tem proporcionado na lavoura. “O resultado é que aplicação foliar com as tecnologias que os produtos novos oferecem é uma absorção mais rápida e a planta corrige uma deficiência, ajuda no ‘pegamento’ da fruta. É tudo resposta imediata, que na aplicação na raiz demora um pouco mais. No momento certo, com o produto certo, a gente tem um resultado maravilhoso”, conta José.
Além disso, a aplicação de micronutrientes foliares como manganês e zinco em culturas como o tomate, por exemplo, pode ser ajustada para garantir que as plantas recebam esses elementos em momentos críticos de seu ciclo, evitando deficiências que comprometem o desenvolvimento e a qualidade final dos frutos. Desse modo, é possível conseguir um produto final de melhor qualidade, com maior tempo de prateleira e que atenda as demandas específicas de diversos mercados, incluindo a indústria.
Um produto final com melhores características e classificação significa alto valor agregado nas vendas, o que reflete em lucratividade para o agricultor. Em lavouras demonstrativas da Yara, a aplicação de fertilizantes foliares da linha YaraVita, por exemplo, representou um ganho médio de 96 caixas/ha no cultivo de tomate.
As exportações brasileiras de milho registraram avanço em setembro, com resultados semelhantes aos do mesmo período do ano passado.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a demanda interna por carnes e etanol também impulsionou o crescimento das importações do cereal.
Segundo o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, nas duas primeiras semanas de setembro foram exportados mais milho do que soja: 3 milhões de toneladas de milho contra 2,7 milhões de toneladas de soja. “Esse movimento é natural, o milho está ‘tirando o atraso’ dos últimos meses, quando a soja predominou”, ressalta.
De acordo com ele, entre os períodos de janeiro a setembro dos últimos cinco anos (2021 a 2024), e parcialmente até setembro de 2025, o Brasil exportou 18,8 milhões de toneladas de milho, enquanto no mesmo período do ano passado foram 24,3 milhões de toneladas. Os resultados podem chegar próximo do número alcançado em 2024 quando setembro fechar.
O destaque, segundo Ferreira, são as importações, afinal, foram compradas mais de 1 milhão de toneladas em 2025, acima dos últimos dois anos, quando o volume registrado foi de 790 mil toneladas em 2023 e 880 mil toneladas em 2024. “Podemos chegar próximo das 1,74 milhão de toneladas de 2022”, destaca.
De acordo com o diretor, o crescimento da produção é um fator determinante. A safra atual atinge cerca de 140 milhões de toneladas nas duas temporadas, um aumento de mais de 50 milhões de toneladas em 10 anos, considerando que há uma década a produção brasileira era de 85 milhões de toneladas.
“Nesse período, a demanda também cresceu, inicialmente para a produção de carnes, que consumia boa parte do milho produzido”, explica.
Novas demandas para o milho
Segundo o Ferreira, nos últimos anos, novas demandas surgiram. A exportação se tornou um importante destino do cereal, assim como a produção de etanol de milho, que atualmente consome cerca de 30 milhões de toneladas.
“Em 2024, exportamos 55 milhões de toneladas; no ano passado, esse volume caiu para 39 milhões. A produção de etanol também cresceu com a expansão das usinas de milho”, afirma.
De acordo com Ferreira, no porto de Paranaguá, no Sul, a exportação cresceu de 500 mil para mais de 2 milhões de toneladas. O milho do Centro-Oeste é majoritariamente destinado ao etanol e ao mercado doméstico, enquanto o excedente do Sul vai para exportação.
“O mercado é livre e competitivo. A demanda interna cresce, e quem pagar mais, leva”, completa.
O preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou queda em agosto, mostram os dados da última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), divulgados nesta terça-feira (16).
Assim, o valor nacional passou de R$ 7,40 em julho para R$ 7,36 em agosto, recuo de 0,54%.
Conforme o levantamento, a redução reflete a contração de alguns setores da indústria, já percebida nos últimos meses e o novo reflexo da política tarifária dos Estados Unidos, que diminuíram a demanda por transporte.
A queda do dólar também ajudou a aliviar custos. Com a taxa básica de juros mantida em 15% ao ano, o cenário permaneceu estável, favorecendo a retração.
“Alguns fatores, porém, evitaram uma queda maior. O escoamento da segunda safra de milho manteve a procura por transporte, o reajuste do piso da tabela de frete em julho ainda impactou os preços e o diesel registrou leve aumento no mês”, destaca a análise.
Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum subiu 0,65% em agosto e foi vendido, em média, a R$ 6,19. O diesel S-10 avançou 0,81%, alcançando R$ 6,22.
“O resultado de agosto mostra como diferentes fatores se equilibraram. A menor atividade da indústria pressionou os preços para baixo, enquanto a safra de milho, a tabela de frete e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada”, contextualiza Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete.
Para os próximos meses, a expectativa é de pequenas oscilações no índice, influenciadas pelo comportamento dos combustíveis, pelo câmbio e por possíveis alterações regulatórias.
O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição é levantada com base nos dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom.
O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com pressão baixista no decorrer da semana.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curtíssimo prazo.
Isso acontece em virtude da posição mais confortável das escalas de abate que, para muitas indústrias, já está definida ao longo do mês.
“A incidência de animais de parceria, contratos a termo, é um elemento importantíssimo para entender este comportamento. Como contraponto, mais uma vez precisa ser mencionada as exportações, em um desempenho bastante contundente em 2025, caminhando para um recorde histórico, em volume e principalmente em receita”, disse.
Preços médios da arroba do boi
São Paulo: R$ 305,50 — ontem: R$ 306,83
Goiás: R$ 291,43 — R$ 291,79
Minas Gerais: R$ 288,24 — estável
Mato Grosso do Sul: R$ 320,55 — R$ 320,82
Mato Grosso: R$ 299,26 — R$ 300,41
Mercado atacadista
O mercado atacadista se depara com preços acomodados para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela queda das cotações no curto prazo, considerando o arrefecimento do consumo durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.
“Além disso, apesar da recente alta, a carne de frango ainda conta com a preferência da maior parcela da população brasileira, em especial das famílias que contam com menor renda (entre um a dois salários-mínimos)”, diz.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o traseiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 17,10, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2981 para venda e a R$ 5,2961 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2917 e a máxima de R$ 5,3217.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em decisão publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, a venda, distribuição, importação e a propaganda de todos os lotes do azeite Los Nobles.
Em sites de empórios e também em marketplaces, o produto é apresentado como argentino, mas, conforme a autarquia brasileira, não possui aprovação da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia da Argentina (Anmat).
Por conta da falta de registro, é considerado clandestino pelas autoridades brasileiras. Um galão de 5 litros do produto chega a ser encontrado por menos de R$ 120 reais, preço muito abaixo do usualmente praticado pelo mercado.
Além disso, a Anvisa informou que a empresa responsável e o CNPJ da distribuidora são desconhecidos.
Desde o início deste ano, a Agência já proibiu a venda de 20 marcas de azeite, conforme levantamento do G1. Veja os rótulos vetados:
Los Nobles – setembro
Vale dos Vinhedos – julho
Serrano – junho
Málaga – junho
Campo Ourique – junho
Santa Lucía – junho
Villa Glória – junho
Alcobaça – junho
Terra de Olivos – junho
Casa do Azeite – junho
Terrasa – junho
Castelo de Viana – junho
San Martín – junho
Grego Santorini – maio
La Ventosa – maio
Escarpas das Oliveiras – maio
Almazara – maio
Quintas D’Oliveira – maio
Alonso – maio
Doma – fevereiro
Azapa – fevereiro
Como comprar um azeite de qualidade?
A Anvisa alerta os consumidores que a escolha de um azeite de qualidade precisa seguir alguns passos:
Escolha um produto com envase recente
️Desconfie de preços muito baixos
️Não compre azeite a granel
Veja se o produto já foi proibido pela Anvisa ou pelo Ministério da Agricultura
Pecuaristas, a escolha de um touro para a pecuária extensiva em climas quentes exige uma análise aprofundada da sua genética. O Caracu, um taurino adaptado, se destaca pela sua inigualável rusticidade e resistência ao calor. Natan Eduardo, de Mirante, no estado do Maranhão, perguntou quais características genéticas e fisiológicas do gado caracu contribuem para sua adaptação em comparação com outras raças taurinas. Assista ao vídeo abaixo.
Nesta terça-feira (16), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”. Ele explicou que a adaptação do caracu é resultado de um longo processo de seleção natural e de suas características fisiológicas, que o tornam ideal para o nosso clima.
Seleção natural: o segredo da adaptação do Caracu
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
As raças ibéricas, das quais o caracu é descendente, foram trazidas ao Brasil há 500 anos. Os animais que sobreviveram a esse longo processo de evolução, por seleção natural, foram os mais adaptados ao clima tropical. O especialista explica que a adaptação do caracu é resultado de um conjunto de características fisiológicas que facilitam a vida do animal no calor:
Couro mais grosso: O que ajuda a proteger o animal contra carrapatos, uma praga que causa prejuízos bilionários à pecuária.
Pelos mais curtos: Que facilitam a troca de calor com o ambiente, mantendo a temperatura corporal em níveis ideais.
Vascularização: A maior vascularização da pele contribui para a termorregulação, permitindo que o animal dissipe o calor do corpo de forma mais eficiente.
Essas características tornam o sistema termorregulatório do caracu mais eficiente em relação aos taurinos do frio. É por isso que ele se adapta bem ao calor e pode cobrir vacas a pasto em regiões como o Centro-Norte do país, sem os problemas de estresse térmico de outras raças europeias.
O Caracu e o cruzamento industrial no trópico
A rusticidade e a resistência ao calor do caracu o tornam uma excelente opção para o cruzamento industrial com o nelore. O cruzamento de um taurino adaptado com um zebuíno resulta em um animal meio-sangue, que tem o melhor das duas raças: a rusticidade e a adaptação do zebuíno e a qualidade de carcaça e a precocidade do taurino.
O caracu, juntamente com o senepol, é uma das raças mais indicadas para a pecuária extensiva no trópico. A sua capacidade de se adaptar ao calor, de ter um bom desempenho reprodutivo e de produzir um bezerro de qualidade o torna uma ferramenta valiosa para o pecuarista que busca alta lucratividade na pecuária, com um manejo simples e eficiente.
O acordo de livre comércio entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), assinado nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, deve abrir novas oportunidades comerciais para carnes bovina, de aves e suína, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, álcool etílico, fumo não manufaturado, arroz, frutas (bananas, melões, uvas), e sucos de frutas (laranja, maçã) quando entrar em vigor.
Segundo o documento do Ministério das Relações Exteriores, considerados os universos agrícola e industrial, o acesso em livre comércio de produtos brasileiros aos mercados chegará a quase 99% do valor exportado, afirma o governo brasileiro.
Pelo acordo, a EFTA (que inclui Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia) eliminará 100% das tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor do acordo (no primeiro dia do terceiro mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos por ao menos um país da EFTA e um país do Mercosul).
Considerados isoladamente, 100% das exportações brasileiras para a Islândia e para Liechtenstein estão na lista de livre comércio, enquanto para Noruega e Suíça os percentuais são de, respectivamente, 99,8% e 97,7%.
Para facilitar o comércio agropecuário, fica estabelecido o “prelisting” – sistema que estabelece um reconhecimento prévio do sistema de inspeção sanitária do Brasil – e procedimentos de regionalização para produtos de origem animal.
Além disso, 63 indicações geográficas brasileiras passarão a ser protegidas nos países da EFTA, fortalecendo a “marca Brasil”.
“O acordo possibilita uma tramitação mais ágil para o reconhecimento de novas indicações geográficas brasileiras e preserva os direitos dos produtores brasileiros que já utilizavam de alguma forma esses termos”, destaca o documento.
O acordo entrará em vigor e produzirá efeitos jurídicos no primeiro dia do terceiro mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos por ao menos um país da EFTA e um país do Mercosul.
O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (16) marcada por poucas ofertas e preços mais fracos, segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado. “Chicago até subiu, mas o dólar recuou novamente, e os prêmios também cederam, o que acabou neutralizando qualquer ganho para o mercado interno”, destacou.
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Silveira acrescenta que, embora algumas ofertas pontuais tenham surgido, a indústria manteve ritmo lento e os portos registraram poucas indicações. O spread entre as ofertas de compradores e vendedores seguiu elevado.
Confira as cotações de soja no país:
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,50 para R$ 141,00
Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
Paranaguá (PR): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 128,00
Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
Rio Verde (GO): caiu de R$ 125,50 para R$ 125,00
Chicago
Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A piora nas lavouras americanas, a queda do dólar frente a outras moedas, a menor aversão ao risco diante de corte nos juros americanos e o sentimento favorável sobre um acordo comercial entre China e EUA formaram um combo de notícias positivas para as cotações.
Lavouras de soja nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de setembro, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 11% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 64%, 26% e 10%, respectivamente.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,49 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,69 1/4 por bushel, com alta de 6,25 centavos ou 0,58%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,40 ou 0,14%, a US$ 286,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,20 centavos de dólar, com ganho de 0,93 centavo ou 1,77%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2981 para venda e a R$ 5,2961 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2917 e a máxima de R$ 5,3217
O documento representa um avanço estratégico para a padronização da fiscalização da fruta no comércio internacional.
A iniciativa, proposta pelo Brasil, buscou harmonizar critérios de qualidade e identidade do mamão, garantindo maior previsibilidade e transparência nas transações comerciais.
Os parâmetros técnicos servirão de referência para importadores e exportadores, reduzindo barreiras não tarifárias e fortalecendo a competitividade da fruticultura nacional em mercados exigentes.
“A publicação dessa brochura representa um marco para a fruticultura nacional, pois garante que o mamão brasileiro, reconhecido pela sua qualidade, seja avaliado de acordo com padrões internacionais de excelência”, destaca o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso.
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de mamão, com destaque para os estados do Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.
A brochura contribuirá diretamente para facilitar o acesso a mercados, apoiar ações de fiscalização e inspeção do Mapa e ampliar a competitividade do setor.
O que são as brochuras
As brochuras da OCDE reúnem imagens e descrições que caracterizam os defeitos e as características essenciais dos produtos hortícolas. São ferramentas fundamentais para que inspetores de qualquer parte do mundo possam classificar os produtos de forma padronizada e emitir certificados.
Esses documentos também favorecem o comércio internacional, ao permitir que compradores e consumidores reconheçam produtos de maior qualidade, ampliando a confiança nas transações e garantindo melhor experiência de consumo.