domingo, abril 26, 2026

Autor: Redação

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Setor avícola segue à espera de reabertura do mercado chinês



A China ainda não retomou as compras de carne de frango brasileira, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

As aquisições estão suspensas desde meados de maio, quando foi registrado um caso de gripe aviária em uma granja comercial do RS. Ainda assim, o setor avícola nacional está otimista e à espera de boas notícias nas próximas semanas, apontam pesquisadores do instituto. 

Vale lembrar que representantes chineses estiveram no Brasil na segunda quinzena de setembro avaliando a forma que o país administrou a ocorrência do caso da gripe aviária. 

Dados da Secex mostram que, de janeiro a maio, a média mensal de exportação de carne à China era de 45,65 mil de toneladas. A quantidade representava, em média, 10% do total escoado pelo Brasil.

Já em junho, julho e agosto, a média de escoamento ao país asiático caiu para 191 toneladas, passando a representar apenas 0,05% dos embarques nacionais nesse período. 

Pesquisadores do Cepea indicam que, caso a China, único país que mantém o embargo sobre a proteína brasileira,  retome as compras por aqui, o Brasil está preparado para ofertar carne de frango o suficiente para atender ao país asiático sem comprometer a disponibilidade doméstica e nem impulsionar os valores internos da proteína.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plantio na Argentina alcança 19,8% da área total projetada



O plantio de milho da safra 2025/26 na Argentina alcançava na última semana 19,8% da área total projetada, de 7,8 milhões de hectares, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Na semana, o avanço foi de 7,4 pontos porcentuais.

Na comparação com igual período do ano passado, os trabalhos estão 7 pontos porcentuais adiantados. Segundo a bolsa, a semeadura em áreas como oeste, centro e nordeste de Buenos Aires está atrasada por causa do excesso hídrico, mas está adiantada em outras regiões, como o centro de Santa Fé e Entre Ríos.

Trigo

Quanto ao trigo, 97% da safra apresentava condição entre normal e excelente na última semana, estável ante a semana anterior. A bolsa destacou que, até o momento, as estimativas de rendimento estão próximas das máximas históricas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás divulga resultado preliminar do PAA 2025



Mais de 180 municípios atendidos pelo PAA Goiás



Foto: Pixabay

O Governo de Goiás divulgou o resultado preliminar do Programa de Aquisição de Alimentos do Estado de Goiás (PAA Goiás) 2025. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás e a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), destinará R$ 30 milhões para agricultores familiares em 181 municípios, abrangendo mais de 73% do estado.

De acordo com o governo, nesta edição foram registrados 3.126 cadastros pela Plataforma PAA Goiás, número que representou registro de participação. Após análise da documentação, 2.809 propostas foram consideradas aptas. Dentre eles, 2.015 produtores foram classificados para fornecimento imediato, enquanto 794 foram contratados em cadastro de reserva.

O processo de avaliação ocorreu entre 8 e 29 de setembro. Conforme previsto em edital, os produtores podem interpor recursos administrativos até esta quinta-feira (2), de forma exclusiva pela Plataforma PAA Goiás.

As próximas fases do programa incluem a definição das entidades sociais responsáveis ??pela recepção e distribuição dos alimentos e a publicação do calendário de entregas. A expectativa é de que os benefícios ocorram de forma parcelada entre novembro de 2025 e julho de 2026.





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Guerra comercial entre China e EUA beneficia exportações de soja do Brasil



A disputa comercial entre China e Estados Unidos abriu espaço para a soja brasileira ganhar ainda mais relevância no mercado internacional. Com tarifas adicionais impostas por Pequim sobre o grão americano, os embarques do Brasil se tornaram a principal alternativa para suprir a demanda chinesa, que representa em média 61% de toda a soja negociada no comércio global, segundo a Associação Americana de Soja.

Nos últimos anos, a China importou volumes que superam, sozinha, a soma de todos os outros compradores do mundo. O país asiático, com 1,4 bilhão de habitantes e o maior rebanho suíno do planeta, é insubstituível para o mercado global da oleaginosa.

Em 2024, os Estados Unidos chegaram a exportar 27 milhões de toneladas de soja para a China, mas esse fluxo foi reduzido drasticamente após a imposição de uma tarifa de 23% por parte de Pequim. Apesar de a soja americana ter registrado preços de até US$ 0,90 por bushel mais baratos que os da brasileira, o imposto adicional encareceu o produto em US$ 2 por bushel, inviabilizando a compra.

Com isso, os chineses intensificaram suas compras na América do Sul. A Argentina também foi beneficiada, depois que o governo de Javier Milei suspendeu temporariamente o imposto de exportação sobre a oleaginosa em setembro, medida que atraiu carregamentos imediatos. Ainda assim, é o Brasil que segue como principal fornecedor.

Impacto nos EUA

A perda de mercado para o Brasil gerou forte insatisfação entre produtores norte-americanos. O ex-presidente Donald Trump, em publicação no Truth Social, afirmou que a soja será tema central em sua próxima reunião com o presidente chinês Xi Jinping. “Nossos agricultores estão sendo prejudicados porque a China, apenas por razões de negociação, não está comprando”, escreveu.

A pressão já atinge outros setores da economia rural. A fabricante de máquinas CNH, dona das marcas Case e New Holland, registrou queda de 20% nas vendas líquidas de equipamentos agrícolas no primeiro semestre de 2025.

Na Farm Progress Show, tradicional feira realizada em Illinois, a prefeita de Decatur — cidade conhecida como antiga “capital mundial da soja” — admitiu que o título pode estar migrando para outro hemisfério. “Talvez seja o Brasil”, disse Julie Moore Wolfe.

Brasil fortalecido

A mudança no fluxo global reforça a posição brasileira como principal fornecedor da oleaginosa para a China, consolidando ainda mais sua liderança no comércio internacional da soja. Enquanto os agricultores americanos aguardam uma possível retomada das negociações entre Washington e Pequim, os produtores do Brasil ampliam espaço no maior mercado comprador do mundo.



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‘O agro é parte essencial da identidade do Brasil’, afirma presidente da Aprosoja MS durante início da semeadura da soja



A contagem regressiva chegou e, agora, as máquinas assumem o protagonismo no campo. Foi dada a largada para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, realizada em Sidrolândia (MS), diretamente da Fazenda Recanto. São cerca de mil presentes reunidos no evento que marca oficialmente o início da nova temporada de semeadura da oleaginosa no Brasil.

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A família Basso esteve presente no palco, representada também por Rodrigo Basso, prefeito de Sidrolândia. Em seu discurso, o gestor destacou a importância da soja para o desenvolvimento local. “Não tem como a gente não ser grato por essa cultura que trouxe tanto desenvolvimento para a gente. Representando produtores rurais, estamos muito gratos pela parceria com a Aprosoja Brasil”, afirmou.

Durante a cerimônia, foi exibida uma reportagem sobre a relevância da commodity para Mato Grosso do Sul. Também participaram da abertura o presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia, Paulo Stefanello, e o presidente da Aprosoja-MS, Jorge Michelc.

“É uma honra receber todos vocês neste momento que marca o início de nossa agricultura. Sidrolândia representa 6% da área estadual, com produção de 960 mil toneladas na última safra e produtividade acima da média estadual. Além disso, conta com mais de 119 mil hectares disponíveis para expansão”, disse Michelc, reforçando o potencial da região.

O presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia, Paulo Stefanello, fez questão de agradecer à família Basso pela acolhida na Fazenda Recanto. Em sua fala, ele destacou a posição estratégica do município.

“Sidrolândia está no coração da Rota Bioceânica, que traz para o município um grande avanço no setor logístico. Isso é muito importante para o desenvolvimento da nossa região, pois gera crescimento industrial não só para Sidrolândia, mas para todo o Centro-Oeste do Brasil”, afirmou.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, subiu ao palco e pediu uma salva de palmas em homenagem a todos os produtores rurais de Mato Grosso do Sul.

Na sequência, Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, também se dirigiu ao público e fez uma série de agradecimentos. Ele saudou os milhares de agricultores que acompanham o evento, destacou a importância da família Basso e cumprimentou os 11 presidentes de Aprosojas presentes. Cargnino lembrou que esta é a sexta vez que a abertura nacional acontece em Mato Grosso do Sul.

“É um compromisso de levarmos juntos informação ao produtor rural. Outro pilar desse encontro é o momento de celebração: estamos unindo mais de mil produtores aqui hoje. E também conseguimos, a partir desses eventos, mostrar ao Brasil o que acontece no campo”, afirmou.

Programação da Abertura do Plantio da Soja

A programação inclui dois painéis de debates. O primeiro, “Biocombustíveis: Economia Verde e Oportunidades para o Produtor”, terá a participação de Donizete Tokarski, diretor superintendente da Ubrabio, e Arthur Falcette, secretário adjunto da Semadesc. O painel vai discutir o papel estratégico da soja na produção de biodiesel e outras energias renováveis, ampliando as possibilidades de mercado para os produtores.

Na sequência, será realizado o painel “Caminhos para Solução dos Gargalos do Agro”, mediado por Fabrício Rosa. Entre os convidados estão Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura; e o deputado Rodolfo Nogueira, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O debate deve abordar os principais desafios logísticos, regulatórios e políticos que influenciam o avanço do agronegócio brasileiro.



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COP30 poderá gerar R$ 3,3 milhões para agricultores familiares



No estado do Pará, pelo menos 80 grupos organizados, entre associações, cooperativas e redes produtivas, e cerca de 8 mil famílias da agricultura familiar estão aptos a fornecer alimentos para a 30ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), em novembro, em Belém.

O mapeamento, feito pelos institutos Regenera e Fronteiras do Desenvolvimento, buscou mostrar que na região há fornecedores para atender às demandas do edital publicado em agosto pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para a seleção dos operadores de alimentação da conferência.

O edital estabelece, pela primeira vez, que uma conferência do clima terá ao menos 30% dos ingredientes servidos aos participantes provenientes da agricultura familiar, da agroecologia e da produção de povos e comunidades tradicionais.

O levantamento feito pelos institutos mostra que essa compra de insumos para a COP30 poderá injetar R$ 3,3 milhões na economia local, valor equivalente a quase 80% do orçamento anual do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) destinado ao município de Belém.

“Toda vez que a gente fala de aumentar a oferta de alimentos agroecológicos ou da agricultura familiar, a pergunta que sempre aparece é: ‘Mas onde estão esses produtores? Existe produção suficiente?’”, diz o cofundador do Instituto Regenera, Maurício Alcântara. O mapeamento vem responder a essas questões, mostrando que sim, há produtores suficientes.
Alcântara explica que, para um produtor ser considerado apto, foram levados em conta no levantamento critérios como: estar com o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) regularizado e estar apto a emitir notas fiscais e seguir os regulamentos sanitários para cada alimento fornecido.

“Existe muito mais produção do que além dessas 8 mil famílias, mas este foi o primeiro mapeamento que nós fizemos para poder mostrar que existe gente produzindo bastante coisa. Há uma diversidade muito grande de produtos, uma diversidade muito grande de origens, de lugares diferentes do estado do Pará, que podem ser fornecidos para esse evento. Não significa que sejam só esses que possam ser fornecedores, mas é só para mostrar um ponto de partida”, diz Alcântara.

Agricultura familiar

Em todo o país, as propriedades de agricultura familiar somam 3,9 milhões, representando 77% de todos os estabelecimentos agrícolas. Já em área ocupada, são 23% do total, o equivalente a 80,8 milhões de hectares.

Essas propriedades são responsáveis por 23% do valor bruto da produção agropecuária do país e por 67% das ocupações no campo. São 10,1 milhões de trabalhadores na atividade. Desses, 46,6% estão no Nordeste. Em seguida, aparecem o Sudeste (16,5%), Sul (16%), Norte (15,4%) e Centro-Oeste (5,5%). Os dados são do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar.

Para Alcântara, a inclusão da agricultura familiar, da agroecologia e da produção de povos e comunidades tradicionais no edital dos alimentos que serão servidos nos espaços oficiais da COP-30 é uma vitória.

“Quando a gente fala especificamente do aspecto climático, são essas e esses produtores que estão produzindo alimentos adequados e relacionados com o bioma. É quem está produzindo, por exemplo, em modelos regenerativos e modelos agroecológicos que combinam a preservação da floresta com a produção de alimentos. É gente que está preservando os biomas, por exemplo, quando se recusam a produzir só o que o mercado está demandando, mas produzem uma oferta muito maior, uma diversidade muito maior de alimentos”, destaca.

Para ele, a presença dessa produção nos espaços de discussão sobre o futuro do planeta é fundamental e é também um dos legados do Brasil para as futuras COPs.

“É fundamental que eles não só estejam lá dentro, mas que a gente também mostre que é possível realizar um evento desse tamanho reconhecendo a importância desses produtores, trazendo esses produtores também como protagonistas, não apenas do evento em si, mas também como um exemplo para um legado. A gente pode mostrar que todos os grandes eventos podem seguir esse movimento de priorizar essa produção local”, diz.

Produção amazônica

Uma das organizações que fazem parte do mapeamento é o Grupo para Consumo Agroecológico (Gruca). O agricultor urbano Noel Gonzaga, de Marituba, na região metropolitana de Belém, é um dos fundadores do grupo, criado para conectar os pequenos produtores aos consumidores. Além de serem fornecedores, as 25 famílias produtoras também oferecem vivências para que os consumidores possam visitar e conhecer um pouco dos locais e das pessoas que produzem os alimentos.

A produção de Gonzaga é diversificada, inclui macaxeira, abóbora, feijão, quiabo, milho, açaí, além de um alimento especial: o ariá. O agricultor define o ariá como a batata amazônica e explica que ela corre risco de extinção pela falta de consumo. Ele diz que todos os anos planta ariá e faz questão de citar a planta sempre que fala da própria produção.

“É um alimento que era consumido a antigamente, estava muito presente nas mesas das pessoas aqui da região. Mas, por conta da chegada do trigo, ele foi perdendo espaço. Hoje em dia, não sou eu, outros agricultores estão trazendo de volta essa essa batata amazônica”, conta.

A produção de Gonzaga vai para o próprio prato e para alimentar a família. O excedente ele comercializa pelo Gruca e também para o ponto de cultura alimentar Iacitata, que reúne a produção de uma rede de produtores agroecológicos e de mestres e mestras da cultura alimentar. O Iacitata foi selecionado como um dos restaurantes que funcionarão nos espaços oficiais da COP30.

“A gente aqui é agricultura familiar de base agroecológica. Eu não uso coisas que vão me fazer mal, que vão afetar a minha saúde e também a saúde de quem vai consumir. Como o foco aqui, o princípio é também o autoconsumo, eu vou ter todo esse cuidado porque é um alimento que eu vou comer. Eu não vou só vender, eu vou comer, o meu filho vai comer. Isso já vai me guiar para práticas sustentáveis”, ressalta Gonzaga.

Um dos produtos que ele deverá fornecer para a COP30 por meio do Iacitata é o açaí. “O açaí é as nossas boas-vindas. É parte da nossa cultura”, diz. O alimento está entre os que chegaram a ser proibidos no edital do evento, que alegou risco de contaminação. Após polêmica, o edital foi revisto, e a proibição foi suspensa.

“Inclusive a COP deu sorte. Eles vão pegar exatamente a safra do açaí, a gente está no auge da safra agora. Em novembro já vai estar ali um pouco mais para o final, mas vai ter muito açaí, com certeza”, garante o produtor.



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Às vésperas da COP30, Lula vai a Belém inaugurar obras



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu uma extensa agenda de inaugurações na quinta-feira (2), em Belém. A capital do Pará receberá, em pouco mais de um mês, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30.

“O preconceito foi vencido, a COP está garantida”, afirmou o presidente em evento de entrega de parte das obras.

“A gente não está aqui fazendo luxo, a gente está aqui fazendo o necessário para os estados mais esquecidos, para os estados que receberam pouco investimento”, prosseguiu Lula. A declaração ocorreu durante a cerimônia de inauguração de uma das vitrines da COP30, o Parque Linear da Doca, na Avenida Visconde de Souza Franco, no centro da cidade.

Localizado ao longo do canal da Doca, o novo parque conta com investimentos de R$ 312,2 milhões. São 24 mil metros quadrados de área construída e requalificada, distribuídos ao longo de 1,2 quilômetro de canal. Financiado pela Itaipu Binacional, o espaço público começou a ser construído em maio de 2024, tinha previsão de entrega até fevereiro de 2026, mas foi finalizado com quatro meses de antecedência.

Segundo o governo federal, o parque melhora as condições de deslocamento e fluidez do trânsito, com a implantação de via elevada com conceito que prioriza o pedestre.
A área também recebeu obras de paisagismo e instalação de equipamentos de lazer e de prática esportiva, incluindo academia ao ar livre, quiosques, mirantes de contemplação, parque infantil e canteiros arborizados. Nova infraestrutura de coleta e destinação adequada de esgoto, que era despejado no canal, também foi implementada.

“Nós vamos virar motivo de orgulho para o mundo a partir dessa COP. Ninguém vai ter mais dúvida de que o Brasil não deve nada a nenhum país do mundo, que o Brasil é soberano na tomada de decisões”, acrescentou o presidente.

Legados da COP30

Obras de macrodrenagem em 18 canais, com mais de 13 quilômetros de extensão no total, também estão em fase final de execução, incluindo, de acordo com o governo do estado, expansão das redes de distribuição de água e na implantação de novas redes de esgoto. Uma dessas obras de esgotamento sanitário foi inaugurado num dos pontos mais simbólicos, como o entorno do histórico Mercado Ver-o-Peso.

Lula também visitou, durante a tarde desta quinta, as instalações da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Una, no bairro Telégrafo. Com orçamento de R$ 125,2 milhões, sendo R$ 49,5 milhões do governo federal e R$ 75,7 milhões do governo estadual, a maior ETE do Pará em quantidade de pessoas atendidas tem capacidade para tratar até 475 litros de esgoto por segundo, evitando o lançamento de esgoto in natura na Baía do Guajará.

Mais de 90 mil pessoas serão beneficiadas, com o atendimento a 10 bairros. Segundo o governo federal, a obra da ETE Una foi contratada em 2008 e esteve paralisada por três vezes ao longo de 17 anos. Em fevereiro de 2025, foi retomada e, agora, entregue. Para sua conclusão, 1,5 mil empregos diretos e indiretos foram gerados.

“Muita gente, por preconceito de nós, do Norte, de nós, da Amazônia, não aceitava que nós fôssemos capazes de receber esse evento. Mas também muita gente achou que nós não seríamos capazes de realizar as obras. Foram menos de dois anos e tudo ficou pronto, tudo estará pronto para quando a COP chegar. Mas, acima de tudo, tudo estará pronto para a quando a COP partir e o povo do Pará poder usar e usufruir”, afirmou o governador Hélder Barbalho.

A lista de obras inclui ainda terminais fluviais e reforma do Porto de Outeiro, que receberá o atracamento de navios de grande porte, incluindo transatlânticos turísticos que hospedarão parte dos visitantes durante a COP30.

Marajó

Pela manhã, ao chegar no Pará, Lula foi a Breves, na Ilha do Marajó, onde anunciou investimentos na infraestrutura educacional e inaugurou três unidades de ensino, uma delas iniciada em 2011 e paralisada junto com mais de 100 na região.

O presidente dorme em Belém e, nesta sexta-feira (3), prossegue sua agenda de vistoria, visitando as obras do Porto Futuro II, complexo cultural e de lazer em fase de conclusão. Ele deve percorrer o Museu das Amazônias, espaço dedicado a valorizar a ciência e a tecnologia do bioma e que vai abrigar a exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, que morreu em maio deste ano.

Ainda no Porto Futuro II, Lula visita as obras do Centro Gastronômico e do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia. O espaço vai conectar sustentabilidade, cooperação e inovação, gerando oportunidades de bionegócios para toda a Amazônia.

Por fim, a comitiva presidencial visitará o Parque da Cidade, sede dos eventos da COP30.



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Indefinição nos EUA eleva volatilidade do dólar


No morning call desta sexta-feira (3), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o shutdown nos EUA elevou a volatilidade e suspendeu dados importantes, mas bolsas de NY fecharam em alta com forte desempenho do setor de tecnologia.

No Brasil, a aprovação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda trouxe alívio ao consumo, mas contribuiu para pressão fiscal, e o Ibovespa caiu 1,08% abaixo dos 144 mil pontos. O dólar subiu a R$ 5,33. Hoje, destaque para a PIM de agosto e os PMIs da Europa.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Abertura do Plantio da Soja: setor de biocombustíveis será debatido daqui a pouco



Daqui a pouco tem início a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, em Sidrolândia (MS). O evento marca oficialmente o início da nova temporada da soja e reunirá produtores, lideranças e especialistas do segmento. Entre os temas que ganham espaço no encontro está o papel da soja no desenvolvimento do setor de biocombustíveis. O Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio, falou sobre o assunto em entrevista ao Rural Notícias.

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Segundo Tokarski, a produção nacional de soja, aliada às tecnologias que aumentam a sustentabilidade no campo, abre cada vez mais oportunidades ao produtor rural. Entre elas, está o uso crescente da commodity na produção de biodiesel. Mais uma oportunidade na comercialização “Quanto mais se esmaga e se processa soja no Brasil, maior é a possibilidade de o agricultor ter outros caminhos para a comercialização do produto”, destacou.

Outro ponto central da palestra será a regulamentação do setor. A Lei Combustível do Futuro prevê que a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel chegue a 20% em 2030, podendo alcançar até 25% com autorização do Conselho Nacional de Política Energética. Tokarski ressaltou que as indústrias já estão preparadas para esse aumento, mas cobrou segurança jurídica e previsibilidade para garantir investimentos de longo prazo em energias renováveis, trazendo benefícios como segurança energética, alimentar e climática.

Por fim, Tokarski destacou que a legislação brasileira pode servir de modelo para outros países. Segundo ele, diversas nações da América Latina já demonstram interesse em seguir o exemplo. “A Lei Combustível do Futuro é um marco que será lembrado daqui a 50 anos, pelo impacto positivo que representa. É uma prova de que é possível avançar na produção de combustíveis limpos, reduzindo a dependência dos fósseis e os impactos à saúde pública”, afirmou o superintendente da Ubrabio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do leite e derivados recuam em Goiás



Leite em pó integral tem menor retração no estado



Foto: Pixabay

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) divulgou nesta quinta-feira (1º) o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano referente a setembro de 2025.

O documento, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, aponta detalhadamente nos preços médios da cesta de lácteos no atacado do estado, com variação ponderada de -4,63% em relação ao mês anterior.

De acordo com o boletim, o leite em pó integral apresentou menor retração, com queda de 2,62%. O creme a granel registou uma maior desvalorização no período, acumulando retorno de 9,98%. Outros produtos que também sofreram queda incluem o leite UHT integral (-3,90%), o leite condensado (-4,40%) e o queijo muçarela (-5,48%).





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