sexta-feira, março 27, 2026

Autor: Redação

News

Exportações caem na 2ª semana de novembro, mas saldo fica positivo



A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 484,1 milhões na segunda semana de novembro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (17), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,504 bilhões e importações de US$ 6,020 bilhões.

No ano, de janeiro a novembro de 2025, o superávit soma um total de US$ 54,676 bilhões, resultado de US$ 304,048 bilhões em exportações e US$ 249,372 bilhões em importações. No mesmo período do ano passado, o superávit acumulado estava em US$ 69,540 bilhões.

Até a segunda semana de novembro, comparado ao mesmo período de novembro de 2024, as exportações caíram 2,3% e somaram US$ 14,318 bilhões. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 34,3% em Agropecuária, que somou US$ 3,172 bilhões; queda de 27,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,895 bilhões e, por fim, queda de 0,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 8,170 bilhões.

Já as importações cresceram 8,3% nas duas primeiras semanas de novembro e totalizaram US$ 12,036 bilhões na mesma comparação, com alta de 0,4% em Agropecuária, que somou US$ 223 milhões; crescimento de 6,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 663 milhões e, por fim, crescimento de 8,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 11,073 bilhões.



Source link

News

Disputa entre usinas e indústrias de ração tende a estabilizar preço do milho



O milho na Bolsa de Chicago fechou em alta na semana passada, com o contrato de dezembro subindo 0,7% e fechando a US$ 4,30 por bushel.

A alta foi justificada por uma leve queda nos estoques mundiais junto à baixa na produção da safra norte-americana e pela alta generalizada no complexo grãos, puxada pela soja e pelo trigo.

Já no Brasil, a realidade foi oposta, com uma forte divergência entre os mercados. Assim, a alta de Chicago foi completamente ignorada pela B3, que operou praticamente estável, com o contrato de novembro em R$ 67,72 (-0,41%).

A firmeza dos preços domésticos, mesmo com exportações em ritmo 8,3% menor e com o milho brasileiro “caro” frente aos concorrentes (Estados Unidos e Argentina), é explicada pela mudança estrutural da demanda interna.

O consumo para etanol de milho e ração animal segue robusto. Essa demanda industrial está criando um novo piso de sustentação para os preços no Brasil.

O que esperar do mercado do milho?

A plataforma Grão Direto traz análise sobre o que esperar do mercado do milho nesta semana. Confira:

  • Avanço do plantio – O foco de curto prazo para o milho 1ª safra (verão) é o desenvolvimento das lavouras no Sul, que agora enfrentam riscos pelo excesso de chuvas. O plantio avançou bem, atingindo 54,3% no Centro-Sul, com Paraná (99% semeado) e Rio Grande do Sul (77%) adiantados. “Contudo, o frio atípico e as intempéries podem comprometer o potencial produtivo inicial dessas áreas. O principal ponto de atenção de longo prazo é o risco crescente para a safrinha 2026”, diz a empresa, em nota.
  • Risco futuro – O atraso no plantio da soja no Cerrado e Matopiba significa que a janela de semeadura da 2ª safra de milho será empurrada para um período de maior risco climático (seca), especialmente sob a influência de uma instabilidade climática – o mercado já começa a precificar esse risco futuro.
  • Concorrência – A disputa pela oferta no mercado interno deve se intensificar. A competição entre a demanda aquecida das usinas de etanol e dos setores de proteína animal e a necessidade de exportação continuará ditando os preços. “Essa força da demanda doméstica deve manter os preços na B3 e no mercado físico sustentados, mesmo que Chicago ou o dólar apresentem volatilidade e queda nas cotações”, diz a Grão Direto.

Por fim, a Grão Direto destaca que a semana foi definida por uma batalha de fundamentos. Em Chicago, o mercado comemorou o retorno dos dados do USDA e a expectativa pela confirmação da demanda chinesa, levando soja e milho a apresentarem volatilidade nas cotações em Chicago.

No Brasil, porém, essa alta foi anulada pela valorização do Real, que seguiu a tendência de enfraquecimento global do dólar. O foco do risco de oferta migrou totalmente dos Estados Unidos (safra colhida) para o Brasil, onde o plantio da soja enfrenta um severo atraso no Sul, enquanto a demanda interna por milho prova ser um pilar de sustentação mais forte que a exportação.



Source link

News

Após relatório do USDA, soja americana perde atratividade; foco no Brasil é situação climática



O mercado de soja registrou movimentação volátil nesta semana após o retorno dos relatórios do USDA, interrompidos por 43 dias. Segundo a plataforma Grão Direto, o contrato de janeiro/26 chegou a subir mais de 3% durante a semana, mas fechou em US$11,24 por bushel, com alta acumulada de 0,67%. O movimento foi impulsionado principalmente pela expectativa de dados de demanda reprimida, mais do que pelos números do relatório de oferta e demanda em si.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O relatório reduziu a estimativa de produção americana, o que poderia ter elevado as cotações, mas o mercado se voltou à redução nas exportações dos EUA e o aumento nas vendas de soja brasileira e argentina. Esse cenário diminuiu a atratividade da soja americana no mercado global, pressionando as cotações para baixo.

Situação no Brasil

No Brasil, a alta externa foi quase totalmente neutralizada pela valorização do real frente ao dólar, que fechou a semana em R$5,29. O dólar mais fraco e a Selic elevada limitaram o repasse dos ganhos internacionais para os preços domésticos. Com produtores focados no plantio e compradores retraídos, o mercado físico brasileiro ficou mais travado. O índice Soja FOB Santos da Grão Direto encerrou a semana em R$144,79 por saca, queda de 0,53%, refletindo ajuste nos prêmios de exportação.

O principal fator de atenção mudou para o clima no Brasil. O plantio nacional atingiu 58,4% da área, à frente da média histórica, mas há grandes disparidades regionais: enquanto Mato Grosso avançou com 90,1% da área semeada, o Rio Grande do Sul enfrenta atraso severo, com apenas 22% da área cultivada devido a excesso de chuvas e ciclones.

Para a próxima semana, o clima será o principal vetor de preços. O Rio Grande do Sul precisa de uma janela de tempo seco para reduzir o déficit de 23 pontos porcentuais no plantio, e o Centro-Norte (Goiás e Matopiba) depende da regularização das chuvas para avançar. Problemas climáticos podem gerar prêmio de risco também em Chicago, repetindo o cenário do ano passado.

Demanda chinesa

Outro ponto de expectativa é a demanda chinesa. O relatório de Export Sales divulgado pelo USDA na quinta-feira trouxe apenas dados antigos, mas novos relatórios serão publicados a partir de 20 de novembro. Internamente, a Conab projetou a safra brasileira 2025/26 em recorde de 177,6 milhões de toneladas, acima dos 175 MMT estimados pelo USDA. A perspectiva de grande oferta e o real mais firme devem limitar novas altas nos preços domésticos, exigindo atenção dos produtores na gestão de risco.



Source link

News

Embrapa lança protocolo para produção de carne de baixo carbono



Durante a COP30, a Embrapa apresentou o Protocolo Carne Baixo Carbono, um modelo de produção que une eficiência pecuária, conservação ambiental e redução de gases de efeito estufa. O lançamento ocorreu na Agrizone, área instalada próxima à sede da conferência do clima, dentro da Embrapa Amazônia Oriental.

A tecnologia propõe um conjunto de boas práticas que elevam a produtividade sem comprometer a sustentabilidade. Um dos pontos centrais do protocolo é a idade de abate: os animais devem ser finalizados até os 30 meses.

“No protocolo, um dos principais pontos é que o animal deve ser batido até os 30 meses. Só nesse contexto a gente teria pelo menos 10 meses a menos de emissões dos animais”, explica o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Roberto Giolo.

Entre as práticas exigidas estão integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens degradadas e manejo adequado do solo e da água. Todas as ações são monitoradas por indicadores que comprovam a redução real das emissões. Os produtores que cumprirem os requisitos podem receber o selo Carne Baixo Carbono, emitido pela Embrapa.

Segundo o pesquisador, para obter a certificação, é necessário atender a pelo menos 20 critérios mínimos descritos no protocolo, incluindo manejo correto da altura de pastejo para cada capim, cuidado com o solo e suplementação adequada dos animais.

Ao longo dos anos, o produtor pode adotar novos critérios, chegando a um total de até 67 indicadores de sustentabilidade. O objetivo é que, em um período de seis a oito anos, o sistema produtivo alcance menor emissão de gases de efeito estufa e maior acúmulo de carbono no solo, tornando a pecuária mais resiliente e competitiva no cenário global.



Source link

News

Milho verde como suplemento para rebanho leiteiro: estratégia pode ser positiva?



O fornecimento de milho verde como suplementação para o rebanho leiteiro é uma alternativa viável para o pecuarista Luciano Pires, de Itamaraju (BA), que busca aproveitar o excedente da sua roça.

O zootecnista Luís Kodel, consultor em pecuária, explica que o milho verde é nutricionalmente similar à silagem de milho convencional, sendo a única diferença o menor teor de matéria seca.

Segundo ele, o milho verde possui mais água e, consequentemente, menor concentração de amido e energia. No entanto, não há problema em utilizá-lo como complemento do pasto no trato diário das vacas.

Confira:

Manejo do milho verde

O grande desafio, contudo, é o manejo do corte para evitar perdas nutricionais e garantir que o cereal possa ser utilizado de forma estratégica na entressafra do pasto. O pecuarista deve ter atenção redobrada ao momento do corte do milho verde. Se o corte for demorado, a planta pode secar demais, o que acarreta dois problemas.

Embora o uso direto no trato seja possível, a forma mais eficiente e estratégica de aproveitar o excedente de milho verde, especialmente para pequenos produtores sem grandes estruturas de armazenagem, é transformá-lo em silagem sacada.

Essa técnica permite ao pecuarista ensacar o volume excedente ao longo dos dias e semanas e, mais importante, utilizá-lo na entressafra do pasto, garantindo um alimento de boa qualidade quando a forragem estiver escassa.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

Você conhece a Ilha do Combu? Destino é destaque em meio à COP30



A Ilha do Combu, a 1,5 km de Belém, reforça a relação entre preservação e geração de renda no coração da Amazônia. Durante a COP30, o local chamou atenção pelo modelo de produção sustentável do cacau e pela cultura ribeirinha, que se tornaram vitrine de bioeconomia na região.

O Combu foi declarado patrimônio cultural e imaterial do Pará e já integra roteiros de ecoturismo. O vai e vem de lanchas no rio Guamá revela o movimento crescente em torno da ilha, a quarta maior entre as 39 que formam a região insular da capital paraense.

Resgate cultural e geração de renda

Embora o açaí seja predominante, o cacau ganhou protagonismo nos últimos anos com um projeto conduzido pela empreendedora Dona Nena. O trabalho começou em 2006, quando ela decidiu transformar a produção familiar em um modelo de negócio sustentável. A partir do cacau, ampliou o portfólio com novas espécies da floresta e criou parcerias com outros produtores de Belém e do interior do estado.

A iniciativa hoje inclui uma loja de chocolate, um armazém e uma rede colaborativa que envolve mel de Salinas, produtos orgânicos da Fazenda Bacuri e outras agroindústrias locais que buscavam maior visibilidade.

Produção afetada por mudanças climáticas

A ilha também sente os efeitos do clima. Sensível ao aumento do nível das águas e ao regime de chuvas, o Combu registrou queda na produção de chocolate refinado em 2023. A fábrica artesanal produziu uma tonelada e meia no ano passado, volume inferior ao do ano anterior.

Segundo Juliana Cruz, agente de viagens, o comportamento climático atípico reduziu a oferta de frutos. O período de estiagem prolongada, com um mês inteiro sem chuva, provocou queda e morte de parte das amêndoas. “Muitos frutos não resistiram ao calor e à falta de adaptação”, relatou.

Bioeconomia e resistência em área estratégica

Mesmo diante dos desafios, Dona Nena destaca a força da “vida cabocla”, expressão que traduz a relação entre natureza, cultura e comunidade. Para ela, a COP30 é uma oportunidade para que as 2,5 mil famílias da ilha apresentem ao mundo seus cultivos e produtos.

A empreendedora do cacau amazônico avalia que o evento amplia o diálogo sobre políticas públicas e apoio ao campo. “É a chance de falar das nossas dores, do que precisamos para permanecer no território, cuidando da floresta e garantindo renda”, afirmou.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão reage com disputa por lotes



Clima ajuda a sustentar preços


Clima ajuda a sustentar preços
Clima ajuda a sustentar preços – Foto: Canva

O mercado de feijão segue em compasso de firmeza, impulsionado pela disputa por lotes recém-colhidos e pela expectativa de clima adverso nos próximos dias. No interior de São Paulo, o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses relata que os negócios alcançaram R$ 260 por saca, valor que não atraiu todos os compradores, mas evidenciou a resistência dos produtores. Segundo o instituto, caso houvesse oferta a R$ 250 ou R$ 255, a movimentação teria sido suficiente para esgotar os volumes disponíveis.

A previsão de chuvas para o fim de semana reforçou a leitura de que os preços tendem a se manter. Produtores que já estão colhendo consideram pouco provável um recuo, avaliando que a umidade pode dificultar a entrada de novas lavouras e limitar a oferta imediata, cenário que reduz a pressão sobre as cotações.

Em Minas Gerais, um levantamento realizado na região Noroeste junto a 42 produtores indica uma mudança relevante no início do próximo ciclo. No ano passado, todos haviam plantado a primeira safra; neste, apenas 11 confirmaram o plantio. A redução da área sinaliza que os próximos meses não devem apresentar folga de abastecimento.

Corretores da região relatam ainda que produtores que costumavam alongar as vendas até fevereiro já zeraram seus estoques. O custo mais alto para carregar lotes pesou na decisão, e a antecipação das vendas se mostrou acertada.

O ambiente construído é de um mercado ajustado, com compradores atentos e produtores mais seguros. Para a cadeia como um todo, esse equilíbrio é bem-vindo e até mesmo uma valorização de até 20% não deve alterar o ritmo do consumo, já que a reação tende a ser absorvida com naturalidade.

 





Source link

News

Programa vai incentivar plantio de frutos tropicais para recompor áreas degradadas



O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou durante a COP30, em Belém, o Programa Florestas Produtivas, que visa apoiar o agricultor familiar a recompor áreas florestais degradadas com espécies produtivas que lhe forneça retorno financeiro.

Para tanto, o cultivo de açaí, cupuaçu, cacau, dendê, copaíba e andiroba serão incentivados. De acordo com o Paulo Teixeira, titular da pasta, a lucratividade do açaí, por exemplo, tem se mostrado até cinco vezes superior do que a da soja.

“Queremos devolver o papel das florestas para a produção de água, chuva, biodiversidade e economia para os agricultores. São espécies que trazem resultado econômico para o agricultor muito maior do que a agricultura de baixa produtividade que, inclusive, levou à degradação de uma parte dessas áreas [que estão degradadas]”, disse Teixeira.

Além disso, o ministro acrescentou que o agricultor também pode recuperar áreas com culturas de ciclo mais curto, a exemplos da banana, do maracujá, abacaxi, da melancia e da abóbora.

O Programa Florestas Produtivas estará ancorado nos recursos que já estão disponíveis ao agricultor familiar, como os do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), somando cerca de R$ 700 milhões, juros de 0,5% e descontos de até 40% na aquisição de determinados maquinários.

Exemplo disso é a compra do Açaí Bolt, robô que escala o açaizeiro e que custa em torno de R$ 19 mil. Se adquirido com recursos do Pronaf, seu preço cai para R$ 12 mil. “O resultado da colheita do açaí dará ao produtor a oportunidade de pagar rapidamente esse financiamento. O MDA tem buscado investir via Finep, Embrapa e CNPQ para que o agricultor tenha maneiras de diminuir a penosidade de seu trabalho”, destacou Teixeira.

O ministro enxerga no fomento à tecnologia e também no estabelecimento de cooperativas e agroindústrias na região Norte do país os elementos capazes de manter o jovem no campo e, assim, dar continuidade à sucessão familiar.

“Estamos enviando ao Congresso Nacional uma proposta de um sistema único de assistência técnica e extensão rural que fortaleça as empresas estaduais de assistência técnica e ajude a ter uma transmissão de conhecimento por parte da Embrapa e das universidades para o ambiente da agricultura familiar”, complementou.



Source link

News

Agrodefesa abre prazo para regularização de cadastros no Sidago



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) abriu o prazo para que produtores rurais e profissionais do setor em Goiás regularizem o cadastro no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago). O período vai até 30 de novembro de 2025.

A medida é direcionada apenas a usuários que compartilham o mesmo e-mail dentro da plataforma. A partir do dia 1º de dezembro, contas com e-mails repetidos serão bloqueadas até a regularização dos cadastros, ou seja, até que sejam informados endereços eletrônicos únicos, pessoais e intransferíveis, dentro do sistema.

O usuário será alertado pelo próprio sistema sobre a necessidade de corrigir seu cadastro. Ao acessar o Sidago, ele receberá um aviso de segurança.

Segundo o diretor de Gestão Integrada da Agrodefesa, Renan Willian, parte dos produtores tem a prática de delegar a alguém, em geral parente ou prestador de serviço, a responsabilidade de acessar o sistema para prestar informações ou emitir documentos.

“Há uma forma correta de fazer isso, que é cadastrando uma procuração e acessando o Sidago com a chamada ‘senha de procurador’. Quem presta esse serviço, seja parente ou profissional da área, deve ter essa senha e login próprio. O produtor jamais deve cadastrar na sua conta e-mail que não seja o seu ou fornecer seus dados de login a outra pessoa”, orienta.

Violação das diretrizes de segurança

O diretor de Defesa Agropecuária da Agência, Rafael Vieira, reforça que quem cadastra e-mail de outra pessoa na própria conta ou compartilha informações de login está colocando em risco o seu próprio patrimônio, além de violar as diretrizes de segurança do Sidago.

“Nosso sistema é reconhecido nacionalmente por sua qualidade e eficiência. Para manter isso, precisamos avançar cada vez mais e fechar todas as portas para possíveis irregularidades. Estamos dando mais um passo nesse sentido com esta ação de regularização de cadastros”, afirma.

Bloqueio do acesso

Até 30 de novembro, a correção do e-mail no Sidago poderá ser feita de forma remota ou presencial.

Já a partir do dia 1º de dezembro, com o bloqueio do acesso ao sistema, o produtor deverá comparecer em uma das unidades da Agrodefesa espalhadas por 237 municípios goianos ou optar pelo login com as credenciais do GOV.BR, já que os sistemas são integrados.

Mesmo se houver o bloqueio do acesso, ele ainda terá a opção de emitir sua GTA (Guia de Trânsito Animal) e realizar outros procedimentos vinculados ao Sidago presencialmente nos escritórios da Agrodefesa.

Confira o passo a passo para alterar e-mail no Sidago

  • Acesse o Sidago e vá para a barra superior. Clique no avatar localizado à direita da tela.
  • Selecione a opção “Minha Conta”.
  • Informe o novo e-mail no campo indicado. Clique em “Alterar”.
  • Pronto! Seu e-mail cadastral foi atualizado com sucesso.

Dúvidas

Em caso de dúvidas, procure a unidade local da Agrodefesa, envie e-mail para [email protected], ligue (62) 3201-8629 ou mande mensagem para (62) 98164-0673.



Source link

News

Produção de cana em São Paulo cai 5,2% com impacto do clima



A nova safra de cana-de-açúcar em São Paulo deve ser menor que a anterior. A redução está ligada à falta de chuva e às geadas registradas no inverno. O levantamento foi elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Apesar do avanço da área colhida, os canaviais perderam vigor ao longo do ciclo. A combinação de déficit hídrico e temperaturas baixas interrompeu o desenvolvimento das plantas e reduziu a quantidade de açúcares.

Safra paulista: menor produtividade e mudança no mix

A produção paulista está estimada em 335,3 milhões de toneladas, queda de 5,2% frente à safra 2024/25. A produtividade deve recuar 5,4%, alcançando 75,77 mil quilos por hectare, mesmo com um leve aumento da área colhida para 4,43 milhões de hectares.

O ATR médio, indicador que mede o teor de açúcares da cana, está projetado em 134,9 kg por tonelada, resultado 3% abaixo do visto no ciclo anterior. Técnicos da Faesp apontam que as condições climáticas adversas limitaram a formação desses açúcares, apesar de alguns momentos favoráveis no campo.

A safra também apresenta maior direcionamento da cana para etanol, principalmente a partir de setembro, quando a queda das cotações internacionais do açúcar e a valorização do biocombustível alteraram o mix. Mesmo assim, a projeção para a produção paulista de etanol indica retração de 15,5%, somando 11,44 bilhões de litros — 6,4 bilhões de hidratado e 5,1 bilhões de anidro. Já o açúcar deve alcançar 26,7 milhões de toneladas, alta de 2,6% sobre o ciclo anterior.

Reflexos no cenário nacional

O quadro climático de 2024, marcado por déficit hídrico, calor intenso e registros de incêndios na região Centro-Sul, também deve limitar a produção nacional. A Conab estima 666,4 milhões de toneladas para a safra 2025/26, recuo de 1,6% na comparação anual. A produtividade média deve cair 3,8%, chegando a 74.259 kg/ha, mesmo com aumento de 2,4% na área colhida.

A produção de açúcar no país está projetada em 45 milhões de toneladas, alta de 2%, com São Paulo respondendo por 59,3% desse volume. Já o etanol total — que inclui o etanol de cana e o de milho — deve atingir 36,2 bilhões de litros, queda de 2,8% em relação à safra passada.

O recuo na oferta de etanol de cana, de 9,5%, contrasta com o avanço de 22,6% no etanol de milho. O movimento reforça a expansão das usinas dedicadas ao grão e consolida Mato Grosso como o segundo maior produtor nacional do biocombustível, atrás apenas de São Paulo.



Source link