sexta-feira, março 27, 2026

Autor: Redação

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Movimentação de contêineres cresce 11,6% e bate recorde no Porto de Santos



O Porto de Santos registrou o melhor mês da série histórica em movimentação de contêineres em outubro deste ano, apontam os dados da Gerência de Inteligência e Estatística da Autoridade Portuária de Santos.

O levantamento mostra um crescimento de 11,6% ante outubro de 2024, chegando a 550,8 mil TEU (unidade padrão de contêineres). Já a movimentação total de cargas saltou 8% frente ao décimo mês do último ano.

Assim, embarques e desembarques somaram 16,7 milhões de toneladas, segundo maior número na série histórica, atrás apenas de julho de 2025, que havia registrado 17,4 milhões.

O crescimento se reflete na participação de Santos na corrente comercial brasileira, que chegou a 29,6% diante dos 29% do mesmo período em 2024.

Conforme os dados da Autoridade Portuária, granéis sólidos (10,3%), carga geral conteinerizada (15,4%) e carga geral solta (5,5%) impulsionaram a alta, com destaque para os seguintes embarques:

  • Soja (94,9%);
  • Carnes (5,6%);
  • Açúcar (3,5%); e
  • Celulose (2,6%).

O acumulado do ano até outubro também é recorde, com crescimento de 8,2% em contêineres (4,9 milhões de TEU) e de 1,7% na movimentação total de cargas (155,5 milhões de toneladas).

“Estamos colhendo os frutos de uma gestão focada em resultados, com investimentos recordes do setor público e de atores privados. Os números nos dão confiança para avançar em projetos estruturantes, como o megaterminal STS10 e o aprofundamento do canal de navegação”, avalia o diretor de Administração e Finanças e presidente interino da APS, Júlio Cezar Alves de Oliveira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Não valeu a pena guardar soja, aponta consultoria



Demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil


Demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil
Demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil – Foto: Pixabay

Os preços da soja seguem em trajetória de recuperação, mas o movimento recente não compensou o custo de carregamento para quem manteve o grão armazenado desde a colheita. A análise da TF Agroeconômica indica que, diante das referências de novembro, ofertas inferiores mostram que não valeu a pena guardar soja, mesmo com as altas observadas tanto em Chicago quanto no mercado interno brasileiro.

A consultoria destaca que a demanda chinesa continua firme e direcionada ao Brasil, condição reforçada por compras expressivas realizadas após o acordo comercial entre Estados Unidos e China. Esse fluxo manteve sustentação aos preços, impulsionados também pela procura doméstica por farelo para o setor de carnes e por óleo destinado à mistura B15. No mês, o avanço foi de 0,74% no mercado interno.

O relatório mais recente do USDA contribuiu para o clima de sustentação ao reduzir a estimativa de produção americana e ajustar estoques finais para baixo. Mesmo assim, o mercado internacional enfrentou pressão após a divulgação de vendas menores do que as esperadas pelos Estados Unidos para a China. Os embarques confirmados ficaram abaixo da necessidade para cumprir a meta de exportação, que também foi revisada para baixo pelo órgão, alcançando o menor nível desde a safra 2012/2013.

Além de volumes tímidos para o mercado chinês, as negociações destinadas a outros compradores, embora relevantes, não foram suficientes para equilibrar o cenário. A expectativa agora recai sobre uma possível retomada mais consistente da demanda, condição necessária para sustentar os ganhos recentes.

 





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Frente fria e virada no tempo afetam várias regiões; veja a previsão



A terça-feira (18) será marcada por fortes alterações no tempo em diferentes regiões do Brasil. A combinação entre uma área de baixa pressão entre o Sul e o Sudeste e o avanço de uma frente fria favorece pancadas de chuva, rajadas de vento, trovoadas e variações de temperatura.

Os fenômenos atingem especialmente o Sul, o Sudeste e parte do Centro-Oeste e Norte. Já o Nordeste segue sob calor intenso e umidade muito baixa, mantendo o alerta para desconforto térmico.

Veja como fica a previsão por região, segundo a Climatempo.

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Sul

Uma área de baixa pressão mantém o tempo instável no norte do Rio Grande do Sul, em grande parte de Santa Catarina e no sul e leste do Paraná. Nesses trechos, são esperadas pancadas de chuva moderadas a fortes, com trovoadas e risco de temporais — especialmente no extremo norte gaúcho e em áreas litorâneas catarinenses e paranaenses.

A metade sul do Rio Grande do Sul e o noroeste do Paraná terão um dia mais firme, com sol predominando. As temperaturas ficam mais amenas, principalmente em Santa Catarina e no sul do Paraná.

Sudeste

A frente fria continua influenciando o clima e provoca chuva forte desde cedo em várias áreas de São Paulo, com risco de temporais isolados no sul, leste, interior e nordeste paulista.

O centro-sul de Minas Gerais e o Triângulo Mineiro também podem registrar temporais. No Rio de Janeiro, a chuva chega no decorrer do dia; no sul do Espírito Santo, os volumes aumentam à noite.

O norte e noroeste mineiro seguem com tempo firme. A temperatura cai em boa parte de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Na capital paulista, o dia será instável, com chuva a qualquer hora, risco de temporais localizados e rajadas fortes de vento. A temperatura varia entre 18 °C e 28 °C.

Centro-Oeste

Em Mato Grosso do Sul, pancadas ocorrem desde a madrugada no norte, leste e nordeste do estado. No sul, a chuva é mais isolada.

Em Mato Grosso, chove desde cedo no norte, noroeste e interior, com instabilidades avançando para o oeste e o sudeste ao longo do dia. Em Goiás, a chuva se concentra na metade sul.

Nas demais áreas do Centro-Oeste, o tempo firme e o calor predominam. Só o sul de Mato Grosso do Sul terá clima mais ameno.

Nordeste

O tempo firme domina a região, com destaque para o calor extremo e a baixa umidade relativa do ar no Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e grande parte da Bahia.

Há chance de chuva isolada no interior de Maranhão e Piauí. No sul da Bahia, novas instabilidades podem provocar chuva moderada a forte.

Norte

A instabilidade volta a ganhar força. No Amazonas, pancadas moderadas a fortes devem ocorrer, com risco de temporais no Acre e no oeste do estado.

Amapá, sul e oeste do Pará seguem com chuvas ao longo do dia. Rondônia e Roraima também registram aumento das precipitações.

Tocantins e partes do Pará seguem com tempo firme. As temperaturas continuam elevadas, com clima abafado predominando.



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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em apenas 4 estados



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em quatro estados na semana de 9 a 15 de novembro.

Na média dos postos pesquisados no país, o biocombustível tinha paridade de 69,64% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

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Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Mato Grosso: 69,05%;
  • Mato Grosso do Sul: 66,16%;
  • Paraná: 68,32%; e
  • São Paulo: 67,99%.



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Exportações caem na 2ª semana de novembro, mas saldo fica positivo



A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 484,1 milhões na segunda semana de novembro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (17), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,504 bilhões e importações de US$ 6,020 bilhões.

No ano, de janeiro a novembro de 2025, o superávit soma um total de US$ 54,676 bilhões, resultado de US$ 304,048 bilhões em exportações e US$ 249,372 bilhões em importações. No mesmo período do ano passado, o superávit acumulado estava em US$ 69,540 bilhões.

Até a segunda semana de novembro, comparado ao mesmo período de novembro de 2024, as exportações caíram 2,3% e somaram US$ 14,318 bilhões. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 34,3% em Agropecuária, que somou US$ 3,172 bilhões; queda de 27,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,895 bilhões e, por fim, queda de 0,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 8,170 bilhões.

Já as importações cresceram 8,3% nas duas primeiras semanas de novembro e totalizaram US$ 12,036 bilhões na mesma comparação, com alta de 0,4% em Agropecuária, que somou US$ 223 milhões; crescimento de 6,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 663 milhões e, por fim, crescimento de 8,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 11,073 bilhões.



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Disputa entre usinas e indústrias de ração tende a estabilizar preço do milho



O milho na Bolsa de Chicago fechou em alta na semana passada, com o contrato de dezembro subindo 0,7% e fechando a US$ 4,30 por bushel.

A alta foi justificada por uma leve queda nos estoques mundiais junto à baixa na produção da safra norte-americana e pela alta generalizada no complexo grãos, puxada pela soja e pelo trigo.

Já no Brasil, a realidade foi oposta, com uma forte divergência entre os mercados. Assim, a alta de Chicago foi completamente ignorada pela B3, que operou praticamente estável, com o contrato de novembro em R$ 67,72 (-0,41%).

A firmeza dos preços domésticos, mesmo com exportações em ritmo 8,3% menor e com o milho brasileiro “caro” frente aos concorrentes (Estados Unidos e Argentina), é explicada pela mudança estrutural da demanda interna.

O consumo para etanol de milho e ração animal segue robusto. Essa demanda industrial está criando um novo piso de sustentação para os preços no Brasil.

O que esperar do mercado do milho?

A plataforma Grão Direto traz análise sobre o que esperar do mercado do milho nesta semana. Confira:

  • Avanço do plantio – O foco de curto prazo para o milho 1ª safra (verão) é o desenvolvimento das lavouras no Sul, que agora enfrentam riscos pelo excesso de chuvas. O plantio avançou bem, atingindo 54,3% no Centro-Sul, com Paraná (99% semeado) e Rio Grande do Sul (77%) adiantados. “Contudo, o frio atípico e as intempéries podem comprometer o potencial produtivo inicial dessas áreas. O principal ponto de atenção de longo prazo é o risco crescente para a safrinha 2026”, diz a empresa, em nota.
  • Risco futuro – O atraso no plantio da soja no Cerrado e Matopiba significa que a janela de semeadura da 2ª safra de milho será empurrada para um período de maior risco climático (seca), especialmente sob a influência de uma instabilidade climática – o mercado já começa a precificar esse risco futuro.
  • Concorrência – A disputa pela oferta no mercado interno deve se intensificar. A competição entre a demanda aquecida das usinas de etanol e dos setores de proteína animal e a necessidade de exportação continuará ditando os preços. “Essa força da demanda doméstica deve manter os preços na B3 e no mercado físico sustentados, mesmo que Chicago ou o dólar apresentem volatilidade e queda nas cotações”, diz a Grão Direto.

Por fim, a Grão Direto destaca que a semana foi definida por uma batalha de fundamentos. Em Chicago, o mercado comemorou o retorno dos dados do USDA e a expectativa pela confirmação da demanda chinesa, levando soja e milho a apresentarem volatilidade nas cotações em Chicago.

No Brasil, porém, essa alta foi anulada pela valorização do Real, que seguiu a tendência de enfraquecimento global do dólar. O foco do risco de oferta migrou totalmente dos Estados Unidos (safra colhida) para o Brasil, onde o plantio da soja enfrenta um severo atraso no Sul, enquanto a demanda interna por milho prova ser um pilar de sustentação mais forte que a exportação.



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Após relatório do USDA, soja americana perde atratividade; foco no Brasil é situação climática



O mercado de soja registrou movimentação volátil nesta semana após o retorno dos relatórios do USDA, interrompidos por 43 dias. Segundo a plataforma Grão Direto, o contrato de janeiro/26 chegou a subir mais de 3% durante a semana, mas fechou em US$11,24 por bushel, com alta acumulada de 0,67%. O movimento foi impulsionado principalmente pela expectativa de dados de demanda reprimida, mais do que pelos números do relatório de oferta e demanda em si.

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O relatório reduziu a estimativa de produção americana, o que poderia ter elevado as cotações, mas o mercado se voltou à redução nas exportações dos EUA e o aumento nas vendas de soja brasileira e argentina. Esse cenário diminuiu a atratividade da soja americana no mercado global, pressionando as cotações para baixo.

Situação no Brasil

No Brasil, a alta externa foi quase totalmente neutralizada pela valorização do real frente ao dólar, que fechou a semana em R$5,29. O dólar mais fraco e a Selic elevada limitaram o repasse dos ganhos internacionais para os preços domésticos. Com produtores focados no plantio e compradores retraídos, o mercado físico brasileiro ficou mais travado. O índice Soja FOB Santos da Grão Direto encerrou a semana em R$144,79 por saca, queda de 0,53%, refletindo ajuste nos prêmios de exportação.

O principal fator de atenção mudou para o clima no Brasil. O plantio nacional atingiu 58,4% da área, à frente da média histórica, mas há grandes disparidades regionais: enquanto Mato Grosso avançou com 90,1% da área semeada, o Rio Grande do Sul enfrenta atraso severo, com apenas 22% da área cultivada devido a excesso de chuvas e ciclones.

Para a próxima semana, o clima será o principal vetor de preços. O Rio Grande do Sul precisa de uma janela de tempo seco para reduzir o déficit de 23 pontos porcentuais no plantio, e o Centro-Norte (Goiás e Matopiba) depende da regularização das chuvas para avançar. Problemas climáticos podem gerar prêmio de risco também em Chicago, repetindo o cenário do ano passado.

Demanda chinesa

Outro ponto de expectativa é a demanda chinesa. O relatório de Export Sales divulgado pelo USDA na quinta-feira trouxe apenas dados antigos, mas novos relatórios serão publicados a partir de 20 de novembro. Internamente, a Conab projetou a safra brasileira 2025/26 em recorde de 177,6 milhões de toneladas, acima dos 175 MMT estimados pelo USDA. A perspectiva de grande oferta e o real mais firme devem limitar novas altas nos preços domésticos, exigindo atenção dos produtores na gestão de risco.



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Embrapa lança protocolo para produção de carne de baixo carbono



Durante a COP30, a Embrapa apresentou o Protocolo Carne Baixo Carbono, um modelo de produção que une eficiência pecuária, conservação ambiental e redução de gases de efeito estufa. O lançamento ocorreu na Agrizone, área instalada próxima à sede da conferência do clima, dentro da Embrapa Amazônia Oriental.

A tecnologia propõe um conjunto de boas práticas que elevam a produtividade sem comprometer a sustentabilidade. Um dos pontos centrais do protocolo é a idade de abate: os animais devem ser finalizados até os 30 meses.

“No protocolo, um dos principais pontos é que o animal deve ser batido até os 30 meses. Só nesse contexto a gente teria pelo menos 10 meses a menos de emissões dos animais”, explica o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Roberto Giolo.

Entre as práticas exigidas estão integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens degradadas e manejo adequado do solo e da água. Todas as ações são monitoradas por indicadores que comprovam a redução real das emissões. Os produtores que cumprirem os requisitos podem receber o selo Carne Baixo Carbono, emitido pela Embrapa.

Segundo o pesquisador, para obter a certificação, é necessário atender a pelo menos 20 critérios mínimos descritos no protocolo, incluindo manejo correto da altura de pastejo para cada capim, cuidado com o solo e suplementação adequada dos animais.

Ao longo dos anos, o produtor pode adotar novos critérios, chegando a um total de até 67 indicadores de sustentabilidade. O objetivo é que, em um período de seis a oito anos, o sistema produtivo alcance menor emissão de gases de efeito estufa e maior acúmulo de carbono no solo, tornando a pecuária mais resiliente e competitiva no cenário global.



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Milho verde como suplemento para rebanho leiteiro: estratégia pode ser positiva?



O fornecimento de milho verde como suplementação para o rebanho leiteiro é uma alternativa viável para o pecuarista Luciano Pires, de Itamaraju (BA), que busca aproveitar o excedente da sua roça.

O zootecnista Luís Kodel, consultor em pecuária, explica que o milho verde é nutricionalmente similar à silagem de milho convencional, sendo a única diferença o menor teor de matéria seca.

Segundo ele, o milho verde possui mais água e, consequentemente, menor concentração de amido e energia. No entanto, não há problema em utilizá-lo como complemento do pasto no trato diário das vacas.

Confira:

Manejo do milho verde

O grande desafio, contudo, é o manejo do corte para evitar perdas nutricionais e garantir que o cereal possa ser utilizado de forma estratégica na entressafra do pasto. O pecuarista deve ter atenção redobrada ao momento do corte do milho verde. Se o corte for demorado, a planta pode secar demais, o que acarreta dois problemas.

Embora o uso direto no trato seja possível, a forma mais eficiente e estratégica de aproveitar o excedente de milho verde, especialmente para pequenos produtores sem grandes estruturas de armazenagem, é transformá-lo em silagem sacada.

Essa técnica permite ao pecuarista ensacar o volume excedente ao longo dos dias e semanas e, mais importante, utilizá-lo na entressafra do pasto, garantindo um alimento de boa qualidade quando a forragem estiver escassa.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Você conhece a Ilha do Combu? Destino é destaque em meio à COP30



A Ilha do Combu, a 1,5 km de Belém, reforça a relação entre preservação e geração de renda no coração da Amazônia. Durante a COP30, o local chamou atenção pelo modelo de produção sustentável do cacau e pela cultura ribeirinha, que se tornaram vitrine de bioeconomia na região.

O Combu foi declarado patrimônio cultural e imaterial do Pará e já integra roteiros de ecoturismo. O vai e vem de lanchas no rio Guamá revela o movimento crescente em torno da ilha, a quarta maior entre as 39 que formam a região insular da capital paraense.

Resgate cultural e geração de renda

Embora o açaí seja predominante, o cacau ganhou protagonismo nos últimos anos com um projeto conduzido pela empreendedora Dona Nena. O trabalho começou em 2006, quando ela decidiu transformar a produção familiar em um modelo de negócio sustentável. A partir do cacau, ampliou o portfólio com novas espécies da floresta e criou parcerias com outros produtores de Belém e do interior do estado.

A iniciativa hoje inclui uma loja de chocolate, um armazém e uma rede colaborativa que envolve mel de Salinas, produtos orgânicos da Fazenda Bacuri e outras agroindústrias locais que buscavam maior visibilidade.

Produção afetada por mudanças climáticas

A ilha também sente os efeitos do clima. Sensível ao aumento do nível das águas e ao regime de chuvas, o Combu registrou queda na produção de chocolate refinado em 2023. A fábrica artesanal produziu uma tonelada e meia no ano passado, volume inferior ao do ano anterior.

Segundo Juliana Cruz, agente de viagens, o comportamento climático atípico reduziu a oferta de frutos. O período de estiagem prolongada, com um mês inteiro sem chuva, provocou queda e morte de parte das amêndoas. “Muitos frutos não resistiram ao calor e à falta de adaptação”, relatou.

Bioeconomia e resistência em área estratégica

Mesmo diante dos desafios, Dona Nena destaca a força da “vida cabocla”, expressão que traduz a relação entre natureza, cultura e comunidade. Para ela, a COP30 é uma oportunidade para que as 2,5 mil famílias da ilha apresentem ao mundo seus cultivos e produtos.

A empreendedora do cacau amazônico avalia que o evento amplia o diálogo sobre políticas públicas e apoio ao campo. “É a chance de falar das nossas dores, do que precisamos para permanecer no território, cuidando da floresta e garantindo renda”, afirmou.



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