quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Com crédito rural restrito, CNA começa discussão sobre o Plano Safra 2026/27


Plano Safra recursos - grãos de soja dinheiro
Foto: Arquivo Canal Rural, aperfeiçoada por IA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou, na terça-feira (24), a série de encontros regionais para levantar propostas do setor ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027. A primeira reunião reuniu representantes da região Norte.

O encontro foi coordenado pela Comissão Nacional de Política Agrícola da entidade e contou com a participação de federações de agricultura. A proposta é mapear as principais demandas dos produtores em temas como crédito rural, comercialização, mercado de capitais e gestão de riscos.

Crédito mais restrito e queda na contratação

Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, os debates buscam atualizar as prioridades do setor diante de mudanças no cenário. Ele destacou que parte das demandas apresentadas no último ciclo não foi atendida pelo governo.

Dados apresentados pela entidade mostram que, até fevereiro, a contratação de recursos do Plano Safra 2025/2026 caiu 13% em relação à temporada anterior.

De acordo com Rios, o resultado reflete o aumento do endividamento no campo, além de entraves como burocracia e redução de limites de crédito nas instituições financeiras.

“Muitos produtores têm recorrido a fontes privadas, mesmo com taxas mais altas, em razão do endurecimento do mercado de crédito, redução de limites e exigência de garantias mais robustas”, afirmou.

Mudanças regulatórias e aumento da inadimplência

O assessor também apontou impactos da Resolução CMN 4.966, em vigor desde janeiro de 2025, que alterou as regras de provisionamento de perdas pelas instituições financeiras.

A mudança ocorreu em um momento de alta da inadimplência no agro, o que elevou a cautela dos agentes financeiros.

Segundo ele, o cenário inclui aumento de recuperações judiciais, falta de instrumentos eficientes de gestão de riscos e dificuldades na execução de garantias.

A inadimplência do crédito rural com taxas de mercado chegou a 13,47% em janeiro de 2026 — o maior nível da série histórica iniciada em 2011.

Demandas da região Norte

Entre os principais pontos levantados pelos representantes da região Norte estão o reforço de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e ajustes no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Também foram citados desafios como a falta de produtos financeiros adequados à realidade regional, além de entraves relacionados à regularização fundiária e questões ambientais que dificultam o acesso ao crédito.

Próximos passos

Os encontros serão realizados em todas as regiões do país. A próxima reunião está marcada para quinta-feira (26), com produtores da região Sul.

As contribuições serão consolidadas em um documento a ser entregue ao governo federal como base para a elaboração do Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, cuja vigência começa em julho.

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Pressionada por alimentos, prévia da inflação sobe 0,44% em março


ipca - boletim focus - mercado - alimentos
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A prévia da inflação oficial do mês de março ficou em 0,44%, pressionada pelo preço dos alimentos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado, contudo, mostra perda de força em relação ao 0,84% apurado em fevereiro.

A prévia ficou abaixo também do índice medido em março de 225 (0,64%). Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,9%, dentro da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano.

Grupos de preços

Os nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta na passagem de fevereiro para março. O destaque fica por conta do segmento alimentos e bebidas, com elevação média dos preços de 0,88%, o que representou impacto de 0,19 ponto percentual (p.p.) no IPCA-15.

  • Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.)
  • Habitação: 0,24% (0,04 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.)
  • Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.)
  • Transportes: 0,21% (0,04 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.)
  • Educação: 0,05% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.)

Alimentos

Dentro do grupo alimentação e bebidas, o conjunto de preços da chamada alimentação no domicílio ficou 1,10% mais caro. Em fevereiro havia sido 0,09 p.p.

Contribuíram para esse resultado as altas do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). O IBGE destaca que, em termos de peso na inflação mensal, as carnes representaram impacto de 0,04 p.p.; já o leite, 0,03 p.p.

Com os aumentos de dois dígitos, o feijão e o açaí contribuíram, cada um, com 0,02 p.p. do índice em março.

A alimentação fora do domicílio subiu 0,35% em março, superando a expansão observada em fevereiro (0,46%).

Mais influências

De todos os 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, o que exerceu maior pressão de alta individual no IPCA-15 foram as passagens aéreas, que subiram 5,94% no mês (impacto de 0,05 p.p.)

Na prévia de março, os combustíveis apresentaram deflação de 0,03%, ou seja, na média, houve redução de preço.

O IBGE apontou os seguintes comportamentos: gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). Já o óleo diesel teve variação positiva de 3,77%.

Guerra no Irã

O preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, estão sendo observados com atenção em março por autoridades, profissionais do setor e motoristas por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo.

Aqui no Brasil a Petrobras chegou a anunciar reajuste no diesel em R$ 0,38 por litro, e o governo adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel. 

O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome.

IPCA-15 x IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos. 

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 13 de fevereiro a 17 de março.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). 

O IPCA cheio de março será divulgado em 10 de abril.

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AgroNewsPolítica & Agro

Ação entrega máquinas agrícolas em Santa Catarina



Infraestrutura rural recebe novos recursos



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, na terça-feira (24), a entrega de máquinas e equipamentos a municípios de Santa Catarina, com foco na melhoria da infraestrutura rural. A ação foi conduzida por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado (SFA-SC).

A iniciativa integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), voltado ao apoio direto aos municípios e ao fortalecimento do setor agropecuário. Segundo o ministério, o objetivo é ampliar a capacidade operacional das prefeituras e contribuir para o desenvolvimento das atividades no campo.

Foram entregues oito caminhões caçamba, dois caminhões-pipa e uma motoniveladora, destinados a ações como manutenção de estradas rurais, escoamento da produção e atendimento às comunidades do interior. O investimento total foi de R$ 5,09 milhões, com recursos provenientes de emenda parlamentar.

Os equipamentos foram destinados aos municípios de Quilombo, São José do Cerrito, Lontras, Catanduvas, Rio dos Cedros, Caçador, Bom Retiro, Fraiburgo, Caxambu do Sul, Araranguá e Rio do Campo.

A solenidade contou com a presença do secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, que representou o ministro Carlos Fávaro. De acordo com a pasta, a ação “reforça o compromisso com o desenvolvimento regional e o fortalecimento da agricultura, promovendo melhores condições de trabalho no campo e contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos produtores rurais”.





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Edegar Pretto deixa presidência da Conab e Silvio Porto é anunciado como substituto


João Edegar Pretto, presidente Conab Fonte: Agência Câmara de Notícias
João Edegar Pretto, presidente Conab, durante sessão solene na Câmara. Foto: Andressa Anhoelete/Agência Senado

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou sua saída do cargo nesta quarta-feira (25), durante a apresentação do balanço de gestão da estatal, em Brasília (DF). Para substituí-lo, foi indicado o atual diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto.

Segundo o levantamento apresentado pela estatal, as políticas executadas entre 2023 e 2025 geraram um retorno de R$ 18,4 bilhões à sociedade, o equivalente a R$ 8,78 para cada R$ 1 investido.

Ao anunciar a saída, Pretto destacou o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao campo, especialmente para a agricultura familiar.
Segundo ele, a gestão ampliou o alcance das ações federais, garantindo apoio aos produtores e contribuindo para o acesso da população a alimentos de qualidade com preços mais acessíveis.

“Fizemos uma gestão muito positiva, chegando aos trabalhadores rurais e fortalecendo a produção e o acesso a alimentos”, afirmou.

Novo presidente

O sucessor, Silvio Porto, já atuava como diretor de Política Agrícola e Informações da companhia e participou diretamente das estratégias adotadas nos últimos anos.

Durante o evento, ele destacou que os resultados apresentados reforçam a relevância da Conab para o abastecimento e a segurança alimentar no país.

A escolha sinaliza uma continuidade das políticas implementadas até agora, especialmente nas áreas de apoio à comercialização e fortalecimento da agricultura familiar.

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Negociações avançam sob tensão: Irã, EUA e Israel buscam caminho para cessar-fogo no Oriente Médio


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

As negociações para um possível cessar-fogo no conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel seguem em andamento, mas ainda cercadas por impasses, pressões e condições estratégicas de todos os lados.

Nos bastidores, há sinais de avanço diplomático. Ao mesmo tempo, declarações públicas e exigências militares mostram que o caminho para um acordo ainda é incerto.

Irã condiciona acordo à inclusão do Líbano

O Irã deixou claro a mediadores internacionais que qualquer acordo de cessar-fogo precisa incluir o Líbano, ampliando o escopo das negociações para além do confronto direto com Israel e os Estados Unidos.

A exigência está diretamente ligada ao Hezbollah, grupo aliado de Teerã que entrou no conflito em apoio ao país iraniano. A inclusão do Líbano no acordo é vista pelo Irã como essencial para garantir proteção aos seus aliados na região.

Enquanto isso, Israel mantém a posição de tratar os conflitos como frentes separadas e evita negociações diretas com o governo iraniano. Já os Estados Unidos defendem o desarmamento do Hezbollah como condição central para a estabilidade regional.

Diante do cenário de tensão, países como Paquistão, Egito e Turquia atuam como intermediários para manter canais de comunicação entre as partes.

Um dos sinais mais relevantes de avanço ocorreu quando Israel retirou duas autoridades iranianas de alto escalão, o chanceler Abbas Araqchi e o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos.

A decisão foi tomada após pressão indireta dos Estados Unidos, a partir de um alerta do Paquistão de que a eliminação dessas lideranças poderia inviabilizar qualquer negociação.

A medida é vista como uma tentativa de preservar interlocutores-chave e manter viva a possibilidade de diálogo diplomático, ainda que temporariamente.

Proposta dos EUA

No centro das negociações está uma proposta americana de 15 pontos, enviada ao Irã por meio do Paquistão.

O plano inclui exigências como:

  • eliminação de estoques de urânio altamente enriquecido
  • interrupção do programa nuclear
  • restrições ao desenvolvimento de mísseis balísticos
  • redução do apoio a grupos aliados na região

Até o momento, o Irã não rejeitou formalmente a proposta, mas afirma que ainda está em fase de análise e nega a existência de negociações diretas em andamento.

Declarações de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao cobrar uma resposta mais rápida do governo iraniano.

Em publicação nas redes sociais, afirmou que o Irã deveria levar a proposta “mais a sério”, indicando que o tempo para negociação pode ser limitado.

Apesar da pressão pública, o posicionamento de Teerã segue cauteloso, mantendo o discurso de análise técnica da proposta, sem assumir compromisso com um acordo imediato.

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AgroNewsPolítica & Agro

Por que o açúcar reagiu à crise do petróleo



O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados


O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados
O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados – Foto: Pixabay

A recente volatilidade nos mercados internacionais de energia e de commodities agrícolas tem reforçado a relação entre diferentes cadeias produtivas. As oscilações nos preços do petróleo e do açúcar voltaram a chamar atenção diante de movimentos simultâneos registrados ao longo de março.

Segundo análise do Rabobank, no dia 9 de março, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, o petróleo Brent chegou próximo de USD 120 por barril, enquanto os contratos futuros do açúcar bruto na ICE, com vencimento em maio de 2026, atingiram máxima intradiária de 14,64 centavos de dólar por libra-peso, encerrando o dia a 14,59 centavos, então um dos níveis mais altos do ano. Já em 24 de março, o petróleo recuava para a faixa de USD 100 por barril, enquanto o açúcar avançava para perto de 15,50 centavos por libra-peso.

O movimento simultâneo reforça os mecanismos que conectam os dois mercados, especialmente por meio do setor de combustíveis no Brasil. A dinâmica envolve a decisão das usinas sobre o direcionamento da cana-de-açúcar entre a produção de açúcar e etanol, influenciada diretamente pela competitividade dos combustíveis fósseis.

Com a alta do petróleo, o etanol tende a se tornar mais competitivo em relação à gasolina, elevando a demanda pelo biocombustível. Esse cenário incentiva as usinas brasileiras a destinarem maior volume de cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional.

A análise aponta que o atual patamar do petróleo, ainda que abaixo do pico observado no início do mês, permanece suficiente para sustentar essa dinâmica. Dessa forma, o cenário de preços elevados do petróleo, impulsionado pelo conflito, contribui para um viés de alta no mercado de açúcar, ao limitar a disponibilidade global do produto.

 





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Diesel dispara mais de 20% em março e puxa alta dos combustíveis no Brasil


diesel, biodiesel
Foto: Pixabay

Os preços dos combustíveis registraram alta generalizada no Brasil em março, com destaque para o diesel S-10, que acumulou avanço de 20,9% na média nacional até a terceira semana do mês, em comparação com o fim de fevereiro.

Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nas capitais, a alta foi um pouco menor, mas ainda expressiva, de 16,4%.

Diesel lidera alta

O diesel S-10 foi o combustível que mais subiu no período. O preço médio nacional saltou de R$ 6,18 para R$ 7,47 por litro.

A gasolina comum também avançou, com alta de 6,11%, passando de R$ 6,38 para R$ 6,77. Já o etanol hidratado teve aumento mais moderado, de 1,74%, saindo de R$ 4,70 para R$ 4,79.

Nas capitais, o movimento foi semelhante, porém menos intenso. O diesel subiu de R$ 6,22 para R$ 7,24 por litro, enquanto a gasolina passou de R$ 6,37 para R$ 6,75. O etanol variou de R$ 4,80 para R$ 4,84.

Alta do petróleo pressiona preços

O avanço dos combustíveis ocorre em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência para o Brasil, acumulou alta de 40,6% em cerca de um mês. Apesar de já ter recuado em relação aos picos recentes, quando superou os US$ 110, o nível ainda pressiona os preços internos.

Esse movimento é influenciado principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O impacto da alta do petróleo é mais imediato sobre gasolina e diesel, enquanto no etanol ocorre de forma indireta.

No caso do diesel, a pressão é ainda maior, já que o Brasil depende significativamente de importações para atender à demanda interna, o que amplia a sensibilidade aos preços internacionais.

Estados registram altas mais intensas

No recorte regional, alguns estados apresentaram aumentos acima da média nacional. Entre os destaques estão:

  • Tocantins: +29,7% (+R$ 1,79)
  • Bahia: +29,1% (+R$ 1,78)
  • Goiás: +28,9% (+R$ 1,77)
  • Paraná: +26,6% (+R$ 1,59)
  • São Paulo: +21,8% (+R$ 1,35)
  • Santa Catarina: +21,8% (+R$ 1,32)
  • Piauí: +20,9% (+R$ 1,30)

A variação nos reajustes entre os estados está ligada a fatores logísticos e econômicos.

Regiões mais distantes de refinarias e portos de importação tendem a enfrentar custos mais elevados, especialmente com frete rodoviário, o que encarece o combustível ao longo da cadeia de distribuição.

Além disso, fatores como nível de estoques, concorrência entre postos e demanda regional — especialmente em áreas com forte atividade agrícola, também influenciam o ritmo de repasse ao consumidor.

A atuação de refinarias privadas, que ajustam preços de forma mais rápida em resposta ao mercado internacional, também contribui para ampliar as diferenças regionais, principalmente no diesel.

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Quinta-feira tem clima abafado, pancadas de chuva e risco de temporais


A quinta-feira (26) será marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com pancadas de chuva que podem variar de moderadas a fortes, segundo análise meteorológica. A atuação de sistemas como cavado, umidade elevada e um vórtice ciclônico em altos níveis (VCAN) mantém o cenário de atenção, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Além da chuva, o calor e a sensação de abafamento predominam em diversas áreas do país.

Sul

No Sul, a chuva começa pelo litoral do Rio Grande do Sul, atingindo áreas como a Região Metropolitana de Porto Alegre e a Costa Doce, com intensidade moderada a forte desde a manhã.

Ao longo do dia, a instabilidade avança para o interior do estado, além de áreas de Santa Catarina e do Paraná, impulsionada pela combinação de umidade, calor e um cavado em níveis médios da atmosfera.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes, especialmente no interior e norte da região.

À noite, a tendência é de diminuição das instabilidades, embora ainda haja chuva isolada no Paraná e no litoral gaúcho.

Sudeste

No Sudeste, a chuva se intensifica ao longo do dia, principalmente em Minas Gerais e São Paulo.

As pancadas ocorrem com maior intensidade no Triângulo Mineiro, norte e oeste de Minas, além de grande parte do território paulista. No sul do Rio de Janeiro e no litoral do Espírito Santo, também há previsão de chuva mais forte.

Destaque para rajadas de vento entre 40 e 50 km/h na Região dos Lagos (RJ).

Centro-Oeste

A presença do VCAN e a alta umidade mantêm o tempo instável no Centro-Oeste.

Chove desde cedo em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com pancadas moderadas a fortes. Há risco de temporais, principalmente no oeste e centro-sul de Mato Grosso e em áreas do Mato Grosso do Sul.

Mesmo com a chuva, o calor segue predominando ao longo do dia.

Nordeste

No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua influenciando o clima, com pancadas de chuva no litoral norte e em áreas do interior.

Há previsão de chuva moderada a forte em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, além de trechos do litoral entre Pernambuco e Sergipe.

Em outras áreas, as precipitações são mais fracas e o calor predomina.

Norte

Na Região Norte, a umidade elevada favorece pancadas de chuva desde cedo, principalmente no Pará, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Ao longo do dia, as instabilidades ganham força, com previsão de chuva moderada a forte e possibilidade de temporais isolados. A sensação de abafamento segue predominante em toda a região.

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Avanço nas negociações entre EUA e Irã provoca alta das bolsas e queda do petróleo


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (26), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a expectativa de avanço nas negociações entre EUA e Irã sustentou a recuperação dos mercados globais, com alta das bolsas em NY, queda dos Treasuries e petróleo abaixo de US$ 100.

No Brasil, o Ibovespa subiu 1,6% aos 185 mil pontos e o dólar recuou para R$ 5,22, com entrada de fluxo estrangeiro. A curva de juros devolveu prêmios, apesar do ambiente ainda volátil e dependente do noticiário geopolítico. Hoje, o foco é o IPCA-15 e indicadores do BC, além de dados de atividade e trabalho nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Custos da safra dão salto em poucas semanas


O mercado de defensivos agrícolas tem registrado oscilações recentes nos preços internacionais, refletindo mudanças no cenário global de insumos. Segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, com base em dados da Agrinvest Commodities, já há sinais consistentes de valorização nos principais princípios ativos negociados na China.

Levantamento dos últimos 30 dias mostra alta generalizada entre diferentes moléculas. O glifosato 95% avançou 19%, passando de US$ 3,45 para US$ 4,10. O 2,4-D 97% subiu 18%, enquanto o diquat 40% teve elevação de 17%. Produtos como metribuzim e glufosinato também registraram aumentos relevantes, de 11% e 7%, respectivamente. Outros itens, como cletodim, imazethapyr e picloram, apresentaram altas mais moderadas, variando entre 4% e 5%.

O movimento ocorre em um contexto de impacto indireto da guerra sobre cadeias globais, embora a dinâmica dos defensivos seja distinta da observada em fertilizantes. Ainda assim, a tendência de alta na China já começa a influenciar as discussões no Brasil, onde o mercado tenta diferenciar o que é efeito especulativo e o que tem आधार em fundamentos.

Há cerca de um mês e meio, o cenário era oposto, com quedas relevantes em produtos como o cletodim, em um momento em que os preços atingiam mínimas históricas. A reversão recente reforça a importância de acompanhar a formação internacional de preços, especialmente porque o Brasil depende quase integralmente de importações.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da formação de custos da safra 2026/27. Nos últimos cinco meses, o custo total com insumos, incluindo fertilizantes, sementes e defensivos, já aumentou mais de 3,5 sacas por hectare, pressionando o planejamento do produtor rural.

 





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