sexta-feira, abril 17, 2026

Autor: Redação

News

Produtores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade


Foto gerada por IA.
Imagem gerada por inteligência artificial

Com o aumento no custo dos insumos agrícolas e a forte dependência de produtos importados, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a rentabilidade no campo.

Entre as principais estratégias está a adoção da agricultura regenerativa e de modelos biossustentáveis, que prometem reduzir custos, preservar o meio ambiente e garantir produtividade.

Na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, a família Geller aposta na diversificação de culturas e no uso de práticas sustentáveis após enfrentar queda na produtividade com o sistema convencional.

A propriedade conta com cerca de 20 estufas de cultivo protegido e produção a céu aberto, só de morango, são aproximadamente 10 mil pés em sistema semi-hidropônico. Já nas hortaliças, a produção semanal de alface e rúcula varia entre 5 mil e 8 mil pés, além de outras culturas como couve, repolho e temperos.

Há 18 anos atuando na olericultura, a família decidiu investir em um modelo baseado na agricultura biossustentável. A mudança veio da necessidade de reduzir custos e buscar alternativas menos agressivas à saúde e ao solo.

“Com uma parceria entre faculdade e empresas privadas, estamos tentando buscar algo que seja menos impactante, primeiramente, para nós mesmos, para a saúde e para o bolso”, explica o produtor rural, Lucas Miotto Gheller.

A solução que está em fase de implantação na propriedade prioriza o uso de recursos biológicos com redução de insumos químicos e foco na saúde do solo.

“Nós trabalhamos exatamente o equilíbrio, 14 nutrientes adicionados para equilibrar esse solo. E o principal ácidos úmicos e fúlvicos. Você trabalha uma fórmula de nutrientes mais complemento, o famoso enchimento, um solo extremamente duro, com baixa absorção de água, seco e muito salino”, destaca Wanderlei Enderle.

“Se colocar isso aqui na boca, você vai achar que se colocou um grão de de cloreto de sódio, de sal, mas de verdade é cloreta de potássio e algum afloramento até de fósforo, fosfatos”, completa.

Aplicação

Em outra propriedade acompanhada por pesquisadores, o uso de fertilizantes produzidos dentro da própria fazenda apresentou desempenho superior ao sistema convencional. No cultivo de milho, a média de produtividade em quatro anos chegou a 163 sacas por hectare com manejo biológico, frente a 143 sacas no modelo tradicional.

Além da redução de custos, a produção dentro da fazenda diminui a dependência de insumos externos e aumenta a eficiência econômica. Segundo especialistas, esse é um dos pilares da agricultura regenerativa, que pode ser adotada de forma total ou combinada com o uso de insumos químicos.

O post Produtores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Abril: saiba como ficaram os preços de soja no primeiro dia do mês


Foto: Freepik

O mercado brasileiro de soja teve um dia travado, marcado pela queda nos principais formadores de preços, como Chicago e o dólar. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios oscilaram entre estáveis e mais altos, mas sem impacto relevante nas negociações. De maneira geral, houve recuo nas cotações no mercado físico, o que afastou o produtor e reduziu sua participação nas vendas.

Com isso, o ritmo de negócios foi bastante lento, ocorrendo apenas de forma pontual, com operações realizadas conforme a necessidade imediata. Nos portos, as ofertas ficaram mais firmes para maio, enquanto abril apresenta uma janela mais restrita, com pouco espaço disponível diante dos volumes já programados para embarque.

Preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 124,50 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 125,50 para R$ 125,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 112,00 para R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 130,50 para R$ 130,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados principalmente pela queda do óleo, que acompanhou o recuo do petróleo.

O mercado também reagiu ao ambiente financeiro global, com investidores atentos ao desenrolar do conflito no Oriente Médio e à possibilidade de redução das tensões. Declarações do presidente dos Estados Unidos sobre um possível fim próximo do conflito influenciaram o sentimento do mercado, embora tenham sido contestadas por autoridades iranianas.

Câmbio

No câmbio, o dólar também recuou, encerrando a sessão em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,1576, o que contribuiu para pressionar ainda mais os preços no mercado interno.

O post Abril: saiba como ficaram os preços de soja no primeiro dia do mês apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Novo ministro da Pesca e Aquicultura toma posse com elogios e exigências do setor


ministro da Pesca
Foto: Divulgação

A partir desta quarta-feira (1), o Ministério da Pesca e Aquicultura passa a ter um novo líder. Rivetla Edipo Araujo assume a condução da pasta no lugar de André de Paula, que passa a ocupar o cargo de ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O novo titular destacou os resultados do trabalho realizado no ministério nos últimos três anos, como a retomada da estatística pesqueira, o Propesc e o Programa Povos da Pesca Artesanal. Mas também foi cobrado por avanços imediatos para o setor.

“Essas entregas não são resultados isolados, são fruto de um trabalho coletivo, de uma equipe comprometida e de um ministério que foi reconstruído e fortalecido. É a partir dessa base que seguiremos avançando”, completou.

Conheça o novo ministro

Edipo Araujo possui ampla experiência acadêmica e em gestão pública. É formado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), com mestrado em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais e doutorado em Ecologia Aquática e Pesca pela mesma instituição.

Já atuou como professor e pesquisador em diversas instituições de ensino e também na gestão de órgãos públicos, como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Departamento de Ordenamento da Pesca da antiga Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Desde 2023, passou a integrar o então recriado Ministério da Pesca e Aquicultura, atuando como diretor do Departamento de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva. Em julho de 2024, assumiu o cargo de secretário-executivo do MPA.

Reação do setor

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) destacou, em nota, que recebe com expectativa positiva a nomeação de Édipo Araújo para o ministério.

“O novo ministro integra uma geração que contribuiu para a transformação do extrativismo predatório no Norte em uma cadeia produtiva mais estruturada e sustentável”, diz a entidade.

Para a Peixe BR, a experiência e o conhecimento do setor do novo titular reforçam a perspectiva de uma gestão técnica e alinhada às demandas da piscicultura brasileira.

No entanto, a Associação ressalta a necessidade de avanços imediatos em temas regulatórios que impactam diretamente a atividade. Entre as prioridades, a Peixe BR enumera:

  • Elaboração, pela Consultoria Jurídica do MPA, de parecer sobre a atuação da Conabio na definição de lista de espécies exóticas invasoras sem a devida Análise de Impacto Regulatório (AIR);
  • Articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para garantir o cumprimento da legislação vigente e a realização da Análise de Risco de Importação (ARI) da tilápia proveniente do Vietnã; e
  • A prorrogação por três anos da obrigatoriedade da Licença de Aquicultor.

O post Novo ministro da Pesca e Aquicultura toma posse com elogios e exigências do setor apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Aéreas preveem ‘consequências severas’ com reajuste do querosene


Avião
Foto: Pixabay

O reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV) anunciado nesta quarta-feira (1) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as principais companhias aéreas do país.

Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.

“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear.

A entidade explica que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional.

“Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”.

A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express.

Parcelamento do reajuste

Para reduzir os impactos do aumento anunciado nesta quarta, a Petrobras informou que vai parcelar o reajuste para o querosene de aviação (QAV). Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.

O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã.

No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9%; e em fevereiro, de -1%. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atualmente os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas.

O post Aéreas preveem ‘consequências severas’ com reajuste do querosene apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Como identificar se o peixe está fresco? Confira dicas para evitar riscos


Feirão do Pescado; peixes
Foto: Ruth Jucá/ADS

Com a chegada da Páscoa, aumenta o consumo de pescados em todo o Brasil, especialmente durante a Sexta-Feira Santa. Mas, na hora da compra, muitos consumidores ainda têm dúvidas: como saber se o peixe está realmente fresco? Como garantir qualidade e segurança alimentar?

Para orientar a população, o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Pesca tem sido fundamental ao reunir conhecimento científico, ações educativas e publicações acessíveis ao público.

Como identificar um peixe fresco?

A escolha começa no ponto de venda. Prefira sempre estabelecimentos regularizados pela Vigilância Sanitária e observe alguns sinais essenciais:

  • Olhos: devem estar brilhantes e salientes, nunca fundos ou opacos
  • Brânquias: avermelhadas, úmidas e sem muco
  • Escamas: firmes e bem aderidas ao corpo, com brilho natural
  • Carne: consistente e elástica, ao pressionar, deve voltar ao normal
  • Odor: suave, lembrando o mar — cheiro forte é sinal de deterioração

Além disso, a temperatura do pescado fresco deve estar sempre sobre gelo, mantido próximo de 0°C. A ausência de gelo ou armazenamento inadequado compromete rapidamente a qualidade.

Dica importante: deixe o peixe para o final das compras, reduzindo o tempo fora de refrigeração.

E o peixe congelado?

Também é uma opção segura, desde que alguns cuidados sejam observados:

  • Verifique a data de validade
  • Observe se há cristais de gelo dentro da embalagem (pode indicar descongelamento prévio)
  • Confira se o freezer está a -18°C
  • Nunca recongele um peixe já descongelado

Os benefícios do pescado

O pescado é considerado uma das proteínas mais completas do ponto de vista nutricional. Rico em ômega 3, associado à saúde do coração e do cérebro, fonte de proteínas de alta digestibilidade, contém vitaminas importantes como A, D e complexo B (especialmente B12) e é rico em minerais como ferro, cálcio, fósforo e iodo.

Estudos indicam que o consumo de peixe 2 a 3 vezes por semana pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e apoiar o bom funcionamento do organismo.

O Instituto de Pesca também incentiva o consumo de espécies menos conhecidas, os chamados peixes não convencionais (Penacos), que ajudam a diversificar a alimentação e fortalecer a economia regional.

O post Como identificar se o peixe está fresco? Confira dicas para evitar riscos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Exportações de soja devem somar 14,3 milhões de toneladas em abril


exportação, soja, milho, grãos, porto, embarque, exportações
Foto: Porto de Itaqui/ Divulgação

O line-up dos portos brasileiros projeta a exportação de 14,377 milhões de toneladas de soja em grão em abril de 2026, conforme levantamento da Safras & Mercado. O volume representa crescimento em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 13,476 milhões de toneladas.

Em março, a programação indicava embarques de 15,860 milhões de toneladas, refletindo o pico do escoamento da safra. Já para maio de 2026, a previsão é mais baixa, com 533,8 mil toneladas.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o line-up aponta embarques de 42,089 milhões de toneladas. Apesar do ritmo ainda elevado, o volume fica abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o Brasil exportou 54,389 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

O line-up representa uma programação inicial dos embarques nos portos e pode sofrer alterações ao longo do período, conforme ajustes logísticos e operacionais.

O post Exportações de soja devem somar 14,3 milhões de toneladas em abril apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho cai no dia, mas surpreende no mês



Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa


Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa
Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa – Foto: Divulgação

O mercado de milho apresentou oscilações recentes, refletindo fatores externos e ajustes internos após um período de valorização. Na bolsa brasileira, os preços recuaram no fechamento mais recente, em movimento alinhado ao câmbio e ao desempenho internacional, enquanto o mês anterior consolidou ganhos relevantes. As informações são da TF Agroeconômica.

Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa, acompanhando a desvalorização do dólar e a fraqueza observada em Chicago. O movimento também foi influenciado por realizações de lucro após as altas registradas ao longo de março. Mesmo com a queda diária, os contratos mantêm desempenho positivo na semana e no acumulado mensal, com avanços que superaram 5% em alguns vencimentos e ultrapassaram 6% nos contratos mais longos.

No mercado físico, a valorização foi mais moderada, com alta pouco acima de 1%, enquanto questões climáticas e atrasos no plantio da safrinha seguem no radar. No Rio Grande do Sul, a comercialização permanece lenta e regionalizada, com compradores priorizando estoques próprios e preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança, mas em ritmo mais lento, influenciada pela priorização da soja.

Em Santa Catarina, o avanço da colheita contrasta com a baixa fluidez nas negociações. A diferença entre preços pedidos e ofertados limita novos negócios, mantendo o mercado travado mesmo diante de alguma restrição de oferta em regiões específicas. No Paraná, o cenário é semelhante, com desalinhamento entre compradores e vendedores e impacto das condições climáticas sobre a safrinha.

Já em Mato Grosso do Sul, o mercado mostra recuperação após quedas anteriores, sustentado parcialmente pela demanda do setor de bioenergia. Ainda assim, o ambiente segue competitivo e com baixa liquidez, enquanto a semeadura avança de forma mais lenta devido às chuvas.

 





Source link

News

CNA divulga manual sobre os impactos do Prodes aos produtores rurais


Propriedade rural. Foto: Canva
Propriedade rural. Foto: Canva

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) publicou nesta quarta-feira (1) uma nota técnica com orientações sobre o Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) e seus efeitos para os produtores rurais.

Segundo decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da resolução nº 5.268/2025, as instituições financeiras devem considerar as informações do programa para concessão de crédito em propriedades rurais com área superior a quatro módulos fiscais, em todo o território nacional. A data de corte de verificação será a partir de 31 de julho de 2019.

Na prática, a medida cria uma nova etapa de verificação nas operações de crédito rural, utilizando dados de sensoriamento remoto que indicam a ocorrência de supressão de vegetação.

No entanto, a CNA considera que o sistema não diferencia automaticamente situações de desmatamento legal, autorizadas pelos órgãos ambientais competentes, de casos de desmatamento ilegal, além de sobreposições de propriedades e polígonos de desmatamento.

“Também podem ocorrer inconsistências decorrentes de limitações técnicas do monitoramento por satélite, como atrasos na atualização das bases ou apontamentos de ‘falsos positivos’”, destaca a entidade.

Para a Confederação, esse cenário pode gerar incertezas no processo de análise de crédito e ampliar o risco de restrições ao acesso a financiamento por produtores que estejam em conformidade com a legislação ambiental.

Diante desse cenário, a CNA enfatiza que o produtor rural necessita de conhecimento prévio sobre a eventual incidência de registros do Prodes em sua propriedade, bem como sobre os procedimentos necessários para verificar essas informações e, se for o caso, apresentar a documentação que comprove a regularidade ambiental da área.

Como saber se há restrição Prodes?

Para evitar entraves na contratação de crédito rural, é fundamental que o produtor tenha conhecimento prévio da eventual incidência de polígonos do Prodes sobre sua propriedade. Essa verificação antecipada permite tempo hábil para análise e, se necessário, contestação do polígono identificado. Veja os métodos de identificação:

Método 1:

Prodes-01
Foto: Divulgação

Método 2:

Prodes-02
Foto: Divulgação

Passo 3: Contestação dos dados

Prodes-03
Foto: Divulgação

A CNA lembra que o Código Florestal, Lei nº 12.651/2012, estabelece que o acesso ao crédito rural está condicionado à regularidade ambiental do imóvel, comprovada por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Nesse arranjo, cabe ao Estado analisar e validar o CAR, ação que ocorreu em apenas 7,2% dos cadastros. Somente quando houver embargo é que o crédito pode ser legalmente restringido”, destaca.

Para a entidade, as Resoluções do CMN nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025 acabam por transferir parte desse papel aos agentes financeiros, criando mais uma função para os bancos. “Isso amplia a complexidade do processo e tende a elevar os custos do financiamento rural, que já são elevados no Brasil”, considera.

Por conta desses apontamentos, a CNA ressalta que tem atuado em articulação com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo nº 169/2026, de autoria do deputado Sergio de Souza, que visa sustar os dispositivos das Resoluções do CMN nº 5.268, de 2025, e nº 5.193, de 2024 do Manual de Crédito Rural.

“A iniciativa busca evitar que a concessão de crédito rural passe a depender de verificações ambientais que não foram concebidas originalmente para essa finalidade e que podem gerar insegurança jurídica, aumento de custos operacionais e dificuldades adicionais ao acesso ao financiamento da produção agropecuária”, conclui.

O post CNA divulga manual sobre os impactos do Prodes aos produtores rurais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Paraguai bate safra histórica e já projeta novo recorde na soja


soja, colheita
Colheita de soja. Foto: Pixabay

A colheita de soja na Região Oriental do Paraguai foi concluída e consolidou a maior safra principal já registrada no país. Com a revisão positiva dos números, a produção pode atingir um novo recorde no ciclo total, dependendo do desempenho da safrinha.

Por causa do clima favorável e uma legislação mais flexível em comparação com o Brasil, o Paraguai adota duas safras da oleaginosa.

Segundo relatório da StoneX, cerca de 97% da produção nacional está concentrada na Região Oriental, o que direciona a análise para os resultados já consolidados nessa área. No Chaco, a cultura ainda está em desenvolvimento, devido a um calendário produtivo diferente, influenciado por condições climáticas específicas.

De acordo com a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez, as preocupações iniciais com o clima mais quente e seco não se confirmaram em perdas relevantes.

“As chuvas, embora irregulares, ocorreram em momentos-chave e permitiram sustentar o potencial produtivo”, afirma. Segundo ela, o estágio avançado das lavouras no momento das adversidades também limitou impactos sobre a produtividade, apesar de atrasos pontuais na safrinha.

Ajustes positivos e produtividade

As condições hídricas consideradas adequadas ao longo do ciclo garantiram rendimentos elevados e generalizados. Houve revisões mais expressivas no norte de Alto Paraná e em Canindeyú, mas o bom desempenho se estendeu a regiões como Itapúa, Caaguazú, Guairá, Caazapá, San Pedro, Amambay e Concepción.

Com isso, a estimativa da safra principal foi elevada de 10,4 milhões para 10,9 milhões de toneladas.

“Ainda resta definir o desempenho da safrinha, mas, caso atinja 1,4 milhão de toneladas, a produção total poderá chegar a 12,29 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico”, diz a analista.

Safrinha e calendário

No segundo ciclo, a disputa por área entre soja e milho influencia o andamento das lavouras. No milho, parte relevante do plantio ocorreu fora da janela ideal, principalmente na região centro-sul.

A expectativa é que a colheita do cereal se concentre a partir de meados de julho, sem oferta relevante em junho. Já a soja safrinha apresenta quadro mais estável, com colheita prevista entre o fim de abril e meados de maio. Ainda não há ajustes de produtividade para esse segundo ciclo.

Comercialização e preços

No mercado, o basis apresentou forte volatilidade nas últimas semanas. O movimento foi influenciado pela alta das cotações em Chicago (CBOT), impulsionada por sinais de aumento da demanda chinesa e pelo impacto do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e dos biocombustíveis.

Nesse cenário, o basis em Assunção saiu de cerca de US$ -45 por tonelada para US$ -80 no ponto mais baixo, antes de se recuperar para US$ -55.

Segundo a analista, a oscilação reflete principalmente a valorização internacional, enquanto o preço físico se manteve mais estável, em um ambiente de elevada oferta sazonal e forte ritmo de comercialização.

As vendas acompanham o bom desempenho da safra. A soja 2025/26 alcança 68% comercializado, acima dos 48% do mês anterior e da média histórica de 63%.

No milho, a safra 2025 está praticamente encerrada, com 97% negociado, em linha com os anos anteriores. Já a safrinha 2026 registra 22% de vendas antecipadas, acima dos 14% do mês anterior e da média de 17%.

“O avanço confirma uma postura comercial mais ativa por parte dos produtores neste ciclo”, conclui Larissa.

O post Paraguai bate safra histórica e já projeta novo recorde na soja apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

StoneX faz revisão positiva da safra de soja 26/27, com ajustes em três regiões


exportação, soja, plantio, grão recorde
Foto: Pixabay

A estimativa para a safra de soja neste mês de abril da StoneX, empresa global de serviços financeiros, mudou pouco em relação ao mês anterior. A safra brasileira de soja 2025/26 segue com perspectiva de recorde, e agora foi revisada positivamente em 1%, chegando a 179,7 milhões de toneladas. 

Mesmo diante de perdas causadas por eventos climáticos adversos, com maior impacto registrado no Rio Grande do Sul, o desempenho da colheita em outras regiões tem superado as expectativas. O avanço dos trabalhos no campo resultou em ganhos de produtividade, levando a StoneX a elevar a estimativa de rendimento médio nacional para 3,69 toneladas por hectare. 

As maiores revisões ocorreram em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde as condições de desenvolvimento das lavouras se mostraram mais favoráveis. Com a colheita se aproximando da fase final, a StoneX avalia que os números da safra 2025/26 passam a ficar menos suscetíveis a mudanças relevantes, consolidando a projeção de uma safra recorde de soja no Brasil, ainda que o potencial total tenha sido parcialmente limitado pelo clima. 

 Milho

No mercado de milho, o relatório de abril trouxe ajuste positivo para a primeira safra 2025/26, cuja produção foi revisada para 27,2 milhões de toneladas, alta de 1,5% frente à estimativa anterior. O crescimento reflete, principalmente, a melhora das expectativas de produtividade em estados do Norte e Nordeste, elevando também o rendimento médio nacional.

Se confirmado, o volume produzido na safra de verão será 6,6% superior ao observado no ciclo anterior, reforçando o papel estratégico da primeira safra no abastecimento interno. No Brasil, o consumo doméstico de milho supera as exportações, tornando a produção colhida no início do ano essencial para atender à demanda até a entrada da safrinha no segundo semestre.

Por outro lado, a segunda safra de milho teve sua estimativa de produção levemente reduzida em 0,6%, passando para 106 milhões de toneladas. O ajuste decorre, principalmente, da revisão de área plantada em alguns estados, com reduções em São Paulo e Mato Grosso, em função dos atrasos no plantio.

Além das questões de área, o clima permanece como um fator de atenção. Algumas previsões meteorológicas indicam volumes de chuva abaixo da média em abril, o que levou também a uma pequena redução da produtividade esperada no Paraná. A StoneX destaca, no entanto, que as projeções climáticas ainda podem sofrer alterações, e que as próximas semanas serão determinantes para a definição do potencial produtivo da safrinha.

Considerando as três safras de milho, incluindo a terceira safra, estimada em 2,5 milhões de toneladas, a produção total no ciclo 2025/26 foi ajustada de 136 milhões para 135,7 milhões de toneladas.

No balanço de oferta e demanda, a soja teve apenas a produção revisada em abril, enquanto o consumo doméstico foi mantido em 65 milhões de toneladas e as exportações em 112 milhões. Os estoques finais aumentaram para 6,44 milhões de toneladas.

No cenário internacional, o mercado acompanha a relação entre China e Estados Unidos, com expectativa de um encontro entre os presidentes em maio.

Para o milho, além do pequeno ajuste na produção, a StoneX reduziu a previsão de exportações para 42 milhões de toneladas, refletindo a demanda interna aquecida. Os estoques finais devem permanecer elevados, garantindo o abastecimento até a chegada da safrinha.

O post StoneX faz revisão positiva da safra de soja 26/27, com ajustes em três regiões apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link