O mercado de arroz no Rio Grande do Sul registrou baixa movimentação nos últimos dias. Sob influência do feriado da Sexta-feira Santa e da expectativa por leilões oficiais, produtores avaliam que os preços atuais, apesar de elevados, ainda não cobrem os custos de produção.
Esse comportamento dos produtores é comum para equilibrar a receita, já que, mesmo com o avanço da colheita, a oferta do cereal tende a diminuir. Com isso, o volume de negociações recua.
De acordo com o Cepea, compradores seguem também cautelosos. As aquisições vem sendo feitas apenas conforme o necessário, na expectativa que, com o avanço na colheita e a necessidade dos produtores, as condições de compra melhorem.
O futuro das empresas rurais depende menos de controle excessivo e mais da capacidade de liderar, desenvolver equipes e construir ambientes sustentáveis de trabalho. Essa visão foi compartilhada pelo zootecnista e especialista em gestão agrícola, Ricardo Arantes, durante a palestra “A força da gestão de pessoas no agro”.
Na atualidade, o setor vive um momento decisivo para testar a maturidade de empresários, gestores e líderes diante das transformações no mercado, nas relações de trabalho e no perfil das novas gerações, explica Arantes. E ter essa percepção, faz toda diferença no dia a dia.
O ponto alto desta discussão é saber diferenciar gestão e liderança. Na prática, o especialista explicou que a gestão está ligada a metas, objetivos, processos e foco no negócio, enquanto a liderança exige visão, propósito, adaptação, inovação e capacidade de influenciar pessoas.
“A operação é muito mais centrada em gestão, mas o sucesso sustentável vem quando se coloca as pessoas em primeiro lugar. Quando você cuida das pessoas, os indicadores vêm com mais consistência”, evidenciou.
É importante evitar os microgerenciamentos
A cultura do microgerenciamento precisa ser olhada com mais atenção. De acordo com Arantes, quando a companhia só roda sob vigilância constante do dono ou gestor, o problema não está na equipe, mas na ausência de liderança estruturada. “Se a sua empresa só funciona quando você está em cima, você não tem gestão, você tem dependência. Liderar é construir um time que funciona sem você”, disse.
O especialista também chamou atenção para a necessidade de rever modelos antigos de comando diante das mudanças geracionais no mercado de trabalho. Para ele, ignorar essa transformação é comprometer a continuidade das empresas. “As pessoas mudam e elas são a parte mais importante do nosso trabalho”, reforçou.
Como se adaptar melhor nesse cenário?
O impacto da comunicação na retenção de talentos foi outro ponto enfatizado. Para o especialista, boa parte dos conflitos e desligamentos nas empresas nasce da forma como líderes se relacionam com seus times. “As pessoas se demitem de pessoas, não das empresas”, ressaltou. Como caminho, ele defendeu três pilares para relações mais saudáveis e produtivas: clareza, intenção explícita e coerência entre discurso e ação. “Aprendam a se comunicar. Treinem. Façam um curso de oratória. Essa jornada trará sucesso”, concluiu.
A diplomacia global respira, ainda que sob extrema vigilância. O anúncio de uma trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã não é apenas um cessar-fogo tático; é uma intervenção de emergência na artéria aorta da economia mundial.
Após semanas de incertezas que empurraram o barril de petróleo para patamares alarmantes, o recuo estratégico de ambos os lados evita o que muitos já classificavam como o maior choque energético da era moderna.
A “jugular” energética e o alívio nos preços
O acordo bilateral surge após um período de tensões asfixiantes. Washington comprometeu-se, em conjunto com Israel, a paralisar ofensivas contra o território iraniano em troca da livre circulação comercial no Estreito de Ormuz.
Para o mercado, o impacto foi imediato. Os preços do petróleo, que vinham em uma escalada perigosa desde os US$ 70 iniciais, começaram a recuar fortemente no pregão de hoje. O alívio nas cadeias de suprimento é real, mas o cenário que nos trouxe até aqui permanece profundamente complexo.
A importância de Ormuz é matemática: por aquele canal passa cerca de 20% do petróleo mundial. Mantê-lo fechado significaria condenar o planeta a uma inflação sistêmica. O custo invisível: um passivo moral para a história
Contudo, a trégua não apaga a mancha ética deixada pela retórica recente. Ao declarar que “uma civilização inteira morreria” caso seus termos não fossem aceitos, o presidente Donald Trump flertou com capítulos sombrios da história.
Essa postura cruza a linha do pragmatismo político e entra no terreno de um instinto de agressividade desmedida. Para muitos, assemelha-se a um desprezo bárbaro pela humanidade, onde o poder de aniquilação é usado como moeda de troca.
O risco para o governo americano é que sua imagem saia deste conflito associada a uma face autoritária. Priorizar a ameaça de destruição sobre a diplomacia gera um passivo moral difícil de reverter perante a comunidade internacional.
Janela de oportunidade
As cicatrizes, entretanto, permanecem. O “prêmio de risco” geopolítico continuará alto, e os custos de frete e seguros não baixarão subitamente devido ao que já aconteceu. Estas duas semanas são uma oportunidade que o mundo não pode desperdiçar. O pragmatismo, enfim, sobrepôs-se ao som das armas.
Se o diálogo prevalecer nas próximas rodadas, Ormuz voltará a ser um corredor de estabilidade. Caso contrário, o alívio de hoje terá sido apenas o “olho do furacão” antes de uma tempestade ainda mais devastadora.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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A próxima colheita de café, com previsão para maio, já começou a influenciar nas cotações do grão nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as movimentações começaram a impactar preços do café arábica desde meados de março, quando os números começaram a recuar.
O cenário do robusta difere um pouco. Visto que as colheitas são feitas em abril e maio, conforme a aproximação das datas, valores tem ficado mais pressionados em relação ao mercado interno.
No mercado dessa variedade, a liquidez segue mais baixa. Compradores tem feito aquisições pontuais, pensando em repor parte do estoque, enquanto produtores tem feito essas vendas para liquidar compromissos de curto prazo e ter um melhor planejamento para a colheita.
O mercado brasileiro de soja deve enfrentar pressão nos preços diante da queda do dólar frente ao real, movimento intensificado após o acordo de trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.
Na Bolsa de Chicago, os contratos operam com volatilidade e variações limitadas, o que contribui para um cenário de negócios mais lentos no Brasil.
Na terça-feira (7), o mercado doméstico teve pouca movimentação, com preços entre estabilidade e leves altas, sem mudanças relevantes.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente segue sem um direcionamento claro. De acordo com ele, a combinação de leves altas em Chicago e um dólar instável, em meio à decisão de juros no Brasil, não foi suficiente para alterar o comportamento do mercado.
Os negócios continuam restritos, especialmente nos portos, onde o volume negociado segue baixo. No mercado interno, a indústria demonstrou maior presença, mas os produtores mantêm postura cautelosa e pedem preços mais elevados, o que limita o avanço das negociações.
O cenário é de operações pontuais ao longo do dia, com fluxo reduzido.
No mercado físico, os preços apresentaram pequenas altas em algumas regiões. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 123,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), houve elevação de R$ 117,00 para R$ 118,00.
Em Rondonópolis (MT), as cotações passaram de R$ 106,00 para R$ 107,00. Já em Dourados (MS), os preços permaneceram em R$ 110,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 107,00 para R$ 109,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) registrou alta de R$ 128,00 para R$ 129,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também subiram de R$ 128,00 para R$ 129,00.
No cenário externo, a Bolsa de Chicago opera com leve queda de 0,08% no contrato maio, cotado a US$ 11,57 por bushel. O mercado oscila entre altas e baixas, influenciado por fatores opostos.
De um lado, a forte queda do petróleo pressiona os preços. De outro, a desvalorização do dólar frente a outras moedas dá suporte às cotações. No câmbio, o dólar comercial recua, cotado abaixo do R$ 5,10
Entre os indicadores financeiros, as bolsas europeias operam em alta, com ganhos. Na Ásia, os mercados também fecharam positivos, com alta de 2,7% em Xangai e 5,3% no Japão.
As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 504,3 mil toneladas em março, considerando produtos in natura e processados. O volume representa alta de 6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 476 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A receita também registrou recorde no mês, somando US$ 944,7 milhões, avanço de 6,2% na comparação anual. Em março do ano passado, o faturamento havia sido de US$ 889,9 milhões.
No acumulado do primeiro trimestre, o setor exportou 1,456 milhão de toneladas, crescimento de 5% frente ao mesmo período de 2025. Em receita, o avanço foi de 6,9%, totalizando US$ 2,764 bilhões.
A retomada das compras pela China contribuiu para o desempenho das exportações. O país importou 51,8 mil toneladas em março, alta de 11,6% na comparação anual.
Entre os principais destinos também estão Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%), Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%), África do Sul, com 33,1 mil toneladas (+21,4%) e União Europeia, com 30,7 mil toneladas (+33,7%).
Apesar do avanço geral, o conflito no Golfo Pérsico afetou parte dos embarques. As exportações para países do Oriente Médio recuaram 19,8% em março na comparação com fevereiro, período anterior ao fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo a ABPA, o fluxo de exportações segue ativo por rotas alternativas. Mais de 100 mil toneladas foram enviadas à região no mês, sendo cerca de 45 mil toneladas destinadas a países diretamente impactados pelas restrições logísticas.
De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Santin, medidas adotadas pelo setor e pelo governo têm permitido manter o abastecimento, enquanto a demanda permanece aquecida em outros mercados, especialmente na Ásia.
O Paraná se manteve como principal estado exportador, com 202 mil toneladas embarcadas em março, alta de 5,1% na comparação anual.
Na sequência aparecem Santa Catarina, com 109 mil toneladas (+2,7%), Rio Grande do Sul, com 70,7 mil toneladas (+11,9%), São Paulo, com 32,5 mil toneladas (+22,6%), e Goiás, com 26 mil toneladas (+14,8%).
As exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram 26% em março, primeiro mês do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o valor exportado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.
A queda atingiu principalmente produtos do agronegócio. As exportações de carne suína recuaram 59%, enquanto as vendas de frango — principal item enviado à região — caíram cerca de 22%. Já os embarques de soja diminuíram 25%.
De acordo com o diretor de Estatísticas do Mdic, Herlon Brandão, ainda é cedo para mensurar todos os efeitos do conflito sobre o comércio internacional. Segundo ele, é necessário mais tempo para afirmar com precisão o impacto da guerra sobre o fluxo comercial.
No fim de março, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para permitir a passagem e o armazenamento temporário de mercadorias do agronegócio destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central. Os efeitos da medida devem aparecer a partir dos dados de abril.
O principal destaque positivo das exportações brasileiras foi o petróleo. As vendas de óleo bruto cresceram 70,4% em valor, totalizando US$ 4,7 bilhões. Em volume, o avanço foi de 75,9%.
Apesar da alta, o governo afirma que ainda não é possível estabelecer uma relação direta com o conflito, embora a guerra já tenha afetado cerca de 20% do comércio global de petróleo e pressionado os preços internacionais.
Para os próximos meses, a expectativa é de redução nas exportações do produto. Em meados de março, o governo instituiu uma alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo, como forma de compensar subsídios ao diesel.
Além do Oriente Médio, outros mercados relevantes também reduziram as compras de produtos brasileiros em março, na comparação anual. As exportações para os Estados Unidos caíram 9,1%, para o Canadá recuaram 10% e, para a Argentina, 5,9%.
Por outro lado, as vendas para a China cresceram 17,8%, reforçando o papel do país como principal parceiro comercial do Brasil.
No comércio com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit, com exportações de US$ 2,8 bilhões e importações de US$ 3,3 bilhões. Já com a China, houve superávit de US$ 3,8 bilhões no período.
As exportações para a União Europeia avançaram 7,3%. No caso da Argentina, apesar da queda nas vendas, o saldo comercial permaneceu positivo.
No total, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,4 bilhões em março. As exportações somaram US$ 31,7 bilhões, alta de 10%, enquanto as importações cresceram 20,1%, alcançando US$ 25,2 bilhões.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que chegou a um acordo para suspender os ataques contra o Irã por um período de duas semanas.
Segundo o republicano, a decisão foi tomada após conversas com autoridades do Paquistão, que apresentaram uma proposta de cessar-fogo temporário.
“Concordei em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump em suas redes sociais. Ele classificou a medida como um cessar-fogo “de mão dupla”.
O presidente também afirmou que uma proposta com dez pontos foi apresentada e que considera o documento uma base viável para negociação.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou que o país aceitará interromper as ações militares, desde que não haja novos ataques ou ameaças.
A declaração foi feita após o anúncio de Trump sobre a suspensão das ofensivas. Segundo o governo iraniano, haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz durante o período de duas semanas, com coordenação das Forças Armadas do país.
Horas antes do anúncio, Trump havia feito declarações sobre possíveis ações militares caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz. Durante questionamento de jornalistas, o presidente não comentou sobre possíveis implicações legais dessas ameaças.
Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra, estabelecem limites para ações militares, incluindo a proteção de civis e infraestruturas.
O espaço destinado à produção artesanal segue como uma das tradições mais queridas da Tecnoshow COMIGO, evento realizado de 6 a 10 de abril em Rio Verde (GO). Em 2026, o Pavilhão da Agricultura Familiar e Artesanato reúne estandes com itens produzidos de forma manual em diversas regiões de Goiás e do Brasil, oferecendo desde gastronomia até peças exclusivas de decoração.
Entre os expositores está o Ateliê da Rosângela, onde é possível conferir o talentoso trabalho de Rosângela Moraes Pereira, que reúne 20 anos de experiência na produção de doces e artesanatos em tecido e crochê e, quando não expõe no evento, comercializa seus produtos em sua loja em Rio Verde. “Aprendi a receita dos doces com a minha mãe, é algo que vem de família”, pontua, citando também seus trabalhos em crochê e reciclagem de tecidos, como um avental feito com o reaproveitamento de calças jeans.
Participante do evento há cinco edições, ela destaca o acolhimento que recebe da organização e classifica a feira como um ponto de encontro aguardado o ano todo. “Mesmo quando o cansaço bate no fim do dia, a recepção é tão boa e as amizades que fiz aqui são tão fortes que já fico ansiosa esperando pela próxima edição”, afirma a expositora.
A tradição no artesanato em madeira é representada por José Oliveira Costa, o Zezinho, que participa da Tecnoshow COMIGO há 16 anos. Funcionário público em Aparecida do Rio Doce (a 70km de Rio Verde), ele dedica seu tempo livre à criação de peças pirografadas, como quadros, molduras e utilitários, fazendo uso de técnicas que ele mesmo desenvolveu ao longo das últimas quatro décadas.
“Procuro trazer novidades todo ano, como as xícaras personalizadas nessa edição, além de produzir peças com materiais reaproveitados para criar peças originais. É gratificante ver o retorno das pessoas e saber que o pessoal do evento já nos conhece e nos apoia há tanto tempo”, conclui o artesão, que expõe no pavilhão junto da esposa, Ruth Maria da Costa.
O pavilhão também abre espaço para o reconhecimento da gastronomia goiana. É o caso do Sítio Boca do Mato, de Mambaí, que apresenta molhos e pastas produzidos a partir de frutos do Cerrado. O empreendimento, que completa dez anos em 2026, conquistou a medalha de ouro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pelo melhor molho original do Brasil, feito à base de cagaita, fruto típico do cerrado.
Cláudio Emiliano é o responsável pela distribuição dos produtos para todo o Brasil, via distribuidora Caza do Sítio, e afirma que a feira é uma vitrine estratégica para mostrar o potencial dos ingredientes naturais da região. “Nossos produtos são conservados apenas com sal e vinagre, sem corantes ou conservantes artificiais. É a nossa segunda vez na Tecnoshow e a estrutura é impecável, o que nos dá uma expectativa muito alta para apresentar o sabor do Cerrado, como o pequi e o baru, para o público que visita o evento”, finaliza.
A quarta-feira (8) começa com mudanças importantes no tempo em várias regiões do país. O ciclone extratropical se afasta da costa do Rio Grande do Sul, mas ainda influencia o clima no Sul, enquanto uma frente fria avança e provoca instabilidades no Sudeste e Centro-Oeste.
Sul
Mesmo com o ciclone se deslocando para o oceano, o Sul do Brasil ainda registra rajadas de vento entre 40 e 50 km/h, podendo chegar a 70 km/h em áreas do leste de Santa Catarina e do Paraná. No litoral gaúcho, os ventos podem alcançar até 90 km/h.
A frente fria mantém o tempo instável no norte e litoral norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre, com pancadas de chuva moderadas a fortes.
No Paraná, a chuva se concentra no norte, nordeste, leste e litoral. Já no interior e no sul gaúcho, as precipitações ocorrem de forma mais fraca e o sol aparece entre nuvens.
As temperaturas caem em grande parte da região, deixando o dia mais ameno. O mar permanece agitado em toda a faixa litorânea.
Sudeste
No Sudeste, a frente fria avança ao longo do dia e amplia as áreas de instabilidade, principalmente em São Paulo e Minas Gerais.
Há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes no interior paulista, Triângulo Mineiro, sul e sudoeste de Minas Gerais, além de áreas da Zona da Mata. Em São Paulo, o risco de temporais se estende para praticamente todo o estado.
No Rio de Janeiro, as instabilidades aumentam no sul, interior e região serrana, enquanto no Espírito Santo há previsão de chuva fraca a moderada, especialmente no litoral.
As temperaturas diminuem em São Paulo e no sul de Minas, enquanto seguem elevadas no restante da região. O mar também permanece agitado no litoral.
Centro-Oeste
A influência da frente fria chega ao Centro-Oeste e provoca pancadas de chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.
No Mato Grosso do Sul, as instabilidades se intensificam ao longo do dia, com chuva moderada a forte em grande parte do estado.
Em Goiás, as pancadas também se espalham, com risco de maior intensidade. Já em Mato Grosso, o aumento da umidade favorece chuvas mais fortes no centro-sul e oeste.
As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região, mas há queda nos termômetros no sul de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás.
Nordeste
No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e os distúrbios ondulatórios de leste intensificam as chuvas.
Há previsão de pancadas moderadas a fortes no Maranhão, Piauí, Ceará e no litoral entre Rio Grande do Norte e Pernambuco.
O risco de temporais é maior no interior do Maranhão, oeste do Piauí, sul do Ceará e em áreas do Rio Grande do Norte e da Paraíba.
No restante da região, o tempo segue mais firme, com calor predominando.
Norte
A combinação de calor e alta umidade mantém o tempo instável no Norte do país.
Estados como Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Roraima devem registrar pancadas de chuva moderadas a fortes, com risco de temporais isolados.
No Amapá e no norte do Pará, a atuação da ZCIT reforça as instabilidades.
As temperaturas permanecem elevadas, com sensação de abafamento ao longo do dia.