quarta-feira, abril 15, 2026

Autor: Redação

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Especulações sobre fim da guerra no Oriente Médio faz preço do milho subir


De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.
De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

A semana passada no mercado spot do milho, ficou marcada pelo afastamento dos vendedores nas negociações. A incerteza do cenário externo, as variações nas cotações do petróleo e a subida dos fretes brasileiros influenciaram nesse distanciamento e nas pequenas alterações de preços.

De acordo com o Cepea, em Campinas, o indicador que havia recuado na semana anterior, foi recuperado nos últimos dias. Outro fator que influenciou as cotações, foi o bom clima em várias regiões, que favoreceu o avanço de colheita da primeira safra e na plantação da segunda.

Mercado externo

As diversas especulações sobre o encerramento do conflito no Oriente Médio impactou na queda dos preços do cereal no exterior. Segundo o Cepea, a pressão nos valores do petróleo na última semana, influenciarem nas cotações.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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EUA, dólar e estoques em alta derrubam preço da soja, aponta Cepea


Reprodução Aprosoja Brasil

O mercado externo de soja ficou em baixa na última semana. A grande oferta na América do Sul e a expectativa de expansão nos EUA influenciaram a queda dos preços. Somado a desvalorização do dólar em relação ao real, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), relatam que o recuo também chegou ao Brasil.

O avanço recente das cotações do óleo de soja, devido a alta demanda para a produção de biodiesel, não foram suficientes para manter os valores registrados nas semanas anteriores do cereal, quando as cotações eram sustentadas pelos conflitos no Oriente Médio.

Segundo o Cepea, compradores de cereal indicam ter estoque suficiente até o final de abril, o que tem abaixado a demanda pelo farelo e influenciado nos preços. A expectativa entre os agentes é que os valores se mantenham em baixa nas próximas semanas, visto que a procura pelo óleo deve aumentar a oferta do farelo. Vale ressaltar que para cada tonelada de soja processada, são gerados cerca de 190 kg de óleo e 780 kg de farelo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja dá sinal de alerta e mercado pode virar



A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja


A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja
A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja – Foto: Seane Lennon

O mercado da soja apresentou oscilações moderadas ao longo da semana, refletindo a combinação de fatores de suporte e pressão nas cotações internacionais e domésticas. Segundo análise da TF Agroeconômica, o comportamento dos preços foi marcado por leve queda diária em Chicago, apesar de um pequeno avanço no acumulado semanal.

A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja, que avançou 2,25% na semana, impulsionado pela alta do petróleo e pela expectativa de maior demanda global por biodiesel. O cenário internacional também foi influenciado por discussões sobre aumento da mistura de biocombustíveis em países como a Indonésia, além de compras pontuais de farelo de soja, como as realizadas pela Coreia do Sul. Outro fator de suporte foi a ampliação das áreas sob seca nos Estados Unidos, elevando preocupações sobre o início do plantio.

Por outro lado, o mercado segue pressionado por fundamentos de demanda mais fracos. As exportações norte-americanas recuaram de forma significativa na semana, e o volume acumulado permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. A ausência recente da China nas compras e volumes abaixo do esperado também contribuem para limitar movimentos de alta. Soma-se a isso a redução nas importações de óleo vegetal pela Índia e a perspectiva de maior produção na América do Sul, com destaque para o Paraguai.

Diante desse conjunto de fatores, o mercado internacional permanece em consolidação, com oscilações dentro de faixas bem definidas. A tendência de curto prazo segue lateral, com leve viés de baixa, condicionada principalmente ao comportamento da demanda chinesa, do petróleo e das condições climáticas nos Estados Unidos.

No Brasil, os preços acompanham o cenário externo e mantêm estabilidade relativa. A expectativa de grandes safras reforça a cautela e amplia o risco de pressão nos próximos meses, o que tem incentivado estratégias de fixação antecipada para a safra futura.

 





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Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano


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Foto: Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

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Brasil amplia exportações de frutas e movimenta US$ 11,2 milhões em evento internacional


Fruit Atraction São Paulo 2025
Evento reuniu centenas de pessoas em São Paulo Foto: divulgação/ Fruit Atraction

A segunda edição do Exporta Mais Brasil – Frutas Frescas reforçou o avanço do Brasil no mercado internacional ao gerar US$ 11,2 milhões (R$ 60,4 milhões) em negócios durante a Fruit Attraction São Paulo, considerada a maior feira do setor no Hemisfério Sul e que foi realizada entre os dias 24 e 26 de março em São Paulo.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A iniciativa reuniu 47 empresas brasileiras em uma agenda de promoção comercial com 17 compradores internacionais de 16 países, incluindo China, Estados Unidos, Índia, Itália e Reino Unido. Ao todo, foram realizadas 282 reuniões de negócios com representantes da Europa, Ásia, Américas e África.

O volume negociado representa um crescimento de 81% em relação à primeira edição do evento, realizada em 2025, no Rio Grande do Norte.

Exportações em alta

O desempenho acompanha o avanço das exportações brasileiras de frutas frescas. Em 2025, o país registrou US$ 1,45 bilhão em vendas externas, alta de 12% na comparação anual. O Brasil ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor mundial de frutas.

A expectativa do setor é de continuidade desse crescimento, impulsionado principalmente pelo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que deve ampliar o acesso a mercados e elevar a competitividade dos produtos brasileiros.

Entre os destaques, está a uva, que deve ter tarifa de importação zerada com a entrada em vigor do acordo.

Apoio institucional e novos mercados

Promovido pela ApexBrasil, o projeto foi realizado em parceria com a Abrafrutas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Sebrae.

Segundo a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Simões, o momento é estratégico para ampliar a presença internacional das frutas brasileiras.

De acordo com a executiva, o início do acordo entre Mercosul e União Europeia cria uma “janela de oportunidades” ao reduzir tarifas e facilitar o acesso a mercados, permitindo que produtores e exportadores ampliem negócios com mais competitividade.

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Moagem de cana cai 4,1% no Norte e Nordeste na safra 2025/26; produção de etanol avança


cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

A moagem de cana-de-açúcar na safra 2025/26 nas regiões Norte e Nordeste somou 52,8 milhões de toneladas até o fim de fevereiro, uma queda de 4,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Os dados são da NovaBio, com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O recuo foi puxado por ambas as regiões. No Norte, a moagem atingiu 6,9 milhões de toneladas, baixa de 5,3% na comparação anual. Já no Nordeste, o volume processado chegou a 45,8 milhões de toneladas, queda de 4%.

Com menor oferta de matéria-prima e mudança no perfil produtivo, a fabricação de açúcar caiu de forma mais acentuada. A produção totalizou 2,99 milhões de toneladas no período, retração de 13,8% em relação à safra passada.

Etanol ganha espaço

Em contrapartida, o etanol avançou. A produção total do biocombustível, considerando cana e milho — chegou a 2,79 milhões de metros cúbicos até 28 de fevereiro, acima dos 2,15 milhões registrados um ano antes.

No etanol de cana, a produção de anidro somou 852,8 mil metros cúbicos, alta de 3,4%, enquanto o hidratado atingiu 1,289 milhão de metros cúbicos, com leve recuo de 3,2%. Já o etanol de milho respondeu por 648,5 mil metros cúbicos, com destaque para o anidro.

Segundo o presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, o direcionamento maior para o etanol reflete tanto fatores climáticos quanto o cenário internacional.

De acordo com o executivo, a safra tem sido marcada por chuvas irregulares e maior variabilidade climática. Além disso, a volatilidade dos preços do açúcar no mercado externo e fatores geopolíticos influenciaram o mix produtivo.

Cunha também destacou impactos das políticas comerciais dos Estados Unidos, especialmente após medidas adotadas pelo presidente Donald Trump, que afetaram embarques brasileiros de açúcar — principalmente do Norte e Nordeste, regiões que tradicionalmente atendem cotas preferenciais ao mercado norte-americano.

Qualidade da cana recua

Os indicadores de qualidade também pioraram. O Açúcar Total Recuperável (ATR) apresentou queda de 7% no acumulado, enquanto o índice por tonelada de cana recuou 3% na comparação anual.

Apesar disso, a execução da safra segue próxima do esperado. Até fevereiro, o setor alcançou 89,5% da moagem projetada. O Norte já praticamente encerrou os trabalhos, com 97% da previsão cumprida, enquanto o Nordeste atingiu 88,5%.

Estoques menores

Os estoques de etanol também recuaram. Ao fim de fevereiro, o volume total armazenado somava 343,7 mil metros cúbicos, queda de 10,25% em relação ao ano anterior.

Desse total, 322,6 mil metros cúbicos eram de etanol de cana e 21 mil de etanol de milho. Tanto o etanol anidro quanto o hidratado registraram retração nos estoques, de 9,05% e 11,83%, respectivamente.

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Guerra sem freio: a fatura está chegando para os países do planeta


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Foto: Reprodução/Redes Sociais

O mundo voltou os olhos para o Oriente Médio, mas o foco agora transcende a política: o problema é econômico. Falamos de infraestrutura atingida, rotas de transporte sob ameaça e um risco real sobre o fluxo de petróleo. A regra é clara: se o barril oscila, o impacto global é imediato.

O que alterou o ritmo do jogo foi a entrada ativa de Pequim e Moscou no apoio a Teerã. Isso dá fôlego ao embate, sustenta a tensão e, consequentemente, mantém os preços da energia no topo por muito mais tempo do que o previsto. Nesse cenário de guerra energética, o primeiro boleto chega para quem produz.

Não se trata “apenas” do diesel. É o efeito cascata em todo o pacote tecnológico: fertilizantes, defensivos, peças e maquinários. O frete sobe, a logística pesa e a margem do produtor, já castigada pelo crédito caro e pelas incertezas climáticas, é espremida ainda mais.

Enquanto isso, os Estados Unidos tentam reafirmar sua hegemonia, mas a conta começa a ser cobrada internamente. Energia cara gera inflação, e inflação gera desgaste político. No fim das contas, demonstração de força sem estratégia resulta em crise.

O sinal de que este cenário é estrutural aparece nas estratégias de longo prazo. A intenção de Donald Trump de direcionar cerca de US$ 1,5 trilhão para gastos militares a partir de 2027 é alarmante. Falamos de aproximadamente 70% de todo o PIB brasileiro. Isso prova que não vivemos um “soluço” passageiro, mas uma mudança de patamar.

Para o agro brasileiro, o recado é inequívoco: a fatura da vaidade global já está sendo cobrada. Não é mais uma ameaça distante; o custo de produção saltou, a logística encareceu e a incerteza trava investimentos. Produzir hoje exige muito mais do que competência técnica no campo; exige uma leitura de guerra.

Nesse ambiente hostil, tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais para virar sobrevivência. Quem não ganhar eficiência e não tiver o controle rigoroso dos custos ficará pelo caminho. O fôlego será de quem souber se proteger.

O grande problema não é o conflito em si, mas as decisões políticas que o alimentam. Quando o ego de líderes mundiais se sobrepõe à economia, o prejuízo não fica restrito aos gabinetes.

Essa crise atravessou o oceano e avança com força total no Brasil. Ela já bateu à nossa porteira, e o impacto no setor agropecuário será profundo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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EUA e Irã podem fechar acordo de cessar-fogo ainda nesta segunda-feira, diz agência


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Irã e Estados Unidos avaliam um plano de cessar-fogo que pode entrar em vigor ainda nesta segunda-feira (6), em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. As informações são da agência Reuters, que aponta a possibilidade de um acordo imediato seguido de negociações mais amplas para encerrar o conflito.

Segundo a Reuters, a proposta foi elaborada pelo Paquistão e compartilhada com os dois países durante a noite. O plano prevê duas etapas: um cessar-fogo imediato, que poderia abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o mercado global de petróleo e, em seguida, um prazo de 15 a 20 dias para a construção de um acordo definitivo.

O Estreito de Ormuz está fechado há mais de um mês por decisão de Teerã, o que tem gerado preocupação internacional devido ao impacto potencial sobre o fluxo de petróleo e os preços da energia.

Uma fonte ouvida pela Reuters afirmou que “todos os elementos precisam ser acordados hoje” e que o entendimento inicial pode ser formalizado por meio de um memorando eletrônico, com mediação paquistanesa. O plano, chamado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, também pode incluir reuniões presenciais na capital do Paquistão para definição dos termos finais.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que o país já preparou uma resposta diplomática, que será anunciada “no momento oportuno”. Apesar disso, uma autoridade iraniana indicou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo apenas temporário.

Até o momento, os Estados Unidos não divulgaram uma posição oficial sobre a proposta. Ainda assim, o presidente Donald Trump afirmou que há expectativa de avanço nas negociações.

Em entrevista por telefone à emissora Fox News no domingo (5), Trump disse que acredita na possibilidade de um acordo já nesta segunda-feira e declarou que o Irã “está negociando”. O republicano também mencionou que, caso não haja entendimento, os EUA consideram medidas mais duras, incluindo ataques à infraestrutura iraniana e ações voltadas ao controle de recursos energéticos.

O eventual acordo, segundo a Reuters, pode incluir compromissos do Irã relacionados ao seu programa nuclear em troca de alívio de sanções econômicas e liberação de ativos congelados.

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Semana começa com chuva forte e alerta de temporais em várias regiões do Brasil


trovoadas - pixabay - trovões - temporais
Foto: Pixabay

A semana começa com mudanças no tempo em boa parte do país. A combinação entre um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai, cavados em níveis médios da atmosfera e a influência marítima favorece o aumento das chuvas, especialmente no Sul e em áreas do Sudeste.

Sul

A instabilidade se intensifica ao longo do dia. A manhã ainda começa com tempo mais firme em grande parte dos estados, mas áreas de chuva avançam pelo sul e litoral do Rio Grande do Sul.

Com o passar das horas, a chuva ganha força no território gaúcho, com pancadas de moderada a forte intensidade atingindo regiões como o sul, sudeste, sudoeste, centro e litoral sul do estado. Há risco de temporais isolados. No norte gaúcho, a chuva é mais fraca.

Em Santa Catarina e no Paraná, a influência marítima mantém chuva fraca a moderada no litoral e no leste, com pontos de maior intensidade no sul catarinense. No interior, a chuva ocorre de forma mais isolada.

As temperaturas sobem mais na metade oeste da região e no norte do Paraná, enquanto o tempo fica mais ameno no sul gaúcho. O mar segue agitado em toda a costa sul.

Sudeste

O dia começa com tempo firme na maior parte do Sudeste, mas há previsão de chuva fraca em pontos isolados do leste e nordeste de Minas Gerais, além do Espírito Santo, litoral norte do Rio de Janeiro e áreas do sul e oeste de São Paulo.

Ao longo do dia, a influência marítima mantém as pancadas no Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e no litoral e leste paulista. Já no interior, incluindo o Triângulo Mineiro e o centro-sul de Minas, além de áreas do interior de São Paulo, a combinação de calor e umidade favorece chuvas de moderada a forte intensidade.

Por outro lado, o tempo segue mais firme no norte e leste de Minas Gerais e em partes do Espírito Santo. As temperaturas continuam elevadas na maior parte da região, com alívio no litoral e áreas do sul de Minas. O mar também fica mais agitado no litoral paulista e fluminense.

Região Centro-Oeste

A chuva aparece desde cedo no norte de Goiás e em áreas do leste e nordeste de Mato Grosso, com intensidade moderada a forte.

Ao longo do dia, as pancadas se espalham, principalmente em Mato Grosso e na metade sul de Goiás, impulsionadas pelo calor e pela umidade. Em Mato Grosso do Sul, a influência da baixa pressão aumenta as instabilidades no norte e leste do estado.

Já no oeste sul-mato-grossense e no interior de Goiás, a chuva é mais fraca. Em partes do norte de Mato Grosso, o tempo permanece mais firme. As temperaturas seguem em elevação em toda a região.

Nordeste

A influência marítima mantém a chuva no litoral leste, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça as instabilidades no litoral norte.

Ao longo do dia, a chuva se intensifica na faixa norte da região, atingindo áreas do Maranhão, Piauí e Ceará. Também há previsão de chuva entre o Rio Grande do Norte e o litoral da Bahia.

No interior da Bahia e em áreas do leste do estado, as pancadas podem ser mais intensas. Já em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca. As temperaturas seguem elevadas, com sensação de calor.

Norte

A alta umidade mantém o tempo instável. Há previsão de chuva desde cedo em estados como Tocantins, Roraima, Amazonas e Pará.

A ZCIT reforça as pancadas no Amapá e no norte do Pará. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força em grande parte da região, com chuvas de moderada a forte intensidade e risco de temporais isolados, especialmente no Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia e no norte do Pará.

No sudoeste do Tocantins, a chuva pode ser mais intensa. Já em áreas do oeste do Pará e partes do Tocantins, o tempo segue mais firme, com pancadas isoladas.

As temperaturas continuam elevadas, com sensação de abafamento em toda a região.

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Escala na guerra no Oriente Médio pressiona petróleo e eleva riscos


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (6), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a reprecificação do risco geopolítico com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou o petróleo e elevou os prêmios de risco. Dados nos EUA indicaram desaceleração gradual, com consumo resiliente e acomodação no mercado de trabalho.

No Brasil, o Ibovespa subiu 3,58% na semana, o dólar caiu 1,56% a R$ 5,16 e a produção industrial de fevereiro avançou 0,9%. A semana traz balança comercial, IPCA e inflação nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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