quinta-feira, abril 16, 2026

Autor: Redação

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Colheita de soja alcança 82,1%, aponta boletim da Conab


grãos colheita soja
Foto: Agência de Notícias do Paraná

A colheita de soja no Brasil alcançou 82,1% da área, segundo o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana passada, o índice era de 74,3%, o que representa um avanço de 10,5% no período.

Em relação à média dos últimos cinco anos, de 78%, o desempenho atual está 5,3% acima, indicando um ritmo mais acelerado neste ciclo. Por outro lado, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a colheita estava em 85,3%, há uma queda de 3,8%, mostrando que os trabalhos ainda seguem um pouco mais lentos que em 2025.

Colheita de soja por região do Brasil

Regionalmente, os dados mostram que os estados com maior avanço na colheita são Mato Grosso (99%), Mato Grosso do Sul (96%), São Paulo (95%) e Goiás (94%), onde os trabalhos estão praticamente concluídos. Em seguida, aparecem Paraná (91%), Minas Gerais (86%) e Tocantins (85%), também com bom ritmo.

Por outro lado, Bahia (70%) e Piauí (66%) apresentam um andamento intermediário, enquanto Maranhão (45%), Santa Catarina (41%) e Rio Grande do Sul (40%) registram os menores percentuais, indicando maior atraso na retirada da safra.

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AgroNewsPolítica & Agro

Manejo inicial define potencial produtivo agrícola


A adoção de práticas de manejo no início do plantio é apontada como um fator determinante para o desempenho produtivo das lavouras. Nessa etapa inicial do cultivo, condições como disponibilidade de água, temperatura, qualidade do solo e pressão de pragas podem influenciar diretamente o estabelecimento das plantas e o aproveitamento do potencial produtivo ao longo do ciclo.

Segundo especialistas do setor agrícola, o manejo inadequado pode gerar impactos significativos, especialmente na segunda safra, quando o ciclo das culturas é mais curto. Nesse contexto, a adoção de estratégias voltadas ao desenvolvimento uniforme das plantas é considerada uma medida para melhorar o desempenho das lavouras.

Entre as tecnologias utilizadas nesse processo, os bioestimulantes têm ganhado espaço por estimular processos fisiológicos das plantas e reduzir efeitos de estresses bióticos e abióticos. Essas soluções favorecem o equilíbrio fisiológico das culturas, ampliando a capacidade de absorção de nutrientes e contribuindo para o desenvolvimento das plantas.

No mercado de biossoluções, a Rainbow Agro desenvolveu tecnologias voltadas ao manejo inicial dos cultivos, como os fertilizantes organominerais Besular e Searoot. O Besular possui alta concentração de potássio (K2O), nutriente associado ao equilíbrio hídrico e ao fortalecimento das plantas em períodos de estresse. Já o Searoot apresenta elevada concentração de carbono e potássio, contribuindo para o estímulo do sistema radicular e para o desenvolvimento inicial das culturas.

“Soluções como Besular e Searoot atuam justamente em momentos críticos de floração e estruturação da lavoura, para maior adaptabilidade em condições diversas, promovendo produtividade ao final do ciclo”, explica Luiz Henrique Marcandalli.

De acordo com o executivo, o estímulo fisiológico proporcionado pelos bioestimulantes também contribui para a uniformidade das lavouras ao favorecer processos como crescimento celular e formação de novas raízes e brotos. Essa condição pode tornar o manejo mais eficiente e contribuir para a organização das etapas de colheita.

Marcandalli acrescenta que “a adoção dessas tecnologias impacta diretamente os resultados no campo ao favorecer o desenvolvimento inicial mais consistente das plantas e sua resiliência ao longo de todo o ciclo. “Com um sistema radicular bem desenvolvido e maior equilíbrio fisiológico desde o começo, a cultura tende a reagir melhor às variações do ambiente e a manter um desempenho mais estável ao longo do ciclo produtivo”, conclui.





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Safra 2025/26 de açúcar fecha com recuo nos preços, aponta Cepea


colher mexendo açúcar
Foto: Pixabay

A safra de açúcar 2025/26 chegou ao fim no mês de março. O período foi marcado pela média de preços menor que a registrada em 2024/25, que na época foi considerada acima do usual.

Segundo o indicador CEPEA/ESALQ, em São Paulo, as cotações fecharam a temporada em torno de R$ 116,90/sc, cerca de 20% abaixo do ano anterior, que teve média de R$ 145,28/sc. O principal motivo para o recuo decorre da maior oferta do produto.

Pesquisadores do Cepea explicam que os preços oscilaram muito durante o período, motivados por diversos elementos, mas com destaque para a geopolítica e o ambiente macroeconômico conturbados.

Safra 2026/27

De acordo com o centro de estudos, a expectativa para a nova safra é boa. O cenário é de manutenção do mercado externo com preços mais estáveis, ou até abaixo do comum. O esperado é que a disponibilidade alta de cana-de-açúcar favoreça a produção do adoçante e aumente a oferta do produto.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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A barbárie da retórica: o erro de ameaçar uma civilização


Imagem de Daniel por Pixabay

A história da humanidade é feita de ciclos, mas algumas raízes são tão profundas que nenhuma força militar, por mais potente que seja, deveria se sentir no direito de ameaçar extirpá-las. Recentemente, o mundo assistiu com perplexidade à fala do presidente dos Estados Unidos sugerindo a destruição de uma “civilização inteira” ao se referir ao Irã. Tal afirmação não é apenas um erro estratégico; é uma declaração de falência moral e um flerte com o crime de guerra.

O berço da tolerância e da ciência

Falar do Irã sem reconhecer sua origem persa é ignorar um dos pilares das civilizações ocidental e oriental. Foi sob o comando de Ciro, o Grande, que nasceu o primeiro império a codificar a tolerância religiosa e a liberdade de culto. Enquanto potências modernas debatem direitos humanos, o “Cilindro de Ciro”, de 539 a.C., já registrava o direito dos povos de viverem conforme suas tradições.

Não se apaga uma nação que deu ao mundo a álgebra de Al-Khwarizmi, a medicina de Avicena e a poesia de Rumi. Tentar destruir o que o presidente chama de “regime” através da aniquilação de sua base civilizatória seria, na prática, um atentado contra a memória da própria espécie humana.

A ilegalidade da ameaça

Do ponto de vista do Direito Internacional, a ameaça de destruição de locais culturais e de uma população civil é um crime de guerra. As Forças Armadas de qualquer nação democrática, inclusive as americanas, têm o dever ético e legal de desobedecer a ordens que visem o extermínio de um povo ou de seu patrimônio histórico. Um soldado jura defender a Constituição e as leis, não cumprir caprichos de aniquilação que violam abertamente as Convenções de Genebra.

Conclusão

Afirmar que o “regime acabou” e que a destruição total é uma opção viável é uma postura indigna para o líder da maior potência do planeta. Regimes políticos são transitórios e sujeitos a críticas, mas a identidade de um povo é sagrada. Quando um líder ameaça uma civilização, ele não demonstra força; demonstra uma ignorância histórica perigosa que coloca em risco a paz global. A barbárie não pode ser a resposta para os conflitos do século XXI.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Minas Gerais compra tilápia pela primeira vez e acende alerta no setor produtivo


Tilápia
Foto: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

Minas Gerais registrou, pela primeira vez desde 1997, a importação de tilápia, mesmo em meio ao avanço da piscicultura no estado. Em fevereiro de 2026, foram adquiridas 122 toneladas do Vietnã, segundo dados do ComexStat — o primeiro registro da série histórica.

O movimento acompanha uma tendência nacional. No mesmo período, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia do país asiático, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Pela primeira vez, as importações superaram as exportações e passaram a representar 6,5% da produção mensal brasileira.

Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o dado chama atenção porque Minas vem se consolidando como um dos principais polos da piscicultura no país, com expansão acima da média nacional, especialmente em regiões como Morada Nova de Minas.

De acordo com a analista, a importação não está ligada à falta de oferta interna, mas a fatores econômicos. O filé importado chega ao mercado com preços mais competitivos, resultado da produção em larga escala e de custos mais baixos no Vietnã. A avaliação é de que o cenário exige atenção, já que a entrada do produto pode afetar a competitividade da cadeia produtiva estadual.

Produção cresce, mas importação avança

Apesar do avanço das importações, a produção de tilápia segue em alta. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil produziu 442 mil toneladas em 2023 e avançou para 499 mil toneladas em 2024, alta de 12,8%.

Em Minas Gerais, o crescimento foi mais intenso. A produção passou de 45,5 mil toneladas para 58,4 mil toneladas no mesmo período, aumento de 28%. Com isso, o estado responde por cerca de 11,7% da produção nacional e ocupa a terceira posição no ranking, atrás de Paraná e São Paulo.

Além do aumento de volume, o estado vem ampliando investimentos em tecnologia, genética, nutrição e processamento, fortalecendo a estrutura da cadeia produtiva.

Mesmo assim, produtores apontam impactos diretos da concorrência externa. Segundo o produtor Carlos Junior de Faria Ribeiro, a importação já afeta o setor e exige resposta rápida. Outros estados produtores, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, já adotaram medidas de proteção.

“O produtor e a indústria mineira pagam ICMS, enquanto o filé importado do Vietnã entra no estado sem essa mesma carga. Na prática, Minas Gerais acaba subsidiando o produtor estrangeiro, quando deveria fortalecer e proteger quem produz aqui”, disse.

Risco sanitário e regulatório

A sanidade também preocupa. A entrada de produto importado pode elevar o risco de doenças exóticas, como o vírus da tilápia do lago (TiLV). O Brasil é considerado livre da enfermidade, e uma eventual introdução poderia gerar prejuízos relevantes à piscicultura.

Outro ponto de atenção é a possível classificação da tilápia como espécie exótica invasora no país. Em 2025, a discussão avançou na Comissão Nacional de Biodiversidade, mas a revisão da lista foi suspensa para reavaliação dos critérios.

Segundo o analista de Sustentabilidade do Sistema Faemg Senar, Guilherme Oliveira, uma eventual mudança pode aumentar custos, ampliar a burocracia ambiental e gerar insegurança jurídica.

A avaliação é de que o cenário pode frear investimentos na cadeia e afetar diretamente produtores, principalmente os de menor porte, além de comprometer a competitividade no mercado internacional.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado global de soja observa cenário climático



Mercado aguarda novo relatório do USDA



Foto: Canva

Segundo a análise “Direto do Campo”, elaborada pela Grainsights e divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (6), o mercado da soja acompanha uma série de fatores que podem influenciar as cotações nas próximas semanas.

O principal destaque será a divulgação do novo relatório de Oferta e Demanda Mundial (WASDE) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, prevista para 9 de abril. O mercado aguarda a atualização para verificar se a agência americana revisará a estimativa da safra brasileira, mantida em 180 milhões de toneladas no relatório anterior, apesar das perdas registradas no Rio Grande do Sul. Investidores também acompanham possíveis mudanças nos estoques finais globais e na projeção de importações da China, estimadas em 112 milhões de toneladas no levantamento mais recente.

Com as intenções de plantio já divulgadas pelo USDA, o mercado internacional passa a direcionar atenção às condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos. O mês de abril marca o início das atividades de campo na região, e previsões de chuvas excessivas ou frio tardio podem afetar o ritmo de plantio, adicionando prêmios de risco às cotações negociadas na Bolsa de Chicago.

No Brasil, as condições climáticas de abril também devem influenciar o encerramento da safra. De acordo com projeção do Instituto Nacional de Meteorologia, há previsão de chuvas abaixo da média histórica na Região Sul e em partes do Centro-Oeste. O cenário tende a favorecer o avanço das colheitadeiras, mas pode afetar lavouras tardias que ainda dependem de umidade no solo para a fase de enchimento de grãos.

O ambiente geopolítico também permanece no radar de empresas do setor e produtores. O mercado acompanha a possibilidade de encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode indicar mudanças no fluxo de compras chinesas de soja dos Estados Unidos ou a manutenção da dependência em relação ao Brasil diante de incertezas tarifárias. Ao mesmo tempo, tensões no Oriente Médio envolvendo o Estreito de Ormuz elevaram o preço do petróleo em cerca de 30%, pressionando custos de frete e mantendo os prêmios de exportação brasileiros sob viés negativo ao longo da semana.





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USDA deve ajustar projeções e mercado brasileiro de soja volta atenções ao relatório


importações, soja, china
Importações de soja da China serão recorde, diz USDA. Foto: Nájia Furlan/Portos do Parana

O mercado brasileiro de soja inicia o dia com atenção voltada ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira (9). A expectativa de ajustes nas projeções globais mantém produtores e agentes cautelosos, especialmente diante dos possíveis reflexos nos preços e na comercialização no país.

Projeção para o Brasil

No Brasil, o cenário é de atenção redobrada. A possível revisão para baixo na safra pode influenciar diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda global, fator que costuma impactar as cotações no mercado interno. Com isso, sojicultores adotam postura mais estratégica, avaliando o melhor momento para negociar.

Estados Unidos

Para os Estados Unidos, a expectativa é de corte nos estoques de passagem da safra 2025/26, passando de 350 milhões para 348 milhões de bushels. A redução, ainda que leve, sinaliza um possível aperto na oferta americana, o que tende a sustentar os preços internacionais.

Cenário global

No cenário global, o mercado projeta leve aumento nos estoques finais de soja, passando de 125,3 milhões para 125,5 milhões de toneladas. Já na América do Sul, a safra brasileira deve sofrer pequeno ajuste negativo, enquanto a produção argentina pode ter leve alta.

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Cepea: Preços do etanol na safra 25/26 superam a temporada anterior


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Os valores médios referentes à temporada 2025/26 de etanol em São Paulo tiveram crescimento considerável em relação ao período anterior.

Segundo o indicador CEPEA/ESALQ, os preços do etanol hidratado tiveram média de R$ 2,78/litro, cerca de 6,52% acima da safra passada. Enquanto isso, o tipo anidro teve média de R$ 3,12/litro, alta de 6,21% em relação ao ciclo 2024/25.

Apesar dos avanços nas cotações da temporada atual, a quantidade vendida foi inferior à registrada em 2024/25. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que houve uma queda de 28% na comercialização de etanol hidratado.

Ainda segundo o centro de estudos, a relação de preços do biocombustível na safra atual comparada à gasolina ficou abaixo de 70%. Isso mostra que o etanol vem se tornando mais vantajoso ao consumidor, ajudando a sustentar a demanda no período.

Temporada 2026/27

Pesquisadores apontam que a nova safra, que teve início no dia 1° de abril, começou com mais cautela e a tendência é que se mantenha. As inseguranças relacionadas aos preços do petróleo e a tendência de aumento nas ofertas do etanol, principalmente a partir do milho, devem gerar um cenário particular para o mercado.

Ainda de olho nos acontecimentos no Oriente Médio, usinas brasileiras seguem atentas às cotações do barril de petróleo antes de adotarem uma estratégia.

Apesar disso, a previsão é de uma crescente na moagem de cana-de-açúcar na safra 2026/27, com números estimados entre 625 e 630 milhões de toneladas, crescimento de 3% a 4% na moagem atual.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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Trump ameaça o Irã e diz: ‘Uma civilização inteira morrerá esta noite’


Donald Trump
Foto: White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nesta terça-feira (7), às vésperas do prazo final estabelecido por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, em referência ao país do Oriente Médio. Segundo ele, o desfecho deve ocorrer ainda nesta terça-feira, em um momento que classificou como decisivo para a história global.

Confira a postagem na íntegra (versão traduzida):

Prazo para acordo se esgota

O governo norte-americano estabeleceu como prazo final às 20h no horário do leste dos Estados Unidos (21h em Brasília) para que o Irã aceite os termos propostos por Washington. Em Teerã, o limite corresponde às 3h30 da madrugada de quarta-feira (8).

A exigência central é a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Caso não haja acordo, Trump afirmou que o país será alvo de bombardeios e enfrentará “o inferno”.

Discurso eleva incerteza no mercado

A escalada na retórica aumenta a tensão geopolítica em um momento já sensível para o mercado internacional, especialmente para o setor de energia e commodities.

O Estreito de Ormuz é um dos principais corredores logísticos do petróleo mundial. Qualquer interrupção no fluxo pode impactar diretamente os preços da energia, com reflexos também sobre custos de produção e inflação global.

*Com informações da Safras News

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Média de preços do etanol sobe em 10 estados, diz ANP


etanol, RenovaBio
Foto: Agência Brasil

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 10 estados, caíram em 10 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 5 na semana encerrada no dia 4 de abril. No Amapá, não houve levantamento de preços.

Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas, e foram divulgados nesta terça-feira (7).

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol caiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,72 para R$ 4,70 o litro (-0,42%). Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço caiu 0,44%, para R$ 4,52 o litro.

A maior alta porcentual na semana, de 2,71%, foi registrada no Maranhão, de R$ 5,16 para R$ 5,30 o litro. A maior queda ocorreu no Rio Grande do Norte, de -4,44%, de R$ 5,85 para R$ 5,59 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,60, foi observado no Acre. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,44, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado em Rondônia, de R$ 5,70 o litro.

Competitividade do etanol frente à gasolina

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e São Paulo na semana encerrada em 4 de abril. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 69,32% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo.

Em Mato Grosso, a paridade era de 68,44%; em Mato Grosso do Sul, de 68,10%, no Paraná, de 69,55%, em Roraima, de 69,87%, e em São Paulo, de 67,56%.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

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