quinta-feira, abril 16, 2026

Autor: Redação

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Guerra no Oriente Médio encarece fretes e pressiona cadeia de carnes no Brasil


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Foto: Pixabay/montagem

O fechamento do estreito de Ormuz, importante rota de escoamento de commodities ao Oriente Médio, fez com que exportadores de todo o mundo precisassem traçar novos planos logísticos, encarecendo o frete marítimo e onerando operações de embarques. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que o segmento de carnes de aves e suínos tem sentido esses efeitos de forma direta em todos os elos da cadeia.

Segundo ele, o problema se estende além das fronteiras da região em guerra, visto que levar o produto brasileiro ao mercado asiático tem se mostrado mais custoso.

O especialista lembra que o Oriente Médio não adquire quantidades significativas de carne suína, mas é o principal mercado para a carne de frango nacional, sendo um entreposto fundamental para as duas proteínas quando o assunto é distribuição ao continente asiático.

De acordo com Iglesias, a alta generalizada do diesel afeta todos os elos da cadeia, do produtor à indústria, sendo que essa pressão inflacionária, muitas vezes, não pode ser absorvida pelo consumidor final.

“Podemos citar exatamente o caso da suinocultura que, agora em 2026, está com as margens mais estreitas, mais apertadas, com os custos mais altos e, mesmo assim, há uma dificuldade muito grande de se repassar esses preços ao longo da cadeia produtiva”.

Perspectivas de aumento

Entretanto, o analista lembra que a perspectiva é de altas nas próximas semanas para o mercado de aves e ovos. “Nós tivemos uma recuperação dos preços bem interessante da carne de frango no atacado na semana passada e isso deve chegar ao consumidor final”, afirma.

De acordo com ele, o mesmo cenário se desenha para a suinocultura. “Conforme a cadeia da carne suína for se adequando, for se ajustando em termos de produção, em termos de peso dos animais, aumenta a possibilidade de recuperação de margens capazes de satisfazer essa cadeia suinícola, que é tão importante aqui no Brasil.”

Iglesias ressalta que há, também, perspectiva de aumento de preços internacionais das proteínas. “Quando nós olhamos para a composição de preços da FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura] em relação ao preço dos alimentos, realmente devemos ver altas globais de determinados produtos, incluindo os produtos que compõem essa cadeia de proteínas de origem animal”, pontua.

Impacto nos juros altos

Iglesias ressalta que conforme a guerra no Oriente Médio vai se alongando e o Estreito de Ormuz se mantém fechado pela guarda revolucionária iraniana, outras rotas logísticas vão se tornando mais onerosas. “Então há uma dificuldade na produção também de gás natural na região, dos fertilizantes, como ureia e nitrogenados, o que vai impactando todas as cadeias produtivas.”

O especialista lembra que esse cenário externo que se reflete no país tende, inclusive, a dificultar o Banco Central brasileiro a fazer novos cortes na taxa básica de juros (Selic) ao longo do ano.

“Então, quando analisamos esse perfil de mercado, o mercado que nós temos hoje, basicamente veremos ainda um crédito caro, um crédito insuficiente, com juros que vão seguir travando os investimentos dentro do agronegócio aqui no Brasil”, reforça.

Confiança internacional no Brasil

Iglesias reforça que uma disrupção total das exportações brasileiras de proteínas de origem animal é improvável. “[O estreito de] Ormuz é de fato importante, mas quando nós analisamos esse perfil da exportação, as rotas que foram criadas, inclusive a ABPA [Associação Brasileira de Proteína Animal] fez muitos estudos de rotas para que o produto chegasse ao seu destino.”

O especialista pontua que o Brasil está se mostrando resiliente dentro do atual processo global, sendo um parceiro comercial confiável que garante a entrega do produto independentemente das dificuldades logísticas apresentadas.

“O produto está demorando mais para chegar, mas ele de fato está chegando. Isso oferece segurança aos consumidores mundiais e coloca um destaque adicional ao mercado brasileiro. Mesmo em tempos de crise, o Brasil segue exportando em larga escala, alimentando os principais mercados consumidores do mundo. Não há desabastecimento, não há interrupção das exportações. O Brasil segue trabalhando para alimentar o mundo”, conclui.

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Grão ou planta inteira? Veja o que considerar na silagem de milho


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O programa Giro do Boi desta terça-feira (7) trouxe uma consultoria técnica essencial para o produtor Isael Alves de Souza, de Costa Marques (RO). O zootecnista Edson Poppi esclarece uma dúvida comum entre pecuaristas iniciantes: deve-se olhar para o grão ou para a planta como um todo ao fazer a silagem de milho?

Em um ano marcado por veranicos irregulares e pelos efeitos do El Niño, a precisão nesse momento é crucial para definir se o produtor terá uma reserva de comida de alta qualidade ou um “feno picado” de baixo valor nutricional. A orientação de focar na planta inteira, e não apenas no grão, faz sentido, especialmente sob estresse hídrico.

Confira:

Importância da planta inteira

O milho é uma cultura que sinaliza sua maturação de forma visual, mas nem sempre o grão e o caule evoluem na mesma velocidade. Quando falta chuva, a planta de milho “morre” de baixo para cima para tentar translocar nutrientes e salvar a espiga. Isso resulta em folhas e caule secando rapidamente, enquanto o grão ainda pode estar mole.

Se o produtor concentrar-se apenas no amido do grão e ignorar que a planta está amarelando, o material colhido terá uma quantidade excessiva de matéria seca. Isso compromete a compactação correta no silo, favorecendo a entrada de oxigênio e a proliferação de fungos e micotoxinas.

Umidade ideal para a silagem

O objetivo para uma silagem de excelência é colher o milho quando a planta inteira apresenta uma umidade entre 30% e 35% de matéria seca. Para o produtor de Costa Marques (RO) e de todo o Brasil, Edson Poppi sugere o monitoramento constante da roça neste mês de abril.

Segundo Poppi, “o grão de milho é o indicativo de energia, mas a planta toda é a realidade da conservação”. Ele ressalta que, em 2026, com clima instável, o “olho do dono” deve estar no vigor do caule e das folhas. Se o milho “sentiu” a seca, é fundamental não esperar o calendário: é preciso agir rapidamente para garantir o estoque de comida para o inverno.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Preços dos alimentos voltam a subir e acendem alerta


O índice internacional de preços de alimentos voltou a subir pelo segundo mês consecutivo, refletindo mudanças recentes no mercado global de commodities agrícolas e insumos produtivos. O indicador, que acompanha a variação de preços de um conjunto de produtos, registrou alta em março após já ter avançado em fevereiro, acumulando um nível ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a FAO, o índice ficou 1% acima do registrado há um ano. A elevação recente tem sido considerada moderada, mesmo diante do impacto de tensões geopolíticas, com influência direta sobre os custos de energia e fertilizantes. A entidade aponta que a alta do petróleo tem pressionado os preços, enquanto a oferta global de grãos tem contribuído para conter movimentos mais intensos.

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou que a continuidade do conflito pode alterar decisões produtivas no campo. Segundo ele, custos elevados e margens reduzidas podem levar produtores a diminuir o uso de insumos, reduzir áreas plantadas ou optar por culturas menos dependentes de fertilizantes, o que pode afetar a produção futura e os preços ao longo deste e do próximo ano.

Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março, impulsionados principalmente pelo trigo, que subiu 4,3% diante de preocupações com a seca nos Estados Unidos e menor plantio na Austrália. O milho avançou de forma moderada, enquanto o arroz registrou queda de 3% devido à menor demanda.

Outros grupos também apresentaram elevação, como óleos vegetais, carnes e laticínios, com destaque para o açúcar, que subiu 7,2%. A valorização do petróleo, que avançou 5,1% no mês e está mais de 13% acima do nível de um ano atrás, segue como fator central nesse cenário, especialmente após interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos.

 





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Polícia recupera sete caprinos roubados que eram transportados em carro hatch


sete caprinos
Foto: Dilvulgação/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Paraíba realizou, na última segunda-feira (6), no município de Sobrado, uma intervenção que resultou na recuperação de sete caprinos furtados, na prisão de um indivíduo e na detenção de outros dois.

A ocorrência teve início quando a vítima, um homem de 55 anos, compareceu à Unidade Operacional da PRF para relatar que invadiram e furtaram sua propriedade rural.

De acordo com o denunciante, os suspeitos roubaram sete caprinos de seu rebanho e fugiram em um veículo GM Corsa de cor verde. De posse das características, os policiais iniciaram diligências e localizaram o automóvel ocupado por três homens de 30, 31 e 56 anos.

Durante a revista no interior do veículo, a equipe encontrou os sete animais. Inicialmente, os suspeitos alegaram ser os proprietários dos animais, mas, diante das contradições na entrevista técnica, confessaram o furto e informaram que pretendiam comercializar os caprinos na cidade de Guarabira (PB).

Eles admitiram, ainda, serem reincidentes na prática criminosa.

Procedimentos legais

Durante o processo de identificação, a equipe constatou que contra o homem de 56 anos existiam dois mandados em aberto pelo crime de furto, sendo um de prisão preventiva e outro de recaptura. O indivíduo também possui uma pena restante de mais de cinco anos para cumprir em regime fechado.

Diante dos fatos, os envolvidos foram detidos em flagrante e encaminhados, juntamente com o veículo e os animais recuperados, à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura dos procedimentos legais.

Além disso, para reforçar a segurança no campo, a Polícia Rodoviária Federal disponibiliza o Sinal Agro, uma ferramenta digital estratégica voltada ao combate de crimes em propriedades rurais em todo o território nacional.

O sistema funciona como um canal de comunicação ágil que permite ao produtor registrar ocorrências de forma imediata, abrangendo o roubo ou furto de máquinas agrícolas, animais e defensivos agrícolas.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Guerra no Oriente Médio pode gerar crise de fertilizantes e pressionar produção no Brasil


guerra no Oriente Médio
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A escalada das tensões no Oriente Médio acende um alerta no agronegócio brasileiro. A possibilidade de ataques a infraestruturas estratégicas no Irã pode afetar diretamente o abastecimento global de fertilizantes e pressionar os custos de produção no campo.

A avaliação é de Manoel Mário, diretor-presidente da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro). Segundo ele, o cenário é preocupante e pode gerar desdobramentos relevantes para o Brasil, que depende majoritariamente de insumos importados.

Estreito de Ormuz no centro do risco global

O principal ponto de atenção é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 25% do petróleo mundial e grande parte do gás natural.

De acordo com Manoel Mário, um eventual bloqueio ou instabilidade na região afeta diretamente a logística global, podendo elevar os custos de transporte e produção.

“Se houver ataques a estruturas energéticas, o impacto será global. O Brasil pode estar entre os países mais prejudicados”, afirmou.

Dois cenários possíveis para o mercado

O dirigente da Alagro aponta dois caminhos possíveis diante da crise:

  • Desbloqueio da rota marítima: os preços dos fertilizantes permanecem pressionados, mas o fluxo global tende a se normalizar
  • Manutenção das restrições: queda na oferta de insumos e aumento ainda maior dos preços

No segundo cenário, os efeitos seriam mais severos, com impacto direto sobre a produtividade agrícola.

Dependência externa agrava vulnerabilidade

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Essa dependência amplia a exposição do setor a crises internacionais.

Segundo Manoel Mário, o país ainda não estruturou uma resposta estratégica para enfrentar esse tipo de risco.

“É preocupante não termos um comitê para discutir esses impactos. A dependência externa é alta e exige políticas públicas mais robustas”, destacou.

Pressão sobre custos e risco para a produtividade

A possível escassez de fertilizantes ocorre em um momento sensível para o agro. Após safras exigentes, a reposição de nutrientes no solo é essencial para manter a produtividade.

Sem acesso adequado aos insumos, produtores podem enfrentar queda de rendimento e aumento nos custos de produção.

Além disso, o encarecimento do petróleo tende a impactar toda a cadeia, elevando custos logísticos e pressionando ainda mais as margens.

Impacto pode ser global

O alerta não se restringe ao Brasil. A combinação entre conflito geopolítico, energia cara e restrições logísticas pode afetar o abastecimento global de alimentos.

Para Manoel Mário, o cenário exige atenção imediata.

“Espero que esse conflito seja cessado rapidamente. Caso contrário, os impactos serão sentidos em todo o planeta”, afirmou.

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Balança comercial tem superávit de US$ 6,405 bilhões em março


exportações
Foto: Pixabay

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

As estimativas do mercado para esta leitura variavam de US$ 5,9 bilhões a US$ 8,5 bilhões. Em março, as exportações registraram alta de 10% na comparação com o mesmo mês de 2025, com crescimento de 1,1% em Agropecuária, que somou US$ 8,256 bilhões; avanço de 36,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,359 bilhões; e, por fim, crescimento de 5,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,822 bilhões.

As importações subiram 20,1% em março ante igual mês de 2025, com queda de 10,2% em Agropecuária, que somou US$ 517 milhões; alta de 24,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,171 bilhão; e expansão de 20,8% em Indústria de Transformação, que totalizou US$ 23,347 bilhões.

Acumulado no ano

De acordo com a Secex, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 14,175 bilhões no ano até março. O valor no primeiro trimestre foi alcançado com exportações de US$ 82,338 bilhões e importações de US$ 68,163 bilhões e é 47,6% maior do que no mesmo período de 2025.

No acumulado de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações registraram alta de 7,1%, com crescimento de 2,4% em Agropecuária, que somou US$ 17,205 bilhões; alta de 22,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 20,816 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 43,864 bilhões.

As importações subiram 1,3% de janeiro a março de 2026 ante o mesmo período de 2025, com queda de 19,9% em Agropecuária, que somou US$ 1,379 bilhão; queda de 7,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,772 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 63,540 bilhões.

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Empresas do agro lideraram pedidos de recuperação judicial em 2025, mostra Serasa


soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

O setor agropecuário teve o maior número de empresas envolvidas em processos de recuperação judicial em 2025, conforme informações divulgadas pela Serasa Experian nesta terça-feira (7).

Ao todo, a concentração de CNPJs ligados ao segmento foi de 30,1% (743). Com isso, companhias ligadas ao campo ultrapassaram os prestadores de serviços, que eram maioria em 2024 e, agora, fecharam com 30% de participação (739).

cnpj serasa

A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, contextualiza a atual liderança do agro no ranking do endividamento. “A agropecuária opera sob um conjunto de riscos climáticos e biológicos como, estiagens, excesso de chuva, geadas, pragas e doenças. A isso se somam choques de preços de commodities, insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos, exposição cambial e um ciclo financeiro mais longo de safra-entressafra, que amplifica a volatilidade de receita e caixa”, diz, em nota.

De acordo ela, em cenários adversos, tais fatores comprimem margens e capacidade de pagamento ao longo de toda a cadeia, do produtor à armazenagem, logística, agroindústria e tradings, elevando a necessidade de renegociação de passivos e tornando a recuperação judicial um instrumento para preservar operação e emprego.

Entre os setores que mais entraram com pedidos de recuperação judicial, o comércio (21,7%; 535 CNPJs) aparece em terceiro, seguido pela indústria (18,2%; 449 CNPJs).

De acordo com a Serasa Experian, a distribuição desses pedidos reflete desafios distintos enfrentados pelos setores da economia, influenciados por fatores como custo de crédito, dinâmica de demanda e estrutura de endividamento das empresas.

O indicador de falências e recuperações judiciais é elaborado a partir do levantamento mensal do número de processos e de CNPJs envolvidos em pedidos de falência e de recuperação judicial registrados na base de dados da Serasa Experian.

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Colheita de soja avança no Paraná e se aproxima da reta final, aponta Deral


colheita soja Bahia
Colheita de soja. Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita da safra de soja 2025/26 alcançou 96% da área estimada no Paraná até a última segunda-feira (7), segundo boletim divulgado nesta terça-feira (8) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado.

De forma geral, a safra apresenta resultados positivos, embora com variações importantes de produtividade entre as regiões. De acordo com o levantamento, 84% das lavouras estão em boas condições, 14% em situação considerada média e apenas 2% classificadas como ruins.

Em relação ao estágio de desenvolvimento, 97% das áreas estão em fase de maturação, enquanto 3% ainda se encontram em frutificação. Apesar do cenário favorável na maior parte do estado, o Deral destaca que, em diversas regiões, a produtividade ficou abaixo do inicialmente projetado, especialmente nas áreas mais afetadas pela estiagem.

Milho

No caso da safra de verão de milho 2025/26, a colheita já está em fase final ou concluída na maior parte das regiões paranaenses. O desempenho, segundo o órgão, é positivo, com boas produtividades registradas. Até o momento, 94% da área foi colhida, com 93% das lavouras em boas condições e 7% em situação média. Todas as áreas já atingiram a fase de maturação.

Já a segunda safra de milho teve o plantio finalizado em todo o estado. O desenvolvimento inicial das lavouras foi favorecido pelas chuvas em algumas regiões, mas há registro de irregularidade hídrica e altas temperaturas em outras áreas, o que tem provocado perdas pontuais e reduzido o potencial produtivo.

A semeadura da safrinha atingiu 100% da área prevista, com 85% das lavouras em boas condições, 11% em situação média e 4% avaliadas como ruins. Em termos de estágio de desenvolvimento, 4% das áreas estão em germinação, 69% em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração e 4% em frutificação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologias e diversificação de culturas melhoram produção em solos arenosos


A Embrapa fez parte, mais uma vez, da Expocanas 2026, em Nova Alvorada do Sul, MS, com estande e quatro estações demonstrativas com cana-de-açúcar, amendoim, milheto, milho safrinha e sorgo granífero nos dias 25, 26 e 27 de março com atendimento ao público. No último dia, também foi realizada a abertura da Jornada Técnica “Diversificação de Culturas em Solos Arenosos”. A abertura foi realizada pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Auro Akio Otsubo, em nome do chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira, e pelo presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Leandro Lyrio.

A primeira palestra foi proferida por Rogério Hidalgo Barbosa, consultor da Plantec/Amendoglória, sobre o tema “Potencialidades do amendoim como cultura de verão para ambientes restritivos à soja”. Ele fez o relato do projeto piloto da instituição com amendoim na Safra 2021/2022, 21 hectares. Segundo ele, os experimentos têm sido desenvolvidos com objetivo de elucidar dúvidas entre os próprios pesquisadores da empresa. Apesar de os dados não serem resultados científicos, eles conseguiram resultados promissores no campo, que mostram que o amendoim têm resultados muito bons em locais que a soja não vai tão bem devido a limitações físicas, biológicas, químicas e/ou climáticas, em solos com baixa retenção de água e baixa fertilidade. “É melhor abrir com amendoim do que em soja. E o amendoim é uma alternativa boa para a trabalhar a rotação de cultura”, afirmou.

Barbosa ainda ressaltou que o manejo básico em solos arenosos, com correção bem feita das áreas, rotação de culturas, já contribui para o aumento do teor de matéria orgânica. O consultor disse que tem observado que a cultura do amendoim pode proporcionar mais estabilidade de produção do que a cultura da soja, com vários benefícios como a quebra do ciclo de pragas e doenças e fixação de nitrogênio.

Em experimentos em áreas de solos arenosos de soja em Nova Alvorada do Sul, MS, o plantio da soja precisa ser realizado em novembro e dezembro para ter menor risco de perda da cultura, o que inviabiliza o plantio de segunda safra. “Existe maior risco de perda de soja do que de amendoim. A soja tem plantio tardio, o que faz ser perdida a janela de segunda safra tanto do milho quanto do sorgo. Já com amendoim não se perde a janela do plantio de segunda safra”.  Segundo o consultor, a empresa ainda não teve a oportunidade de realizar experimentos em usinas em áreas de renovação do canavial. “Mas podem confiar. Conseguimos, com certeza, entrar sem prejudicar a cana”, garante Barbosa.  

A segunda apresentação foi da MS Grãos Nuts, com o sócio diretor José Antônio Cogo Junior, e o técnico agrícola Diego da Cunha Almeida, sobre “Programa de fomento e aquisição de amendoim para fins industriais”. Cogo Junior afirmou que a empresa beneficia e comercializa o amendoim em Mato Grosso do Sul e conseguem “absorver toda a cadeia do amendoim do estado”.

Em seguida, Almeida contou que trabalha há 24 anos no setor de cana e, atualmente, trabalha com amendoim na região de Rio Brilhante. De acordo com ele, a perspectiva é de realizar reforma dos canaviais e colocar 100% de amendoim no sistema. “A Embrapa contribui muito com os nossos trabalhos, interpretando os dados, para ter o máximo de informação possível pra gente fazer e falar a coisa certa. Neste ano, já colhemos praticamente 60% da safra”.

O técnico agrícola disse que a cultura exige cuidado, porém é fácil de ser manejada, desde que o manejo seja feito preventivamente. “Se esperar a doença aparecer para fazer aplicação, vai perder a cultura. O produtor tem mania de trabalhar corretivamente em tudo. Tudo tem que ser trabalhado preventivamente. E tem que haver planejamento. A ideia é ajudar o produtor a saber produzir, e a gente faz o beneficiamento”, concluiu.

Soja em solos arenosos

Para falar sobre “Sistemas de produção de soja em solos arenosos e de baixa altitude”, o pesquisador Rodrigo Arroyo Garcia, da Embrapa Agropecuária Oeste, começou a palestra fazendo uma retrospectiva do sistema de produção soja/milho, sucessão de culturas consolidadas no Brasil. “Esse modelo não é o ideal para todos os ambientes de produção no País, como é o caso de áreas predominantemente de solos arenosos”.

Em Mato Grosso do Sul, o pesquisador disse que a soja continua com cenário de crescimento contínuo e que o milho está estabilizado. A sucessão veio diminuindo, em áreas mais fracas e áreas mais favoráveis está aumentando a diversificação.

Garcia afirmou que é possível ter um bom sistema de produção por meio de um manejo bem realizado com a construção de solo, resultando em maior capacidade de produção de raízes mais profundas, melhorando a condição de armazenamento de água no solo. “O Centro-Sul de MS possui um cenário desafiador na distribuição de chuvas, com instabilidade da precipitação, o que acarreta também a oscilação da produtividade da soja”, explicou o pesquisador.

O pesquisador lembrou que o produtor rural busca como resultado final o potencial produtivo da cultura, mas ele ressaltou também que uma planta sob estresse hídrico e/ou térmico acaba tendo redução na taxa fotossintética e a planta diminui a atividade com maior dificuldade em acumular carbono e produção de massa. “Por isso, a construção do ambiente de produção é muito importante”.

O objetivo maior é sempre potencializar a soja. A safrinha foi pensada para melhorar o sistema de produção e refletir diretamente no desempenho da cultura principal. Segundo Garcia, o aumento da matéria orgânica do solo é fundamental nesse processo, especialmente em solos arenosos, que naturalmente armazenam menos água. “Quando se eleva a matéria orgânica, é possível aumentar a retenção de água e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das plantas, inclusive em condições de estresse climático”, destaca.

O pesquisador também ressalta a importância do manejo adequado diante de desafios como altas temperaturas e ondas de calor, comuns no período de plantio na região. A adoção de plantas de cobertura e a formação de palhada contribuem para reduzir a temperatura do solo, melhorar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) e auxiliar no controle de nematoides. Resultados de campo em municípios como Naviraí e Nova Alvorada do Sul demonstram ganhos expressivos de produtividade e aumento da matéria orgânica ao longo das safras, reforçando que sistemas bem manejados são mais resilientes, produtivos e até mais eficientes na geração de créditos de carbono.

Sorgo e Milheto na Safrinha

O uso de sorgo e milheto graníferos tem ganhado espaço como alternativa estratégica para a segunda safra, especialmente em áreas de solos arenosos e de menor altitude. Segundo o pesquisador Cícero Beserra Menezes, da Embrapa Milho e Sorgo, em sua palestra intitulada “Sorgo e milheto graníferos como culturas de segunda safra em solos arenosos e de baixa altitude”, a expansão dessas culturas nos últimos anos está diretamente ligada ao aumento da demanda de mercado e à maior segurança produtiva em condições climáticas adversas. O sorgo granífero, por exemplo, apresenta produtividade média nacional de cerca de 3.600 kg/ha, com destaque para estados como Goiás e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso do Sul ainda apresenta variações de área plantada.

Além da adaptação a cenários de risco climático, sorgo e milheto se destacam pelo desempenho agronômico e nutricional. Ambos possuem maior teor de proteína que o milho e valor energético próximo, sendo amplamente utilizados na alimentação animal. “O milheto é campeão em resiliência, o sorgo é especialista em eficiência hídrica e o milho se destaca em produtividade em condições ideais”, resume o pesquisador. Com sistemas radiculares mais profundos, especialmente no caso do milheto, essas culturas conseguem explorar melhor água e nutrientes no solo, contribuindo também para a reciclagem de nutrientes e a melhoria do sistema produtivo.

O manejo adequado, no entanto, é fundamental para garantir bons resultados e evitar impactos na cultura seguinte, como a soja. A adubação, especialmente com nitrogênio, é indispensável, assim como o monitoramento de pragas, com destaque para o pulgão do sorgo, e a adoção de práticas preventivas no controle de doenças. “Doença e pragas são questões preventivas. Não pode esperar aparecer”, enfatizou Menezes.  Apesar de possuir efeito alelopático, o sorgo não prejudica a soja quando manejado corretamente. O pesquisador reforçou que o sorgo representa uma opção de segurança produtiva, enquanto o milheto se destaca como importante ferramenta na recuperação e construção da qualidade do solo.

Expansão do Etanol de Cereais

Na palestra “Programa de fomento de cereais para a produção de etanol”, José Fabiano, da Inpasa, falou sobre que o avanço da produção de etanol a partir de grãos tem aberto novas oportunidades para os produtores rurais, especialmente para o cultivo de sorgo na segunda safra. De acordo com ele, a empresa desenvolve um programa de fomento voltado à produção de cereais, ampliando as possibilidades de comercialização para os agricultores. “É uma oportunidade para o produtor, principalmente para o sorgo, que ainda conta com poucos armazéns de recebimento. No nosso caso, há flexibilidade nesse processo”, destacou.

Com atuação nacional, a Inpasa possui números expressivos que reforçam a demanda crescente por matéria-prima. A empresa tem capacidade de produzir cerca de 5,8 bilhões de litros de etanol por ano, volume equivalente ao abastecimento de aproximadamente 116 milhões de veículos, além de uma estrutura que movimenta milhares de caminhões diariamente e processa grandes volumes de milho e sorgo. Em Mato Grosso do Sul, a produção anual gira em torno de 4 milhões de toneladas, mas ainda há espaço para expansão: a capacidade de compra da indústria supera a atual produção estadual, “sinalizando um cenário promissor para o aumento da área cultivada, especialmente com sorgo”, garantiu Fabiano.

Demonstrações a campo

Durante os três dias de evento, a Embrapa demonstrou tecnologias para melhoria do ambiente com diversificação de culturas em solos arenosos. As pessoas que visitaram o estande puderam ver e ser atendidos pela equipe técnica da Embrapa que mostraram no campo áreas com cana-de-açúcar, milheto, milho safrinha, sorgo granífero, amendoim e explicaram a importância dessas culturas como diversificação e melhoria no ambiente de produção e da produtividade de canaviais e lavouras de soja.

Estavam presentes, da Embrapa Agropecuária Oeste, os pesquisadores Cesar José da Silva, Rodrigo Arroyo Garcia, Carlos Hissao Kurihara, Adriana Marlene Moreno Pires e o analista Gessí Ceccon; e da Embrapa Algodão o pesquisador Jair Heuert.

Instituições

Otsubo falou sobre a importância de se utilizar tecnologias apropriadas para a regiões, principalmente em áreas de solos arenosos. Ele destacou a presença dos pesquisadores da Embrapa Algodão, inclusive do chefe-adjunto de TT Daniel Ferreira, responsáveis em nível nacional no desenvolvimento de trabalhos com amendoim e gergelim como culturas para integrar sistemas de produção sustentáveis. “A sustentabilidade e o sucesso de cultivos em áreas em solos arenosos ocorrem e se consolidam a partir de dados da ciência e com a utilização das tecnologias e das informações geradas por parte de técnicos e produtores rurais”, disse.

O presidente do Sindicato Rural Lyrio também agradeceu por mais um ano de parceria. “É sempre muito importante para o município e produtores a parceria de peso com as instituições, como a Embrapa. Temos que aproveitar a oportunidade de conhecimento”, afirmou. 

Realização – A realização do evento foi da Embrapa, Biosul, Sulcanas, Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul e Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do governo de MS.





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Trigo no Brasil: quando a entressafra deixa de ser confortável e passa a ser estratégica


trigo
Foto: Embrapa

A entressafra de trigo no Brasil se configura, neste momento, como um período particularmente desafiador — não pela ausência absoluta de produto, mas pela combinação de fatores que restringem a disponibilidade efetiva, sobretudo de trigo com padrão de qualidade superior.

O primeiro vetor é a oferta curta no Mercosul. A disponibilidade remanescente no Brasil e nos países vizinhos é limitada, com volumes pontuais ainda circulando — como fluxos recentes do Paraguai em direção ao Paraná —, mas insuficientes para alterar de forma relevante o equilíbrio do mercado. Trata-se, portanto, de um ambiente em que a oferta existe, porém é escassa, fragmentada e altamente seletiva.

Há, contudo, um contraponto relevante. A Argentina ainda dispõe de volume considerável de trigo, o que, em uma leitura superficial, poderia sugerir maior conforto na oferta regional. Na prática, esse volume não se converte integralmente em disponibilidade útil para a indústria brasileira. A limitação reside na qualidade, com escassez de trigo com teor de proteína mais elevado. Assim, embora haja oferta em termos quantitativos, a restrição qualitativa reduz significativamente sua aplicabilidade, sobretudo para moinhos que operam com blends mais
exigentes, reforçando a percepção de um mercado efetivamente apertado.

No plano logístico, o momento também impõe limitações importantes. A priorização do escoamento da safra de verão reduz a eficiência operacional para o trigo, tanto na movimentação interna quanto na capacidade de armazenagem e segregação nos portos. Soma-se a isso a elevação dos custos de frete rodoviário, o que encarece a arbitragem entre regiões e reduz a fluidez dos negócios.

Esse quadro se torna ainda mais complexo quando inserido no contexto internacional. As tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel vêm ampliando a volatilidade no mercado de energia, com reflexos diretos sobre os custos de frete marítimo. Em um momento
em que o Brasil passa a depender mais de origens fora do Mercosul para suprir lacunas de qualidade, esse encarecimento logístico ganha peso na formação de preços e nas decisões de originação.

Nesse ambiente, cresce a necessidade de diversificação de origens. O trigo russo se destaca pela competitividade no FOB, embora parte dessa vantagem seja absorvida pelo frete mais elevado. Já o trigo norte-americano (HRW), tradicionalmente mais caro, torna-se ainda menos competitivo em termos de custo final, mas segue sendo uma alternativa estratégica para moinhos que demandam qualidade consistente. Essa recomposição do mix de origens ocorre, portanto, sob uma estrutura de custos mais pressionada, exigindo maior precisão nas decisões de compra.

Do ponto de vista regional, os impactos são heterogêneos. Moinhos localizados no Sul, especialmente aqueles que se anteciparam à originação, operam com maior previsibilidade. Em contrapartida, nas regiões a partir do Sudeste em direção ao Norte, a dependência de
importações — combinada à menor disponibilidade de trigo de qualidade — torna o cenário mais restritivo, com maior exposição a custos logísticos e variações cambiais.

Outro elemento que merece atenção é o comportamento da demanda. Em um ambiente de custos mais elevados e margens pressionadas, a indústria tende a adotar postura mais cautelosa, ajustando blends, postergando compras sempre que possível e buscando maior eficiência no uso da matéria-prima. Ainda assim, a necessidade de manutenção da qualidade final dos produtos impõe limites a essa flexibilização.

Farelo de trigo

Para que a conta industrial se equilibre, um movimento de alta nos preços da farinha torna-se cada vez mais provável. Essa necessidade se evidencia com maior clareza diante da forte queda nos preços do farelo observada nas últimas quinzenas.

Ao se analisar a composição da receita da moagem ao longo dos últimos cinco anos, observa-se que o farelo — embora frequentemente tratado como subproduto — representa, em média, um adicional superior a 10% sobre a receita gerada pela farinha. À primeira vista, trata-se de
uma participação relativamente modesta; contudo, em diversos momentos de mercado, esse componente é determinante para a sustentação das margens operacionais dos moinhos.

Por fim, a entressafra atual também antecipa sinais importantes para a próxima temporada. A expectativa de redução de área plantada, somada aos riscos climáticos associados ao El Niño — especialmente na Região Sul —, reforça a percepção de uma transição potencialmente apertada entre safras. Nesse contexto, produtores com estoques remanescentes tendem a encontrar melhores oportunidades de comercialização, embora ainda enfrentem pressão de custos e seletividade por qualidade.

Em síntese, a entressafra de trigo no Brasil em 2026 não se define apenas pela escassez, mas pela complexidade. Trata-se de um período em que qualidade, logística, câmbio e estratégia de originação assumem papel central — e em que decisões antecipadas tendem a
diferenciar aqueles que gerenciam risco daqueles que simplesmente reagem a ele.

Quando a logística se torna restritiva e a qualidade escasseia, o mercado deixa de ser confortável — e passa, inevitavelmente, a ser estratégico.

Élcio Bento, especialista em trigo da Safras & Mercado

*Élcio Bento é especialista em trigo graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Faz parte da divisão de especialistas de Safras & Mercado há mais de 20 anos


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